quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

SE DIRIGINDO À LOJA NO USO DA PALAVRA

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Gilson Cardoso Lopes, Loja Irmão Edgar Panozzo, 292, REAA, GLOMERGS (CMSB), Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

 

SE DIRIGINDO À LOJA

 

Gostaria de saber o que acha dos irmãos que quando vão falar cumprimentam O Venerável Mestre, o Sereníssimo de presente, outros membros da Grande Loja, os Mestres Instalados, os Mestres Maçons, os Companheiros e por fim os Aprendizes.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                Na verdade, eu não sei exatamente o que menciona o ritual da vossa Obediência sobre este assunto.

Na questão de como se dirigir à Loja, a maneira convencional é ficar à Ord e mencionar por primeiro às Luzes da Loja, seguido das Autoridades presentes, dos Mestres, Companheiros e Aprendizes. Ressalte-se que isso não é saudação maçônica, porém é a forma mais prática (protocolar) aplicada para se dirigir à uma assembleia de maçons em Loja aberta.

Visando a objetividade e a boa etiqueta, o usuário da palavra não deve ficar enumerando uma a uma as autoridades e demais presentes.

Assim, depois de o usuário da palavra ter se dirigido às Luzes da Loja, deve então se encaminhar à mais alta autoridade presente para que, em nome dela, às demais se sintam citadas, não havendo, portanto, a necessidade de se nominar uma a uma e nem fazer alusão aos seus cargos. Nesta ocasião já é o bastante ser genérico e objetivo - muito mais condizente com o produtivo ambiente maçônico.

Um exemplo prático e objetivo de como se dirigir à Loja:

"Ven Mestre, IIr 1º e 2º VVig, Serenís Grão-Mestre, a quem em seu nome me dirijo às demais AAut, IIr Mestres, Companheiros e Aprendizes".

Este é um exemplo recomendável, sem exageros desnecessários, que se tornam vetores de perda de tempo.

Qualquer que seja a Autoridade presente, aquele que usar da palavra dirige-se primeiramente às Luzes da Lojas (os que detém os malhetes).

 

T F A

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

 

PERAMBULAÇÕES NA CÂMARA DO MEIO

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Orlando Santos Souza, Loja Amor ao Trabalho do Rio, 10, REAA, GORJ (COMAB), Oriente do Rio de Janeiro, RJ, apresenta a seguinte questão.

 

PERAMBULAÇÕES

 

Meu preclaro Irmão, tire-me uma dúvida. No Grau III, no momento da narrativa da mor de H A, quais e quantas viagens são realizadas pelo 1º Vig, pelo 2º Vig e pelo Resp M. Desde já os meus sinceros agradecimentos.

Gostaria de saber se há alguma literatura Maçônica que verse sobre essa matéria.

 

CONSIDERAÇÕES

 

São três as perambulações em torno da sep simbólica durante a dramatização da lenda.

              1ª perambulação - o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, imediatamente seguido do 2º Vigilante, também acompanhado do seu séquito, fazem três perambulações horárias em torno da sep. O Resp Mestre permanece.

2ª perambulação - apenas o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, faz quatro perambulações horárias em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no
mesmo lugar. Assim também permanece o Respeitab
Mestre.

3ª perambulação - o Resp Mestre, seguido do 1º Vigilante e seu séquito, fazem duas perambulações em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no mesmo lugar.

Observações: o 2º Vigilante e seu séquito somente participa da 1ª perambulação; a soma das perambulações totaliza o número "nove" (o número com alto significado iniciático para o 3º Grau); “séquito” corresponde ao grupo de Mestres Maçons que acompanham cada respectivo Vigilante na formação do círculo na Câm do Meio.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

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JAN/2026

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

PALAVRA DE PASSE - 2º GRAU

Em 28.07.2025 o Irmão Companheiro Maçom Thiago Tavares, Loja Cataratas do Iguaçu, 2970, REAA, GOB-PR, Oriente de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PALAVRA DE PASSE

 

Notei que na nova revisão dos rituais do grau de Companheiros (grau que me compete), na ocasião dos irmãos Vigilantes verificarem se todos são Companheiros Maçons, houve uma alteração da palavra de passe para a palavra sagrada do Grau.

Gostaria de saber o porquê da mudança, e qual seria o significado histórico e agora, ritualístico da palavra de passe.

