sexta-feira, 3 de julho de 2026

SIGNOS DO ZODÍACO - A COR DAS COLUNAS

Em 22/04/2026 o Respeitável Irmão Jorge Gonçalves, Loja 7 de Setembro, 01, REAA, GLMES (CMSB), Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, solicita orientações.

 

SIGNOS DO ZODÍACO

 

Meu irmão Pedro Juk, há muito acompanho seu blog, sempre procurando estudar e compreender melhor a maçonaria e principalmente o REAA que pratico na Loja onde sou filiado.

Estamos reformando o templo e surgiu uma dúvida: alguns irmãos entendem que os signos tem uma cor obrigatória em referência aos elementos terra, água, ar e fogo, contudo não encontro nenhuma informação, texto ou algo que fundamente isto.

Poderia nos ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Embora alguns autores da vertente mística de Maçonaria ainda insistam em apontar matizes específicos para os elementos alquímicos Terra, Ar, Água e Fogo e os emblemas zodiacais, na verdade, quando se trata do REAA não existe nenhuma regra ou recomendação oficial nesse sentido.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente não existiam colunas zodiacais distribuídas pelas paredes do templo. Inicialmente as constelações do Zodíaco apareciam representadas apenas na base da abóbada decorada, seis ao Norte e seis ao Sul. Eram parte dos primórdios da decoração estelar do teto.

Mais tarde, com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX, foram então criadas as colunas zodiacais. Uma a uma, formadas por elementos colunares seccionados longitudinalmente, passaram a aparecer encravadas nas paredes Norte e Sul do templo. Cada qual projetando uma das constelações do Zodíaco que costumeiramente ficava na base da abóbada.

         Assim, essas colunas passaram a indicar o caminho do iniciado pelos topos do Norte e do Sul. Na verdade simbolicamente marcam a revolução anual do Sol e a vida e morte da Natureza.

Sem uma ordem de arquitetura oficialmente definida, essas meias-colunas verticais caneladas têm, cada qual um capitel com respectivo o seu símbolo zodiacal.

No tocante às cores dessas colunas, primitivamente nunca houve qualquer orientação do rito sobre isso. Provavelmente, sob a égide de crenças particulares é que mais tarde alguns autores começariam a propagar suas opiniões “achando” cores específicas para esses elementos alegóricos.

A bem da verdade, no REAA essa alegoria zodiacal, que se serve de perambulações (viagens) associadas aos elementos alquímicos da Natureza, foram herdados do Rito Moderno, ou Francês, mormente quando essas práticas ritualísticas foram extintas dos seus rituais na ocasião em que houve a grande reforma no rito “sete graus” operada pelo Grande Oriente da França.

Graças as características iniciáticas do REAA, esses elementos zodiacais, retirados do Rito Moderno, logo acabariam consagrados no escocesismo como importantes elementos doutrinários e identitários do seu simbolismo.

Por fim, ainda no tocante à cor que deve prevalecer nas colunas e capitéis zodiacais, o que se tem visto com frequência é uma composição de branco e dourado, e até na cor bronze, todavia essa não é uma orientação oficial, senão um critério de escolha. O simbolismo iniciático autêntico não prevê cor específica para essas colunas e seus adereços.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

LUZES LITÚRGICAS ACESAS - REAA

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

 

LUZES LITÚRGICAS

 

Agradecido mais uma vez, meu irmão. A verdadeira dúvida era no caso de uma Sessão Magna de Iniciação, onde um irmão visitante, quis me questionar porque não estavam acesas as três luzes litúrgicas de meu altar, como Venerável que sou.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Antes, vale ressaltar que Irmão visitante não deveria estar questionando atividades ritualísticas previstas no ritual da Loja que ele está visitando. Além de ter sido deselegante, ao que parece ele não entende é nada de REAA.

Nesse sentido, é elementar que se a sessão era Magna de Iniciação, portanto em Grau de Aprendiz Maçom, obviamente que as luzes litúrgicas deveriam estar acesas conforme o Grau, ou seja, uma junto ao Venerável Mestre e uma junto a cada um dos respectivos Vigilantes. É elementar se saber que em Loja de Aprendiz somente acendem-se três das nove luzes litúrgicas – uma no Oriente, uma no Ocidente e outra no Sul.

À vista disso é de se perguntar: será que esse Irmão visitante não sabia disso? Pelo que parece, não.

