sábado, 6 de junho de 2026

NÚMERO DE NÓS NA CORDA (PAINEL DO GRAU)

Em 01/04/2026 o Irmão Companheiro Maçom Robson José Oliveira Martins, Loja Universitária de Cascavel, 3289, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte.

 


CORDA COM NÓS

 

Em primeiro momento, expresso meu respeito e a grande alegria que escrevo essa mensagem ao Irmão, trago uma dúvida para submeter à sua elevada apreciação uma questão de natureza ritualística, surgida durante estudo realizado acerca do Painel do Grau de Companheiro no âmbito do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Especificamente, a dúvida refere-se à quantidade de nós presentes na corda que circunda o painel. Conforme a leitura ritualística adotada em Loja, em minha percepção de recém elevado a C Mvejo existência de três nós. Todavia, alguns Irmãos sustentam a interpretação de que seriam cinco, 7 ou 12 nós, o que gerou divergência construtiva durante o pré-projeto dos trabalhos.

Buscando maior aprofundamento, consultei algumas obras que pouco falam sobre o número exato, encontrei na obra "50 instruções de Companheiro", Raymundo Delia Junior na qual se reforça a compreensão de três nós no contexto do REAA, ainda que haja menção simbólica ou interpretativa que deveria remeter ao número cinco, possivelmente em associação a outros elementos do grau.

Diante disso, e considerando sua reconhecida autoridade e profundidade nos estudos maçônicos, venho respeitosamente solicitar sua análise acerca do tema, especialmente no que tange à correta leitura ritualística e à distinção entre o símbolo formal e suas possíveis interpretações filosóficas.

Desde já, agradeço pela atenção dispensada e pela constante contribuição ao aprimoramento dos estudos na Ordem.

 

COMENTÁRIOS

 

Não existe um padrão quantitativo para o número de “nós” que aparece em cada uma das “cordas” desenhadas nos painéis. Esclareça-se que no decorrer do século XIX, principalmente na França, concomitante aos ritos maçônicos que iam paulatinamente aparecendo, uma enorme quantidade de painéis também era elaborada, muito ao gosto dos artistas da época.

Um detalhe interessante a respeito, que deve ser levado em consideração, é que muitos desses painéis abrangiam, em um mesmo quadro, dois graus, principalmente para Lojas de Aprendiz e Companheiro. Assim, era comum que um mesmo painel servisse para dois graus.

Em se tratando da sua origem histórica e seu significado, conforme o rito a “corda” de sisal corresponde à cerca que delimitava cada canteiro de obra operativo da Maçonaria. No tocante ao seu significado especulativo, especialmente no REAA a corda acabaria se consagrando como a “Corda com 81 Nós”.

Em relação a esses nós, na Maçonaria Especulativa eles ficariam conhecidos como os laços do amor, enquanto que a corda que contorna o templo (canteiro) é um símbolo representativo da união dos Irmãos agregados no seio da Loja. Esotericamente, significa a “resistência pela união”, sobretudo pelo formato que lhe dão as fibras trançadas e retorcidas, tornando-a mais resistente. A corda também simboliza a força dos operários unidos em prol de um mesmo objetivo.

Além disso, essa corda também é uma reminiscência do antigo cordel com 12 nós, instrumento com o qual se aplicavam as propriedades do triângulo retângulo pela 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), elemento geométrico essencial para a construção dos "cantos da obra". Essa prática operativa se dava a partir da pedra angular da construção, a qual, como ponto de partida, primitivamente era fincada no canto nordeste da obra.

Assim, tanto a “corda” como o “cordel” representados nos diversos painéis elaborados na França, a partir do século XVIII, sugerem essas interpretações. O número de nós aplicados na corda, ou cordel, é simbólico. Possivelmente pela falta de espaço na distribuição dos símbolos sobre o painel, os artistas desenhavam a corda apenas com um número representativo de nós, às vezes com três, outras com cinco, com sete, com doze, nove e mais.

Basicamente são esses os breves comentários sobre a história da “corda” e do “cordel” nos painéis das Lojas de Aprendiz e de Companheiro. Quanto as interpretações, vai depender do arcabouço doutrinário de cada rito.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

quinta-feira, 4 de junho de 2026

GESTO DE REPROVAÇÃO NA VOTAÇÃO NOMINAL

Em 30/03/2026 o Respeitável Irmão Almy Pereira, Loja Acácia Mangabeirense, REAA, GLEB, Oriente de Governador Mangabeira, Estado da Bahia, pede esclarecimento.

 

GESTO DE REPROVAÇÃO.

 

Boa tarde me irmão, eu gostaria de saber onde diz qual é o sinal de reprovação no REAA.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Quando se tratar de Maçonaria é preciso se levar conta que o termo “sinal” é de uso mais apropriado quando se tratar de movimento gestual iniciático, como por exemplo, fazer o Sin de Ord, do Grau, Pen, etc.

Por conta disso, é preciso separar o que é um simples gesto convencional efetivado em uma votação nominal para manifestar aprovação, reprovação ou abstenção, dos movimentos manuais e pedestais feitos na composição dos SSin iniciáticos.

