terça-feira, 18 de junho de 2019

VISITANTE DE OUTRO RITO - III


Em 21/02/2019 o Respeitável Irmão Marcondes Montysuma, Venerável Mestre da Loja Igualdade Acreana, 4.229, GOB, Oriente do Rio Branco, Estado do Acre, formula a seguinte pergunta.

VISITANTE DE OUTRO RITO


Estamos no grupo de WhatsApp Craft GOB. Gostaria que me ajudasse em uma dúvida! A pergunta é: Se o Venerável de uma loja do Rito de York vai visitar uma Loja do REAA, deve se comportar ritualisticamente como do Rito de York ou como REAA? Existe alguma lei ou decreto do GOB, ou texto que fale a respeito que o irmão poderia me indicar? Em ordem no grau de Aprendiz em que lugar ou posição deve ficar o p\ da m\ d\, no Rito York e no Escocês? O irmão poderia fazer a gentileza de enviar a resposta pro meu e-mail.
Fui interpelado em uma loja aqui no oriente de Rio Branco/Acre do REAA, e ao fazer pesquisas sobre o tema eu ainda não encontrei nada a respeito, que sustente a tese que o obreiro deva seguir o Rito da loja visitada, mesmo se o irmão tenha nascido no Rito Escocês e esteja representando o Rito York!

CONSIDERAÇÕES.

Quanto a Lei ou Decreto de como deva se comportar um visitante numa Loja de outro Rito, eu desconheço. Sabe-se que legalmente é permitida a visita entre maçons regulares, agora, quanto ao comportamento ritualístico eu creio que não.
Quanto a visita, eu entendo que a regra da boa etiqueta é a de que o visitante se comporte conforme aos costumes da casa do visitado.
Penso que numa situação em que a Loja visitada trabalhe num rito e o visitante seja de outro, então que pelo menos o visitante chegue com tempo suficiente para conhecer as regras ritualísticas do rito da Loja anfitriã.
Com bom senso e com tempo suficiente, certamente algum Irmão recepcionista irá, se a prática for excessivamente diferente, ensinar o necessário ao visitante.
O que não pode, sobretudo numa situação dessas, é o visitante chegar sem tempo suficiente para aprender os procedimentos que ele não conhece. Pior ainda é chegar atrasado.
Cabe ao visitante compreender que é dele a obrigação de se adequar, se for o caso, aos trabalhos da Loja que o recepciona, e não ao contrário.
Compreenda-se que a Loja visitada abre naturalmente os trabalhos litúrgicos no seu Rito e não no do visitante. Seria inimaginável que uma Loja tivesse que trabalhar conforme o rito do visitante.
É de bom alvitre que, na medida do possível, um Irmão ao visitar outra Loja procure antes se informar sobre qual rito a Loja que ele pretende visitar pratica. Assim preparado, certamente evitam-se atropelos de última hora – chama-se isso de prudência.
É oportuno também mencionar que em muitos casos, práticas, a exemplo dos Sinais, nos Ritos são muito parecidos entre si, portanto, numa avaliação mais acurada, vale a pena verificar se essas pequenas diferenças interferem mesmo nos trabalhos. Se isso não acontecer, então não há o porquê de se fazer uma tempestade num copo d’água. Quando se fala em práticas diferenciadas entre Ritos, leva-se em conta apenas aquelas que são verdadeiramente diferentes e não as sutilezas ritualísticas. Reitera-se, é sempre bom que prevaleça o bom senso.
No que diz respeito ao Sinal do Aprendiz, ambos praticamente se igualam no REAA e no de York, havendo apenas uma pequena diferença na posição do p\ da m\ d\, a qual lhe passarei por e-mail.

T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

REAA - SINAL DE ORD.'., PEN.'., GUT.'. E SAUDAÇÃO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Reginaldo Caldeira de Souza, Loja Deus, Justiça e Amor, 2086, GOB-SP, Oriente de Sumaré, Estado de São Paulo, apresentou as seguintes perguntas:

SINAL DE ORD\, PEN\ E SAUDAÇÃO


Sinal de Aprendiz, de Ord\, Pen\ (Gut\) e Saudação. Quando e como usá-los corretamente? O ritual apresenta uma descrição do Sinal de Saudação bem confusa.

