terça-feira, 30 de dezembro de 2025

EM PÉ E À ORDEM


Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Felipe Oliveira Pimentel, Loja Segredo e Harmonia Petrolinense, 1958, REAA, GOB-PE, Oriente de Petrolina, Estado de Pernambuco, apresenta as seguintes questões:

 

EM PÉ E À ORDEM

 

Ontem em nossa reunião surgiram algumas dúvidas:

1) O Irmão ao pedir a palavra deve estar à Ordem se ele estiver portando um microfone? Já que não estaria na postura correta "a ordem" como manda o ritual?

2) Microfone ou outros instrumentos não previstos no ritual podem ser considerados instrumentos de trabalho se o maçom o estiver portando no momento de fala? como: livro,
folhas, tablet, celular?

3) Em que momentos não é necessário estar à Ordem conforme ritual?

Desde já agradeço a valiosa atenção e faço o convite ao irmão para conhecer nossa oficina.

 

CONSIDERAÇÕES.

  1. Se o obreiro estiver segurando um microfone, por exemplo, obviamente que não poderá compor o Sinal de Ord, já ele estará com a(s) mão(s) ocupada(s). Neste caso, deve se manter em pé, pés em esq, corpo ereto tendo o microfone na mão. Vale observar, que para se usar da palavra, antes é preciso ter se colocado à Ordem e se dirigido protocolarmente à Loja. Nessa ocasião, se for o caso, não deve ter nenhum objeto nas mãos.

Assim, só depois dele ter se dirigido protocolarmente à Loja é que deverá apanhar o microfone. Deve antes, na forma de costume, ter se dirigido às Luzes da Loja e, em seguida, de modo genérico, às demais autoridades e demais Irmãos. Sendo o microfone de lapela (tendo as mãos livres) procede-se naturalmente na forma prevista.

  1. Não há como peremptoriamente se determinar que um microfone seja um objeto de trabalho maçônico, mas se o seu uso for necessário, não sendo ele de lapela, o usuário o terá empunhado, razão pela qual o sinal deve ser desfeito.
  2. Eu diria que o mais fácil seria antes lembrar que em Loja aberta, no REAA, quem estiver em pé e parado obrigatoriamente deve ficar à Ordem. Nas situações em que um Ir estiver empunhando um objeto por necessidade de ofício, ele não deve ficar com o sinal de Ord. Há ocasiões excepcionais em que o Ven Mestre pode autorizar um Ir desfazer o sinal, porém nunca sem antes ter se dirigido à Loja na forma de costume.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO - REAA

Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, pede esclarecimentos para o que segue:

 

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO

 

Primeiramente, em nome da minha Augusta Loja, agradeço todos os ensinamentos que o Irmão divide conosco. Não preciso dizer que o Irmão é uma das grandes referências que temos.

Gostaria de tirar duas dúvidas a respeito de ritualística que trazem grandes desconfortos nas sessões e que não encontramos citação em nenhum ponto. Precisamos, pelo menos em minha loja, pacificar o entendimento e, para tanto, consulto o nobre irmão.

Primeira dúvida:

Durante o Tempo de Estudos, quando o Irmão é colocado entre colunas para a leitura/apresentação da peça, como deve ser o cumprimento/saudação às Luzes? Há quem diga que o Irmão deve ficar à Ordem e cumprimentar as Luzes verbalmente, sem descarregar o Sinal. Há também quem aprendeu que tal cumprimento se dá saudando em silêncio e descarregando o sinal de ordem individualmente. Qual seria o entendimento do irmão quanto a esta etapa da apresentação? Existe algum material que expresse o correto procedimento? 

Segunda dúvida:

De acordo com o novo Ritual REAA, página 85, a Cadeia de União é feita exclusivamente para a transmissão da palavra semestral. O ritual é claro quanto a isso e conhecendo a origem e o porquê da transmissão da palavra semestral ser passada dessa forma é fácil assimilar. Mas se observarmos o Ritual de Banquete (Jantar Ritualístico/Loja de mesa), na Quinta Saúde é feita uma Cadeia de União cujo fim é propor "saúde" a todos os maçons. A dúvida que surgiu é se é prudente afirmar categoricamente, com base nos dois usos encontrados para a cadeia, que a sua função é única e exclusivamente de transmissão da palavra?

