sexta-feira, 14 de agosto de 2026

EXPOSIÇÃO DO PAINEL NA INSTRUÇÃO

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Lucas Pontes, Loja Fraternidade Paraibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos.

 

EXPOSIÇÃO DO PAINEL

 

Na terceira instrução do grau de Aprendiz, novo ritual, orienta que a instrução seja feita mediante exposição do painel. Como é feita essa exposição? Virar o painel em direção ao Aprendiz? Ou Aprendiz fica entre colunas? O Mestre de Cerimônias vai apontando a simbologia durante à leitura?

De já agradeço sua atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, eu gostaria de agradecer o convite que me foi feito. Aproveito a oportunidade para saudar a Loja pelo seu aniversário de 120 anos que se avizinha. Já estive no Piauí por duas vezes, uma na capital Teresina e outra no interior, na cidade de Picos. Naquelas oportunidades estive ministrando palestras sobre o REAA. São gratas as recordações.

No tocante à sua questão, não existe propriamente um protocolo para a apresentação do Painel em instrução.

A forma de se aplicar a 3ª Instrução de Aprendiz tendo o Painel como referência, ministrada pelo 2º Vigilante e pelo Venerável Mestre, fica a critério da Loja. Ela é que decide para onde deslocar o Painel no momento da instrução, podendo, inclusive, mantê-lo no seu lugar com o cada Ir observando a figura que consta na página 11 do ritual de Aprendiz.

               Para a 3ª Instrução, no caso de deslocamento do Painel, o mais comum seria colocá-lo bem próximo da porta, no extremo do Ocidente voltado para o centro, de tal maneira que todos, especialmente os Aprendizes, possam visualizá-lo durante os ensinamentos.

No momento da instrução com o Painel deslocado, quem deve ficar próximo a ele é o 2º Vig, o qual deixa momentaneamente o seu lugar.  Concluída essa instrução, o 2º Vig retorna imediatamente para o seu lugar e o Painel é recolocado no centro.

O 2º Vig, por ter deixado o seu lugar para se colocar próximo ao Painel, não precisa que outro Irmão o substitua. Não existem óbices sobre o lugar do Vig ficar vago por alguns instantes. Até porque ele não estará se retirando dos trabalhos.

Finalmente, em se optando pelo deslocamento do Painel, cabe ao Mestre de Cerimônias providenciar a sua mudança, e a sua recolocação.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A ESTRELA FLAMEJ.'. E A LETRA G - REAA

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Giovani Moreira da Silva, Loja Estrela do Vale, 1740, GOB MINAS, REAA, Oriente de Itabira, Estado de Minas Gerais, apresenta as perguntas seguintes:

 

ESTRELA E A LETRA G

 

1 - Em seu artigo https://pedro-juk.blogspot.com/2017/12/estrela-flamejante-v.html você fala sobre a especulação sobre o conceito da letra G, porém, no ritual de Companheiro Maçom na página 123 expressa uma opinião contrária ao seu artigo. Como respeito muito seus artigos, gostaria de sua orientação sobre o disposto no ritual atualizado em 2024.

Aproveitando sua boa vontade agradeço mais dois comentários:

2 – A Estrela Flamejante deve estar literalmente de ponta para cima, ou seja, perpendicular (pendurada) no teto ou pode estar afixada no teto na abóboda celeste;

3 – Podemos em uma reunião de grau de Aprendiz transformar a reunião em grau de Companheiro, retirando os Aprendizes no momento do tempo de estudos para a apresentação do grau de Companheiro, depois retornando com os Aprendizes, isso para não furtar os Aprendizes de participar da reunião naquele dia. Essa prática pode ser realizada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Em relação ao que eu publiquei em resposta a uma pergunta no meu Blog em 2017, continuo convicto do que escrevi, e mantenho a minha posição.

