sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

QUEM FALA POR ÚLTIMO ANTES DO ENCERRAMENTO RITUALÍSTICO

Em 22.08.2023 o Respeitável Irmão Gilton Alexandre Damasceno, Loja Deus e Justiça, 99, sem mencionar o nome do Rito, GLEB (CMSB), Oriente de Piritiba, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:

 

QUEM FALA POR ÚLTIMO

 

Minha Pergunta: Quando na Sessão está presente o Delegado Distrital, que neste caso está representando o Grão-Mestre. Quem fala por último o Venerável Mestre ou Delegado. Na minha ótica quem fala por último é Venerável Mestre, porque ele fez à abertura da Loja, portanto se ele abriu ele é quem fecha. Meu estimado irmão, me responda por favor. Pode ser por e-mail.

Desde já ficarei muito agradecido.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

            Veja, de modo consagrado quem fala por último é sempre o Venerável Mestre, salvo se na sessão estiver presente o Grão-Mestre (o titular, não seu representante).

Nesse caso, após o Venerável Mestre ter encerrado a sua fala e passado a palavra ao Irmão Orador para as conclusões finais, imediatamente após a fala do Orador, se estiver presente o Grão-Mestre, é nesse momento que ele usa da palavra. Já o seu representante, por exemplo, fala sempre antes dos comentários finais do Venerável Mestre em qualquer situação.

Assim, resumindo esses comentários, só fala após as conclusões do Orador o próprio Grão-Mestre na sua jurisdição. Outras autoridades, quaisquer que sejam, falam antes das últimas considerações do Venerável Mestre, quando da palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.

Esse é o meu parecer, salvo se a legislação da sua Obediência orientar outros procedimentos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2024

AUTORIDADE - OCUPAÇÃO DE LUGAR NA LOJA

Em 22/08/2023 o Respeitável Irão Alexandre Magno de Almeida Guerra Marques, Loja Liberdade e União, sem mencionar o Rito, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

OCUPAÇÃO DE LUGAR NA LOJA

 

Primeiro, gostaria de parabenizar o Irmão pelo trabalho no CONSULTÓRIO MAÇÔNICO JOSÉ CASTELLANI da Revista A TROLHA.

E em segundo plano, aproveitando de seus conhecimentos, tirar uma dúvida que me intriga há anos, a saber: autoridade maçônica que não esteja paramentada de seu múnus maçônico como autoridade e queira sentar-se na coluna do sul ou do norte junto com os Aprendizes ou com os Companheiros, pode escolher onde sentar-se ou tem essa prerrogativa, em se tratando de sessão em sua própria oficina?

A exemplo um Irmão Mestre Instalado, ou um Deputado Estadual ou Federal ou um portador da Comenda Dom Pedro, ou um Juiz do Tribunal de Justiça Maçônica, pode participar da sessão em sua loja da Coluna do Sul ou do Norte?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Regularmente, conforme mencionam os rituais vigentes, as autoridades maçônicas possuem lugar próprio situado no Oriente da Loja.

Nesse contexto, levando-se em consideração que uma Autoridade Maçônica seja antes de tudo um Mestre Maçom, entendo que se ele tomar a decisão de ocupar lugar em uma das Colunas durante os trabalhos, isso é direito seu. Sem qualquer imposição, vale lembrar que essa decisão deve partir da própria autoridade, se for o caso.

          Na questão de paramentos de autoridades, o mais comum é que a autoridade esteja utilizando as alfaias do seu cargo, todavia, vale lembrar mais uma vez que antes de tudo a autoridade é um Mestre Maçom, portanto não deixa de ser uma autoridade, mesmo se estiver vestida apenas como Mestre Maçom.

De fato, essa condição não faz parte do cotidiano dos trabalhos maçônicos, mas em situações excepcionais. Vale destacar também que muitas vezes, pela carência de Mestres em uma sessão, é possível se ver autoridades ocupando cargos em Loja, o que é a aplicação da virtude da humildade de um maçom disposto a ajudar a Loja nos seus trabalhos.

No GOB, as autoridades e suas respectivas faixas são mencionadas nos Artigos 219 e 220.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

domingo, 4 de fevereiro de 2024

GOLPE DE MALHETE NO ENCERRAMENTO - REAA

Em 22.08.2023 o Respeitável Irmão Gilson Krupnick, Loja Obreiros da Paz, 2909, REAA, GOB-PR, Oriente de Pinhais, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

 

GOLPE DE MALHETE NO ENCERRAMENTO

 

Poderia por gentileza nos ajudar com o seguinte ponto por favor:

No encerramento ritualístico do REAA o Venerável Mestre diz, “Irmão 1° Vig podeis fechar a Loja”, e assim segue...

