Em 26.04.2026 o Respeitável Irmão Júlio Caldas,
Ven∴
Mestre da Loja Perseverança, 159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do
Paraná, solicitando esclarecimentos.
VISITANTE E OS PARAMENTOS
Espero que o irmão esteja muito bem. Entro em
contato, pois tivemos uma situação nesta semana em que um irmão do quadro,
infelizmente, interpelou um irmão Aprendiz visitante, do Rito de York, por ter
participado da sessão com seu avental com a abeta abaixada. Entendo que o irmão
Aprendiz não errou, pois durante a sessão participou ritualisticamente de
acordo com o REAA. O irmão poderia me orientar sobre como proceder? Pergunto,
pois os Aprendizes são nossas joias e também entendo que não tem cabimento
interpelar um irmão visitante.
CONSIDERAÇÕES
O Irmão que interpelou o Aprendiz
visitante está no mínimo equivocado. Quando interpelada, a Secretaria Geral de
Orientação Ritualística do GOB tem orientado para que Irmãos visitantes em
visita a outras Lojas compareçam paramentados conforme o seu rito, não havendo
necessidade de que ele obrigatoriamente precise se apresentar com as alfaias do
rito da Loja que ele irá visitar. Assim, um visitante do Rito de York visitando
uma Loja do REAA, usa os paramentos do Rito de York; um Irmão visitante do Rito
Adonhiramita visitando uma Loja do Rito Schröder, veste as alfaias do Rito
Adonhiramita, e assim por diante.
O que o Ir∴ visitante de fato não pode é se utilizar de práticas ritualísticas do
seu rito inserindo-as na liturgia dos trabalhos que estão sendo executados pela
Loja visitada, o que, diga-se de passagem, não é o caso dos paramentos.
No caso mencionado na questão, diferente
do REAA, o Aprendiz do Rito de York usa o seu avental com a abeta abaixada e assim
ele, como visitante, deve se apresentar em qualquer Loja de outro rito. Isso é
racional e pacífico, mormente porque essa diferença não interfere no andamento
litúrgico da sessão – não distorce o dinamismo das práticas ritualísticas que
estão sendo seguidas conforme o ritual.
Sendo assim, recomenda-se que isso
seja, na medida do possível, explicado em instrução nas Lojas, o que certamente
evitará situações constrangedoras, como a relatada na sua questão venham
acontecer.
Ao concluir, vai aqui ainda uma importante
observação relacionada ao traje do visitante, mais precisamente sobre o
uso do balandrau. Nesse caso, o visitante deve se certificar se o rito
da Loja visitada admite o seu uso. Caso ele não seja admitido, o Ir∴ visitante deve respeitar a regra, se apresentando vestido conforme a
legislação - terno, camisa branca, gravata preta, etc. Vale ressaltar que nos
ritos que admitem o uso do balandrau, o mesmo somente é admitido em sessões
ordinárias.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
jukirm@hotmail.com
JUL/2026