sexta-feira, 6 de março de 2026

O LUGAR DO PAINEL DO GRAU NO REAA

Em 29.10.2025 o Respeitável Irmão Nelson Luiz Bruch, Loja Venâncio Aires, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

PAINEL DO GRAU

 

Ao saudá-lo fraternalmente, gostaria de contar com o seu conhecimento e esclarecer uma dúvida que surgiu ontem à noite em nossa Loja no Oriente de Venâncio Aires/RS trazida através de uma instrução a que tivemos acesso e proferida/apresentada por um Ir pertencente aos quadros da Grandes Lojas.

Sou mestre instalado da Loja Venâncio Aires, onde usamos o painel do grau colocado no centro da Loja (em um porta-painel) e com a sua face voltada para a entrada do templo (obviamente com a sua parte traseira virada para o Or).

Na instrução acima mencionada, o Ir autor afirma que o painel do grau deve ser colocado no centro da Loja, entre o Or e o Oc, de modo que sua frente esteja voltada para o Or.

Poderia me ajudar e esclarecer qual a posição correta do painel do grau?

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Rigorosamente, como sempre foi no autêntico REAA, o Painel do Grau fica no centro do Ocidente sobre o eixo longitudinal do Templo (equador), voltado para a porta de entrada.

Por conseguinte, o Altar dos Juramentos fica no Oriente, logo à frente do Altar ocupado pelo Venerável Mestre.

Vale ressaltar que no REAA original existe apenas um Painel do Grau, que fica no centro do Ocidente sobre o Pavimento Mosaico, voltado para a porta de entrada do templo.

Em que pese muitos rituais brasileiros, de um mesmo rito, divergirem entre si, meus comentários prendem-se à autenticidade do Rito.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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MAR/2026

AUMENTO DE SALÁRIO - PROCESSO LEGAL

Em 29/10/2025 o Respeitável Irmão Valter S. Gama, Loja Canaã, 2270, REAA, GOB-MS, Oriente de Paranaíba, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

 

AUMENTO DE SALÁRIO

 

Em uma Sessão Ordinária onde será feito o Telhamento para elevação do Grau Aprendiz para Companheiro, há a necessidade de transformar o Loja do Grau de Aprendiz para Companheiro ou apenas pedir que o Irmão a ser elevado tenha o Templo coberto na hora da votação para ver se os demais Irmãos concordam com o aumento de salário. Minha dúvida é a seguinte: Por que transformar a Loja ao Grau de Companheiro se os Aprendizes só serão elevados em uma outra Sessão posterior.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Vale mencionar primeiramente que o exame para aumento de salário não se trata de telhamento, mas o de uma sabatina, onde o candidato responde verbalmente um questionário elaborado pela Loja.

                  Essa sabatina somente ocorrerá após ter o candidato elaborado uma Peça de Arquitetura para aumento de salário, devidamente apreciada pela Comissão de Admissão e Graus e obtendo parecer favorável.

Assim, o andamento desse processo segue rigorosamente o previsto no RGF, Art. 35.

Dessa forma, após ter sido aplicada a sabatina, a qual deverá ocorrer na Ordem do Dia, pois dela resultará votação, a Loja deverá ser transformada em Grau de Companheiro, oportunidade em que o candidato à Elevação deverá ter para si o Templo coberto, temporariamente.

Consumada a votação nominal em Loja do 2º Grau, a Loja então retorna aos trabalhos de Aprendiz e o candidato é reconduzido aos trabalhos, oportunidade em que lhe será comunicada a aprovação, ou não, do seu aumento de salário. Obtido o seu aumento de salário, é marcada a data da sua Elevação em sessão magna.

Saliente-se que tudo isso está previsto no Regulamento Geral da Federação do GOB.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

 

VERIFICAÇÃO PARA A ABERTURA DOS TRABALHOS

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Francisco Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

VERIFICAÇÃO

 

Meu sábio e poderoso Ir Pedro. Gostaria que me tirasse uma dúvida se possível:

Na sessão de Aprendiz Maçom, o 1º Vigilante verifica de sua mesa se todos os irmãos das colunas são maçons. Na sessão de Companheiro Maçom, os Vigilantes fazem de suas colunas. Pergunto: Todos os irmãos das colunas (Norte e Sul) ficam a Ordem? ou os Oficiais (Chanceler e Tesoureiro) no Ocidente não precisam levantar para a verificação?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Vamos lá. Como consta no Ritual, em Loja de Aprendiz o 1º Vigilante, em pé faz a verificação do seu lugar, portanto, todos os ocupantes das Colunas do Norte e do Sul ficam  à Ordem, inclusive o 2º Vigilante. Reitera-se, todos no Ocidente ficam à Ordem.

