sábado, 2 de maio de 2026

ESTROFES - HINO À BANDEIRA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Luis Gustavo Domingues Pereira, Loja Amandara – Guardiões da Amizade, 3737, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos.

 

ESTROFES DO HINO À BANDEIRA

 

Prezado e querido Ir Pedro Juk. Estimo que esta mensagem vos encontre em paz e serenidade.

Gostaria de consultá-lo a respeito das estrofes a serem cantadas do Hino à Bandeira a serem cantadas para saída do Pavilhão Nacional.

O Decreto nº 1476/2016 do Grande Oriente do Brasil indica serem cantadas, em seu Art. 8º, determina serem cantadas as "primeira e última estrofes" do citado símbolo nacional.

Ocorre, todavia, uma frequente dúvida entre Irmãos.

Uma das interpretações sugere que se deva entender por estrofes os primeiro e últimos grupos de versos entremeados e seguidos do refrão:

 (Salve lindo... / Recebe o afeto... / Sobre a imensa / Recebe o afeto...) 

Outra entende que devem ser considerados como estrofes os primeiro e último grupos de versos, indistintamente se seriam estrofe ou refrão:

(Salve lindo / Recebe o Afeto...)

O Irmão poderia nos indicar qual seria a interpretação intencionada pela Potência?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É simples como está escrito no Decreto: primeira e última estrofes.

Assim, entoa-se a primeira estrofe (Salve lindo Pendão...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...), logo após a última estrofe (Sobre a imensa Nação...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...).

A título de esclarecimento, “Refrão”: Fórmula vocal ou instrumental, que se repete regularmente numa composição. “Estrofe”: Agrupamentos de versos em poemas ou músicas, organizados em seções separadas.

 

 

TFA

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

ENTRADA RITUALÍSTICA - FORMALIDADES DO REAA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Antônio Augusto Barbosa, Loja Pátria e Família, 097, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de Cravinhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ENTRADA RITUALÍSTICA

 

Nas sessões magnas de iniciação/elevação/exaltação, após o candidato ter recebido a luz, sendo digno de ser admitido entre nós, lhe é passado pp, t, etc. O Ven Mestre determina que o M CCer leve o novo irmão pra fora do templo, fazendo-o, em seguida, entrar como maçom. No retorno o Cobrabre a porta para a entrada do mesmo como maçom.

Pergunto: inicia-se a Marcha já ao abrir a porta ou só após o fechamento da porta através do Cobr? Nos rituais, nada consta se fecha ou não, ou seja, a marcha nesse caso) pode ser com a porta aberta?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O mais acertado, nesse caso, é o Cobridor Interno abrir a porta para que o Iniciado/Elevado/Exaltado seja conduzido pelo Mestre de Cerimônias para dentro do templo.

Assim, o recipiendário ingressa e pára (estaciona) próximo a porta, entre colunas do Norte e do Sul, colocando-se à Ordem; o Cobridor Interno imediatamente fecha a porta e então o recipiendário dá início à sua entrada formal, pela Marcha do Grau.

Sem excessos de preciosismo, seguindo a ordem natural, o Cobridor Interno fecha porta (cobertura) antes de se iniciarem as formalidades ritualísticas da Marcha do Grau.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

PAINEL DO GRAU DE COMPANHEIRO - REAA

Em 05.03.2026 o Respeitável Irmão Amarildo José Domingues dos Santos, Loja Fraternidade Piraquarense, 204, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Piraquara, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

 

PAINEL DE COMPANHEIRO

 

Com respeitosos cumprimentos, venho trazer ao Irmão a seguinte dúvida: existem no ritual do Companheiro do Rito REAA - GOP, dois Painéis; qual é a finalidade dos respectivos Painéis?

Atenciosamente,

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Rituais que apresentam indevidos dois Painéis do Grau tem sido uma anomalia, que vira e mexe causa dúvidas nos praticantes do REAA.

Ressalte-se que no REAA original, sem enxertos, existe apenas um painel para cada grau simbólico, ou seja, um para cada Loja, de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre.

Assim, o painel (quadro) que condensa os principais símbolos de cada grau denomina-se Painel do Grau, ou Painel da Loja. No caso do grau de Companheiro do REAA, rigorosamente existe apenas um Painel da Loja do 2º Grau, o qual vai colocado aberto ao centro do Ocidente da Loja em um dispositivo alocado sobre o Pavimento Mosaico.

Para que não pairem dúvidas, vale observar que a parede situada imediatamente atrás do trono, sob o dossel, onde se situam as duas luminárias terrestres (Sol e Lua) e o Delta Radiante, chama-se Retábulo do Oriente. Este retábulo, comum na decoração dos templos do simbolismo, nada tem a ver com o Painel do Grau que fica no centro do Ocidente.

No que diz respeito aos rituais que mencionam a existência de dois painéis, é porque lamentavelmente no Brasil isso ocorreu à custa de dissidências no passado, onde houve a necessidade de se construir novos rituais para atender a demanda. À vista disso, muitos costumes de outros ritos vieram indevidamente parar nesses novos rituais, principalmente no REAA - é o caso da duplicidade de painéis mencionada nessa questão.

Na verdade, esse segundo painel no REAA nada mais é do que uma cópia indevida da Tábua de Delinear do 2º Grau do Rito de York, inserida no ritual do escocesismo. Explica-se: ao que parece, alguns ritualistas ainda desconhecem que o REAA é um rito originário da França, portanto o conteúdo do seu Painel do Grau original é um conjugado de símbolos nativos da vertente francesa de Maçonaria. Assim, o verdadeiro e único Painel do Grau 2 no REAA é o francês (com as Colunas B e J ladeando o pórtico).

Já o outro painel (com a escada sinuosa e o pórtico da C do M), copiado do Grau de Companheiro do Rito de York, é oriundo da vertente inglesa de Maçonaria e contém símbolos apropriados à doutrina de outro rito, não ao REAA.

                Essa indevida inserção tem causado uma confusão que ninguém consegue explicar, pois há uma mistura de símbolos pertencentes a sistemas maçônicos diferenciados, o latino e o anglo-saxônico.

Na tentativa de arrumar uma justificativa para esse imbróglio, nomearam o painel enxertado dando-lhe o nome de Painel Alegórico, o que só piorou mais as coisas, pois no REAA verdadeiro não existe nenhum “painel alegórico”. Por ser indevido e inapropriado, tornou-se algo como a boca que se entorta conforme o hábito do uso do cachimbo.

No intuito trazer um pouco de luz para esse assunto, seguem inseridas as gravuras dos dois painéis, o Painel do Grau original (1) que é o francês e que realmente pertence ao REAA, e o outro (2) que é o indevido, enxertado do Rito de York, que é o inglês e que originalmente pertence à Tábua de Delinear do 2º Grau [1].

Outros comentários podem ser encontrados em http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2026



[1] Tábua de Delinear – Nome dado ao Painel da Loja (Tracing Board) no Rito de York.