terça-feira, 12 de maio de 2026

POSTURA DA COMISSÃO E DA GUARDA DE HONRA

Em 11/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimento para o que segue:

 

POSTURA

 

Dúvida: os IIr da guarda de honra e da comissão de recepção devem ficar com os pés em esquadria ou apenas perfilados?

Surgiu está dúvida. Fico no aguardo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese nessa ocasião não seja obrigatório os pp ficarem uu pelos cc formando uma esq, mesmo assim é uma postura recomendável.

É recomendável pelo aspecto de se manter uniformidade coletiva no procedimento. Mas como o Decreto 1476/2016 menciona apenas que todos fiquem "perfilados", não há como obrigar, senão "recomendar".

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

segunda-feira, 11 de maio de 2026

DIMENSÕES MÍNIMAS DO TEMPLO

Em 10/03/2026 o Respeitável Irmão Eduval Fogaça, Loja Esplendor, 3480, Rito Adonhiramita, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, pede a seguinte informação:

 

DIMENSÕES DO TEMPLO

 

Por gentileza uma informação. Nas dependências de uma loja pequena, com apenas 5 metros de largura, é permitido colocar cadeiras para os Mestres, no mesmo alinhamento do banco dos aprendizes, e não na frente, evitando que a Câmara do meio, fique muito estreita? Agradeço sua costumeira atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese a possível utilização de espaços como templos para acomodar os trabalhos de vários ritos maçônicos (em um mesmo ambiente), essa dependência no mínimo deve se adequar ao previsto na planta do templo demonstrada no ritual.

               Especificamente, no caso da sua questão, o templo para acomodar o Rito Adonhiramita, conforme o ritual vigente, deve pelo menos comportar duas fileiras de assentos em cada lado das colunas (Norte e Sul). Ou seja, uma encostada na parede Norte, onde se sentam os Aprendizes e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Norte. No lado oposto (coluna do Sul), ocorre o mesmo, ou seja, uma fileira encostada na parede Sul, onde se sentam os Companheiros e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Sul.

Essa é a mínima distribuição permitida dos assentos em cada uma das CCol, não sendo possível, portanto, juntar os lugares dos Mestres com os dos Aprendizes e Companheiros em uma só fileira, ao Norte e ao Sul.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

domingo, 10 de maio de 2026

SAUDAÇÃO - CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO

Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Dennis Pires, Loja Mensageiros da Paz, 1435, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a questão seguinte:

 

SAUDAÇÃO

 

Vez ou outra, alguns IIr me indagam uma ou outra coisa a respeito da ritualística do REAA. Desta vez, foi a respeito do cerimonial de Elevação quanto a uma omissão do Ritual e o SOR em suas letras azuis.

- No momento do Juramento e Sagração do Aprendiz candidato à Elevação, os textos são omissos quanto ao acesso ao Oriente no que se refere à Saudação na Linha da Balaustrada.

Os "entendidos" têm orientado que não há necessidade nesse momento que o M CCer e o Apr (elevando), ao acessar o Oriente para o Juramento, realizar a saudação, tanto na entrada quanto na saída.

Eu, particularmente, quando indagado; "Tenho dito" que não há necessidade do ritual ficar explicando esse tipo de comportamento, considerando que devemos partir da premissa de que em Loja Aberta, todos os IIr para acessarem o Oriente seja por Mestres ou por "Aprendiz" nesse caso extraordinário que é a ELEVAÇÃO, deve fazer a saudação no seu grau na entrada e saída do Oriente e também de maneira excepcional, o M CCer no Grau 1 também, haja vista que, só em seguida vais transmitir os sinais, toques e palavras do Grau alcançado pelo aprendiz naquela oportunidade.

Gostaria de saber se a orientação que estou passando é adequada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É como bem diz o Irmão: "existem procedimentos que por serem óbvios, não carecem estar escritos". Mas, o problema é que vivemos na Maçonaria latina, onde parece que tudo deve estar irremediavelmente escrito, mesmo que se esteja diante do insofismável.

No caso mencionado na questão, por se tratar de uma passagem iniciática, é perfeitamente tolerado que não se faça nenhuma saudação nessa ocasião, mormente porque o ato ritualístico que está sendo realizado ocorre por solicitação do próprio Venerável Mestre.

