terça-feira, 11 de agosto de 2026

ROMPER A MARCHA DO GRAU

Em 20.05.2026 o Respeitável Irmão Gilbert A. Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica de Guarulhos, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ROMPER A MARCHA

 

Meu Irmão, um Irmão que entrará ritualisticamente, seja por instrução ou atraso, ou seja, irá realizar a marcha seguida do interrogatório, numa loja funcionando nos graus 2 ou 3, ao entrar em nosso espaço reservado, fica à ordem no grau de trabalho (2 ou 3), desfaz o referido sinal, compõe o de Aprendiz, para dar início à marcha, de acordo com o grau da Loja, ou, já que vai realizá-la, independente do grau de trabalho, já se conserva à ordem como Aprendiz, realizando em seguida à marcha de acordo com o grau de trabalho da Loja? Em síntese, ao ingressar na Loja num grau diferente de Aprendiz, e antes da marcha, qual sinal deve-se fazer?

Como de costume, agradeço os esclarecimentos e o saúdo pelo excelente trabalho desenvolvido!

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes de romper a Marcha do Grau, o protagonista ingressa no Templo e primeiramente se coloca à Ord no grau em que a Loja estiver aberta.

          Nesse caso, se a Loja estiver trabalhando no 2º Grau, o protagonista se coloca à Ord como CompMaç. Logo a seguir desfaz esse sin e se coloca à Ord no 1º Grau. Ato seguido, rompe a Marcha dando os t pp de Apr, seguidos de mais d de Comp.

Se a Loja estiver trabalhando no 3º Grau, o protagonista se coloca à Ord como M M, desfaz esse sin e se coloca à Ord como Apr.  Ato seguido, rompe a Marcha do 3º Grau dando os tr pp do 1º Grau, os d do 2º Grau e, finalmente os outros tr do 3º Grau.

No que diz respeito a aplicação correta da ritualística, é sempre salutar praticá-la na ordem prevista, sem adiantar procedimentos. Antes que se peque por excesso, do que por negligência.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ABÓBADA CELESTE DO TEMPLO - REAA

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Secretário Geral Adjunto de Comunicação, Estado de São Paulo, solicita o que segue:

 

ABÓBADA CELESTE

 

Eminente Ir Pedro, saudações fraternais! Meu irmão, preciso passar para os nossos Aprendizes uma explicação sobre a abobada celeste e o significado de cada estrela, constelação e planetas pintados no teto, conforme o ritual de Aprendiz vigente. Achei muita coisa na internet, mas gostaria de algo "oficial" vindo do nosso Secretário-Geral, pois nas suas explicações posso confiar.

O Irmão tem algum texto que poderia compartilhar comigo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação a abóbada (teto do templo) e o ritual do REAA/GOB vigente, editado em 2024, vale ressaltar que houve correções. Por exemplo: foi corrigido o número de luas de Saturno; foi corrigida a forma de representação da Lua em quarto-crescente quando vista do hemisfério Norte; foi corrigido o número de estrelas que formam a constelação Ursa Maior (sete estrelas, cujo número deu origem à palavra setentrião); foi inserida na banda setentrional da abóbada celeste a Estrela Polar (ponto consagrado de orientação para várias civilizações); foi excluída uma estrela de cor vermelha presente ao Sul da abóbada (equivocadamente alegava-se que ela era a Estrela Flamejante, o que não condiz com a verdade, pois essa estrela é um símbolo hominal pitagórico e não faz parte do mapa estelar da abóbada (fica pendente do teto sobre o 2º Vig).

             No que diz respeito a colaborar com a instrução, segue um anexo com uma peça de arquitetura sobre a Abóbada do Templo no REAA, trabalho esse que eu escrevi há muitos anos. Essa matéria encontra-se publicada em um compêndio de trabalhos chamado de Caderno de Estudos Maçônicos da Editora Maçônica A Trolha, da época.

Todavia, sobre esse conteúdo, alerto para que quando o elaborei me servi de um mapa da abóbada um pouco diferente da que se encontra em vigência no GOB. De qualquer forma, se bem observado esse pormenor, nele  é possível encontrar muito material instrutivo que pode ser aproveitado.

Sob o ponto de vista histórico, a abóbada celeste,  particularmente decorada com astros e estrelas, foi uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, então criada pelo Grande Oriente da França, em Paris no ano de 1804, para gerenciar a construção do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

É bom que se diga que naquela época a primitiva decoração estelar da abóbada ainda não era tão rica e detalhada como hoje é conhecida, no entanto já se faziam presentes as doze constelações do Zodíaco, que inicialmente ficavam fixadas - pintadas ou desenhadas - na base da abóbada, seis ao Norte e seis ao Sul.

