segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:

1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).

2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.

3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.

Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas
situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.

Vamos às respostas:

  1. Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.
  2. Sim, a despeito de que uma das funções do M CCer é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.
  3. De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M de CCer, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.

Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

LOJA DE MESA II - LOJAS INCORPORADAS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Evaldo Shuster, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, REAA, GOB-SP, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos:

 

LOJA DE MESA

 

1 - Em uma iniciação de dois candidatos, que professam religiões diferentes, os livros devem ser dispostos igualmente no altar dos juramentos? O Esquadro e o Compasso ficam sobre os dois ao mesmo tempo?

2 - Pertenço ao GOB-SP. Podemos realizar uma sessão de banquete de mesa em conjunto com uma loja da GLESP e outra do GOP, sendo que temos tratado de reconhecimento mútuo?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               1) Cerimônia de Iniciação - No caso, a Bíblia aberta, com o Esq e o Comp armados sobre ela, permanece no centro do Altar dos Juramentos. O outro Livro Sagrado, fechado, com Esq e o Comp armados sobre ele, fica à direita da Bíblia.

A Bíblia atende à obrigação prestada pelo Candidato que nela professa a sua fé,
enquanto que o outro Livro Sagrado, fechado, atende à obrigação prestada pelo outro Candidato. Reitera-se, a Bíblia estará presente sempre no centro do Altar dos Juramentos e dali não pode ser retirada durante a sessão.

2) Loja de Mesa - Conforme prevê o RGF, Art. 108, § 1º, VIII, uma Loja aberta em Banquete Ritualístico trabalha em uma "sessão ordinária".

No GOB, uma Loja de Mesa em Banquete Ritualístico trabalha em sessão ordinária atendendo ao ritual vigente, no caso o que consta em Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), edição 2016 – Banquete (Loja de Mesa).

Seguem alguns procedimentos legais que devem ser atentamente observados para realização desses trabalhos em uma sessão ordinária:

a) Uma Loja poderá estar presente à sessão de uma coirmã como incorporada, quando ambas, da mesma Obediência, funcionarem na mesma sessão e no mesmo rito;

b) Caso a Loja coirmã não atue no desenvolvimento dos trabalhos ritualísticos, ou não seja do mesmo Rito, será uma Loja Visitante.

c) As Lojas incorporadas ingressarão no Templo juntamente com a Loja anfitriã e com ela dividem a realização dos trabalhos, em sessão conjunta.

d) Essas informações constam na página 74 do Ritual de Aprendiz, REAA, 2024).

Assim, em face ao exposto, as Lojas da GLESP e COMAB, não obstante a existência de tratado mútuo de reconhecimento, serão recebidas como Lojas Visitantes e não poderão dividir os trabalhos em sessão conjunta.

No GOB, conforme a legislação, para a incorporação de Lojas e trabalhos conjuntos é preciso que as Lojas sejam da mesma Obediência (GOB) e do mesmo rito. No caso, os trabalhos se darão em conformidade com o ritual de Banquete (Loja de Mesa) elaborado e aprovado somente Lojas do Grande Oriente do Brasil.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

 

DELTA NO DOSSEL

 

Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).

O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante ao Delta fixado na parte frontal do dossel, de fato este símbolo não consta no ritual vigente. Na verdade, ele é uma reminiscência de anacronismos encontrados em velhos rituais.

Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.

              Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.

No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.

Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.

De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

 

TEMPO DE ESTUDOS

 

Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

         Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.

Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.

O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

 

ESTANDO EM PÉ

 

1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.

2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?

3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin de Ord do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr do REAA que desconhecem essa regra.

À vista disso, obviamente que os IIr Orad e o Secr, ficam à Ord nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord sentado.

2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Loja
em recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven
Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.

Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o VenMestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.

3 - Se na ocasião, o Ven Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2026

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS

Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:

 

BALANDRAU

 

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:

1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?

2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?

3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?

4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen MM ou pode trabalhar, ocupando cargos?

Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.

Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).

Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão
recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.

Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.

Valos lá:

1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB

2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.

3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.

4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

SINAL (GESTO) DE COSTUME

Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:

 

SINAL DE COSTUME

 

1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?

2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.

2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2026