segunda-feira, 17 de agosto de 2026

INTRODUÇÃO DE VISITANTES - INTERROGATÓRIO

Em 25/05/2026 o Respeitável Irmão Ricardo Schier, Loja Luz e Fraternidade Rio-Negruinhense, 3643, REAA, GOB-SC, Oriente de Rio Negrinho, Estado de Santa Catarina, pede comentários para o seguinte:

 

INTRODUÇÃO DE VISITANTES

 

Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho realizado em seu blog, que tem sido uma importante fonte de estudo, esclarecimento e orientação para muitos Irmãos que buscam compreender com mais profundidade a ritualística maçônica, especialmente no Rito Escocês Antigo e Aceito.

Tomo a liberdade de encaminhar esta mensagem para solicitar um esclarecimento ritualístico referente ao telhamento no Grau de Companheiro Maçom.

Em conversas com alguns Irmãos de nossa Loja, percebemos uma diferença entre a redação de um manual anterior e a redação do manual vigente. No manual anterior, constava a expressão “Venerável Mestre de nossa Loja”. Por conta disso, há alguns anos, recebemos orientação de outros Irmãos para que, nas partes seguintes do telhamento em que aparecia a expressão “minha” ou “minhas”, fosse utilizada a forma “nossa” ou “nossas”, a fim de diferenciar o telhamento do Grau de Companheiro daquele utilizado no Grau de Aprendiz.

Contudo, ao consultarmos o manual vigente, observamos que a redação atual utiliza a forma “minha Loja”, mantendo também a construção em primeira pessoa do singular nas demais expressões correspondentes.

Diante disso, gostaria de pedir, se possível, a gentileza de seu esclarecimento sobre os seguintes pontos:

A forma correta, atualmente, é seguir exatamente a redação do manual vigente, utilizando “minha Loja” e as demais expressões em primeira pessoa do singular?

A redação anterior, com “nossa Loja”, foi corrigida por se tratar de erro ou inadequação ritualística?

Existiu, em algum momento, orientação oficial para que o telhamento do Grau de Companheiro utilizasse “nossa” e “nossas” nesses trechos, ou essa prática pode ter sido apenas uma interpretação local, sem respaldo normativo?

Minha intenção é apenas compreender corretamente a orientação ritualística vigente, evitando qualquer inovação indevida e buscando que nossa Loja trabalhe em conformidade com o que determina o ritual.

Desde já agradeço imensamente por sua atenção e pelos ensinamentos que o Irmão compartilha com tanta dedicação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nunca houve orientação "oficial" para o uso dos pronomes possessivos "nossa", "minha", etc. De modo prático, tudo está no contexto iniciático do questionário e qualquer uma das formas utilizadas é altamente compreensível, pois trata-se apenas uma pergunta do Venerável se, figuradamente, o visitante, além de trazer amizade, paz e prosperidade, traz algo mais. Então o visitante responde dizendo que o Venerável da sua Loja (da Loja do visitante) o saúda por (...).

             A bem da verdade, não existe o porquê desse excesso de preciosismo, se na conjuntura do questionário, tudo é perfeitamente compreensível.

Além disso, vale ressaltar que os rituais de 2009 já se encontram revogados, isto é, não podem mais ser usados nos trabalhos, senão os vigentes de 2024, que são iguais na pergunta e na resposta à questão. Assim, é só seguir o que está no ritual.

Se no passado houve alguma expressão diferenciada para esse caso, é coisa do passado.

Os rituais vigentes apenas primam pelo que é possível se manter padronizado. No mais, a forma utilizada atualmente, ou a que fora usada no passado, não deixam dúvidas sobre o sentido das perguntas e das respostas trocadas entre os interlocutores - sem complicação, tudo acaba se referindo à mesma coisa.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

AGO/2026

PRIMEIRO TRABALHO - COMPANHEIRO MAÇOM

Em 23/06/2026 o Respeitável Irmão Luciano Barros de Andrade, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, faz a pergunta seguinte:

 

PRIMEIRO TRABALHO

 

Por gentileza, gostaria de tirar uma dúvida referente à Sessão de Elevação. Na página 104 do Ritual do Companheiro Maçom consta que o Companheiro recebe do Mestre de Cerimônia o Maço para trabalhar na Pedra Cúbica. Em seguida, o recém-elevado bate por três e duas vezes seguidas sobre a Pedra Cúbica.

