terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

TEMPO DE APERFEIÇOAMENTO DO APRENDIZ

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Alex Gailey, Loja Renascer de Cotia, REAA, GOB-SP, Oriente de Cotia, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

TEMPO DE APRENDIZ

 

Fiz a leitura do RGF do GOB na questão referente ao tempo que o aprendiz deveria completar sua preparação para aumento de salário.

Está bem descrito o prazo de um ano.

A dúvida: este prazo deve ser considerado para Lojas que mantém sessões semanais e também quinzenais de forma igual?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não obstante esta questão ser própria para o legislador maçônico responder, eu, na minha modesta opinião, penso que é de um ano a partir da data da iniciação, sem se levar em conta o número de sessões que a Loja realiza durante o mês, respeitadas as demais exigências previstas no RGF.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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FEV/2026

 

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO - LENDA HIRÂMICA

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Dyogner Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, presenta a seguinte questão:

 

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO

 

Estou estudando rituais do grau 3 do REAA e notei variações entre o do GOB e o da GLP com relação ao nome do local onde o c do mestre HA foi enterrado pelos tr maus c. No ritual do GOB consta Monte Líbano e no da GLP, Monte Moriah. Poderia comentar sobre essa diferença e se é mais apropriado adotar um ou outro no contexto da Lenda?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Monte Moriá é uma elevação (colina) localizada na cidade Jerusalém, capital de Israel. É um lugar sagrado para as três principais religiões monoteístas conhecidas. Segundo a
Bíblia, foi o local escolhido pelo Rei Davi para construir o Templo que seria depois edificado pelo Rei Salomão.

Monte Líbano está localizado no país denominado Líbano. É uma região formada por uma imponente cadeia de montanhas paralela ao Mar Mediterrâneo no sentido Norte ao Sul, com aproximadamente 160 km de extensão. Com picos nevados e pedras calcárias brilhantes, a região é famosa pelos seus cedros majestosos (cedro do Líbano), um importante recurso natural e rota comercial na Antiguidade.

No tocante à Lenda Hirâmica e a Maçonaria, a mesma foi escrita e contada em várias versões e de conformidade com os ritos maçônicos, embora de mesmo objetivo. No GOB, a versão dessa lenda, em linhas gerais, menciona que o cad de H A foi sep fora dos muros de Jerusalém, razão pela qual nesse acontecimento é citada uma montanha de nome Monte Líbano.

Nesse contexto lendário, o Primeiro Templo teria sido construído pelo Rei Salomão na cidade de Jerusalém. Na Lenda, o personagem H A é vitimado no Templo (em Jerusalém) ao m d por t mm cc quando a obra já ia em fase adiantada de construção. H teve seu c sep em uma montanha (Monte Líbano) fora dos muros da cidade de Jerusalém.

No tocante a Lenda contada na G L P, não sei exatamente como ela é narrada. No caso, seria preciso verificar se nesta narrativa existe alguma coisa que afirme ter sido H A sep fora ou dentro dos muros de Jerusalém.

Penso que o mais condizente seria pelo lado externo dos muros da cidade, visto que os malfeitores, conforme a narrativa, precisaram esconder os rr mm, e isso faria melhor sentido se fosse feito em um lugar distante de onde ocorrera o crime.

Diante desses comentários, é importante ressaltar que esse acontecimento não passa de uma lenda, portanto, como lenda não possui nenhum compromisso com a história. Mesmo que a narrativa da lenda encontre algumas variações na sua descrição, o seu objetivo é o mesmo em todos os ritos, ou seja, é uma alegoria destinada aos ensinamentos de sociabilidade, moral e ética.

Por fim, H A é um personagem fictício, onde na conjuntura iniciática ele representa a morte do Sol pelos três meses de inverno. H A é a personificação do Sol que deixa a T v no inverno e retorna para fecunda-la na primavera que se avizinha – cultos solares da Antiguidade e a alegoria da Natureza.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CIRCULAÇÃO HORÁRIA PELA MESMA COLUNA

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Angelo Kondlatsch, Loja Fé e Trabalho, 635, REAA, GOB-PR, Oriente de Rio Negro, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o seguinte:

 

CIRCULAÇÃO

 

Boa tarde, Eminente Irmão. O atual Ritual menciona que não há circulação horária na mesma Coluna.

Desta forma, o Mestre de Cerimônias, ao terminar de acender a vela na mesa do 2º Vigilante, pode retornar diretamente para seu lugar, sem precisar dar a volta no Painel da Loja, pois está na mesma Coluna, certo?

O mesmo acontece com o Irmão Hospitaleiro, que após coletar o óbolo do Tesoureiro (ultimo Mestre na coluna do Norte na sequência do giro do Tronco), e se não houver presente nenhum Companheiro, não precisa dar a volta pelo painel da loja, pois nada tem a coletar neste momento na Coluna do Sul, para entrar novamente na coluna do Norte e passar pelos Aprendizes. Ou seja, após o Tesoureiro, pode se deslocar até os Aprendizes mantendo-se na Coluna do Norte, sem precisar dar a volta pelo Painel da Loja. Está correta essa análise?

