terça-feira, 13 de outubro de 2026

RETIRADA DOS TRABALHOS - TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA

Em 01/07/2026 o Respeitável Irmão, Nelson Lopes de Almeida, Loja Obreiros da Paz, 4092, REAA, GOB-RJ, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

RETIRADA DOS TRABALHOS

 

Se possível, gostaria de esclarecer uma dúvida ritualística.

Segundo o Ritual, quando um Aprendiz necessita se retirar do Templo sem previsão de retorno aos trabalhos naquela sessão, sua saída deve ocorrer mediante as devidas formalidades, com as saudações ao Venerável Mestre, ao 1º Vigilante e ao 2º Vigilante.

Entretanto, caso o Venerável Mestre apenas determine que o Mestre de Cerimônias acompanhe o Aprendiz até a saída, sem mencionar expressamente se a retirada deverá ocorrer com ou sem formalidades, qual deve ser a postura correta do Aprendiz?

Nessa hipótese, o Aprendiz deve presumir a saída com formalidades, por ser a regra geral, ou deve apenas seguir a condução do Mestre de Cerimônias, ainda que não tenha havido determinação expressa quanto ao procedimento ritualístico?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É obrigação do Venerável Mestre, ao determinar a cobertura do templo a um ou mais IIr∴, informar se a retirada é temporária ou, a pedido do interessado, definitiva.

Uma retirada definitiva de algum Irmão dos trabalhos ocorre sempre a seu pedido, enquanto que a temporária geralmente é determinada pelo Venerável Mestre no afã de cumprir procedimentos necessários, como por exemplo, transformação de Loja.

            Sendo assim, o Venerável Mestre solicita ao Mestre de Cerimônias que conduza um Irmão, ou mais Irmãos, temporariamente para fora do Templo. Nesse caso, ainda na mesma sessão, o retirante será posteriormente reconduzido aos trabalhos. Dessa forma, o retirante acompanha o Mestre de Cerimônias para fora da Loja, sem a necessidade de antes de sair, saudar às Luzes da Loja.

Já, quando se tratar de saída definitiva, isto é, quando o retirante não mais voltará àquela sessão, o Venerável Mestre, ao autorizar sua saída, solicita ao Mestre de Cerimônias que o conduza em retirada definitiva.

À vista disso, antes de sair o Ir∴ que se retira deve, próximo à porta, prestar saudação às Luzes da Loja na forma de costume.

Vale a pena mencionar que se o pedido de retirada ocorrer antes de ter circulado a bolsa do Tronco de Beneficência, o Mestre de Cerimônias primeiramente leva o Ir∴ que se retira até o Hospitaleiro, o qual lhe oferecerá a bolsa para o óbolo.

Se porventura algum Ir∴, por necessidade fisiológica, precisar se dirigir ao toilette, é um caso de saída temporária, portanto sai sem saudar as Luzes.

Para concluir, reitera-se: cabe sempre ao Venerável Mestre frisar se a saída é temporária ou definitiva.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

A COR DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Em 01/07/2026 o Respeitável Irmão Marcos Rinaldi, Loja Acácia Laranjeirense, 2472, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão.

 

A COR DO REAA

 

Certa feita, o Irmão fez uma apresentação a respeito do novo ritual GOB (2024) do REAA e, salvo melhor juízo, creio que ouvi o Irmão comentar que num futuro não tão distante os paramentos hoje azuis, passarão a ser uniformizados conforme o REAA e serão vermelhos. Bem como, novos templos construídos e/ou templos que sejam reformados devem ter a decoração/pintura de paredes na cor vermelha (diferente da azul hoje empregada). É isso mesmo ou fiz alguma confusão? Se sim, para quando se pretende essa uniformização?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De fato, eu fiz esse comentário porque os planos futuros ainda são os de corrigir algumas distorções ritualísticas, mormente aquelas relacionadas ao REAA.

