domingo, 5 de julho de 2026

LUZES DA LOJA - AUSÊNCIA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Phelipe Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, apresenta a seguinte pergunta:

 

LUZES DA LOJA

 

Qual a orientação sugerida para uma situação rara, no caso uma loja tem naquele dia da reunião específico a falta das LL (Ven, 1º e 2º VVig), todavia ela possui o quórum necessário para ocorrer reunião. Neste caso, o recomendado tendo quórum é que ela ocorra, pois possui 7 MM? Ou devido aos eleitos para os cargos (Ven, 1º e 2º VVig) não estando presente é interessante que ela não ocorra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que essa não é uma questão de liturgia e ritualística, pois se trata de uma situação em que todas as três Luzes, eleitas para dirigir a Loja, não estão presentes.

No caso desta hipotética situação, o que eu posso é apenas dar a minha opinião.

               À vista disso, penso que diante da falta das três Luzes, que são os componentes principais da diretoria da Loja, a Oficina nem mesmo deveria ser aberta. No entanto, ao que me consta essa possibilidade não está prevista na legislação maçônica, razão pela qual seja possível que se estiverem presentes sete Mestres Maçons, dos quais um Mestre Instalado da Loja, os trabalhos podem ser abertos.

A Loja então seria aberta nessa condição, desde que todos os Mestres Maçons presentes sejam obreiros do GOB (Art.º 229 do RGF), não se admitindo, nessa qualidade, que Mestres Maçons visitantes de outras Obediências, mesmo que reconhecidas pelo GOB, ocupassem qualquer cargo.

Creio que assim seja possível precariamente se abrir a Loja, tendo o Mestre Instalado da Loja como o Venerável Mestre, e os demais Mestres Maçons (do GOB) preenchendo os cargos de Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias.

Ainda, sob a égide do bom senso, eu recomendaria que uma Loja nessa condição evitasse discussões de temas passíveis de votação, assim como a deliberação de matérias sensíveis que exijam da presença dos titulares de ofício nos seus cargos.

É isso que eu penso.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

COMISSÃO DE RECEPÇÃO E RETIRADA DA BANDEIRA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Douglas Marcheti, Loja Estrela de Adamantina, 1340, REAA, GOB-SP, Oriente de Adamantina, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

 

Sou Mestre de Cerimônias e faço a entrada da Bandeira, nas sessões magnas dessa forma: retiro o quadro, e saio e entro com duas fileiras Norte e Sul formando 13 membros, nas devidas colunas, porém sem giro, sai e entra cada qual em suas colunas. Está correto?

Obs.: na saída da balaustrada na saudação eu e a Guarda abaixa as espadas durante a saudação, após saudação normal. Na saída, da mesma forma, sem giro. No término, volto o quadro e segue a sessão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em se tratando do REAA, durante a entrada e saída da Bandeira Loja estará aberta, portanto a circulação horária deve ser observada. Por primeiro entram, respeitando a circulação, os seis primeiros membros da comissão que se postarão ao Sul. Em seguida entram os outros sete membros que se colocarão ao Norte. Posicionada a Comissão de 13 Membros, ingressa o Porta-Bandeira, munido do Lábaro e escoltado pela Guarda de Honra.

                 No encerramento, para a retirada da Bandeira, a Comissão de Recepção e Retirada se coloca novamente como fora feito no ingresso. Durante a saudação à Bandeira, a Guarda de Honra abate espadas, voltando depois para ombro-arma durante o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o dispositivo, seguido da Guarda de Honra, se retira com a Bandeira para fora do Templo. O Mestre de Cerimônias deve atentar para a circulação horária durante esses procedimentos.

Assim, reitera-se: procede-se com a circulação porque a Loja está aberta.

NOTA – Toda a ritualística para o ingresso e saída do Pavilhão Nacional encontram-se no Decreto 1476/2016, que dispõe sobre o cerimonial para o ingresso e saída da Bandeira Nacional nas sessões magnas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

USO DO BASTÃO II

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Josué Camargo, Loja Adonai, 58, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimento.

 

USO DO BASTÃO

 

Tenho acompanhado seu BLOG, gosto da forma direta e simples que conduz os temas.

Não sei bem, se posso "abusar" um pouco do irmão, pedindo a seguinte ajuda, quando ao cargo "Mestre de Cerimônias".

1 - A circulação em Loja, quando se movimenta, deve ser realizada sempre com o uso do bastão? Ou só na condução do Ven Mestre na entrada e saída do templo e na condução dos demais irmãos (quando necessário)?

