terça-feira, 8 de setembro de 2026

BALANDRAU PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS

Em 12/06/206 o Respeitável Irmão Aluízio Cerdeira, Loja Autora do Amazonas, 2445, REAA, GOB-AM, Oriente de Parintins, Estado do Amazonas, pede esclarecimento para o que segue:

 

BALANDRAU

 



O uso do balandrau no REAA é permitido aos Aprendizes e Companheiros em sessões Ordinária, exceto em sessões magnas? Apenas pra tirar a minha dúvida, embora acredito que seja permitido.

 

CONSIDERAÇÕES

 

É como consta no Ritual de Aprendiz, REAA, 2024 vigente no GOB, página 33, primeiro parágrafo:

·         "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente nas Magnas, estarão trajados de acordo conforme o Rito: terno preto ou azul-marinho escuro, sapatos, cito e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional), podendo portar [...]".

Ainda nessa mesma página, no parágrafo seguinte consta:

·         "Nas Sessões Ordinárias (os grifos são meus), admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo (os grifos são meus) e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnias estampadas, desde que usado com calça, meias e sapatos pretos, não sendo permitido o uso de tênis ou de outros calçados similares (os grifos são meus)".

Conforme se pode ver nos textos acima retirados do Ritual, todos os maçons - AApr, CComp e MMestr - presentes às sessões ordinárias podem vestir balandrau, desde que obedeçam aos requisitos de vestuário acima descritos.

Vale a pena lembrar que o uso de balandrau como vestuário nas sessões ordinárias é somente para ritos que o admitem, portanto, um maçom do REAA, seja ele um Apr, Comp ou Mestr, quando em visita a outra Loja precisa ficar atento a esse particular, mormente porque existem ritos que não admitem o uso de balandrau. Há ritos que em qualquer sessão, seja ela ordinária ou magna, somente admitem o uso de terno.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

INCORPORAÇÃO DE LOJAS II - SESSÃO CONJUNTA

Em 10/06/2026 o Respeitável Irmão Dirceu Iglesias Cabral Filho, Loja Acácia Altoense, REAA, GOB-PI, Oriente de Altos, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

 

INCORPORAÇÃO DE LOJAS

 

Conforme nosso ritual, páginas 74/75 quando duas Lojas se reúnem para fazerem sessões, as formas são de sessões conjuntas ou uma como visitante (página 75). Quando sessões conjuntas a loja anfitriã recebe a loja incorporada (página 74) e fazem distribuições dos cargos.

No tocante essa primeira situação está correta?

Existe algum cargo específico para cada loja?

No caso de incorporação existe alguma ritualística própria para tal sessão?

Como seria o desdobramento da sessão:

Por exemplo:

Leitura da Ata: seriam feitas as leituras das atas das duas Lojas? 

As atas seriam elaboradas em separado ou a loja anfitriã faz a ata e manda uma cópia para a
Loja incorporada? 

Saco de propostas e informações seria feita a coleta das duas Lojas?

A Ordem do Dia poderia ser suprida?

Tronco de Beneficência o resultado da arrecadação poderia ficar com uma Loja ou dividido para as duas?

O livro de presença a Loja incorporada poderia levar o seu para registro?

No momento seriam essas as nossas dúvidas.

 

EXPLICAÇÕES

 

Inicialmente, é bom que se diga que uma Loja visitante, quando não incorporada à Loja visitada, continua como uma Loja visitante e não atua nos trabalhos dividindo cargos. É recebida e apenas assiste aos trabalhos.

No GOB, quando duas ou mais Lojas dividirem os trabalhos em uma sessão, intercalando cargos entre elas, significa que essas Lojas foram incorporadas para atuarem em uma sessão conjunta.

Nesse particular, é bom que se diga que para serem incorporadas e trabalharem em sessão conjunta, as Lojas tem que pertencer ao Grande Oriente do Brasil e praticarem o "mesmo rito".