Pergunto: O recém-elevado utiliza somente o Maço? Não deveria utilizar o Cinzel também?

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nessa ocasião, o Comp Maçom utiliza apenas o Maço.

Isso se justifica porque o primeiro trabalho do Comp Maç é na Pedra Cúbica, elemento já burilado e preparado para a elevação das paredes.

         À vista disso, o Comp, detentor de mais conhecimento (aprimoramento), simbolicamente tem a capacidade de assentar a Pedra Cúbica no erguimento das paredes. Para uma perfeita justaposição dos elementos já esquadrejados, o Companheiro golpeia com prudência cada uma das pedras com o fito de ajustá-las durante o assentamento com argamassa.

Essa ação revela que o Companheiro, mais aprimorado pela instrução judiciosa
recebida no ofício, bate na pedra com prudência sem causar nenhum dano na sua estrutura, isto é, pelo seu autocontrole ele bate cuidadosamente sem esfacela a pedra.

Assim, nesse contexto o Comp Maçom, ao elevar a parede, ajusta a pedra no assentamento com argamassa golpeando-a com uma força controlada. É a razão pela qual ele, como operário do 2º Grau, nesse mister não utiliza mais do cinzel.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

COBRIDOR INTERNO ANUNCIANDO

Em 22/05/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos para o seguinte:

 

COBRIDOR ANUNCIANDO

 

Procurei no ritual e não encontrei como responder a um Irmão. Quando o Cobridor anuncia ao 2⁰ vigilante a solicitação de um irmão chegando atrasado, qual a maneira correta de avisar:

"Irmão 2⁰ Vig, regular e maçônicamente batem à porta do templo, ou simplesmente a expressão: "Ir 2⁰ Vig maçonicamente batem à porta do templo", ou ambas expressões são corretas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata apenas do que é correto, mas do que é correto, prático e objetivo, dispensando-se firulas linguísticas.

              Assim se a Loja já estiver aberta, o Cobr Int comunica ao 2º Vig da seguinte forma:

"Ir 2º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo".

Nesse caso, devido estar a Loja definitivamente aberta, o Cobr Int informa ao 2º Vig, o qual, por sua vez informa ao 1º Vig que, por sua vez comunica ao Ven Mestre.

Se a Loja ainda não estiver definitivamente aberta, isto é, ainda em processo de abertura, o Cobr Int, sem interferir na dialética de abertura, comunica ao 1º Vig:

"Ir 1º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo".

Nesse caso, como a Loja ainda não está definitivamente aberta, o Cobr Int faz a comunicação ao 1º Vig que, por sua vez, informa ao Ven Mestre.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

EXPOSIÇÃO DO PAINEL NA INSTRUÇÃO

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Lucas Pontes, Loja Fraternidade Paraibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos.

 

EXPOSIÇÃO DO PAINEL

 

Na terceira instrução do grau de Aprendiz, novo ritual, orienta que a instrução seja feita mediante exposição do painel. Como é feita essa exposição? Virar o painel em direção ao Aprendiz? Ou Aprendiz fica entre colunas? O Mestre de Cerimônias vai apontando a simbologia durante à leitura?

De já agradeço sua atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, eu gostaria de agradecer o convite que me foi feito. Aproveito a oportunidade para saudar a Loja pelo seu aniversário de 120 anos que se avizinha. Já estive no Piauí por duas vezes, uma na capital Teresina e outra no interior, na cidade de Picos. Naquelas oportunidades estive ministrando palestras sobre o REAA. São gratas as recordações.

No tocante à sua questão, não existe propriamente um protocolo para a apresentação do Painel em instrução.

A forma de se aplicar a 3ª Instrução de Aprendiz tendo o Painel como referência, ministrada pelo 2º Vigilante e pelo Venerável Mestre, fica a critério da Loja. Ela é que decide para onde deslocar o Painel no momento da instrução, podendo, inclusive, mantê-lo no seu lugar com o cada Ir observando a figura que consta na página 11 do ritual de Aprendiz.

               Para a 3ª Instrução, no caso de deslocamento do Painel, o mais comum seria colocá-lo bem próximo da porta, no extremo do Ocidente voltado para o centro, de tal maneira que todos, especialmente os Aprendizes, possam visualizá-lo durante os ensinamentos.

