quarta-feira, 22 de abril de 2026

SINAL DE APRENDIZ

Em 22/02/2026 o Respeitável Irmão Luciano Barros de Andrade, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos para o seguinte:

 

SINAL

 

Por gentileza, gostaria de esclarecer duas situações em relação a ritualística que podem parecem óbvias, mas quando executadas de maneira incorreta, transmitem um entendimento dificilmente passível de correção.

Salvo outro entendimento, a ritualística maçônica se assemelha à ordem unida no meio militar. Na maioria das vezes, quando bem praticada, é algo marcante para os que assistem, assim como causa uma péssima impressão quando mal executada.

Possivelmente assumirei o Cargo de Mestre de Cerimônias da minha Loja neste ano e gostaria de seguir rigorosamente as informações constantes nos rituais.

Perguntas:

1 - Na página 39, item 1.7. Cobridor do Grau de Aprendiz, está descrito como deve ser executado o S de Ord. No final do texto consta que o b esq fica naturalmente caído ao longo do corpo. Dúvida: E a m esq? Aprendi que a m esq forma um e entre o pol, com a falange distal (ponta do dedo) encost no c e os demais 4 dd uun (apontados para baixo) com o dorso da m voltado para frente. Está correta essa posição da mão?

2 - O Mestre de Cerimônias quando dirige, do seu lugar, a saída dos Irmãos do Templo deve portar o bastão do Cargo?

 

RESPOSTAS

 

Quanto ao sinde Apr e a m e∴∴, não há com ela nenhuma formação de esq com o respectivo pol e os demais dd uu. No caso, a m, junto com o antebraço atinente, ficam caídos ao longo do lado esquerdo do corpo. É oportuno lembrar que o sin de Apr é gut e é feito tão somente com a m d. Não há nenhuma postura especial ou gestual para a m e na composição do sin do 1º Grau. Lamento dizer, mas quem lhe ensinou, ensinou errado.

Quanto ao M CCer e o bastão, durante a retirada dos Irmãos após o encerramento, ele não precisa portar o mesmo, levando-se em conta de que ele dirige a retirada dos Irmãos do seu lugar, sem a necessidade de conduzir individualmente nenhum dos retirantes. Além do que, a Loja também já está fechada. Procedimento diferente do ingresso do préstito, quando o M CCer terá que conduzir o Venerável Mestre até o seu lugar para a abertura dos trabalhos, razão pela qual ele estará munido do seu bastão.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

ESCADA EM CARACOL - ELO ENTRE O 2º E O 3º GRAU

Em 22/02/2026 o Respeitável Irmão Dyogner do Valle Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos.

 

ESCADA EM CARACOL

 

Dada o grande conhecimento do irmão sobre a história da ritualística e do simbolismo maçônicos, gostaria que trouxesse luz à esta minha dúvida: a Escada em Caracol é uma alegoria do 2º ou do 3º grau?

Essa dúvida surgiu durante meus estudos sobre a Câmara do Meio, onde ficou evidente para mim que é impossível falar nela sem falar também na Escada em Caracol.

No livro O Mestre Maçom, do respeitável autor Xico Trolha, na página 162 em diante e depois na página 181 em diante, há uma dissertação interessante sobre essas alegorias e o autor é categórico em dizer que a Câmara do Meio e a Escada em Caracol estão originalmente unidas e que não faz sentido algum separá-las colocando parte no grau 2 e parte no grau 3. Uma das perguntas que ele coloca no livro me fez pensar sobre, é: "Como explicar para um Companheiro que a Escada em Caracol é para levá-lo à Câmara do Meio, se ele não sabe e não deve saber ainda o que é Câmara do Meio? (página 163).

Essa questão me causou inquietação, sobretudo porque as instruções de Companheiro do REAA do GOB citam a Câmara do Meio.

Agradeço desde já pelos esclarecimentos

 

CONSIDERAÇÕES

 

De certa forma, a Escada em Caracol é a ligação entre o rudimentar, o intermeio e espiritualidade.

