terça-feira, 26 de junho de 2018

TRONCO DE BENEFICÊNCIA NA SESSÃO PÚBLICA


Em 24/04/2018 o Respeitável Irmão Thiers Antonio P. Ribeiro, Loja Antonio Lafetá Ribeiro, REAA, GOMG - COMAB, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão que segue:

TRONCO DE BENEFICÊCIA NA SESSÃO PÚBLICA


Volto ao prezado Irmão, solicitando o seu auxilio para o meu entendimento: Fizemos uma sessão pública com ritual próprio (elaborado pela COMAB). Discordei do mesmo, pois acredito que uma Sessão Pública, deve ser feita com o próprio Ritual de Aprendiz. A
berta a Sessão ritualisticamente, na Ordem do Dia, são chamados os convidados profanos para entrarem no Templo. O Venerável diz qual o tema a ser proferido e o Irmão escalado fará a apresentação do seu trabalho. Após a fala do Irmão, o Venerável pede para que se tenha o templo coberto aos visitantes, que serão encaminhados ao Salão de Festas. Continua a sessão ritualisticamente até seu encerramento.
A sessão com ritualística própria (ritual do GOMG-COMAB): O Venerável diz: Os Irmãos fiquem de pé, pois vai correr o tronco de beneficência. E isso é feito com a Loja cheia de visitantes (Senhores, Senhoras, Crianças). O Irmão Hospitaleiro vai cumprir com o seu dever.
ISSO É CORRETO, MEU IRMAO? - Discordo totalmente. Peço esclarecer-me, por favor.

CONSIDERAÇÕES.

É como eu tenho dito, inventores é que não faltam na Maçonaria.
Isso que o Irmão aqui relata é uma verdadeira fanfarrice e uma agressão para a liturgia maçônica. Eu até me atreveria a dizer que essa prática, realizada diante de convidados não maçons está mais para uma atitude de “aparecer” do que de verdadeiramente praticar solidariedade. Hilariamente os inventores dessa galhofa adoram mesmo é impressionar aqueles que nem mesmo sabem o que está acontecendo.
É o que dá quando por um sistema ultrapassado são nomeados pseudos ritualistas que nada entendem da tradição da Ordem. O resultado disso são as invenções de procedimentos temerários. De pronto eles inserem num ritual e a Obediência o adota. Consequentemente, em nome do que está escrito, inescrupulosamente a bobagem é obrigada a ser cumprida. Isso é mesmo lamentável!
Como atitude correta e tradicional, nas ocasiões em que ocorrem essas sessões públicas, não se faz coleta do óbolo na presença de convidados não iniciados, assim como dela eles também não participam.
É por isso que os convidados nas sessões públicas ingressam (ou pelo menos deveriam ingressar) somente na Ordem do Dia, ocasião em que o Venerável determina as providências necessárias. Cumprido o desiderato para qual a sessão fora convocada, os não iniciados se retiram, encerra-se a Ordem do Dia e, antes do encerramento dos trabalhos, privativos só para maçons, o Tronco de Beneficência faz o seu giro.
Assim, isso nunca acontece na frente de convidados não iniciados e ainda sem a “firula” de se colocar nessa ocasião os Irmãos em pé para a coleta. Penso que alguém precisa alertar esses luminares que inventaram essa barbaridade que essa prática é altamente incorreta.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2018

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