sábado, 5 de setembro de 2020

SINAIS NOS TRABALHOS DO CRAFT

 

Em 13/03/2020 o Respeitável Irmão Patrick Daniel Silva Pereira, Loja Perfeita União, Trabalhos de Emulação, Grande Oriente de Minas Gerais (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

 

SINAIS NO WORKING (TRABALHOS DO CRAFT)

 

Eu estudo muito o nosso ritual, nos três graus, no português, porém, eu nunca tive acesso no


Inglês, e também o meu inglês não é fluente. 

No nosso Ritual, não há informação ou explicação de como é realizado o Grande ou Real Sinal/Sinal de Exaltação e Júbilo.

O senhor poderia me explica-lo como ele é feito, por favor?

E mais informações que o senhor poder me passar.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Caro Irmão, segue abaixo uma resposta que eu dei sobre os Trabalhos no Craft há algum tempo atrás. Em que pese a resposta ter sido dirigida para o GOB, penso que na essência a espinha dorsal é a mesma. Não tenho, por óbvio, o ritual em vigência na sua Obediência, assim, espero que o conteúdo abaixo lhe seja útil. O anexo ao escrito e as colocações escritas em vermelho são de cunho sigiloso e somente o Irmão está recebendo.

“Conforme o Irmão Joselito comenta, geralmente a explicação que envolve a composição dos Sinais tem sido detalhada nos rituais brasileiros, entretanto as dúvidas se apresentam mais pelo desconhecimento das palavras, o que às vezes influencia conclusões levando a fazer com que Irmãos pratiquem modos diferenciados dessa liturgia.

Parece-nos que o ideal seria que um instrutor (preceptor) sempre pudesse demonstrar os sinais para que eles fossem executados corretamente. Um sinal deve ser executado com rigor ritualístico, mas sempre com naturalidade, não existindo para ele gestos marciais estereotipados e nem movimentos providos de desmedido exagero.

Em não existindo a possibilidade da presença de um instrutor, sugere-se que se preste bastante atenção nos sinais e como vão colocados conforme a ordem descrita no Ritual, cuja mesma tem o desiderato de dar sentindo a prática que segue sempre o drama descrito pela lenda hirâmica.

Nesse entendimento, enfatiza-se que os Sinais estão ligados diretamente aos C. PP. do Companheirismo e figuradamente resumem a dramatização da lenda.

Outro aspecto a se considerar é o de que alguns termos utilizados nos Rituais do GOB foram traduzidos e muitas vezes adaptados àquilo que o tradutor, ou editor pensou ser o mais adequado à cultura e à prática da liturgia maçônica brasileira.

Nesse contexto aparecem discussões de tradução a exemplo do substantivo “sympathy”, cuja tradução que mais se coaduna com a realidade ritualística do caso é “compaixão”, ou “condolência”, embora ela signifique também no idioma bretão “simpatia e benevolência”. Ainda sob essa mesma conjuntura aparece os “Five Points of Fellowship”, onde o substantivo fellowship, que significa “companheirismo” no idioma bretão, às vezes é entendido como “confraternização”???

Eu acrescentaria ainda que no Brasil, inadvertidamente, muitos dos compiladores da ritualística maçônica misturam práticas litúrgicas de vertentes maçônicas distintas – no caso entre a francesa (REAA\) e a inglesa (Craft).

Dados esses comentários, seguem as respostas, mas de modo resumidas devido ao sigilo que o assunto merece. Por esse particular segue um anexo com explicações mais detalhadas, já que a sua divulgação aqui poderia afrontar o sigilo maçônico.

1.  É verdade que há duas palavras do Mestre Maçom, uma derivada dos Antigos e outra dos Modernos, quando da União das duas potências, resolveram adotar as duas palavras? Quais são elas?

De fato, existiram duas palavras que provavelmente pertenceram cada qual a uma das Grandes Lojas Rivais e eram usadas pelas Lojas na época (antes da união de 1813). Devido a não existência de rituais impressos como é comum no costume inglês, seria temerário fazer afirmativa sobre qual era a palavra exclusiva nessa ou naquela Grande Loja. O que se sabe é que as palavras são M. B. e M.

Por exclusão há possibilidade de que M. B. seja a palavra relativa aos Modernos, já que essa palavra também é comum no Rito Moderno ou Francês. Sabendo-se que a França do Século XVIII desconhecia completamente as práticas dos Antigos, é bastante possível que os franceses adotassem práticas dos Modernos ingleses de 1717, adoção essa que deu, inclusive, o título de “ou Moderno” para o Rito Francês.

2.  O que é esse "Sn. de R." feita no grau de Ap.? O que significa? Como ele é feito?

Na verdade, ele não é utilizado só Grau de Aprendiz. Ele é também utilizado, além da cerimônia de Iniciação, na cerimônia de Passagem, de Exaltação e de Instalação.

Pelo forte cunho teísta da Maçonaria Inglesa, ela adota esse sinal como atitude de respeito, acatamento e veneração durante as preces e orações. Há que se perceber que esse sinal somente se aplica nessas circunstâncias.

3.  No grau de MM há cinco sinais: o Sn P, o Sn. de H, o Sn de Ang ou S, o Sn de Compx e o Sn de Jub ou Aleg. Como são feitos esses sinais? O ritual não deixa muito claro e as cifras são um pouco confusas para mim.

Esses cinco sinais aludem aos C. PP. do C. e estão diretamente ligados à dramatização da Lenda de Hiran.

Na ordem ritualística, eles são: o Sinal de Hor., o Sinal de Simp., o Sinal Pen., o Sinal de Afl. e Agon. e o Sinal de Exalt. e Júb., esse também chamado de Grande ou Real Sinal.

A descrição e explicações relativas a esses sinais podem ser consultados no anexo relativo a essa resposta” (este anexo, atendendo ao sigilo, não será publicado.” (a) Pedro Juk – Fev/2018.

Esses são os comentários pertinentes.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmai.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

SET/2020

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