CONSIDERAÇÕES.

O Sinal de Ord\ é aquele que corresponde ao Sinal do Grau do Obreiro. O Sinal do Aprendiz, por exemplo, é sempre feito com a mão direita na forma de costume.
Em qualquer situação, para se compor o Sinal é preciso primeiro se estar em pé, corpo ereto e os pp\ em esq\. É do termo “estar à Ordem” que se deriva o termo genérico conhecido como Sinal de Ord\ (o que ocorre em qualquer grau).
Um Sinal de Ord\ (do Grau) é composto de dois momentos distintos. O primeiro é o estático, ou aquele que corresponde à composição do Sinal. Já o segundo é o dinâmico, ou aquele que obedece ao ato de se desfazer o Sinal (sempre feito pela pena simbólica e com a mão).
É dado ao movimento dinâmico de se desfazer o Sinal que o mesmo é chamado de Gut\ (Aprendiz), ou Pen\, isso porque ele representa a pen\ simbolicamente aplicada e mencionada no momento do compromisso.
Dados esses comentários, é regra que toda a saudação maçônica seja feita pelo Sin\ Gut\ (Pen\). Obviamente que para se prestar a saudação é preciso antes que se esteja à Ordem (com o Sin\ composto). É nesse sentido que os Sinais de Ord\, seguidos dos seus gestos complementares, ou PPen\, são feitos apenas dentro de uma Loja aberta (ambiente coberto e longe das goteiras).
Um aspecto importante a ser considerado é que a saudação maçônica é feita sempre pelo Sinal do Grau, porém isso não significa irremediavelmente que o Sinal é saudação. Como já foi mencionado, depende do momento e da circunstância. É bom que se compreenda que a composição do Sinal é um dos mais importantes procedimentos ritualísticos que ocorrem dentro da Loja, dos quais, um deles é se prestar a saudação pelo Sinal. Não à toa o Sinal é parte do Landmark do sigilo.
Infelizmente esses aspectos raramente tem sido explicados, o que faz com que muitos ainda imaginem que só se faz o Sinal para se saudar alguém, o que não é verdade. Há uma regra no REAA, conhecida por todos, onde sempre que um obreiro estiver em pé em Loja aberta, o mesmo deverá estar à Ordem. O cumprimento dessa regra não generaliza interpretar esse gesto como saudação.
As sutilezas ritualísticas demandam de observação acurada e compreensão do porquê das práticas. Tenho dito; em Maçonaria muitas coisas parecem iguais, contudo, não raras vezes elas se diferem no seu sentido e na sua essência. É por isso que eu sempre defendo a tese de que apenas ler o que está escrito não é o suficiente. É preciso antes saber a razão pelas quais ela aparece na liturgia.
Quanto ao aspecto confuso exarado pelo Ritual, tenho a dizer que eu já passei orientações que estão à disposição dos Irmãos em http://ritualistica.gob.org.br/ a respeito.
Concluindo, Sinal de Ord\ é o Sinal do Grau. Sinal Pen\ é o ato de se desfazer o Sin\ de Ord\. Sinais são feitos apenas dentro de Loja e com a mão, ou mãos, conforme o grau. Saudação maçônica é sempre feita pelo Sinal, porém nem sempre o Sinal significa saudação – a questão é de momento e conjuntura. De fato, não existe “Sinal de Saudação”, o que existe é a “saudação pelo Sin\” – bem diferente. Todos os Sinais são feitos em se estando à Ordem, isto é, com o corpo ereto (pr\) e os pp\ em esq\. Eu não utilizo o termo “de pé e à Ordem” porque é para mim redundante, pois ninguém fica à Ordem sentado.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

domingo, 16 de junho de 2019

REAA - CIRCULAÇÃO ANTES DA ABERTURA DO LIVRO DA LEI


Em 21/02/2019 o Respeitável Irmão Lélio Lopes, Loja Estrela Socorrense, 2.329, REAA, GOB-SP, Oriente de Socorro, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO ANTES DA ABERTURA DO LIVRO DA LEI


Gostaria de saber se houve alguma alteração referente à Circulação antes da abertura do Livro da Lei, isto é, se o Mestre de Cerimônias ao se dirigir ao Irmão Orador pode não circular sentido horário, não contornando o painel e entrando pelo Sudeste e não pelo Nordeste, e se o Primeiro Diácono pode circular sem obedecer à circulação sentido horário.
Certo da costumeira atenção e no aguardo de uma resposta.