Mais tarde, essas doze constelações passariam da base da abóbada para as paredes Norte e Sul, agora por 12 Colunas Zodiacais encravadas e distribuídas em distâncias iguais, seis de cada lado do templo.

Ao longo da história, não só as constelações zodiacais, como toda a decoração estelar relativa ao firmamento (abóbada celeste) foi sendo paulatinamente formada.

Nessa conjuntura, vale ressaltar que toda a referência estelar da abóbada no REAA relaciona-se de quem a observa do hemisfério Norte da Terra, mormente porque a Maçonaria nasceu e construiu todo o seu simbolismo solar nesse hemisfério.

Particularmente, no REAA a sua abóbada celeste é o firmamento, sobretudo porque no misticismo maçônico o templo é a representação simbólica do mundo em que vivemos. Em linhas gerais, sua superfície corresponde a uma faixa de terras localizada sobre o equador da Terra. Essa superfície tem a forma de um quadrilongo e é orientada de Leste para Oeste no seu comprimento, e de Norte para o Sul na sua largura. O pavimento mosaico (chão da Loja) é o solo terrestre e a abóbada o firmamento. As colunas B e J marcam a passagem dos trópicos de Câncer (Norte) e Capricórnio (Sul). As 12 Colunas Zodiacais, agrupadas de 3 em 3, marcam as 4 estações do ano e os ciclos de vida e morte da Natureza (caminho do Iniciado). Assim, o templo sugere o palco e os maçons os atores que nele se apresentam.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

T.'. DE MESTRE MAÇOM - REAA

Em 19/10/2021 o Respeitável Irmão Teodoro Robens Freitas Silveira, Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, REAA, GOB MINAS, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte.

 

T DE MESTRE

 

No Ritual 3º Grau de Mestre Maçom, página 41 sobre o T, diz: Faz-se pelos C PP de Perf da Maçonaria ou C PP Perf da Maçonaria?

Se considerarmos a nomenclatura padrão o "PPerf." não poderia ser Perfeição pois é singular.

Gentileza esclarecer.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Quanto à sua questão, o ritual de Mestre Maçom vigente, na sua página 41, menciona claramente C.'. PPont.'. PPerf.'. de Mestre. Nesse caso, a palavra em questão, que está no plural, significa "perfeitos" e não “de perfeição da Maçonaria".

                A origem desses c ppont está no Grau de Companheiro Maçom, época em que ainda não existia na Maçonaria dos Aceitos (Especulativa), o 3º Grau. Nesse período, os c ppont ainda pertenciam ao 2º Grau, ou como era comumente chamado, “do companheirismo”.

Primitivamente, era conduzido à Great Chair (Grande Cadeira) para dirigir a Loja, um Companheiro comprovadamente experimentado. Como nessa época ainda não existia a L de H, a Maçonaria Especulativa se servia de uma lenda noaquita, relativa a Noé e seus três filhos, S, C e J.

Com o advento do Grau de Mestre em 1725 na Inglaterra, e oficializado em 1728 pela Grande Loja na segunda Constituição Inglesa, os C PPont PPerf passaram a ser do Mestre, ou do Mestrado, então diretamente relacionados à L Hirâm e o Mestre ressuscitado.

No contexto histórico, a L de H aparece pela primeira vez em 1730 na revelação The Masonry Dissected, escrita por Samuel Pritchard. É bastante provável que a Lenda Noaquita, utilizada pelos Companheiros, tenha servido de base para a construção da Lenda do 3º Grau.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

domingo, 9 de agosto de 2026

SUBSTITUIÇÃO DAS LUZES - PREENCHIMENTO DE CARGO POR ATRASO

Em 19/05/2026 o Respeitável Irmão Stantey Gomes, Loja Cruzeiro do Sul V, 1306, REAA, GOB-PI, Oriente de Teresina, Estado do Piauí, pede esclarecimentos:

 

SUBSTITUIÇÃO DAS LUZES

 

Minha pergunta é a seguinte:

1) Caso o 1º ou 2º Vigilantes não estejam ocupando suas funções por não estarem presentes, e tais cargos forem ocupados por outros Mestres, estes, chegando depois da Loja aberta, podem ocupar seus cargos originais?

2) Se não puderem, estes podem ocupar outros cargos que por ventura estejam faltando, como por exemplo, o cargo de Hospitaleiro?

3) Pode acontecer a substituição e assumir o titular posteriormente a abertura da loja?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A legislação maçônica do GOB não contempla nada nesse sentido.

