sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

DIFERENÇA ENTRE RITOS MAÇÔNICOS

Em 01/09/2025 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves de Souza, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos para o seguinte:

 

DIFERENÇA ENTRE RITOS

 

Participei na reunião em uma Loja do REAA, e vi algumas técnicas de trabalho, que me geraram dúvida a qual pergunto-vos: 1º) Nas reuniões das Lojas do REAA do GOB, o Estandarte da Loja e a Carta Constitutiva são virados após a abertura do Livro da Lei?

2º) Nas Lojas em que as luzes litúrgicas são velas, consequentemente conforme o ritual, essas são acendidas pelo Mestre de Cerimônias, existe no altar do Venerável aquela vela acesa que em alguns ritos é considerado como CHAMA SAGRADA e em outros com PIRA FLAMEJANTE?

Faço as perguntas, porque não vi nenhuma menção sobre tal no Ritual. Agradeço antecipadamente pela paciência e a sempre predisposição de ajuda.

 

CONSIDERAÇÕES

 

ATENÇÃO: As considerações a seguir são pertinentes ao REAA, não obstante o Irmão que faz esta consulta ser praticante do Rito Adonhiramita.

Assim, antes é bom que se diga que procedimentos e orientações que não constam no ritual em vigência, simplesmente devem ser ignorados, até porque o próprio ritual menciona que o mesmo dever executado com ele está – vide item 1.2 – Interpretação deste Ritual, página 13 do Ritual de Aprendiz do REAA (2024).

Por conta disso, virar o Estandarte e a Carta Constitutiva em determinado momento dos trabalhos não existe no ritual do REAA.

Da mesma forma, também não existe sequer uma menção à tal da “chama sagrada”, “pira flamejante”, ou outros elementos desse gênero.

À vista disso, reitera-se que não há nenhuma cerimônia especial para o acendimento e o apagar das luzes litúrgicas. O ritual é claro quando apenas orienta que sendo as luzes litúrgicas lâmpadas elétricas, os próprios titulares as acendem; sendo as luzes velas, o M de CCer, sem nenhuma formalidade especial, fará o acendimento na ordem hierárquica e as apagará na ordem inversa. Apenas isso. Para acendê-las não existe nenhuma genuflexão, inclinação com o corpo nem meneios com a cabeça.

              Para atender a este ofício, nessa ocasião o M de CCer geralmente se faz valer de uma vela auxiliar para fazer o acendimento. Acesas todas as luzes do candelabro previstas, o M de CCer imediatamente apaga a vela auxiliar. Não deve deixa-la acesa sobre o Alt dos PPerf, até porque não existe nenhuma evocação religiosa nessa prática, em se tratando do REAA. Portanto, na sua liturgia não existe nenhuma chama sagrada, votiva, mística, pira flamejante, etc.

É oportuno lembrar que no REAA, as luzes litúrgicas são aquelas que se apresentam acesas, conforme o Grau, nos candelabros de três braços que repousam sobre o Altar ocupado pelo Venerável Mestre e mesas dos Vigilantes.

Ao concluir, reitera-se: conforme o ritual vigente do REAA, não está prevista nenhuma atividade ritualística envolvendo a Carta Constitutiva e nem o Estandarte da Loja. Do mesmo modo também não existe chama sagrada e nem pira flamejante. Cada rito maçônico possui particularidades ritualísticas próprias que devem ser severamente respeitadas, pois só assim a sua liturgia fará sentido no contexto iniciático.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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JAN/2026

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ELEVAÇÃO - TRABALHO NA PEDRA CÚBICA

Em 01/09/2025 o Respeitável Irmão Marcelo Pereira Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, REAA, GOB-SP, Oriente de Cândido Mota, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

PEDRA CÚBICA

 

Parabéns, mais uma vez, pelo excelente trabalho que você vem realizando à frente da Secretaria de Ritualística. Surgiu uma dúvida entre alguns irmãos durante a Sessão de Elevação ao Grau 2 do REAA. No Ritual, página 104, quando o Mestre de Cerimônias ensina o Irmão a trabalhar na pedra cúbica, é entregue apenas o malhete para que sejam dadas as batidas do Grau. A questão levantada foi se, nesse momento, não deveria ser utilizado também o cinzel em conjunto com o malhete.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                 O Ritual está correto. Explica-se: quem faz uso do Maço (não malhete) e o Cinzel ao trabalhar ainda na Pedra Bruta é o Aprendiz Maçom, que é quem paulatinamente trabalha por tr aan preparando a pedra tosca e imperfeita, recém retira da jazida, até transformá-la em um elemento útil, esquadrejado e próprio para servir na "elevação" das paredes da construção.