No caso do REAA, nas votações nominais, o mais comum é o gesto de aprovação pela forma de costume, o qual é feito geralmente sentado, estendendo-se o braço e antebraço direito para a frente. Nessa mesma conjuntura, há ainda o gesto de abstenção, fica-se em pé e à Ordem, e o voto contrário (ou de desaprovação), quando se permanece sentado, como está, ou seja, não faz nenhum gesto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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JUN/2026

SIGLA - TÍTULO ABREVIADO

Em 30/03/2026 o Respeitável Irmão Janse Ricardo Reis Ferreira, Loja Mensageiros do Bem, 812, REAA, GOB-PE, Oriente Garanhuns, Estado de Pernambuco, pede esclarecimentos.

 

SIGLA

 

Meu irmão, tenho uma dúvida, sobre as siglas REAA, em conversa em loja pronunciei a sigla REAA e depois falei o significado Rito Escocês Antigo e Aceito, fui recriminado por falar as siglas REAA, gostaria de saber é errado pronunciar, mesmo falando o significado.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            O mais formal é mencionar o nome do Rito por extenso, ou seja, "Rito Escocês Antigo e Aceito". Eu, particularmente prefiro escrevê-lo de modo abreviado: R E A A, ou REAA, todavia, ao pronunciá-lo durante uma leitura, opto por ler o título por extenso: Rito Escocês Antigo e Aceito.

O que eu acho desnecessário é se pronunciar por primeiro a sua abreviatura e em seguida dizer o título por extenso. Ora, o mais salutar é se evitar a prolixidade, bem como o excesso de preciosismo.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

INSTALAÇÃO E POSSE - PARAMENTOS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão Carlos A. M. Costal, Loja Terceiro Milênio, 2540, REAA, GOB-PR, Oriente de Maringá, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

INSTALAÇÃO – PARAMENTOS

 

No dia 27/6, vou presidir a Comissão de Instalação e Posse do meu sucessor.

Minha dúvida, nessa sessão que eu vou presidir, eu vou usar os paramentos do V M (Avental, Colar, Punho e Chapéu), ou já faço a instalação com o paramento do Mestre Instalado (sem punho e sem chapéu).

Desde já agradeço sua orientação

 

CONSIDERAÇÕES

 

Sendo você o atual Venerável Mestre da sua Loja e também presidirá os trabalhos de Instalação do novo Venerável, seu sucessor, sugiro que na cerimônia, como Presidente da Comissão Instaladora, uses apenas os paramentos de Mestre Instalado (Ex-venerável), deixando os paramentos de Venerável Mestre para aquele que tomará posse. É mais coerente, assim entendo.

               No tocante ao uso do chapéu pelo Presidente da Comissão Instaladora, o seu uso fica dispensado, pois na instalação e posse o Venerável Mestre também receberá o chapéu como parte da sua indumentária (evita-se assim a duplicidade de uso da cobertura na sessão).

Atendendo a essa orientação, evita-se a troca de paramentos em plena sessão, bem como o uso indevido de cobertura na liturgia dos trabalhos.

Finalizando, os novos rituais de Instalação, que já se encontram na gráfica em Brasília para impressão, logo serão distribuídos. Neles, esses particulares ficam claramente especificados.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

quarta-feira, 3 de junho de 2026

COLETA DO TRONCO - PLATAFORMA ELETRÔNICA

Em 03/06/2026 o Respeitável Irmão Leonardo Pereira, Ven Mestre da Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

COLETA POR PIX

 

Alguns irmãos estão questionando a doação ao Tronco de Beneficência via PIX, tendo em vista que o nosso ritual fala que o mesmo deve ser feito em espécie (moeda corrente), não se admitindo nele outra forma de doação.

Como devemos proceder no caso de o Irmão querer efetuar o pagamento por meio de PIX?

Pode adotar tal forma de recebimento, ou é proibida essa prática?

Os Irmãos alegam que a doação em espécie hoje em dia está muito complicada por conta de a maioria só utilizar pagamento via PIX e não utilizarem dinheiro em espécie.

Desde já agradeço a atenção do irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Cabe informar que desde 10 de novembro de 2025 encontra-se em vigência o Decreto 2.221/2025 do Grão-Mestre Geral que autoriza o uso de meio eletrônico e plataforma digital na coleta do Tronco de Beneficência ou equivalentes.

Em poucas palavras, o sistema foi criado por um Irmão do GOB, o qual foi testado, aprovado e adotado no âmbito das Lojas. Essa plataforma digital recebe, em tempo real, o óbolo e preserva a identidade do doador, segundo os nossos costumes.

Outrossim, consta no Decreto mencionado, que a doação via PIX complementa o modo tradicional de coleta, e não o extingue. Assim, para o uso do PIX como ferramenta eletrônica de coleta, é impreterível que a Loja use apenas a plataforma indicada no Decreto, não se admitindo o uso do PIX na coleta por outra plataforma – isso é inquestionável.

             Assim, reitera-se que a coleta tradicional, via bolsa, persiste e deve ser mantida, adequando-se à essa prática maçônica consagrada, aqueles que optarem pelo uso do PIX.

