quinta-feira, 15 de outubro de 2026

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS - ATRASADOS E SESSÃO MAGNA PÚBLICA

Em 05.07.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB BAHIA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.

 

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

 

1 - Na festividade pelo aniversário da nossa Loja, a mesma foi aberta dentro da ritualística, logo após ,o Ven∴ autorizou ao M∴ de CCer∴ dar entrada aos profanos, perguntei ao M∴ CCer∴ se a loja ia continuar aberta, disse-me que só a Bíblia estava aberta sem o esquadro e compasso. Após a saída dos profanos retornou ao normal para o seu encerramento. Pergunto: Está correto esse procedimento?

2 - O Ir∴ atrasado, bate à porta como Aprendiz, em uma sessão de grau 2 ou 3, ao ser autorizada a sua entrada, o mesmo dará os passos no grau que está sendo a sessão?

3 - No REAA a batida na porta como Aprendiz pelo retardatário, ela é universal?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Eu já disse inúmeras vezes que o GOB não fornece rituais para a execução das diversas sessões públicas realizadas pelas Lojas da federação. Seria impossível, e muito caro, se criar um ritual para cada um desses eventos públicos. Nesse sentido, o GOB sugere às Lojas usarem o Ritual de Homenagem ao Dia das Mães, adaptando-o para cada evento que porventura seja executado. Esse ritual, que servirá como base estrutural, pode ser encontrado no volume de Rituais Especiais, Eventos Irrestritos, GOB/2017 – Homenagem ao Dia das Mães, pagina 169 à 191.

               Caso a Loja decida não usar o ritual sugerido, e opte por abrir a sessão normalmente no grau de Aprendiz, transformando-a na Ordem do Dia em uma sessão magna pública (com a presença de não iniciados), logo que seja concluído o evento público, os convidados não maçons se retiram e a Loja volta naturalmente aos trabalhos ritualísticos para a coleta do tronco e o encerramento ritualístico. Nessa condição não há necessidade de se retirar o Esq∴ e o Comp∴ de cima da Bíblia. As Luzes Emblemáticas devem se manter como estão dispostas, mesmo na presença de não iniciados. Entenda-se que isso não irá revelar nenhum segredo aos convidados não maçons.

Nesse caso, o mais importante é não se utilizar, na frente dos convidados não maçons, de sinais, toques e palavras. Essas práticas ficam suspensas enquanto os trabalhos se mantiverem públicos.

2 - O Ir∴ atrasado sempre baterá na porta como Apr∴ Maçom. Ao ser autorizado o seu ingresso, se a Loja estiver trabalhando em outro Grau, ele ingressará formalmente no Grau que está sendo trabalhado. Caso o atrasado não tenha grau suficiente para ingressar lhe será comunicado e ele deve se retirar. Reitera-se que em caso de Ir∴ atrasado, a bateria na porta para pedir ingresso, em qualquer situação, será sempre a de Aprendiz.

3 - A bateria de Aprendiz é dita universal porque é a primeira da escalada iniciática. Obviamente que ela é dada conforme o Rito. Assim, será sempre executada por três pancadas, não obstante o tempo sequencial das percussões possa se diferenciar de acordo com o Rito.

Ao concluir, vale registrar o quão impressionante é a importância que se dá aos "atrasados, quando, em respeito à virtude da pontualidade, esse costume nem mesmo deveria existir.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

PORTA FECHADA E O SINAL DE ORDEM

 

Em 03/07/2026 o Respeitável Irmão Carlos Fabrício Faria, Loja Caridade e Esperança, 2620, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, formula a pergunta seguinte:

 

PORTA FECHADA

 

Poderia esclarecer se na nova ritualística o Ir∴ fica a ordem somente ao ser fechada a porta do templo? Ou ao abrir a porta o Ir∴ já deve estar a ordem?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A bem da verdade, não há uma nova ritualística, porém há um ritual que se encontra em vigência desde 2024 que corrigiu e esclareceu muitas práticas que se apresentavam contraditórias, no REAA.

No caso da sua questão - não sei se entendi direito - não é necessário se desfazer o sin∴ quando a porta estiver aberta temporariamente para atender condutas ritualísticas necessárias.

               Assim, com a porta temporariamente aberta para suprir necessidades da ritualística, o templo continua coberto, levando-se em conta que está(ão) presente(s) o(s) Cobridor(es) e que os demais IIr∴ participantes também são maçons regulares.

Além do que, entre o exterior e o templo há o átrio da Loja, onde por questões de acesso dificilmente poderiam aparecer "goteiras" ou "cowans".

A vista disso, com a Loja em trabalho ritualístico, ao se abrir a porta temporariamente, não há necessidade de se esperar até que a porta seja fechada para se fazer o Sin∴ de Ord∴.

Notadamente, isso seria um excesso de preciosismo, sobretudo levando-se em conta de que a abertura da porta é momentânea e não definitiva.

