domingo, 9 de abril de 2023

ORADOR, COMO OBREIRO, USANDO A PALAVRA NO REAA

Em 27.11.2022 o Respeitável Irmão Marcelo Pereira Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, 2612, REAA, GOB-SP, Oriente de Candido Mota, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

 

ORADOR USANDO A PALAVRA

 

Mais uma vez parabéns pelos seus serviços e dedicação frente a ritualística do GOB. Recorro a você mais uma vez para sanar uma dúvida, o Ir Orador na palavra a bem e da ordem ou na ordem do dia, quando as palavras são passadas as colunas, se quiser falar como irmão do quadro, como ele deve proceder?

Ele fala antes das conclusões do orador? Ele levanta como qualquer outro irmão?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No REAA todos os ocupantes do Oriente podem falar sentados, salvo quando o ritual determinar que se fique em pé, ou à Ordem. Se o ocupante do Oriente resolver falar em pé em Loja aberta, então ele se coloca à Ordem.

No caso do Orador, ele pode perfeitamente falar sentado, a não ser nas passagens ritualísticas em que o ritual mencione ao contrário.

Orador para falar como obreiro da Loja, deve fazê-lo antes das suas conclusões finais. Assim, ele pede normalmente a palavra ao Venerável Mestre.

As manifestações legais ou conclusões finais são de ofício do seu cargo, ou seja, como guardião da Lei e representante do Ministério Público Maçônico.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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ABR/2023

 

sábado, 8 de abril de 2023

OS ANTIGOS E OS MODERNOS E AS DUAS GRANDES LOJAS RIVAIS

Em 23.11.2022 o Respeitável Irmão Georges Bucher Keramidas, Loja Lealdade e Civismo, 888, Rito Moderno, GLESP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

 

ANTIGOS E MODERNOS

 

Em seu trabalho A ORIGEM DA MAÇONARIA o Ir.'. recomenda "Conhecer a história relacionada aos 'Antigos' de 1751 e os 'Modernos' de 1717 é imprescindível para se avaliar o conhecimento sobre a Sublime Instituição.

Tenho dificuldade em entender esses nomes Antigos/Modernos e as datas aparentemente invertidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A denominação “Antigos e Modernos” faz parte da história da Maçonaria anglo-saxônica e tem a ver com a fundação, a 24 de junho de 1717, por quatro Lojas de Londres e Westminster, da Primeira Grande Loja.

                   Dentre outros, essa Primeira Grande Loja inauguraria então a Moderna Maçonaria, cuja característica principal fora a de inaugurar o primeiro sistema obediencial no mundo. Por conta da Primeira Grande Loja é que viria aparecer a figura de um Grão-Mestre como dirigente de todas as Lojas. Foi o primeiro Grão-Mestre o Irmão Anthony Sayer, um Companheiro Maçom. Não havia ainda o grau especulativo de Mestre Maçom. Este somente apareceria em 1725, sendo oficializado pela Primeira Grande Loja em 1738.

No entanto, com o nascimento da Primeira Grande Loja, nem todas as Lojas londrinas viam com bons olhos essa novidade. Sobretudo pelo conjugado aparecimento da figura de um Grão-Mestre como dirigente de todas as Lojas.

Entenda-se que esse novo sistema obediencial acabaria atingindo em cheio os costumes tradicionais dos maçons livres nas Lojas livres.

Assim, paulatinamente as rivalidades iam aumentado, fazendo com que os opositores da Primeira Grande Loja, nascida em 1717, acabassem fundando mais tarde outra Grande Loja para fazer oposição à primeira.

Composta principalmente por maçons irlandeses, em 1751 apareceria então outra Grande Loja que se autodenominaria como “dos Antigos”, alegando para tal, ser ela
uma conservadora dos “antigos costumes”.

                      Vale mencionar que entre 1717 e 1751 apareceriam também na Grã-Bretanha outras duas Grandes Lojas, a da Irlanda e da Escócia. Do mesmo modo, ambas também não eram muito simpáticas aos ditos “modernismos” da Primeira Grande Loja.