CONSIDERAÇÕES:

Nunca houve alteração, isso porque o Mestre de Cerimônias, a partir do momento em que o Venerável chega ao Altar e solicita aos Irmãos ajuda para abrir a Loja, a mesma entra em processo de abertura, portanto faz-se a circulação horária de costume. Assim, o Mestre de Cerimônias, nessa condição, faz a circulação ao se dirigir ao Orador.
Na realidade nunca existiu a prática dele se dirigir ao Orador diretamente do seu lugar (pelo Sudeste) durante o processo de abertura da Loja.
Infelizmente algumas Lojas, ou por mal interpretação ou mesmo por invencionice, criaram esse procedimento não se sabe em nome do quê – talvez tenham confundido o ato de não se fazer o Sinal antes da Loja estar aberta com circulação, fato que nada tem a ver.
Atualmente, nas orientações ritualísticas disponíveis na plataforma do GOB em http://ritualistica.gob.org.br/, já se encontram informações a respeito, isto é, indicando a partir de que momento o Mestre de Cerimônias deve obedecer a circulação.
Concluindo, estando a Loja em processo de abertura, só se ingressa no Oriente passando pela coluna do Norte, isto é, pelo lado do Orador (Nordeste) e nunca pelo lado do Secretário, à Sudeste.

T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

SAUDAÇÃO NA RETIRADA


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Wagner da Silva, Loja Ypiranga, 83, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresentou a seguinte pergunta:

SAUDAÇÃO NA RETIRADA


Quando em Loja aberta, algum Irmão precise sair antes, ou mesmo em cobertura, a saudação deve ser feita somente ao Venerável Mestre, ou também para os Vigilantes?

CONSIDERAÇÕES.

Na realidade a saudação às Luzes somente se dá se a saída for definitiva. Alguém que por algum motivo tenha para si o Templo coberto por tempo necessário e posterior retorno não precisa fazer a saudação. Isso seria um excesso de preciosismo. A regra é a de se cumprimentar apenas quando alguém chega pela primeira vez e quando se sai definitivamente.
Não faz sentido nas retiradas e retornos provisórios serem a cada vez precedidos de saudações.
Nesse sentido, reitero: a saudação às Luzes se faz apenas quando um obreiro que, ao ser recebido pela primeira vez, ingressa com formalidade após a abertura da Loja. Assim, o seu ingresso se dará pela Marcha saudando posteriormente às Luzes. Do mesmo modo, se ele precisar sair em definitivo, antes de sair, próximo à porta ele se volta e saúda às Luzes na forma de costume.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

DIÁCONOS


Em 22/02/2019 o Respeitável Irmão Cleidson Rodrigues Silva, Loja Aurora de Goiás, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta o seguinte:

DIÁCONOS.


Para fins de conhecimento, pois, exerço o cargo de 1º Diácono, gostaria de saber do ponto de vista exotérico e ritualístico, o que o irmão puder me passar.
Desde já agradeço sua atenção e, vindo a Goiânia, faça-nos uma visita, ficaremos honrados com vossa presença.

CONSIDERAÇÕES.