Por fim, vale ressaltar que orientações como as de não se fazer o sinal quando a porta estiver aberta durante a sessão, nunca estiveram presentes nos rituais - nem no atual, nem nos anteriores.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

terça-feira, 13 de outubro de 2026

RETIRADA DOS TRABALHOS - TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA

Em 01/07/2026 o Respeitável Irmão, Nelson Lopes de Almeida, Loja Obreiros da Paz, 4092, REAA, GOB-RJ, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

RETIRADA DOS TRABALHOS

 

Se possível, gostaria de esclarecer uma dúvida ritualística.

Segundo o Ritual, quando um Aprendiz necessita se retirar do Templo sem previsão de retorno aos trabalhos naquela sessão, sua saída deve ocorrer mediante as devidas formalidades, com as saudações ao Venerável Mestre, ao 1º Vigilante e ao 2º Vigilante.

Entretanto, caso o Venerável Mestre apenas determine que o Mestre de Cerimônias acompanhe o Aprendiz até a saída, sem mencionar expressamente se a retirada deverá ocorrer com ou sem formalidades, qual deve ser a postura correta do Aprendiz?

Nessa hipótese, o Aprendiz deve presumir a saída com formalidades, por ser a regra geral, ou deve apenas seguir a condução do Mestre de Cerimônias, ainda que não tenha havido determinação expressa quanto ao procedimento ritualístico?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É obrigação do Venerável Mestre, ao determinar a cobertura do templo a um ou mais IIr∴, informar se a retirada é temporária ou, a pedido do interessado, definitiva.

Uma retirada definitiva de algum Irmão dos trabalhos ocorre sempre a seu pedido, enquanto que a temporária geralmente é determinada pelo Venerável Mestre no afã de cumprir procedimentos necessários, como por exemplo, transformação de Loja.

            Sendo assim, o Venerável Mestre solicita ao Mestre de Cerimônias que conduza um Irmão, ou mais Irmãos, temporariamente para fora do Templo. Nesse caso, ainda na mesma sessão, o retirante será posteriormente reconduzido aos trabalhos. Dessa forma, o retirante acompanha o Mestre de Cerimônias para fora da Loja, sem a necessidade de antes de sair, saudar às Luzes da Loja.

Já, quando se tratar de saída definitiva, isto é, quando o retirante não mais voltará àquela sessão, o Venerável Mestre, ao autorizar sua saída, solicita ao Mestre de Cerimônias que o conduza em retirada definitiva.

À vista disso, antes de sair o Ir∴ que se retira deve, próximo à porta, prestar saudação às Luzes da Loja na forma de costume.

Vale a pena mencionar que se o pedido de retirada ocorrer antes de ter circulado a bolsa do Tronco de Beneficência, o Mestre de Cerimônias primeiramente leva o Ir∴ que se retira até o Hospitaleiro, o qual lhe oferecerá a bolsa para o óbolo.

Se porventura algum Ir∴, por necessidade fisiológica, precisar se dirigir ao toilette, é um caso de saída temporária, portanto sai sem saudar as Luzes.

Para concluir, reitera-se: cabe sempre ao Venerável Mestre frisar se a saída é temporária ou definitiva.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

A COR DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Em 01/07/2026 o Respeitável Irmão Marcos Rinaldi, Loja Acácia Laranjeirense, 2472, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão.

 

A COR DO REAA

 

Certa feita, o Irmão fez uma apresentação a respeito do novo ritual GOB (2024) do REAA e, salvo melhor juízo, creio que ouvi o Irmão comentar que num futuro não tão distante os paramentos hoje azuis, passarão a ser uniformizados conforme o REAA e serão vermelhos. Bem como, novos templos construídos e/ou templos que sejam reformados devem ter a decoração/pintura de paredes na cor vermelha (diferente da azul hoje empregada). É isso mesmo ou fiz alguma confusão? Se sim, para quando se pretende essa uniformização?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De fato, eu fiz esse comentário porque os planos futuros ainda são os de corrigir algumas distorções ritualísticas, mormente aquelas relacionadas ao REAA.

O que se pretende não fazer pura e simplesmente mudanças, como os puristas de plantão geralmente argumentam, mas voltar às raízes de um rito que no passado, no GOB, seguia a Convenção de Lausanne (Suíça 1875), época em que os templos do REAA eram encarnados e o avental de Mestre era originalmente debruado em vermelho e tinha as letras M∴ B∴.

           Tudo isso pode ser encontrado na história dos rituais do REAA no GOB, desde 1834.

Em resumo, seguindo palpiteiros oriundos de outra Obediência, lamentavelmente em 1965 o GOB deixou de abraçar a originalidade de um rito verdadeiramente vermelho, especialmente pelas suas origens capitulares e, na contramão da história, acabou indevidamente “azulando” os seus templos e aventais.

Na verdade, a boca se entortou pelo indevido hábito do cachimbo e agora, para desentortá-la, o caminho é longo e desgastante.

