segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

LEITURA DA ATA E DOCUMENTOS DE PROCESSO DE ADMISSÃO

Em 20/08/2021 o Respeitável Irmão José Ramos Ferreira, Loja Cavaleiros da Inconfidência, 3080, Rito Brasileiro, GOB-MG, Oriente de Barbacena, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão

 

LEITURA DA ATA E DOCUMENTOS DE PROCESSO DE ADMISSÃO.

 

Eminente Irmão, peço-lhe permissão para consultar-lhe sobre assunto administrativo que infelizmente muitos confundem e acham que é ritualístico. Caso o Eminente Irmão não trate desse tema, pediria a fineza de me orientar quem deve ser consultado sobre o tema. Na oportunidade anterior em que lhe consultei fui plenamente esclarecido e ratifico aqui meu profundo agradecimento. Minha consulta aborda o seguinte: Em um processo de iniciação, concluídas todas as etapas com esmero e absolutamente dentro da legalidade, escrutínio com aprovação unânime, etc., para agilizar o pedido e evitar esperar até a próxima sessão para aprovação da ATA, a mesma foi enviada via WhatsApp a todos os Irmãos que estiveram


presentes na respectiva sessão para que conferissem sua exatidão. Para essa decisão foi considerado também o conteúdo do Decreto 1833/2020 do GOB onde normatiza e regulamenta as sessões virtuais. Após isso ocorreu as devidas assinaturas liberando-a para envio junto ao processo, ficando a votação e aprovação pela loja programada para a próxima sessão ordinária. Tudo com o único propósito de ganhar tempo, afinal trata-se de um procedimento administrativo. Tendo em vista questionamento de um irmão do quadro, pergunto se com esse procedimento teríamos cometido alguma ilegalidade. Desde já agradeço imensamente vossa orientação, despeço-me fraternalmente,

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Meus comentários se prendem às sessões presenciais ritualísticas que não são admitidas em modo virtual, isto é, devem se dar em Loja aberta conforme o ritual do Rito praticado e em um espaço consagrado para os trabalhos maçônicos – no caso, em uma Sala da Loja ou Templo Maçônico.

Em vista disso, a Ata dos trabalhos ritualísticos de uma Loja deve ser lida e aprovada "em Loja", ou seja, numa sessão maçônica, não cabendo sua remessa por meios eletrônicos ou outros para leitura ou aprovação antecipada.

Como geralmente mencionam os rituais do GOB, a Ata da sessão deve ser lida e aprovada na próxima sessão do grau de trabalho, isto é, a sessão se dá em Loja aberta.

Nesse contexto, os procedimentos para admissão de um Candidato seguem o que exara o Regulamento Geral da Federação. Assim, todo o processo, até o escrutínio secreto, é preparado, desvendado e dado conhecimento “em Loja” e não para apreciação virtual. Em termos de um processo iniciático, isso não faz sentido se não for dado conhecimento em Loja aberta.

Entenda-se que sessões virtuais que ocorrem atualmente devido às circunstâncias, além de não substituir às sessões em Loja, elas também nada tem a ver com sessões presenciais. Mesmo que em sessões administrativas os resultados devem ser apresentados em Loja, inclusive alguns como objeto de votação no período adequado de uma sessão em Loja aberta.

Uma Loja não pode ser aberta ritualisticamente de modo on-line. Isso é ponto pacífico. Lembro que a liturgia dos trabalhos maçônicos em ambiente consagrado (templo sagrado) é iniciática, não cabendo seu conteúdo aparecer em reuniões virtuais, nem mesmo sob a alegação de se ganhar tempo. Aliás, nada é tão salutar na Maçonaria como os Irmãos reunidos em Loja. Sem isso a Maçonaria perde o seu cerne. Algo contrário a isso é desvirtuar os propósitos da Ordem.

Em que pese as reuniões on-line estejam de fato presentes entre nós, elas são instrumentos de valioso auxílio, contudo não podem jamais se confundirem com sessões abertas ritualisticamente dentro da Sala da Loja.

