quinta-feira, 25 de junho de 2026

SEGUNDO VIGILANTE OCUPANDO O TRONO?

 

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimento sobre:

 

SEGUNDO VIGILANTE

 

Mais uma vez solicito seus bons préstimos para esclarecimento de dúvida que surgiu dentro de Loja.

Sabemos que, quando o Venerável Mestre está ausente, seu substituto LEGAL é o Primeiro Vigilante (mesmo este não sendo MI). Sabemos também que, o substituto do Primeiro Vigilante é o irmão Segundo Vigilante, sendo este substituído pelo Segundo Experto. Tudo isto é pacificado no RGF.

A dúvida que surgiu é a seguinte: Na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante, quem assume os trabalhos em Sessão Ordinária? Na MINHA OPINIÃO, seguindo o que preconiza o RGF, seria o Mestre Instalado mais recente da Loja.

Porém, o Venerável Mestre de nossa Oficina afirma que o Segundo Vigilante pode assumir o Trono e que faz essa afirmação porque consultou instância superior na nossa Obediência Estadual (não sei exatamente quem ele consultou).

Pergunto: Qual o correto?

O Segundo Vigilante pode ou não assumir os trabalhos Ordinários na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante?

Certo mais uma vez de sua atenção, agradeço. TFA

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do REAA, o Ven Mestre da sua Loja está redondamente equivocado, pois conforme prevê o RGF, Art. º 121 - Compete ao 2º Vig:

I – Substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual (...).

             Como se pode ver, no diploma legal não está escrito que o 2º Vig também é substituto do Ven Mestre.

Nesse caso, quem deu essa informação ao Ven Mestre, deu de maneira errada.

Consequentemente, na ausência do Ven Mestre e do 1º Vig, quem deve dirigir os trabalhos é o Mestre Instalado mais recente da Loja. Por conseguinte, o 2º Vig substitui o 1º Vig e o 2º Exp assume o lugar vago deixado pelo 2º Vig. Atendendo ao que prevê o RGF, de maneira nenhuma o 2º Vig preenche o cargo de Ven Mestre.

O ritual vigente do REAA também não prevê que o 2º Vig assume o lugar do Ven Mestre. Nesse sentido, o Ven Mestre não pode alterar o que estiver escrito no RGF, assim como no ritual vigente.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026

quarta-feira, 24 de junho de 2026

QUADRO OU PAINEL DA LOJA?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Issa Miguel Jr., Loja Duque de Caxias, 13, REAA, GLMDF (CMSB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede explicação para o que segue:

 

QUADRO OU PAINEL

 

Espero que esteja bem, alguns anos atrás trocamos alguns e-mails.

Volto agora para uma dúvida que me surgiu ao ler o livro A Simbólica Maçônica de Jules Boucher, ela detalha bem os graus maçônicos e usa sempre os quadros da Loja de cada grau. Hoje nos nossos rituais do REAA, no caso aqui em Brasília na GLMDF, as instruções são voltadas para o painel da Loja.

Gostaria de saber, se possível, porque hoje é mais usado o painel e não mais o quadro. E qual a diferença entre o quadro e o painel se é que existe.

 

CONSIDERAÇÕES

Quadro ou painel? Em linhas gerais, se tratando de Maçonaria, ambos os substantivos denotam a mesma coisa.

Nessa circunstância, alguns autores preferem dar o nome de “Quadro da Loja”, outros, no entanto, de “Painel da Loja”.

              Na verdade, o painel, ou quadro, sintetiza a Loja com os símbolos que a compõem em um determinado grau. O conteúdo desse mobiliário pode trazer símbolos interpretados individualmente, ou em conjunto para demonstrar uma alegoria.

O uso do termo Painel da Loja ou Quadro da Loja é mais comum na vertente francesa de Maçonaria, enquanto que na vertente na inglesa são as Tábuas de Delinear (Tracing Boards). Se referem à prancheta ou tábua de traçado.

