domingo, 6 de setembro de 2026

LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

 

LUGAR DO NEÓFITO

 

Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.

Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade,
aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.

É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).

Assim sendo, vamos às conferências da questão.

Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:

"VEN - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col do Norte, destinada aos AApr, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig(os grifos são meus)".

Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:

"CCol ZZod - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col Zod de Áries, perto do 1º Vig (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc para o Or (os grifos são meus)".

Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:

"Topos das CCol do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”

É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.

Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:

1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.

Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col relativa a Áries, o lugar do 1º Vige onde ficam os topos das CCol do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a proximidade da Col de Áries com o lugar do 1º Vig indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.

Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.

Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol Zodiacais no REAA.

Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol, até alcançar à Col relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.

Assim, como Áries marca o início, a Col relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.

Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.

Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).

Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol do Norte e do Sul no templo.

Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol B e J marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.

No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.

No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.

Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.

Partindo do outono, o Comp Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.

No topo da Col do Sul localizam-se as outras seis CCol Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.

Voltando à jornada do Apr, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr Maçom, ocupa lugar junto à Col Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).

Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.

Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.

Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug e Resp Loj Simb Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A COR DAS COLUNAS ZODIACAIS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão que se identifica com Gabriel, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

 

COR DAS COLUNAS

 

Boa noite, meu irmão, venho mais uma vez recorrer a vossa sapiência numa questão que me causou dúvida. Estamos de mudança para um templo próprio, e nessa fase de reformas surgem algumas dúvidas, na página 22 do ritual de Aprendiz as Colunas Zodiacais estão marcadas em vermelho, seriam essas marcações indicações de que a coluna deve ter a cor vermelha ou apenas é para reforço da posição. Me perdoe caso seja uma dúvida tola, mas procuramos fazer a reforma da maneira mais correta possível. De antemão, agradeço a atenção do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              No que diz respeito à cor das Colunas Zodiacais, para elas não existe nada de específico nesse sentido. Geralmente essas colunas aparecem nos templos do REAA pintadas de branco ou na cor de bronze – esta não é uma regra.

No caso, por não existir uma norma, orienta-se que essas colunas possuam aparência discreta. Nesse contexto, sugere-se que os símbolos das constelações zodiacais que aparecem nos respectivos capitéis, sejam de uma cor que realce a sua aparência.

No que diz respeito às colunas e a cor vermelha que aparece no ritual, a mesma serve somente para realça-las no croqui esquemático, portanto isso não quer dizer que as Colunas Zodiacais devam ser pintadas de vermelho.

Por fim, ainda vale ressaltar que as Colunas Zodiacais ficam rigorosamente encravadas nas paredes Norte e Sul do templo, tal como se delas estivessem brotando. É importante mencionar que sob nenhuma conjectura essas colunas avançam no Oriente. Equidistantes, elas ficam agrupadas, seis ao Norte e seis ao Sul, entre a balaustrada e os cantos noroeste e sudoeste da parede ocidental.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

terça-feira, 1 de setembro de 2026

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

ricopaim_adv@yahoo.com.br

 

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

 

Caro Ir no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V M, 1º Vig e 2º Vig, em sessões de Apr, Comp e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V M, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas.

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp cinco luzes (as três do candelabro do Ven e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo.

                     Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão.

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M CCer trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt dos PPerf. Conforme o ritual, sobre esse Alt não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ILUMINAÇÃO ESPECIAL - BANDEIRA NACIONAL

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Antônio Luiz Judice Lopes Barbosa, Loja Fraternidade Campista, 011, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

ILUMINAÇÃO

 

Bom dia meu grande irmão, gostaria de sua ajuda na planta da Loja no local adequado sempre deve constar uma bandeira Nacional, existe a possibilidade de colocarmos um facho de luz para deixa lá mais destacada? Ou isso é contra nossa ritualística?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                Por ser algo que não consta no ritual vigente, não né apropriado. Não sendo apropriado, não deve existir.

Certamente que se por acaso essa iluminação especial para a Bandeira viesse a ser inserida no ritual, logo suscitariam questões como a de quando se deveria acender e apagar essa luz? Haveria para ela algum cerimonial? Também não tardariam as impróprias perguntas sobre o significado iniciático desse ato e onde ficaria essa fonte de luz. Quem a acenderia? Também logo iriam questionar sobre o porquê de as outras bandeiras não possuírem iluminação. Em resumo, isso só traria mais complicações para a já sofrida liturgia maçônica, inclusive gerando discussões vazias e desnecessárias.

Sendo assim, o melhor mesmo é não inventar. Vamos apenas seguir aquilo que consta no ritual.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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AGO/2026

COLUNAS NO ÁTRIO (COLUNAS VESTIBULARES OU SOLSTICIAIS)

Em 02/06/2026 o Respeitável Irmão Joséllio Carvalho, Loja Libertas Quae Sera Tamen, 1180, REAA, GOB MINAS, Oriente de Ipanema, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

 

COLUNAS DO ÁTRIO

 

O Ritual de Aprendiz do GOB (2024), em sua página 21, descreve que as Colunas Vestibulares são de estilo babilônico.

Dúvidas:

1) De forma a nos orientar, há alguma ilustração correta de como devem ser confeccionadas essas colunas?

2) Qual seria a cor dessas colunas? Brancas ou Bronze ou outra?

3) Quais os ornamentos obrigatórios? Romãs? Globos? Outros?

