quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

COLUNAS ZODIACAIS - ORDEM DE ARQUITETURA

Em 02/06/2021 o Respeitável Irmão Wanderley Gonzatto, Loja Marechal Deodoro, 31, REAA, GLMRGS, Oriente de Caixas do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, formulou a seguinte questão:

 

ORDEM DE ARQUITETURA DAS COLUNAS ZODIACAIS

 

Parabéns pela qualidade do conteúdo, tanto em abrangência, como em profundidade! Uma dúvida: Qual, ou quais as ordens arquitetônicas das colunas zodiacais?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

As colunas zodiacais, elementos simbólicos que representam no REAA, como um rito solar, a revolução anual do Sol, constroem uma alegoria iniciática relativa à jornada do iniciado, isto é, compara as etapas iniciáticas aos ciclos da Natureza.

Na verdade, esses pilares seccionados em meias-colunas marcam, ou projetam, na base da abóbada as doze constelações do Zodíaco.

Cada grupo de três constelações, a partir de Áries, sob o ponto de vista do hemisfério Norte, se identifica como uma estação do ano. No caso, a primavera a partir de 21 de março.

Quanto a ordem de arquitetura das colunas zodiacais, não há para elas nenhuma ordem específica. Alguns rituais adotam colunas Jônicas, outros Coríntias, outros ainda com capitéis que não expressam nenhuma ordem. Há ainda aqueles que trazem apenas as constelações zodiacais representadas na base da abóbada.

De fato, o que é importante é que as Colunas sejam em meia secção longitudinal e apareçam equidistantes encravadas nas paredes Norte e Sul do Templo, isto é, do canto ocidental até a balaustrada em ambos os lados do Ocidente. Não existem colunas zodiacais no Oriente.

Vale mencionar que nos rituais primitivos do REAA essas colunas nem mesmo eram mencionadas, importando sim é que as constelações do Zodíaco aparecessem na decoração setentrional e meridional da abóbada.

Somente mais tarde é que as constelações da base da abobada acabariam sendo também representadas pelas doze colunas. Muitos rituais do REAA adotados na Europa, por exemplo, não trazem essas Colunas, restringindo-se apenas a marcação na base da abóbada do emblema zodiacal.

Assim, quanto a ordem de arquitetura das doze colunas, originalmente não há para elas nenhuma padronização, salvo se o ritual trouxer algum padrão nesse sentido.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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DEZ/2021

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

SIGNIFICADO DAS COLUNAS QUEBRADAS

Em 02/06/2021 o Respeitável Irmão José Jorge Pedreiro Netro, Loja Solidariedade, 286, REAA, GLESP, Oriente de São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

COLUNAS QUEBRADAS

 

Irmão, boa tarde, procurando por "Coluna quebrada" simbologia cheguei ao blog do Irmão, poderia informar se já apresentou algum estudo sobre o tema?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em linhas gerais é um símbolo que geralmente apresenta duas colunas truncadas,


ou quebradas, mas que não aparece nos Painéis da Loja do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Salvo melhor juízo, às colunas quebradas viriam aparecer na Maçonaria por volta do segundo quartel do século XVIII e início do século XIX na França adornando principalmente o fundo de pergaminhos, certificados e diplomas ligados à Ordem daquela época.

Na realidade, essas colunas quebradas têm mesmo é estreita ligação com a Lenda do 3º Grau, destacando, contudo, que esse grau somente apareceria no primeiro quartel do século XVIII na Inglaterra.

As colunas quebradas, associadas à lenda hirâmica sugerem a desordem que imperou entre os construtores do Templo com assassinato do Mestre, desordem essa que duraria até a redescoberta da Palavra que fora perdida por ocasião de tão horroroso acontecimento. Assim, as duas colunas seccionadas representam o ambiente tumultuado entre os operários pela perda do Mestre. Esotericamente é a morte do Sol no inverno, época em que a Terra dele fica viúva.