À vista disso, e como a plataforma funciona em tempo real, durante a conferência do Tronco é possível computar todos os valores auferidos, tanto os via PIX, assim como os valores em espécie, preservando-se ainda o anonimato dos doadores e a lisura da sessão.

Para melhores esclarecimentos a respeito, sugere-se que a Loja busque orientações no seu Grande Oriente Estadual, ou do Distrito Federal, através da Secretaria Estadual de Administração, ou da Guarda dos Selos

No tocante às orientações emanadas do Ritual, vale observar que consta no seu título "Interpretação deste Ritual", que o ritual pode receber outras orientações, mesmo que dele ainda não constem, desde que sejam por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral.

Em face a isso, inquestionavelmente o Decreto 2.221/2025, enquanto em vigência, atua legalmente sobre o ritual aprovado, devendo, portanto, ser rigidamente observado.

Finalmente, aconselha-se que administração da Loja tome conhecimento completo do Decreto que institui o uso do PIX para a coleta do Tronco de Beneficência no GOB.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JUN/2026

sábado, 30 de maio de 2026

ATA NÃO REDIGIDA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 28.03.2026 o Respeitável Irmão Eduardo Marques de Souza Costa, Loja Aurora II, 2017, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

ATA NÃO REDIGIDA

 

Se o Secretário não fizer a leitura da ATA da Sessão Anterior sem prévio comunicado (MOTIVO) ao Venerável Mestre;

Quando o Venerável Mestre passar a Palavra ao Irmão Orador, como guarda da lei, (para o Fechamento dos Trabalhos);

O Irmão Orador pode dizer que a Loja poderá ser fechada, mas os trabalhos não podem ser considerados como justo e perfeito, pois houve quebra de ritualística por parte do Irmão Secretário por não fazer a leitura da Ata e não avisar (motivo) previamente ao Venerável Mestre?

Digo isso porque considero todos os nossos trabalhos como ritualísticos, afinal seguimos nosso ritual.

Fico no aguardo de sua resposta meu nobre Irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, é bom que se diga que não se trata de avisar ao Venerável Mestre com antecedência a falta da ata. Essa não é uma atitude prevista e que possa “consertar as coisas”, pois a ausência se trata de uma falha do titular da Secretaria por não a ter redigido.

Acontecimentos como este devem ser corrigidos imediatamente, de tal modo que essa falha grave não venha ocorrer em outras ocasiões. É preciso também avaliar se a falta de redação pelo titular não tenha tido um motivo plausível.

No tocante à sessão e a falta da leitura e aprovação da ata, o Orador, nas suas conclusões finais, deve manter sua manifestação de costume, considerando, mesmo assim, os trabalhos justos e perfeitos, no entanto com a ressalva de que não houve leitura e aprovação da ata da pela falta da sua redação.

            Embora possa parecer contraditório, o bom senso diz que não se deve desaprovar os trabalhos de uma sessão ordinária inteira por conta de falha de um titular de ofício, no caso do Secretário que não elaborou a ata da sessão anterior.

Nesse caso, se o Orador não declarasse a sessão justa e perfeita, isso acarretaria na anulação de toda a sessão, o que também seria um paradoxo, pois sendo detectado algo nocivo durante a execução dos trabalhos, imediatamente isso deveria alertado pelo Guarda da Lei, não permitindo assim que os trabalhos chegassem até o final, para somente então declará-los nulos. Afinal, se fosse o caso, o mal deveria ser sido cortado pela raiz.

Ao ter sido detectada a falta da ata, o melhor procedimento seria o Venerável Mestre ter, no ato, consultado o Orador, o qual, primando pelo bom senso e respeito aos que se apresentaram para os trabalhos, se manifestaria pelo prosseguimento da sessão.

Assim, a escolha do Orador por essa conduta (ao meu ver a mais adequada para o momento), evitaria prejudicar toda uma sessão devido à falta de redação da ata da sessão anterior. Nesse sentido, o mais plausível seria mesmo aprovar os trabalhos transcorridos, todavia com ressalva de que não fora feita a leitura da ata da sessão anterior.

Por fim, a ata que não fora ainda lida, seria apresentada, junto com a outra, na próxima sessão.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

quinta-feira, 28 de maio de 2026

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA III

Em 25.03.2026 o Respeitável Irmão Alan Zidowicz, Loja União em 33, 1602, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

VIG PEDINDO A PALAVRA

 

Estimado Irmão Pedro Juk. A dúvida é quanto a P a B da O e do Q P, nas Colunas, os VVig devem pedir a palavra (se é devido) para quem e em que ordem nas colunas, isto é, falam por último ou não necessariamente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do REAA, a forma consagrada e recomendável pela Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB é que, no uso da Palavra, o Vigilante fale sempre por último na sua Coluna, isto é, só depois que nela reinar silêncio é que ele pode falar.

Para fazer uso da palavra no momento apropriado, o Vigilante deve dar um golpe de malhete; o Venerável, para autorizá-lo, responde também com um golpe de malhete.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026