 Já o Comp Maçom, em estado mais evoluído, por já ter cumprido os tr aan de aprendizado como Apr, agora se serve da pedra que fora talhada e desbastada, para ajustá-la na elevação das paredes aprumadas conforme as exigências

À vista disso, o Comp Maçom, como artífice mais preparado que é, tem o controle das suas ações e pode utilizar o Maço com prudência para golpear a Pedra, agora cúbica, nos ajustes finais de assentamento com argamassa, sem correr o risco de esfacelá-la. Em síntese, essa a alegoria procura demonstrar com clareza que houve evolução e aprimoramento do operário.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

SINAL DO GRAU

Em 27/08/2025 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

SINAL

 

Aprendi que quando estamos com as mãos ocupadas não fazemos sinal de ordem. DUVIDA: No Ritual de Companheiro na Sessão de Elevação o Aprendiz entra com a Régua apoiada no ombro (pag. 79). Na página 81 temos o Candidato com a Régua lisa na mão esquerda fica a Ordem com Aprendiz Maçom. Como seria possível ficar a Ordem tendo uma régua na mão esquerda apoiada no ombro?

 

CONSIDERAÇÃO.

 

               O que não se deve é fazer o Sinal com um instrumento, ou objeto de trabalho. Assim, o que não pode é utilizar o instrumento para com ele fazer ou compor o Sinal.

No caso do Aprendiz, durante a sua Elevação, na oportunidade mencionada ele tem a mão esquerda ocupada e a mão direita livre, razão pela qual ele pode perfeitamente compor e fazer o Sin do 1º Grau, a despeito de que o mesmo é feito apenas pela mão direita.

Vale reafirmar que a expressão "não se faz sinal com instrumento(s) de trabalho" significa que não se faz o sinal usando um instrumento, ou outro objeto qualquer. Os Sinais de Ordem são todos PPen, portanto são feitos com a mão, nunca com um objeto.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

ENTRADA RITUALÍSTICA EM LOJA

Em 27/08/2025 o Respeitável Irmão Sidney Campos, Loja Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, 3396, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, faz a pergunta seguinte

 

ENTRADA RITUALÍSTICA

 

Meu nobre irmão, sempre recorro a sua sabedoria e a seus textos para instrução. Minha dúvida é a seguinte, tem diferença entre entrada ritualística e marcha do grau.

 

CONSIDERAÇÕES

 

               A Marcha do Grau é a forma ritualística, por grau, em que o iniciado, em alguns ritos, faz simbolicamente a aproximação do Oriente. Essa atividade litúrgica também é conhecida  como Passos do Grau e se reveste de vários e importantes significados iniciáticos. A Marcha é parte do Cobridor do Grau.

No que diz respeito à "entrada ritualística" em si, a Marcha do Grau é uma das suas formas. No caso do REAA, a Marcha do Grau, seguida da saudação às Luzes e do interrogatório, é uma "entrada ritualística" em Loja aberta. As entradas ritualísticas podem ser pela Marcha, em comitiva, sob abóbada, etc.

 

 

TFA

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

 

COMISSÃO DE RECEPÇÃO - ESPADAS E ESTRELAS

Em 27/08/2025 o Respeitável Irmão Ayron Victor Oliveira dos Santos, Loja Imperador Dom Pedro II, 4583, REAA, GOB-PB, Oriente de Mamanguape, Estado da Paraíba, solicita esclarecimentos.

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Saudações, meu irmão. Recentemente, em minha Loja tivemos uma instrução para esclarecimento sobre a recepção dos convidados, autoridades e bandeira nacional. Na oportunidade perguntei ao irmão ministrante se há algum significado simbólico para escolha do número de espadas a receber cada autoridade na sua devida faixa, porém o mesmo disse que não tinha conhecimento. Gostaria de saber se o irmão tem alguma informação sobre isso, como também, aproveito o ensejo para perguntar se as estrelas empunhadas junto com as espadas também possuem algum significado especial. Desde já agradeço pela atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A formação de abóbada de aço com espadas simboliza honra e proteção. Bastante comum na Maçonaria francesa, esse costume tem origem na idade cavalheiresca, onde as espadas também eram usadas para indicar o caminho debaixo de proteção e honra.

