terça-feira, 1 de setembro de 2026

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

ricopaim_adv@yahoo.com.br

 

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

 

Caro Ir no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V M, 1º Vig e 2º Vig, em sessões de Apr, Comp e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V M, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas.

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp cinco luzes (as três do candelabro do Ven e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo.

                     Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão.

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M CCer trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt dos PPerf. Conforme o ritual, sobre esse Alt não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026