O que se pretende não fazer pura e simplesmente mudanças, como os puristas de plantão geralmente argumentam, mas voltar às raízes de um rito que no passado, no GOB, seguia a Convenção de Lausanne (Suíça 1875), época em que os templos do REAA eram encarnados e o avental de Mestre era originalmente debruado em vermelho e tinha as letras M∴ B∴.

           Tudo isso pode ser encontrado na história dos rituais do REAA no GOB, desde 1834.

Em resumo, seguindo palpiteiros oriundos de outra Obediência, lamentavelmente em 1965 o GOB deixou de abraçar a originalidade de um rito verdadeiramente vermelho, especialmente pelas suas origens capitulares e, na contramão da história, acabou indevidamente “azulando” os seus templos e aventais.

Na verdade, a boca se entortou pelo indevido hábito do cachimbo e agora, para desentortá-la, o caminho é longo e desgastante.

Vale registrar que no ano de1996, quando o GOB começou a extirpar muitos enxertos e costumes indevidos dos seus rituais simbólicos do REAA, tudo parecia que iria voltar ao normal, redescobrindo a cor vermelha como original, todavia isso não foi possível devido a ações políticas e alguns Irmãos que desprezaram a história porque achavam que o azul "era mais bonito do que o vermelho".

Atualmente, como as luzes começam a novamente surgir no fim do túnel, existe grande possibilidade, mas ainda de modo homeopático (de gota a gota), de se apresentar um estudo visando o retorno às raízes da cor encarnada nos templos e aventais do REAA. Entretanto, o momento ainda não é propício, exigindo prudência para não se desmanchar aquilo que já foi feito. À vista disso, esse processo ainda deve demorar um pouco, sem uma data propriamente prevista.

Vale a pena mencionar que na conjuntura dos rituais as coisas não são tão fáceis de mudar como parecem. Ainda existem muitos obstáculos plantados por “achistas” que precisam se suplantados. Afinal, a prudência é a mãe de todas as virtudes.

O retorno à originalidade encarnada do REAA no futuro deve vir de um projeto fundamentado, especialmente porque matar o dinossauro não é o difícil, consumir os seus restos é que é desgastante.

Com consciência de se conhecer a verdade, por enquanto, segue-se o previsto no ritual.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

SAÍDA TEMPORÁRIA - V

Em 29/06/2026 o Respeitável Irmão João Francisco, Loja 10 de Dezembro, 2335, REAA, GOB-MS, Oriente de Itaporã, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Perdão Irmão, não expliquei corretamente, queria saber durante a sessão, principalmente de Instalação, quando o presidente da comissão instaladora manda, os Irmãos saírem sem formalidade e em silêncio.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nesse caso, respeita-se a circulação, pois a Loja continua aberta. O sem formalidade quer dizer que não precisa fazer a saudação às Luzes antes de sair e, do mesmo modo, no retorno, sem a formalidade da marcha.

No REAA, não há dispensa de circulação nessas ocasiões (em Loja aberta). No caso, todos saem passando pela Coluna do Sul; de retorno, ingressam sempre passando pelo Norte.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

EM RETIRADA APÓS O ENCERRAMENTO

Em 29/06/2026 o Respeitável Irmão João Francisco, Loja 10 de Dezembro, 2335, REAA, GOB-MS, Oriente de Itaporã, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

 

EM RETIRADA

 

Gostaria de saber, quando o Venerável diz para sair sem formalidades e em silencio os irmãos que estão na Coluna do Norte, precisam fazer o giro, ou podem sair direto para a porta do templo, do lugar que estão, sem passar por trás do Painel do Grau.

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Tal como no ingresso do préstito para a abertura dos trabalhos, onde cada qual ingressa pela sua coluna, no encerramento os Irmãos que estiverem ocupando a Coluna do Norte saem diretamente em direção à porta, sem a necessidade de passar antes pela Coluna do Sul. O procedimento é análogo para aqueles que ocupam o Sul - saem diretamente em direção à porta.

