terça-feira, 5 de maio de 2026

ORIENTE DO TEMPLO - REAA

Em 06/03/2026 o Respeitável Irmão Francisco Pereira da Rocha Neto, Loja Osmil Serrano Cintra, 2396, REAA, GOB-SP, Oriente de Franca, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

ORIENTE

 

É terminantemente proibido ao Apr subir ao Oriente até mesmo para instruções? Exemplo: orientar ao Aprendiz a circulação do tronco de beneficência? Acompanhado de um Mestre.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Maçonaria Simbólica é preciso antes se ter em mente que a escalada iniciática do maçom - no caso a vida iniciática do maçom - está diretamente relacionada às regiões físicas do Templo, ou seja, o Ocidente, com as Colunas do Norte e do Sul para os Aprendizes e Companheiros e por fim ao Mestre Maçom, que pode ocupar indiscriminadamente qualquer uma das regiões da Loja.

               Nesse contexto, vale a pena mencionar que o Templo Maçônico, mormente do REAA, é uma representação estilizada do Mundo em que vivemos. Simbolicamente, compreende uma faixa sobre a superfície equatorial da Terra, orientada no seu cumprimento de Leste para o Oeste, e na sua largura, do Norte para o Sul. A abóbada celeste corresponde ao firmamento e o Pav Mos o solo terrestre.

A ocupação iniciática desse espaço relaciona-se às etapas de aperfeiçoamento que constituem o simbolismo maçônico.

Em especial ao Mestre Maçom e o Oriente, há uma peculiaridade inerente ao seu ingresso nesse espaço, já que essa passagem somente pode ser encontrada por aqueles que, em busca da plenitude maçônica, com perseverança passam pela cerimônia de Exaltação ao 3º Grau - a chave da Grande Iniciação.

Essa é uma regra basilar do REAA. Nessa separação territorial e mística do templo, o Ocidente, subdividido em Norte e Sul, corresponde a vida material (terrena) do Iniciado, enquanto que o Oriente satisfaz a sua vida espiritual (post-mortem). No contexto geral do simbolismo iniciático essas etapas (ciclos) não podem ser postergadas, sob pena de se subverter as Leis da Natureza, sutilmente representadas pela decoração de vários elementos que compõem a Loja.

Para o cumprimento da jornada iniciática do REAA, o Aprendiz (início) deve ocupar apenas o topo da Coluna do Norte (simbolicamente o lado mais escuro), onde paulatinamente ele vai aprendendo e percorrendo cada uma das seis primeiras Colunas Zodiacais. Concluídas essas etapas, o Aprendiz passa pela Elevação, tempo em que ele deixa o topo do Norte - agora como Companheiro Maçom - e atravessa para o topo da Coluna do Sul (simbolicamente mais iluminado).

Ao finalizar o tempo de Companheiro (juventude), o iniciado finalmente ingressa na maturidade da vida, oportunidade em que ele, ao representar o fim da vida material, passa pela cerimônia de Exaltação e se credencia a ingressar no Oriente para conhecer a Arv da Vid, agora como Mestre Maçom.

Em face a essa alegoria iniciática é que no REAA existem as Colunas Zodiacais, distribuídas pelas paredes Norte e Sul do Templo. Elas são as balizas que indicam o caminho a ser percorrido pelo Iniciado. A primeira etapa, ao Norte como Aprendiz (infância/adolescência), a segunda ao Sul como Companheiro (juventude) e finalmente a terceira, como Mestre Maçom, ao ter alcançado a derradeira jornada terrena, morrendo no Ocidente e renascendo em seguida no Oriente (o lugar da Luz). Em última análise, menciona o Mestre, purificado e evoluído, que acabou também se tornando Luz.

Assim, em face a esse teatro iniciático/solar é que em nenhuma situação o Aprendiz e o Companheiro, ainda reclusos à materialidade do Ocidente, podem ingressar no Oriente, que é o lugar da Luz. Antes é preciso ter percorrido toda a senda iniciática.

Desafortunadamente, no REAA, por questões históricas, a harmonia desse belíssimo teatro iniciático acabaria enfrentando um paradoxo - que até hoje se sustenta - por conta de acomodações ritualísticas proporcionadas pelo Grande Oriente da França e a criação das suas Lojas Capitulares.