Figuradamente, as colunas quebradas, ou truncadas indicam que toda a sociedade organizada depende de um líder. A sua ausência pode trazer graves consequências, podendo, inclusive, ser um indício do “caos”. Por extensão, a alegoria também representa uma Loja que teve as suas colunas abatidas, ou seja, uma Loja adormecida.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

 

DEZ/2016.

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

MAR DE BRONZE - LOCALIZAÇÃO NO TEMPLO DO REAA

Em 27/05/2021 o Respeitável Irmão Claudio Polidório, Loja Caratinga Livre, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão.

 

LOCALIZAÇÃO DO MAR DE BRONZE

 

Se puder nos ajudar numa "discussão" que está ocorrendo em nossa Loja.

Na nossa Oficina, temos o Mar de Bronze, instalado em frente ao altar do irmão Chanceler, do lado do Mestre de Cerimonias, conforme está no ritual.

Só que na nossa Loja temos um grupo de irmãos estudiosos e aficionados com simbologia e ritualística, e tem uma corrente querendo mudar o Mar de Bronze para atrás do altar do 1º Vigilante que seria seu local adequado conforme previsto na bíblia, o Livro da Lei.

Gostaria de ouvir a opinião do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A despeito de qualquer interpretação de exegetas, segue-se o que consta no Ritual do REAA em vigência, assim como as suas orientações no SOR - Sistema de Orientação Ritualística do GOB-RITUALÍSTICA coberto pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral.

Vale mencionar que o Templo Maçônico, ou a Sala da Loja não é uma cópia fiel do Templo de Jerusalém. A Maçonaria o adota como uma grande alegoria, com isso menciona, em alguns aspectos elementos que, segundo a Bíblia, pertenciam ao Tabernáculo e posteriormente ao 1º Templo hebraico.

Destarte às interpretações, o Mar de Bronze, no Templo Maçônico do REAA - que não é uma cópia fiel do Templo hebraico - segue sua disposição conforme explicita a Bíblia no Antigo Testamento em Crônicas II e Paralipômenos: “E o mar pôs ao lado direito, para a banda do Oriente, para sudeste – in Bible Gateway, Crônicas II – 4, 10; ainda, “E o mar pôs ao lado direito, para a banda do oriente, para sudeste – in Livro II dos Paralipômenos, IV, 10, Bíblia Sagrada, Velho Testamento, traduzido da Vulgata.

Sob os aspectos históricos que permeiam as descrições bíblicas na época do Rei Salomão, entende-se perfeitamente que a entrada no Templo de Jerusalém era pelo oriente, contudo, o Templo Maçônico não é uma reconstrução do Templo hebraico e nem pode ser compreendido como tal.

Nos templos do REAA, como figura simbólica o grande átrio relaciona-se ao Ocidente da Loja, o Santo ao Oriente e o altar principal (ocupado pelo Venerável) ao Santo dos Santos, contudo, como dito, isso é só uma figura emblemática e não uma reconstrução que obedece a descrição bíblica. Ora, se assim fosse, então a entrada do Templo deveria ser pelo Oriente e não pelo Ocidente. Porém na Maçonaria não é isso que acontece.

Vale mencionar que o primeiro Templo dedicado aos trabalhos maçônicos especulativos é da segunda metade do século XVIII na Inglaterra e teve como inspiração a disposição topográfica interior das Igrejas (entra-se pelo Ocidente) e do Parlamento Britânico (disposição das Colunas do Norte e do Sul e Great Chair).

Assim, nesse contexto, o GOB, para evitar discussões e especulações desnecessárias sob o viés iniciático, adota para os seus templos do REAA a descrição bíblica de Cônicas II ou Paralipômenos – “e o mar pôs, ao lado direito (o grifo é meu), para a banda do oriente, para sudeste (o grifo é meu).

