sábado, 24 de outubro de 2026

LOJA, TRONCO E MEMBRO HONORÁRIO

Em 10/07/2026 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimentos:

 

LOJA – TRONCO – MEMBRO HONORÁRIO

 

1 - Qual é a maneira mais simples para explicar para um neófito o porquê do nome LOJA, OFICINA.

2 - Sobre o TRONCO, existe alguma orientação no sentido de poder ser feito na forma de PIX pelo Irmão? Se existe qual seria a orientação a ser dada para os irmãos?

3 - Para que um irmão seja colocado como membro honorário o nome do Irmão tem que ser colocado para aprovação ou não? Caso seja aprovado deve ser enviada a ata de aprovação para a G∴ dos SS∴, certo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               1 – Loja - A palavra Loja na Maçonaria tem sua origem nas guildas de artesãos da Idade Média, por volta dos séculos X e XI d.C. As guildas de pedreiros, a serviço e protegidas pela Igreja, foram precursoras da Franco-maçonaria. Em linhas gerais, as guildas eram corporações que, além do caráter político-social e religioso que possuíam na época, também atuavam como grupos de profissionais organizados, a exemplo da classe dos sapateiros, alfaiates, carpinteiros etc. Incluem-se nessas corporações os cortadores e assentadores da pedra calcária, então construtores de igrejas, mosteiros, abadias e catedrais, cuja característica principal era o estilo gótico empregado nas grandes construções. Cada grupo desses profissionais possuía sua própria dependência, onde naturalmente realizavam-se as suas atividades de ofício. Para esses locais de trabalho (oficinas), que também serviam para armazenar os materiais primários, as ferramentas e os produtos acabados, dava-se o nome de Loja. No caso das corporações de profissionais que esquadrejavam a pedra (canteiros = canto), a Loja normalmente era constituída no mesmo local em que se edificava a construção. Geralmente as reuniões se davam nos adros da Igrejas, ou, comumente, na Inglaterra, nas tabernas e cervejarias que existiam próximas ao canteiro. Nesse caso, a Loja era também conhecida por "alojamento". É oportuno mencionar que essas práticas de ofício se referem à Maçonaria Operativa, lembrando que mais tarde, com o declínio das construções no estilo gótico e o surgimento da Maçonaria Especulativa, ou dos Aceitos, a mesma acabaria herdando muitos dos costumes das corporações de profissionais do passado. Assim, esses símbolos e alegorias acabariam logo incorporados à Moderna Maçonaria. Assim, de modo prático, a Loja atualmente tem sido a “oficina de trabalho” onde simbolicamente os maçons se reúnem para construir um novo homem (aperfeiçoamento do Iniciado) que será parte do edifício que abriga o Templo para a Virtude Universal. Nesse caso, a Pedra Bruta, matéria-prima que outrora servira aos profissionais da construção, atualmente representa o homem passível de aperfeiçoamento – transição da Pedra Bruta para a Cúbica. Para melhor aproveitamento desse tema, aconselha-se o estudo da história autêntica da Franco-maçonaria, a qual possui aproximados 800 anos de história documental.

2 - PIX - Desde novembro de 2025 está em vigência o Decreto 2221/2025 do Grão-Mestre Geral que autoriza o uso de meio eletrônico e plataforma digital na coleta do Tronco de Beneficência, ou equivalentes. Conforme o Decreto, há uma plataforma específica que foi criada exclusivamente para essa finalidade. Sendo assim, alerto para que as Lojas que adotarem a coleta pelo PIX, obrigatoriamente têm que usar a plataforma aludida no Decreto. Anexo, envio o Decreto para seu conhecimento.

