terça-feira, 9 de junho de 2026

ESTRELA POLAR (POLARIS)

Em 02.04.2026 o Respeitável Irmão Thales de Alencar Cézar, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos para o seguinte:

 

ESTRELA POLAR

 

Estou ajudando um irmão aprendiz a realizar um trabalho sobre abóboda celeste e surgiu uma dúvida. No Ritual novo de 2024 foi incluído a estrela Polar, porém no ritual antigo de 2009 não tem. Como podemos abordar essa inclusão no trabalho, já que em nossa Loja não possui a Estrela Polar?

Desde já, agradeço pelo tempo e atenção no envio da resposta.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A justificativa para o aparecimento da Estrela Polar (Estrela Polaris) na abóbada do templo é porque o REAA, nascido na meia-esfera Norte do planeta Terra, tem a sua decoração estelar concernente ao firmamento (abóbada) visto do Norte.

Como o rito em questão nasceu na França, a abóbada do seu templo obedece à imagem aproximada vista do céu europeu.

             Na verdade, primitivamente a decoração da abóbada do REAA é uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, loja então criada em outubro de 1804 na França para gerenciar a elaboração do primeiro ritual para o simbolismo do Rito, que até então era inexistente na Europa (observe-se essa história).

À vista de tudo isso, a Estrela Polar, ou Polaris, que agora aparece no ritual, não é nenhuma novidade, mesmo que ela tenha sido esquecida por muito tempo por alguns pseudos ritualistas que pouco entendem da estrutura doutrinária do REAA – um rito deísta/teísta e solar por excelência.

Já, sob o ponto de vista histórico que envolve a Estrela Polar na Maçonaria, esse símbolo vem do período atinente à Franco-maçonaria operativa e está diretamente relacionado à orientação noturna em uma época em que os artífices viajantes se deslocavam pelos longínquos rincões nortistas da velha Europa Medieval.

Assim, não há nada a se estranhar com a presença da Estrela Polar do Norte na decoração dos templos maçônicos, lembrando que os artífices, construtores de igrejas e catedrais da Idade Média, nossos ancestrais, tinham o hábito comum de se deslocar pelo norte da Europa em busca de contratos de trabalho que envolviam novas construções, sobretudo pela expansão territorial da Igreja logo após o ano mil.

             É bom lembrar que na Idade Média (séculos X, XI e XII) a Franco-maçonaria foi a principal corporação de construtores (ofícios francos) a serviço da Igreja, para quem eles construíam catedrais, igrejas, mosteiros e abadias góticas. Graças a isso é que esses “pedreiros livres”, viajantes de então, foram por longo tempo protegidos pelo clero, fato que lhes deu notoriedade e crescimento econômico.

Nesse contexto, de canteiros medievais, viagens e construções, a Estrela Polar do Norte foi uma das principais referências de orientação. Ela é a estrela mais brilhante da constelação da Ursa Menor e se caracteriza por se localizar muito próxima de um ponto sobre o polo norte celeste da Terra. Por conta disso, a Estrela ela tem servido a séculos como uma toponímia celeste noturna de navegação, principalmente para se encontrar o norte no Hemisfério Norte.

Por se apresentar praticamente alinhada com o eixo de rotação da Terra, a Estrela Polar, ou Polaris, parece estacionada no firmamento noturno, enquanto que as demais estrelas, à sua volta, aparentemente giram em torno dela.

Como naquela época ainda não existiam lojas maçônicas especulativas e nem templos decorados como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria, a Estrela Polar, que literalmente brilhava no firmamento boreal, servia como referência para guiar os artífices da pedra calcária em deslocamento para porto de salvamento. Nesse tempo era comum que os “pedreiros” se reunissem e se hospedassem em estalagens e tabernas das cervejarias, sobretudo na Inglaterra – as tabernas dos maçons antigos.

Em relação ao aspecto iniciático e esotérico da Moderna Maçonaria (dos Aceitos), o símbolo Polaris, fixado na banda norte da abobada da Loja, simbolicamente revela uma ideia de “estabilidade”, mormente porque essa Estrela literalmente, no firmamento, permanece parada e alinhada com o eixo de rotação da Terra – é uma referência segura para aqueles que buscam orientação, olhando para o Norte.

Esse é um resumo do porquê da aparição da Estrela Polar ao Norte da abóbada celeste da Loja. Nesse sentido, também vale ressaltar que das estrelas que compõem a constelação da Ursa Menor, apenas a Estrela Polaris aparece visível na abóbada celeste da Loja. Assim, é prudente não confundir no firmamento da Loja a constelação da Ursa Menor (que traz a Estrela Polar) com a da Ursa Maior, a qual, de fato, aparece com todas as suas sete estrelas na abóbada. O número sete, de estrelas que a formam, é que dá origem à palavra “setentrião”, termo conexo à região norte da Terra (isso também foi corrigido no ritual de Aprendiz do REAA/2024.