Dessa forma, sabemos que a porta de entrada do Templo maçônico é pelo Ocidente, e não como no templo hebraico que era pelo Oriente. Assim no espaço de trabalho maçônico, à frente e ao fundo, fica o Oriente; à direita o Sul e, por extensão, próximo a banda do Oriente, ao Sul, fica o sudeste. Essa tem sido a localização do Mar de Bronze prevista no Ritual do REAA.

Dado a esses comentários, o Mar de Bronze permanecerá no Templo do REAA onde está, isto é, a sudeste, próximo da "mesa" (não altar) do Chanceler. Nesse sentido, mesmo que sob alegações de estudiosos, segue-se o previsto no Ritual, não sendo permitida a mudança de lugar.

Entenda-se, por fim, que para a Maçonaria, a importância iniciática está propriamente no ritual de purificação por meio do elemento água pelo qual passa o iniciado. O lugar em si, parece que é de menos importância.

É essa a minha opinião.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB-PODER CENTRAL.

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DEZ/2021

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

REAA - NO ORIENTE NÃO EXISTE TELHAMENTO

Em 26.05.2021 o Respeitável Irmão Carlos Alberto de Souza Santos, Loja Harmonia e Concórdia, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

 

TELHAMENTO NO ORIENTE

 

Gostaria de saber sobre a mudança na ritualística do Grau 3 na verificação dos irmãos em Loja? Antigamente o Respeitabilíssimo ordenava que todos ficassem em pé voltados para o


Oriente, inclusive os do Oriente, para que os mesmos não olhassem a verificação. Agora somente os que estão no Ocidente ficam de pé voltados para o Oriente. Afinal de contas assim como antes não há verificação no Oriente. Então qual a razão para tal mudança?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em síntese pergunta-se: se não há telhamento no Oriente, então por que os seus ocupantes precisariam se voltar para a parede oriental?

Ora, isso não faz o mínimo sentido. A correção, não mudança, é para que a liturgia faça sentido, aliás, está mais do que na hora de extirparmos invenções que só confundem ao invés de nos trazer esclarecimentos.

No Oriente não há telhamento porque isso é um resquício das Lojas Capitulares, extintas de há muito. Graças a esse formato capitular é que levantaram e dividiram o Oriente do REAA. Originalmente (1º ritual em 1804 na França) o piso da Loja era todo no mesmo nível e não havia divisão.

Com o advento das Lojas Capitulares em 1.816 da França (vide essa história) foi preciso criar um santuário Rosa-Cruz, ou seja, algum lugar separado do simbolismo em uma mesma Loja. Desse modo, no Oriente dividido e separado do Ocidente, só ingressavam Irmãos detentores do grau Rosa-Cruz. Diante disso, o Venerável Mestre era também o Athersata do Capítulo.

Trocando em miúdos, mais tarde, quando foram extintas as Lojas Capitulares - no início do século XX - ao tempo do Oriente retornar para o mesmo nível do espaço ocidental, como é no Craft, desafortunadamente o desnível e a divisão acabariam resistindo, se tornando consuetudinários no Rito, isto é, consagrados e universalmente aceitos no escocesismo.

Com as coisas no seu devido lugar, o simbolismo apenas com a Obediência Simbólica, o Oriente elevado e dividido passou a ser reservado apenas aos Mestres Maçons e ex-Veneráveis Mestres.

No contexto iniciático dessa topografia da sala da loja, o Oriente é o final da jornada iniciática do simbolismo, nele só ingressando aqueles que passaram pela cerimônia de Exaltação ao 3º Grau (morte e renascimento).

Com isso, o ápice atingido pelo Grau de Mestre é assegurado pelo dirigente maior da Loja quando o Venerável diz: eu respondo pelos do Oriente. Como o Oriente é lugar do Mestre Maçom, nesse espaço, herdado do santuário capitular, não há telhamento. Por óbvio, os Vigilantes não ingressam no Oriente para examinar os seus ocupantes. Também nem o Venerável Mestre tem esse ofício, bastando para a responsabilidade da sua palavra.

