sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

SUBSTITUTO III

Em 07.08.2025 o Respeitável Irão Kleber Campos Machado, Loja Luz do Cosmos, 2506, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campo Grande, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

 

SUBSTITUTO

 

Gostaria que o irmão me tirasse uma dúvida se possível.

Sabemos que na ausência do Venerável o irmão Primeiro Vigilante é o substituto legal na direção dos trabalhos.

Num caso hipotético da ausência do Venerável e também do Primeiro Vigilante quem deveria dirigir os trabalhos? O Segundo Vigilante?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Conforme prescreve o RGF, o 2º Vigilante é substituto legal do 1º Vigilante, não do
Venerável Mestre.

Em assim sendo, no caso da sua questão, o Mestre Instalado mais recente da Loja preenche o cargo de Venerável Mestre, o 2º Vigilante o cargo de 1º Vigilante e, conforme menciona o ritual de Aprendiz do REAA vigente, o 2º Experto preenche o cargo de 2º Vigilante.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA

Em 07.08.2025 o Respeitável Irmão Abel Ribeiro de Macedo Junior, Loja União Planaltinense, REAA, GODF (GOB), Oriente de Planaltina, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:

 

LEITURA DA ATA

 

A minha Oficina pratica o REAA e eu gostaria de tirar uma dúvida que se fundamenta em se
fazer a leitura da Ata na própria sessão em que a mesma foi originada, tal qual ocorre no caso da Ata de Instalação e Posse. Seria correto adotar este procedimento?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Isso não é possível, pois nas sessões ordinárias o ritual prevê leitura e aprovação da ata na sessão seguinte do Grau.

Diante disto, descarta-se a possibilidade de aprovação na mesma sessão.

Segue-se irrestritamente o que determina o ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JAN/2026

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

PORTADOR DE QUITTE-PLACET - REGULAR E IRREGULAR

Em 06.08.2025 o Respeitável Irmão Moacir de Paula Guerra Filho, Loja União de Manhuaçu, REAA, GOB MINAS, Oriente de Manhuaçu, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão.

 

PORTADOR DE QUITTE-PLACET

 

Estamos com uma dúvida: O Irmão Portador de Quite Placet válido, pode visitar Lojas, nesse período de seis meses, ou está com todos os seus direitos maçônicos suspensos?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Segue apenas a minha opinião, visto que esta não é uma questão inerente à Secretaria Geral de Orientação Ritualística.

Assim, entendo que um Ir portador de Quitte-Placet, dentro do prazo de validade, para participar regularmente dos trabalhos maçônicos em uma Loja, deve primeiro solicitar a sua Filiação. Obtida a mesma nos conformes legais, ele poderá participar dos trabalhos, fazendo, inclusive visitas a outras coirmãs.

             O prazo de validade do Quitte-Placet (seis meses) não dá direito à participação, dentro deste prazo, nos trabalhos de uma Loja, mas dá direito ao portador de pedir filiação em uma Loja da Obediência que expediu o Quitte-Placet. Caso a validade esteja expirada, o seu portador passará pelas formalidades de Regularização.

É esse o meu entendimento. Sou da opinião de que não é justo que um portador de Quitte-Placet, enquanto válido, fique seis meses frequentando Lojas como visitante sem pertencer ao quadro de nenhuma uma Loja e nem recolher os metais devidos. Assim, primeiro pede-se a filiação e depois de formalmente filiado passa então a frequentar os trabalhos regulares novamente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JAN/2026

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

ELEMENTO ESTRANHO NA RITUALÍSTICA

Em 06.08.2025 o Aprendiz Maçom Marcos Spengler, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos.

 

ELEMENTO ESTRANHO

 

Tenho a seguinte dúvida?

O uso do ataúd do REAA ainda é permitido nas iniciações.

 

            Já faz bastante tempo que esta aberração foi retirada dos rituais do REAA no GOB. Assim, oriento verificar o Ritual de Aprendiz em vigência de 2024. Confira se há alguma referência a urn mort ou similar. Certamente o Irmão não encontrará nada nesse sentido.

Por conta disso, alerta-se: quem estiver inserindo práticas não previstas pela ritualística estará desrespeitando o Ritual - vide título 1.2 - Interpretação Deste Ritual, Aprendiz Maçom, página 13, GOB.

Reitera-se: o que não estiver previsto no ritual não deve ser praticado, sob pena de estar cometendo um delito maçônico, e como tal assim será tratado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

VISITANTE DE OUTRO RITO

Em 05.08.2025 o Respeitável Irmão Jefferson Carlos de Souza, Loja Perseverança e Vigor, 2638, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede o seguinte esclarecimento.

 

VISITANTE

 

Tomo a liberdade de lhe escrever, mesmo reconhecendo que o assunto que desejo tratar não está diretamente ligado à ritualística — campo em que o Irmão é amplamente reconhecido — mas sim por admirar sua experiência, lucidez e firmeza nos posicionamentos que compartilha.

Fui iniciado na ARLS Cruzeiro do Sul nº 3631, Rito Brasileiro, no Oriente de Florianópolis - SC (GOB). Há cinco anos mudei-me para São Paulo e, desde então, estou regular e ativo em minha atual Loja. Apesar disso, mantive um compromisso pessoal de, ao menos uma vez por ano, estar presente nos trabalhos da minha loja mãe, por respeito, gratidão e vínculo afetivo com os irmãos que me acolheram na minha jornada iniciática.