Sendo assim, encerrados os trabalhos não existe circulação durante a retirada.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

VENERÁVEL MESTRE USANDO A PALAVRA

Em 28/06/2026 o Respeitável Irmão Clebson Fernandes. Loja União e Justiça de Coronel Fabriciano, 4232, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento.

 

VENERÁVEL USANDO A PALAVRA.

 

Após um Seminário do GOB realizado no Vale do Aço em Minas Gerais, surgiu uma dúvida. O Venerável Mestre como autoridade maior dirigindo os trabalhos, durante uma sessão maçônica, para fazer uso da palavra ou se dirigir à Loja, precisa fazer deferência ao primeiro vigilante, ao segundo vigilante e autoridades ou ele simplesmente se dirige à Loja com a expressão: "Meus irmãos!"? E fala o que precisa?

Dúvida aparentemente simples, mas que tem gerado divergência de opiniões.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quando o Ven∴ Mestre fizer uso da palavra para se dirigir à Oficina como um todo, ele deve proceder como os demais Irmãos, ou seja, segue o protocolo para o uso da palavra em Loja. Assim, de modo objetivo ele se dirige mencionando as demais Luzes (Vigilantes), em seguida, genericamente (*), menciona as Autoridades, e finalmente "demais Irmãos".

Caso esteja(m) presente(s) o(s) Grão-Mestre(s) ou seu Adjunto(s), o Ven∴ o(s) menciona por primeiro, antes dos Vigilantes (Decreto 2238/2026).

Entenda-se que o Venerável, ao seguir a liturgia os usos e os costumes consagrados no rito, não está rebaixando a sua autoridade. Muito pelo contrário, ele estará dando exemplo de como o Primeiro Malhete da Oficina respeita e se submete às Leis vigentes e os costumes consuetudinários.

 

(*) Genericamente - O usuário da palavra quando se dirigir às Autoridades, não precisa nominá-las uma a uma. É suficiente que se diga em conjunto, “Autoridades presentes” ou, se preferir, eleger uma delas para em seu nome cumprimentar as demais.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

MUDANÇAS DE PROCEDIMENTOS

Em 28/06/2026 o Respeitável Irmão Nadir Valengo, Loja Imperador Dom Pedro II, 4583, REAA, GOB-PB, Oriente de Mamanguape, Estado da Paraíba, apresenta o que segue:

 

MUDANÇAS

 

Em fala durante sessão ritualista um obreiro disse que o atual Rito do REAA está para ser novamente modificado.

O ponto principal de mudança seria o tratamento que o ritual prevê para membros de outros ritos não poderem utilizar de suas dinâmicas ritualistas em sessão nas lojas orientadas pelo rito REAA.

Especificou, o dito obreiro, que a exemplo do Rito Brasileiro ficarem em pé durante a fala de seu venerável ou outro membro em cargo de graduação destacada.

Disse também que obreiros de outros ritos não serem obrigados a saberem dos movimentos do REAA e assim poderem agir em conformidade com seus ritos.

Existe preocupação de o Ritual REAA ser novamente modificado nesses temas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O Ritual do REAA/GOB de 2024 em vigência continuará sendo executado na forma da sua publicação original, especialmente no que diz respeito aos visitantes de outros ritos.

Lamento informar, mas esse Irmão que, conforme seu relato, disse que haverá mudança nos procedimentos emanados do ritual, está espalhando notícias falsas.

               Nesse particular, o ritual do REAA/GOB atende ao Artigo 217 do RGF e, se fosse o caso de mudança, antes teria que ser alterado o RGF.

Penso que isso não passa de um boato irresponsável de quem procura instigar o descumprimento de um ritual aprovado e vigente no GOB. O fato de se espalhar inverdades merece ser tratado na forma da lei, como um delito maçônico.