Segue o ponto que precisamos de sua ajuda, em alguns rituais de 2009 terminada a fala do 1° Vig consta uma batida do malhete e em outros não consta. Pergunta: existe ou não essa batida?

 

CONSIDERAÇÕES

 

           A orientação de o 1º Vigilante percutir o seu malhete por uma pancada se encontra no SOR, Sistema de Orientação Ritualística do GOB (Decreto 1784/2019). Sendo assim, essa prática deve ser aplicada sobre os rituais do GOB em vigência.

Nesse sentido, quando do fechamento da Loja pelo 1º Vigilante, de fato existe a percussão por um golpe de malhete. Esse ato existe para dar formalidade ao momento, determinando que a partir dali a Loja está definitivamente fechada para aquela jornada de
trabalho.

É oportuno lembrar que historicamente, nos tempos operativos, já era o 1º Vigilante quem fechava a Loja e pagava os operários, despedindo-os contentes e satisfeitos para o merecido descanso. À vista disso é que na Moderna Maçonaria, nesse instante, o golpe de malhete ocorre para dar solenidade ao ato.

Não obstante a esses comentários, o golpe de malhete no encerramento dos trabalhos pelo 1º Vigilante está previsto em definitivo nos novos rituais que virão em meados de 2024.

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2024

sábado, 27 de janeiro de 2024

ENTREGA DO MALHETE AO GRÃO-MESTRE

Em 22/01/2024 o Poderoso Irmão Derildo, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-ES, apresenta a dúvida seguinte para o REAA.

 

ENTREGA DO MALHETE

 

Em sessão ordinária, a entrada se dá obrigatoriamente em família e, nesse caso, o Grão-Mestre Estadual ou o seu Adjunto entra junto com o Venerável. Nesse caso, qual é o lugar correto para a troca de malhete?

Outra pergunta: É correto na sessão ordinária o Grão Mestre Estadual não entrar com o Venerável e aguardar a abertura da Loja para entrar, só, ou em comitiva para a troca de malhete?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Faz-se a entrega do malhete ao centro do Templo, conforme prescreve o ritual. No caso de sessão Ordinária, não há formalidades porque o Pavilhão Nacional já se encontra hasteado no lugar de costume dentro do Templo.

Sendo assim, o ingresso do Grão-Mestre se dando depois de estarem abertos os trabalhos, a Loja o receberá apenas à Ordem, sem nenhuma outra formalidade. Vale lembrar que o Grão-Mestre de posse do malhete (recebido do Venerável), chegando no Altar deve devolvê-lo ao Venerável Mestre.

               Destaco que tudo isso está descrito no item 2.7 do Ritual de Aprendiz do REAA.

Outrossim, vale lembrar que atendendo ao Decreto 1767/2019 do Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Adjunto, na ausência do Grão-Mestre titular, também recebe o malhete (com os mesmos procedimentos).

No caso de o Grão-Mestre entrar em família, ou seja, junto com o Venerável Mestre antes da abertura dos trabalhos durante o préstito de entrada, ele recebe o malhete do Venerável no Altar, devolvendo-o depois para que o Venerável Mestre da Loja conduza os trabalhos.

Outra hipótese é a de que o Grão-Mestre ingresse em comitiva logo após a abertura da Loja. Nessa condição, o Venerável Mestre lhe entrega o malhete no centro do Templo conforme prevê o Ritual. Destaque-se que em comitiva formal o Grão-Mestre ingressa seguido dos demais que o acompanham.

Em qualquer situação, estando a Bandeira Nacional dentro do templo, dispensa-se a formação de abóbada e comissão de recepção com estrelas à qualquer autoridade ou portador de título de recompensa, inclusive o Gão-Mestre – vide Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para o ingresso do Pavilhão.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR

jukirm@hotmail.com

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JAN/2024

ALPERCATA E A PREPARAÇÃO DO CANDIDATO

Em 21.08.2023 o Respeitável Irmão Jairo Amaral, Loja Estrela de São Gabriel, REAA, GOB-ES, Oriente de São Gabriel da Palha, Estado do Espírito Santo, apresenta o seguinte:

 

PREPARAÇÃO DO CANDIDATO

 

No nosso Ritual do REAA há a descrição: “A seguir, na Cam de Refl, o(s) C(C)and é(são) preparado(s) pelo Exp, que o(s) ajuda  a ficar de cam, com o p e b esq des; arreg a p da c do lado d acima do j e o p d d ou, se recomendável, c com uma alp ou c”.