               Na Maçonaria, o número de espadas para a formação da abóbada (cruzadas pelas pontas ao alto) pode variar conforme dignidade e a faixa de recepção de cada autoridade maçônica recepcionada, podendo ser com três, até treze espadas empunhadas pela mão direita e cruzadas ao alto.

No tocante às estrelas, que são bastões com aproximadamente 120 cm. de altura com aparatos de iluminação no topo (uma vela acesa), são empunhadas pela mão esquerda e simbolizam artefatos de iluminação. Sua origem vem dos antigos tocheiros que eram usados para clarear o caminho próximo por onde os Irmãos percorriam para chegar na Loja.

Nos Templos da Moderna Maçonaria, onde aparentemente o Norte é menos iluminado do que o Sul, as comissões de recepção, munidas de estrelas, terão maior número de componentes ao Norte, ou seja, deverão ter um membro a mais. É por esta razão que a quantidade de componentes das comissões de recepção é sempre em número ímpar.

Na atualidade, muitas Lojas possuem estrelas modernas, as quais possuem aparatos de iluminação alimentados por dispositivos à pilha ou bateria.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ENTREGA DO PAR DE LUVAS FEMININAS

Em 26/08/2025 o Respeitável Irmão Cláudio Reis, Loja 14 de Julho, REAA, GOB-ES, Oriente de Barra de São Francisco, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

LUVAS FEMININAS

 

Após a publicação do novo Ritual, ficou-me claro que a entrega das luvas brancas, conforme estabelecido, ocorre unicamente durante a cerimônia de Iniciação ao Neófito, para que este as destine segundo a sua própria vontade. Assim, não existe qualquer cerimonial paralelo que o induza a realizar a entrega das luvas recebidas na Iniciação.

Entretanto, surgiu-me uma dúvida a partir de uma indagação feita por uma cunhada, para a qual não encontrei resposta suficientemente adequada. Diante de sua reconhecida erudição, recorro a ti em busca de esclarecimentos mais completos e fundamentados. A pergunta apresentada foi a seguinte:

“Para que servem essas luvas?”

“Vou usá-las para quê?”

“O que devo fazer com elas?”

Qual o significado delas?

Esse(s) questionamento(s) despertou em mim uma inquietação intelectual e o desejo de compreender com maior profundidade a verdadeira simbologia das luvas brancas, sobretudo porque percebo diferentes interpretações além daquelas expressamente apontadas no Ritual.

Certo de que tua valiosa opinião muito contribuirá para enriquecer a compreensão de todos, transmitirei também tais esclarecimentos às cunhadas.

Fraternalmente,

 

CONSIDERAÇÕES

 

O par de luvas femininas que também é entregue ao neófito no dia da sua Iniciação (REAA) é para que ele, à sua livre escolha, entregue-a a quem desejar. Essa passagem ritualística evidencia um ato de liberdade, sem que haja nenhuma interferência ou coação na escolha. Em linhas gerais, vale observar que o ritual simplesmente menciona que o par de luvas femininas entregue ao iniciado é para que ele destine àquela que mais lhe causar estima e consideração. Não há data marcada para a entrega.

Verdadeiramente, no REAA nunca existiu cerimonial paralelo para a entrega destas luvas. Trocando em miúdos, isso é assunto exclusivo do recém iniciado e ninguém deve interferir na sua escolha. Basta entrega-la, o resto fica por conta do recipiendário.

              Este par de luvas é um mimo (objeto) que simboliza carinho, estima, amor e reconhecimento expresso por quem a entrega, e não uma peça de vestuário que deva ser literalmente vestida e utilizada. Assim, as luvas femininas são objetos simbólicos que ficam guardados por quem os recebeu.

Desafortunadamente, alguns no afã de criar fantasias, continuam ainda propagando esse falso sinal de socorro para as Cunhadas com a utilização de luvas femininas. Ora, isso
não passa de mais uma inverdade, a despeito de que historicamente nunca se constatou a existência de nenhum sinal de socorro para cunhadas, e ainda feito com luvas brancas. Na verdade, isso não passa de mais uma jabuticaba, que por só existir no Brasil, ou é besteira, ou é privilégio de alguns.

