domingo, 2 de março de 2025

PRANCHETA DA LOJA E A PALAVRA SEMESTRAL

 

Em 19.08.2024 o Respeitável Irmão Rondineli Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

PRANCHETA E A PALAVRA SEMESTRAL

 

Me surgiu um pensamento sobre a Palavra Semestral que chegou a pouco, em que pese:

Poderia ao fazer a leitura em Loja da Prancha anexa a Palavra Semestral, o deciframento perante a Loja como forma de instrução?

Haja visto a Prancheta estar figurada no final do Ritual do Aprendiz, mesmo o Aprendiz não sabendo ler ou escrever e somente soletrar, seria incoerente a presença da mesma no referido ritual, ou não?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Quanto à transmissão da Palavra Semestral, nada impede que seja feita uma instrução sobre ela e o alfabeto maçônico, porém isso no Tempo de Estudos e não in loco durante a sua transmissão, até porque esta palavra deve ser transmitida de modo especial, em Cadeia de União.

Dessa forma, sua transmissão deve se dar conforme o previsto no ritual, ou seja, depois do encerramento dos trabalhos e em Cadeia de União, dela participando apenas os Irmãos regulares do quadro.

Assim, depois dela ter sido regularmente transmitida, é possível se marcar no Tempo de Estudos, uma instrução sobre esta matéria.

              Quanto à Prancheta, é correto que ela esteja inserida no Ritual de Aprendiz, pois uma das suas finalidades é apresentar, de modo especial, o Alfabeto Maçônico se utilizado do ideograma do limitado e do ilimitado.

Como uma das Joias Fixas da Loja, a Prancheta serve para que nela os Mestres tracem os planos a serem seguidos pelos Aprendizes e Companheiros. Assim, a Prancheta está corretamente presente no 1º e no 2º Graus, podendo ser encontrada tanto no Painel da Loja de Aprendiz como no de Companheiro.

Quanto ao Aprendiz não saber ler e nem escrever, é apenas porque a sua idade iniciática demanda deste simbolismo, mas isso não quer dizer que ele literalmente não sabe ler e nem escrever. Ora, se isso fosse ao pé da letra, então o Aprendiz nem mesmo receberia o seu ritual, aliás, nem mesmo seria iniciado, pois estaria em desacordo com que exige a legislação.

Separando o simbolismo da realidade, entenda-se que não existem óbices para que o alfabeto maçônico esteja presente no ritual de Aprendiz.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2025

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

ONDE SENTAM-SE OS NOVOS APRENDIZES - REAA

 

Em 26/08/2024 o Respeitável Irmão José Estevão Júnior, Loja Mensageiros do Bem, 812, REAA, GOPE/GOB, Oriente de Garanhuns, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte questão:

 

ONDE SENTAM-SE OS NOVOS APRENDIZES

 

Bom dia meu Irmão. O topo da Coluna do Norte é junto ao 1º Vigilante ou junto ao Tesoureiro, ou seja, onde devem tomar lugar os novos Aprendizes?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               O topo da Coluna do Norte é toda a parede setentrional onde se encontram fixadas as seis primeiras Colunas Zodiacais – de Áries até Virgem.

No topo do Norte é onde sentam-se os Aprendizes no REAA. Especialmente o novo Aprendiz, que no dia da sua iniciação ocupa lugar próximo à Coluna de Áries, perto do 1º Vigilante, lugar que simbolicamente indica, no templo, o início da primavera no hemisfério Norte.

Iniciaticamente, na primavera é onde começa a senda do Iniciado. Essa primeira parte da jornada vai desde a infância (Áries) até o final da adolescência, às portas da juventude
(Virgem). A partir daí, em uma segunda etapa da jornada, o Iniciado atravessa do Norte para a do Sul para chegar em Libra, no topo da Coluna do Sul (parede Sul), lugar onde doravante passará a receber o seu salário como Companheiro Maçom.

Como iniciado mais experiente e preparado, o Companheiro rompe a sua jornada pelo outono (maturidade) em direção à colheita dos bons frutos (Sagitário) e do fenecimento no inverno (Capricórnio – o Mestre).

Assim, para romper o caminho iniciático proposto pelo REAA, o recém-iniciado, como prevê o ritual, é colocado, no dia da sua Iniciação, no topo do Norte à noroeste, onde se localiza o ponto de partida da sua jornada (Áries, início da primavera ao Norte).

Ao concluir estes comentários, vale ressaltar que a base (o pé) da Coluna do Norte é a linha do equador imaginário do templo, enquanto que a sua altura, o topo, menos iluminado por ficar mais distante do equador, é a parede Norte.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

fev/2025

APRENDIZ - PALAVRA SOLETRADA

Em 25.08.2024 o Respeitável Irmão André Humberto Duarte, Loja Cavaleiros Escoceses, GOB-SP, REAA, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

PALAVRA SOLETRADA

 

Pergunto ao meu inteligente irmão, uma dúvida que me assola a tempos: Por que o Diácono recebe, e passa a palavra sagrada monossilábica se são todos mestres? Não v p d, s s não é para o Aprendiz?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Por se tratar de uma questão iniciática, a palavra do Aprendiz, em qualquer situação, será sempre transmitida soletrada (letra por letra).

Nesse sentido, existem duas formas de transmiti-la.

            A primeira delas ocorre quando se tratar de um telhamento (o exame de um maçom). Neste caso, o examinador, ao pedir a palavra ao examinado, inicialmente dá a ele a primeira letra e dele recebe a segunda, e assim sucessivamente, até que sejam transmitidas as quatro letras da Pal Sagr do Aprendiz. A regra é, o pede a palavra é sempre quem dá a primeira letra. Concluída a transmissão, não existe ao final, nenhuma repetição da palavra, seja ela inteira, soletrada ou silabada. Maiores detalhes, vide o Cobridor do Grau no respectivo Ritual.

O segundo caso, (inerente à sua questão), trata-se da simples transmissão da palavra entre as Luzes da Loja e os Diáconos para cumprir a liturgia de abertura e encerramento dos trabalhos.

Como este caso não se trata de exame de um maçom, durante a transmissão não há troca de letras entre os interlocutores como ocorre no telhamento, ou seja, o transmissor transmite a palavra inteira dando, uma a uma, as quatro letras que a compõem. Nesse caso, também não existe nenhuma repetição da palavra no final, seja ela inteira, soletrada ou silabada.

Eram estas as considerações.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2025