Ao concluir, vale lembrar que a abóbada celeste do templo maçônico é uma figura estilizada e alegórica, portanto está longe de ser um mapa astronômico preciso do firmamento.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

SAUDAÇÃO 6 - REAA

Em 01/04/2026 o Respeitável Irmão Alexandre Miranda, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

amrfisioterapia@gmail.com

 

SAUDAÇÃO

 

Lendo o ritual e estudando seu blog me vieram algumas dúvidas. No início dos trabalhos o 1º Diác recebe a palavra e desce para transmiti-la sem parada formal e/ou sinal pois se obedece a circulação, porém o Livro da Lei não está aberto. Seguindo o ritual, para a abertura do livro da lei o Venerável chama o Mestre de Cerimônias para conduzir o Orador ao altar dos juramentos, essa entrada no Oriente pelo Mestre de Cerimônias ele faz sem qualquer parada, sinal ou vênia correto? Pois o Livro da Lei ainda está fechado.

E ao final da sessão quando o Mestre de Cerimônia após conduzir o Orador para fechar o Livro da Lei e assim ele o faz. Ao descer para o Ocidente ele também não faz nenhuma parada formal, sinal ou vênia correto? Pois o livro da lei já foi fechado.

Outra dúvida que ocorreu foi com a postura do Mestre de Cerimônias ao levar a ata para o Orador e Venerável. O Mestre de Cerimônias ficaria à ordem à direita do Venerável, e no caso do Orador o Mestre de Cerimônias fica à ordem enquanto ele assina a ata? E ficaria a ordem voltado para qualquer posição ou a direita e voltado para o Orador?

Pois na orientação ritualística estando de pé teria que ficar a ordem. Seria esse o entendimento? Desde já agradeço os esclarecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

  • Na transmissão da palavra, durante a abertura dos trabalhos, não existe saudação ao Ven Mestre e nem parada formal, pois a Loja ainda não foi declarada definitivamente aberta (o Livro da Lei ainda continua cerrado). Assim, nessa ocasião, durante o trânsito pela Loja os titulares não fazem sinal e nem parada formal quando ingressarem ou saírem do Oriente No caso, transitam naturalmente, obedecendo apenas à circulação, conforme está previsto no ritual.
  • No caso do M de CCer, em deslocamento para fechar o Painel do Grau, nessa ocasião também não presta nenhuma saudação e nem faz parada formal, em se observando que naquele instante o Livro da Lei já está fechado.
  • No REAA, quem estiver em pé e parado em Loja aberta fica à Ordem. Isso é regra. Assim, enquanto o M de CCer estiver aguardando as assinaturas do Ven Mestre e do Orad, ele aguarda à Ordem, voltado para cada um dos titulares.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sábado, 6 de junho de 2026

NÚMERO DE NÓS NA CORDA (PAINEL DO GRAU)

Em 01/04/2026 o Irmão Companheiro Maçom Robson José Oliveira Martins, Loja Universitária de Cascavel, 3289, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte.

 


CORDA COM NÓS

 

Em primeiro momento, expresso meu respeito e a grande alegria que escrevo essa mensagem ao Irmão, trago uma dúvida para submeter à sua elevada apreciação uma questão de natureza ritualística, surgida durante estudo realizado acerca do Painel do Grau de Companheiro no âmbito do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Especificamente, a dúvida refere-se à quantidade de nós presentes na corda que circunda o painel. Conforme a leitura ritualística adotada em Loja, em minha percepção de recém elevado a C Mvejo existência de três nós. Todavia, alguns Irmãos sustentam a interpretação de que seriam cinco, 7 ou 12 nós, o que gerou divergência construtiva durante o pré-projeto dos trabalhos.

Buscando maior aprofundamento, consultei algumas obras que pouco falam sobre o número exato, encontrei na obra "50 instruções de Companheiro", Raymundo Delia Junior na qual se reforça a compreensão de três nós no contexto do REAA, ainda que haja menção simbólica ou interpretativa que deveria remeter ao número cinco, possivelmente em associação a outros elementos do grau.

Diante disso, e considerando sua reconhecida autoridade e profundidade nos estudos maçônicos, venho respeitosamente solicitar sua análise acerca do tema, especialmente no que tange à correta leitura ritualística e à distinção entre o símbolo formal e suas possíveis interpretações filosóficas.

Desde já, agradeço pela atenção dispensada e pela constante contribuição ao aprimoramento dos estudos na Ordem.