Por fim, ao concluir vale a pena mencionar que os procedimentos maçônicos de uma sessão em Loja seguem os períodos ritualísticos determinados pelo ritual. Nada nesse sentido pode ser trabalhado fora dele ou das orientações oficiais, mesmo que sob a justificativa de se ganhar tempo. A pressa é inimiga da perfeição. É salutar que os nossos procedimentos sigam sempre a regra do bom senso para nunca ferir a liturgia dos trabalhos maçônicos.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

FEV/2022

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

ADOÇÃO DO NOME SIMBÓLICO

Em 19.08.2021 o Respeitável Irmão Antonio Augusto Queiroz Batista, Loja Bernardino Mazzocato, 286, GLMERS (CMSB), REAA, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

NOME SIMBÓLICO

Dileto Irmão. Qual a origem do nome simbólico ou histórico, utilizado pelos mestres Maçons. Tem um sentido esotérico/místico ou era para a segurança dos Irmãos em tempos de perseguição à maçonaria? Agradeço de forma antecipada.

 

COMENTÁRIOS.

 

Originalmente o costume de seu utilizar um nome simbólico é prática exclusiva do Rito Adonhiramita, principalmente quando maçons de vertente latina estiveram no passado presentes nas conquistas sociais e libertárias da humanidade (vide essa história, sobretudo na América Latina).

Em linhas gerais era então comum na época o maçom Adonhiramita adotar um nome simbólico para ocultar a sua verdadeira identidade caso os livros de registros da
Loja caíssem em mãos inimigas.

Na verdade, era uma prática que protegia o maçom de fatais perseguições absolutistas que eram naturais nas contendas que buscavam libertar o homem das opressões totalitárias.

No século XIX não há como negar a participação incisiva de maçons do Rito Adonhiramita nesses movimentos libertários. Foi nessa época que o Rito obteve grande expansão pela Europa e América Latina.

Devido a origem latina desse Rito, não tardaria que práticas esotéricas e espiritualistas acampassem na sua liturgia associadas à adoção de nomes simbólicos. Enfim, o nome simbólico adotado primeiramente como artifício de proteger uma identidade, passava paulatinamente a ter também um caráter iniciático.

Em muitos países, a exemplo do Brasil, nos primórdios da sua Maçonaria, o costume de adoção de nome simbólico, original do Rito Adonhiramita, acabou sendo enxertado em outros ritos que nunca tiveram essa prática. Por aqui, os dois primeiros ritos praticados foram o Adonhiramita e o Francês ou Moderno, seguidos mais tarde por outros ritos como o Escocês Antigo e Aceito, por exemplo.

Nesse contexto, por um bom tempo a adoção inadequada de nome simbólico acabaria se generalizando aqui no Brasil, envolvendo inclusive ritos que nunca tiveram essa prática.

Felizmente as coisas hoje por aqui se acomodaram, admitindo-se a adoção de nome simbólico apenas para o Rito Adonhiramita.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

FEV/2022

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

INGRESSO DO VENERÁVEL MESTRE NO ALTAR E USO DE LUVAS BRANCAS - REAA

Em 18.08.2021 o Respeitável Irmão Carlos Alberto de Souza Santos, Loja Harmonia e Concórdia, 4.418, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, formula a seguinte questão.

 

INGRESSO DO VENERÁVEL MESTRE NO ALTAR E LUVAS BRANCAS.

 

Valoroso irmão Pedro Juk, tenho duas dúvidas. No caso REAA/GOB. A primeira se trata da condução do Venerável Mestre para o início dos trabalhos. Conforme o irmão relatou em pergunta anterior de um irmão que ela se dará pelo lado norte. Mas penso eu, que se esse Venerável Mestre quando foi conduzido a cadeira de Salomão pelo Instalador, foi pelo lado Sul. Então entendo que ele deve entrar pelo Sul.

A segunda é que o irmão recebe no dia da sua iniciação um par de luvas brancas para ele. Pois bem, se este irmão, já Mestre, desejar usar a sua luva numa sessão magna, ele só poderá usá-la se todos irmãos da loja estiverem usando?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Caro Irmão, no que diz respeito ao ingresso do Venerável Mestre pelo lado Norte do Altar principal, prefiro me utilizar daquilo que é natural no REAA, ou seja, a sua topografia com Oriente elevado e demarcado, evento este ocorrido muito antes do REAA receber o enxerto de uma cerimônia de Instalação como prática ritualística no GOB.

