Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.
ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS
Caro Ir∴ no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.
1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V∴ M∴, 1º Vig∴ e 2º Vig∴, em sessões de Apr∴, Comp∴ e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.
Na Sessão de Apr∴, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp∴? Idem e na Câmara do Meio.
2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V∴ M∴, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?
CONSIDERAÇÕES
1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig∴ não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven∴ Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig∴, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas.
Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr∴ acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp∴ cinco luzes (as três do candelabro do Ven∴ e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig∴). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).
É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo.
Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão.
Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.
Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.
Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M∴ CCer∴ trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt∴ dos PPerf∴. Conforme o ritual, sobre esse Alt∴ não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.
Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.
A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.
Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.
2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven∴ Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven∴, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
SET/2026