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Antes de mais nada, vale salientar que nada mudou no ritual. O que de fato houve foi a correção de erros que de há muito tempo vinham sendo cometidos no Ritual do REAA, Comp Maç.

A Palavra de Passe foi retirada do contexto lendário bíblico relacionado à guerra dos Amonitas contra os Gleaditas e o General Jefté (Juízes). Significando nnum ggr de tr, essa palavra está intimamente ligada aos cultos agrários de Deméter e Ceres (cultos solares da antiguidade).

Na Maçonaria essa palavra foi introduzida para atender ao conceito esotérico e iniciático haurido da renovação da Natureza. No 2º Grau é também um elemento senha para reconhecer aqueles que pretendem "ingressar no Templo" - Pal de Pas.

De modo prático, a Pal de Pas somente é solicitada pelo examinador no átrio e nunca dentro do Templo. É pedida geralmente na averiguação de Irmãos desconhecidos.

Já a verificação feita pelos VVig na liturgia de abertura dos trabalhos é um telhamento simbólico, o qual é feito dentro do Templo, no qual, por circunstâncias ritualísticas, examina-se o Comp Maç pelo Sinal, Toque e Pal Sagr, não pela Pal de Pas.

Vale ressaltar que a Pal Sagr é dada mediante Sinal e Toque, o que não corre no Átrio com a Pal de Pas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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JAN/2026

 

COBRIDOR INTERNO

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida que segue:

 

COBRIDOR INTERNO

 

Excelente Palestra de Ontem.

Trago algumas dúvidas. Na abertura dos trabalhos o Cobridor Interno dirige-se ao Primeiro Vigilante.

Não devemos institucionalizar os atrasos, mas havendo, a quem o Cobridor se dirige após a abertura dos Trabalhos?

Na saída de Aprendizes e, ou Companheiros para entrada com formalidade a quem o Cobridor anuncia?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante a quem o Cobridor Interno informa, em qualquer situação a regra é a de que se ao baterem na porta pedindo ingresso a Loja ainda não estiver definitivamente aberta, o Cobridor Interno se dirige ao 1º Vigilante que, por sua vez, informa ao Venerável Mestre; no caso de a Loja estar trabalhando em pleno vigor (Loja definitivamente aberta), o Cobridor Interno se dirige ao 2º Vigilante, o qual, por sua vez, informa o 1º Vigilante e este ao Venerável Mestre.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

AVENTAL PELO LADO AVESSO - REAA

Em 24/07/2025 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

 

AVENTAL PELO LADO AVESSO

 

Teremos uma Sessão de Exaltação e gostaria de tirar uma dúvida. No Ritual Antigo na página 99, 3.4 - RITUAL DE EXALTAÇÃO "Todas as insígnias passam a ser usadas pelo lado preto"

No novo Ritual além de não fazer menção a este procedimento, deixa um alerta na pagina 21: "O avental é forrado de preto, possuindo um bolso em seu forro. NÃO DEVE SER USADO PELO LADO AVESSO".

Não existe mais a necessidade de "virar" o avental e as alfaias?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não obstante o ritual de 2009 do REAA já estar revogado, portanto não vale mais, o Ritual de Mestre Maçom do REAA, GOB, edição 2024 vigente de fato não contempla mais, em lugar nenhum, o uso do avental e demais paramentos pelo lado avesso. À vista disso, é só seguir o que diz ritual e pronto.

         Anteriormente este apontamento constava no SOR, onde era orientado não mais se usar avental pelo lado avesso nas situações determinadas. Com a edição de novos rituais, o SOR, que era para o ritual de 2009, já revogado e retirado, basta seguir o ritual vigente, o quak não mais prevê esse paradoxo.

É bom que se diga que a prática de se virar avental pelo lado avesso nunca foi original no REAA. A alegação da expressão de luto não se sustenta nesse caso por dois motivos: primeiro, o ambiente que simbolicamente denota dor e luto já está expresso claramente na decoração da Câm do M; segundo, é que originalmente os aventais de Mestre Maçom do REAA não possuem forro preto, mas encarnado, como é possível conferir no Guia dos Maçons Escossezes, ou Reguladores dos Tres Gráos Symbolicos do Rito Antigo e Aceito – Grande Oriente Brazileiro, Rio de Janeiro, 1834, título Insígnias e Joias dos Gráos do Rito Escossez Antigo e Aceito, página 49:

Gráo 3º - (...) Avental branco de pelle forrado e orlado de escarlate (o grifo é meu), com uma algibeira abaixo da abêta, sobre a qual estão bordadas as letras M B (grafia da época).

