Em 14/12/2025 o Respeitável Irmão Sandro Oliveira Keep, Loja Universo, 4819, sem mencionar o Rito, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte pergunta:
ESTRELAS
O que é a estrela da Comissão de Recepção nos termos do Decreto n. 1.476, de 17 de maio de 2016:
Art. 4º O ingresso da Bandeira Nacional no Templo obedecerá aos procedimentos a seguir:
I – Pelas Lojas do Rito Adonhiramita e do Rito Escocês Antigo e Aceito:
a) constitui-se uma Comissão de Recepção composta por treze Mestres Maçons, armados de espadas e munidos de estrelas;
CONSIDERAÇÕES
Nesse contexto, as estrelas, que não são as do firmamento, são velas acesas, ou luzes, conduzidas por maçons que compõem as comissões constituídas para receber autoridades maçônicas, geralmente nas sessões magnas.
Individualmente, a estrela corresponde a um bastão com aproximadamente 1,20m de comprimento, o qual traz, no seu topo, um dispositivo luminoso, comumente uma vela acesa ou mesmo uma pequena lâmpada elétrica alimentada por pilhas.Primitivamente, com caráter iminentemente prático, essas luzes eram tocheiros acesos para iluminar o caminho dos maçons que chegavam para os trabalhos nas Lojas durante a noite.
A Moderna Maçonaria, visando manter essa tradição, conservou as estrelas (primitivos tocheiros), porém com significado especulativo, tal como o das comissões formadas para receber autoridades. Alguns autores também defendem que o simbolismo dessas estrelas corresponde às luzes que emanam dessas autoridades.
Sob o aspecto ritualístico, como os componentes das comissões de recepção geralmente trazem a espada segura pela mão direita, para formar a abobada de aço, então os bastões com estrelas devem ser obrigatoriamente empunhados pela mão esquerda, de cada um dos titulares.
Esses artefatos (estrelas) ficam comumente guardados nas dependências do templo em um suporte próprio, sendo distribuídos, acesos, nos momentos previstos.
Ainda, sob o caráter iniciático que envolve a Luz (iluminação), as comissões de recepção, dispostas ao Norte e ao Sul, são sempre formadas por número ímpar de elementos, ficando o número maior de componentes ao lado Norte, a despeito de que essa é a parte menos iluminada do Templo. De certo modo, essa interpretação remonta aos tempos em que o caminho era de fato iluminado para os que se apresentavam à noite para os trabalhos.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.b
ABR/2026