             Sobre o Ritual de Comp Maçom em vigência no GOB, eu procurei minimizar a questão, deixando claro, em primeiro lugar, que a letra “G” significa Geometria. As outras definições, que a meu ver não condizem com a realidade doutrinária do REAA, são mencionadas no Ritual em segundo plano, sobretudo porque são consagradas nas instruções gerais da Maçonaria e até adotadas de modo amplo em outros rituais.

Foi graças a isso é que deixei bem claro que na Maçonaria a letra “G” também tem sido interpretada como Geração, Gravidade Gênio e Gnose. Note que, mesmo discutível, essas não são afirmativas minhas, mas são conceitos que estão presentes há muito tempo na Maçonaria, especialmente na vertente anglo-saxônica. Assim, a minha obrigação é também mencioná-los.

Nesse contexto, o que de fato eu abomino é falsa interpretação quando dizem que a letra “G” é uma referência ao "G A D U", mais especificamente à palavra "God", que é Deus na língua inglesa. Ora, se fosse assim, como ficariam então os ritos latinos onde a inicial do nome Deus é a letra "D" (Deus, Dio, Dieu)?

En passant, outro absurdo é se dizer que a letra hebraica “IÔD” se traduz pela letra “G”.

Graças a isso, sendo a Geometria a quinta ciência na ordem das Sete Artes e Ciências Liberais, procurei dar ênfase a ela como uma das grandes verdades universais (vide a 47ª Proposição de Euclides).

Para concluir este quesito, vale a pena lembrar que quando se trata de ritual maçônico, nem sempre é possível alterá-lo de imediato, sem antes, com muita prudência, ir se preparando o terreno. Por conta disso, deixo essa questão para reflexão dos IIr, mostrando que nem tudo o que reluz é ouro.

2 - A Estr Flamej – Este símbolo não é parte do mapa estelar da abóbada. Ela não aparece como as demais estrelas e astros, fixados no firmamento. Nesse sentido, a Estr Flamej não é um astro celeste, mas é um símbolo pitagórico, que fica pendente do teto, adotado por alguns ritos maçônicos. Historicamente essa estrela hominal somente apareceu na Maçonaria no século XVIII.

Como um símbolo pitagórico, o ritual do REAA/GOB menciona que a Estr Flamej - um dos ornamentos da Loja de Comp - aparece pendente (pendurada) do teto, ao Meio-Dia, sobre o lugar do 2º Vigilante.

Por ser um símbolo hominal, herdado do pitagorismo, é que essa Estr se apresenta no Templo pendurada e com apenas uma das suas cinco pontas voltada para cima. No contexto de símbolo hominal, a única ponta voltada para cima corresponde à cabeça (mente) do homem, enquanto que as demais relacionam-se aos seus membros superiores e inferiores (comparado ao homem vitruviano de Da Vinci.

Em primeira análise, a Estr Flamej simula o Homem de cabeça para cima, naturalmente como foi constituído pela Natureza (teurgia). Também representa os cinco sentidos e a relação matéria-espírito: visão, audição, tato, olfato e paladar – o Iniciado vê o sin; ouve a pal; sente o t; percebe o ar dos pperf; distingue a doç do amarg presente na t das vicissitudes.

                Como a Maçonaria é uma obra de Luz, a Estr Flamej não pode aparecer de ponta-cabeça, isto é, com duas de suas pontas voltadas para cima, mormente porque esse é um símbolo da Goécia, ou Goétia, que significa uma obra da escuridão, do desequilíbrio e da contrariedade. Com as duas pontas apontadas para cima, a Estr se torna a figura de um bode que, dentre outros, representa a animalidade e o mundo de ponta-cabeça; é o emblema do controverso, da obra das trevas e do giro anti-horário; simboliza o retrocesso.

A Estr pendente do teto, perpendicular ao meridiano do Meio-Dia (sobre o 2º Vig), simula a luz intermediária, entre a aurora e o ocaso. É por isso que no REAA a alegoria da letra "G", ao centro da Estr, corresponde à 5ª Ciência, ou a Geometria aplicada na construção de um novo Homem. De modo óbvio, a letra "G" também não deve ficar de ponta-cabeça, senão seguir o padrão e a ordem natural das coisas da Natureza.

