quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

CADEIA DE UNIÃO - CARACTERÍSTICAS PARA O REAA

Em 11/09/2025 o Respeitável Irmão Olney Ferreira da Paixão, Loja Fidelidade Mineira, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte pergunta:

 

CADEIA DE UNIÃO

 

Tomo a liberdade de solicitar ajuda a fim de sanar uma dúvida, com referência a ritualística sobre a CADEIA DE UNIÃO, como formar a Cadeia e a postura, no REAA do GOMG.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, devo mencionar que não tenho em mãos o ritual vigente do REAA do GOMG (COMAB). Assim, os comentários a seguir prendem-se apenas aos procedimentos originais aplicados no REAA.

Historicamente, a Cadeia de União surgiu na França em 1777 pela necessidade de se barrar o ingresso de maçons irregulares nas Lojas, visando, com isso, atender à regularidade restabelecida à Maçonaria francesa pelo Grande Oriente da França, pós período turbulento que ocorrera no século XVIII.

À vista disso, a Cadeia de União foi criada apenas para a transmissão da Palavra Semestral, e assim tem sido no REAA original. No Brasil, o seu uso foi adotado pelo GOB em 1832, mantendo-se até os dias atuais.

Sob o aspecto do seu comportamento ritualístico, a Cadeia de União é organizada em formato circular, com os Irmãos distribuídos ao centro do Ocidente. Dessa formação peculiar, somente podem participar Irmãos regulares da Loja. Eventuais visitantes, mesmo que de outras coirmãs e da mesma Obediência, não podem participar da Cadeia de União.

             Graças a isso é que a Cadeia é formada somente após o encerramento dos trabalhos, depois que visitantes já tenham se retirado.

Desse modo, os Irmãos formam a Cadeia de União de mãos dadas uns com os outros, tendo os respectivos braços cruzados pela frente do corpo, o direito por cima do esquerdo. Nesta formação, o Venerável Mestre se coloca na banda oriental do dispositivo circular, tendo imediatamente à sua direita e esquerda, respectivamente, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes. De frente para o Venerável, no lado oposto do círculo, na banda ocidental, coloca-se o Mestre de Cerimônias, tendo à sua esquerda e direita, distribuídos de modo equilibrado, os demais Irmãos.

Estando todos de mãos dadas, ocupando o dispositivo, o Venerável Mestre transmite, sussurrando no ouvido dos Vigilantes a Palavra Semestral, a qual percorre sucessivamente pelo lado Norte e Sul da Cadeia, até chegar ao Mestre de Cerimônias, que a recebe em ambos os ouvidos. Ato seguido, o Mestre de Cerimônias, por dentro do dispositivo, sai do círculo, enquanto que os Irmãos que o ladeiam dão-se as mãos para restabelecer o dispositivo; o Mestre de Cerimônias então vai até o Venerável Mestre e lhe transmite a Palavra da mesma forma que recebeu, depois o volta seu lugar na Cadeia.

Se a Palavra estiver correta, o Venerável Mestre informa e recomenda que todos a guardem como penhor de regularidade. Finalmente, desfaz-se Cadeia de União e o Venerável Mestre, ajudado pelo Mestre de Cerimônias, incineram no centro, em um dispositivo apropriado, a Palavra que acabou de ser transmitida. Logo, todos se retiram do templo. Esta é a mecânica ritualística da transmissão da Palavra Sagrada no REAA.

Outras ponderações: No REAA, durante a formação da Cadeia de União, os seus componentes não juntam a ponta dos seus pés, uns com os outros; ao final da transmissão não existe nenhuma aclamação, a exemplo da tríade Saúde, Força e União, ou outras do gênero; a Cadeia de União é formada exclusivamente para a transmissão da Palavra Semestral, nela não cabem preces, súplicas, orações, pedidos em favor de enfermos, etc.