Meu irmão, de antemão agradeço pelo auxílio que nos será dado e me coloco a disposição caso as minhas dúvidas necessitem de alguma complementação para compreensão.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Primeira questão:

Inicialmente, vale relatar que não há obrigatoriedade alguma de se apresentar trabalho entre Colunas. Embora não proibido, o recomendável é que a apresentação ocorra do mesmo do lugar do apresentante.

Dito isto, do lugar ou entre colunas, o apresentante deve por primeiro se colocar à Ordem e, sem desfazer o sinal a cada vez, se dirige protocolarmente à Loja, se primeiramente às Luzes da Loja, Autoridades, Mestres e demais Irmãos. Não há necessidade de se nominar autoridades uma a uma; faz-se de modo genérico.

Esse procedimento não é saudação, à vista de que saudações em Loja são feitas apenas quando o ritual determinar (página 43 do ritual de Aprendiz do REAA, vigente).

Cabe ao Venerável Mestre, na sequência, dispensar o apresentante desfazer o sinal para melhor conforto durante a apresentação. Nesse caso, a(s) lauda(s) sevem ser seguras pelas as duas mãos.

Segunda questão:

O ritual é bem claro quando menciona que a Cadeia de União somente deve ser formada para a transmissão da Palavra Semestral.

No que diz respeito à Cadeia de União formada em Loja de Mesa, a mesma nada tem a ver com a prevista em sessão ordinária de Aprendiz. Inclusive é discutível o uso de Cadeia de União em Loja de Mesa no REAA, não obstante ela possa caber a outros ritos, mas não propriamente no REAA.

A Cadeia de União em Loja de Mesa é feita em Loja aberta, portanto não é a mesma que se encontra no Ritual de Aprendiz, a qual se dá em Loja fechada, logo após o encerramento dos trabalhos, sendo que dela só participam irmãos regulares do Quadro, para receberem a Palavra Semestral.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025

sábado, 27 de dezembro de 2025

CONSTELAÇÕES DO ZODÍACO NA MAÇONARIA

Em 17.07.2025 o Respeitável Irmão Volnei do Lago, Loja Estrela Caldense, 45, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

ZODÍACO

 

Me reporto a você como grande conhecedor do REAA para perguntar sobre as Colunas Zodiacais. Sabemos que elas apareceram nos templos para marcar a posição dos símbolos zodiacais, os quais referenciam etapas no processo evolutivo do maçom.

A pergunta é: as Colunas Zodiacais são exclusivas do REAA? Há algum outro Rito que as apresenta em seus rituais e na decoração do Templo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Em relação aos ritos maçônicos mais conhecidos, o Zodíaco, representado pelas colunas zodiacais ao Norte e ao Sul do Templo, é uma alegoria encontrada, com estas características, apenas no REAA, não obstante alguns rituais de outros ritos muitas vezes até copiem essa formatação, porém apenas com caráter decorativo, sem sentido iniciático.

Em se tratando das constelações zodiacais, sem estarem representadas por colunas demarcatórias como ocorre no REAA, não resta dúvida que existem ritos que também se utilizam essa alegoria, porém não como colunas zodiacais distribuídas pelo Templo. Na verdade, o Zodíaco é um importante elemento estrutural para a jornada iniciática do maçom.

Nesse sentido, basta que se observe, por exemplo, os símbolos zodiacais que constantemente aparecem em uma faixa que circunda um globo terrestre colocado sobre uma das colunas do pórtico. Em alguns casos, é possível se encontrar também os símbolos zodiacais distribuídos em um arco sustentado por duas colunas.

No que diz respeito às Colunas Zodiacais e o REAA, um rito solar por excelência, vale mencionar que inicialmente essas colunas para demarcar o Zodíaco não existiam. Os símbolos das constelações zodiacais eram representados (desenhados ou pintados) apenas na base da abóbada, logo acima da cimalha. Somente mais tarde é que as colunas zodiacais apareceriam distribuídas para marcar o Zodíaco. No caso do REAA, as colunas do Zodíaco emblematicamente marcam a caminhada terrena do iniciado, de Áries a Peixes, em direção à Luz.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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DEZ/2025

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

TRONCO DE BENEFICÊNCIA - SESSÃO PÚBLICA.

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão Felipe Bragantino, Loja Hermann Blumenau, 1896, REAA, GOB-SC, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, faz a seguinte pergunta:

 

TRONCO DE BENEFICÊNCIA

 

Tenho uma dúvida acerca do Tronco de Beneficência, que reside no seguinte: há circulação do Tronco de Beneficência em Sessão Magna Pública?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Partindo-se do entendimento de que profanos (não iniciados) não participam da coleta, nas sessões em que estiverem presentes convidados não maçons não existe circulação do Tronco nem qualquer outra espécie de coleta.