3 – Transformação de Loja - Conforme menciona o ritual, existe a possibilidade de transformação, no entanto isso somente deve ocorrer quando for necessário para se atender à legislação, ou por algum motivo comprovadamente imperioso. Transformação de Loja é procedimento previsto, mas esporádico, nunca corriqueiro. É oportuno lembrar que uma Loja transformada deve retornar ao grau em que fora inicialmente aberta para ser fechada definitivamente. Transformar Loja para ministrar uma instrução é possível, porém não recomendável.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

SAGRAÇÃO DE TEMPLO (INAUGURAÇÃO) - 7

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Jorge Jesus Abreu, Loja Acácia, 177, sem mencionar o Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

 

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

 

Sirvo-me do presente para, respeitosamente, solicitar a sua colaboração, no sentido de orientar o signatário acerca do amparo legal, pressupostos e requisitos para a sagração do Templo Maçônico.

Estou no cargo de Orador, cargo esse preteritamente já exercido em outras duas administrações, de forma intercalada.

Na vida profana, sempre pautei por princípios de estrita legalidade, na medida em que exerci, até a aposentadoria, o cargo de Delegado de Polícia no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo na inatividade, desempenhei funções públicas na área da segurança pública, e hoje advogo, basicamente, na esfera administrativo-disciplinar no âmbito da Polícia Civil, tudo a moldar minhas ações em conformidade com as normas legais e estatutárias.

Assim, reputo de muita relevância suas considerações em torno da sagração do Templo Maçônico, notadamente a necessidade dessa medida em havendo benfeitorias no interior do recinto.

No mais, externo o sincero desejo de sua visita a minha Loja, em estando na Cidade de Niterói, evento esse motivo de júbilo para toda a família maçônica fluminense.

Sem mais para o momento, colho o ensejo para externar ao querido Irmão protestos de fraterna estima e consideração.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Maçonaria, a sagração de um Templo ocorre no sentido de conferir dignidade ao espaço ou dependência em que serão realizados os trabalhos litúrgicos e ritualísticos de uma Loja. Tudo isso sem a intenção de transformar esse recinto em um lugar sagrado, santificado ou religioso.

Nesse contexto, é sempre bom lembrar que a Maçonaria não é uma religião e nem é uma Instituição religiosa. A religiosidade, nesse caso, está no íntimo de cada maçom.

                  Sobre a sagração de um Templo maçônico - Em linhas gerais é a consagração de um lugar; é a sua inauguração que se dá por meio de um ritual específico vigente na Obediência.

Como se trata de uma inauguração, esses trabalhos são dedicados quando for uma nova edificação ou dependência, que nunca antes tenha sido inaugurada (consagrada, sagrada). Em linhas gerais, um Templo que já passou pelo ato de consagração assim permanece, ad aeternum, enquanto ele existir e estiver em condições de uso.

Reformas de edifícios maçônicos já inaugurados, a meu ver não devem passar por outra sagração, a não ser que o prédio tenha sito totalmente demolido e reconstruído, ou mesmo uma ampla reforma que o descaracterize do original, o que seria tratado como uma nova construção. Esses casos seriam passíveis de uma inauguração (sagração).

Enganam-se redondamente os que tratam a sagração de um Templo maçônico como fosse uma prática religiosa. Consagrar, nesse caso, é conferir dignidade ao espaço, inclusive ao grau de um maçom (consagração de um candidato).

O ato de Sagração de um Templo - No GOB, o ritual específico para essa finalidade, em vigência, encontra-se no volume de Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), 2016, dele a página 77 e seguintes.