Foi nessa ocasião (1804) que no primeiro ritual para o simbolismo do REAA houve a separação física, em desnível e por uma balaustrada, do Oriente e do Ocidente da Loja. Por conta disso, criava-se o Oriente separado e elevado, oportunidade em que era também criado o Alt dos JJur, como uma pequena mesa como extensão do Alt ocupado pelo Ven Mestre (antes as obrigações eram tomadas sobre a mesa do Venerável).

Tudo isso foi criado para separar, no mesmo ambiente, os trabalhos do simbolismo dos graus capitulares. Em linhas gerais, nas Lojas Capitulares do REAA só ingressavam no Oriente os Irmãos que eram detentores do Grau Rosa-Cruz. Nessa condição, o Atherzata (Governador do Capítulo) era também, e ao mesmo tempo, o Venerável Mestre da Loja simbólica - vide a história das Lojas Capitulares no Grande Oriente da França do século XIX.

Mais tarde, mesmo depois de terem sido completamente extintas as Lojas Capitulares do REAA no Grande Oriente da França, a separação física do Oriente elevado permaneceu universalmente no simbolismo. No geral, o consagrado espaço oriental acabaria ficando reservado aos Mestres Maçons como o final da jornada iniciática, ao Venerável Mestre como dirigente da Loja (o lugar da Luz) e aos Ex-Veneráveis (Mestres Maçons Instalados).

Foi graças a esse paradoxo, amplamente reconhecido, e para atender à liturgia do ritual do REAA, onde o Alt dos JJur fica no Oriente que, somente nas cerimônias de Iniciação e de Elevação, admite-se, no juramento e sagração de candidato, a presença de Aprendizes e Companheiros no Oriente.

Por conta de todos esses comentários é que no REAA Aprendizes e Companheiros somente podem ingressar no Oriente em Loja aberta nas esporádicas ocasiões previstas pelo ritual durante as cerimônias de Iniciação e Elevação, fora isso, nem mesmo se estiverem acompanhados de um Mestre. A questão crucial é iniciática e a de acomodação é histórica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

sábado, 2 de maio de 2026

ESTROFES - HINO À BANDEIRA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Luis Gustavo Domingues Pereira, Loja Amandara – Guardiões da Amizade, 3737, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos.

 

ESTROFES DO HINO À BANDEIRA

 

Prezado e querido Ir Pedro Juk. Estimo que esta mensagem vos encontre em paz e serenidade.

Gostaria de consultá-lo a respeito das estrofes a serem cantadas do Hino à Bandeira a serem cantadas para saída do Pavilhão Nacional.

O Decreto nº 1476/2016 do Grande Oriente do Brasil indica serem cantadas, em seu Art. 8º, determina serem cantadas as "primeira e última estrofes" do citado símbolo nacional.

Ocorre, todavia, uma frequente dúvida entre Irmãos.

Uma das interpretações sugere que se deva entender por estrofes os primeiro e últimos grupos de versos entremeados e seguidos do refrão:

 (Salve lindo... / Recebe o afeto... / Sobre a imensa / Recebe o afeto...) 

Outra entende que devem ser considerados como estrofes os primeiro e último grupos de versos, indistintamente se seriam estrofe ou refrão:

(Salve lindo / Recebe o Afeto...)

O Irmão poderia nos indicar qual seria a interpretação intencionada pela Potência?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É simples como está escrito no Decreto: primeira e última estrofes.

Assim, entoa-se a primeira estrofe (Salve lindo Pendão...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...), logo após a última estrofe (Sobre a imensa Nação...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...).

A título de esclarecimento, “Refrão”: Fórmula vocal ou instrumental, que se repete regularmente numa composição. “Estrofe”: Agrupamentos de versos em poemas ou músicas, organizados em seções separadas.

 

 

TFA

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

ENTRADA RITUALÍSTICA - FORMALIDADES DO REAA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Antônio Augusto Barbosa, Loja Pátria e Família, 097, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de Cravinhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ENTRADA RITUALÍSTICA

 

Nas sessões magnas de iniciação/elevação/exaltação, após o candidato ter recebido a luz, sendo digno de ser admitido entre nós, lhe é passado pp, t, etc. O Ven Mestre determina que o M CCer leve o novo irmão pra fora do templo, fazendo-o, em seguida, entrar como maçom. No retorno o Cobrabre a porta para a entrada do mesmo como maçom.