Ainda, a Palavra Semestral é enviada às Lojas pelo Grão-Mestre da Obediência, duas vezes por ano.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SESSÃO CONJUNTA E O USO DO CHAPÉU

Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Oscar Brandão Muniz, Loja Inconfidentes, 3459, REAA, GODF/GOB, Oriente de Guará, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:

 

SESSÃO CONJUNTA

 

Numa sessão conjunta todos os Veneráveis Mestres devem usar o chapéu, ou somente aquele que presidirá a sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Para que uma sessão seja conjunta é preciso que as Lojas sejam incorporadas. Para que isso ocorra tambémé preciso que todas elas trabalhem no mesmo rito e, no caso, sejam federas ao Grande Oriente do Brasil (páginas 74 e 75 do Ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB).

              Assim, estando duas ou mais Lojas incorporadas, elas trabalham em uma sessão conjunta. Nessa condição, as Lojas dividem os cargos entre elas, não podendo, sob nenhuma hipótese, dois ou mais titulares ocuparem um mesmo cargo.

Em função disso, nos trabalhos de uma sessão conjunta de Aprendiz ou de Companheiro, apenas o Venerável Mestre que estiver dirigindo os trabalhos é que usa chapéu. Em Grau de Mestre Maçom, todos usam chapéu.

Para finalizar, reitera-se: em uma sessão conjunta onde duas ou mais Lojas atuam, haverá apenas um Venerável Mestre, um 1º Vigilante, um 2º Vigilante, um Orador, um Secretário, e assim por diante. As Lojas Incorporadas, em comum acordo, decidem quais os Irmãos que ocuparão os respectivos cargos nos trabalhos conjuntos. Não pode haver dois ou mais ocupantes para o mesmo cargo.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB 

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

OCUPAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, REAA, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

OCUPAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

 

Tenho grande interesse pela ritualística e gostaria, se possível, de tirar uma dúvida com o Irmão que consideramos a autoridade máxima ritualística no GOB. A dúvida é sobre o tempo destinado aos estudos. Primeiramente, muito feliz com a alteração de 15 minutos para até meia hora, pois considero esse momento fundamental para a formação contínua dos obreiros. A dúvida que surgiu em nossa sessão foi a seguinte: seria possível realizarmos dois trabalhos, com temas distintos, de 15 minutos cada, dentro do tempo de estudos?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Quem organiza a distribuição as matérias relativas ao período de instrução (Tempo de Estudos) é a Loja, em particular pelo Venerável Mestre e os Vigilantes.

Assim sendo, dentro dos trinta minutos previstos para o período, o uso do tempo deve ser organizado com instruções previstas no ritual e temas que envolvam doutrina, filosofia, legislação, história, simbologia maçônica, além de matéria técnico-científica ou artística, que seja de interesse da Sublime Instituição ou da cultura humana.

Nesse sentido, se os temas programados pela sua Loja estiverem dentro dos trinta minutos previstos, a matéria é perfeitamente exequível.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

VIGILANTES INSTRUTORES

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Roberto Bülow Fiegenbaum, Loja Venâncio Aires, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o seguinte:

 

VIGILANTES

 

Venho solicitar informação e manifestar a minha opinião quanto às orientações dos Vigilantes: Vejamos:

Os Aprendizes, logo ao ingressarem e enquanto permanecerem na Coluna do Norte como Aprendizes e são orientados pelo Irmão Segundo Vigilante;

Ao passarem para a Coluna do Sul passam a ser orientados pelo Irmão Primeiro Vigilante.

Ocorre que com a rotatividade das luzes, o orientador do Aprendiz que sempre foi orientado pelo vigilante (João) por exemplo, na coluna do Norte, pode ao passar para a coluna do Sul, ser orientado pelo mesmo Vigilante (João), que passou de segundo a primeiro Vigilante não lhe sendo oportunizado um orientação e interação com um outro Irmão, diferente deste, com opiniões e ideias diferentes, quer dizer, ele pode durante toda a sua trajetória maçônica, ser orientado pelo mesmo Vigilante.

Não estou falando de ritualística, falo apenas pelas oportunidades e não haverem diferenciações, prejuízos ou favorecimentos e de também poder haver a possibilidade de receber uma orientação diferenciada.

