quarta-feira, 4 de março de 2026

PISO DO OCIDENTE DO TEMPLO

Em 25.10.2025 o Respeitável Irmão Jader de Lima Viana, Loja União e Justiça, 4232, REAA, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, apresenta a pergunta seguinte:

 

PISO DO TEMPLO

 

Estamos um pouco confusos para fazer o PISO do TEMPLO.

No GOB MINAS há um entendimento diferente do mostrado no Ritual de Grau 1. No nosso entendimento devemos seguir o que consta no Ritual, ou seja, não existe ORLA DENTEADA, e o Mosaico é feito só no OCIDENTE.

Se há alguma instrução diferente, favor me ORIENTAR.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, vale mencionar que no GOB nenhum Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal tem poder para modificar o ritual, portanto não pode existir entendimento "diferente" do que estiver previsto no ritual vigente do REAA.

        Assim, não há nenhum entendimento diferenciado para o Pavimento Mosaico, cujo qual, conforme o ritual de Aprendiz, página 22, recobre todo o Ocidente do Templo.

Formado por diversos quadrados iguais, bancos e pretos, no REAA o Pav Mos aparece assentado de modo oblíquo (diagonal) em todo o chão ocidental da Loja.

Sob o aspecto ritualístico, a disposição oblíqua do Pav também serve para orientar e regular, no simbolismo do REAA, os ppas de cada gr (Marcha do Grau).

Em face à disposição oblíqua do Pav Mos, o acabamento das suas extremidades (junto às paredes e limites previstos) por si só já formam um elemento com aparência denteada, não obstante nada impedir que a Orla Dent seja fisicamente construída como acabamento dos limites do Pav.

De certa forma, a Orla Dent não precisa estar literalmente construída nos limites do piso do pavimento ocidental, a despeito de que a Orla Dent já se faz presente em torno do Painel do Grau, como fosse uma moldura marchetada.

Por conta de que o agrupamento de símbolos no Painel representa, em última análise a Loja formada, essa moldura dentada, ou denteada, chamada de Orla ou Borla Dent, tem a função de "cercar; contornar; unir" a Loja, tal como fosse uma cerca alegórica ou uma Cad de União.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

QUARTO DE HORA DE ESTUDO - EQUIPAMENTO AUDIOVISUAL

Em 24/10/2024 o Respeitável Irmão Emilio A. Trautwein, Loja Breno Trautwein, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

 

QUARTO DE HORA DE ESTUDOS

 

Gostaria de sanar uma questão quanto ao 1/4 de hora de Estudos do REAA.

Na realização das instruções durante 1/4 de Hora de estudos é permitido a utilização de apoio áudio/visual como data/show, TVs entre outros multi meios que auxiliam e melhor contextualizam as informações durante a instrução? Ou tal utilização é proibida, e onde encontramos regra ou norma que traga está proibição?

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Eu, particularmente, desconheço qualquer regra que impeça a utilização de equipamentos audiovisuais durante o tempo de instrução, no caso disso ser necessário.

No entanto, por uma questão de prudência, é bom consultar o ritual em vigência para se certificar se nele não existe nada em contrário, ou mesmo perscrutar a Legislação atualizada da vossa Obediência, sobre esse assunto.

No mais, entendo que a Maçonaria é progressista e acompanha a evolução da Ciência e das Artes, desde que não sejam feridos os Landmarks, bem como as nossas tradições, usos e costumes.

Por fim, constatada a inexistência de qualquer óbice, com prudência é perfeitamente exequível a utilização de elementos sonoros e audiovisuais que ajudem a melhorar a compreensão das instruções.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

 

SUDESTE DO TEMPLO E SINAL DE OUTRO RITO

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão Orestes Lemos da Silva, Loja Vale do Peruípe, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Nova Viçosa, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes:

 

SUDESTE E SINAL DE OUTRO RITO

 

Estou preparando um estudo para nossos AApr e surgiu uma dúvida.

Na pag. 15 do novo ritual REAA especifica que o cabo da espada Flamígera, deverá estar voltada para o sudeste.

Está correto? Sempre vi estar para o Sul.

Se for sudeste ela deverá estar na diagonal confere?

Mais uma pergunta.

Ontem numa reunião Rito Brasileiro, um irmão delegado do Rito sendo consultado pelo Ven Mestre da LOJA, sobre como deve ser o sinal feito pelos irmãos em visitam a outro rito, se o sinal de Comp deve ser o do Rito Brasileiro ou do rito da LOJA, que no exemplo somente se faz a g, o outro braço deverá ficar arreado. Surgiu está pergunta porque assim orientei numa sessão de elevação que alguns IRMÃOS não estavam realizando o sinal de ordem conforme a loja visitada.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Sobre a primeira questão (de quem do Oriente olha para o Ocidente), convenciona-se que todo o lado esquerdo do quadrante oriental (o do Secretário) denomina-se Sudeste, enquanto que o lado direito (o do Orador) de Nordeste.