Em Loja de Companheiro, conforme especifica o Ritual, todos nas Colunas ficam em pé (sem sinal) voltados para o Oriente.

No 2º Grau, os Vigilantes, cada qual pela sua Coluna, percorrem as mesmas e tomam, de cada um, o Sinal, o Toque e a Palavra Sagrada. Começam a verificação por aquele que estiver mais próximo da parede Ocidental, assim, quem estiver logo à frente não ficará sabendo o que se passa na sua retaguarda. No 2º Grau, os Irmãos que estiverem ocupando cargo não serão examinados, porém, como os demais, também ficam em pé, sem sinal.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

quinta-feira, 5 de março de 2026

PROCEDIMENTOS PARA A BANDEIRA NACIONAL

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:


 

PAVILHÃO NACIONAL.

 

Durante a execução do Hino Nacional em sessão restrita a maçons, devemos estar com os braços estendidos ao longo do corpo ou à Ordem?

Um irmão da área militar disse que devemos ficar perfilados e após o hino, no deslocamento da bandeira até o seu suporte podemos ficar à Ordem.

No decreto 1.476/2016 não específica esse detalhe para o REAA.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Conforme prevê o Art. 5º do Decreto 1476/2016, durante a execução do Hino Nacional fica-se em pé, ereto, braços estendidos ao longo do corpo, sem cobertura, não sendo admitida outra postura.

              À vista disso, não há outra postura, portanto, segue-se irrestritamente o que menciona o Art. 5º do Decreto 1476/2016: “todos perfilados para o canto do Hino”.

No que diz respeito à postura dos demais Irmãos durante o deslocamento do dispositivo até o Oriente, o Art. 4º, inciso I, letra l, do Decreto 1476/2016 menciona que, sendo a sessão restrita a maçons, os Irmãos ficam à Ordem. Nesse caso, os Irmãos que não fazem parte da Comissão de Recepção e nem do dispositivo da Bandeira (P Band e G de Honra).

Em caso contrário, se a sessão não for restrita a maçons, então fica-se em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo.

Pelo exposto acima, ao que parece tudo está previsto no Decreto 1476, portanto o Irmão militar, citado na questão, está corretíssimo.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

quarta-feira, 4 de março de 2026

PISO DO OCIDENTE DO TEMPLO

Em 25.10.2025 o Respeitável Irmão Jader de Lima Viana, Loja União e Justiça, 4232, REAA, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, apresenta a pergunta seguinte:

 

PISO DO TEMPLO

 

Estamos um pouco confusos para fazer o PISO do TEMPLO.

No GOB MINAS há um entendimento diferente do mostrado no Ritual de Grau 1. No nosso entendimento devemos seguir o que consta no Ritual, ou seja, não existe ORLA DENTEADA, e o Mosaico é feito só no OCIDENTE.

Se há alguma instrução diferente, favor me ORIENTAR.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, vale mencionar que no GOB nenhum Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal tem poder para modificar o ritual, portanto não pode existir entendimento "diferente" do que estiver previsto no ritual vigente do REAA.

        Assim, não há nenhum entendimento diferenciado para o Pavimento Mosaico, cujo qual, conforme o ritual de Aprendiz, página 22, recobre todo o Ocidente do Templo.

Formado por diversos quadrados iguais, bancos e pretos, no REAA o Pav Mos aparece assentado de modo oblíquo (diagonal) em todo o chão ocidental da Loja.

Sob o aspecto ritualístico, a disposição oblíqua do Pav também serve para orientar e regular, no simbolismo do REAA, os ppas de cada gr (Marcha do Grau).

Em face à disposição oblíqua do Pav Mos, o acabamento das suas extremidades (junto às paredes e limites previstos) por si só já formam um elemento com aparência denteada, não obstante nada impedir que a Orla Dent seja fisicamente construída como acabamento dos limites do Pav.

De certa forma, a Orla Dent não precisa estar literalmente construída nos limites do piso do pavimento ocidental, a despeito de que a Orla Dent já se faz presente em torno do Painel do Grau, como fosse uma moldura marchetada.