A bem da verdade, a lição de liberdade, nativa da Maçonaria francesa, remete o Iniciado a escolher, sem interferências e interesses, aquela que dele receberá, com discrição e respeito, este vetusto símbolo. A escolhida pelo Iniciado poderá ser a sua esposa, a sua mãe, madrinha, professora, filha, avó, etc. Cabe apenas e tão somente ao Iniciado, nos recantos da sua consciência, eleger a escolhida.

Por isso é falsa a prerrogativa de se criar cerimônias à parte para a entrega de luvas femininas, e muito menos ainda apregoar o seu uso para que a Cunhada possa, com elas, fazer algum tipo de sinal de socorro. Afinal, não está previsto em nenhum ritual autêntico do REAA, a existência de sinal de socorro para as cunhadas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

NÃO SE FAZ SINAL COM O INSTRUMENTO DE TRABALHO

 

Em 25/08/2025 o Respeitável Irmão Jackson Roberto Storck, Loja 13 de Maio II, REAA, GOB-MT, Oriente de Tangará da Serra, Estado do Mato Grosso, faz a pergunta seguinte.

 

SINAL E O INSTRUMENTO DE TRABALHO

 

Tenho uma dúvida com relação a interpretação dada ao Sinal de Ordem conforme segue:

Considerando que há orientações diversas de que o Sinal de Ordem ou a Saudação Maçônica NÃO É EXECUTADA quando o obreiro estiver portando um instrumento de trabalho, conforme é descrito nos itens do Comportamento Ritualístico do Ritual de Aprendiz, seja quando diz que o Sin Ord não é feito com instrumento de trabalho ou quando o obreiro entra/sai do Oriente portando instrumento de trabalho a Saudação também não é feita.

Diante desta orientação, temos por exemplo o Mestre de Cerimônias que portando o bastão não compõe o sinal de Ordem quando fica a retaguarda do Orador quando do fechamento da Loja, correto.

Porém no Ritual de Companheiro, na Sessão Magna de Elevação, quando os Aprendizes (candidatos) entram no Templo portando a Régua de 24 polegadas, o Ritual orienta para que estes fiquem a Ordem no Grau de Aprendiz, devendo segurar a Régua com a mão esquerda e com a mão direita compor o Sinal.

Considerando ainda que neste momento da elevação o candidato deve responder a diversas questões cujas respostas devem ser lidas do ritual, não seria apropriado que ficasse dispensado do Sinal, facultando-lhe segurar o Ritual para ler a respostas, pois sabemos que fazer a leitura com outra pessoa segurando o Ritual e estando ainda a Ordem e com a mão esquerda segurando uma régua parece ser um grande transtorno.

Diante disso pergunto se não seria apropriado dispensar o candidato a elevação de ficar a Ordem neste momento.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De pronto, vale salientar que o ritual mencionado está correto, observando-se o seguinte: não se faz sinal com o instrumento ou objeto de trabalho, ou seja, não se usa o instrumento (objeto) de trabalho para com ele se fazer o Sinal. Assim, no caso do candidato, que é ainda um Aprendiz, segurando um objeto com a mão esquerda, pode perfeitamente com a mão direita compor e fazer o Sin de Ord do 1º Grau.

             No tocante à leitura dos textos inseridos no ritual, o 1º Exp se coloca ao lado esquerdo do candidato e o Ven Mestre dispensa do Sinal. Assim, o condutor, com as duas mãos, segura o ritual aberto na página respectiva e indica o texto sublinhado a ser lido pelo Aprendiz.

Vale ressaltar que inicialmente o Aprendiz recipiendário ingressa conduzindo, pela sua mão esquerda, uma régua lisa, sem graduação. Em momento oportuno é que a régua lisa será substituída pela com 24 Polegadas.

No curso do desenvolvimento ritualístico, o ritual menciona as oportunidades em que o sinal deve ser dispensado e quando ele deve retornar.

Recomenda-se antes o ensaio e minuciosa leitura do ritual para o bom desempenho da cerimônia de Elevação. Há muitos explicativos que merecem acurada atenção.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JAN/2026