Me questionaram sobre a questão do p d se d ou não por esses dias, ao passo, que respondi de acordo com o ritual tão somente.

Mas, fiquei me perguntando qual era a ideia original quando criaram o ritual e como e porque houve essa mudança para a atual.

Se o irmão tiver alguma obra que conhece que eu possa ler, agradeço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                         Ao que me consta nada mudou. O fato é que por uma questão sanitária, em regiões frias e sem calefação apropriada, alguns candidatos podem, ao pisar ddesc sobre o pavimento gelado, obter problemas de saúde.

Evidentemente que para deixar a ocasião mais confortável para o candidato, "permite-se", caso a situação exija, o uso de uma alp ou um chin, geralmente um de modelo tipo hav. Por uma questão de higiene o costume acabaria se generalizando nos ambientes maçônicos durante as iniciações..

Sem dúvida que o chin nada tem de caráter iniciático, pois a verdadeira alegoria iniciática está no p d desc, prática que representa de modo consagrado na Maçonaria a humildade e o respeito pelo ambiente em que o iniciado irá progredir, passo a passo pela sua senda iniciática. Nesse trajeto o andar claud simbolicamente simula o caminhar de um pobre candidato que, despido de todas as vaidades, procura pela Luz Maçônica.

Assim, calç com um chin, ou mesmo andando literalmente com o p d d, o que vale é o significado de ter o p d desn.

Sob o ponto de vista histórico, eu desconheço qualquer registro oficial sobre quando se passou a utilizar uma alp∴, ou outro calç similar.

Sem dúvida isso é costume haurido do período especulativo e nunca foi utilizado nos tempos do ofício, já que se desconhece qualquer existência da alegoria do passo claud nos canteiros da Maçonaria Operativa,  senão mais tarde em Lojas de maçons livres e aceitos.

Literatura apropriada para o caso me parece ser algo um tanto quanto disperso.

Nessa conjuntura, entendo que em se levando em conta a ordem de importância dos fatos, me parece muito mais producente é antes se perscrutar o porquê dos pp cclaud na Iniciação. Qual o seu objetivo na liturgia maçônica? Qual o significado dessa alegoria? O que ela representa na Iniciação? Creio que essas respostas são muito mais importantes do que propriamente se saber quando foi usada uma alp para dar conforto ao postulante.

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JAN/2024

DE FRENTE PARA O DELTA NA ORAÇÃO

Em 21.08.2023 o Respeitável Irmão Jean Carlos, Loja Benedito Valadares, 4440, REAA, GOB, Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

DE FRENTE PARA O DELTA?

 

Dia desses, vi um irmão virando-se para o Postulante no ato da primeira oração em sua iniciação.

A pergunta é: estando à Ordem nesse momento, em que o Postulante é levado ao Primeiro Vigilante, o correto é virar o corpo, isto é, fazer o sinal de Ordem olhando o ato OU estar de costas e se virar pro Delta?

Ficarei grato em ter a dúvida, que pode parecer boba, mas tem um significado relevante.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Na Iniciação, durante a oração que se faz em favor do Candidato, o seu guia (1º Experto) se coloca à Ordem à retaguarda dele, isto é, se coloca voltado para as costas do candidato que está ajoelhado à sua frente.

                Assim, durante a oração o Candidato fica voltado para o lugar do 1º Vigilante, enquanto que o seu guia posicionado à sua retaguarda não precisa se voltar para o Oriente, pois ele, como condutor, também é o responsável pela segurança do postulante.

É oportuno salientar que durante os trabalhos não é preciso que se fique à Ordem voltado para o Delta.

Nesse contexto, vale salientar também que ninguém precisa se voltar para o Venerável Mestre quando ele solicita que todos fiquem à Ordem. Nessa condição, cada qual fica posicionado em pé e à Ordem conforme estiver colocado o seu assento na Loja. Não precisa se voltar para o Venerável e nem mesmo para o Delta.

Alerto para não se fundir o ato de se estar à Ordem com saudação pelo sinal ao Venerável Mestre, que aliás são procedimentos distintos, observando-se saudação em Loja é feita apenas ao Venerável Mestre e ocorre apenas na entrada e saída do Oriente ou quando do ingresso formal em Loja após o início dos trabalhos, ou ainda na saída definitiva antes do encerramento.

 

 

T.F.A.

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JAN/2024

 

domingo, 14 de janeiro de 2024

REAA - PAINEL DA LOJA E PAINEL ALEGORICO - PRANCHETA DO MESTRE

Em 18.08.2023 o Respeitável Irmão Benjamim Baptista Dias. Loja Cavaleiros do Senegal, 315, REAA, GLESP, (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a dúvida seguinte:

 

PAINEL DA LOJA

 

Parabéns pelo seu trabalho de compartilhamento do seu conhecimento.