Veja, muito antes dessa cerimônia enxertada de instalação, o Venerável Mestre já ingressava no Oriente vindo da Coluna do Norte e, por conseguinte, subia ao sólio pelo seu lado setentrional (a direita de quem do Altar olha para o Ocidente). Em resumo, os costume
s capitulares do século XIX que deram formato à topografia do espaço e a liturgia do REAA são anteriores a acomodação de uma Instalação que, diga-se de passagem, é costume natural da Maçonaria inglesa, não da francesa.

Sabemos perfeitamente que o REAA é um rito nascido na França e que na autêntica Maçonaria francesa não existe cerimônia de Instalação – pelo menos na Maçonaria francesa instalação significa posse e o Venerável que deixou o cargo é simplesmente o ex-Venerável sem o rótulo de Mestre Instalado.

Assim, por onde ingressa o Venerável no altar vale o tradicional, isto é, ele ingressa pelo lado Norte do Altar e nunca pelo Sul, sobretudo se o caso for o de satisfazer um ritual de instalação genérico que fora encomendado para o GOB em 1968, mesmo não existindo prática à moda inglesa de instalação no REAA (é a contramão da história).

Mais uma vez vale mencionar que na França, berço do REAA, instalação significa apenas a posse do Venerável Mestre. Esse ritual esotérico de instalação que conhecemos por aqui é bastante questionável se investigado sob as luzes da originalidade – pelo menos para o REAA.

Desse modo, o ingresso pelo Sul que se dá na Instalação, salvo melhor juízo, é apenas uma acomodação, pois está em desacordo com a dinâmica ritualística original do REAA que, por uma questão de padronização, de há muito sempre teve o acesso do Venerável pelo lado Norte do Altar, ou seja, a mesma banda em que ocupa lugar o 1º Diácono adequado à transmissão da Palavra.

Como dito, é só uma questão de lógica e de padronização que não deve ser alterada em detrimento de uma prática que nem original é no Rito. Em síntese, o tronco ritualístico do REAA é bem mais antigo do que essa instalação encomendada para o GOB e implantada a partir de 1968.

Cabe lembrar que as abordagens às Luzes da Loja ocorrem geralmente pelo ombro direito do titular. A prova da Taça Sagrada é uma exceção porque a ritualística exige uma peremptória retirada do candidato em direção à Coluna do Sul. Vale lembrar que no REAA também não existe circulação em infinito (em forma de oito) como acontece em alguns outros Ritos.

No tocante às luvas, no REAA elas são revestidas de um alto valor simbólico na iniciação, quando o recém-iniciado as recebe como símbolo de pureza. Não há nenhuma menção para o seu uso como indumentária, portanto é mais um objeto simbólico.

Deixamos no Sistema de Orientação Ritualística do Mestre algumas orientações a respeito, das quais a não obrigatoriedade do uso de luvas nas sessões magnas, deixando isso a critério da Loja, contudo, orientando o Venerável que se a Loja optar pelo uso delas na ocasião, então todos devem calçá-las. Observo que o SOR do Grau de Mestre do REAA já foi enviado ao Poder Central e está sendo paulatinamente inserido na plataforma do GOB-RITUALÍSTICA.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2022

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

INGRESSO DO MESTRE DE CERIMÔNIAS NO ORIENTE.

Em 18/08/2021 o Respeitável Irmão José Carlos Toretta, Loja Vigilantes do Oestes, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a seguinte pergunta.

 

INGRESSO NO ORIENTE

 

Gostaria de tirar uma dúvida com o Sr. se me permitir.

Faço o cargo de Mestre de Cerimônias e gostaria de tirar uma dúvida. Quando da subida no Oriente qual a maneira correta de proceder no REAA?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Em se tratando do REAA não há no Oriente nenhuma padronização de circulação, senão uma regra consuetudinária que menciona o lado pelo qual nele se ingressa e pelo qual lado dele se sai.

Vale mencionar que essa prática deve ser observada por qualquer Irmão que eventualmente precise se deslocar em Loja para o Oriente.