O Ritual afirma que não há circulação horária na mesma coluna. Quem continua a fazer, ou seja, dá a volta ao mundo para voltar ao mesmo lugar, podemos dizer que está errado perante o Ritual?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Perfeito, o Irmão está correto nas suas colocações.

               1 - O M de CCer, ao concluir o acendimento da luz litúrgica no candelabro sobre a mesa do 2º Vig, por estar no Sul, dali mesmo retorna diretamente ao seu lugar, sem a necessidade de passar primeiro pelo Norte para voltar ao Sul.

2 – Durante a coleta, não estando presente nenhum Companheiro, mediante à situação apresentada na questão, o Hospitaleiro, depois de ter feito a coleta do último Mestre do Norte (Tesoureiro), não precisa passar pelo Sul para voltar novamente ao Norte. Nessa condição, o titular passa a fazer diretamente a coleta dos Aprendizes.

3 - Sim, quem estiver fazendo circulação horária ao transitar pela mesma coluna estará desrespeitando o ritual, a despeito de que nele está bem claro não existir giro horário na mesma coluna. No sentido figurado, seria o mesmo que dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar (hemisfério).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

CESSAR A PROVA - TAÇA DAS VICISSITUDES

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Gerson J. Peron, Loja Athena, 4249, REAA, GOB-RS, Oriente de Erechim, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

 

CESSAR A PROVA

 

Olá irmão tudo bem? estava passando o ritual grau 1 pag. 140, quem bate primeiro o malhete agora é o 1º Vig? Percebo que só nesse momento da taça do que muda?

Qual o sentido dessa mudança?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Na verdade, o que estava equivocado era o que constava anteriormente no ritual de 2009, hoje revogado. Já o novo ritual vigente (2024) corrigiu essa distorção.

Na prova da Taça das Vicissitudes, ou Taça Sagrada, a sequência das salvas com de golpes de malhete não se trata de um encadeamento hierárquico que deva começar pelo Venerável Mestre.

             Essa passagem ritualística, que ocorre mediante a expressão facial do Candidato depois de simbolicamente ter esgotado os restos dos amargores da vida, trata-se de um pedido (súplica) feito pelos IIr 1º e 2º VVigem favor do recipiendário ao Ven Mestre, que interrompe a prova imediatamente.

A ação ritualística demonstra a rogação e o aceite, pelo que o Ven Mestre, quando dá imediatamente um golpe de malhete e encerra a prova, ordenando que o Candidato seja retirado.

Assim, no novo ritual não há propriamente uma mudança, mas a correção de uma distorção que alterava substancialmente o sentido da prova. Ora, quem está no comando das ações é o Venerável Mestre, portanto não faria sentido ele pedir a interrupção para ele mesmo.

Finalmente, é necessária a total compreensão de cada período iniciático para que o andamento litúrgico faça sentido. Por serem questões veladas, o significado muitas vezes somente é encontrado nas entrelinhas.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

USO DA PALAVRA - PRÁTICA RITUALÍSTICA

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão José Branco Sobrinho, Lojas Hermes, 3608 e Estrela Polar, 4619, REAA e Rito Moderno, respectivamente, GOB-RS, Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

 

USO DA PALAVRA

 

É um prazer e privilégio contatar com o irmão, Grande Secretário de Orientação Ritualística do GOB e um baluarte do REAA, onde faço a seguinte pergunta, que acabou tornando-se dúvida entre irmãos das citadas lojas:

Quando da Pal a Bem da Ord, o irmão, em pé, no sinal do grau e antes de começar a falar fará a obrigatória saudação às Luzes, às autoridades maçônicas (se presentes) e aos demais irmãos, conforme preconizam os rituais do GOB (Ven M, IIr 1° e 2° VVig, AAut com assento no Or, IIrMM...).

A questão é a seguinte:

1) A cada saudação, o irmão que pediu a palavra (já com o sinal armado), desfaz esse sinal,
após saudar o Ven
M; faz o sinal para saudar os IIr VVig e desfaz, e, assim por diante, ou:

2) Ele faz o sinal e se mantém neste após fazer todas as saudações devidas?

Nossas Lojas faziam como descrito em 2), até a visita do Secr Adj de Or Rit do Rito Moderno, do GOB/RS à Loja Estrela Polar e explicar que o correto é o que consta em 1).

Diante disso, gostaria de vosso esclarecimento que será sempre oportuno às nossas lojas gobianas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A princípio, as Lojas que trabalham no REAA obrigatoriamente seguem o ritual vigente do REAA, as Lojas que trabalham no Rito Moderno seguem o que estiver previsto no ritual vigente do Rito Moderno. Isso é ponto pacífico.

No mais, é legalmente proibida qualquer interferência na liturgia e ritualística de um, em outro rito. Cada rito tem o seu próprio ritual vigente por Decreto do Grão-Mestre Geral.