Por conta de que o agrupamento de símbolos no Painel representa, em última análise a Loja formada, essa moldura dentada, ou denteada, chamada de Orla ou Borla Dent, tem a função de "cercar; contornar; unir" a Loja, tal como fosse uma cerca alegórica ou uma Cad de União.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

QUARTO DE HORA DE ESTUDO - EQUIPAMENTO AUDIOVISUAL

Em 24/10/2024 o Respeitável Irmão Emilio A. Trautwein, Loja Breno Trautwein, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

 

QUARTO DE HORA DE ESTUDOS

 

Gostaria de sanar uma questão quanto ao 1/4 de hora de Estudos do REAA.

Na realização das instruções durante 1/4 de Hora de estudos é permitido a utilização de apoio áudio/visual como data/show, TVs entre outros multi meios que auxiliam e melhor contextualizam as informações durante a instrução? Ou tal utilização é proibida, e onde encontramos regra ou norma que traga está proibição?

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Eu, particularmente, desconheço qualquer regra que impeça a utilização de equipamentos audiovisuais durante o tempo de instrução, no caso disso ser necessário.

No entanto, por uma questão de prudência, é bom consultar o ritual em vigência para se certificar se nele não existe nada em contrário, ou mesmo perscrutar a Legislação atualizada da vossa Obediência, sobre esse assunto.

No mais, entendo que a Maçonaria é progressista e acompanha a evolução da Ciência e das Artes, desde que não sejam feridos os Landmarks, bem como as nossas tradições, usos e costumes.

Por fim, constatada a inexistência de qualquer óbice, com prudência é perfeitamente exequível a utilização de elementos sonoros e audiovisuais que ajudem a melhorar a compreensão das instruções.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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MAR/2026

 

SUDESTE DO TEMPLO E SINAL DE OUTRO RITO

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão Orestes Lemos da Silva, Loja Vale do Peruípe, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Nova Viçosa, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes:

 

SUDESTE E SINAL DE OUTRO RITO

 

Estou preparando um estudo para nossos AApr e surgiu uma dúvida.

Na pag. 15 do novo ritual REAA especifica que o cabo da espada Flamígera, deverá estar voltada para o sudeste.

Está correto? Sempre vi estar para o Sul.

Se for sudeste ela deverá estar na diagonal confere?

Mais uma pergunta.

Ontem numa reunião Rito Brasileiro, um irmão delegado do Rito sendo consultado pelo Ven Mestre da LOJA, sobre como deve ser o sinal feito pelos irmãos em visitam a outro rito, se o sinal de Comp deve ser o do Rito Brasileiro ou do rito da LOJA, que no exemplo somente se faz a g, o outro braço deverá ficar arreado. Surgiu está pergunta porque assim orientei numa sessão de elevação que alguns IRMÃOS não estavam realizando o sinal de ordem conforme a loja visitada.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Sobre a primeira questão (de quem do Oriente olha para o Ocidente), convenciona-se que todo o lado esquerdo do quadrante oriental (o do Secretário) denomina-se Sudeste, enquanto que o lado direito (o do Orador) de Nordeste.

          Por conta disso, a Esp Flamej, que descansa sobre o Altar em um escrínio, ou sobre uma almofada vermelha, terá o seu cabo voltado para o lado correspondente ao Sudeste. Não existe nada de iniciático, ou esotérico, nessa questão, senão a de que o cabo da Esp, para facilitar o seu manuseio, fique voltado para lado em que o Porta-Espada ocupa lugar em Loja.

Sobre a questão do Ir visitante, é simples. Caso ele não conheça o sinal do rito da
Loja visitada, ele faz o sinal do seu rito. Simples assim.

O que um visitante não pode é interferir na execução da ritualística da Loja anfitriã, ao ponto de altera-la com práticas de outro rito. Por exemplo, usar balandrau se o rito da Loja visitada só admite o uso de terno; circular pelo templo de modo diferenciado do que está sendo executado pela ritualística; um visitante, usando a palavra, concitar seus acompanhantes a ficarem em pé, sem autorização do Vig; etc.

Agora, quando se tratar de ssin de ord e ppen (muito parecidos entre os ritos), o visitante pode perfeitamente fazê-lo tal como ele está acostumado no seu rito – isso não altera o andamento ritualístico.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2026