 

COMENTÁRIOS

 

Não existe um padrão quantitativo para o número de “nós” que aparece em cada uma das “cordas” desenhadas nos painéis. Esclareça-se que no decorrer do século XIX, principalmente na França, concomitante aos ritos maçônicos que iam paulatinamente aparecendo, uma enorme quantidade de painéis também era elaborada, muito ao gosto dos artistas da época.

Um detalhe interessante a respeito, que deve ser levado em consideração, é que muitos desses painéis abrangiam, em um mesmo quadro, dois graus, principalmente para Lojas de Aprendiz e Companheiro. Assim, era comum que um mesmo painel servisse para dois graus.

Em se tratando da sua origem histórica e seu significado, conforme o rito a “corda” de sisal corresponde à cerca que delimitava cada canteiro de obra operativo da Maçonaria. No tocante ao seu significado especulativo, especialmente no REAA a corda acabaria se consagrando como a “Corda com 81 Nós”.

Em relação a esses nós, na Maçonaria Especulativa eles ficariam conhecidos como os laços do amor, enquanto que a corda que contorna o templo (canteiro) é um símbolo representativo da união dos Irmãos agregados no seio da Loja. Esotericamente, significa a “resistência pela união”, sobretudo pelo formato que lhe dão as fibras trançadas e retorcidas, tornando-a mais resistente. A corda também simboliza a força dos operários unidos em prol de um mesmo objetivo.

Além disso, essa corda também é uma reminiscência do antigo cordel com 12 nós, instrumento com o qual se aplicavam as propriedades do triângulo retângulo pela 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), elemento geométrico essencial para a construção dos "cantos da obra". Essa prática operativa se dava a partir da pedra angular da construção, a qual, como ponto de partida, primitivamente era fincada no canto nordeste da obra.

Assim, tanto a “corda” como o “cordel” representados nos diversos painéis elaborados na França, a partir do século XVIII, sugerem essas interpretações. O número de nós aplicados na corda, ou cordel, é simbólico. Possivelmente pela falta de espaço na distribuição dos símbolos sobre o painel, os artistas desenhavam a corda apenas com um número representativo de nós, às vezes com três, outras com cinco, com sete, com doze, nove e mais.

Basicamente são esses os breves comentários sobre a história da “corda” e do “cordel” nos painéis das Lojas de Aprendiz e de Companheiro. Quanto as interpretações, vai depender do arcabouço doutrinário de cada rito.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

quinta-feira, 4 de junho de 2026

GESTO DE REPROVAÇÃO NA VOTAÇÃO NOMINAL

Em 30/03/2026 o Respeitável Irmão Almy Pereira, Loja Acácia Mangabeirense, REAA, GLEB, Oriente de Governador Mangabeira, Estado da Bahia, pede esclarecimento.

 

GESTO DE REPROVAÇÃO.

 

Boa tarde me irmão, eu gostaria de saber onde diz qual é o sinal de reprovação no REAA.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Quando se tratar de Maçonaria é preciso se levar conta que o termo “sinal” é de uso mais apropriado quando se tratar de movimento gestual iniciático, como por exemplo, fazer o Sin de Ord, do Grau, Pen, etc.

Por conta disso, é preciso separar o que é um simples gesto convencional efetivado em uma votação nominal para manifestar aprovação, reprovação ou abstenção, dos movimentos manuais e pedestais feitos na composição dos SSin iniciáticos.

No caso do REAA, nas votações nominais, o mais comum é o gesto de aprovação pela forma de costume, o qual é feito geralmente sentado, estendendo-se o braço e antebraço direito para a frente. Nessa mesma conjuntura, há ainda o gesto de abstenção, fica-se em pé e à Ordem, e o voto contrário (ou de desaprovação), quando se permanece sentado, como está, ou seja, não faz nenhum gesto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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JUN/2026

SIGLA - TÍTULO ABREVIADO

Em 30/03/2026 o Respeitável Irmão Janse Ricardo Reis Ferreira, Loja Mensageiros do Bem, 812, REAA, GOB-PE, Oriente Garanhuns, Estado de Pernambuco, pede esclarecimentos.

 

SIGLA

 

Meu irmão, tenho uma dúvida, sobre as siglas REAA, em conversa em loja pronunciei a sigla REAA e depois falei o significado Rito Escocês Antigo e Aceito, fui recriminado por falar as siglas REAA, gostaria de saber é errado pronunciar, mesmo falando o significado.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            O mais formal é mencionar o nome do Rito por extenso, ou seja, "Rito Escocês Antigo e Aceito". Eu, particularmente prefiro escrevê-lo de modo abreviado: R E A A, ou REAA, todavia, ao pronunciá-lo durante uma leitura, opto por ler o título por extenso: Rito Escocês Antigo e Aceito.