          Por conta disso, a Esp Flamej, que descansa sobre o Altar em um escrínio, ou sobre uma almofada vermelha, terá o seu cabo voltado para o lado correspondente ao Sudeste. Não existe nada de iniciático, ou esotérico, nessa questão, senão a de que o cabo da Esp, para facilitar o seu manuseio, fique voltado para lado em que o Porta-Espada ocupa lugar em Loja.

Sobre a questão do Ir visitante, é simples. Caso ele não conheça o sinal do rito da
Loja visitada, ele faz o sinal do seu rito. Simples assim.

O que um visitante não pode é interferir na execução da ritualística da Loja anfitriã, ao ponto de altera-la com práticas de outro rito. Por exemplo, usar balandrau se o rito da Loja visitada só admite o uso de terno; circular pelo templo de modo diferenciado do que está sendo executado pela ritualística; um visitante, usando a palavra, concitar seus acompanhantes a ficarem em pé, sem autorização do Vig; etc.

Agora, quando se tratar de ssin de ord e ppen (muito parecidos entre os ritos), o visitante pode perfeitamente fazê-lo tal como ele está acostumado no seu rito – isso não altera o andamento ritualístico.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2026

terça-feira, 3 de março de 2026

INSTRUMENTOS DE TRABALHO DE APRENDIZ NO REAA

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, apresenta as seguintes questões:

 

INSTRUMENTO DE TRABALHO

 

1- Um irmão Apr fez um trabalho pra aumento de salário com o título de "OS TRÊS INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO APRENDIZ", terminada a sessão um Irmão do quadro foi procurado por outro irmão que estava na sessão, esse irmão é de outra loja de outro oriente que lhe disse que no GOB o Apr só tem dois instrumentos de trabalho, procede ?

2- Quando da abertura dos trabalhos e o Venerável Mestre pede para o 1º Vig fazer a verificação se todos são AApr, todos em ambas colunas ficam de P e O. Como devemos proceder, ficar de P e a O voltados para o centro da loja ou voltados para o Oriente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Quanto à questão 1, não se trata de "no GOB" o Aprendiz possuir apenas o Maço e o Cinzel como seus instrumentos de trabalho. É fato consumado que no REAA original o Apr possui apenas dois objetos de trabalho: o Maço e o Cinzel.

No REAA, o Aprendiz não usa a Régua graduada como objeto de trabalho. A Régua, com 24 PPol, é ferramenta de trabalho utilizada pelo Comp Maçom. A Régua é comum ao Apr no Rito de York, mas nunca do REAA.

Lamentavelmente, ainda existem rituais anacrônicos do REAA pelo Brasil que persistem com o erro de incluir a Régua como objeto do 1º Grau. Como dito, no Rito de York isso faria sentido, no entanto no REAA, nunca.

                 Infelizmente, ainda existem no Brasil alguns rituais que misturam símbolos do Rito de York com os do REAA. Esses rituais equivocadamente trazem a Tábua de Delinear inglesa enxertada e camuflada como mais um painel, um tal de painel alegórico. É um festival de horrores, pois em muitos casos há distinção de símbolos entre ritos de raízes diferentes. Em nome dessas lastimáveis acomodações é que acabou aparecendo, em alguns casos, o Apr do REAA (vertente francesa) utilizando, erradamente, uma Régua, a qual é genuinamente usada no Rito de York (vertente anglo-saxônica).

Outro fato lamentável é o de se ver um Apr praticante do REAA, no GOB, redigindo uma Peça de Arquitetura para o seu aumento de salário baseada em bibliografia contrária ao
ritual vigente.

Nesse contexto, sabe-se perfeitamente que a bibliografia deve estar de acordo com o rito e o ritual vigentes na Obediência. No caso do GOB, no seu ritual do REAA do Grau 1, em nenhum momento é mencionada à Régua com 24 PPol. Inclusive, na página 10 desse mesmo ritual encontra-se a clássica alegoria de Apr, na qual aparecem apenas o Maço e o Cinzel como instrumentos de trabalho. Ainda, na página seguinte (11), apresenta-se o Painel do Grau de Apr (o que vai no centro do Oc) com o relicário de símbolos do 1º Grau - nele também não aparece nenhuma Régua. Ainda mais, nesse mesmo ritual encontram-se as Instruções oficiais do 1º Grau, e nelas também não há qualquer alusão à Régua.