Nesse sentido, racionalmente não haveria como se expressar luto com um avental que sempre foi, historicamente, forrado de vermelho (vide Conselho de Lausanne, Suíça, 1876).

Assim, no REAA praticado pelo GOB os aventais não são mais vestidos pelo lado avesso nas ocasiões anteriormente previstas. 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JAN/2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ASSISTIR À CONFERÊNCIA

Em 21/07/2025 o Respeitável Irmão Alessandro Clênio Alves de Sousa, Loja Segredo e Caridade, 1141, REAA, GOB-PE, Oriente de Bom Conselho, Estado de Pernambuco, apresenta a questão abaixo:

 

CONFERÊNCIA

 

Meu querido irmão, um bom dia! Espero que estejas gozando de saúde e paz.

Irmão, na última sessão foi levantada uma questão acerca da postura dos IIr.'. Orador e Secretário durante a conferência do Saco de Propostas e Informações.

Ocorre que o SOR orientava que ambos ficassem a ordem e o novo ritual não menciona tal postura. Com o fim de zelar pela ritualística, vos pergunto qual seria o modo a ser adotado?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Veja, ambos, o Orador e o Secretário, ficam em pé para assistir à verificação. Isso ocorre no momento que a Loja já está ritualisticamente aberta. Logo, ambos devem ficar à Ordem.

É uma questão de regra imemorial do REAA, onde aquele que estiver em pé e parado em Loja aberta, obrigatoriamente deve ficar à Ordem.

Por ser uma regra consuetudinária do Rito, isso não precisa estar escrito no ritual.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

 

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

EM PÉ E À ORDEM


Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Felipe Oliveira Pimentel, Loja Segredo e Harmonia Petrolinense, 1958, REAA, GOB-PE, Oriente de Petrolina, Estado de Pernambuco, apresenta as seguintes questões:

 

EM PÉ E À ORDEM

 

Ontem em nossa reunião surgiram algumas dúvidas:

1) O Irmão ao pedir a palavra deve estar à Ordem se ele estiver portando um microfone? Já que não estaria na postura correta "a ordem" como manda o ritual?

2) Microfone ou outros instrumentos não previstos no ritual podem ser considerados instrumentos de trabalho se o maçom o estiver portando no momento de fala? como: livro,
folhas, tablet, celular?

3) Em que momentos não é necessário estar à Ordem conforme ritual?

Desde já agradeço a valiosa atenção e faço o convite ao irmão para conhecer nossa oficina.

 

CONSIDERAÇÕES.

  1. Se o obreiro estiver segurando um microfone, por exemplo, obviamente que não poderá compor o Sinal de Ord, já ele estará com a(s) mão(s) ocupada(s). Neste caso, deve se manter em pé, pés em esq, corpo ereto tendo o microfone na mão. Vale observar, que para se usar da palavra, antes é preciso ter se colocado à Ordem e se dirigido protocolarmente à Loja. Nessa ocasião, se for o caso, não deve ter nenhum objeto nas mãos.

Assim, só depois dele ter se dirigido protocolarmente à Loja é que deverá apanhar o microfone. Deve antes, na forma de costume, ter se dirigido às Luzes da Loja e, em seguida, de modo genérico, às demais autoridades e demais Irmãos. Sendo o microfone de lapela (tendo as mãos livres) procede-se naturalmente na forma prevista.

  1. Não há como peremptoriamente se determinar que um microfone seja um objeto de trabalho maçônico, mas se o seu uso for necessário, não sendo ele de lapela, o usuário o terá empunhado, razão pela qual o sinal deve ser desfeito.
  2. Eu diria que o mais fácil seria antes lembrar que em Loja aberta, no REAA, quem estiver em pé e parado obrigatoriamente deve ficar à Ordem. Nas situações em que um Ir estiver empunhando um objeto por necessidade de ofício, ele não deve ficar com o sinal de Ord. Há ocasiões excepcionais em que o Ven Mestre pode autorizar um Ir desfazer o sinal, porém nunca sem antes ter se dirigido à Loja na forma de costume.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025