Somos uma Loja trabalhando no rito REAA e jurisdicionados a GLESP.

Usamos os Painéis da Loja dos 3 graus desenhados pelo Ir. John Harris em 1825 e os colocamos na frente do trono do Venerável Mestre.

A pouco tempo passamos a colocar também, junto a mesa do Venerável Mestre, uma Tábua de Delinear tendo o X e uma cerquilha (jogo da velha).

Não encontrei literatura para o uso desta Tábua de Delinear, sei que que seu desenho aparece em um outro Painel da Loja de Aprendiz, pelo que li é o Painel original do REAA.

Por favor gostaria de seu entendimento sobre o significado desta Tábua e seu correto uso.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Vamos por parte. Inicialmente devo salientar que originalmente no REAA o simbolismo se faz valer de apenas três painéis, ou seja, simplesmente um para cada grau.

Esses painéis do grau que resumem o conteúdo simbólico da Loja, no REAA ficam abertos durante os trabalhos ao centro no Ocidente e são exclusivamente quadros (painéis) franceses, pois o rito é originário da França, portanto, latino.

Assim, vale também lembrar que a formatação dos painéis franceses se diferencia do dos ingleses, esses últimos, inclusive, são conhecidos como Tábuas de
Delinear (Tracing Boards).

Nesse contexto é oportuno também se observar que no simbolismo do REAA não existem painéis denominados de “alegórico”, não obstante existirem alguns rituais brasileiros para o simbolismo do REAA que acrescentam, além dos painéis originais franceses, também um painel inglês e, na tentativa de justificar essa presença indevida, chamam-no painel alegórico – é o mesmo que o roto falar do rasgado.

O que de fato existe no REAA, mas que nada tem a ver com Painel da Loja que fica no centro do Ocidente, é um painel fixo denominado Retábulo do Oriente que é, nada mais, nada menos, do que a parede localizada abaixo do dossel, imediatamente à retaguarda do Venerável Mestre onde aparecem fixos o Delta Radiante ladeado pelas duas luminárias terrestres - o Sol e a Lua.

No que concerne à Prancheta, que é no REAA um quadro onde aparecem desenhadas as Paralelas Cruzadas e um Xis (Cruz de Santo André), a mesma é uma das joias fixas da Loja e corresponde ao Mestre Maçom, lembrando que a Pedra Bruta é a joia fixa correspondente ao Aprendiz Maçom e a Cúbica ao Companheiro Maçom. Esses elementos são fixos por constituírem um código de moral e ética, nesse sentido devem estar presentes à vista dos maçons.

A “prancheta” é onde simbolicamente o Mestre traça os planos da Obra para os Aprendizes e Companheiros. Desse modo, a mesma não é Painel da Loja e nem mesmo Tábua de Delinear.

Como uma das joias fixas, junto à Pedra Bruta e a Cúbica, a "prancheta" se constitui em um dos elementos simbólicos que fazem parte do corolário de símbolos da imensa maioria dos painéis de Loja dos ritos franceses. No REAA, além de ser um dos símbolos que constituem o painel da Loja, individualmente a prancheta também se faz presente individualmente encostada no frontispício do Altar destinado ao Venerável Mestre, voltada para o Ocidente.

No que se refere novamente ao Painel da Loja, ritos de origem francesa, como é o caso do REAA, devem utilizar painéis de construção francesa. Nesse contexto vale lembrar que os Painéis de Aprendiz, Companheiro e Mestre do REAA possuem flagrantes diferenças quando comparados com as Tábuas de Delinear inglesas.

É bom que se diga que na conjuntura estrutural maçônica existem duas vertentes principais de Maçonaria, a inglesa e a francesa.

Não obstante o objetivo a alcançar seja o mesmo, os conteúdos doutrinários construídos pela conjunção de símbolos e alegorias se diferenciam muitas vezes entre si. Nesse sentido, o que de fato não se pode admitir são os enxertos e o sincretismo de práticas próprias de uns em outros ritos.

Ao concluir devo salientar que infelizmente ainda há no Brasil rituais do REAA que em um equívoco total trazem em um mesmo grau dois painéis de Loja e tentam justificar a inserção alienígena lhe dando o nome de “painel alegórico”, conquanto que, pior ainda, também existam rituais do 3º Grau do REAA que trocam o Painel da Loja francês original pelo Quadro da Loja inglês. No caso, tiraram o do REAA e inseriram o do Rito de York.

 

T. F. A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JAN/2024