3 – Membro Honorário – Trata-se de um título que a Loja deseja agraciar algum Irmão. Acredito que por ser uma decisão da Loja, essa concessão deve ser debatida e votada pela Loja. Vale ressaltar que Membro Honorário é um título, portanto não faz do agraciado membro efetivo da Loja que o agraciou. À vista disso, o Membro Honorário de uma Loja nela não vota, não se candidata para cargo eletivo, não tem obrigações pecuniárias e nem se sujeita à frequência. Em linhas gerais, um Membro Honorário um visitante formalizado como honorário. Apenas isso. No caso da comunicação à Guarda dos Selos, eu penso que não seja obrigatório, pois como foi dito, o agraciado não é membro regular da Loja. Nesse sentido, orienta-se para que seja feita uma consulta a respeito à Secretaria Estadual da Guarda dos Selos da sua Obediência Estadual.

  

T.F.A.

  

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

QUEM FALA POR ÚLTIMO

Em 09.07.2026 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves de Souza, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

 

FALAR POR ÚLTIMO

 

Tenho participado em algumas reuniões Magnas ou Ordinárias, com a presença de Assessores do Grão-Mestre Estadual ou Assessores Especial do Grão-Mestre Geral, onde na palavra a bem da Ordem ou relativa ao ato, esses tem feito o uso dessa após a manifestação do Venerável e do Orador.

Pergunto-vos: eles têm essa prerrogativa? Se sim, com Ato designativo ou não?

Agradeço-vos desde já pela orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Somente fala por último, isto é, depois do Venerável Mestre e das conclusões do Orador o Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Estadual e o do Distrito Federal. Não estando o Grão-Mestre, mas presente o seu Adjunto, ele também fala por último.

Quaisquer outros, tais como assessores, delegados e representantes do Grão-Mestre, usam da palavra antes da manifestação final do Venerável Mestre e das conclusões do Orador. Em síntese, falam quando a palavra estiver franqueada no Oriente.

Sendo assim, depois das conclusões do Orador somente falam aqueles que têm o direito de receber o malhete, mesmo que o tenham recebido e gentilmente devolvido ao titular.

Por fim, vale ressaltar que conforme o Decreto 1767/2019, no GOB só recebem o malhete do Venerável Mestre o Grão-Mestre Geral ou seu Adjunto, o Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal ou seus Adjuntos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

SÍMBOLOS DO ZODÍACO

Em 08.07.2026 o Respeitável Irmão Gabriel Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

 

ZODÍACO

 

Estou entrando em contato com o Ir∴ para tirar uma dúvida com relação às colunas zodiacais, o desenho deve ser exatamente o que está no ritual? Ou podemos fazer de forma estilizada, em preto e branco por exemplo, mando em anexo uma imagem de como pensamos em fazer. 

No mais agradeço a paciência do Ir∴ em sanar as dúvidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Desde que os símbolos relativos às constelações do Zodíaco sigam o padrão universal das suas representações, não carece que sejam exatamente iguais às gravuras apresentadas pelo ritual, porém identificáveis com elas.

O que irremediavelmente deve ser atendido é a ordem sequencial dos símbolos das constelações no templo, ou seja, seguir exatamente como a que está no ritual. É muito importante observar os triângulos equiláteros que fazem parte das figuras simbólicas, ora com o ápice voltado para cima, ora voltado para baixo.

Ao concluir, vale ressaltar a alegoria das constelações do Zodíaco encontram-se representada por seis colunas equidistantes na parede Norte e seis no Sul. Não existem, sob nenhuma hipótese, Coluna Zodiacal no Oriente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

CIRCULAÇÃO DOS VIGILANTES NAS COLUNAS

Em 07.07.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Souza, Loja Pedro Bianco, 15, REAA, GORJ (COMAB), Oriente do Rio de Janeiro, Capital, solicita esclarecer a seguinte dúvida.

 

CIRCULAÇÃO DOS VVIG∴

 

Respeitável Irmão, antes de tudo, obrigado pelo seu trabalho sempre esclarecedor. Minha dúvida diz respeito à circunvolução dos Vigilantes durante a verificação das colunas no REAA. Entendo que os Vigilantes, ao deixarem seu lugar para percorrer suas respectivas Colunas, devam seguir por suas colunas, cruzar seus caminhos em frente ao Oriente, descer pela coluna oposta e novamente cruzarem-se no Ocidente ao retornar aos seus respectivos lugares. É um entendimento correto? Desde já, obrigado pela atenção e pelo ensinamento.