No momento da instrução com o Painel deslocado, quem deve ficar próximo a ele é o 2º Vig, o qual deixa momentaneamente o seu lugar.  Concluída essa instrução, o 2º Vig retorna imediatamente para o seu lugar e o Painel é recolocado no centro.

O 2º Vig, por ter deixado o seu lugar para se colocar próximo ao Painel, não precisa que outro Irmão o substitua. Não existem óbices sobre o lugar do Vig ficar vago por alguns instantes. Até porque ele não estará se retirando dos trabalhos.

Finalmente, em se optando pelo deslocamento do Painel, cabe ao Mestre de Cerimônias providenciar a sua mudança, e a sua recolocação.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

AGO/2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A ESTRELA FLAMEJ.'. E A LETRA G - REAA

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Giovani Moreira da Silva, Loja Estrela do Vale, 1740, GOB MINAS, REAA, Oriente de Itabira, Estado de Minas Gerais, apresenta as perguntas seguintes:

 

ESTRELA E A LETRA G

 

1 - Em seu artigo https://pedro-juk.blogspot.com/2017/12/estrela-flamejante-v.html você fala sobre a especulação sobre o conceito da letra G, porém, no ritual de Companheiro Maçom na página 123 expressa uma opinião contrária ao seu artigo. Como respeito muito seus artigos, gostaria de sua orientação sobre o disposto no ritual atualizado em 2024.

Aproveitando sua boa vontade agradeço mais dois comentários:

2 – A Estrela Flamejante deve estar literalmente de ponta para cima, ou seja, perpendicular (pendurada) no teto ou pode estar afixada no teto na abóboda celeste;

3 – Podemos em uma reunião de grau de Aprendiz transformar a reunião em grau de Companheiro, retirando os Aprendizes no momento do tempo de estudos para a apresentação do grau de Companheiro, depois retornando com os Aprendizes, isso para não furtar os Aprendizes de participar da reunião naquele dia. Essa prática pode ser realizada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Em relação ao que eu publiquei em resposta a uma pergunta no meu Blog em 2017, continuo convicto do que escrevi, e mantenho a minha posição.

             Sobre o Ritual de Comp Maçom em vigência no GOB, eu procurei minimizar a questão, deixando claro, em primeiro lugar, que a letra “G” significa Geometria. As outras definições, que a meu ver não condizem com a realidade doutrinária do REAA, são mencionadas no Ritual em segundo plano, sobretudo porque são consagradas nas instruções gerais da Maçonaria e até adotadas de modo amplo em outros rituais.

Foi graças a isso é que deixei bem claro que na Maçonaria a letra “G” também tem sido interpretada como Geração, Gravidade Gênio e Gnose. Note que, mesmo discutível, essas não são afirmativas minhas, mas são conceitos que estão presentes há muito tempo na Maçonaria, especialmente na vertente anglo-saxônica. Assim, a minha obrigação é também mencioná-los.

Nesse contexto, o que de fato eu abomino é falsa interpretação quando dizem que a letra “G” é uma referência ao "G A D U", mais especificamente à palavra "God", que é Deus na língua inglesa. Ora, se fosse assim, como ficariam então os ritos latinos onde a inicial do nome Deus é a letra "D" (Deus, Dio, Dieu)?

En passant, outro absurdo é se dizer que a letra hebraica “IÔD” se traduz pela letra “G”.

Graças a isso, sendo a Geometria a quinta ciência na ordem das Sete Artes e Ciências Liberais, procurei dar ênfase a ela como uma das grandes verdades universais (vide a 47ª Proposição de Euclides).

Para concluir este quesito, vale a pena lembrar que quando se trata de ritual maçônico, nem sempre é possível alterá-lo de imediato, sem antes, com muita prudência, ir se preparando o terreno. Por conta disso, deixo essa questão para reflexão dos IIr, mostrando que nem tudo o que reluz é ouro.

2 - A Estr Flamej – Este símbolo não é parte do mapa estelar da abóbada. Ela não aparece como as demais estrelas e astros, fixados no firmamento. Nesse sentido, a Estr Flamej não é um astro celeste, mas é um símbolo pitagórico, que fica pendente do teto, adotado por alguns ritos maçônicos. Historicamente essa estrela hominal somente apareceu na Maçonaria no século XVIII.