No que se refere a questão acima, não existe ritualística própria ou diferenciada para a incorporação de Lojas. Nesse caso, os trabalhos incorporados em sessão conjunta seguem o ritual vigente de Aprendiz, Companheiro ou Mestre - todos do mesmo rito.

Seguem as ponderações:

1 - No que diz respeito aos cargos ocupados, as Lojas que compõem a incorporação em sessão conjunta combinam entre si a distribuição dos cargos, sem que haja duplicidade, ou seja, apenas um titular atuará ocupando cada cargo. Em se tratando do dirigente dos trabalhos, o mais comum é que o Venerável Mestre da Loja que recebe a(s) outra(s) em incorporação permaneça como detentor do primeiro malhete.

2 - Leitura da Ata – Em Loja Incorporada o Secretário redige apenas uma ata. Naturalmente que na sua redação haverá informação de que os trabalhos daquela sessão transcorreram incorporados, informando, inclusive, o nome das Lojas que fizeram parte da incorporação. Assim, é recomendável que ao final, antes do encerramento dos trabalhos, a ata produzida (sucinta e objetiva) seja aprovada na mesma sessão pelas Lojas que trabalharam incorporadas. Tantas vias, quanto o número de Lojas incorporadas, serão fornecidas, a cada uma das participantes.

3 - Saco de Propostas e Informações – Em Loja Incorporada, trabalhando em sessão conjunta, havendo ccol ggrav, as mesmas serão normalmente decifradas pelo Venerável Mestre. Eventuais ccol ggrav colhidas que não digam respeito aos trabalhos incorporados ficarão sob malhete para posteriormente serem encaminhadas às Lojas interessadas. É de boa geometria que durante o giro não seja colhida nenhuma col ggrav que não seja de interesse da incorporação. Em relação ao giro ritualístico, independentemente de colher ou não alguma col grav, a abordagem dar-se-á normalmente conforme especifica o ritual.

4 - Tronco de Beneficência - Em Loja Incorporada, as componentes da incorporação devem antes combinar entre si o destino do produto da coleta. À vista disso, a bolsa circulará normalmente apenas uma vez e terá a sua conferência conforme o previsto no ritual.

5 - Livro de Presenças – Em Loja Incorporada, recomenda-se que cada uma das Lojas tenha na ocasião, em mãos do Chanceler que irá atuar como titular, o seu livro de presenças. Para que se produzam efeitos legais, é recomendável que todos os Irmãos participantes da incorporação assinem, indistintamente, todos os livros das Lojas participantes da sessão conjunta.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

SAGRAÇÃO (CONSAGRAÇÃO, INAUGURAÇÃO) DE TEMPLO

Em 08/06/2026 o Respeitável Irmão Bruno Henrique Fernandes, Loja Umbral das Vertentes, 2600, REAA, GOB MINAS, Oriente de Tiradentes, Estado de Minas Gerais, pede orientações.

 

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

 

O Venerável Mestre da Loja me incumbiu de entrar em contato com o Eminente Irmão, enquanto Secretário Geral de Orientação Ritualística, para dirimir questões referentes à Sagração do Templo.

Estamos terminando a construção de nosso Templo, iniciada já há alguns anos, visando sua Sagração para uso pleno. Neste processo, surgiram dúvidas sobre quais são os itens que são indispensáveis ao Templo para que ele possa ser sagrado.

Existe alguma orientação, algum checklist, sobre quais itens são indispensáveis? Estamos seguindo as orientações constantes no Ritual, mas algumas dúvidas surgem entre os Irmãos, como por exemplo a necessidade das cortinas pretas para a Câmara do Meio como item necessário para a autorização de Sagração do Templo; as Colunas Solsticiais no Átrio, as mesas em formato quadrado (as que temos hoje são triangulares, doadas por outra Loja); etc.

Se o Eminente Irmão puder nos orientar oficialmente quanto a isso, quais são esses requisitos obrigatórios, ficaremos imensamente gratos!