Assim, de fato a alegoria denota o caminho, ou a ascensão do Obreiro, até a sua plenitude maçônica.

            Embora não mencionada na doutrina do Aprendiz, os seus três primeiros degraus se referem ao tempo de aperfeiçoamento do obreiro no 1º Grau (elementar - intuição). Em seguida, o Companheiro (análise), aspirando o 3º Grau (síntese), se prepara inicialmente desvendando os mistérios da Estrela Flamejante, depois perquirindo as cinco nobres Ordens de Arquitetura e finalmente indaga a essência dos cinco sentidos.

Estando devidamente preparado, e certo de ter compreendido o significado da Palavra de Passe, o Companheiro ascende passando pelo conhecimento das Sete Artes e Ciências Liberais, matéria primordial para se ingressar na Câmara do Meio e conhecer a Árvore da Vida – “A A M É C”.

No tocante à sinuosidade da Escada, ela lembra as dificuldades que a vida impõem, palmo a palmo, àqueles que precisam sobrepuja-las, com perseverança e coragem.

Assim, sob a óptica iniciática, essa é uma explicação sintética do que significa essa grande alegoria, que é a Escada em Caracol, a qual, de certa forma, sugere o elo entre as três grandes etapas que conduzem o Iniciado à sua Grande Iniciação – intuição, análise e síntese.

Sob contexto histórico da Escada em Caracol, é preciso primeiro entender que o Grau de Mestre Maçom apenas passou a existir na Maçonaria em 1725, quando foi oficializado somente em 1738 na segunda Constituição de Anderson para a Primeira Grande Loja inglesa. Por conta disso, vale mencionar que antes disso não existia o 3º Grau iniciático, senão o de ofício que era o Mestre da Loja, ou da Obra.

Em tempos primitivos, na Maçonaria Operativa, o ápice profissional chegava à classe de Companheiro, sendo que dentre seus pares era então escolhido o mais hábil para ocupar a Cadeira de Mestre da Obra (esse talvez seja o primeiro resquício do nascimento da Instalação na Cadeira da Loja).

Graças a isso é que a Escada em Caracol, desde os tempos primitivos, já pertencia do grau de Companheiro Maçom, a qual seria depois providencialmente dividida, em três etapas, mormente pelo advento, no século XVIII, do aparecimento do 3º Grau especulativo.

Isso explica o porquê dessa ligação entre as diversas etapas iniciáticas do simbolismo, valendo ressaltar que a imensa maioria dos símbolos e alegorias do Mestre, que hoje conhecemos, já pertenceram à classe dos Companheiros de Ofício do passado.

Por fim, esse é o caminho que nos leva a compreender as modificações e adaptações que foram surgindo paulatinamente no curso da história da Ordem. A verdade é que a Escada em Caracol, na conjuntura da Moderna Maçonaria, tem sido a alegoria de ligação entre os graus simbólicos, nomeadamente entre o 2º e 3º Grau.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

CERTIFICADO DE PRESENÇA PARA MEMBRO HONORÁRIO

Em 12/02/2026 o Respeitável Irmão Alvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

CERTIFICADO DE PRESENÇAS

 

Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos para esclarecer uma dúvida.

O Membro Honorário em visita à Loja que lhe concedeu o título, o mesmo tem direito ao Certificado de Presença?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, é bom que se diga que Membro Honorário é apenas uma honraria prestada por uma Loja a um determinado Ir.

             Sendo assim, o Ir que foi agraciado por uma determinada Loja não passa a ser nela um obreiro regular, ou seja, ele não se torna membro efetivo do quadro dessa Loja, pois nela ele não tem obrigação de frequência, não vota e nem é votado, nela recolhe metais e também não assina o livro de presença dos membros da Loja. Se ele estiver presente, assina o livro de visitantes.