Como um símbolo pitagórico, o ritual do REAA/GOB menciona que a Estr Flamej - um dos ornamentos da Loja de Comp - aparece pendente (pendurada) do teto, ao Meio-Dia, sobre o lugar do 2º Vigilante.

Por ser um símbolo hominal, herdado do pitagorismo, é que essa Estr se apresenta no Templo pendurada e com apenas uma das suas cinco pontas voltada para cima. No contexto de símbolo hominal, a única ponta voltada para cima corresponde à cabeça (mente) do homem, enquanto que as demais relacionam-se aos seus membros superiores e inferiores (comparado ao homem vitruviano de Da Vinci.

Em primeira análise, a Estr Flamej simula o Homem de cabeça para cima, naturalmente como foi constituído pela Natureza (teurgia). Também representa os cinco sentidos e a relação matéria-espírito: visão, audição, tato, olfato e paladar – o Iniciado vê o sin; ouve a pal; sente o t; percebe o ar dos pperf; distingue a doç do amarg presente na t das vicissitudes.

                Como a Maçonaria é uma obra de Luz, a Estr Flamej não pode aparecer de ponta-cabeça, isto é, com duas de suas pontas voltadas para cima, mormente porque esse é um símbolo da Goécia, ou Goétia, que significa uma obra da escuridão, do desequilíbrio e da contrariedade. Com as duas pontas apontadas para cima, a Estr se torna a figura de um bode que, dentre outros, representa a animalidade e o mundo de ponta-cabeça; é o emblema do controverso, da obra das trevas e do giro anti-horário; simboliza o retrocesso.

A Estr pendente do teto, perpendicular ao meridiano do Meio-Dia (sobre o 2º Vig), simula a luz intermediária, entre a aurora e o ocaso. É por isso que no REAA a alegoria da letra "G", ao centro da Estr, corresponde à 5ª Ciência, ou a Geometria aplicada na construção de um novo Homem. De modo óbvio, a letra "G" também não deve ficar de ponta-cabeça, senão seguir o padrão e a ordem natural das coisas da Natureza.

3 – Transformação de Loja - Conforme menciona o ritual, existe a possibilidade de transformação, no entanto isso somente deve ocorrer quando for necessário para se atender à legislação, ou por algum motivo comprovadamente imperioso. Transformação de Loja é procedimento previsto, mas esporádico, nunca corriqueiro. É oportuno lembrar que uma Loja transformada deve retornar ao grau em que fora inicialmente aberta para ser fechada definitivamente. Transformar Loja para ministrar uma instrução é possível, porém não recomendável.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

SAGRAÇÃO DE TEMPLO (INAUGURAÇÃO) - 7

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Jorge Jesus Abreu, Loja Acácia, 177, sem mencionar o Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

 

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

 

Sirvo-me do presente para, respeitosamente, solicitar a sua colaboração, no sentido de orientar o signatário acerca do amparo legal, pressupostos e requisitos para a sagração do Templo Maçônico.

Estou no cargo de Orador, cargo esse preteritamente já exercido em outras duas administrações, de forma intercalada.

Na vida profana, sempre pautei por princípios de estrita legalidade, na medida em que exerci, até a aposentadoria, o cargo de Delegado de Polícia no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo na inatividade, desempenhei funções públicas na área da segurança pública, e hoje advogo, basicamente, na esfera administrativo-disciplinar no âmbito da Polícia Civil, tudo a moldar minhas ações em conformidade com as normas legais e estatutárias.

Assim, reputo de muita relevância suas considerações em torno da sagração do Templo Maçônico, notadamente a necessidade dessa medida em havendo benfeitorias no interior do recinto.

No mais, externo o sincero desejo de sua visita a minha Loja, em estando na Cidade de Niterói, evento esse motivo de júbilo para toda a família maçônica fluminense.

Sem mais para o momento, colho o ensejo para externar ao querido Irmão protestos de fraterna estima e consideração.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Maçonaria, a sagração de um Templo ocorre no sentido de conferir dignidade ao espaço ou dependência em que serão realizados os trabalhos litúrgicos e ritualísticos de uma Loja. Tudo isso sem a intenção de transformar esse recinto em um lugar sagrado, santificado ou religioso.

