sexta-feira, 15 de maio de 2026

AUSENTE E SEU SUBSTITUTO

Em 18/03/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Paim, Loja Sesquicentenário, 1915, REAA, GOB-RJ, Oriente de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, formula a pergunta seguinte:

 

AUSENTE

 

Meu irmão, perdoe importunar, na medida do possível gostaria de tirar uma dúvida contigo sobre ritualística. O ponto basicamente é o mesmo, mas em situações diferentes:

1) Quando da circulação em Loja, seja do Tronco ou o Saco de Propostas, quando não há AApre CComp é permitido que quem estiver circulando suprima as passagens pelas respectivas colunas?

2) Na transformação de Loja para o Gr 2 (ser para o Gr 3 também) quando não há AApr é
permitido que o V
M pule a fala sobre o M CCer fazer cobrir o templo os IIr AApr (CComp no caso se for para Gr 3)?

Essas dúvidas surgiram em nossa loja, uns entendendo que é preciso seguir o ritual independente dessa condição, outros achando que não faz sentido. Como não há essa previsão em regra, gostaria muito de um aconselhamento seu, caso possível. Desde já agradeço meu grande irmão!

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Durante a circulação das bolsas (Propostas e Informações ou Tronco), não havendo de quem efetuar a coleta, por uma questão de lógica, é dispensável o deslocamento do titular para a coluna. Esse é um caso que não pode ser tomado como alteração do ritual, pois seria inadequado se dirigir a alguém que não esteja presente.

2 - É basicamente mesmo caso da questão nº 1, pois se não há quem precise se retirar (ter o templo coberto), não faz sentido Venerável mandar cobrir o templo para aquele(s) que não esteja(m) presente(s). Pela obviedade da situação, isso também não pode ser tratado como alteração do ritual.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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PELICANO - ALEGORIA MAÇÔNICA

Em 15.05.2026 o Respeitável Irmão Igor França, Loja Osvaldo Rodrigues Simões, 2044, REAA, GOB-MS, Oriente de Rio Brilhante, Estado do Mato Grosso do Sul, pede esclarecimento.

 

PELICANO

 

Antes de tudo, parabéns pelo Blog e obrigado por se dedicar a estudar e passar seus conhecimentos. 

Gostaria de, se possível, explicar o significado e origem histórica do pelicano que fica na frente do Templo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

O pelicano é uma ave símbolo dos graus capitulares, no caso do REAA, mais especificamente no 18º dos graus ditos superiores.

Historicamente isso tem início na França do século XIX, quando o Grande Oriente da França, ao acolher o simbolismo do REAA sob sua égide (1804), instituiu aquilo que ficou sendo conhecido com as Lojas Capitulares do REAA.

            Na verdade, o Grande Oriente da França irrestritamente tomava para si a tutela dos 18 primeiros graus do REAA, dos quais o Príncipe Rosa Cruz era o ápice. Nessa condição, o II Supremo Conselho do REAA (o da França) ficava apenas os graus de Kadosh e Consistório (essa é uma longa história).

Assim, no sistema capitular do REAA elaborado pelo Grande Oriente da França, o presidente do Capítulo, o Athersata, era também o Venerável Mestre das Lojas simbólicas.

É daí que vem o Oriente elevado e separado do Ocidente, e a extensão do Altar dos Juramentos, a despeito de que no sistema capitular o Oriente era ocupado apenas por Irmãos colados no Grau 18 (chamava-se Santuário Rosa Cruz). O simbolismo era até então praticado apenas no Ocidente.

Esse sistema floresceu por toda a Maçonaria latina, chegando até o Grande Oriente do Brasil, onde por muito tempo nele existiram as Lojas Capitulares do REAA (vide a História do GOB).

Mais tarde, com a extinção das Lojas Capitulares, o II Supremo Conselho do REAA, o da França, retomava a tutela de todos os graus acima do Grau de Mestre Maçom, ficando os três primeiros graus do simbolismo, como naturalmente já era, sob o governo do Grande Oriente.

Vale ressaltar que com o final do sistema capitular, o Oriente permaneceu separado, mas agora ocupado pelo simbolismo. Servindo o Oriente como o final da jornada iniciática, esse espaço passou a ser lugar restrito aos Mestres Maçons e aos Mestres Instalados.

À vista disso, muitas Lojas que tinham sido capitulares acabariam mantendo em seus templos alguns elementos decorativos capitulares, dos quais a figura do pelicano alimentando seus filhos, um símbolo distintivo das Lojas Capitulares de então.