Pelo exposto, o Membro Honorário presente deve receber o seu Certificado de Presenças.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

terça-feira, 21 de abril de 2026

ATRASADO PEDINDO INGRESSO NOS TRABALHOS

Em 12.02.2026 o Respeitável Irmão Alexander Viana, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

ATRASADO PEDINDO INGRESSO

 

Gostaria, muito respeitosamente, de dirimir algumas dúvidas com o Irmão sobre várias alterações ocorridas recentemente em nossos rituais.

Uma delas seria acerca do assunto abaixo, que respeitosamente, copiei do seu Blog.

O assunto diz respeito ao ingresso do Irmão retardatário no Templo.

Quando iniciado recebemos a instrução de que quando atrasados deveríamos bater na porta do templo pela bateria do grau de Aprendiz, caso o cobridor respondesse da mesma maneira bateríamos na porta do Templo pela bateria do grau de Companheiro e se o cobridor batesse da mesma forma bateríamos na porta do Templo pela bateria do grau de Mestre. Em todas as batidas caso o cobridor batesse a porta com apenas um toque o Irmão retardatário aguardaria até que o cobridor abrisse a porta e cumprisse a ordem dada pelo Irmão Primeiro Vigilante.

Ocorre que recebemos, recentemente, a instrução da mudança desse procedimento, onde o Irmão informa que não existe aumento de bateria na porta do Templo para atender retardatários. Mas como não existe se a pelo menos vinte anos foi feito dessa forma? E em conversa com Irmãos iniciados a bem mais tempo do que eu, sempre foi realizada da mesma maneira.

Tenho Irmão que foi iniciado em 1962 e também o era dessa forma.

Portanto, meu Irmão, sempre existiu o aumento de bateria na porta do Templo, inclusive em outras potências como as Grandes Lojas, e tal mudanças, tanto essas quanto outras, esta causando uma certa confusão entre os Irmãos.

Espero que o nobre Irmão tenha entendido a minha dúvida, esclarecendo que não estou afrontando as mudanças realizadas pelo Irmão, nem tampouco querendo causar divergências, só gostaria de entender tais mudanças que vem mudando bastante as tradições da nossa Ordem.

Um Tríplice e fraternal abraço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente eu gostaria de mencionar que nos rituais do REAA, edição de 2024, não houve propriamente mudanças, porém, em alguns casos, correções, esclarecimentos e por último o resgate de práticas autênticas inerentes ao REAA.

Dito isso, meu Irmão, eu tenho a convicção de que nenhum ritual até agora institucionalizou o atraso, portanto, nesse caso não são encontradas orientações oficiais instruindo IIr que lamentavelmente chegam atrasados para os trabalhos.

À vista disso, esse mencionado aumento de baterias na porta do templo foi apenas uma atividade criada verbalmente para atender retardatários, já que oficialmente, a despeito de que isso nunca esteve previsto nos rituais gobianos. Afinal, nenhum ritual foi construído com a possibilidade de atender “atrasados”, partindo-se do pressuposto de que chegar atrasado é uma prática de péssima geometria e de desrespeito àqueles que são pontuais nas suas obrigações.

Mas, como infelizmente o atraso existe, e ainda persiste, com a intenção de organizar e uniformizar a ritualística, o Ritual de 2024 do REAA atreveu-se a abordar o assunto oficialmente, propondo assim extirpar as “batucadas” que ocorrem na porta do templo, batidas de alarme, etc., por conta de retardatários.

Reitera-se, nada disso nunca esteve previsto nos rituais vigentes.

Então, meu dileto Irmão, se esses procedimentos existiram, não foi porque estavam regularmente escritos nos rituais do GOB, mas porque foram informalmente criados para se ajustar às circunstâncias que nunca estiveram previstas.

Quando eu escrevi sobre isso no meu Blog, foi porque essa atividade nunca esteve presente nos rituais.

Em relação à produção dessa prática por outras Obediências, me reservo a não fazer nenhum comentário, até porque os seus rituais são diferentes dos utilizados pelo GOB, mesmo sendo do mesmo rito.