Não vejo muito saudável a situação atual.

Várias situações (não deveriam) mas poderão ocorrer como o favorecimento dos afilhados, ou haver uma maior identificação entre Vigilante e Aprendiz ou Companheiro, ou mesmo existirem antipatias ou simpatias, o que pode acarretar favorecimentos, ou pedidos de trabalhos para um (protegido) em detrimento de outro, com um crescimento maior de alguém com iniciação anterior, que pode ficar injustamente esperando mais tempo pelo seu aumento de salário.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese as suas ponderações, essa questão que envolve os Vigilantes e seus instruídos não é algo de caso pessoal, mas de circunstâncias do cargo para o qual cada Vigilante foi eleito.

Assim, no que diz respeito aos instrutores oficiais dos Aprendizes e dos Companheiros no REAA, não importa quem seja o legalmente eleito para o cargo. O que importa é que ele é o titular do cargo como Vigilante. Essa é a regra.

Nesse sentido, não há impeditivo algum para que um Mestre Maçom que tenha exercido o cago de 1º Vigilante, futuramente,  não possa, em outra administração, não possa exercer, se eleito, o cargo de 2º Vigilante, mesmo que perante circunstâncias como as alegadas na sua questão.

A respeito de que é são os Vigilantes os instrutores oficiais dos Aprendizes e Companheiros, isso não implica que sejam eles os únicos que podem ministrar instrução na Loja. O fato deles serem os instrutores de obrigação, não impede que outros Mestres Maçons, designados pelo Venerável Mestre, também possam apresentar instruções com temas de interesse do grau e da Maçonaria em geral

Por fim, um provável encontro circunstancial entre instrutores e instruídos no decorrer da jornada iniciática maçônica, é algo perfeitamente possível e aceitável, a despeito de que tal fato não altera e nem prejudica o objetivo final, que é o da construção e aprimoramento da humanidade.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

HASTE (PONTA) DO COMPASSO

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Vinícius Almeida de Oliveira, Loja Vasco Coutinho, 60, GLMEGO (CMSB), Oriente de Jataí, Estado de Goiás, pede o seguinte esclarecimento:

 

COMPASSO NO 2º GRAU

 

Na Loja de Companheiro qual deve ser a haste do compasso que fica acima do esquadro, a haste do lado Sul ou a haste do lado Norte do Templo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Muitos autores entendem que tanto faz o lado. Assim justificam a sua tese alegando que o Companheiro Maçom, por ser um operário mais evoluído em relação ao Aprendiz, e por já ter percorrido a jornada inteira pelo Norte e parte dela pelo Sul, pode transitar livremente pelo Oc da Loja aberta.

Sob essa óptica, a ponta do Comp que fica livre no 2º Grau, tanto pode ser a da direita ou a da esquerda – de quem do Oc olha para o Or.

No entanto, na atualidade é sabido que muitos rituais brasileiros do REAA determinam que a haste livre do Comp fique apenas voltada para lado Sul. Como justificativa, muitos ritualistas afirmam que a ponta livre da haste deve corresponder ao lado em que os Companheiros se sentam durante os trabalhos da Loja, ou seja, voltada hipoteticamente para o Sul.

           É oportuno lembrar que estas orientações valem para os ritos que acomodam os Aprendizes no topo do Norte e os Companheiros no topo do Sul, como é o caso do REAA.

Levando-se em conta tudo isso, é sabido que iniciaticamente o Companheiro avançou na sua jornada, sendo que essa velada evolução encontra-se esotericamente representada pela libertação de uma das pontas de um dos instrumentos emblemáticos.

À vista disso, me junto àqueles que entendem que tanto faz o lado que deve ficar a haste libertada do Compasso, no entanto, independentemente da opção admitida, antes é imperativo que se siga o que determina o ritual vigente. Isso é ponto pacífico.