Para que ocorra a sagração de um Templo maçônico, a Loja interessada deverá formalizar um pedido ao seu Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, o qual irá, mediante ato formal, designar uma comissão formada por Mestres Maçons (Comissão de Sagração) para a cerimônia ritualística de inauguração.

Nesse contexto, é importante lembrar de um detalhe significativo. Trata-se do que especifica o Ritual de Consagração vigente, página 80: "É vedado (o grifo é meu) ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Estadual e respectivos Adjuntos e ao Delegado do Grão-Mestre participar da Comissão de Sagração e ter ingresso no Templo antes de sua Sagração".

Isso quer dizer que as autoridades mencionadas logo acima não podem fazer parte da comissão de inauguração, assim como também não podem ingressar no Templo sem que ele antes tenha sido regularmente inaugurado (passado pela sagração).

Eram essas as informações possíveis neste momento.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

terça-feira, 11 de agosto de 2026

ROMPER A MARCHA DO GRAU

Em 20.05.2026 o Respeitável Irmão Gilbert A. Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica de Guarulhos, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ROMPER A MARCHA

 

Meu Irmão, um Irmão que entrará ritualisticamente, seja por instrução ou atraso, ou seja, irá realizar a marcha seguida do interrogatório, numa loja funcionando nos graus 2 ou 3, ao entrar em nosso espaço reservado, fica à ordem no grau de trabalho (2 ou 3), desfaz o referido sinal, compõe o de Aprendiz, para dar início à marcha, de acordo com o grau da Loja, ou, já que vai realizá-la, independente do grau de trabalho, já se conserva à ordem como Aprendiz, realizando em seguida à marcha de acordo com o grau de trabalho da Loja? Em síntese, ao ingressar na Loja num grau diferente de Aprendiz, e antes da marcha, qual sinal deve-se fazer?

Como de costume, agradeço os esclarecimentos e o saúdo pelo excelente trabalho desenvolvido!

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes de romper a Marcha do Grau, o protagonista ingressa no Templo e primeiramente se coloca à Ord no grau em que a Loja estiver aberta.

          Nesse caso, se a Loja estiver trabalhando no 2º Grau, o protagonista se coloca à Ord como CompMaç. Logo a seguir desfaz esse sin e se coloca à Ord no 1º Grau. Ato seguido, rompe a Marcha dando os t pp de Apr, seguidos de mais d de Comp.

Se a Loja estiver trabalhando no 3º Grau, o protagonista se coloca à Ord como M M, desfaz esse sin e se coloca à Ord como Apr.  Ato seguido, rompe a Marcha do 3º Grau dando os tr pp do 1º Grau, os d do 2º Grau e, finalmente os outros tr do 3º Grau.

No que diz respeito a aplicação correta da ritualística, é sempre salutar praticá-la na ordem prevista, sem adiantar procedimentos. Antes que se peque por excesso, do que por negligência.

 

 

T.F.A.

 

 

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AGO/2026

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ABÓBADA CELESTE DO TEMPLO - REAA

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Secretário Geral Adjunto de Comunicação, Estado de São Paulo, solicita o que segue:

 

ABÓBADA CELESTE

 

Eminente Ir Pedro, saudações fraternais! Meu irmão, preciso passar para os nossos Aprendizes uma explicação sobre a abobada celeste e o significado de cada estrela, constelação e planetas pintados no teto, conforme o ritual de Aprendiz vigente. Achei muita coisa na internet, mas gostaria de algo "oficial" vindo do nosso Secretário-Geral, pois nas suas explicações posso confiar.

O Irmão tem algum texto que poderia compartilhar comigo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação a abóbada (teto do templo) e o ritual do REAA/GOB vigente, editado em 2024, vale ressaltar que houve correções. Por exemplo: foi corrigido o número de luas de Saturno; foi corrigida a forma de representação da Lua em quarto-crescente quando vista do hemisfério Norte; foi corrigido o número de estrelas que formam a constelação Ursa Maior (sete estrelas, cujo número deu origem à palavra setentrião); foi inserida na banda setentrional da abóbada celeste a Estrela Polar (ponto consagrado de orientação para várias civilizações); foi excluída uma estrela de cor vermelha presente ao Sul da abóbada (equivocadamente alegava-se que ela era a Estrela Flamejante, o que não condiz com a verdade, pois essa estrela é um símbolo hominal pitagórico e não faz parte do mapa estelar da abóbada (fica pendente do teto sobre o 2º Vig).