Seguindo essa lógica, devemos acompanhar o que de fato consta no Ritual de Aprendiz do REAA, edição 2024/GOB, cujo qual se atreveu a tratar desse assunto incluindo-o oficialmente no contexto – Título 4.4 Comportamento Ritualístico, pág. 210, Subtítulos: Ir Atrasado; Bateria na Porta; Desconhecido Atrasado.

Autores nacionais consagrados como José Castellani, Francisco de Assis Carvalho, Theobaldo Varolli Filho, dentre outros, já mencionavam nas suas obras a inexistência desse aumento de baterias na porta do templo em razão de Irmãos que chegam atrasados.

Por fim, o ideal mesmo seria que todos chegassem pontualmente nos trabalhos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

segunda-feira, 20 de abril de 2026

SETE MESTRES PARA SE ABRIR A LOJA

Em 10/02/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

 

SETE MESTRES

 

Peço por gentileza a orientação sobre uma dúvida: Irmãos das Obediência reconhecidas pelo GOB (COMAB ou CMSB) em visita podem assumir temporariamente cargo em loja (ad hoc) ex: Chanceler.

Outra dúvida, caso falte um Mestre do GOB para completar o mínimo de 7 Mestres, posso completar com um irmão Mestre da "COMAB ou CMSB"?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do GOB, de modo nenhum Mestres de outra Obediência, mesmo que reconhecida, podem ocupar cargos nas Lojas a Federação. Assim, a composição da Loja dar-se-á tão somente com Mestres Maçons regulares (em plena atividade) do GOB.

Sustenta legalmente o que prevê no Regulamento Geral da Federação em seu Art. 229:

"CARGOS SOMENTE PARA MESTRES MAÇONS – Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade (o grifo é meu). § 1º – Os cargos são privativos de Mestre Maçom".

Com base nessa premissa, no GOB um Mestre Maçom de outra Obediência também não pode preencher cargo com a finalidade de completar o número mínimo de sete Mestres para que uma Loja possa ser aberta (Art. 96 do RGF - XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons.

Desse modo, reitera-se: no GOB, a ocupação de cargos em Loja se dá apenas por Mestres Maçons que pertencem a Lojas do GOB e que estejam em pleno exercício da sua regularidade.

Mestres Maçons regulares de Obediências reconhecidas, em visita às Lojas do GOB, serão admitidos como "visitantes" (não podem ocupar nenhum cargo).

Caso ocorra o equívoco de Mestres Maçons de outras Obediências vierem a preencher cargos em Lojas do GOB, a sessão perderá a validade por afrontar o Art. 229 do RGF. Serão responsabilizados os que de ofício admitirem esta ilegalidade.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

ESQUECEU DE RIDIGIR A ATA

Em 10/02/2026 o Respeitável Irmão Eduardo Marques de Souza Costa, Loja Aurora II, 2017, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a pergunta seguinte:

 

ESQUECEU DA ATA

 

Nosso Secretário deixou de fazer a Ata duas vezes, ou seja, não teve leitura. A pergunta é: Qual o procedimento, pode cancelar a sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Entendo que apesar do reprovável esquecimento do Secretário não ter confeccionado a ata, mesmo assim a sessão correspondente não merece ser cancelada. No entanto é preciso que a ata esquecida seja o mais breve possível elaborada, lida e posta em aprovação sessão ordinária próxima vindoura da Loja. O que não pode é a ata deixar de ser redigida.

Sob o aspecto disciplinar, o Venerável Mestre e o Orador devem cobrar a efetividade na obrigação do Secretário, o qual foi eleito para cumprir o seu ofício. Nesse sentido, vale ressaltar que os cargos eletivos para uma Loja, dos quais o do Secretário, têm deveres e obrigações a serem cumpridos conforme menciona o Regulamento Geral da Federação, em seu Art. 123, por exemplo.

                De tudo, esse é um assunto que a Loja precisa resolver internamente o mais breve possível, pois não é aceitável que ela fique sem registro dos seus trabalhos por duas vezes porque o Secretário, sem uma justificativa plausível, simplesmente não a tenha redigido a ata.

