quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS

Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:

 

BALANDRAU

 

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:

1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?

2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?

3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?

4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen MM ou pode trabalhar, ocupando cargos?

Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.

Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).

Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão
recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.

Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.

Valos lá:

1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB

2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.

3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.

4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

SINAL (GESTO) DE COSTUME

Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:

 

SINAL DE COSTUME

 

1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?

2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.

2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

ABERTURA DA LOJA - REAA

Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

 

ABERTURA DA LOJA

 

Douto Irm Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.

Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M CCer ocupar seu lugar, o Ven Mestre solicita aos IIrm que fiquem "em L" (sic).

Ora, se estamos com o L L fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob ainda não estamos nem deveríamos estar "em L".

Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord, meus IIrm. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig que ao conferir o Oc solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord" e não "em L".

Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.

No que diz respeito ao M de CCer mencionar a expressão “em Loja, meus IIr, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin é composto antes da abertura do L da L.

Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:

  1. Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin, o Ven Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M de CCer alertando: “Em Loja, meus IIr!”.
  2. A seguir o Ven Mestre determina ao 1º Vig que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);
  3. Depois, determina que o 1º Vig cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol são maçons);
  4. Para cumprir essa missão, o 1º Vig manda todos os que ocupam Oc ficarem à Ord; em seguida comunica a certificação ao Ven Mestre; todos do Oc desfazem o sin e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin, até que a Loja esteja definitivamente aberta.
  5. O Ven Mestre então pergunta ao Chanc (que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc fica em pé, sem sinal e responde;
  6. Ato continuo, o Ven Mestre pergunta ao M de CCer (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M de CCer fica em pé, sem sin e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.

Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M de CCer tal como a mencionada na sua questão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2026

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ABÓBADA DE AÇO - RECEPÇÃO DE AUTORIDADES

Em 04/10/2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA GOB-RS, Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte consulta:

 

ABÓBADA DE AÇO

 

Gostaria de obter informações suas sobre:

1 - Abóbada de Aço:- Quando e como é formada?

2 - Comissão de Recepção: Tenho lido que deve ser de 13 Mestres Maçons e para recepcionar o Pavilhão Nacional, e sua formação é com espadas à 45º par baixo e a direita...

Quais diferenças entre estas duas formações?

Desde já agradeço a atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Todos esses procedimentos podem ser encontrados no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, dele o título 2.7 Recepção de Autoridades e Portadores de Título de Recompensas, página 66 e seguintes.

Sobre o ingresso e retirada do Pavilhão Nacional, ver páginas 111 e 174 do ritual acima mencionado.

Rege o Cerimonial para a Bandeira Nacional no GOB o Decreto 1476/2016 do Grão Mestre Geral. Este Decreto pode ser encontrado na página oficial do GOB, plataforma GOB LEX, ou nos dois volumes dos Rituais Especiais 2017 (Eventos Irrestritos e Roteiros) e Rituais Especiais 2016 (Sessões Exclusivas).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

 

TOQUE

Em 02/10/2025 o Respeitável Irmão Wellington Trindade Rodrigues, Loja Alferes Tiradentes, 2101, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

 

TOQUE

 

Olá, meu Ir, como vai? Mais uma vez recorro à sua orientação. Gostaria de saber se o toque do Grau 1 serve apenas para reconhecimento, ou se também pode — e deve — ser utilizado no convívio diário com os IIr já reconhecidos. Pois não vejo um consenso.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                SSin, TToq e PPal, não obstante o alto significado iniciático que cada um deles possui, também resguardam os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria. Na prática, por ser um costume haurido da Maçonaria primitiva (de Ofício), eles protegem a Maçonaria regular dos cowans e bisbilhoteiros.

Graças a isso, nos parece ser completamente desnecessário o uso do Toq no convívio diário entre maçons conhecidos.

Obviamente que nos trabalhos em Loja e nos telhamentos previstos pelo cobridor de cada grau, é natural a sua utilização. Do mesmo modo, quando, pelas circunstâncias, seja necessário se identificar um desconhecido. Fora isso, não há o porquê do seu uso aleatório.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2029

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

SAÍDA DE AUTORIDADE - SESSÃO ORDINÁRIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Antônio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

SAÍDA DE AUTORIDADE

 

Prezado irmão, na última sessão ordinária em minha loja tivemos a visita de uma autoridade. representando o Grão-Mestre.

A dúvida: no encerramento o Mestre de Cerimônias convidou saída o Venerável, primeiro e segundo Vigilantes e posteriormente Autoridade, Mestres Instalados, Orador, Secretário e demais irmãos do Oriente.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Entendo que por se tratar de Loja em trabalhos ordinários, a ação esteja correta pois, como menciona o ritual, após o encerramento dos trabalhos a retirada dar-se-á na ordem inversa da de entrada.

Todavia, essa não é uma regra rígida, levando-se em conta que os trabalhos já foram encerrados e a Loja está fechada.

Nesse caso, a ordem de saída tem apenas o sentido de organização, podendo a Autoridade também sair junto com o Venerável Mestre, se for convidada.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

PALAVRA DE PASSE III

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Ericson Simonetto, Loa Estrela da Harmonia, 2868, GOB-SC, REAA, Oriente de Criciúma, Estado de Santa Catarina, apresenta a pergunta seguinte:

 

PALAVRA DE PASSE

 

Gostaria muito de sua orientação quanto ao "telhamento" do Grau 2; quando da ação dos Vigilantes para percorrerem as colunas e buscam Sinais, Toques e Palavras, no Ritual Antigo
era solicitado de Palavra de Passe e agora no Novo Ritual é a Palavra Sagrada. Por gentileza poderia me explicar para repasse aos Irmãos.

A outra Dúvida seria a respeito da Saída da Bandeira, pois estamos de pé e a ordem, e o cobridor abre a porta para sua retirada, a pergunta que fica é a seguinte: devemos desfazer o sinal quando a porta é aberta? E voltamos ao sinal de ordem quando do retorno do Porta Bandeira e a porta é fechada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No que se refere à Pal de Pas no 2º Grau, o ritual vigente (2024) está correto, pois no exame feito pelos VVig o que é pedido é a Pal Sagr. Isso porque a Pal de Pas somente é solicitada pelo examinador quando um Ir desconhecido pedir ingresso nos trabalhos. Em síntese, a Pal de Pas somente é solicitada para se ingressar no Templo, quando a ocasião exigir.

No que diz respeito à porta estar aberta para a retirada do Pavilhão Nacional, não é necessário se desfazer o Sin devido a isso. Além de ser um excesso de preciosismo, isso nem mesmo está previsto no ritual, e no Decreto.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026