Em 20/03/2026 o Respeitável Irmão Leonardo
Paixão, Loja Vigilantes da Guanabara, 1568, REAA, GOB-RJ, Oriente de Bento
Ribeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o seguinte:
SAÍDA TEMPORÁRIA
Somos do REAA e solicitamos esclarecimento
ritualístico acerca do procedimento de ingresso ao Templo após cobertura.
A Loja iniciou os trabalhos em Grau 1 e,
posteriormente, elevou ao Grau 2. Foi então designado a um Companheiro que
procedesse à cobertura do Templo, sendo-lhe posteriormente franqueado o retorno
ritualístico.
Surge, assim, a seguinte dúvida: ao solicitar
ingresso, deve o Irmão bater como Companheiro ou como Aprendiz?
Entendemos que, ao se encontrar fora do Templo,
ainda que ciente do grau anteriormente trabalhado, o Irmão não detém certeza de
eventual alteração durante sua ausência. Tal entendimento encontra amparo no
ritual de Aprendiz, ao tratar da entrada de Irmãos atrasados, onde se
estabelece que a batida deve ser realizada em Grau 1, independentemente do grau
do Irmão, justamente por não haver segurança quanto ao grau em que a Loja se
encontra no momento da solicitação de ingresso.
O próprio texto ritualístico reforça que o
Irmão procede “independentemente do seu grau”, o que nos leva a compreender
tratar-se de um princípio geral de segurança e regularidade ritualística,
aplicável não apenas a atrasos, mas a qualquer situação em que o Irmão se
encontre fora do Templo sem certeza do grau em trabalho.
Acrescenta-se que, em nossa Loja, não há
cobridor externo, sendo o retorno realizado apenas com o acompanhamento do
Mestre de Cerimônias, o qual pode ou não informar previamente eventual
alteração de grau. Tal condição reforça a incerteza e, por conseguinte, a
necessidade de observância do procedimento mais seguro.
Por outro lado, suscita-se reflexão quanto ao
contexto de abertura dos trabalhos. Entende-se que a obrigatoriedade da batida
em Grau 1 está diretamente vinculada à dinâmica em que os trabalhos se iniciam
nesse grau, podendo posteriormente haver elevação, o que justifica a ausência
de certeza do Irmão que se encontra fora do Templo.
Entretanto, caso a Loja tenha iniciado
diretamente seus trabalhos em Grau 2, sem passagem prévia pelo Grau 1 naquela sessão,
parece haver distinção relevante. Nessa hipótese, não se configuraria, em
princípio, alteração de grau no sentido descendente, considerando o
entendimento de que, uma vez abertos os trabalhos em Grau 2, a Loja não
retornaria ao Grau 1 na mesma sessão, podendo, quando muito, haver elevação ao
Grau 3.
Dessa forma, o Irmão, ciente da abertura dos
trabalhos em Grau 2, poderia dispor de elementos suficientes para proceder
conforme esse grau, diferentemente do cenário em que há progressão a partir do
Grau 1.
Assim, submete-se à apreciação se o princípio
da batida em Grau 1 deve ser entendido como regra absoluta, aplicável a toda
situação de reingresso, ou se comporta interpretação contextual, considerando a
forma de abertura e a dinâmica dos graus na sessão.
Outrossim, indagamos se, no Grau de
Companheiro, o procedimento de entrada (cobridor) deve seguir, por analogia, o
disposto nas páginas 183 e 184 do ritual de Aprendiz, com as devidas adaptações
de grau.
Sem mais, aguardamos orientação.
Atenciosamente.
CONSIDERAÇÕES
Sem complicação, no REAA a Loja é sempre fechada no mesmo grau em que
foi aberta. Caso ela tenha sido aberta no Grau 01, será fechada nesse grau; se
foi no 02, será fechada nesse grau; e assim também ocorre no caso do 3º Grau.
Em outras eventuais transformações de Loja para saídas temporárias, a
Loja transformada sempre retorna aos trabalhos no grau em que fora inicialmente
aberta.
Outro aspecto, é o de não se confundir o retorno de alguém que já estava
participando dos trabalhos (assinou o livro de presenças) e teve que se retirar
temporariamente, com Irmãos retardatários que chegam atrasados para os
trabalhos.
Assim, a retirada temporária de um Irmão e o seu retorno é uma coisa, enquanto
que Irmão que chega atrasado é outra.
No caso de uma retirada temporária, quando o Cobridor cobre o templo ao
retirante, no seu retorno aos trabalhos o Venerável Mestre solicita ao Mestre
de Cerimônias que o conduza de volta sem formalidades. Nessa oportunidade não
há baterias e nem outras etiquetas de entrada, bastando que o Mestre de
Cerimônias, sem dourar a pílula, conduza naturalmente o Irmão que retornou ao
seu lugar.
Na ocasião do retorno, de quem houvera antes saído temporariamente, não existem
formalidades porque o retirante já estava participando dos trabalhos. Desse
modo, o Cobridor Interno apenas aguarda, junto à porta aberta, o ingresso
informal, fechando-a em seguida.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
jukirm@hotmail.com
MAI/2026