Em 02.11.2025 o Respeitável Irmão Cláudio Jr., Loja Padre Azevedo, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, solicita esclarecimentos.
TEMPLO MAÇÔNICO
Por favor, é possível uma loja do REAA funcionar ad infinitum em um templo, ativo, do Rito Adonhiramita?
Se positivo, é necessário autorização do Grão Mestrado? Quais as adaptações devem ser feitas quando as lojas do REAA se reunirem nesse templo, que por ser ativo do Rito Adonhiramita, não podem receber outras modificações que não a localização dos vigilantes?
CONSIDERAÇÕES
Vamos ser práticos. Sim, um templo maçônico pode perfeitamente abrigar trabalhos individuais por rito. No entanto é preciso se levar em conta que cada rito possui suas particularidades ritualísticas, tais como a sua disposição mobiliária, topográfica e de decoração, tudo previsto em ritual vigente.
Sendo assim, cada rito deve ter seu espaço específico de trabalho conforme prescreve a liturgia contida no seu ritual, dentre os eles, exatamente seguir o que menciona arespectiva “Planta do Templo”.
Nessas condições, não há como um determinado rito trabalhe em um ambiente decorado e disposto de outro rito. É preciso antes adaptá-lo nos conformes do rito, caso contrário haverá descumprimento do ritual.
Não devem existir os tais "jeitinhos" e para isso segue-se impreterivelmente o que estiver indicado no ritual em vigência.
À vista disso, antes que uma Loja, de um determinado rito, ocupe um Templo para realizar os seus trabalhos, é preciso antes atentar para a viabilidade de adaptação.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAR/2026

As mudanças no REAA foram muito ruins. Não vi discussão nas Lojas sobre as tais alterações; parece que tudo foi feito para agradar ao gosto estético do senhor Pedro Juk. A impressão que fica é que se pretendeu afastar qualquer resquício de esoterismo do Ritual anterior e conferir ao novo uma aparência mais próxima das fraternidades estudantis, transformando a Maçonaria em um verdadeiro "clubinho do bolinha". Ridículo. Espero que o próximo Soberano Grão-Mestre Geral do GOB anule tudo isso.
ResponderExcluirNão é para atender a minha pessoa, mas a história, ao contrário de atender crenças pessoais de alguns que constrangem outros. Meu Irmão, você tem todo o direito de expor a sua opinião, todavia é de bom alvitre usar de bom senso e educação. T.F.A.
ResponderExcluirPrezado Irmão Pedro Juk,
ResponderExcluirAgradeço sua resposta e registro, antes de tudo, meu respeito pela sua trajetória, pelo seu trabalho de pesquisa e pela inegável contribuição que o senhor tem prestado à Maçonaria ao longo de décadas.
Reconheço que meu comentário anterior foi escrito de forma breve e em um momento de correria, razão pela qual não trouxe a fundamentação que um tema dessa relevância mereceria. Se a forma empregada soou inadequada, receba minhas desculpas.
Todavia, creio que, ao publicar estudos, interpretações e propostas de mudanças em ambientes públicos, qualquer autor — especialmente quando exerce reconhecida influência sobre o tema — deve estar preparado para receber críticas, concordâncias e discordâncias. Nem sempre essas manifestações serão elaboradas com o rigor acadêmico desejável, mas isso não lhes retira automaticamente a legitimidade de expressarem preocupações ou percepções de parte dos Irmãos.
Quanto ao argumento histórico, entendo que a História é uma ferramenta valiosa para orientar decisões, mas sua utilização exige uma análise abrangente. Para fundamentar um contexto histórico de forma sólida, é necessário considerar, entre outros aspectos, o marco temporal dos acontecimentos, o cenário político, a dinâmica econômica, os aspectos culturais e sociais, bem como os atores e instituições envolvidos. Em outras palavras, a História não se resume apenas ao registro documental dos fatos, mas também à compreensão das circunstâncias que lhes deram significado.
Além disso, a pesquisa histórica ganha maior credibilidade quando se apoia em fontes primárias e secundárias diversificadas e de reconhecida confiabilidade, permitindo o confronto de interpretações distintas. Afinal, o próprio desenvolvimento do conhecimento histórico ocorre por meio do debate, da revisão crítica e da pluralidade de perspectivas.
Minha discordância em relação às alterações promovidas no REAA não decorre de animosidade pessoal, mas de uma percepção sincera de que determinadas mudanças podem ter reduzido elementos simbólicos e interpretativos que muitos Irmãos consideram relevantes para a vivência iniciática. Naturalmente, outros poderão pensar de forma diversa, e isso faz parte da riqueza do debate maçônico.
Assim, reitero meu respeito ao senhor e ao seu trabalho, ao mesmo tempo em que defendo o direito fraterno de discordar, questionar e debater ideias, pois é justamente do confronto respeitoso de opiniões que surgem os melhores esclarecimentos.
T.F.A.
José Mendes