sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LOJA EM SESSÃO DE FINANÇAS

Em 30/07/2025 o Respeitável Irmão Dietel Pedruzzi, Loja Fraternidade Canoense, 3002, REAA, GOB-RS, Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos:

 

LOJA DE FINANÇAS

 

Estou como Venerável da Loja Fraternidade Canoense 3002, gostaria de saber se o GOB disponibiliza ritual específico para Sessão de Finanças no REAA? Ou algum documento com orientações.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, é bom que se diga que não existe ritual específico para Sessão de Finanças no GOB.

Nesse sentido, conforme menciona o RGF nos Artigos 108 e 109, a sessão é Ordinária de Finanças e deve ser convocada com antecedência de 15 dias pelo Venerável Mestre; nela somente se tratam de assuntos de finanças pelas quais a sessão foi convocada; realiza-se em Grau de Aprendiz; para a realização de sessão Ordinária de Finanças é indispensável o parecer prévio da Comissão de Finanças da Loja.

               Assim, essa sessão ordinária é aberta em grau de Aprendiz Maçom e nela tratam-se apenas assuntos de finanças (matéria da convocação).

Nessa ocasião, o Secretário deve redigir uma Ata à qual será aprovada no mesmo dia - ao final dos trabalhos.

Os períodos que não condigam com a finalidade da sessão (finanças) devem ser suprimidos, por exemplo, leitura de expediente, leitura da Ata da sessão anterior, Bolsa de Propostas e Informações e Tempo de Estudos.

Os assuntos financeiros serão tratados na Ordem do Dia, mediante votação das matérias. O encerramento ritualístico dar-se-á no Grau de Aprendiz. Há circulação do Tronco de Beneficência.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

SUPRESSÃO DE PERÍODO DO RITUAL

Em 29.07.2025 o Respeitável Irmão Felipe Fonseca Pedruzzi, Loja Luzes da Chapada Diamantina, 3206, GOB BAIANO, sem mencionar o Rito, Oriente de Ituaçu, Estado da Bahia, faz a pergunta seguinte:

 

SUPRESSÃO DE PERÍODO

 

Recorro à sua ajuda para dirimir uma dúvida sobre o tempo de estudos.

É obrigatório que haja em toda sessão ou o Venerável pode suprimir em razão de alguma peculiaridade que por ventura ocorra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

De pronto, vale mencionar que ritual vigente é feito para ser cumprido, na sua íntegra.

À vista disso, não está previsto em nenhum lugar que o Venerável Mestre pode alterar ou suprimir períodos constantes no ritual vigente, alterando a sua liturgia.

Nesse sentido, o Orador deve tomar providência para que isto não aconteça, e não ser conivente com ilegalidades. No caso, o Venerável Mestre não pode suprimir o Tempo de Estudos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

Secretário Geral de Orientação Ritualística

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

 

FAIXA DE MESTRE - INDUMENTÁRIA MAÇÔNICA

Em 29.07.2025 o Irmão Natan Santos, Loja Pensadores Livres, 4448, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Vitória da Conquista, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

 

FAIXA DE MESTRE

 

Nobre irmão, sou recém iniciado e tenho diversas duvidas, sou do GOB, e lendo o meu ritual vi que no REAA os Mestres Maçons utilizam faixas, porém na minha Loja nenhum utiliza estaríamos em erro?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A Faixa de Mestre é parte da indumentária do Mestre Maçom no REAA e deve ser usada, conforme consta no respectivo Ritual vigente.

Vale ressaltar que o ritual, instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral, é para ser cumprido na sua íntegra.

Não obstante esta alfaia estar prevista no Ritual, historicamente a faixa, vestida a tiracolo da direita para a esquerda, tem origem na Maçonaria francesa do século XIX, onde o Mestre Maçom, em sinal de igualdade junto aos seus pares, vestia um talabarte, no qual ia acondicionada a espada. Assim, a Faixa de Mestre é uma reminiscência desse costume. Simboliza a igualdade social.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JAN/2025

CONTAGEM DAS COLUNAS GRAVADAS - CERTIFICADO DE VISITA

Em 29.07.2025 o Respeitável Irmão Joyter César da Costa, Loja Acácia da Canastra, 3217, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Roque de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

CONTAGEM DAS COLUNAS GRAVADAS

 

Meu irmão, surgiu uma dúvida durante nossas reuniões:

Os irmãos colocam os cartões de visitas no Saco de PProp IInf, e estes são contados pelo Venerável Mestre, o qual anuncia que o saco colheu certa quantidade de colunas gravadas.

Ocorre que algumas lojas, fornecem cartões de visitas coletivos, ou seja, um único cartão para 3, 4 irmãos visitantes da mesma loja.

Nesse caso, quando o Venerável Mestre vai anunciar a quantidade de colunas gravadas, ele vai contar quantos itens colhidos, ou no caso dos cartões de visitas coletivos, cada irmão visitante naquele cartão é considerado uma coluna gravada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

De início, vale ressaltar que não se fornece cartão de visita em grupo. O cartão, ou certificado, deve ser individual e após ter sido recebido e decifrado pela Loja, fará parte do dossiê do Irmão.