Independentemente dos nomes utilizados pelas respectivas vertentes maçônicas, a função desses conjugados de símbolos e alegorias é a mesma, isto é, sintetizam a doutrina de cada grau.

Vale também a pena lembrar que o Painel, ou Quadro, não é um simples elemento de decoração da Loja, ou de referência para circulação, a despeito de que o seu conteúdo resume, com minúcias, a formação da Loja.

Historicamente, nos tempos primitivos da Maçonaria dos Aceitos, os elementos simbólicos que compunham esses painéis eram riscados, com giz ou carvão, no chão dos recintos alugados para os trabalhos maçônicos (Lojas), geralmente nas estalagens, tabernas e cervejarias, principalmente na Inglaterra. Mais tarde esses elementos evoluíram para tapetes confeccionados com desenhos dos símbolos, se transformando, finalmente, em painéis ou quadros, tais como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026

terça-feira, 23 de junho de 2026

PARAMENTOS DE SUBSTITUTOS E USO DO CHAPÉU PELO VENERÁVEL

Em 14.04.2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as dúvidas seguintes:

 

PARAMENTOS E CHAPÉU

 

Saúde e paz, meu poderoso irmão Pedro. Apesar dos nossos rituais serem muito claros nas instruções, ficam algumas pequenas dúvidas que gostaria de compartilhar e contar com a sabedoria do irmão.

1 - Sabemos e está muito claro, que o substituto do Venerável Mestre é o primeiro Vigilante e o 2° Vigilante substituto do 1°, tendo o 2° Experto substituindo o 2° Vigilante. Quando o 2°
Vigilante estiver em substituição ao 1°, ele usará a joia do 1° Vigilante apenas ou os paramentos completos (Colar, avental e punho). O 2° Experto substituindo o 2° Vigilante, da mesma forma usará a joia do cargo ou os paramentos completos (Avental, colar e punho).

2 - Na entrada do cortejo, o Venerável Mestre deve usar o chapéu negro e desabado (consta no ritual). Essa entrada é opcional ou ele deve seguir o ritual conforme está escrito?

 

CONSIDERAÇÕES

1 - O 1º Vigilante, quando em substituição ao Venerável Mestre, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 1º Vigilante, porém usa o colar e a joia de Venerável Mestre; o 2º Vigilante, quando em substituição ao 1º Vigilante, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 2º Vigilante, todavia usando o colar e joia do 1º Vigilante; por sua vez, o 2º Experto, quando substituindo o 2º Vigilante, se apresenta paramentado como Mestre Maçom (ou MI, se for o caso), contudo usando o colar e a joia de 2º Vigilante.

2 - Se o ritual determina que o Venerável Mestre ingresse para a abertura dos trabalhos já coberto, é assim que se deve proceder - o Ritual é claro quando determina que o Venerável Mestre ingresse já coberto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026

EXPOSIÇÃO DO PAINEL - FIRULAS INAPROPRIADAS

 

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

 

PAINEL

 

No início dos trabalhos existe a necessidade do Mestre de Cerimônias suspender o Painel do Grau e mostrar a todos da Loja? Lembro que uma vez o Irmão comentou não ter necessidade. Gostaria de confirmar.

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Já derramei rios de tinta explicando que não existe a prática de o M de CCer, ao abrir o Painel, antes ergue-lo no intuito de mostrá-lo aos quatro cantos da Loja.

Tenho dito que isso não passa de mais uma invencionice criada, provavelmente, por mentes imaginosas. Ora, nem mesmo o ritual prevê qualquer prática nesse sentido, e assim sendo essa é uma inserção indevida e proibida.

Seguindo o que orienta o ritual, o M de CCer expõe naturalmente o painel no dispositivo apropriado, sem elevá-lo no intuito de o mostrar à assembleia – é só desvirá-lo na forma de costume, nada mais.

Fica difícil se manter uma uniformidade ritualística quando Irmãos e Lojas insistem em desrespeitar o ritual, tudo com a conivência do Venerável Mestre e do Guarda da Lei.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026