No Brasil, com a desmedida profusão de rituais carregados de deturpação apareceu essa bobagem de no REAA os Irmãos do Oriente se voltarem para a parede oriental, inclusive o absurdo de o próprio Venerável ficar de costas para o Ocidente.

Não há coerência alguma nessa prática, pois o telhamento é restrito ao Ocidente, onde os Vigilantes percorrem o canteiro para simbolicamente se assegurar da qualidade maçônica daqueles que ocupam as Colunas da Loja. Como dito, as Colunas, não o Oriente.

Historicamente, é bom lembrar que as Colunas Norte e Sul simbolizam o espaço onde os nossos ancestrais operários trabalhavam na construção e era ali que comumente se verificava o nivelamento e a aprumada das paredes (vide a joia dos Vigilantes).

Nesse sentido, o que tem ocorrido é que nos tempos atuais muitas dessas práticas esdrúxulas e sem sentido, como a dos do Oriente ficarem de costas para o Ocidente, têm sido abortadas, portanto não se trata de mudar, ou de mudar para quê.

O caso é que tem se procurado justificar e dar sentido às práticas maçônicas e não ficar simplesmente copiando e praticando procedimentos equivocados oriundos de rituais anacrônicos.

É bom que se diga que não basta só seguir o que está escrito. É preciso também conhecer a história da liturgia e o porquê da sua aplicação na ritualística. Assim, se bem compreendida essa arte, certamente muitas fantasias e invenções perderão guarita nos nossos rituais.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2021

domingo, 12 de dezembro de 2021

SECRETÁRIO À ORDEM E SINAL DE ORDEM NO 3º GRAU

Em 26.05.2021 o Respeitável Irmão Rodrigo Bessa da Paz, Loja Thomaz Antônio Gonzaga, 3.025, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:

 

ESTAR À ORDEM E SINAL DE ORDEM.

 

1ª Dúvida: Ontem em Loja, tivemos uma observação em que o irmão Orador falou que o irmão Secretário somente na hora da palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular deveria ficar de pé e à Ordem para falar e somente na leitura da Ata e do


Expediente que deveria ficar sentado. Só que em muitas lojas que visitei, nunca vi nenhum secretário ficar de pé.

Foi incumbido a minha pessoa de verificar esta questão e levar para a próxima reunião para sabermos qual é o correto, tendo em vista que no ritual não menciona o fato.

2ª Dúvida: Referente ao Sinal de Ordem no Grau 3.

Eu fui exaltado em novembro do ano passado e como todo recém iniciado pega o ritual e vai estudar. Obtive as seguintes observações:

1º - Na página 30 do grau 3 sobre fazer do lado esq∴ do v∴ destaco este, pois já vi muitos irmãos fazerem na cintura e não formar o esq∴ com o br∴.

2º - Na página 122 na fala do 1º Vig∴... q∴ dd∴ o c∴ ao m∴,..." aí muito Irmão interpreta que o m∴ seria a cint∴ e não o v∴ .Gostaria de tirar essas dúvidas, por gentileza. Desde já, agradeço ao irmão pela atenção e o carinho.

 

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No que diz respeito ao REAA, o Secretário fala sentado, salvo nas ocasiões em que o ritual determinar que ele fique em pé (abertura e encerramento dos trabalhos). Infelizmente, nesse caso o Orador está completamente equivocado - inventando regra.

No segundo caso, é preciso deixar os excessos de preciosismo. No Sin∴ de Ord∴ o pol∴ da m∴ dir∴ vai no l∴ e∴ do v∴ (abdome) - usa-se como referência de meio-corpo a mesma altura do umb∴. O Sin∴ Pen∴ simula a pena simbólica citada na tomada de obrigação. Como movimento simbólico ele não carece de precisão milimétrica. O que mais vale é compreender o significado do Sin∴ Pen∴ do que ficar dando atenção a detalhes irrelevantes. A l∴ horiz∴ somada ao movimento da m∴ dir∴ que cai pelo l∴ dir∴ do c∴ durante o Sin∴ Pen∴ simula o Esq∴.