Pergunto: inicia-se a Marcha já ao abrir a porta ou só após o fechamento da porta através do Cobr? Nos rituais, nada consta se fecha ou não, ou seja, a marcha nesse caso) pode ser com a porta aberta?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O mais acertado, nesse caso, é o Cobridor Interno abrir a porta para que o Iniciado/Elevado/Exaltado seja conduzido pelo Mestre de Cerimônias para dentro do templo.

Assim, o recipiendário ingressa e pára (estaciona) próximo a porta, entre colunas do Norte e do Sul, colocando-se à Ordem; o Cobridor Interno imediatamente fecha a porta e então o recipiendário dá início à sua entrada formal, pela Marcha do Grau.

Sem excessos de preciosismo, seguindo a ordem natural, o Cobridor Interno fecha porta (cobertura) antes de se iniciarem as formalidades ritualísticas da Marcha do Grau.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

PAINEL DO GRAU DE COMPANHEIRO - REAA

Em 05.03.2026 o Respeitável Irmão Amarildo José Domingues dos Santos, Loja Fraternidade Piraquarense, 204, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Piraquara, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

 

PAINEL DE COMPANHEIRO

 

Com respeitosos cumprimentos, venho trazer ao Irmão a seguinte dúvida: existem no ritual do Companheiro do Rito REAA - GOP, dois Painéis; qual é a finalidade dos respectivos Painéis?

Atenciosamente,

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Rituais que apresentam indevidos dois Painéis do Grau tem sido uma anomalia, que vira e mexe causa dúvidas nos praticantes do REAA.

Ressalte-se que no REAA original, sem enxertos, existe apenas um painel para cada grau simbólico, ou seja, um para cada Loja, de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre.

Assim, o painel (quadro) que condensa os principais símbolos de cada grau denomina-se Painel do Grau, ou Painel da Loja. No caso do grau de Companheiro do REAA, rigorosamente existe apenas um Painel da Loja do 2º Grau, o qual vai colocado aberto ao centro do Ocidente da Loja em um dispositivo alocado sobre o Pavimento Mosaico.

Para que não pairem dúvidas, vale observar que a parede situada imediatamente atrás do trono, sob o dossel, onde se situam as duas luminárias terrestres (Sol e Lua) e o Delta Radiante, chama-se Retábulo do Oriente. Este retábulo, comum na decoração dos templos do simbolismo, nada tem a ver com o Painel do Grau que fica no centro do Ocidente.

No que diz respeito aos rituais que mencionam a existência de dois painéis, é porque lamentavelmente no Brasil isso ocorreu à custa de dissidências no passado, onde houve a necessidade de se construir novos rituais para atender a demanda. À vista disso, muitos costumes de outros ritos vieram indevidamente parar nesses novos rituais, principalmente no REAA - é o caso da duplicidade de painéis mencionada nessa questão.

Na verdade, esse segundo painel no REAA nada mais é do que uma cópia indevida da Tábua de Delinear do 2º Grau do Rito de York, inserida no ritual do escocesismo. Explica-se: ao que parece, alguns ritualistas ainda desconhecem que o REAA é um rito originário da França, portanto o conteúdo do seu Painel do Grau original é um conjugado de símbolos nativos da vertente francesa de Maçonaria. Assim, o verdadeiro e único Painel do Grau 2 no REAA é o francês (com as Colunas B e J ladeando o pórtico).

Já o outro painel (com a escada sinuosa e o pórtico da C do M), copiado do Grau de Companheiro do Rito de York, é oriundo da vertente inglesa de Maçonaria e contém símbolos apropriados à doutrina de outro rito, não ao REAA.

                Essa indevida inserção tem causado uma confusão que ninguém consegue explicar, pois há uma mistura de símbolos pertencentes a sistemas maçônicos diferenciados, o latino e o anglo-saxônico.

Na tentativa de arrumar uma justificativa para esse imbróglio, nomearam o painel enxertado dando-lhe o nome de Painel Alegórico, o que só piorou mais as coisas, pois no REAA verdadeiro não existe nenhum “painel alegórico”. Por ser indevido e inapropriado, tornou-se algo como a boca que se entorta conforme o hábito do uso do cachimbo.

No intuito trazer um pouco de luz para esse assunto, seguem inseridas as gravuras dos dois painéis, o Painel do Grau original (1) que é o francês e que realmente pertence ao REAA, e o outro (2) que é o indevido, enxertado do Rito de York, que é o inglês e que originalmente pertence à Tábua de Delinear do 2º Grau [1].