1 - Caso o detentor de um cargo, eventualmente chegar atrasado para os trabalhos, e faça questão de ocupá-lo, ele tem o direito de assumir o seu lugar de ofício, mormente se ele tiver sido eleito para o exercício desse cargo.

2 – Luz da Loja atrasada - caso não queira ocupar seu cargo de ofício em respeito àquele que emergencialmente já o está preenchendo, o Ir atrasado, caso seja necessário, poderá perfeitamente assumir precariamente outro cargo que estiver vago.

Antes de prosseguir, cabe aqui um pequeno comentário: no caso dos VVig, o substituto legal do 1º Vig é o 2º Vig, e o do 2º Vig é o 2º Exp. Assim, o recomendável é que sejam observados esses parâmetros.

3 - Obviamente que sim. Um Ir atrasado somente não será recebido (não poderá mais ingressar no Templo) se o Tronco de Beneficência, em momento previsto no ritual, já tiver circulado e sido apurado o seu resultado. No mais, estando a Loja aberta, um ocupante emergencial de um determinado cargo pode perfeitamente ceder o seu lugar ao titular que acaba de chegar.

Para finalizar, é bom que se diga que essas são situações hipotéticas que esporadicamente podem ocorrer. Não obstante a isso, é de péssima geometria IIr chegarem atrasados para os trabalhos da Loja. Além de desrespeitar os que primam pela pontualidade, o atraso só traz tumulto e causa desiquilíbrio na ritualística. Pior ainda é quando o Ir atrasado é uma das Luzes da Loja, a qual fora especialmente eleita e empossada para a administrar a Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

RETIRAR O CHAPÉU

Em 19.05.2026 o Respeitável Irmão Antônio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, pede esclarecimentos.

colegiovip@hotmail.com

 

CHAPÉU

 

Em sessão Magna, O Ven Mestre e a comissão de recepção, devem retirar o chapéu na recepção e saída das Autoridades?

Essa mesma dúvida ocorre na entrada e retirada do Pavilhão Nacional.

Alguns dos IIr entendem que não devemos retirar o chapéu, por fazer parte da indumentária, outros entendem que devemos retirar.

No aguardo de vossa posição, sanando nossas dúvidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nos rituais vigentes dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do REAA/GOB, rigorosamente estão indicados todos os momentos em que o chapéu é retirado e recolocado sobre a cabeça durante a sessão.

          Sob nenhuma hipótese a cobertura é retirada quando do ingresso de autoridades constituídas. A cobertura somente é retirada na ocasião em que há o canto do Hino Nacional e do Hino à Bandeira. No Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o Cerimonial para a Bandeira Nacional, consta, no seu Art. 5º, que durante a execução do Hino Nacional, retira-se a cobertura. O mesmo se dá quando do Hino à Bandeira.

Ainda, no tocante à cobertura com chapéu negro e desabado no REAA, vale ressaltar que nos Graus 01 e 02 somente o Venerável Mestre usa chapéu, enquanto que no 3º Grau, todos se cobrem.

À vista disso, atendendo ao Decreto 1476, nas sessões magnas dos graus 01 e 02, durante o canto do Hino Nacional e da Bandeira, o Venerável Mestre retira a sua cobertura.

Nas sessões magnas do 3º Grau, o procedimento é o mesmo, todavia com todos retirando o chapéu, mormente porque em Loja de Mestre Maçom todos se apresentam cobertos. Assim, retiram a cobertura no instante previsto pelo Decreto 1476/2016 e no ritual.

Uma observação importante: em sessão magna no 3º Grau, os integrantes do dispositivo que forma a Comissão de Recepção e Retirada (13 membros), assim como os que compõem a Guarda de Honra e o Porta-Bandeira, ficam, nessa oportunidade, dispensados do uso do chapéu. Essa dispensa ocorre porque é impróprio e desconfortável para os integrantes do dispositivo retirarem e recolocarem o chapéu no momento em que estarão com as mãos ocupadas exercendo as suas obrigações.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES II

Em 18/05/2026 o Respeitável Irmão Gabriel Alencastro, Loja Barbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, solicita esclarecimentos.

