sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

 

TEMPO DE ESTUDOS

 

Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

         Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.

Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.

O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

 

ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

 

ESTANDO EM PÉ

 

1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.

2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?

3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin de Ord do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr do REAA que desconhecem essa regra.

À vista disso, obviamente que os IIr Orad e o Secr, ficam à Ord nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord sentado.

2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Loja
em recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven
Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.

Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o VenMestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.

3 - Se na ocasião, o Ven Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS

Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:

 

BALANDRAU

 

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:

1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?

2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?

3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?

4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen MM ou pode trabalhar, ocupando cargos?

Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.

Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).

Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão
recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.

Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.

Valos lá:

1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB

2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.

3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.

4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

SINAL (GESTO) DE COSTUME

Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:

 

SINAL DE COSTUME

 

1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?

2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.

2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

ABERTURA DA LOJA - REAA

Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

 

ABERTURA DA LOJA

 

Douto Irm Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.

Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M CCer ocupar seu lugar, o Ven Mestre solicita aos IIrm que fiquem "em L" (sic).

Ora, se estamos com o L L fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob ainda não estamos nem deveríamos estar "em L".

Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord, meus IIrm. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig que ao conferir o Oc solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord" e não "em L".

Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.

No que diz respeito ao M de CCer mencionar a expressão “em Loja, meus IIr, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin é composto antes da abertura do L da L.

Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:

  1. Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin, o Ven Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M de CCer alertando: “Em Loja, meus IIr!”.
  2. A seguir o Ven Mestre determina ao 1º Vig que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);
  3. Depois, determina que o 1º Vig cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol são maçons);
  4. Para cumprir essa missão, o 1º Vig manda todos os que ocupam Oc ficarem à Ord; em seguida comunica a certificação ao Ven Mestre; todos do Oc desfazem o sin e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin, até que a Loja esteja definitivamente aberta.
  5. O Ven Mestre então pergunta ao Chanc (que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc fica em pé, sem sinal e responde;
  6. Ato continuo, o Ven Mestre pergunta ao M de CCer (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M de CCer fica em pé, sem sin e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.

Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M de CCer tal como a mencionada na sua questão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ABÓBADA DE AÇO - RECEPÇÃO DE AUTORIDADES

Em 04/10/2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA GOB-RS, Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte consulta:

 

ABÓBADA DE AÇO

 

Gostaria de obter informações suas sobre:

1 - Abóbada de Aço:- Quando e como é formada?

2 - Comissão de Recepção: Tenho lido que deve ser de 13 Mestres Maçons e para recepcionar o Pavilhão Nacional, e sua formação é com espadas à 45º par baixo e a direita...

Quais diferenças entre estas duas formações?

Desde já agradeço a atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Todos esses procedimentos podem ser encontrados no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, dele o título 2.7 Recepção de Autoridades e Portadores de Título de Recompensas, página 66 e seguintes.

Sobre o ingresso e retirada do Pavilhão Nacional, ver páginas 111 e 174 do ritual acima mencionado.

Rege o Cerimonial para a Bandeira Nacional no GOB o Decreto 1476/2016 do Grão Mestre Geral. Este Decreto pode ser encontrado na página oficial do GOB, plataforma GOB LEX, ou nos dois volumes dos Rituais Especiais 2017 (Eventos Irrestritos e Roteiros) e Rituais Especiais 2016 (Sessões Exclusivas).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

 

 

TOQUE

Em 02/10/2025 o Respeitável Irmão Wellington Trindade Rodrigues, Loja Alferes Tiradentes, 2101, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

 

TOQUE

 

Olá, meu Ir, como vai? Mais uma vez recorro à sua orientação. Gostaria de saber se o toque do Grau 1 serve apenas para reconhecimento, ou se também pode — e deve — ser utilizado no convívio diário com os IIr já reconhecidos. Pois não vejo um consenso.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                SSin, TToq e PPal, não obstante o alto significado iniciático que cada um deles possui, também resguardam os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria. Na prática, por ser um costume haurido da Maçonaria primitiva (de Ofício), eles protegem a Maçonaria regular dos cowans e bisbilhoteiros.

Graças a isso, nos parece ser completamente desnecessário o uso do Toq no convívio diário entre maçons conhecidos.

Obviamente que nos trabalhos em Loja e nos telhamentos previstos pelo cobridor de cada grau, é natural a sua utilização. Do mesmo modo, quando, pelas circunstâncias, seja necessário se identificar um desconhecido. Fora isso, não há o porquê do seu uso aleatório.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2029