Em minha última visita, fui questionado por um grande Irmão sobre o motivo de eu não utilizar o avental e a gravata do Rito Brasileiro durante as sessões que visito a Cruzeiro do Sul. Segundo ele, por ter sido investido com o avental de Mestre Maçom do Rito Brasileiro, seria meu direito
usá-lo sempre que julgar conveniente.

Minha dúvida se dá justamente neste ponto: o Irmão considera apropriado — ou conveniente — que eu substitua o avental e a gravata do REAA pelo do Rito Brasileiro nessas ocasiões?

Caso seja possível dedicar-me alguns minutos com sua opinião, ficarei profundamente agradecido.

No aguardo, deixo meu TFA e votos de saúde, luz e sabedoria em sua caminhada.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Lamento dizer, mas o Irmão da Loja visitada lhe deu uma informação completamente errada e sem nenhum sentido.

Veja, não obstante a sua pessoa estivesse visitando uma Loja a qual um dia pertencera, inclusive nela tendo sido iniciado, atualmente não há, entre ela (a Loja) e o Irmão, qualquer vínculo como obreiro regular do quadro, visto que nela nem mesmo é filiado.

Nesse sentido, o Irmão é membro regular de outra Loja, inclusive de outro rito e de outro Oriente (Cidade), na qual recolhe os seus metais.

À vista disso, na Loja do Oriente de Florianópolis mencionada, o Irmão é um visitante, portanto nela se apresenta como um visitante do REAA, e não mais do Rito Brasileiro.

Se, ao em vez disso o Irmão fosse filiado na Loja de Florianópolis, então poderia se apresentar vestindo as alfaias do Rito Brasileiro, mas não é o caso.

Por conta disso, essa "estória" de se achar que um obreiro, mesmo de outro rito, possa se apresentar paramentado no rito em que foi investido pela primeira vez é algo completamente equivocado, e até irresponsável, eu diria.

Uma Loja pode mudar de Rito (isto é permitido no RGF), todavia feita a mudança, todos os seus obreiros se vestem conforme o novo rito adotado, e nunca no rito que deixaram de praticar.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

O APRENDIZ E A PALAVRA

Em 05.08.2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte.

 

APRENDIZ E A PALAVRA

 

Bom dia, irmão. No ritual de Aprendiz diz que o Aprendiz não sabe falar ele sabe soletrar, como na transmissão da palavra sagrada. A minha pergunta é a seguinte:

O irmão Aprendiz pode solicitar a palavra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Obviamente que sim. O Aprendiz pode pedir a palavra nos momentos apropriados.

O ato do Aprendiz somente saber soletrar a Palavra Sagrada é de cunho iniciático, podendo o mesmo se pronunciar normalmente quando autorizado ou inquirido.

No contexto iniciático, dar a Palavra Sagrada letra por letra significa aquele que está iniciando a sua jornada pela senda do conhecimento maçônico. Este ato se caracteriza pela infância; os primeiros anos; os primeiros passos.

É preciso separar o que é simbólico da realidade do cotidiano.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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JAN/2026

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

PAINEL DO GRAU E AS COLUNAS ZODIACAIS

Em 02.08.2025 o Respeitável Irmão Paulo Fernando Leuckert, Loja Venâncio Aires II, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

PAINEL E AS COLUNAS ZODIACAIS

 

Ontem um Aprendiz apresentou trabalho sobre o Painel do Grau de Aprendiz REAA - GOB. Depois, nos comentários que normalmente fizemos tentando acrescentar um pouco mais, falei sobre a alegoria das Colunas Zodiacais no desenvolvimento do Maçom, expliquei a diferença entre a Corda de 81 nós e o Cordel de 7 que aparece no Painel, etc. Então, um Irmão perguntou: porque as Colunas Zodiacais não aparecem nos Painéis do REAA? Fiquei sem resposta.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Antes de tudo, é bom que se diga que o Painel do Grau não traz, efetivamente, todos os símbolos inerentes à Loja.

Isso ocorre porque muitos dos símbolos e alegorias foram sendo introduzidos na medida em que os rituais iam se aperfeiçoando. Nem tudo era como está hoje organizado. Por exemplo: nos primeiros rituais do REAA, as Colunas Zodiacais nem mesmo eram mencionadas, nem mesmo havia leitura do Livro da Lei.

Primitivamente, os símbolos do Zodíaco apareciam apenas na base da abóbada, logo acima da frisa, sem colunas fixadas nas paredes. Com o passar do tempo, houve-se por bem representar o Zodíaco nas paredes Norte e Sul do templo, inserido-se para tal as doze Colunas Zodiacais e os símbolos relativos a cada constelação.

Com o fito de representar o caminho iniciático do maçom, os símbolos, outrora pintados ou desenhados na base da abóbada, então passavam a ser representados sobre os capitéis das meias colunas encravadas na parede.

Em relação ao Painel do Grau e o Zodíaco, vale lembrar que o Painel é um artefato mais antigo do que as Colunas Zodiacais. Por ter vindo antes, o Painel manteve-se sem a inserção do Zodíaco..

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GO

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JAN/2026