No entanto, basta se observar o ritual do 2º Grau do REAA e se verá a Régua com 24 PPol aparece na alegoria do Comp Maçom. A mesma Régua pode ser vista no respectivo Painel da Loja do 2º Grau. E assim por diante.

Para concluir esta questão número 1, penso que mais lamentável ainda é se ver a falta de atenção de um Vig instrutor que não orientou o Apr, deixando-o pesquisar, sem qualquer orientação, em elementos estranhos ao contido no ritual.

Quanto à questão número 2, em Loja de Aprendiz, o 1º Vig verifica do seu lugar se todos nas Colunas são maçons. Assim, todos os presentes nas Colunas ficam em pé e à Ordem, naturalmente, ou seja, cada um em pé conforme a disposição do seu assento.

Conforme consta no ritual vigente, não há necessidade de que todos nas Colunas se voltem para o Or, quando se tratar de Loja de Apr.

Qualquer orientação contrária, certamente ela estaria prevista no ritual, o que não é o caso.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

segunda-feira, 2 de março de 2026

GUARDA EXTERNO - ATIVIDADES

EM 23/10/2025 o Respeitável Irmão Lucas De Sousa Francisco, Loja Águia de Haia, 2518, REAA. GOB-SP, Oriente de Limeira, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

GUARDA EXTERNO

 

Atualmente exerço o cargo de Mestre de Cerimônias e tenho uma dúvida referente às atribuições do cargo de Guarda Externo. Ontem, durante a sessão, houve alguns comentários sobre o tema. Já li suas postagens sobre a forma de atuação do Guarda, porém o nosso Deputado Federal, Irmão Celso Nogueira, orientou o Venerável dizendo que o Guarda Externo não precisa se retirar da sessão toda vez que, por exemplo, é necessário cobrir o tempo ou quando um Irmão das colunas precisa de cobertura externa.

Na nossa prática atual, eu, como Mestre de Cerimônias, faço a retirada do Irmão e o Guarda Externo o acompanha, retornando em seguida.

Gostaria de saber se essa orientação procede, pois no novo ritual não encontrei nenhuma menção específica sobre isso.

Você poderia, por gentileza, me ajudar com essa orientação para que eu possa também auxiliar o Venerável corretamente.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A bem da verdade, o Cobr Ext ou G Ext é um dos cargos mais tradicionais na Moderna Maçonaria. Na Maçonaria Anglo-saxônica (CRAFT), em muitas Lojas, o Guarda Ext (Tiler) permanece o tempo todo próximo à porta pelo lado de fora. Sua função é de afastar não iniciados dos trabalhos maçônicos.

Também é do seu ofício examinar IIr desconhecidos, verificando o grau e a possibilidade de se ingressar nos trabalhos da Loja. Na Inglaterra, em muitos casos, as Lojas até contratam um o G Ext, o qual é geralmente um Past-Master remunerado pela função. Ele não ingressa nos trabalhos, mas literalmente guarda a porta do templo pelo seu exterior para afastar os "Cowans".

Na Maçonaria brasileira, no entanto, salvo raríssimas exceções, o Cobr Ext tem sido apenas uma figura decorativa, pois quando o cargo é preenchido (outra raridade), ele guarda a porta exteriormente apenas na abertura dos trabalhos, sendo depois convidado a ingressar, como ocorre nas Lojas do GOB do REAA, e dali só se retira após o encerramento da sessão.

Assim o ritual não prevê absolutamente mais nenhuma outra atividade, além da abertura, para o Cobr Ext, mormente quando o templo precisa ser coberto a algum Irmão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

AGRACECIMENTOS E SAUDAÇÕES NO ENCERRAMENTO

 

Em 22/10/2025 o Respeitável Irmão Otto da Silva Lellis, Loja Luz e Caridade, 525, REAA, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

AGRADECIMENTOS E SAUDAÇÕES

 

Gostaria de um esclarecimento para um assunto que vem criando um certo desgaste dentro da Loja que eu sou filiado. O Ven Mestre ao final da sessão antes da palavra do Orador tem agradecido aos irmãos do quadro e visitantes pela presença na reunião e alguns irmãos estão descontentes, pois acham que isso é dever do Orador. Li uma postagem do senhor de 1/11/17, e fiquei em dúvida saudação é diferente de agradecimento? Completo ainda, o Ven Mestre
não cita loja, é um agradecimento de forma geral.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Entende-se que nada impede o Venerável Mestre, nas suas considerações finais, de agradecer genericamente à Loja pela presença de todos. O que isso não pode é ser confundido com saudação aos visitantes, a qual compete exclusivamente ao Orador fazê-la.

A tarefa de saudar em nome da Loja os Irmãos Visitantes, conforme prevê o Ritual do REAA vigente, é do Orador (página 80 do Ritual de Aprendiz).

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026