Outros comentários podem ser encontrados em http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAI/2026



[1] Tábua de Delinear – Nome dado ao Painel da Loja (Tracing Board) no Rito de York.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

BATIDA NA PORTA - IRMÃO ATRASADO

Em 04.03.2026 o Respeitável Irmão Eric Taveira Domingues da Cruz Machado, Loja José de Souza Herdy, 3117, REAA, GOB-RJ, Oriente de Tanguá, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

 

ATRASADO

 

Minha dúvida é sobre a nova norma de como se proceder na batida em Loja, ao dar entrada ao Templo, ao chegar atrasado e ao se cobrir o Templo para certos Graus...

Me lembro que na Live que o Eminente irmão realizou, no ano passado, para explicar como era o procedimento do novo Ritual do REAA, o Eminente irmão comentou que agora se utilizaria apenas uma batida e que o Ritual seria igual o Original. Como hoje em dia que se utilizam muitos procedimentos que, na realidade, não existem ou foram inventados ao longo dos anos.

Mas estou com uma certa dúvida sobre o procedimento, pois utilizo como foi comentado pelo Eminente irmão, mas alguns dizem para mim que este procedimento não existe e está incorreto.

Poderia o Eminente irmão me ensinar e esclarecer!? Ficaria muito honrado e grato com o seu ensinamento...

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação a qual bateria dada na porta para o ingresso do préstito na abertura dos trabalhos, a mesma está claramente explicada nos respectivos rituais. Assim, para o ingresso do préstito, o M CCer dá, com a mão direita fechada, as pancadas do Grau que a Loja será aberta.

               No que diz respeito aos procedimentos para os que chegam atrasados, agora eles se acham previstos no ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, nele a página 210, subtítulos: "Ir Atrasado", "Bateria na Porta" e "Desconhecido Atrasado".

Acerca de procedimento inexistente, se o mesmo está no ritual vigente, então como é que tem Irmão dizendo que ele não existe? Ora, o que não existe mesmo são essas equivocadas batucadas oriundas de desnecessários aumentos de bateria na porta, inventadas por alguns.

A bem da verdade, esse batuque na porta do templo é que nunca esteve escrito em lugar nenhum, não passando de mera imaginação, mormente porque os rituais não foram construídos prevendo Irmãos chegando atrasados. Lamentavelmente, como o ato de chegar é uma realidade na Maçonaria, os novos rituais do REAA no GOB, agora trazem algumas orientações sobre o caso.

À vista disso, o ritual mencionado (página 210) orienta que no caso de Irmão atrasado, em qualquer grau o retardatário deve dar na porta a bateria universal de Aprendiz. Caso o momento seja propício para ingresso, o atrasado será recebido na forma de costume, conforme o grau que a Loja estiver trabalhando. Caso o momento não seja apropriado, o Cobridor Interno, pelo lado de dentro, repete a bateria universal de Aprendiz. Nesse caso, a bateria significa que o retardatário deve aguardar até que seja atendido. Assim, nessa ocasião não há troca de bateria de outro grau, pois cabe ao Cobridor Interno, em momento apropriado, verificar se o retardatário pode ou não ingressar.

É oportuno também lembrar que não existe a tal pancada única na porta para que o retardatário aguarde – essa pancada única é outra invencionice e não se encontra oficialmente escrita em lugar nenhum do ritual.

Em relação àqueles que devidamente carecem se retirar temporariamente dos trabalhos, ao se retirarem não existe necessidade de prestar saudação às Luzes da Loja, bastando que o M CCer os conduza na forma de costume para lugar devido, fora do templo, até que sejam chamados de volta.

Para o retorno, os retirantes temporários, reconduzidos pelo M de CCer, são readmitidos sem formalidade (já estavam participando dos trabalhos).

Ao finalizar, vale observar que quem cobre o Templo é o “Cobridor”. No caso, quem sai é que tem para si o templo coberto, pelo Cobridor.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

ABR/2026

domingo, 26 de abril de 2026

PARAMENTOS DO COBRIDOR/REAA - MESTRE INSTALADO

Em 01/03/2026 o Poderoso Irmão Pedro Rodrigues Bueno Junior, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital.