Em linhas gerais, em Maçonaria o título de Diácono, haurido da Igreja, se refere ao oficial mensageiro.
A sua origem como oficial advém dos tempos da Maçonaria de Ofício (operativa) quando, devido a complexidade e o tamanho das obras (uma catedral, por exemplo) o Mestre da Obra e os seus auxiliares imediatos, “wardens”, mais tarde os Vigilantes, se serviam do ofício dos antigos “oficiais de chão”. Esses, na realidade eram mensageiros que traziam e levavam ordens, bem como zelavam pela organização dos profissionais que atuavam no imenso canteiro. Cabia a eles levar e trazer as comunicações que ocorriam entre os três dirigentes do canteiro de Obra (Harry Carr cita os “antigos oficiais de chão” no seu irretocável The Freemason At Work).
Com o advento da Moderna Maçonaria, esses antigos oficiais de chão passaram a ser designados por Diáconos, cuja função simbólica, em alguns ritos é a do mensageiro, enquanto que noutros como um experiente ajudante de ordens na liturgia maçônica.
No REAA, quando da transmissão da Palavra Sagrada que se dá na abertura e encerramento dos trabalhos, eles, como mensageiros, relembram o ofício de levar e trazer mensagens.
As suas joias distintivas, idealizadas pela figura de um pombo, representam o mensageiro em alusão àquele que partiu e voltou (influências religiosas – vide Noé e o Dilúvio no Antigo Testamento).
Já no Craft, sistema maçônico anglo-saxônico, os Diáconos têm mais a função de conduzir candidatos nas cerimônias iniciáticas, sobretudo como mensageiros experientes que administram partes da liturgia maçônica. Já na Maçonaria de origem francesa (latina) essa função é desenvolvida pelos Expertos (experientes), enquanto que os Diáconos representam os mensageiros do passado. Destaque-se que na Maçonaria latina geralmente é o Mestre de Cerimônias que trabalha como ajudante de ordens imediato, cujo ofício, dentre outros, é também o de servir o Venerável ajudando-o no encaminhamento e condução de documentos e livros entre as Dignidades e Oficiais da Loja – essa não é, como muitos pensam, função do 1º Diácono.
Cabe comentar que a transmissão da Palavra Sagrada entre os Diáconos, Vigilantes e Venerável simboliza bem o período operativo onde os cantos e aprumadas eram conferidos e comunicados, pelos Vigilantes ao Mestre da Obra. A transmissão da Palavra é uma espécie de alegoria que representa essa conferência “justa e perfeita”.
Deixo como indicação a leitura de uma Peça de Arquitetura minha que publiquei no em http://pedro-juk.blogspot.com.br , cujo título é “Bastões, Varas, Hastes. Instrumentos da Liturgia Maçônica”. Nele certamente o Irmão encontrará referência sobre o ofício dos Diáconos. No meu Blog o Irmão também encontrará muitos escritos que fazem alusão ao porquê da transmissão da Palavra entre os Diáconos e as Luzes da Loja.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

sábado, 15 de junho de 2019

REAA - SAUDAÇÃO E DESFAZER O SINAL


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Ricardo Belluca, Loja 24 de Julho 2747, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, formulou a seguinte questão:

SAUDAÇÃO E DESFAZER O SINAL


No ritual, a saudação só é feita na entrado do Templo e quando entramos no Oriente, então por que os saúdam o 1º Vigilante e 2º Vigilante, no caso dos Diáconos, “como exemplo”?

CONSIDERAÇÕES.

Embora a pergunta pareça um pouco confusa acho que entendi.
Como já explicado, saudação em Loja somente se faz ao Venerável Mestre quando do ingresso e saída do Oriente e ao Venerável Mestre e Vigilantes quando da entrada e saída do Templo – obviamente isso se dá em Loja aberta.
Ocorre, entretanto, que muitos Irmãos ainda confundem o ato de se compor o Sinal de Ordem e desfazê-lo pelo Sinal Penal, com saudação. É preciso que se diga que toda a saudação é feita pelo Sinal, porém nem sempre a composição do Sinal significa saudação.
Imagina-se que todo o maçom praticante do REAA sabe que em Loja aberta quem estiver em pé fica à Ordem, isto é, compõe o Sinal de Ordem. Para desfazê-lo obrigatoriamente o faz pelo Sinal Penal (isso é uma regra universal).
Há que se entender então que esse gesto não é necessariamente uma saudação e ocorre, por exemplo, entre os Diáconos, o Venerável e os Vigilantes quando da transmissão da Palavra antes do encerramento dos trabalhos. Assim, estando eles parados, em pé e um diante do outro, ambos cumprem a formalidade de estar à Ordem. Ora, isso não é saudação, mas uma regra. O mesmo acontece quando alguém pede a Palavra e fica à Ordem. Concluída a sua fala, ele desfaz o Sinal na forma de costume. Isso também não é saudação.
Nesse sentido, entenda-se que o ato de compor e desfazer o Sinal nem sempre significa saudação, entretanto as saudações em Lojas previstas no ritual (página 42) são sempre feitas pelo Sinal.