Concluí essa semana de dezembro de 2021 todas as orientações para o SOR - Sistema de Orientação Ritualística do 3º Grau, cujo qual está sendo encaminhado para a plataforma do GOB-RITUALÍSTICA amanhã e logo estará à disposição. Esses detalhes no SOR estão bem melhor elucidados.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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DEZ/2021

PALAVRA SEMESTRAL - IV

O Respeitável Irmão Daniel L. Sales, Loja Brasil, 953, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o que segue:

PALAVRA SEMESTRAL.

Recentemente, eu realizei uma visita a uma loja do GOB(BA), REAA, no Oriente de Salvador e lá achei um procedimento bem diferente em comparação ao praticado na minha loja, Loja Brasil 953 – GOB-RJ, REAA.

No início da etapa da Abertura Ritualística, o Cobridor Interno depois de abrir a porta d


o templo, ele permanecia bloqueando a porta e solicitando a Palavra Semestral de cada Irmão, então cada irmão fornecia a palavra ao seu ouvido direito e ele liberava a entrada. Já procurei no RGF e no ritual, mas não encontrei uma explicação, então tenho três perguntas para o Irmão:

1.    Há conformidade com o REAA do GOB este procedimento descrito?

2.    Qual seria o momento de solicitar a palavra semestral de um visitante?

3.    Já escutei falar dentro da minha Loja que nunca deveria informar a palavra semestral, pois teria o risco de informar a Palavra Semestral para uma Loja não habilitada (Art. 112-RGF).

Então, é obrigação minha informar a Palavra Semestral na ocasião de visita de minha Loja?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O procedimento descrito na sua questão é altamente irregular, pois não está previsto nem no Ritual em vigência e nem no Sistema de Orientação Ritualística presente na plataforma do GOB-RITUALÍSTICA.

É mesmo lamentável que o Orador, como Guarda da Lei dessa Loja não tenha tomado ainda as providências para extirpar essa invenção que me é aqui relatada.

Concernente às suas questões numeradas, acredito que a primeira já está respondida, pois esse procedimento, dessa forma, não existe.

Quanto a sua segunda questão, a Palavra é solicitada pelo 2º Experto se estiver diante de um Irmão desconhecido, resguardadas as condições de que ele seja da mesma Obediência da Loja, já que a Palavra Semestral normalmente é própria de uma só Obediência. Às vezes é até possível existir algum tratado prevendo a troca de Palavras Semestrais entre Obediências. Assim, quando o visitante desconhecido se apresentar, no ato do telhamento em lugar reservado, o examinador pede-a ao examinado.

Em relação a sua pergunta número três, não procede, pois a Palavra é justamente para conferir a regularidade do visitante. Ora, se ele não puder transmiti-la a ninguém, então a Palavra Semestral serve para o quê? Não faz sentido essa “estória” de não a revelar quando solicitada num telhamento.

Quanto a uma Loja ser irregular é obrigação do visitante se acercar de prudência para não visitar uma Loja espúria.

Nesse sentido, um visitante quando recebido por uma Loja da sua Obediência, se inquirido pelo examinador sobre a Palavra Semestral, por óbvio deverá informa-la como penhor da sua regularidade.

É bem verdade que pelo avanço tecnológico, atualmente muitas Lojas e Obediências lançam mão da cartões digitais que, em tempo real, esclarecem de pronto a regularidade de um Irmão, contudo a velha prática da Palavra Semestral, criada em 1.777 pelo Grande Oriente da França, ainda se mantém firme nas tradições maçônicas da Maçonaria Latina. O que é desnecessário, no entanto, é não inventar procedimentos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística – GOB/PODER CENTRAL

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2021