Desse modo, conforme especifica o Sistema de Orientação Ritualística do GOB-RITUALÍSTICA (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral), no seu item nº 30, Aprendiz


Maçom, REAA, ingressa-se no Oriente pelo lado nordeste (lado do Orador) e dele se sai pelo lado sudeste (lado do Secretário).

Em síntese, entra-se o Oriente passando primeiro pela Coluna do Norte e, dele se sai obrigatoriamente em direção à Coluna do Sul.

Assim, quem transitar pelo Oriente da Loja nele vai da banda do Orador para a do Secretário, ou vice-versa, passando pela frente ou pela retaguarda do Altar dos Juramentos. O transeunte nesse caso escolhe o caminho que melhor lhe aprouver. Não há regra quanto a isso no Oriente.

Como geralmente na maioria das Lojas o espaço entre o Altar dos Juramentos e o Altar principal (o ocupado pelo Venerável) é reduzido, o trânsito de um lado para o outro tem sido feito costumeiramente pelo espaço entre o Altar dos Juramentos e o limite do Oriente com o Ocidente.

Sem nenhuma conotação de circulação iniciática, mas de padronização de procedimento, também é costume o Venerável Mestre ingressar no sólio pelo lado Norte (lado do 1º Diácono) e dele sair pelo lado oposto ao do ingresso.

Não obstante o lado pelo qual se ingressa e se sai do Oriente, vale lembrar que em Loja aberta quem ingressar no Oriente saúda pelo Sin∴ o Ven∴ Mestre assim que nele ingressar (ao lado da balaustrada). Em retirada, faz-se a mesma saudação ao Ven∴ Mestre imediatamente antes descer, isto é, ainda no Oriente e próximo à balaustrada

Nessa oportunidade, o obreiro que estiver portando um objeto de trabalho não faz com ele nenhum sinal, porém faz uma parada rápida e formal, sem inclinação com corpo ou qualquer meneio com a cabeça.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2021

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

CANDIDATOS NA CERIMÔNIA DE EXALTAÇÃO

Em 13.08.2021 o Respeitável Irmão Rogério Avelar Polito, Loja Cavaleiros do Oriente, REAA, GLMMG (CMSB), Oriente de Governador Valadares, Estado de Minas Gerais, apresenta o seguinte esclarecimento.

 

EXALTAÇÃO

 

Tenho um sentimento de que se faz necessário incluir uma definição no ritual de Exaltação no que diz respeito ao momento da encenação onde apenas um Companheiro participa. A dúvida é, havendo mais de um candidato, onde devem ficar os demais Companheiros.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O sublime momento de exaltação ao Grau de Mestre Maçom é um momento impar da escalada iniciática. É a chave da Grande Iniciação. É o ápice da jornada no simbolismo. O 3º Grau dá ao maçom a plenitude de seus direitos e obrigações.

Obviamente que estamos falando da Moderna Maçonaria, especulativa por excelência, onde o franco-maçônico básico universal se constitui apenas e tão somente por três graus, a despeito de que o Grau de Mestre Maçom – como grau – somente apareceu na Maçonaria, segundo exegetas como o conceituadíssimo Harry Carr, em 1725 e foi oficializado na segunda constituição inglesa, aquela datada de 1738.

Vale mencionar que originalmente, nos tempos operativos da Maçonaria, não existiam graus, porém, classes de operários construtores que utilizavam a pedra calcária para edificar igrejas, catedrais, mosteiros, abadias, etc. As classes dos operários se dividiam em Aprendiz Admitido e Companheiro do Ofício. Desses últimos se escolhia um dos mais experimentados para dirigir a obra, eram então um Companheiro experiente que se denominava Mestre da Obra (não era o Mestre Maçom especulativo que conhecemos atualmente).

Mais tarde, com o advento da Moderna Maçonaria, o que ocorreria com o declínio do ofício e a fundação, em 1717 da Primeira Grande Loja em Londres e Westminster, o sistema especulativo seria organizado em Lojas especulativas com graus de ascensão do obreiro baseados nas antigas classes operárias das guildas construtoras do século XII. A Moderna Maçonaria inaugurava assim o primeiro sistema obediencial onde apareceria a figura do Grão-Mestre que na época era ainda um Companheiro Maçom.