T.F.A.


PEDRO JUK


JUNHO/2019

REAA - RITUALÍSTICA - ORADOR, M. CERIMÔNIAS E SAUDAÇÃO NA CIRCULAÇÃO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Leonardo Eroico. Loja de Pesquisa e Estudo Maçônico Tabernáculo, GOB-SP, Estado de São Paulo, apresentou as seguintes perguntas:

ORADOR, MESTRE DE CERIMÔNIAS E SAUDAÇÃO NA CIRCULAÇÃO.


1 – Se a sessão não ocorrer J\ e P\, como o Orador procede no encerramento dos trabalhos?
2 – O Mestre de Cerimônias deve falar algo quando o Venerável Mestre pede a ele que acompanhe os Irmãos dentro do Templo? Ou na entrada dele?
3 – Deve se fazer algum sinal ao se cruzar o eixo da Loja?

CONSIDERAÇÕES.

  1. Penso que essa é uma questão redundante, pois é obrigação do Orador zelar pelo cumprimento da Lei. Assim, ao detectar uma situação que não condiga com a legalidade, ele imediatamente toma as providências. Seria assim contraditório se o Guarda da Lei deixasse transcorrer os trabalhos para apontar o desrespeito à legalidade apenas no final da Sessão. É produtivo que o mal seja cortado pela raiz e não se esperar que ele dê por primeiro fruto para depois declará-lo nocivo. Em síntese, nos trabalhos maçônicos, em havendo equívocos ou desrespeito às Leis, imediatamente o Guarda da Lei deve tomar as providências e não esperar o final para declarar que houve transgressão à legalidade.
  2. O Mestre de Cerimônias, nesse caso, apenas se apresenta fisicamente sem a necessidade de proferir palavras. Para o bem da ritualística, o Venerável Mestre, sempre que fizer essa solicitação ao Mestre de Cerimônias, que o faça dizendo: “conduzi” o Irmão Fulano de Tal... O verbo conduzir já exprime a ação do seu ofício. Não há necessidade de nenhuma tagarelice por parte do Mestre de Cerimônias como às vezes vemos por aí. Atitudes assim não passam de falatórios desnecessários aliados às atitudes improdutivas.
No ingresso do Venerável para o início dos trabalhos, basta que o Mestre de Cerimônias mencione “Venerável Mestre” no momento do ingresso – o condutor vai à frente portando o bastão. É desnecessário qualquer outro palavreado ou convite por parte do condutor.
Reitero, o Mestre de Cerimônias não “acompanha ninguém”, porém “conduz” alguém. Assim, conduzindo ele vai sempre à frente do conduzido. Nesse sentido o Venerável Mestre, ao solicitar o ofício dele, também deve fazê-lo se expressando de maneira correta, isto é, proferindo o verbo transitivo direto “conduzir”, no sentido de guiar, orientar, levar.
  1. Em hipótese alguma. Isso nem está previsto no Ritual de Aprendiz em vigência que, diga-se de passagem, deixa bem claro na sua página 42, segundo parágrafo, quando menciona que saudações em Loja somente serão feitas ao Venerável Mestre quando do ingresso e saída do Oriente e ao Venerável Mestre e Vigilantes quando da entrada e saída do Templo. Por óbvio essa orientação se prende no momento em que a Loja estiver ritualisticamente aberta e a saída do Templo for definitiva. Assim, nada consta no sentido de orientar saudação quando da ultrapassagem do eixo do Templo. Repare que no primeiro parágrafo da página 42 do mesmo Ritual acima mencionado há explicações sobre a circulação em Loja. Observe que nela também não há qualquer referência à saudação.



T.F.A.


PEDRO JUK


JUNHO/2019