 

NÚMERO MÍNIMO

 

Meu irmão, tenho duas dúvidas que acredito que se complementam. Para abrir os trabalhos se faz necessário 7 mestres, minha dúvida é: se na sessão, estando presente apenas 7 mestres e um desses é o próprio GM, como fica a divisão dos cargos? Ou não há, necessariamente, uma regra com relação a quem ocupa cada cargo. A segunda dúvida é a seguinte: estando uma loja funcionando apenas com 7 mestres e no meio da sessão um dos mestres precisa se retirar de forma definitiva, por alguma emergência, antes do fim dos trabalhos. Como a loja deve proceder? O Ven Mestre deve encerrar imediatamente os trabalhos com um golpe de malhete? Ou uma vez iniciada pode-se continuar funcionando? Desde já agradeço a gentileza do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente vale mencionar que a falta de Mestres Maçons para abrir os trabalhos de uma Loja significa que a Oficina está passando dificuldades administrativas.

             Assim, na página 214 do ritual de Aprendiz, REAA/GOB, item "Com 7 Mestres", consta como deve ser a composição de uma Loja precária, ou seja, trabalhando com apenas sete Mestres Maçons.

Nesse sentido, a Loja deve ser composta pelo Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr, Cobr Int e o M de CCer.

No caso, para a transmissão da Palavra Sagrada na abertura e encerramento dos trabalhos, momentaneamente o cargo de 2º Diác é preenchido pelo M de CCer e de 1º Diác pelo Secr.

Nessa conjuntura, os cargos de DDiác somente são ocupados pelos substitutos no ato da transmissão da Palavra. Concluídas as transmissões, os substitutos voltam cada qual ao seu lugar de ofício. Nessa oportunidade, durante a transmissão dispensa-se ou uso, pelo substituto, de colar e joia distintiva de Diác.

No caso do Grão-Mestre ocupando cargo em Loja, só se for por decisão dele, cabendo a ele dizer qual cargo iria ocupar.

No caso de uma Loja trabalhando com apenas sete Mestres (número mínimo permitido) e um deles precisar se retirar definitivamente dos trabalhos, a meu ver o Venerável Mestre, para restabelecer a ordem, deve, dar a sessão por encerrada (RGF. Art.º 116, XIII). Essa atitude se justifica para cumprir o que prevê a Legislação, onde uma Loja só pode trabalhar com o mínimo de sete Mestres Maçons (RGF, Art.º 96, XXII).

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

MODO DE TRANSMITIR A PALAVRA

Em 19.05.2026 o Respeitável Irmão Antônio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

MODO DE TRANSMITIR

 

Bom dia nobre Irmão Pedro Juk. Secretário Geral de Orientação Ritualística do - GOB - Poder Central em Brasília

Considerando as orientações contidas no Ritual de Aprendiz, especialmente em abertura de Loja, quando o Venerável Mestre, transmite a Palavra Sagrada ao Primeiro Diácono.

De acordo com o Ritual, a mesma deverá ser transmitida ao ouvido direito soletrada e por inteira.

A dúvida é: se o por inteira é toda a palavra B ou dita em única palavra, após ter sido soletrada.

No aguardo de suas considerações, sanando nossas dúvidas;

 

CONSIDERAÇÕES

 

Dois aspectos precisam ser considerados nessa questão. Um deles é que o Aprendiz, por representar o início da jornada iniciática (ponto de partida), simbolicamente ainda não sabe ler nem pronunciar a palavra. Assim, teoricamente ele só sabe pronunciar a palavra letra por letra. Essa mesma regra iniciática é aplicada na transmissão da palavra que ocorre entre as Luzes da Loja e os Diáconos durante a liturgia de abertura e encerramento de uma Loja de Aprendiz no REAA.

O segundo aspecto é compreender que essa transmissão da palavra, entre os Diáconos e as Luzes, não é um telhamento (exame de um desconhecido), pois em um telhamento os interlocutores trocam entre si as letras que compõem a palavra (quem pede dá a primeira letra, e assim sucessivamente).

           À vista disso, como a transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos não é um telhamento, e levando-se em conta de que simbolicamente o Aprendiz sabe somente soletrar, nessa oportunidade a palavra é transmitida inteira e soletrada por quem a transmite, ou seja, são dadas uma a uma, seguidas e sussurradas, as quatro letras que formam a palavra sagrada do 1º Grau. O que não pode é depois de tê-la dada soletrada, novamente repeti-la inteira ao final.

Desse modo, a frase afirmativa "soletrada e por inteira" que consta no ritual quer dizer que as quatro letras da palavra inteira, uma a uma, devem ser diretamente transmitidas sussurradas pelo transmissor ao receptor. Assim, essa frase está presente para distinguir o ato da transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos e o ato de um telhamento (exame). No primeiro caso a transmissão é feita direta e inteira por quem a dá, enquanto que no segundo caso os interlocutores trocam entre si as letras que formam a palavra (vide o Cobridor do Grau).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026