Nesse sentido, foi no século XVIII que então iria aparecer o 3º Grau especulativo na Maçonaria dos Aceitos – o Grau de Mestre Maçom.

Concomitante a esses acontecimentos surgiriam também os ritos maçônicos, organizados primeiramente em catecismos, depois em rituais, que se firmariam daí por diante na organização básica da Franco-Maçonaria dos Aceitos.

Nesse particular, construíam-se, conforme o rito, as características iniciáticas que hoje conhecemos, destacando-se nessa escalada iniciática o último Grau do simbolismo, o de Mestre Maçom, cuja cerimônia, na vertente francesa (latina) de Maçonaria denomina-se Exaltação, enquanto que na vertente inglesa (anglo-saxônica) é conhecida como Elevação ao 3º Grau.

Dados esses comentários, constata-se assim a plenitude alcançada no 3º Grau, por conseguinte também a importância que reveste esse significativo grau que encerra o simbolismo.

Graças ao seu alto valor iniciático é que se recomenda, quando possível, que a cerimônia de Exaltação (na vertente latina), ou Elevação na vertente inglesa, se dê com apenas um candidato por vez, até porque essa é, sem dúvida, a melhor maneira para que o aspirante ao 3º Grau de fato vivencie esse importante momento iniciático. Contudo, não sendo possível uma cerimônia exclusiva para apenas um candidato, a praxe tem sido de que as Lojas exaltem ao Grau de Mestre, ao mesmo tempo, no máximo três candidatos.

Em decorrência disso apenas um candidato passa pelo cerimonial completo da exposição e teatralização da Lenda Hirâmica, enquanto os dois outros ficam assistindo. Nesse caso, os dois que assistem essa parte da cerimônia ficam em pé no Sul e próximos a mesa do Venerab∴ Ir∴ 2º Vigilante. Essa é a posição mais recomendável para que ambos vislumbrem a representação lendária que revela a chave da Grande Iniciação.

A exposição da Lenda revela um novo homem amparado por lições de ética, moral e sociabilidade. Sendo assim exige-se que pelo menos um dos candidatos ao 3º Grau atue na teatralização da lenda.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com.br

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

FEV/2022

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

REAA - NÃO EXISTE PADRÃO DE CIRCULAÇÃO NO ORIENTE

Em 13.08.2021 o Respeitável Irmão Juan José Trancoso Villarino, Loja Deodoro da Fonseca, 1.508, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

 

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE

 

Acompanho este trabalho e parabenizo por elucidar a família maçônica. No momento de circularmos no Oriente de uma Loja maçônica. Deveremos sempre fazer no sentido horário. E sempre deveremos passar entre o altar do Venerável Mestre o Altar dos Juramentos próximos aos degraus. Ou não precisamos fazer esse trajeto, passando diretamente do lado do Orador para o lado do Secretário sem ter à necessidade desse percurso.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Vale lembrar que no REAA o Ocidente da Loja se divide longitudinalmente (Leste-Oeste) por uma linha imaginária ao centro (equador). Para a banda da direita de quem ingressa no Templo dá-se o nome de Coluna do Sul e a da esquerda de Coluna do Norte.

Em síntese, o espaço que compreende as Colunas do Norte e do Sul corresponde simbolicamente aos hemisférios Norte e Sul da Terra.

Assim, o espaço vislumbrado ao fundo de quem ingressa é o Oriente, estando esse espaço separado do Ocidente por uma balaustrada. O Oriente fica elevado em relação ao Ocidente.

No Ocidente da Loja, cujo espaço é formado pelas Colunas do Norte e do
Sul, há uma regra para os deslocamentos em Loja aberta, ou seja, nele é estabelecida uma circulação no sentido dos ponteiros do relógio, comumente conhecida como deslocamento horário. Transita-se do Norte para o Sul passando-se entre a retaguarda do Painel e o limite com o Oriente e, do Sul para o Norte por entre a frente do Painel e a porta de entrada.