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Creio que a pergunta se refere ao deslocamento dos Vigilantes pelas respectivas Colunas, nos graus em que o ritual previr essa verificação.

Sendo assim, destaca-se que na mesma Coluna não existe circulação horária. Desse modo, partindo do Ir∴ que estiver mais próximo da parede ocidental, cada Vigilante procede com o exame. Concluído este na forma prevista no ritual, cada Vigilante, sem passar para outra Coluna, retorna diretamente ao seu lugar.

No tocante à circulação na mesma Coluna, não existe circulação (de uma para outra Coluna) porque não faria sentido se dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar.

Ao concluir, vale ressaltar que quando se tratar do Oriente da Loja, nele não existe exame. Isso se dá porque o Oriente é de responsabilidade do Venerável Mestre.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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OUT/2026

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

ESCRUTÍNIO SECRETO 6

Em 06.07.2026 o Respeitável Irmão Moisés Pinho da Silva, Loja Estrela do Nordeste, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, faz a seguinte pergunta:

 

ESCRUTÍNIO SECRETO

 

Venho, respeitosamente, solicitar a vossa orientação acerca da correta aplicação do Escrutínio Secreto no âmbito ritualístico.

Em nossa Loja, o Escrutínio Secreto vem sendo realizado antes da Ordem do Dia, seguindo a sequência do ritual adotado. Entretanto, tenho defendido o entendimento de que o Escrutínio deveria ocorrer durante a Ordem do Dia, por se tratar de matéria que exige deliberação e votação da Loja.

Baseio minha compreensão na página 59 do Ritual, onde consta que “assuntos que mereçam discussão e votação devem, obrigatoriamente, ser encaminhados para a Ordem do Dia”.

Por outro lado, alguns Irmãos argumentam que, na página 64 — referente à Ordem do Dia — não há menção explícita ao Escrutínio Secreto, sendo citados apenas temas como filiação e regularização entre outros.

Diante disso, peço, se possível, um esclarecimento mais aprofundado sobre a correta interpretação e prática ritualística neste caso.

Agradeço desde já pela atenção e valiosa orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese haver votação (secreta), o Escrutínio para a admissão de novo(s) membro(s) possui período com ritualística exclusiva para a sua realização com esferas brancas e pretas.

Além disso, nessa ocasião também há leitura das sindicâncias e outros procedimentos exclusivos desse período.

Assim sendo, é consagrado no ritual que o Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros tenha ocasião exclusiva para ser realizado, e não propriamente dentro da Ordem do Dia, junto com outras matérias.

Com isso, o ritual é claro ao destacar o título “2.5 Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros”. Esse período somente é aberto quando para atender a processos legais inerentes a admissão de novos membros para a Loja.

À vista disso, pelas suas características históricas, ritualísticas e administrativas, o “Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros” ocorre conforme o que determina o ritual.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS - ATRASADOS E SESSÃO MAGNA PÚBLICA

Em 05.07.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB BAHIA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.

 

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

 

1 - Na festividade pelo aniversário da nossa Loja, a mesma foi aberta dentro da ritualística, logo após ,o Ven∴ autorizou ao M∴ de CCer∴ dar entrada aos profanos, perguntei ao M∴ CCer∴ se a loja ia continuar aberta, disse-me que só a Bíblia estava aberta sem o esquadro e compasso. Após a saída dos profanos retornou ao normal para o seu encerramento. Pergunto: Está correto esse procedimento?

2 - O Ir∴ atrasado, bate à porta como Aprendiz, em uma sessão de grau 2 ou 3, ao ser autorizada a sua entrada, o mesmo dará os passos no grau que está sendo a sessão?