             No que diz respeito a colaborar com a instrução, segue um anexo com uma peça de arquitetura sobre a Abóbada do Templo no REAA, trabalho esse que eu escrevi há muitos anos. Essa matéria encontra-se publicada em um compêndio de trabalhos chamado de Caderno de Estudos Maçônicos da Editora Maçônica A Trolha, da época.

Todavia, sobre esse conteúdo, alerto para que quando o elaborei me servi de um mapa da abóbada um pouco diferente da que se encontra em vigência no GOB. De qualquer forma, se bem observado esse pormenor, nele  é possível encontrar muito material instrutivo que pode ser aproveitado.

Sob o ponto de vista histórico, a abóbada celeste,  particularmente decorada com astros e estrelas, foi uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, então criada pelo Grande Oriente da França, em Paris no ano de 1804, para gerenciar a construção do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

É bom que se diga que naquela época a primitiva decoração estelar da abóbada ainda não era tão rica e detalhada como hoje é conhecida, no entanto já se faziam presentes as doze constelações do Zodíaco, que inicialmente ficavam fixadas - pintadas ou desenhadas - na base da abóbada, seis ao Norte e seis ao Sul.

Mais tarde, essas doze constelações passariam da base da abóbada para as paredes Norte e Sul, agora por 12 Colunas Zodiacais encravadas e distribuídas em distâncias iguais, seis de cada lado do templo.

Ao longo da história, não só as constelações zodiacais, como toda a decoração estelar relativa ao firmamento (abóbada celeste) foi sendo paulatinamente formada.

Nessa conjuntura, vale ressaltar que toda a referência estelar da abóbada no REAA relaciona-se de quem a observa do hemisfério Norte da Terra, mormente porque a Maçonaria nasceu e construiu todo o seu simbolismo solar nesse hemisfério.

Particularmente, no REAA a sua abóbada celeste é o firmamento, sobretudo porque no misticismo maçônico o templo é a representação simbólica do mundo em que vivemos. Em linhas gerais, sua superfície corresponde a uma faixa de terras localizada sobre o equador da Terra. Essa superfície tem a forma de um quadrilongo e é orientada de Leste para Oeste no seu comprimento, e de Norte para o Sul na sua largura. O pavimento mosaico (chão da Loja) é o solo terrestre e a abóbada o firmamento. As colunas B e J marcam a passagem dos trópicos de Câncer (Norte) e Capricórnio (Sul). As 12 Colunas Zodiacais, agrupadas de 3 em 3, marcam as 4 estações do ano e os ciclos de vida e morte da Natureza (caminho do Iniciado). Assim, o templo sugere o palco e os maçons os atores que nele se apresentam.

 

T.F.A.

 

 

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AGO/2026

T.'. DE MESTRE MAÇOM - REAA

Em 19/10/2021 o Respeitável Irmão Teodoro Robens Freitas Silveira, Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, REAA, GOB MINAS, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte.

 

T DE MESTRE

 

No Ritual 3º Grau de Mestre Maçom, página 41 sobre o T, diz: Faz-se pelos C PP de Perf da Maçonaria ou C PP Perf da Maçonaria?

Se considerarmos a nomenclatura padrão o "PPerf." não poderia ser Perfeição pois é singular.

Gentileza esclarecer.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Quanto à sua questão, o ritual de Mestre Maçom vigente, na sua página 41, menciona claramente C.'. PPont.'. PPerf.'. de Mestre. Nesse caso, a palavra em questão, que está no plural, significa "perfeitos" e não “de perfeição da Maçonaria".