2 - Quando carrega consigo algum material/papel, deve também circular com o bastão?

3 - Quando sobe ao Oriente, se portando o bastão, faz algum sinal ao Ven Mestre, com a cabeça, ou com o bastão?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

             Antes, vale a pena salientar que os meus comentários a seguir prendem-se à originalidade litúrgica do REAA, com suas práticas mais consagradas. Lembro que é preciso seguir o ritual aprovado e vigente da Obediência, mesmo que ele seja contraditório às minhas respostas.

1 – O costume consagrado no porte do bastão pelo Mestre de Cerimônias é de que ele sempre o usa esse quando estiver conduzindo alguém em Loja, não somente o Venerável Mestre, mas qualquer Irmão durante os trabalhos. É oportuno lembrar que o guia vai sempre à frente do seu conduzido.

2 – Não estando Mestre de Cerimônias exercendo o ofício de conduzir alguém pela Loja, mas estiver levando na(s) mão(s) algum outro objeto ou expediente de tralho ele não usa o bastão.

3 - O Mestre de Cerimônias, estando munido do bastão, ao ingressar no Oriente faz apenas uma parada rápida e formal. Em uma parada rápida e formal, o titular não esboça nenhum movimento com o bastão, não faz inclinação com o corpo e nem improvisa meneios com a cabeça.

Todas essas orientações podem ser encontradas meu Blog. Nele existem atualmente publicadas mais de duas mil respostas.

 

TFA

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

SUBSTITUTO LEGAL NO ESCRUTÍNIO SECRETO

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Rondineli A. Ferreira de Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

SUBSTITUTO LEGAL

 

Por gentileza, na ausência do Venerável Mestre, o 1° Vigilante pode proceder com o Escrutínio Secreto? Haja visto não ser sessão Magna e não ter uso da espada.

 

CONSIDERAÇÕES P/REAA/GOB

 

            Consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, pág. 213, que o 1º Vigilante, nas sessões ordinárias, é o substituto do Venerável Mestre. Também consta no RGF, Art. 120, I – "substituir o Venerável Mestre de acordo com o Estatuto ou o Ritual (o grifo é meu)".

À vista disso, é perfeitamente exequível que no REAA o 1º Vigilante, atuando como substituto legal do Venerável Mestre, presida os trabalhos durante a realização de um Escrutínio Secreto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sexta-feira, 3 de julho de 2026

SIGNOS DO ZODÍACO - A COR DAS COLUNAS

Em 22/04/2026 o Respeitável Irmão Jorge Gonçalves, Loja 7 de Setembro, 01, REAA, GLMES (CMSB), Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, solicita orientações.

 

SIGNOS DO ZODÍACO

 

Meu irmão Pedro Juk, há muito acompanho seu blog, sempre procurando estudar e compreender melhor a maçonaria e principalmente o REAA que pratico na Loja onde sou filiado.

Estamos reformando o templo e surgiu uma dúvida: alguns irmãos entendem que os signos tem uma cor obrigatória em referência aos elementos terra, água, ar e fogo, contudo não encontro nenhuma informação, texto ou algo que fundamente isto.

Poderia nos ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Embora alguns autores da vertente mística de Maçonaria ainda insistam em apontar matizes específicos para os elementos alquímicos Terra, Ar, Água e Fogo e os emblemas zodiacais, na verdade, quando se trata do REAA não existe nenhuma regra ou recomendação oficial nesse sentido.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente não existiam colunas zodiacais distribuídas pelas paredes do templo. Inicialmente as constelações do Zodíaco apareciam representadas apenas na base da abóbada decorada, seis ao Norte e seis ao Sul. Eram parte dos primórdios da decoração estelar do teto.

Mais tarde, com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX, foram então criadas as colunas zodiacais. Uma a uma, formadas por elementos colunares seccionados longitudinalmente, passaram a aparecer encravadas nas paredes Norte e Sul do templo. Cada qual projetando uma das constelações do Zodíaco que costumeiramente ficava na base da abóbada.

         Assim, essas colunas passaram a indicar o caminho do iniciado pelos topos do Norte e do Sul. Na verdade simbolicamente marcam a revolução anual do Sol e a vida e morte da Natureza.

Sem uma ordem de arquitetura oficialmente definida, essas meias-colunas verticais caneladas têm, cada qual um capitel com respectivo o seu símbolo zodiacal.