Assim, no caso do REAA, aquele que for usar da palavra deve antes se dirigir protocolarmente à Loja (isto não é saudação). No caso, depois de ter sido autorizado, o usuário da palavra fica em pé com o Sin de Ord do grau composto e, sem desfazê-lo, cita por primeiro o cargo de Ven Mestre, depois dos IIr 1º e 2º Vigilantes, em seguida, genericamente (sem nominá-las uma a uma) as Autoridades presentes, os Mestres do Sul, do Norte, os Aprendizes e os Companheiros.

Nessa ocasião não se faz sinal individualmente a cada cargo citado. O usuário da palavra deve manter o Sin de Ord composto até o encerramento da sua fala, quando então deverá desfazer o Sin e imediatamente se sentar.

Quanto aos procedimentos para o Rito Moderno, imagino que essa Autoridade estadual - mencionada na sua questão – esteja equivocada, no entanto, por prudência sugiro consulta ao Secretário Geral Adjunto para o Rito Moderno do GOB, cujo contato lhe enviarei no privado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

sábado, 7 de fevereiro de 2026

ANÚNICIO DO PRODUTO AUFERIDO

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão Wanderson da Silva Prada, Loja Acácia Laranjeirense, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, solicita esclarecimento.

ANÚNCIO

Dias atrás, surgiu uma dúvida entre os Irmão sobre o anúncio do resultado do Tronco de Beneficência.

Pelo ritual, devo me dirigir apenas ao Venerável Mestre e informar o valor colhido. Todavia, quando o Venerável Mestre não aguarda o anuncia e dá continuidade aos trabalhos, passando para a palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular, devo apenas me dirigir a ele, quando o uso da palavra se restringir ao resultado do Tronco ou, independentemente de haver outros assuntos a tratar, sempre saúdo as três luzes e os demais irmãos?

CONSIDERAÇÕES

No desenrolar da sessão, assim que seja possível informar o resultado da coleta, o Tes deve pedir a palavra ao 1º Vigilante. Logo que receba a autorização, o Tes imediatamente informa o montante auferido ao Ven Mestre, sem a necessidade de também se dirigir protocolarmente aos demais Irmãos da Loja.

Ressalte-se que o titular ao informar o valor não está se dirigindo à Loja, mas apenas ao Ven Mestre que, em momento oportuno informará oficialmente à Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

COMPOSIÇÃO DA LOJA COM SETE MESTRES - REAA

Em 17.09.2025 o Respeitável Irmão José de Arimatéa Melo Cunha, Loja Fraternidade Campomaiorense, 1605, REAA, GOB-PI, Oriente de Campo Maior, Estado do Piauí, apresenta a seguinte questão:

 

COMPOSIÇÃO DA LOJA

 

Conforme o previsto no Art. 96 do RGF:

“XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons".

Em uma sessão do REAA, onde estão presentes somente o número mínimo de Mestres para ocorrer, que são os 07, sabemos que são obrigatórios os cargos de 1) Venerável, 2) 1º Vig, 3) 2º Vig, 4) Orador, 5) Secretário, 6) Cobridor e 7) Mestre de Cerimônias.

01 Questionamento:

Desta formatação, quem leva a palavra, fazendo o papel dos Diáconos, bem como quem irá trabalhar como Chanceler e Tesoureiro?

Imagino que o Chanceler, que somente atesta o número regular de obreiros, possa ser
substituído pelo Mestre de Cerimônias, que atesta os paramentos e insígnias de cada um na sessão. Já o Tesoureiro, talvez possa ser substituído, pelo Orador ou secretário, para a conferência do tronco.

02 Questionamento:

No caso do Secretário trabalhar como 1º Diácono, será “permitido” que seu altar fique vago excepcionalmente neste caso, assim como ficarão vagos os altares do Chanceler e do Tesoureiro?

CONSIDERAÇÕES

Conforme especifica o Ritual de Aprendiz vigente do REAA, edição 2024, página 214, título "Com 7 Mestres", uma Loja trabalhando com número mínimo previsto de Mestres Maçons deverá ser composta da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Para a liturgia da transmissão da Palavra Sagrada, os cargos de 2º e 1º Diáconos, momentaneamente serão exercidos pelo Mestre de Cerimônias e pelo Secretário, respectivamente.

Não obstante não constar no ritual o preenchimento dos cargos de Tesoureiro e Chanceler, deverão acumular esses cargos o Orador e o Secretário, respectivamente.

No tocante aos lugares vazios, primeiro é bom que se diga que salvo os Altares do Venerável (Altar Mor), dos Juramentos (extensão do Altar Mor) e dos Perfumes, os demais são tratados apenas como "mesas".

À vista disso, enquanto o Secretário estiver momentaneamente exercendo o ofício do 1º Diácono na transmissão da Palavra, o seu lugar, pelas circunstâncias ficará vazio. O mesmo ocorre com os lugares do Tesoureiro e do Chanceler, já que as suas atribuições estarão sendo acumuladas pelo Orador e Secretário, respectivamente.

Por fim, é oportuno salientar que sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros podem ocupar cargos em Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026