segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

PAINEL DO GRAU E AS COLUNAS ZODIACAIS

Em 02.08.2025 o Respeitável Irmão Paulo Fernando Leuckert, Loja Venâncio Aires II, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

PAINEL E AS COLUNAS ZODIACAIS

 

Ontem um Aprendiz apresentou trabalho sobre o Painel do Grau de Aprendiz REAA - GOB. Depois, nos comentários que normalmente fizemos tentando acrescentar um pouco mais, falei sobre a alegoria das Colunas Zodiacais no desenvolvimento do Maçom, expliquei a diferença entre a Corda de 81 nós e o Cordel de 7 que aparece no Painel, etc. Então, um Irmão perguntou: porque as Colunas Zodiacais não aparecem nos Painéis do REAA? Fiquei sem resposta.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Antes de tudo, é bom que se diga que o Painel do Grau não traz, efetivamente, todos os símbolos inerentes à Loja.

Isso ocorre porque muitos dos símbolos e alegorias foram sendo introduzidos na medida em que os rituais foram se aperfeiçoando. Nem tudo era como está hoje organizado. Por exemplo: nos primeiros rituais do REAA as Colunas Zodiacais nem mesmo eram mencionadas, nem mesmo havia leitura do Livro da Lei.

Primitivamente, os símbolos do Zodíaco apareciam somente na base da abóbada,
logo acima da frisa, sem colunas fixadas nas paredes. Com o passar do tempo, houve-se por bem representar o Zodíaco nas paredes Norte e Sul do templo, inserido para tal as doze Colunas Zodiacais com os símbolos relativos a cada constelação.

Com o fito de representar o caminho iniciático do maçom, os símbolos, outrora pintados ou desenhados na base da abóbada, passavam a ser representados sobre os capitéis das meias colunas encravadas na parede.

Em relação ao Painel do Grau o Zodíaco, vale lembrar que o Painel é mais antigo do que a adoção das Colunas Zodiacais no rito. Por ter vindo antes, o Painel mante-se sem essa a representação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GO

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JAN/2026

 

sábado, 10 de janeiro de 2026

ACENDIMENTO DE LUZES NAS COLUNAS GÊMEAS

Em 02.08.2025 o Respeitável Irmão Sérgio Tarcísio Skupien, Loja Manoel Tarnovisk, 3322, REAA, GOB-SP, Oriente de Indaiatuba, Estado de São Paulo pede o seguinte esclarecimento:

 

ACENDIMENTO DE LUZ NAS COLUNAS

 

No REAA algumas Lojas costumam acender a coluna B ou J conforme o grau. Minha dúvida é se essa prática de acender a coluna é certo ou é invencionice?

CONSIDERAÇÕES

No ritual não está previsto o acendimento de nenhuma fonte de luz no interior nas Colunas Vestibulares B e J.

            Vale lembrar que no REAA essas Colunas localizam-se no Átrio, e não dentro do templo.

A bem da verdade, existem alguns templos em que as Colunas B e J trazem iluminação no seu interior com o fito de destacar as letras B e Jque as nominam. De cunho apenas decorativo, esta iluminação não possui nenhum significado esotérico, ritualístico e iniciático – é apenas uma simples decoração, que inclusive nem está prevista.

Contudo, essa decoração luminosa é tolerada, desde que o seu acendimento se dê antes do início dos trabalhos (antes da entrada do préstito) e seja apagada depois do encerramento da sessão, após terem todos já se retirado do templo.

Para se precaver contra invencionices e interpretações licenciosas, o ideal é excluir essa iluminação interna das Colunas, até porque, como mencionado, isso nem mesmo consta no ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2025

PELO SINAL OU PELA SAUDAÇÃO?

Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Carlos Alberto de Souza Santos, Loja Harmonia e Concórdia, 4418, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos para o seguinte:

 

PELO SINAL OU PELA SAUDAÇÃO

 

No ritual de Aprendiz, pag. 54 abertura dos trabalhos - A mim, meus IIr, pelo SINAL, pela Bateria, pela Aclamação.

No ritual de Companheiro, pág. 38 abertura dos trabalhos - A mim, meus IIr, pela SAUDAÇÃO, pela Bateria e pela aclamação.