 

PARAMENTOS - REAA

 

Mais uma vez venho me socorrer de seu conhecimento para esclarecer uma dúvida que, mesmo pesquisando em seu blog, não consegui chegar a uma conclusão sobre o correto a fazer e, por isso, peço vosso auxílio para eu possa orientar corretamente os IIr do GOB-SP. 

Se um Ir que é Mestre Instalado for ocupar o cargo de Cobridor o que ele deve usar:

Colar com a Joia de MI + Faixa de Mestre + Colar com a Joia do Cargo?

Colar com a Joia de MI + Colar com a Joia do Cargo? - (nesse caso não usa a Faixa)

Faixa de Mestre + Colar com a Joia do Cargo? - (nesse caso não usa o Colar com a Joia de MI)

Agradeço seu auxilio assim poderei orientar e padronizar essa situação, visto que cada Loja faz de um jeito.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do REAA, sendo o Cobridor Interno um Mestre Maçom Instalado, ele deve se apresentar para os trabalhos paramentado como Mestre Instalado (avental, colar e joia de M I).

Assim, ele veste, além dos seus paramentos de M I, também a faixa de Mestre, a qual vai por debaixo do colar de M I. Por último, ele veste o colar com a joia distintiva do cargo - no caso, de Cobridor Interno, ou Externo.

Um apontamento necessário: caso o titular (M I) se sinta desconfortável pelo uso excessivo de alfaias, ele pode optar por não usar o colar de M I, todavia, a faixa de Mestre e o colar com a joia distintiva do cargo são de uso obrigatório.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

 

A SIGLA M. I. APÓS A ASSINATURA

Em 26.02.2026 o Respeitável Irmão Juvenal Pereira da Silva, Loja Valmir Tavares de Sales, 4832, REAA, GOB-PI, Oriente de Floriano, Estado do Piauí, solicita esclarecimentos.

 

A SIGLA M I

 

Caro Irm. Pedro Juk, o assunto que quero falar já foi muito debatido nas lojas maçônicas de todo o Brasil, mas eu não estou ainda convencido de que tal assunto da maneira como ele vem sendo tratado. Bem Trata-se da assinatura no livro de presença antes do início de uma sessão maçônica, no tocante as letras M. I. Ou seja mestres instalado. Pois bem um irmão é indicado para a Veneralato de uma loja. É eleito, é instalado e é empossado e administra sua loja de acordo com o tempo necessário a ele determinado. Tudo bem, acontece que existe irmãos reclamando o espaço lá no livro tem na coluna GRAU. Ai eu lhe pergunto, não seria melhor nesse espaço que fosse colocado (TÍTULO/GRAU). Porque aí atenderia a todos. Gostaria de saber da vossa sugestão. Tendo em vista que um mestre instalado tem o título de mestre instalado.

 

CONSIDERAÇÕES

 

De fato, esse é um assunto que, embora desnecessário, vira e mexe gerando discussões.

               De pronto, vale ressaltar que Mestre Instalado não é grau, senão um título honorífico dado àquele que é eleito para o veneralato de uma Loja, ou eleito Grão-Mestre, assim como os seu Adjunto.

Sob óptica legal, o próprio RGF trata M I como um título honorífico, portanto, assim definido, ele não é um grau iniciático.

Documentalmente, a sigla M I consta do Decreto nº 2.085, vigente, datado de 11 de junho de 1968 e assinado pelo então Grão-Mestre Geral Álvaro Palmeira. A súmula desse Decreto menciona: "PERMITE AOS MESTRES USAR A SIGLA DE SUA DIGNIDADE MAÇÔNICA". Chama-se atenção para o Decreto que trata M I por "sigla" e "dignidade maçônica", o que corrobora que Mestre Instalado não é Grau.

Como esse Decreto (ainda vigente) autoriza o uso da sigla M I após o respectivo nome, seu uso continua sendo largamente utilizado - isso é um fato.

À vista disso, a sua sugestão de incluir na coluna de identificação "TÍTULO/GRAU" é perfeitamente aceitável, podendo ser utilizada no livro de presenças da Loja, o que ajudaria a pôr fim em discussões que não levam a nada. Nesse sentido, a Loja pode sim adotar o termo "TÍTULO/GRAU" na respectiva coluna. Eu acrescentaria ainda a palavra "simbólico" logo após o Grau, a despeito de que em Lojas Simbólicas tratam-se apenas assuntos do simbolismo.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

ABR/2026