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante à Sagração de Templo, que nada mais é do que a sua inauguração (consagração), especialmente o de Aprendiz, por ser o grau em que ocorre a sua inauguração, o mesmo deve estar em conformidade com o rito adotado pela Loja e integralmente decorado conforme os parâmetros do simbolismo previsto pelo ritual. Nesse particular, é imperativo consultar os títulos "1.3 Disposição e Decoração do Templo" e "1.3.1 Planta do Templo", no ritual de Aprendiz/REAA, edição 2024, do GOB.

Por se tratar de uma sagração, o mesmo que conferir dignidade ao espaço, entende-se que não existem "alguns itens indispensáveis", já que todos eles são imprescindíveis, mormente no Templo de Aprendiz, cujo roteiro de inauguração deve ser seguido de acordo com o ritual vigente de Sagração de Templo inserido in Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), GOB, 2016. Esse ritual ordena toda a liturgia da cerimônia de inauguração conforme os ritos praticados no GOB.

Assim, para que o Grande Oriente forneça autorização para o ato formal de sagração, naturalmente se faz necessário que o templo esteja de fato concluído, e não "meio concluído", a despeito de que não está prevista na legislação do GOB nenhuma "meia inauguração".

Sob o ponto de vista da ritualística maçônica, a sagração, ou consagração do templo é tão importante que nem mesmo os Grão-Mestres e seus respectivos Adjuntos podem nele ingressar sem que antes tenha sido inaugurado. É o que consta no Ritual de Sagração Templo, página 80.

À vista disso, é certo que o templo para ser inaugurado tem que ter requisitos para isso, ou seja, deve estar completamente concluído e decorado.

Em relação ao templo e os trabalhos nos graus de Companheiro e Mestre Maçom, comumente os mesmos ocorrem, com as devidas adaptações, no mesmo espaço ocupado pela Loja de Aprendiz. Entende-se que estando inaugurado o templo de acordo com o previsto no Ritual, o espaço então recebeu dignidade para abrigar os trabalhos litúrgicos dos três graus do simbolismo, Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Para concluir, é bom que se diga que a inauguração de um templo maçônico não possui nenhum com caráter religioso, a despeito de que a Maçonaria por si só não é uma religião. O ato de sagração confere dignidade ao espaço (templo) que irá receber, dali em diante, os trabalhos maçônicos regulares de uma Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

GESTUAL DE APROVAÇÃO II

Em 07/06/2026 o Respeitável Irmão Paulo César Fiuza Lima, Loja Evolução e Cultura, 4321, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Santa Catarina, solicita comentário para o que segue:

 

GESTUAL

 

Gostaria de suas considerações sobre uma situação que tem me intrigado há muito tempo:

É extremamente comum que um Irmão ao ter seu nome citado, fazer o Sinal de aprovação, o que considero um erro.

Fora de contexto, penso que o uso desse Sinal para se auto aprovar, lembra mais uma saudação nazism.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes de entrar na questão propriamente dita, entendo que embora de uso consagrado, o termo "sinal", em Maçonaria, é mais apropriado quando se tratar de ssin do Grau, Penal e de Ordem, assim como outros relacionados à prática iniciática maçônica, mormente aquelas que guardam segredo e discrição.

               Agora, quando se tratar de gestual para aprovação, ou de movimentos com o corpo e com a(s) mão(s) para chamar atenção, utilizados inclusive pelo mundo profano, o mais correto seria defini-lo como "gesto". Nesse sentido, em vez de se dizer "sinal de aprovação", o ideal seria dizer "gesto ou gestual de aprovação". Notadamente, um gesto pode ser feito em se estando sentado, o que não é o caso dos ssin ppen e de Ord que somente são executados por quem estiver em pé e parado.