Finalizando, nessa construção alegórica o mais importante é que haja o entrelaçamento de dois dos instrumentos emblemáticos dispostos sobre o Livro da Lei.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

SECRETARIA DA LOJA E AS ATAS

Em 08.09.2025 o Respeitável Irmão Heder Luiz Martins, Loja Acácia Balsense, 2351, REAA, GOB-MA, Oriente de Balsas, Estado do Maranhão, apresenta a dúvida seguinte:

 

ATAS

Assumi o cargo de Secretário em agosto de 2025, pois no mês de julho nossa Loja, tem recesso, antes desse exerci o cargo de tesoureiro.

Minha dúvida é quanto a leitura das atas: todas devem ser lidas? iniciação, elevação, exaltação, finanças, etc.? Por exemplo, para a leitura da ata de finanças só farei a leitura na próxima sessão de finanças isso? Atas de sessão Magnas e públicas devem ser lidas em sessão? Quanto às atas com transformação de grau 1, 2 e 3, como devo proceder e como faço a leitura das mesmas? Atas de sessão em conjunto de Lojas da mesma potência, porém ritos diferentes? Atas de sessão em conjunto de Lojas de diferentes potências? Se for possível enviar modelos de atas de sessão ordinária, magna, conjunta, etc.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

De início, é bom que se diga que qualquer ata deve ser lida e aprovada em Loja. A questão é quando isso acontece e em que circunstâncias. Existem atas que têm seus períodos para leitura e aprovação determinados pelos rituais. Basta segui-los.

              No caso das atas de sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, os rituais atinentes ao REAA orientam que as atas sejam apreciadas na próxima sessão ordinária do grau correspondente, e que dela participem da discussão e votação apenas os Irmãos que estiveram presentes nos respectivos trabalhos, ou de Iniciação, ou de Elevação, ou de Exaltação. Observe-se que, segundo orientação do ritual, nesse caso a ata da sessão magna será aprovada logo na próxima sessão ordinária, do mesmo grau, após ter ocorrido a sessão magna.

Já no caso de sessões extraordinárias e de finanças, as atas precisam ser aprovadas na mesma sessão, ao seu final.

Na eventualidade de sessão conjunta, com duas ou mais Lojas, a mesma somente poderá ocorrer entre Lojas federadas ao GOB, e mesmo assim precisam ser praticantes do mesmo rito. Para que isso aconteça, é preciso que antes tenha sido feita a incorporação das Lojas (vide título 2.8 Recepção de Loja(s), página 74 do Ritual de Aprendiz, REAA, vigente no GOB). Encerrados os trabalhos desta sessão, automaticamente desfaz-se a incorporação.

Uma vez que haja incorporação de Lojas, a confecção da sua ata terá uma única redação, com cópia para as demais Lojas participantes da incorporação. Nessa circunstância, a aprovação da ata se dará ao final dos trabalhos, antes do seu encerramento.

Lojas incorporadas trabalham em sessão conjunta e nelas não haverá duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas definem a ocupação de cada cargo. Não se admite sessão conjunta com Lojas de outra Obediência, mesmo que reconhecida pelo GOB.

Finalmente, atas resultantes de sessões magnas públicas, cabe à Loja promotora da sessão escolher o melhor momento de aprová-las. Salvo em casos específicos, tais como como expediente eleitoral e de Instalação, o GOB não fornece modelos de atas para as Lojas

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

domingo, 1 de fevereiro de 2026

SUBSTITUTO E O USO DO CHAPÉU - REAA

Em 07/07/2025 o Respeitável Irmão Phelipe Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, solicita o seguinte esclarecimento:

 

SUBSTITUTO E O CHAPÉU

 

Querido irmão Pedro Juk, o 1° Vigilante ao substituir o Venerável Mestre usa chapéu também?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O 1º Vig, nas sessões ordinárias quando estiver substituindo o Ven Mestre da sua Loja, estará no exercício do cargo de Venerável, portando, inclusive, o 1º malhete da Oficina. À vista disso, exercendo a função de Venerável, 1º Vig usa sim o chapéu negro e de aba mole previsto pelo ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026