No tocante às cores dessas colunas, primitivamente nunca houve qualquer orientação do rito sobre isso. Provavelmente, sob a égide de crenças particulares é que mais tarde alguns autores começariam a propagar suas opiniões “achando” cores específicas para esses elementos alegóricos.

A bem da verdade, no REAA essa alegoria zodiacal, que se serve de perambulações (viagens) associadas aos elementos alquímicos da Natureza, foram herdados do Rito Moderno, ou Francês, mormente quando essas práticas ritualísticas foram extintas dos seus rituais na ocasião em que houve a grande reforma no rito “sete graus” operada pelo Grande Oriente da França.

Graças as características iniciáticas do REAA, esses elementos zodiacais, retirados do Rito Moderno, logo acabariam consagrados no escocesismo como importantes elementos doutrinários e identitários do seu simbolismo.

Por fim, ainda no tocante à cor que deve prevalecer nas colunas e capitéis zodiacais, o que se tem visto com frequência é uma composição de branco e dourado, e até na cor bronze, todavia essa não é uma orientação oficial, senão um critério de escolha. O simbolismo iniciático autêntico não prevê cor específica para essas colunas e seus adereços.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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JUL/2026

LUZES LITÚRGICAS ACESAS - REAA

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

 

LUZES LITÚRGICAS

 

Agradecido mais uma vez, meu irmão. A verdadeira dúvida era no caso de uma Sessão Magna de Iniciação, onde um irmão visitante, quis me questionar porque não estavam acesas as três luzes litúrgicas de meu altar, como Venerável que sou.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Antes, vale ressaltar que Irmão visitante não deveria estar questionando atividades ritualísticas previstas no ritual da Loja que ele está visitando. Além de ter sido deselegante, ao que parece ele não entende é nada de REAA.

Nesse sentido, é elementar que se a sessão era Magna de Iniciação, portanto em Grau de Aprendiz Maçom, obviamente que as luzes litúrgicas deveriam estar acesas conforme o Grau, ou seja, uma junto ao Venerável Mestre e uma junto a cada um dos respectivos Vigilantes. É elementar se saber que em Loja de Aprendiz somente acendem-se três das nove luzes litúrgicas – uma no Oriente, uma no Ocidente e outra no Sul.

À vista disso é de se perguntar: será que esse Irmão visitante não sabia disso? Pelo que parece, não.

NOTA – Luzes litúrgicas: no REAA correspondem ao número de luzes que são acesas nos três candelabros de três braços que ficam, respectivamente, juntos ao Ven Mestre e os VVig.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

quinta-feira, 2 de julho de 2026

INGRESSO DE RETARDATÁRIO - LOJA DE MESTRE

 

Em 22.04.2026 o Respeitável Irmão Alderedo Dias Alves, Loja Atalaia de Brasília, 1574, REAA, GODF (GOB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede esclarecimentos.

 

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

 

Quais os procedimentos de um Obreiro que chega atrasado para participar de sessão do Gr.3, com relação às batidas na porta ou toque a campainha?

 

COMENTÁRIO

 

Partindo do pressuposto de que não esteja presente o Cobr Externo e que um retardatário, antes de ingressar, ainda não sabe o grau que a Loja está trabalhando, convencionou-se que um Ir atrasado, pedindo ingresso, deve sempre dar, pelo lado externo da porta, a bateria universal, que é a de Aprendiz Maçom.

               Assim, sem a presença do Cobr Ext no átrio, o retardatário, ao ser atendido pelo Cobr Int será informado em que grau a Loja está aberta.

Estando a mesma aberta no 3º Grau, e lhe for exigido o ingresso com formalidade, o Ir atrasado, conduzido pelo seu guia, ingressa na Loja e para à Ord entre colunas, próximo à porta. A seguir executa a marcha completa do 3º Grau, saúda as Luzes da Loja e, se for o caso, se submete aos demais procedimentos de praxe.

Vale ressaltar que sendo o retardatário um Ir desconhecido, antes do seu ingresso ele deverá ser minuciosamente examinado pelo 2º Exp.

Vale ressaltar que no caso de retardatários não existem réplicas com aumento de baterias, pancada de alarme, dentre outras “batucadas”. Em qualquer situação, o pedido de ingresso é feito sempre pela bateria de Aprendiz. Cabe à Loja, ao verificar quem bate, tomar as providências para receber ou negar o ingresso. De tudo, o ideal é não chegar atrasado.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026