Graças a isso é que ainda se vê, ainda em muitas Lojas antigas pelo Brasil, a figura do pelicano em destaque. Como um elemento identitário, significa que aquela Loja pertenceu, um dia, ao extinto sistema capitular.

Reitera-se, Lojas Capitulares são elementos do passado e não existem mais regularmente, até porque é sabido que o simbolismo é dirigido por uma Potência Simbólica, enquanto que os graus superiores são governados pelos Altos Corpos do Supremo Conselho.

Características lendárias - Como figura distintiva do Capítulo, o pelicano, em primeira análise, representa a proteção, a dedicação e o amor incondicional, onde é dito que a mãe pelicano, para alimentar seus filhos, não hesita em ferir o seu próprio peito para sustentar a sua prole. Obviamente que isso é apenas uma lenda, pois na realidade não é a mãe pelicano que bica seu próprio peito no intuito de retirar seu sangue. O que de fato ocorre é que a ave mãe, ao regurgitar os alimentos (peixes) que havia colhido para a sua ninhada, ao expelir os víveres, acaba também expelindo um pouco do sangue das suas presas. Esse sangue, comumente ao sujar o bico e o peito da ave mãe, dá a impressão de que ela fere a si própria para proporcionar alimentação aos seus filhos.

Assim, esse conjunto distintivo virou uma importante alegoria capitular, mas não é comum aos graus do simbolismo maçônico.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

quinta-feira, 14 de maio de 2026

ELABORAÇÃO DE ATA MAÇÔNICA

Em 17/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

 

ELABORAÇÃO DA ATA

 

Ainda em relação a ata, existe um "modelo" a ser seguido? Eu me refiro ao seguinte: o que é obrigatório constar em uma ata? Cabeçalho com data, endereço, o nome da loja, irmãos presentes na sessão e após, o desenrolar normal da sessão: leitura e aprovação da ata, expediente, saco de Propostas, ordem do dia, etc. Porém há algum outro item que e mandatório? A alternância da palavra entre as colunas e obrigatório constar? A palavra está na coluna do sul, a palavra está na coluna do norte.

Eu gosto de visitar outras oficinas, e também já peguei outros modelos de ata que elas usam. O
modelo que nossa loja usa não permite espaço entre os parágrafos, afim de que não se possa acrescentar uma informação falsa. Isso procede?

Você teria um modelo mais ou menos específico que eu possa adotar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A elaboração das atas das sessões de uma Loja maçônica é de responsabilidade do Secretário. Cada Oficina a elabora conforme o seu histórico de tradição e costume. Assim, o GOB, visando respeitar a identidade de cada uma de suas Lojas, não fornece modelos e nem dita cláusulas para as respectivas redações.

Obviamente que a ata ao ser elaborada deve conter, de modo claro, suscinto e objetivo, os registros principais daquilo que ocorreu em uma determinada sessão maçônica.

Em linhas gerais, a ata de uma reunião maçônica é um documento que registra, de forma clara, objetiva e sequencial, as discussões, deliberações e decisões tomadas numa reunião em Loja aberta.

Redigida de modo prático, no mínimo a sua composição deve trazer o nome da Loja, a qualificação da sessão, data, local, nº de participantes, pauta, ações definidas nos diversos períodos da sessão, seus responsáveis e assinaturas.

A ata serve como instrumento de registro formal e legal da Loja. Também conhecida como “balaústre”, ela guarda e sustenta a história das atividades, e da vida da Oficina.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS - RITUAL DO REAA/GOB

Em 14/03/2026 o Respeitável Irmão Alexander Brito Viana, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

 

Desculpe-me em insistir nesses assuntos, é que estamos passando para a Loja (no tempo de Estudos) os esclarecimentos que foram adicionados em nossos rituais e foram levantadas dúvidas que venho humildemente solicitar a sua ajuda para tais esclarecimentos.

1 - Em questão as batidas na porta dadas pelo Irmão que chega atrasado nas Sessões (e-mail acima que eu mesmo enviei), foi esclarecido que não haviam orientações oficiais a respeito do atraso e que o aumento das baterias foi uma criação dita verbalmente, portanto a oficialização das batidas foi retirada de onde?

2 - Em seu Blog há o esclarecimento de que quando um vigilante vai pedir a palavra ele dá um golpe de malhete solicitando a palavra e o Venerável Mestre da outro golpe de malhete concedendo a mesma. Como também não há orientação oficial (nos rituais) a respeito ficamos em dúvida de onde vieram essas informações.