                A origem desses c ppont está no Grau de Companheiro Maçom, época em que ainda não existia na Maçonaria dos Aceitos (Especulativa), o 3º Grau. Nesse período, os c ppont ainda pertenciam ao 2º Grau, ou como era comumente chamado, “do companheirismo”.

Primitivamente, era conduzido à Great Chair (Grande Cadeira) para dirigir a Loja, um Companheiro comprovadamente experimentado. Como nessa época ainda não existia a L de H, a Maçonaria Especulativa se servia de uma lenda noaquita, relativa a Noé e seus três filhos, S, C e J.

Com o advento do Grau de Mestre em 1725 na Inglaterra, e oficializado em 1728 pela Grande Loja na segunda Constituição Inglesa, os C PPont PPerf passaram a ser do Mestre, ou do Mestrado, então diretamente relacionados à L Hirâm e o Mestre ressuscitado.

No contexto histórico, a L de H aparece pela primeira vez em 1730 na revelação The Masonry Dissected, escrita por Samuel Pritchard. É bastante provável que a Lenda Noaquita, utilizada pelos Companheiros, tenha servido de base para a construção da Lenda do 3º Grau.

 

T.F.A.

 

 

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AGO/2026

domingo, 9 de agosto de 2026

SUBSTITUIÇÃO DAS LUZES - PREENCHIMENTO DE CARGO POR ATRASO

Em 19/05/2026 o Respeitável Irmão Stantey Gomes, Loja Cruzeiro do Sul V, 1306, REAA, GOB-PI, Oriente de Teresina, Estado do Piauí, pede esclarecimentos:

 

SUBSTITUIÇÃO DAS LUZES

 

Minha pergunta é a seguinte:

1) Caso o 1º ou 2º Vigilantes não estejam ocupando suas funções por não estarem presentes, e tais cargos forem ocupados por outros Mestres, estes, chegando depois da Loja aberta, podem ocupar seus cargos originais?

2) Se não puderem, estes podem ocupar outros cargos que por ventura estejam faltando, como por exemplo, o cargo de Hospitaleiro?

3) Pode acontecer a substituição e assumir o titular posteriormente a abertura da loja?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A legislação maçônica do GOB não contempla nada nesse sentido.

1 - Caso o detentor de um cargo, eventualmente chegar atrasado para os trabalhos, e faça questão de ocupá-lo, ele tem o direito de assumir o seu lugar de ofício, mormente se ele tiver sido eleito para o exercício desse cargo.

2 – Luz da Loja atrasada - caso não queira ocupar seu cargo de ofício em respeito àquele que emergencialmente já o está preenchendo, o Ir atrasado, caso seja necessário, poderá perfeitamente assumir precariamente outro cargo que estiver vago.

Antes de prosseguir, cabe aqui um pequeno comentário: no caso dos VVig, o substituto legal do 1º Vig é o 2º Vig, e o do 2º Vig é o 2º Exp. Assim, o recomendável é que sejam observados esses parâmetros.

3 - Obviamente que sim. Um Ir atrasado somente não será recebido (não poderá mais ingressar no Templo) se o Tronco de Beneficência, em momento previsto no ritual, já tiver circulado e sido apurado o seu resultado. No mais, estando a Loja aberta, um ocupante emergencial de um determinado cargo pode perfeitamente ceder o seu lugar ao titular que acaba de chegar.

Para finalizar, é bom que se diga que essas são situações hipotéticas que esporadicamente podem ocorrer. Não obstante a isso, é de péssima geometria IIr chegarem atrasados para os trabalhos da Loja. Além de desrespeitar os que primam pela pontualidade, o atraso só traz tumulto e causa desiquilíbrio na ritualística. Pior ainda é quando o Ir atrasado é uma das Luzes da Loja, a qual fora especialmente eleita e empossada para a administrar a Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026