Ao Secretário é preciso lembrar que quando ele tomou posse como uma das Dignidades da Loja, ele prometeu, sob juramento, diante do Livro da Lei, cumprir todos os seus deveres e obrigações.

Finalmente, é oportuno lembrar que a ata abriga o registro da história da Loja, possuindo, inclusive, um período próprio no ritual para a sua leitura e aprovação. Em Maçonaria a ata também é conhecida como “balaústre”. Como substantivo, o termo designa um colunelo de madeira, concreto ou metal, que junto com outros do mesmo espécime, lado a lado, servem como sustentação e apoio de um corrimão (balaustrada). No sentido figurado, o “balaústre” é o apoio; é a sustentação que ampara a história escrita da Loja. Assim, a ata não é um elemento que simplesmente possa ser esquecido.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

SUBSTITUIÇÃO DE CARGO - PROCEDIMENTOS

Em 06/02/2026 o Poderoso Irmão Pedro Rodrigues Bueno Junior, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital.

 

SUBSTITUIÇÃO DE CARGO

 

Espero que este o encontre na mais perfeita saúde.

Mais uma vez venho solicitar vossa ajuda a fim de me orientar sobre duas situações que alguns IIr me questionaram:

 

É sabido que é no Átrio que nos revestimos com o colar com a joia do cargo que iremos ocupar em Loja, porém, se após início da sessão um determinado Ir, que está ocupando cargo, precisar se retirar de forma definitiva e outro Ir for indicado para ocupar seu lugar como devemos proceder com relação a passagem do colar para esse Ir que irá ocupar o cargo. A passagem pode ser feita no interior do Templo ou os dois devem se dirigir ao Átrio e lá ser feita passagem?

A segunda questão é um pouco mais complexa e inusitada:

Um Ir se acidentou, quebrou o braço direito e uma das pernas, porém, faz questão de frequentar as sessões. Daí temos as seguintes questões:

1. Pelo fato de estar com o braço direito engessado está impossibilitado de fazer o Sinal de Ordem;

2. Pelo fato de estar com uma das pernas engessada está impossibilitado de utilizar calça comprida, meia e sapato.

Como a Loja deve se posicionar numa situação dessa?

Pode abrir um precedente e autorizar esse Ir a frequentar a sessão, mesmo com as limitações citadas, ou, simplesmente, proibi-lo de ir à Loja até que esteja em condições de cumprir nossos Rituais/Legislação?

Agradeço vosso auxilio para que assim eu possa orientar de forma correta as Lojas que me consultaram.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Seguem as considerações.

 

1 - O Irmão que for se retirar deixa o colar e joia sobre a cadeira, ou mesa se for o caso. Em seguida é conduzido pelo M de CCer (na forma de costume) para fora do templo; de retorno, o condutor guia o Ir substituto ao lugar em que assumirá o cargo, o qual então veste o colar com a joia distintiva e, sem fazer sinal ou outro gestual qualquer, toma assento imediatamente; o M de CCer por fim retorna ao seu lugar. Dispensam-se no o ato da substituição de cargo firulas, tais como a de se dar TFA, assim com proferir palavreados desnecessários. Lembra-se que as ações de um maçom devem ser práticas e objetivas, nesse caso são desnecessários os improdutivos enfeites ritualísticos. Por fim, não há necessidade de que o Ir substituto vá até o átrio para vestir o colar com a joia e depois retorne aos trabalhos.

2 - Criar procedimentos litúrgicos que não constam no Ritual não é da alçada do Secretário Geral de Orientações Ritualísticas. Situação inusitada, tal como a mencionada na questão, merece apreciação de Irmãos que militam no direito maçônico, talvez o Ministério Público ou o Procurador.

Como titular da pasta de Orientação Ritualística devo observar o rigoroso cumprimento do ritual em vigência e não autorizar ou produzir práticas estranhas ao cerimonial aprovado.

Sendo assim, deixo aos Irmãos de evidenciado saber jurídico maçônico que apresentem uma solução para esse caso.

Ao concluir, entendo que em tudo deve sempre imperar o bom senso.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026