Sobre IIr∴ visitantes de outros ritos, vale esclarecer que eles podem naturalmente se apresentar vestidos com os paramentos dos seus ritos, bem como podem fazer o Sin∴ de Ord∴ do seu rito. Entende-se que essas diferenças são pequenas e não alteram o desenvolvimento ritualístico do ritual.

O que de fato não pode é um visitante de outro rito introduzir práticas ritualísticas do seu rito no ritual que está sendo executado pela Loja visitada (anfitriã).

Insiste-se: o que não se deve é alterar as práticas previstas no ritual que está sendo executado. Por exemplo, visitantes de outro rito se colocarem em pé enquanto um deles faz uso a palavra. Entenda-se que isso é proibido acontecer nos trabalhos do REAA. Está escrito no ritual que apenas o usuário da palavra é quem fica em pé. Nesse caso, seus eventuais acompanhantes devem permanecer sentados, mormente porque eles não foram autorizados a ficar em pé e à Ord∴. Outro exemplo de prática não permitida no REAA é a circulação em infinito, prática litúrgica comumente utilizada em outro rito. Outro ainda, é o ato de se esquadrejar os cantos da Loja (tapete), prática comum ao Rito de York, mas que não existe no REAA.

Tudo isso um visitante de outro rito não pode fazer, pois estaria alterando o ritual que está sendo executado pela Loja visitada.

Vale a pena mencionar que quem visita uma Loja de outro rito deve se apresentar com antecedência suficiente para receber os devidos esclarecimentos, nunca chegando sem tempo hábil para colher as informações necessárias.

No mais, só tenho mesmo que lamentar a presença de fofoqueiros que espalham mentiras no intuito de atrapalhar o bom andamento da ritualística maçônica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

INGRESSO NO TRONO

Em 28.06.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

 

INGRESSO NO TRONO

 

Mais uma vez venho solicitar o seu valoroso conhecimento, a fim de esclarecer aos demais IIr∴ da Loja a que faço parte.

1⁰) - Estando a palavra no Oriente e um Ir∴ da Coluna do Norte solicita falar, o Ven∴ autoriza a partir da Coluna do Sul ou pode ser diretamente para a Coluna do Norte?

2⁰) - O Ir∴ pode explicar porque o Ven∴ em uma sessão normal, entra para sentar em seu trono pelo Norte e não pelo lado Sul, já que no oriente há circulação?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Se o Venerável autorizar o retorno da palavra, não importando onde se encontra quem a solicitou novamente, a palavra retornará sempre a partir da Coluna do Sul, ou seja, ela volta fazendo o giro completo, sempre começando pelo Sul. É oportuno lembrar que o Venerável Mestre tem que avaliar muito bem o retorno da palavra, pois esse é um procedimento esporádico e nunca corriqueiro.

          2 - O Venerável Mestra ingressa no Altar pelo lado Norte e dele sai pelo lado Sul. Isso se dá porque existe a regra de que no Oriente se ingressa pelo lado Nordeste (mesmo lado do Orador) vindo da Coluna do Norte e, dele se sai, pelo lado Sudeste (lado do Secretário) sempre em direção da Coluna do Sul. Essa regra, universalmente aceita no REAA, tem apenas o fito de normatizar os procedimentos de circulação em Loja. Assim, também ficou pré-estabelecido que o Venerável Mestre é sempre abordado pelo seu ombro direito, como é o caso do 1º Diácono, na transmissão da palavra, do Mestre de Cerimônias, ao colher a assinatura na ata, etc. A única abordagem pelo lado Sul (ombro esquerdo do Venerável) é na Prova da Taça Sagrada. Isso se dá porque existe a retirada tempestuosa do Candidato diretamente em direção à Coluna do Sul.

Outro aspecto universalmente aceito é o de que quem se dirige ao Oriente, por conta da circulação horária no Ocidente, passa obrigatoriamente antes pela Coluna do Norte, sendo assim, é muito mais racional e prático que se ingresse no trono pelo Norte, sem precisar antes aumentar o percurso cruzando pela frente do Altar até a sua banda Sul.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026