No ritual de Mestre, pág. 62 abertura dos trabalhos - A mim, VVen IIr, pelo SINAL e pela bateria.

Eu entendo que independente do grau seria pelo SINAL e não como no grau de Companheiro, pela saudação.

 

APONTAMENTOS

 

Como toda a Saudação é feita pelo Sinal, nessas circunstâncias compreende-se ser a mesma coisa.

  • Quem atende à determinação de: pelo Sinal, faz o Sinal Penal do Grau;
  • Quem atende à determinação de: pela Saudação, faz o Sinal Penal do Grau.

Assim, tanto as expressões de pelo Sinal, como de pela Saudação, procede-se com o Sinal Penal do Grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

AUTORIDADES ESTADUAIS E OUTRAS QUESTÕES DE RITUALÍSTICA

Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Gustavo Seiji Sendoda Weinmann, Loja Acílio Cândido Ventura, 3569, REAA, GOB -SP, Oriente de Ilha Comprida, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

 

CARGOS ESTADUAIS, E OUTROS

 

Como de costume, tenho algumas dúvidas e gostaria de saber se o irmão pode me ajudar.

1. Autoridade

1.1 Existem irmãos que possuem cargos no GOB e GOB/SP que não estão elencados nos artigos 217 a 221 do RGF e gostaria de saber como faço para saber o tratamento adequado a esses irmãos, isto é, se devo tratá-los como "Respeitáveis" ou com algum pronome de tratamento (Ilustre, Venerável, Poderoso, Eminente, Sapientíssimo ou Soberano) das 6 faixas existentes. Por exemplo, cargos como Assessor Especial do Gabinete do Grão Mestre Geral (GOB) e Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião (GOB-SP), os seus detentores devem ser tratados de que forma? Como saber o tratamento se não encontro esses cargos/títulos em nenhuma das 6 faixas existentes no RGF?

1.2 Se um Irmão de Loja possui um desses cargos, por exemplo o de Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião, devo tratá-lo como autoridade ou como mero obreiro da Loja? Se ele estiver trajado com o colar e avental do cargo que ocupa, faz diferença nesse tratamento? Eles são obrigados a utilizar o avental e joia do cargo em todas as Sessões? E se não utilizam, devo tratá-los como autoridade ou não?

2. Irmão Atrasado

2.1 Segundo o ritual, quando um irmão chega atrasado ele dá a batida de aprendiz por fora da porta e aguarda. Caso não seja possível o seu ingresso nesse momento, o cobridor bate igualmente pelo lado de dentro (deixando claro que sua presença foi percebida, mas que ainda não pode ingressar no templo). A minha dúvida é quem seria o responsável por determinar o momento ideal para ser autorizada a entrada do irmão atrasado, é o Cobridor ou o Venerável Mestre que possui a iniciativa?

3. Substitutos

3.1 Se o Venerável M faltar, o seu substituto é o 1º Vigilante e o 2º Vigilante substitui o 1º Vigilante e o 2º Experto substitui o 2º Vigilante. Mas e no caso de 2 desses faltarem? Por exemplo: o Venerável Mestre e o 2º Vigilante faltam. O 1º Vigilante substitui o Venerável Mestre e o 2º Experto substitui o 1º Vigilante? Se isso estiver correto, quem substitui o 2º Vigilante? Existe alguma regra ou podemos apenas substituir com qualquer mestre?

4. Transformação de Loja

4.1 É possível a leitura de trabalhos de Companheiro em Loja de aprendiz caso o templo seja coberto aos Aprendizes ou deve-se sempre transformar a Loja para a leitura do trabalho?

4.2 Do mesmo modo, é possível telhamento ou apresentação de instrução de Companheiro em Loja de Aprendiz (desde que o templo seja coberto aos Aprendizes)?

5. Questão de Ordem

5.1 A quem deve ser dirigida a questão de ordem? Se um obreiro da coluna do norte, por exemplo, possui uma questão de ordem, deve se dirigir ao Vigilante de sua coluna, ou diretamente ao Venerável Mestre?

5.2 Caso seja ignorado o pedido de questão de ordem ou a fala cassada durante a exposição de seus motivos, o que o obreiro pode fazer?