Na realidade, a Primeira Grande Loja surgiu em meio a uma enxurrada de revelações (exposures) que eram textos reveladores dos costumes maçônicos e eram constantemente publicados nos jornais londrinos da época.

Essas exposures, que tinham o desiderato de revelar ao público profano em geral como os maçons da época trabalhavam nas suas Lojas, logo acabariam sendo economicamente muito rentáveis para os detratores que, com isso, se esforçavam cada vez mais em suprir a curiosidade de um público ávido em descobrir os tão propalados “segredos” da Maçonaria.

No século XVIII, mais precisamente em 1730 na Inglaterra, a mais importante dessas exposures foi a de autoria de Samuel Prichard intitulada Masonry Dissected (Maçonaria Dissecada). Essa “revelação” acabou se transformando em um conjunto de textos encadernados para venda, e foi tal o seu sucesso que teve várias edições publicadas em um curto espaço de tempo.

É bom que se diga que no curso da história, as duas Grandes Lojas rivais acabariam também recebendo revelações publicadas. Associada à Grande Loja dos Modernos, encontramos a exposure denominada Jachin and Boaz e à Grande Loja dos Antigos, a denominada The Three Distinct Knocks. A bem da verdade essas duas revelações tiveram importante papel na construção de muitos rituais a partir do século XVIII e XIX, inclusive na França onde os modernos atuaram na vertente moderna da Maçonaria Francesa (Rito Moderno), e os antigos, mais especificamente à vertente escocesista, ancestral do REAA e os seus primitivos rituais do simbolismo.

Graças às revelações ao público, a Premier Grand Lodge acabaria alterando substancialmente a forma litúrgica dos trabalhos maçônicos, suprimindo com isso passagens ritualísticas, invertendo colunas e palavras, omitindo orações, etc. - tudo isso com o escopo de se despistar a curiosidade de um público sedento por desvendar “mistérios”.

De fato, essas alterações produzidas pela Primeira Grande Loja desagradaram profundamente o conservadorismo de uma enorme parcela de Maçons ingleses e irlandeses. Esse fato acabou resultando em uma grande animosidade contra os membros da Grande Loja de 1717, acusados então de alterarem a velha forma de trabalho.

Assim, capitaneados pelo Irmão irlandês Lawrence Dermott, cinco Lojas se reuniam para fundar no Soho, ao sul de Londres, no mês de julho de 1751, uma outra Grande Loja rival que então se autointitulava como “dos Antigos”, justificando para tal ser ela guardiã dos costumes antigos e a herdeira tradicional de uma lendária reunião que teria ocorrido em 926 na cidade medieval de York na Inglaterra.

Esta reunião, então convocada por Edwin, sobrinho do Rei Athelstan, teria ocorrido para aperfeiçoar os estatutos da confraria de pedreiros, consolidando assim a forma tradicional de trabalho das corporações de ofício da Inglaterra de então.

Sobre essa reunião, conforme revelam alguns autores como Gould, Harry Carr e Bernard Jones, fora convocada não para organizar regras de trabalho, mas para avaliar e se proteger dos prejuízos sofridos pelas corporações de ofício devido às constantes invasões dos povos bárbaros oriundos do norte da Europa.

Foi desse modo que os maçons autodenominados “antigos” deram a alcunha de "modernos" aos componentes da Primeira Grande Loja. Esse apelido sarcástico se consolidou sobre dois pontos principais: 1º) pela substancial alteração na forma de trabalho ocorrida para se preservar das exposures; 2º) pela aristocratização da Maçonaria ocorrida pela aproximação da Grande Loja com a nobreza da Coroa Britânica, o que de fato ocorreria já em 1721 quando o Duque de Montagu fora então eleito Grão-Mestre.

Assim se explica o porquê dessa inversão onde nesse contexto os Modernos aparecerem antes dos Antigos no contexto histórico. A verdade é que as alcunhas das duas Grandes Lojas rivais não se relacionam propriamente com a cronologia do tempo, mas como títulos de identificação.

