quinta-feira, 14 de maio de 2026

ELABORAÇÃO DE ATA MAÇÔNICA

Em 17/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

 

ELABORAÇÃO DA ATA

 

Ainda em relação a ata, existe um "modelo" a ser seguido? Eu me refiro ao seguinte: o que é obrigatório constar em uma ata? Cabeçalho com data, endereço, o nome da loja, irmãos presentes na sessão e após, o desenrolar normal da sessão: leitura e aprovação da ata, expediente, saco de Propostas, ordem do dia, etc. Porém há algum outro item que e mandatório? A alternância da palavra entre as colunas e obrigatório constar? A palavra está na coluna do sul, a palavra está na coluna do norte.

Eu gosto de visitar outras oficinas, e também já peguei outros modelos de ata que elas usam. O
modelo que nossa loja usa não permite espaço entre os parágrafos, afim de que não se possa acrescentar uma informação falsa. Isso procede?

Você teria um modelo mais ou menos específico que eu possa adotar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A elaboração das atas das sessões de uma Loja maçônica é de responsabilidade do Secretário. Cada Oficina a elabora conforme o seu histórico de tradição e costume. Assim, o GOB, visando respeitar a identidade de cada uma de suas Lojas, não fornece modelos e nem dita cláusulas para as respectivas redações.

Obviamente que a ata ao ser elaborada deve conter, de modo claro, suscinto e objetivo, os registros principais daquilo que ocorreu em uma determinada sessão maçônica.

Em linhas gerais, a ata de uma reunião maçônica é um documento que registra, de forma clara, objetiva e sequencial, as discussões, deliberações e decisões tomadas numa reunião em Loja aberta.

Redigida de modo prático, no mínimo a sua composição deve trazer o nome da Loja, a qualificação da sessão, data, local, nº de participantes, pauta, ações definidas nos diversos períodos da sessão, seus responsáveis e assinaturas.

A ata serve como instrumento de registro formal e legal da Loja. Também conhecida como “balaústre”, ela guarda e sustenta a história das atividades, e da vida da Oficina.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS - RITUAL DO REAA/GOB

Em 14/03/2026 o Respeitável Irmão Alexander Brito Viana, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

 

Desculpe-me em insistir nesses assuntos, é que estamos passando para a Loja (no tempo de Estudos) os esclarecimentos que foram adicionados em nossos rituais e foram levantadas dúvidas que venho humildemente solicitar a sua ajuda para tais esclarecimentos.

1 - Em questão as batidas na porta dadas pelo Irmão que chega atrasado nas Sessões (e-mail acima que eu mesmo enviei), foi esclarecido que não haviam orientações oficiais a respeito do atraso e que o aumento das baterias foi uma criação dita verbalmente, portanto a oficialização das batidas foi retirada de onde?

2 - Em seu Blog há o esclarecimento de que quando um vigilante vai pedir a palavra ele dá um golpe de malhete solicitando a palavra e o Venerável Mestre da outro golpe de malhete concedendo a mesma. Como também não há orientação oficial (nos rituais) a respeito ficamos em dúvida de onde vieram essas informações.

3 - Mesmo caso de quando um Irmão pede a palavra na Palavra a Bem da Ordem, faz-se dando uma batida com a mão direita sobre a mão esquerda (na maioria das Lojas) mas já vi Irmão batendo palma para pedir a palavra, outros batendo várias vezes com a mão direita sobre a esquerda. Como não há nenhuma orientação oficial qual é a forma correta?

Desde já abrigado pelos esclarecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Se até então não havia nada publicado oficialmente a esse respeito, a Secretaria Geral de Orientação optou pela forma que agora se encontra na página 210 do Ritual de Aprendiz vigente do REAA, item 4.4 - Comportamento Ritualístico. Autores como José Castellani e Francisco de Assis Carvalho já mencionavam a não existência do replicar desses aumentos de bateria na porta do templo. Com base nisso, o novo ritual ousou trazer uma norma para esse procedimento. Desse modo, se antes não tinha nada a respeito, agora passa a ter no ritual vigente, portanto, é algo para ser seguido.

2 - Como não constava no ritual, no Blog respondi a maneira consagrada que muitos autores, tal como os citados acima, recomendavam. O meu Blog não é o ritual, todavia, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística, quando consultada a esse respeito, tem orientado que os Vigilantes usem o malhete para pedir a palavra ao Venerável Mestre.

3 - Pedir a palavra batendo com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada tem sido a maneira mais utilizada pela ritualística maçônica. Por conta disso, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística assim orienta por entender ser esse um procedimento costumeiro.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

quarta-feira, 13 de maio de 2026

LEITURA DA ATA - PERÍODO INDICADO

Em 12/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

 

LEITURA DA ATA

 

Já nos falamos via WhatsApp há algum tempo. Recentemente surgiu em loja uma dúvida: a ata deve ser lida e aprovada na mesma sessão? Eu me refiro a ata do mesmo dia. E, sendo assim, deve ser lida antes do Orador, encerrar a sessão, afim de que ele dê sua conclusão a respeito da sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Não houve nenhuma alteração na ordem dos trabalhos ritualísticos previstos no ritual. No caso da leitura e aprovação da ata, a mesma continua sendo lida e aprovada na sessão seguinte àquela que gerou a redação da ata.

É assim que consta no ritual vigente do REAA no GOB. Nele continua existindo período específico para a leitura e aprovação da ata produzida na sessão anterior.