5.3 Quando for apresentar suas razões a respeito da questão de ordem, deve-se seguir o protocolo para se dirigir a Loja ou pode falar diretamente?

6. Uso da Palavra

6.1 Caso eu faça uso da palavra em minha coluna e após minha fala outro irmão faça uso da palavra, posso falar novamente depois deste irmão (caso a palavra ainda esteja em minha coluna)?

6.2 Caso diversos irmãos de uma mesma coluna queiram fazer uso da palavra, existe uma ordem a respeito de quem fala primeiro ou é o Vigilante que decide a ordem de fala?

Peço desculpas pela quantidade de perguntas, mas durante os trabalhos nas Sessões vão surgindo situações que provocam as mais diversas dúvidas e que na hora ficamos sem respostas. Desde já, agradeço por sua atenção e parabenizo imensamente por sua inciativa e disposição em ajudar os irmãos com muita paciência e sabedoria.

 

CONSIDERAÇÕES

  1. Assuntos relativos a cargos criados pela Obediência Estadual deve ser por ela respondido. Me limito a seguir o RGF, portanto essa questão não é da minha alçada. Sem ferir o RGF, a Obediência Estadual é quem deve prestar esses esclarecimentos.
  2. O Cobridor Interno, em momento propício, sem interferir no andamento ritualístico dos trabalhos, informa ao Vigilante, e assim sucessivamente até que a informação chegue ao Venerável Mestre, quando então ele, o Venerável, solicita diretamente ao Cobridor Interno que veja quem assim bate.
  3. O Segundo Experto nunca substitui o 1º Vigilante, do mesmo modo que o 2º Vigilante também nunca substitui o Venerável Mestre. Conforme o RGF, o 2º Vigilante é apenas o substituto do 1º Vigilante. Conforme menciona o ritual vigente do REAA, o 2º Experto somente aparece como substituto o 2º Vigilante. A bem da verdade, se dois dos três eleitos para dirigir a Loja faltarem, o melhor seria nem mesmo abrir a sessão. Mas como isso não está bem claro nos regulamentos, no caso da sua pergunta, o 2º Experto ocupa o lugar do 2º Vigilante, o 1º Vigilante permanece no seu lugar e o Mestre Instalado mais recente da Loja assume o lugar do Venerável Mestre faltoso. Estas são suposições, portanto cabe à Loja resolver a questão com bom senso. O que não dá é para escrever regras para todas as eventuais situações que possam vir a ocorrer.
  4. Tem que transformar a Loja. O mais recomendável e apresentar trabalhos de acordo com o Grau em que ela foi primitivamente aberta. O mesmo ocorre com as instruções. Criar situações não previstas no ritual, por quê?
  5. Ora, a Loja deve se programar para que tudo ocorra de acordo com o Grau em que a Oficina fora aberta, afinal, a Loja deve ter um calendário aprovado pela própria Loja. Afinal, o que estiver aprovado é para ser cumprido.
  6. As regras para apresentação de trabalho para aumento de salário, estão previstas no RGF, Artigos 35 e 36.
  7. Este não é um assunto propriamente de ritualística. Questões de ordem devem ser resolvidas pelo Venerável e pelo Orador. A Secretaria Geral de Orientação Ritualística não tem como escrever regras para estas possíveis situações.
  8. Se a palavra ainda estiver na Coluna, é possível pedir ao Vigilante. Caso ela tenha passado, seu retorno dependerá de autorização do Venerável Mestre, via Vigilante.
  9. Ressalte-se que o ideal é o obreiro falar na sua vez, e pronto. Em prol do bom desenvolvimento dos trabalhos, é preciso que se evitem situações como esta.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JANN/2026

AUTORIDADE MAÇÔNICA PARAMENTADA

Em 31/07/2025 o Respeitável Irmão Pedro Augusto Schimidt Carvalho, Loja Lauro Muller II, 1694, REAA, GOB -SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

 

AUTORIDADE MAÇÔNICA

 

Surgiu uma dúvida em nossa Loja, a autoridade precisa estar paramentada como tal para ser tratada como autoridade, ou deve ser tratada como autoridade mesmo estando de balandrau e com paramento de Mestre.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Em que pese uma autoridade maçônica deva se apresentar aos trabalhos paramentada como a autoridade que exerce, nada impede que em situações esporádicas ela se apresente sem os seus paramentos, isto é, apenas com as alfaias de Mestre Maçom ou Mestre Maçom Instalado.