Vale registrar que no ano de1996, quando o GOB começou a extirpar muitos enxertos e costumes indevidos dos seus rituais simbólicos do REAA, tudo parecia que iria voltar ao normal, redescobrindo a cor vermelha como original, todavia isso não foi possível devido a ações políticas e alguns Irmãos que desprezaram a história porque achavam que o azul "era mais bonito do que o vermelho".

Atualmente, como as luzes começam a novamente surgir no fim do túnel, existe grande possibilidade, mas ainda de modo homeopático (de gota a gota), de se apresentar um estudo visando o retorno às raízes da cor encarnada nos templos e aventais do REAA. Entretanto, o momento ainda não é propício, exigindo prudência para não se desmanchar aquilo que já foi feito. À vista disso, esse processo ainda deve demorar um pouco, sem uma data propriamente prevista.

Vale a pena mencionar que na conjuntura dos rituais as coisas não são tão fáceis de mudar como parecem. Ainda existem muitos obstáculos plantados por “achistas” que precisam se suplantados. Afinal, a prudência é a mãe de todas as virtudes.

O retorno à originalidade encarnada do REAA no futuro deve vir de um projeto fundamentado, especialmente porque matar o dinossauro não é o difícil, consumir os seus restos é que é desgastante.

Com consciência de se conhecer a verdade, por enquanto, segue-se o previsto no ritual.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

SAÍDA TEMPORÁRIA - V

Em 29/06/2026 o Respeitável Irmão João Francisco, Loja 10 de Dezembro, 2335, REAA, GOB-MS, Oriente de Itaporã, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Perdão Irmão, não expliquei corretamente, queria saber durante a sessão, principalmente de Instalação, quando o presidente da comissão instaladora manda, os Irmãos saírem sem formalidade e em silêncio.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nesse caso, respeita-se a circulação, pois a Loja continua aberta. O sem formalidade quer dizer que não precisa fazer a saudação às Luzes antes de sair e, do mesmo modo, no retorno, sem a formalidade da marcha.

No REAA, não há dispensa de circulação nessas ocasiões (em Loja aberta). No caso, todos saem passando pela Coluna do Sul; de retorno, ingressam sempre passando pelo Norte.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

EM RETIRADA APÓS O ENCERRAMENTO

Em 29/06/2026 o Respeitável Irmão João Francisco, Loja 10 de Dezembro, 2335, REAA, GOB-MS, Oriente de Itaporã, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

 

EM RETIRADA

 

Gostaria de saber, quando o Venerável diz para sair sem formalidades e em silencio os irmãos que estão na Coluna do Norte, precisam fazer o giro, ou podem sair direto para a porta do templo, do lugar que estão, sem passar por trás do Painel do Grau.

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Tal como no ingresso do préstito para a abertura dos trabalhos, onde cada qual ingressa pela sua coluna, no encerramento os Irmãos que estiverem ocupando a Coluna do Norte saem diretamente em direção à porta, sem a necessidade de passar antes pela Coluna do Sul. O procedimento é análogo para aqueles que ocupam o Sul - saem diretamente em direção à porta.

Sendo assim, encerrados os trabalhos não existe circulação durante a retirada.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

VENERÁVEL MESTRE USANDO A PALAVRA

Em 28/06/2026 o Respeitável Irmão Clebson Fernandes. Loja União e Justiça de Coronel Fabriciano, 4232, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento.

 

VENERÁVEL USANDO A PALAVRA.

 

Após um Seminário do GOB realizado no Vale do Aço em Minas Gerais, surgiu uma dúvida. O Venerável Mestre como autoridade maior dirigindo os trabalhos, durante uma sessão maçônica, para fazer uso da palavra ou se dirigir à Loja, precisa fazer deferência ao primeiro vigilante, ao segundo vigilante e autoridades ou ele simplesmente se dirige à Loja com a expressão: "Meus irmãos!"? E fala o que precisa?

Dúvida aparentemente simples, mas que tem gerado divergência de opiniões.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quando o Ven∴ Mestre fizer uso da palavra para se dirigir à Oficina como um todo, ele deve proceder como os demais Irmãos, ou seja, segue o protocolo para o uso da palavra em Loja. Assim, de modo objetivo ele se dirige mencionando as demais Luzes (Vigilantes), em seguida, genericamente (*), menciona as Autoridades, e finalmente "demais Irmãos".

Caso esteja(m) presente(s) o(s) Grão-Mestre(s) ou seu Adjunto(s), o Ven∴ o(s) menciona por primeiro, antes dos Vigilantes (Decreto 2238/2026).

Entenda-se que o Venerável, ao seguir a liturgia os usos e os costumes consagrados no rito, não está rebaixando a sua autoridade. Muito pelo contrário, ele estará dando exemplo de como o Primeiro Malhete da Oficina respeita e se submete às Leis vigentes e os costumes consuetudinários.

 

(*) Genericamente - O usuário da palavra quando se dirigir às Autoridades, não precisa nominá-las uma a uma. É suficiente que se diga em conjunto, “Autoridades presentes” ou, se preferir, eleger uma delas para em seu nome cumprimentar as demais.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026