Nas sessões ordinárias normais não há leitura da ata ao final dos trabalhos. Isso fica para a próxima sessão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

terça-feira, 12 de maio de 2026

POSTURA DA COMISSÃO E DA GUARDA DE HONRA

Em 11/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimento para o que segue:

 

POSTURA

 

Dúvida: os IIr da guarda de honra e da comissão de recepção devem ficar com os pés em esquadria ou apenas perfilados?

Surgiu está dúvida. Fico no aguardo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese nessa ocasião não seja obrigatório os pp ficarem uu pelos cc formando uma esq, mesmo assim é uma postura recomendável.

É recomendável pelo aspecto de se manter uniformidade coletiva no procedimento. Mas como o Decreto 1476/2016 menciona apenas que todos fiquem "perfilados", não há como obrigar, senão "recomendar".

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

segunda-feira, 11 de maio de 2026

DIMENSÕES MÍNIMAS DO TEMPLO

Em 10/03/2026 o Respeitável Irmão Eduval Fogaça, Loja Esplendor, 3480, Rito Adonhiramita, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, pede a seguinte informação:

 

DIMENSÕES DO TEMPLO

 

Por gentileza uma informação. Nas dependências de uma loja pequena, com apenas 5 metros de largura, é permitido colocar cadeiras para os Mestres, no mesmo alinhamento do banco dos aprendizes, e não na frente, evitando que a Câmara do meio, fique muito estreita? Agradeço sua costumeira atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese a possível utilização de espaços como templos para acomodar os trabalhos de vários ritos maçônicos (em um mesmo ambiente), essa dependência no mínimo deve se adequar ao previsto na planta do templo demonstrada no ritual.

               Especificamente, no caso da sua questão, o templo para acomodar o Rito Adonhiramita, conforme o ritual vigente, deve pelo menos comportar duas fileiras de assentos em cada lado das colunas (Norte e Sul). Ou seja, uma encostada na parede Norte, onde se sentam os Aprendizes e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Norte. No lado oposto (coluna do Sul), ocorre o mesmo, ou seja, uma fileira encostada na parede Sul, onde se sentam os Companheiros e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Sul.

Essa é a mínima distribuição permitida dos assentos em cada uma das CCol, não sendo possível, portanto, juntar os lugares dos Mestres com os dos Aprendizes e Companheiros em uma só fileira, ao Norte e ao Sul.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

domingo, 10 de maio de 2026

SAUDAÇÃO - CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO

Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Dennis Pires, Loja Mensageiros da Paz, 1435, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a questão seguinte:

 

SAUDAÇÃO

 

Vez ou outra, alguns IIr me indagam uma ou outra coisa a respeito da ritualística do REAA. Desta vez, foi a respeito do cerimonial de Elevação quanto a uma omissão do Ritual e o SOR em suas letras azuis.

- No momento do Juramento e Sagração do Aprendiz candidato à Elevação, os textos são omissos quanto ao acesso ao Oriente no que se refere à Saudação na Linha da Balaustrada.

Os "entendidos" têm orientado que não há necessidade nesse momento que o M CCer e o Apr (elevando), ao acessar o Oriente para o Juramento, realizar a saudação, tanto na entrada quanto na saída.

Eu, particularmente, quando indagado; "Tenho dito" que não há necessidade do ritual ficar explicando esse tipo de comportamento, considerando que devemos partir da premissa de que em Loja Aberta, todos os IIr para acessarem o Oriente seja por Mestres ou por "Aprendiz" nesse caso extraordinário que é a ELEVAÇÃO, deve fazer a saudação no seu grau na entrada e saída do Oriente e também de maneira excepcional, o M CCer no Grau 1 também, haja vista que, só em seguida vais transmitir os sinais, toques e palavras do Grau alcançado pelo aprendiz naquela oportunidade.

Gostaria de saber se a orientação que estou passando é adequada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É como bem diz o Irmão: "existem procedimentos que por serem óbvios, não carecem estar escritos". Mas, o problema é que vivemos na Maçonaria latina, onde parece que tudo deve estar irremediavelmente escrito, mesmo que se esteja diante do insofismável.

No caso mencionado na questão, por se tratar de uma passagem iniciática, é perfeitamente tolerado que não se faça nenhuma saudação nessa ocasião, mormente porque o ato ritualístico que está sendo realizado ocorre por solicitação do próprio Venerável Mestre.

À vista disso, nessa passagem ritualística a saudação não é obrigatória.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAI/2026

SAÍDA TEMPORÁRIA III

Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Carlos Roberto de Oliveira, Loja Fraternidade Carmelitana, 2185, REAA, GOB MINAS, Oriente de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Os irmãos da Coluna do Norte quando vão se ausentar temporariamente do Templo têm que fazer o giro pela Coluna do Sul ou podem sair diretamente pela Coluna do Norte?

 

CONSIDERAÇÕES

 

                No REAA a regra é de que em Loja aberta se ingresse no Templo sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Norte, e dele se saia sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Sul.

Assim, em Loja aberta, numa retirada temporária, por questões de padronização ritualística, o retirante deve se deslocar em direção à porta passando pela Coluna do Sul. Não deve, até a sua passagem definitiva pela porta, ultrapassar o eixo (neutro) para o Norte.

Por se tratar de uma ausência temporária, o retirante, ao sair, não precisa saudar às Luzes.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026