Por essa conjuntura, a Grande Loja dos “Antigos” seguiria por um longo tempo fazendo ferrenha oposição à Grande Loja dos “Modernos”. De fato, essas escaramuças durariam até novembro de 1813 quando através do Ato de União elas se fundiram criando a até hoje conhecida Grande Loja Unida da Inglaterra.

Eis uma pequena síntese da história da Maçonaria dos Modernos e dos Antigos na Inglaterra. Tão importante ela foi que até hoje continua influenciando as duas principais vertentes da Maçonaria que existem na Terra, a anglo-saxônica e a latina.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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ABR/2023

quarta-feira, 5 de abril de 2023

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA (MUDANÇA DE GRAU)

Em 22.11.2022 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Cavaleiros em Ascensão, 3004, REAA, GOB-SP, sem mencionar o Oriente, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 
TRANSFORMAÇÃO DE LOJA

 

Meu irmão, se possível, me tire mais uma dúvida: é possível (ou correto) transformar uma Loja aberta no Grau 1 direto ao Grau 3, sem passar pelo Grau 2? O assunto a ser discutido é pertinente à Câmara de Meio, não há Companheiros presentes, apenas Aprendizes. Pode-se transformar a Loja de Aprendiz diretamente à de Mestre, sem antes transformá-la em Loja de Companheiro? Ou de Aprendiz transforma-se para Companheiro, e logo na sequência transforma a de Companheiro em Loja de Mestre? Idêntico raciocínio creio que deva ser empregado no retorno à Loja de Aprendiz.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

 

No contexto ritualístico do REAA e o previsto nos rituais em vigência no GOB, a transformação da Loja de Aprendiz direto para a de Mestre não é possível, pois na ordem dos rituais está previsto primeiro de Aprendiz para Companheiro (está no Ritual do Grau 2) e de Companheiro para Mestre (está no Ritual do 3º Grau).

Assim, mesmo que na ocasião não estejam Companheiros presentes, segue-se a ordem prevista nos rituais e no SOR, ou seja, primeiro de Aprendiz para Companheiro e em seguida de Companheiro para Mestre. O retorno se dá na ordem inversa dessa sequência.

Ao concluir cabe a seguinte observação. O encerramento definitivo dos trabalhos (fechar a Loja) deve ocorrer no mesmo grau em que foram abertos pela primeira vez os trabalhos. Não é lícito abrir a Loja em um determinado grau e, devido a sua transformação, fechá-la em outro grau.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2023

terça-feira, 4 de abril de 2023

MARCHA DO 3º GRAU - ELEMENTOS EXPLICATIVOS DO REAA

Em 18.11.2022 o Respeitável Irmão Eduardo dos Reis, Loja Fraternidade Guanduense, 1396, REAA, GOB-ES, Oriente de Baixo Guandu, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte:

 

SIGNIFICADO DA MARCHA DO 3º GRAU

 

Gostaria de saber para compartilhar com os novos Mestres Maçons que vamos exaltar na semana que vem.

Os passos de Mestre Maçom têm algum significado?

Quando fui exaltado (longo tempo passado) me ensinaram que o simbolismo dos passos seria como se estivesse pulando o a que estava o c do M H.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                     Em se tratando do REAA, H A é a personificação do Sol ao percorrer a sua eclíptica até alcançar a sua declinação máxima, para o Norte e para o Sul. De maneira visível e sensível, essa declinação resulta nos solstícios de verão e de inverno conforme o hemisfério terrestre.

No REAA, por ser este um rito de conotação solar, os ciclos da Natureza esotericamente correspondem ao caminho iniciático do Maçom. Isso está visivelmente detalhado na disposição sequencial das Colunas Zodiacais e os correspondentes alinhamentos que ocorrem entre a Terra  (o Iniciado), o Sol e o Zodíaco. No caso da Maçonaria, todo esse teatro alegórico se reporta ao ponto de vista do hemisfério Norte, região onde nasceu a Maçonaria.

Os ciclos naturais, marcados pelos solstícios e equinócios, são resultantes do movimento aparente do Sol na sua eclíptica e estão presentes no misticismo iniciático das civilizações desde os cultos solares da antiguidade.