Nesse contexto, é sempre bom lembrar que a Maçonaria não é uma religião e nem é uma Instituição religiosa. A religiosidade, nesse caso, está no íntimo de cada maçom.

                  Sobre a sagração de um Templo maçônico - Em linhas gerais é a consagração de um lugar; é a sua inauguração que se dá por meio de um ritual específico vigente na Obediência.

Como se trata de uma inauguração, esses trabalhos são dedicados quando for uma nova edificação ou dependência, que nunca antes tenha sido inaugurada (consagrada, sagrada). Em linhas gerais, um Templo que já passou pelo ato de consagração assim permanece, ad aeternum, enquanto ele existir e estiver em condições de uso.

Reformas de edifícios maçônicos já inaugurados, a meu ver não devem passar por outra sagração, a não ser que o prédio tenha sito totalmente demolido e reconstruído, ou mesmo uma ampla reforma que o descaracterize do original, o que seria tratado como uma nova construção. Esses casos seriam passíveis de uma inauguração (sagração).

Enganam-se redondamente os que tratam a sagração de um Templo maçônico como fosse uma prática religiosa. Consagrar, nesse caso, é conferir dignidade ao espaço, inclusive ao grau de um maçom (consagração de um candidato).

O ato de Sagração de um Templo - No GOB, o ritual específico para essa finalidade, em vigência, encontra-se no volume de Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), 2016, dele a página 77 e seguintes.

Para que ocorra a sagração de um Templo maçônico, a Loja interessada deverá formalizar um pedido ao seu Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, o qual irá, mediante ato formal, designar uma comissão formada por Mestres Maçons (Comissão de Sagração) para a cerimônia ritualística de inauguração.

Nesse contexto, é importante lembrar de um detalhe significativo. Trata-se do que especifica o Ritual de Consagração vigente, página 80: "É vedado (o grifo é meu) ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Estadual e respectivos Adjuntos e ao Delegado do Grão-Mestre participar da Comissão de Sagração e ter ingresso no Templo antes de sua Sagração".

Isso quer dizer que as autoridades mencionadas logo acima não podem fazer parte da comissão de inauguração, assim como também não podem ingressar no Templo sem que ele antes tenha sido regularmente inaugurado (passado pela sagração).

Eram essas as informações possíveis neste momento.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

terça-feira, 11 de agosto de 2026

ROMPER A MARCHA DO GRAU

Em 20.05.2026 o Respeitável Irmão Gilbert A. Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica de Guarulhos, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ROMPER A MARCHA

 

Meu Irmão, um Irmão que entrará ritualisticamente, seja por instrução ou atraso, ou seja, irá realizar a marcha seguida do interrogatório, numa loja funcionando nos graus 2 ou 3, ao entrar em nosso espaço reservado, fica à ordem no grau de trabalho (2 ou 3), desfaz o referido sinal, compõe o de Aprendiz, para dar início à marcha, de acordo com o grau da Loja, ou, já que vai realizá-la, independente do grau de trabalho, já se conserva à ordem como Aprendiz, realizando em seguida à marcha de acordo com o grau de trabalho da Loja? Em síntese, ao ingressar na Loja num grau diferente de Aprendiz, e antes da marcha, qual sinal deve-se fazer?

Como de costume, agradeço os esclarecimentos e o saúdo pelo excelente trabalho desenvolvido!

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes de romper a Marcha do Grau, o protagonista ingressa no Templo e primeiramente se coloca à Ord no grau em que a Loja estiver aberta.

          Nesse caso, se a Loja estiver trabalhando no 2º Grau, o protagonista se coloca à Ord como CompMaç. Logo a seguir desfaz esse sin e se coloca à Ord no 1º Grau. Ato seguido, rompe a Marcha dando os t pp de Apr, seguidos de mais d de Comp.

Se a Loja estiver trabalhando no 3º Grau, o protagonista se coloca à Ord como M M, desfaz esse sin e se coloca à Ord como Apr.  Ato seguido, rompe a Marcha do 3º Grau dando os tr pp do 1º Grau, os d do 2º Grau e, finalmente os outros tr do 3º Grau.

No que diz respeito a aplicação correta da ritualística, é sempre salutar praticá-la na ordem prevista, sem adiantar procedimentos. Antes que se peque por excesso, do que por negligência.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026