No meu entendimento, uma autoridade não deixa de estar como autoridade se estiver, ocasionalmente, sem os paramentos correspondentes ao cargo em que se acha investido.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JAN/2026

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ORLA DENTEADA - REAA

Em 30/07/2025 o Respeitável Irmão Rodrigo Augusto Trentini, Loja Aliança do Ocidente, 3684, REAA, GOB -PR, Oriente de Santa Helena, Estado do Paraná, formula a seguinte pergunta:

 

ORLA DENTEADA

 

Boa tarde Ir Pedro Juk! Muita honra em lhe mandar esta mensagem. Estou com uma dúvida sobre a Orla denteada que no rito REAA aparece no painel do grau, mas sei que foi ornamento adquirido com o tempo. Percebi que na planta do templo não é obrigatória a presença dela! A pergunta seria a seguinte? A terminação do piso mosaico à 45 graus, nas extremidades, formam triângulos, essa terminação em triângulos pode ser considerada a orla denteada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

De fato, a Orla Denteada como um dos Ornamentos da Loja é própria da maçonaria anglo-saxônica. De qualquer forma, com o passar do tempo, muitos símbolos acabaram se generalizando, tomando amplitude consuetudinária. É o caso da Orla Denteada no REAA, que é um rito de origem francesa, mas que por circunstâncias históricas, acabou influenciado pela cultura anglo-saxônica.

         Assim, no REAA a Orla Denteada aparece geralmente como uma moldura que contorna os símbolos componentes do Painel do Grau.

Levando-se em conta de que o relicário simbólico do Painel representa, em última análise a Loja, a moldura marchetada, tal como ocorre com a Corda com 81 Nós, figuradamente cerca o canteiro (Loja). Nesse contexto, o piso da Loja é o Pavimento Mosaico contornado pela Orla no rodapé e a Corda de Nós na frisa ao alto).

Em relação à sua questão, levando-se em conta a disposição oblíqua dos quadrados brancos e pretos que compõem o Pavimento no REAA, de certo modo esse arranjo acaba resultando em um contorno formado por triângulos que cercam o piso ocidental, fazendo com que seja possível até imaginá-lo como uma a Orla Denteada, ou Dentada.

Não obstante a tudo isso, no REAA a Orla Dentada está bem visível no Painel.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2025

LOJA EM SESSÃO DE FINANÇAS

Em 30/07/2025 o Respeitável Irmão Dietel Pedruzzi, Loja Fraternidade Canoense, 3002, REAA, GOB-RS, Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos:

 

LOJA DE FINANÇAS

 

Estou como Venerável da Loja Fraternidade Canoense 3002, gostaria de saber se o GOB disponibiliza ritual específico para Sessão de Finanças no REAA? Ou algum documento com orientações.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, é bom que se diga que não existe ritual específico para Sessão de Finanças no GOB.

Nesse sentido, conforme menciona o RGF nos Artigos 108 e 109, a sessão é Ordinária de Finanças e deve ser convocada com antecedência de 15 dias pelo Venerável Mestre; nela somente se tratam de assuntos de finanças pelas quais a sessão foi convocada; realiza-se em Grau de Aprendiz; para a realização de sessão Ordinária de Finanças é indispensável o parecer prévio da Comissão de Finanças da Loja.

               Assim, essa sessão ordinária é aberta em grau de Aprendiz Maçom e nela tratam-se apenas assuntos de finanças (matéria da convocação).

Nessa ocasião, o Secretário deve redigir uma Ata à qual será aprovada no mesmo dia - ao final dos trabalhos.

Os períodos que não condigam com a finalidade da sessão (finanças) devem ser suprimidos, por exemplo, leitura de expediente, leitura da Ata da sessão anterior, Bolsa de Propostas e Informações e Tempo de Estudos.

Os assuntos financeiros serão tratados na Ordem do Dia, mediante votação das matérias. O encerramento ritualístico dar-se-á no Grau de Aprendiz. Há circulação do Tronco de Beneficência.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026