Nesse contexto, as corporações de ofício da Idade Média, ancestrais da Moderna Maçonaria, se utilizavam dos ciclos naturais para regular o desenvolvimento do ofício utilizado nas construções de catedrais, igrejas e abadias.

Em linhas gerais, o tempo (ambiente) e as estações do ano regulavam o trabalho nos canteiros medievais no Norte da Europa. Com isso havia momentos apropriados para o exercício do trabalho de cantaria. Por exemplo, com menos intempéries e mais luz do Sol a primavera o verão e parte do outono eram propícios para a elevação da obra, enquanto que a rudeza do inverno era imprópria para o desenvolvimento das construções.

Graças a isso, esse costume seria mais tarde rememorado de modo simbólico, a exemplo da alegoria das provas, das viagens e das purificações pelos elementos. Sendo assim, os ritos maçônicos da Moderna Maçonaria a partir do século XVIII começariam a desenvolver o seu arcabouço iniciático, dos quais se pode citar a Marcha como exemplo.

Desse modo, os PP do Mestre no REAA simbolizam o deslocamento do Sol na sua eclíptica, onde, do ponto de vista do Norte, o movimento em direção ao Sul representa o Sol em solstício de inverno, enquanto que o movimento seguinte, em direção ao Norte, representa o Sol em solstício de Verão – em linhas gerais rememora os tempos propícios e os impróprios para o trabalho.

Nessa conjuntura vale lembrar as Colunas B e J marcam os simbolicamente no templo a passagem dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul. Esses limites projetados indicam a inclinação máxima do Sol para o Norte e para o Sul.

Devido a inclinação de aproximadamente 23º do eixo em relação ao seu plano de órbita, a Terra em determinada época do ano recebe, conforme o seu hemisfério, mais ou menos luz. Graças a isso é que ocorrem as estações do ano, invertidas conforme o hemisfério.

Esotericamente, nessas circunstâncias as estações do ano representam as etapas da vida do iniciado. Tal como o Sol que morre no inverno para renascer na primavera, o Iniciado, como parte da Natureza, assim também percorre essa jornada – de Aprendiz na primavera ao Mestre que morre no Inverno para renascer na Luz.

Em linhas gerais, os PP do Mestre comportam essa alegoria completa.

De modo figurado, os PP mais altos, porém se exagero, demonstram o trajeto do Sol. De modo prático, a elevação dos PP ocorre para que o iniciado não pise nos elementos que constituem o t simbólico de H A.

Por fim, vale mencionar o importante ideograma maçônico formado pelo círculo (Sol) entre as paralelas verticais tangenciais (trópicos de Câncer e Capricórnio). Esse conjunto exprime de modo conciso que o Sol não ultrapassa os trópicos. Isso implica que a Natureza impõe limites aos seus elementos constitutivos. Como lição moral, significa que o iniciado deve impor limites aos seus atos e às suas ações.

E.T. – Antes que os puristas de plantão ser arvorem em críticas infundadas e a imaginar revelações de segredo no texto acima, destaco que nada do seu conteúdo é compreensível senão para aqueles que alcançaram o grau de Mestre Maçom.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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ABR/2023

segunda-feira, 3 de abril de 2023

INICIAÇÃO - TRATAMENTO PARA COM O CANDIDATO

Em 17.11.2022 o Respeitável Irmão Jairo Amaral Messias da Silva, Lojas Estrela de São Gabriel, 1987 e Pontões Capixaba, 4692, ambas do REAA, GOB-ES, Orientes de São Gabriel da Palha e Pancas, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte:

 

TRATAMENTO COM O CANDIDATO

 

O Irmão tem algum material ou texto orientativo já publicado sobre os tratos e cuidados com o neófito horas antes da iniciação? Infelizmente ainda vejo alguns abusos nessa parte. Eu mesmo quando iniciei me fizeram dar "de propósito ou não" um cabeça na parede que me desorientou por minutos antes da iniciação.

Onde vou oriento que o preparo é na direção de aguçar os sentidos, fazer refletir sobre sua existência, GADU, família, moral, caráter, responsabilidade e confiança em seu guia, e não se cometer abusos morais ou físicos.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Primeiramente vale alertar que a Maçonaria não é uma escola de trotes. Deste modo, para que se evitem brincadeiras, troças, zombarias, visitas ao cemitério, etc., basta que se cumpra o previsto no Ritual em vigência e o SOR, Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB.