Todos nós sabemos que as bolsas e coletas respectivas, com cada um dos seus titulares, têm uma formalidade ritualística que ocorre sob sigilo, portanto, esta particularidade não pode ser apreciada por convidados não iniciados.

 

T.F.A.

 

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DEZ/2025

 

PÉS EM ESQUADRIA - REAA

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão Reinaldo Giatti, Loja Nova Luz Paracatuense, REAA, GOB MINAS, Oriente de Paracatu, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte.

 

PÉS EM ESQUADRIA

 

Perdoe-me a ignorância, mas tem havido questionamento em minha quanto ao grau de abertura da esquadria com os pés durante o sinal de Ordem. Pode me esclarecer, por favor. TFA.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Por si só, o termo "esquadria" menciona uma abertura com 90 graus, portanto não existe outra abertura quando é mencionado uma esquadria.

               Obviamente que no caso dos pp uu pelos cc a aparência é simbólica (aproximada), ou seja, nessa conjuntura não há precisão e necessidade de se medir a esquadria para que os pp fiquem exatamente abertos em 90 graus.

 Em se tratando do REAA, a esquadria formada pelos pp fica aberta para a frente,
tal como fica o Esq
sobre o Livro da Lei.

Infelizmente, por muito tempo aprendeu-se a apontar o p esq para a frente, todavia essa é uma postura de outros ritos. No REAA, o Pav Mos é de construção oblíqua e serve também para orientar a posição dos pp.

Assim, reitera-se, no REAA a esq fica aberta para a frente, de tal maneira que o maçom, estando à Ordem, não fique com o seu ombro esq voltado para a frente, ou mesmo, não execute a Marcha do Grau e andando de lado. Os passos são dados normalmente (sem arrastar os pés) e os pp formam, a cada passo, uma esq aberta para a frente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

INSTRUÇÕES E INSTRUTORES

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão José Cavalcanti de Carvalho, Loja Philantropia e Ordem II, REAA, GOB-RJ, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o que segue:

 

INSTRUÇÕES

 

Preciso saber do Valoroso Irmão, se as instruções escritas pelos VVig há necessidade de serem depositadas no Saco de Propostas e Informações, posteriormente serem lidas no Tempo de Estudos?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Não obstante a não existência de nenhum óbice a respeito, sob o ponto de vista prático e objetivo é algo desnecessário, até porque as instruções já possuem seu período exclusivo no ritual, sendo parte da programação litúrgica da Loja.

Assim, é suficiente que o instrutor de ciência ao Venerável Mestre da sua intenção, pela qual ele ocupará o Tempo de Estudos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

RETIRADA DO PAVILHÃO NACIONAL DO TEMPLO

Em 16.07.2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

PAVILHÃO NACIONAL

 

Na saudação e retirada do Pavilhão Nacional, qual é a posição do Porta-Bandeira após a saudação, na saudação ele se posiciona em frente da sua cadeira voltado para frente, (lado do secretário), após a saudação ele permanece nesta mesma posição para a execução do Hino à Bandeira ou se posiciona na linha do Equador voltado para o Ocidente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

  1. Para a saudação ao Pavilhão Nacional, feita pelo Orador antes da retirada do lábaro, procede-se da seguinte forma: o Porta-Bandeira conduz o Pavilhão à Nordeste do Oriente (próximo e à frente do lugar do Orador) e se coloca com o dispositivo voltado para o lado do Secretário (Sul). Nesta posição, o Orador se coloca de frente para a Bandeira Nacional e procede com a saudação. Concluída esta, o Orador volta ao seu lugar e o Porta-Bandeira permanece. Observação, o Porta-Bandeira mantém a Bandeira Nacional na posição vertical; sob nenhuma hipótese a Bandeira se inclina para a frente; o Orador não nota na Bandeira.
  2. Para o canto do Hino à Bandeira procede-se da seguinte forma: o Porta-Bandeira, no mesmo lugar em que fora feita a saudação, volta-se agora de frente para o Ocidente e assim se dá o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o Porta-Bandeira, da mesma forma que a conduziu na entrada, imediatamente conduz Pavilhão em retirada pela Coluna do Sul, escoltado pela Guarda de Honra. A comissão de recepção abate espadas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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DEZ/2025