4) Qual dimensão ideal sugerida?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Número 1 - Para o REAA, o recomendável é que as Colunas Vestibulares sigam o padrão babilônico de colunas, desproporcionais e de feição egípcia. Na verdade, o que existe nesse sentido é um sincretismo de estilos arquitetônicos envolvendo o babilônico e o egípcio.

O termo “papiriforme” se deriva de alguma coisa que tem a forma de papiro sendo muito usado para descrever colunas com capitéis em formato de flor ou feixe de papiro.

No caso da sua utilização pela Moderna Maçonaria, as colunas do vestíbulo do templo geralmente seguem a forma papiriforme. São estilizadas e decoradas com motivos relativos ao papiro, a flor de lótus. Ambas têm aspecto fálico.

Na atualidade, o mercado de decoração de templos maçônicos fabrica e comercializa muitas colunas com essas características.

             Vale ressaltar que independente de estilo arquitetônico, o mais importante no REAA é a presença física dessas duas colunas (marcos solsticiais) ladeando a parte externa da porta -  conforme o previsto no título Planta do Templo no ritual vigente.

No entanto, as características construtivas legadas ao REAA, podem, em outros ritos, possuir aparência e localização diferenciada.

Número 2 – Para o REAA o recomendável é que essas duas colunas sejam pintadas na cor bronze (próximo ao dourado).

Número 3 - Como aqui já foi mencionado, essas colunas são estilizadas (decoradas) com motivos que lembram folhas de papiro e flor de lótus. Representam a universalidade e espiritualidade, respectivamente. No topo de cada uma dessas colunas, sobre seus respectivos capiteis, ficam conjuntos formados por frutos de três romãs maduras e abertas (símbolos da harmonia social).

Há Lojas, no entanto, que ainda colocam sobre as romãs, dois globos, sendo que na Col B vai um globo terrestre e na Col J um globo celeste, este último rodeado pelos signos que constituem o Zodíaco.

A bem da verdade, o que de fato é imprescindível no 1º Grau são as romãs, mormente porque os globos são símbolos pertencentes ao 2º Grau e podem perfeitamente ser encontrados sobre as duas CCol desenhadas no Painel da Loja de Comp Maçom.

Número 4 - As dimensões das Colunas Vestibulares B e J devem se adequar à largura e altura da porta do templo (proporção). No que diz respeito ao diâmetro de cada uma delas, geralmente fica entre 35cm a 45cm.

Conforme o caso, podem ser mais delgadas ou espessas, de tal maneira que a altura de cada uma delass seja um pouco mais alta que a verga da porta do templo. Essas Colunas são ocas. 

Concluindo, em linhas gerais é isso. Não existe uma regra rígida de medida para as Colunas Vestibulares, destacando que o mais importante é a existência de ambas ladeando a porta do templo pelo lado de fora (átrio). Como o REAA é um rito solar por excelência, as Colunas Vestibulares, também chamadas de solsticiais, metaforicamente marcam a passagem pelo templo dos trópicos de Câncer (Norte - Col B) e Capricórnio (Sul - Col J).

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

INTEIRA - LETRA POR LETRA. TRANSMISSÃO DA PALAVRA

Em 02/06/2026 o Respeitável Irmão Marcio Teixeira Costa, Loja Luzes de Iguabinha, 3073, REAA, GOB-RJ, Oriente de Araruama, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos.

 

LETRA POR LETRA.

 

Gostaria de tirar uma dúvida referente a transmissão da palavra sagrada no Grau 01. Por vezes ao visitar algumas lojas me pedem para ocupar o cargo de 1º Vig ou 2º Vig com o objetivo de fortalecer as colunas e até mesmo fazer com que a Loja tenha condições de trabalhar no que diz respeito ao número mínimo de Mestres necessários para abrir uma Loja. Percebo que quando ocupo algum destes cargos a palavra sagrada do Grau 01 chega até mim soletrada e depois de ter sido soletrada o irmão que a trouxe a diz por inteira. Questionei alguns irmãos sobre o entendimento deles dentro do novo ritual sobre a forma de se dizer a palavra e a grande maioria entende que o ritual diz que a palavra deve ser dita desta forma " soletrada e depois por inteira". Eu acredito que estejam interpretando de forma incorreta o que diz as letras azuis da página 52. quando orienta a forma de se dizer. Por se tratar do grau 1, entendo que a palavra deve ser dita apenas soletrada não falando depois por inteira. Estou certo no meu entendimento pois o Aprendiz soletra, não silaba e muito menos a diz por inteira.

 

CONSIDERAÇÕES

 

De fato, o Ir está correto na sua interpretação.

Na transmissão da palavra entre as LLuz da Loja e os DDiác para a abertura e encerramento dos trabalhos, o transmissor dá sussurrada e soletrada (letra por letra) a palavra inteira, isto é, por não ser um telhamento, nessa ocasião não há troca de letras entre os interlocutores. Da mesma forma, também não há repetição da palavra, nem inteira ou parcial, ao final dessa transmissão (Diáconos e Luzes da Loja).

Sob o aspecto iniciático, a palavra é dada somente soletrada no 1º Grau porque simbolicamente o Aprendiz (infância) está ainda aprendendo a falar, portanto, até aqui, ele sabe somente soletrar, razão pela qual nesse grau a palavra nunca é transmitida normalmente, mas sempre letra por letra.

No ritual de Aprendiz do REAA, no texto concernente à transmissão da palavra (abertura e encerramento), escrito em azul, a expressão "e por inteira" aparece para dizer que o transmissor deve transmitir de uma só vez, sussurrada e soletrada, as quatro letras seguidas que compõem a Pal Sagr do 1º Grau. Não é para repeti-la ao final.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026