                  Absolutamente nada é encontrado na liturgia da cerimônia de Iniciação que indique aplicação dessas práticas. Desafortunadamente, ainda alguns, que por provavelmente não terem aprendido os objetivos da Sublime Instituição, acham que a Maçonaria é uma reunião de marmanjos dados a certas algazarras desrespeitando assim o sublime momento do nascimento de um maçom.

Basta que sejam consultadas as páginas 95 e 96 do Ritual do REAA em vigência no GOB - Preliminares da Iniciação, para se observar a total inexistência de trotes e outras práticas absurdas. Respeitosamente o candidato deve ser entregue ao seu guia no edifício que abriga a Loja.

Assim, a melhor bibliografia para se precaver de bagunceiros de plantão é seguir o Ritual e o SOR.

Também se faz necessária a observação da lei pelo Orador que é o Guarda da Lei e representante do Ministério Público Maçônico na Loja, pois conforme narra a questão, há inserção de práticas que não constam nem no ritual e nem no SOR.

De fato, é preciso que se atue para coibir essas práticas delituosas.

Certamente, os defensores de práticas delituosas tais como trotes na iniciação, muito longe estão de compreender os verdadeiros propósitos da Ordem Maçônica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2023

sábado, 1 de abril de 2023

INICIAÇÃO - NÚMERO MÁXIMO DE CANDIDATOS

Em 14.11.2022 o Respeitável Irmão Aristensir Gil Portela, Loja Equidade e Justiça, 2336, REAA, GODF/GOB, Oriente de Brasília, Distrito Federal, menciona a questão seguinte:

 

NÚMERO MÁXIMO DE CANDIDATOS

 

Gostaria de tirar a seguinte dúvida com você, existe um número máximo para um processo de iniciação de profanos num mesmo dia?

Caso exista essa orientação ou proibição, o irmão poderia me indicar o amparo legal?

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Inicialmente vale salientar que a questão é iniciática e assim exige um mínimo de vivência do candidato ao passar pelas provas da cerimônia de Iniciação. Excesso de candidatos não contribuí para esse desiderato.

Destaque-se que o nascimento de um Maçom sempre foi uma das ocasiões mais importantes para a Maçonaria, sobretudo pelo elevado significado de uma Iniciação. Iniciações por atacado, feito um "mercado de peixes", estão muito longe de alcançar os verdadeiros propósitos da Sublime Instituição.

Outro aspecto é o de se respeitar o ritual em vigência no GOB que recomenda a Iniciação de um candidato de cada vez, tolerando-se um máximo de três candidatos.

Assim, pelo alto significado que possui uma cerimônia de Iniciação, não é recomendável número excessivo de candidatos em uma só sessão (no máximo três). Entenda-se que a Iniciação corresponde ao nascimento de um Maçom, portanto não é algo para se tratar coletivamente.

Não é à toa que a Moderna Maçonaria tem sido uma instituição iniciática e como tal a Loja deve cumprir esses desígnios e não transformando esse magno momento num conjunto de desacertos ritualísticos em um reino do “faz de conta” – Iniciação é algo para ser vivido.

Sob essa conjuntura, o SOR, Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB (Decreto 1784/2019), que se encontra hospedado na página oficial do GOB, acompanha o que é recomendado pelo Ritual de Aprendiz em vigência do REAA, dele a sua página 95, no 3º parágrafo: "Recomenda-se não iniciar mais de três candidatos (os grifos são meus) em uma única Sessão Magna, sendo ideal um só candidato, dado a importância para o nascimento do Maçom" (os grifos são meus).

Dada a importância do ato iniciático, vê-se então que o Ritual e o SOR antes de mais nada seguem o bom senso.

Infelizmente alguns ainda não entenderam o propósito e a beleza deste raro e sublime momento na vida do iniciado. Os que de fato são comprometidos com os ideais maçônicos, certamente respeitam essas recomendações.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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ABR/2023