O que eu acho desnecessário é se pronunciar por primeiro a sua abreviatura e em seguida dizer o título por extenso. Ora, o mais salutar é se evitar a prolixidade, bem como o excesso de preciosismo.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

INSTALAÇÃO E POSSE - PARAMENTOS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão Carlos A. M. Costal, Loja Terceiro Milênio, 2540, REAA, GOB-PR, Oriente de Maringá, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

INSTALAÇÃO – PARAMENTOS

 

No dia 27/6, vou presidir a Comissão de Instalação e Posse do meu sucessor.

Minha dúvida, nessa sessão que eu vou presidir, eu vou usar os paramentos do V M (Avental, Colar, Punho e Chapéu), ou já faço a instalação com o paramento do Mestre Instalado (sem punho e sem chapéu).

Desde já agradeço sua orientação

 

CONSIDERAÇÕES

 

Sendo você o atual Venerável Mestre da sua Loja e também presidirá os trabalhos de Instalação do novo Venerável, seu sucessor, sugiro que na cerimônia, como Presidente da Comissão Instaladora, uses apenas os paramentos de Mestre Instalado (Ex-venerável), deixando os paramentos de Venerável Mestre para aquele que tomará posse. É mais coerente, assim entendo.

               No tocante ao uso do chapéu pelo Presidente da Comissão Instaladora, o seu uso fica dispensado, pois na instalação e posse o Venerável Mestre também receberá o chapéu como parte da sua indumentária (evita-se assim a duplicidade de uso da cobertura na sessão).

Atendendo a essa orientação, evita-se a troca de paramentos em plena sessão, bem como o uso indevido de cobertura na liturgia dos trabalhos.

Finalizando, os novos rituais de Instalação, que já se encontram na gráfica em Brasília para impressão, logo serão distribuídos. Neles, esses particulares ficam claramente especificados.

 

 

T.F.A.

 

 

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JUN/2026

quarta-feira, 3 de junho de 2026

COLETA DO TRONCO - PLATAFORMA ELETRÔNICA

Em 03/06/2026 o Respeitável Irmão Leonardo Pereira, Ven Mestre da Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

COLETA POR PIX

 

Alguns irmãos estão questionando a doação ao Tronco de Beneficência via PIX, tendo em vista que o nosso ritual fala que o mesmo deve ser feito em espécie (moeda corrente), não se admitindo nele outra forma de doação.

Como devemos proceder no caso de o Irmão querer efetuar o pagamento por meio de PIX?

Pode adotar tal forma de recebimento, ou é proibida essa prática?

Os Irmãos alegam que a doação em espécie hoje em dia está muito complicada por conta de a maioria só utilizar pagamento via PIX e não utilizarem dinheiro em espécie.

Desde já agradeço a atenção do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Cabe informar que desde 10 de novembro de 2025 encontra-se em vigência o Decreto 2.221/2025 do Grão-Mestre Geral que autoriza o uso de meio eletrônico e plataforma digital na coleta do Tronco de Beneficência ou equivalentes.

Em poucas palavras, o sistema foi criado por um Irmão do GOB, o qual foi testado, aprovado e adotado no âmbito das Lojas. Essa plataforma digital recebe, em tempo real, o óbolo e preserva a identidade do doador, segundo os nossos costumes.

Outrossim, consta no Decreto mencionado, que a doação via PIX complementa o modo tradicional de coleta, e não o extingue. Assim, para o uso do PIX como ferramenta eletrônica de coleta, é impreterível que a Loja use apenas a plataforma indicada no Decreto, não se admitindo o uso do PIX na coleta por outra plataforma – isso é inquestionável.

             Assim, reitera-se que a coleta tradicional, via bolsa, persiste e deve ser mantida, adequando-se à essa prática maçônica consagrada, aqueles que optarem pelo uso do PIX.

À vista disso, e como a plataforma funciona em tempo real, durante a conferência do Tronco é possível computar todos os valores auferidos, tanto os via PIX, assim como os valores em espécie, preservando-se ainda o anonimato dos doadores e a lisura da sessão.

Para melhores esclarecimentos a respeito, sugere-se que a Loja busque orientações no seu Grande Oriente Estadual, ou do Distrito Federal, através da Secretaria Estadual de Administração, ou da Guarda dos Selos

No tocante às orientações emanadas do Ritual, vale observar que consta no seu título "Interpretação deste Ritual", que o ritual pode receber outras orientações, mesmo que dele ainda não constem, desde que sejam por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral.

Em face a isso, inquestionavelmente o Decreto 2.221/2025, enquanto em vigência, atua legalmente sobre o ritual aprovado, devendo, portanto, ser rigidamente observado.

Finalmente, aconselha-se que administração da Loja tome conhecimento completo do Decreto que institui o uso do PIX para a coleta do Tronco de Beneficência no GOB.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JUN/2026