NOTA – Luzes litúrgicas: no REAA correspondem ao número de luzes que são acesas nos três candelabros de três braços que ficam, respectivamente, juntos ao Ven Mestre e os VVig.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

quinta-feira, 2 de julho de 2026

INGRESSO DE RETARDATÁRIO - LOJA DE MESTRE

 

Em 22.04.2026 o Respeitável Irmão Alderedo Dias Alves, Loja Atalaia de Brasília, 1574, REAA, GODF (GOB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede esclarecimentos.

 

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

 

Quais os procedimentos de um Obreiro que chega atrasado para participar de sessão do Gr.3, com relação às batidas na porta ou toque a campainha?

 

COMENTÁRIO

 

Partindo do pressuposto de que não esteja presente o Cobr Externo e que um retardatário, antes de ingressar, ainda não sabe o grau que a Loja está trabalhando, convencionou-se que um Ir atrasado, pedindo ingresso, deve sempre dar, pelo lado externo da porta, a bateria universal, que é a de Aprendiz Maçom.

               Assim, sem a presença do Cobr Ext no átrio, o retardatário, ao ser atendido pelo Cobr Int será informado em que grau a Loja está aberta.

Estando a mesma aberta no 3º Grau, e lhe for exigido o ingresso com formalidade, o Ir atrasado, conduzido pelo seu guia, ingressa na Loja e para à Ord entre colunas, próximo à porta. A seguir executa a marcha completa do 3º Grau, saúda as Luzes da Loja e, se for o caso, se submete aos demais procedimentos de praxe.

Vale ressaltar que sendo o retardatário um Ir desconhecido, antes do seu ingresso ele deverá ser minuciosamente examinado pelo 2º Exp.

Vale ressaltar que no caso de retardatários não existem réplicas com aumento de baterias, pancada de alarme, dentre outras “batucadas”. Em qualquer situação, o pedido de ingresso é feito sempre pela bateria de Aprendiz. Cabe à Loja, ao verificar quem bate, tomar as providências para receber ou negar o ingresso. De tudo, o ideal é não chegar atrasado.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

CÂMARA DO MEIO VII - LOJA DE MESTRE MAÇOM

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

 

CÂMARA DO MEIO

 

Se não for abusar da vossa boa vontade e tomar seu tempo, poderíeis sintetizar rapidamente, em que circunstâncias (tipo de sessão) são acesas as 3 luzes litúrgicas (ou velas) nos altares das Luzes da Loja? Ou seja, quando o Venerável deve acender as três luzes de seu altar? E os Vigilantes?

 

CONSIDERAÇÕES

 

De início, vale ressaltar que das Luzes da Loja, o único que ocupa um altar é o Respeitab Mestre, enquanto que os VVenerab Vigilantes ocupam mesas. Da mesma forma, também os VVen IIr Orador, o Secretário, o Chanceler e o Tesoureiro ocupam mesas.

                No que se refere ao acendimento de todas as luzes litúrgicas dos candelabros, elas serão acesas no momento em que a Loja de Mestre Maçom for aberta (vide ritual respectivo).

Toda essa liturgia, especialmente a de quando devem ser acesas e apagadas as luzes litúrgicas, encontra-se no Ritual de Mestre Maçom do REAA, GOB, em vigência (2024), dele perscrutar as sessões ordinárias e as magnas de Exaltação.

NOTA 1 – Câmara do Meio é o mesmo que uma Loja aberta no 3º Grau (Loja de Mestre Maçom). Esse nome tem origem na lenda da construção do Templo de Jerusalém.

NOTA 2 – Luzes litúrgicas correspondem àquelas que são acesas nos candelabros de três braços que ficam, respectivamente, em cima do altar ocupado pelo Respeitab Mestre e das mesas ocupadas pelos VVen IIr Vigilantes.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

terça-feira, 30 de junho de 2026

APLICAÇAO DA RITUALÍSTICA PREVISTA NO RITUAL

Em 20/04/2026 o Respeitável Irmão Fábio Martins, Loja Vale do Pirapetinga, 4284, REAA, GOB MINAS, Oriente de Bom Sucesso, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos;

 

APLICAÇÃO DA RITUALÍSTICA

 

Bom dia Eminente Ir Pedro Juk, como vai?

Atendendo sua orientação pelo WhatsApp, encaminho minha dúvida por e-mail.