No espaço pertinente ao Oriente, no entanto, não existe nenhuma circulação estabelecida. De fato, o que há é a regra de se ingressar no Oriente pelo lado nordeste da abertura da balaustrada (lado do Orador) e dele se retirar pelo lado sudeste da abertura (lado do Secretário).

A bem da verdade, em deslocamento na direção do Oriente passa-se obrigatoriamente pela Coluna do Norte. Já em retirada, obrigatoriamente se sai em direção à Coluna do Sul.

No mais, em se tratando de deslocamentos pelo Oriente, como dito, não há circulação, nem em torno do Altar dos Juramentos, nem entre ele e o Altar principal (do Venerável) e nem entre ele e a entrada do Oriente.

No Oriente, ao se transitar do lado direito para o lado esquerdo, por exemplo, do Orador para o Secretário, ou vice-versa, permite-se passar tanto pela frente bem como pela retaguarda do Altar dos Juramentos.

Só por uma questão de padronização, no REAA o Venerável Mestre ingressa no Altar pelo seu lado Norte (mesmo lado do 1º Diácono) e dele sai pelo lado oposto (Sul). Também, no REAA não existe nenhuma perambulação pela retaguarda do Retábulo do Oriente (por detrás do Venerável) como ocorre em outro rito.

Outras orientações oficiais pertinentes a esse tema também podem ser encontradas no Sistema de Orientação Ritualística no GOB RITUALÍSTICA (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2021

sábado, 5 de fevereiro de 2022

PARAMENTOS - MESTRE MAÇOM INSTALADO OU AUTORIDADE OCUPANDO CARGO EM LOJA.

Em 12/08/2021 o Respeitável Irmão Carlos Alberto Silva Santos, Loja Deus, Luz e Caridade, 970, REAA, GOB-BA, Oriente de Caravelas, Estado da Bahia, apresenta as perguntas que seguem:

 

MESTRE INSTALADO E AUTORIDADES OCUPANDO CARGO

 

Nobre Irmão Pedro, aproveitando seu conhecimento e proficiência na Ritualística do REAA e, sua muito boa vontade em dirimir nossas muitas dúvidas, tenho um questionamento para as seguintes situações:

a) Sabemos que muitas Lojas pequenas, às vezes até em Lojas maiores, alguns Irmãos Mestres Instalados, que possuem um conjunto de Vestimenta Maçônica próprio, Avental, Punhos e Colar, costumam ocupar cargos na administração vigente;

b) Ainda em se tratando de Lojas menores não é incomum, pelo número baixo de Obreiros, estando presentes na Loja para os trabalhos, algumas Autoridades ou Dignidades, como Deputado Estadual ou Federal, membros dos Conselhos Estaduais, enfim, posições que possuem Vestimenta Maçônica, a saber Avental e Colar, próprios, estes são convidados a compor algum cargo para o bom andamento dos trabalhos.

A minha dúvida nessa questão é: em qualquer dessas situações o Irmão deveria usar sua Vestimenta de Mestre Maçom, Avental de Mestre apenas, para exercer a função que lhe foi designada, para não ficar aquela colcha de retalhos, com aventais distintos, ou podem, como tenho visto de praxe, usarem o Avental que é da Loja Simbólica, mas, o da posição que exerce nas outras Atividades Maçônicas?

Grato para o momento, aguardo ansiosamente por sua resposta.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A despeito de que uma Autoridade maçônica, ou um Mestre Maçom Instalado, não deixa de ser Autoridade ou, no caso de Instalado, não perde esse título honorífico, em se tratando do Grande Oriente do Brasil, tem-se orientado que a Autoridade ou o Mestre Instalado ao ocupar um cargo em caráter temporário na Loja permanece com os
seus próprios paramentos, isto é, com os de M
∴ I∴ ou da respectiva Autoridade que ele se acha revestido de fato e de direito, vestindo, contudo, a joia do cargo ocupado em Loja naquele instante por cima da sua outra joia distintiva.

Nesse caso, não há necessidade de o ocupante do cargo ter que se despir das suas alfaias naturais de Autoridade ou do Mestre Maçom Instalado para precariamente assumir um cargo em Loja, nesse instante basta que a joia do cargo que será ocupado fique em evidência na ordem, isto é, sobre a outra joia.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2022