3 - Mesmo caso de quando um Irmão pede a palavra na Palavra a Bem da Ordem, faz-se dando uma batida com a mão direita sobre a mão esquerda (na maioria das Lojas) mas já vi Irmão batendo palma para pedir a palavra, outros batendo várias vezes com a mão direita sobre a esquerda. Como não há nenhuma orientação oficial qual é a forma correta?

Desde já abrigado pelos esclarecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Se até então não havia nada publicado oficialmente a esse respeito, a Secretaria Geral de Orientação optou pela forma que agora se encontra na página 210 do Ritual de Aprendiz vigente do REAA, item 4.4 - Comportamento Ritualístico. Autores como José Castellani e Francisco de Assis Carvalho já mencionavam a não existência do replicar desses aumentos de bateria na porta do templo. Com base nisso, o novo ritual ousou trazer uma norma para esse procedimento. Desse modo, se antes não tinha nada a respeito, agora passa a ter no ritual vigente, portanto, é algo para ser seguido.

2 - Como não constava no ritual, no Blog respondi a maneira consagrada que muitos autores, tal como os citados acima, recomendavam. O meu Blog não é o ritual, todavia, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística, quando consultada a esse respeito, tem orientado que os Vigilantes usem o malhete para pedir a palavra ao Venerável Mestre.

3 - Pedir a palavra batendo com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada tem sido a maneira mais utilizada pela ritualística maçônica. Por conta disso, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística assim orienta por entender ser esse um procedimento costumeiro.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

quarta-feira, 13 de maio de 2026

LEITURA DA ATA - PERÍODO INDICADO

Em 12/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

 

LEITURA DA ATA

 

Já nos falamos via WhatsApp há algum tempo. Recentemente surgiu em loja uma dúvida: a ata deve ser lida e aprovada na mesma sessão? Eu me refiro a ata do mesmo dia. E, sendo assim, deve ser lida antes do Orador, encerrar a sessão, afim de que ele dê sua conclusão a respeito da sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Não houve nenhuma alteração na ordem dos trabalhos ritualísticos previstos no ritual. No caso da leitura e aprovação da ata, a mesma continua sendo lida e aprovada na sessão seguinte àquela que gerou a redação da ata.

É assim que consta no ritual vigente do REAA no GOB. Nele continua existindo período específico para a leitura e aprovação da ata produzida na sessão anterior.

Nas sessões ordinárias normais não há leitura da ata ao final dos trabalhos. Isso fica para a próxima sessão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

terça-feira, 12 de maio de 2026

POSTURA DA COMISSÃO E DA GUARDA DE HONRA

Em 11/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimento para o que segue:

 

POSTURA

 

Dúvida: os IIr da guarda de honra e da comissão de recepção devem ficar com os pés em esquadria ou apenas perfilados?

Surgiu está dúvida. Fico no aguardo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese nessa ocasião não seja obrigatório os pp ficarem uu pelos cc formando uma esq, mesmo assim é uma postura recomendável.

É recomendável pelo aspecto de se manter uniformidade coletiva no procedimento. Mas como o Decreto 1476/2016 menciona apenas que todos fiquem "perfilados", não há como obrigar, senão "recomendar".

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

segunda-feira, 11 de maio de 2026

DIMENSÕES MÍNIMAS DO TEMPLO

Em 10/03/2026 o Respeitável Irmão Eduval Fogaça, Loja Esplendor, 3480, Rito Adonhiramita, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, pede a seguinte informação:

 

DIMENSÕES DO TEMPLO

 

Por gentileza uma informação. Nas dependências de uma loja pequena, com apenas 5 metros de largura, é permitido colocar cadeiras para os Mestres, no mesmo alinhamento do banco dos aprendizes, e não na frente, evitando que a Câmara do meio, fique muito estreita? Agradeço sua costumeira atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese a possível utilização de espaços como templos para acomodar os trabalhos de vários ritos maçônicos (em um mesmo ambiente), essa dependência no mínimo deve se adequar ao previsto na planta do templo demonstrada no ritual.

               Especificamente, no caso da sua questão, o templo para acomodar o Rito Adonhiramita, conforme o ritual vigente, deve pelo menos comportar duas fileiras de assentos em cada lado das colunas (Norte e Sul). Ou seja, uma encostada na parede Norte, onde se sentam os Aprendizes e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Norte. No lado oposto (coluna do Sul), ocorre o mesmo, ou seja, uma fileira encostada na parede Sul, onde se sentam os Companheiros e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Sul.

Essa é a mínima distribuição permitida dos assentos em cada uma das CCol, não sendo possível, portanto, juntar os lugares dos Mestres com os dos Aprendizes e Companheiros em uma só fileira, ao Norte e ao Sul.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026