Gostaria de sua orientação para apresentar em Loja sobre:

1) A importância do cumprimento da Ritualística nas Sessões Maçônicas nos dias de hoje, até que ponto que adaptações e inovações não geram comprometimento da tradição ritualística, qual o cuidado que devemos ter para não agir por "achismos" na execução dos trabalhos em Loja ritualisticamente?

2) Outra questão que queria sua orientação, é sobre o registro de imagens (foto, gravação, etc.) em Loja. Adotamos em nossa Loja, conforme o Juramento que fazemos na Iniciação, de não realizar esses registros com a Loja aberta, e sim após o encerramento dos trabalhos, para o sigilo do que ali é praticado. Semana passada fui alertado por um Ir que no Facebook do GOB há imagens com a Loja aberta, inclusive gostaria que o Ir me informasse se essas imagens correspondem realmente a sessão aberta ou não. Estou abordando o caso se tratando de sessão reservada a Maçons, não em sessão pública. 

Existem variações nessa questão de cada GOB Estadual? O que é permitido e o que é proibido conforme a ritualística?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Seria redundante se dizer que o Ritual vigente deve ser aplicado na sua íntegra. Em síntese, a ritualística deve ser aplicada como estiver prevista no ritual vigente, nada mais e nada menos, a não ser que exista alguma orientação, a parte, da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, homologada por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral.

Nesse sentido, o próprio Ritual menciona no item 1.2 - Interpretação deste Ritual - dele parte do seu segundo parágrafo, onde está escrito o seguinte:

 

"(...) em qualquer Sessão, é proibida (o grifo é meu) a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou estejam, assim como é vedada a exclusão (o grifo é meu) de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que a transgressão dessas advertências configura ilícito maçônicos severo, que, como tal, será tratado (o grifo e meu)".

Assim sendo, o ritual é para ser seguido, ipsis litteris, não havendo qualquer tolerância para com práticas que dele não constem, mesmo que acompanhadas de alegadas desculpas que invocam tradições, usos e costumes da Loja – não está no ritual, não se faz.

Apenas o Grão-Mestre Geral, que é o guardião dos rituais do GOB, é quem pode alterar, mediante Ato ou Decreto seu, o ritual - absolutamente ninguém mais, nem mesmo algum Grão-Mestre Estadual.

2 – Eu entendo que em Loja aberta não deve haver registros fotográficos, sobretudo em se invocando o landmark do sigilo. Não compete a mim, como Secretário Geral, fiscalizar ou tecer comentários sobre eventuais descumprimentos dessa regra. Compete sim às autoridades legalmente constituídas coibir procedimentos equivocados.

Afinal, em todas as sessões do GOB previstas, independente do rito que está sendo praticado, há sempre um representante do Ministério Maçônico presente (Guarda da Lei). Notadamente, o Guarda da Lei deve fazer cumprir a Lei.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

REASSUNÇÃO DE VENERÁVEL MESTRE

Em 27/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, formula a seguinte pergunta.

 

REASSUNÇÃO

 

Preciso de um esclarecimento. No meu entendimento, assim como na Instalação, também na Reassunção o M de CCer tem que ser um Mestre Instalado, até porque, o Ritual a ser usado com as falas do M de CCer e i seu trabalho no auxílio ao Presidenta da Comissão Instaladora, está dentro do Ritual de Mestre Instalado.

Acontece que, algumas Lojas estão colocando na sessão de Reassunção um Irmão Mestre (não instalado) para ocupar o trabalho de cerimônias, alegando que trabalham no máximo em
Grau de Mestre.

Desta forma, preciso que o Irmão esclareça se está correto, porque, se a moda pegar, já viu...

Obs. – caso eu esteja errado, peço desculpas, mas não consigo compreender tal situação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como na Reassunção de Venerável Mestre não há abertura do Conselho de Mestre Instalados, de fato basta que apenas os três membros da Comissão de Reassunção, designados pelo Grande Oriente, sejam Mestres Instalados.

Diferente da Instalação, onde há abertura do Conselho de Mestres Instalados, na Reassunção, onde o eleito já é um Mestre Instalado, o Orador, o Secretário, o M de CCer e o Cobridor Interno não precisam deter o título honorífico de Mestre Instalado, bastando para tal que sejam Mestres Maçons.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026