3 - No REAA a batida na porta como Aprendiz pelo retardatário, ela é universal?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Eu já disse inúmeras vezes que o GOB não fornece rituais para a execução das diversas sessões públicas realizadas pelas Lojas da federação. Seria impossível, e muito caro, se criar um ritual para cada um desses eventos públicos. Nesse sentido, o GOB sugere às Lojas usarem o Ritual de Homenagem ao Dia das Mães, adaptando-o para cada evento que porventura seja executado. Esse ritual, que servirá como base estrutural, pode ser encontrado no volume de Rituais Especiais, Eventos Irrestritos, GOB/2017 – Homenagem ao Dia das Mães, pagina 169 à 191.

               Caso a Loja decida não usar o ritual sugerido, e opte por abrir a sessão normalmente no grau de Aprendiz, transformando-a na Ordem do Dia em uma sessão magna pública (com a presença de não iniciados), logo que seja concluído o evento público, os convidados não maçons se retiram e a Loja volta naturalmente aos trabalhos ritualísticos para a coleta do tronco e o encerramento ritualístico. Nessa condição não há necessidade de se retirar o Esq∴ e o Comp∴ de cima da Bíblia. As Luzes Emblemáticas devem se manter como estão dispostas, mesmo na presença de não iniciados. Entenda-se que isso não irá revelar nenhum segredo aos convidados não maçons.

Nesse caso, o mais importante é não se utilizar, na frente dos convidados não maçons, de sinais, toques e palavras. Essas práticas ficam suspensas enquanto os trabalhos se mantiverem públicos.

2 - O Ir∴ atrasado sempre baterá na porta como Apr∴ Maçom. Ao ser autorizado o seu ingresso, se a Loja estiver trabalhando em outro Grau, ele ingressará formalmente no Grau que está sendo trabalhado. Caso o atrasado não tenha grau suficiente para ingressar lhe será comunicado e ele deve se retirar. Reitera-se que em caso de Ir∴ atrasado, a bateria na porta para pedir ingresso, em qualquer situação, será sempre a de Aprendiz.

3 - A bateria de Aprendiz é dita universal porque é a primeira da escalada iniciática. Obviamente que ela é dada conforme o Rito. Assim, será sempre executada por três pancadas, não obstante o tempo sequencial das percussões possa se diferenciar de acordo com o Rito.

Ao concluir, vale registrar o quão impressionante é a importância que se dá aos "atrasados, quando, em respeito à virtude da pontualidade, esse costume nem mesmo deveria existir.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

PORTA FECHADA E O SINAL DE ORDEM

 

Em 03/07/2026 o Respeitável Irmão Carlos Fabrício Faria, Loja Caridade e Esperança, 2620, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, formula a pergunta seguinte:

 

PORTA FECHADA

 

Poderia esclarecer se na nova ritualística o Ir∴ fica a ordem somente ao ser fechada a porta do templo? Ou ao abrir a porta o Ir∴ já deve estar a ordem?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A bem da verdade, não há uma nova ritualística, porém há um ritual que se encontra em vigência desde 2024 que corrigiu e esclareceu muitas práticas que se apresentavam contraditórias, no REAA.

No caso da sua questão - não sei se entendi direito - não é necessário se desfazer o sin∴ quando a porta estiver aberta temporariamente para atender condutas ritualísticas necessárias.

               Assim, com a porta temporariamente aberta para suprir necessidades da ritualística, o templo continua coberto, levando-se em conta que está(ão) presente(s) o(s) Cobridor(es) e que os demais IIr∴ participantes também são maçons regulares.

Além do que, entre o exterior e o templo há o átrio da Loja, onde por questões de acesso dificilmente poderiam aparecer "goteiras" ou "cowans".

A vista disso, com a Loja em trabalho ritualístico, ao se abrir a porta temporariamente, não há necessidade de se esperar até que a porta seja fechada para se fazer o Sin∴ de Ord∴.

Notadamente, isso seria um excesso de preciosismo, sobretudo levando-se em conta de que a abertura da porta é momentânea e não definitiva.

Por fim, vale ressaltar que orientações como as de não se fazer o sinal quando a porta estiver aberta durante a sessão, nunca estiveram presentes nos rituais - nem no atual, nem nos anteriores.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026