Infelizmente as invencionices continuam tendo espaço na Ordem. No caso da sua questão, já que o certificado foi equivocadamente fornecido para um grupo de Irmãos, na contagem das colunas gravadas ele é considerado apenas como uma coluna gravada. Não faz sentido ser contado como mais de uma coluna se o certificado é somente um.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JAN/2026


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

SE DIRIGINDO À LOJA NO USO DA PALAVRA

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Gilson Cardoso Lopes, Loja Irmão Edgar Panozzo, 292, REAA, GLOMERGS (CMSB), Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

 

SE DIRIGINDO À LOJA

 

Gostaria de saber o que acha dos irmãos que quando vão falar cumprimentam O Venerável Mestre, o Sereníssimo de presente, outros membros da Grande Loja, os Mestres Instalados, os Mestres Maçons, os Companheiros e por fim os Aprendizes.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                Na verdade, eu não sei exatamente o que menciona o ritual da vossa Obediência sobre este assunto.

Na questão de como se dirigir à Loja, a maneira convencional é ficar à Ord e mencionar por primeiro às Luzes da Loja, seguido das Autoridades presentes, dos Mestres, Companheiros e Aprendizes. Ressalte-se que isso não é saudação maçônica, porém é a forma mais prática (protocolar) aplicada para se dirigir à uma assembleia de maçons em Loja aberta.

Visando a objetividade e a boa etiqueta, o usuário da palavra não deve ficar enumerando uma a uma as autoridades e demais presentes.

Assim, depois de o usuário da palavra ter se dirigido às Luzes da Loja, deve então se encaminhar à mais alta autoridade presente para que, em nome dela, às demais se sintam citadas, não havendo, portanto, a necessidade de se nominar uma a uma e nem fazer alusão aos seus cargos. Nesta ocasião já é o bastante ser genérico e objetivo - muito mais condizente com o produtivo ambiente maçônico.

Um exemplo prático e objetivo de como se dirigir à Loja:

"Ven Mestre, IIr 1º e 2º VVig, Serenís Grão-Mestre, a quem em seu nome me dirijo às demais AAut, IIr Mestres, Companheiros e Aprendizes".

Este é um exemplo recomendável, sem exageros desnecessários, que se tornam vetores de perda de tempo.

Qualquer que seja a Autoridade presente, aquele que usar da palavra dirige-se primeiramente às Luzes da Lojas (os que detém os malhetes).

 

T F A

 

PEDRO JUK 

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

 

PERAMBULAÇÕES NA CÂMARA DO MEIO

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Orlando Santos Souza, Loja Amor ao Trabalho do Rio, 10, REAA, GORJ (COMAB), Oriente do Rio de Janeiro, RJ, apresenta a seguinte questão.

 

PERAMBULAÇÕES

 

Meu preclaro Irmão, tire-me uma dúvida. No Grau III, no momento da narrativa da mor de H A, quais e quantas viagens são realizadas pelo 1º Vig, pelo 2º Vig e pelo Resp M. Desde já os meus sinceros agradecimentos.

Gostaria de saber se há alguma literatura Maçônica que verse sobre essa matéria.

 

CONSIDERAÇÕES

 

São três as perambulações em torno da sep simbólica durante a dramatização da lenda.

              1ª perambulação - o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, imediatamente seguido do 2º Vigilante, também acompanhado do seu séquito, fazem três perambulações horárias em torno da sep. O Resp Mestre permanece.

2ª perambulação - apenas o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, faz quatro perambulações horárias em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no
mesmo lugar. Assim também permanece o Respeitab
Mestre.

3ª perambulação - o Resp Mestre, seguido do 1º Vigilante e seu séquito, fazem duas perambulações em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no mesmo lugar.

Observações: o 2º Vigilante e seu séquito somente participa da 1ª perambulação; a soma das perambulações totaliza o número "nove" (o número com alto significado iniciático para o 3º Grau); “séquito” corresponde ao grupo de Mestres Maçons que acompanham cada respectivo Vigilante na formação do círculo na Câm do Meio.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

PALAVRA DE PASSE - 2º GRAU

Em 28.07.2025 o Irmão Companheiro Maçom Thiago Tavares, Loja Cataratas do Iguaçu, 2970, REAA, GOB-PR, Oriente de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PALAVRA DE PASSE

 

Notei que na nova revisão dos rituais do grau de Companheiros (grau que me compete), na ocasião dos irmãos Vigilantes verificarem se todos são Companheiros Maçons, houve uma alteração da palavra de passe para a palavra sagrada do Grau.

Gostaria de saber o porquê da mudança, e qual seria o significado histórico e agora, ritualístico da palavra de passe.

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Antes de mais nada, vale salientar que nada mudou no ritual. O que de fato houve foi a correção de erros que de há muito tempo vinham sendo cometidos no Ritual do REAA, Comp Maç.

A Palavra de Passe foi retirada do contexto lendário bíblico relacionado à guerra dos Amonitas contra os Gleaditas e o General Jefté (Juízes). Significando nnum ggr de tr, essa palavra está intimamente ligada aos cultos agrários de Deméter e Ceres (cultos solares da antiguidade).

Na Maçonaria essa palavra foi introduzida para atender ao conceito esotérico e iniciático haurido da renovação da Natureza. No 2º Grau é também um elemento senha para reconhecer aqueles que pretendem "ingressar no Templo" - Pal de Pas.

De modo prático, a Pal de Pas somente é solicitada pelo examinador no átrio e nunca dentro do Templo. É pedida geralmente na averiguação de Irmãos desconhecidos.

Já a verificação feita pelos VVig na liturgia de abertura dos trabalhos é um telhamento simbólico, o qual é feito dentro do Templo, no qual, por circunstâncias ritualísticas, examina-se o Comp Maç pelo Sinal, Toque e Pal Sagr, não pela Pal de Pas.

Vale ressaltar que a Pal Sagr é dada mediante Sinal e Toque, o que não corre no Átrio com a Pal de Pas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

JAN/2026