No que diz respeito a um Ir citado, ou elogiado durante os trabalhos, se utilizar do gesto de aprovação para agradecimento, a meu ver seria uma atitude imprópria, especialmente porque soaria como alguém estivesse aprovando um elogio para si – uma manifestação em causa própria. Caso o citado ou elogiado queria na oportunidade acusar a menção feita do seu nome, o mais apropriado, discreto e de boa educação, é que ele, sentado, faça um leve e discreto gesto com a cabeça, inclinando-a levemente para a frente.

Por fim, nessas circunstâncias não há o porquê de se fazer qualquer comparação com o nazism, algo extremamente abominável que nada tem a ver com práticas maçônicas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

domingo, 6 de setembro de 2026

LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

 

LUGAR DO NEÓFITO

 

Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.

Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade,
aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.

É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).

Assim sendo, vamos às conferências da questão.

Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:

"VEN - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col do Norte, destinada aos AApr, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig(os grifos são meus)".

Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:

"CCol ZZod - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col Zod de Áries, perto do 1º Vig (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc para o Or (os grifos são meus)".

Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:

"Topos das CCol do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”

É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.

Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:

1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.

Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col relativa a Áries, o lugar do 1º Vige onde ficam os topos das CCol do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a proximidade da Col de Áries com o lugar do 1º Vig indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.

Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.

Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol Zodiacais no REAA.

Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol, até alcançar à Col relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.

Assim, como Áries marca o início, a Col relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.

Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.

Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).

Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol do Norte e do Sul no templo.

Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol B e J marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.

No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.

No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.

Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.

Partindo do outono, o Comp Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.

No topo da Col do Sul localizam-se as outras seis CCol Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.

Voltando à jornada do Apr, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr Maçom, ocupa lugar junto à Col Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).

Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.

Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.

Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug e Resp Loj Simb Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A COR DAS COLUNAS ZODIACAIS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão que se identifica com Gabriel, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

 

COR DAS COLUNAS

 

Boa noite, meu irmão, venho mais uma vez recorrer a vossa sapiência numa questão que me causou dúvida. Estamos de mudança para um templo próprio, e nessa fase de reformas surgem algumas dúvidas, na página 22 do ritual de Aprendiz as Colunas Zodiacais estão marcadas em vermelho, seriam essas marcações indicações de que a coluna deve ter a cor vermelha ou apenas é para reforço da posição. Me perdoe caso seja uma dúvida tola, mas procuramos fazer a reforma da maneira mais correta possível. De antemão, agradeço a atenção do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              No que diz respeito à cor das Colunas Zodiacais, para elas não existe nada de específico nesse sentido. Geralmente essas colunas aparecem nos templos do REAA pintadas de branco ou na cor de bronze – esta não é uma regra.

No caso, por não existir uma norma, orienta-se que essas colunas possuam aparência discreta. Nesse contexto, sugere-se que os símbolos das constelações zodiacais que aparecem nos respectivos capitéis, sejam de uma cor que realce a sua aparência.

No que diz respeito às colunas e a cor vermelha que aparece no ritual, a mesma serve somente para realça-las no croqui esquemático, portanto isso não quer dizer que as Colunas Zodiacais devam ser pintadas de vermelho.

Por fim, ainda vale ressaltar que as Colunas Zodiacais ficam rigorosamente encravadas nas paredes Norte e Sul do templo, tal como se delas estivessem brotando. É importante mencionar que sob nenhuma conjectura essas colunas avançam no Oriente. Equidistantes, elas ficam agrupadas, seis ao Norte e seis ao Sul, entre a balaustrada e os cantos noroeste e sudoeste da parede ocidental.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

terça-feira, 1 de setembro de 2026

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

ricopaim_adv@yahoo.com.br

 

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

 

Caro Ir no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V M, 1º Vig e 2º Vig, em sessões de Apr, Comp e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V M, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas.

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp cinco luzes (as três do candelabro do Ven e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo.

                     Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão.

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M CCer trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt dos PPerf. Conforme o ritual, sobre esse Alt não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026