À vista disso, nessa passagem ritualística a saudação não é obrigatória.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2026

SAÍDA TEMPORÁRIA III

Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Carlos Roberto de Oliveira, Loja Fraternidade Carmelitana, 2185, REAA, GOB MINAS, Oriente de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Os irmãos da Coluna do Norte quando vão se ausentar temporariamente do Templo têm que fazer o giro pela Coluna do Sul ou podem sair diretamente pela Coluna do Norte?

 

CONSIDERAÇÕES

 

                No REAA a regra é de que em Loja aberta se ingresse no Templo sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Norte, e dele se saia sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Sul.

Assim, em Loja aberta, numa retirada temporária, por questões de padronização ritualística, o retirante deve se deslocar em direção à porta passando pela Coluna do Sul. Não deve, até a sua passagem definitiva pela porta, ultrapassar o eixo (neutro) para o Norte.

Por se tratar de uma ausência temporária, o retirante, ao sair, não precisa saudar às Luzes.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

sábado, 9 de maio de 2026

CICLOS INICIÁTICOS DO APRENDIZ - REAA

Em 08.03.2026 o Aprendiz, Irmão Ramon Pesurno Nogueira, Loja Regente Feijó II, REAA, GOB-RJ, Oriente de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos:

 

CICLOS INICIÁTICOS

 

Considerando que a senda do Aprendiz pela Coluna do Norte mapeia uma evolução interior contínua - partindo do despertar e da iniciação em Áries, passando pelo trabalho na pedra bruta em Touro, a compreensão da dualidade em Gêmeos, o silêncio e a gestação em Câncer, a força moral em Leão, até atingir a purificação e a ordem em Virgem, que o prepara para o Companheirismo —, pergunto: existe alguma obrigatoriedade ritualística de que o Aprendiz ocupe fisicamente os assentos correspondentes a cada uma dessas colunas zodiacais conforme avança nesses estágios? Ou esse caminhar pelas constelações do Norte é vivenciado de forma estritamente alegórica e moral, sem a necessidade de transição física nos bancos da Loja?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Trata-se de um apólogo solar baseado nos Cultos Solares da Antiguidade (Cultos Agrários). Sob a óptica desse misticismo, essa alegoria solar tem a finalidade de equiparar, simbolicamente, o transcorrer da vida do Iniciado com a revolução anual do Sol - um movimento aparente que resulta, em última análise, no teatro da vida, morte e renascimento da Natureza.

Especificamente, no que tange à sua pergunta, no templo os ciclos iniciáticos são simbólicos, portanto não há necessidade de que o Iniciado tenha que literalmente ocupar, de tempos em tempos, cada uma das colunas distribuídas pela parede Norte do templo (topo do Norte).

Simbolicamente, a idade do Aprendiz corresponde aos ciclos da primavera e do verão (hemisfério Norte). Esse tempo de passagem equivale às fases de vida da infância e da adolescência, as quais se encerram às portas da juventude, época em que o Aprendiz Maçom é elevado ao grau de Companheiro – ele atravessa o eixo do templo, passando do Norte para o Sul (vai do Nível à Perpendicular).

            No computo geral dessa fábula iniciática, cada uma das etapas percorridas é apenas emblemática, ainda que a verdadeira mudança deve ocorrer no interior do Iniciado.

Não obstante a observação rigorosa de que na cerimônia de Iniciação obrigatoriamente o Aprendiz recém-iniciado seja colocado no topo do Norte, junto à coluna representativa de Áries (ponto de partida), a seguir, no decorrer do seu tempo de estada no setentrião, não necessidade de que o Aprendiz percorra fisicamente cada uma das seis Colunas fixadas no topo do Norte. É o suficiente que nas sessões seguintes ele permaneça em qualquer lugar, desde que ocupando o banco dos Aprendizes, adjacente à parede Norte.

Assim, na Iniciação, conforme especifica o ritual, o Neófito, depois de ter sido consagrado e reconhecido como Aprendiz Maçom, e ter assinado o livro de presenças, é conduzido até Áries, próximo do 1º Vig, para dali iniciar a sua jornada.

A título de ilustração, é bom que se diga que no misticismo solar aplicado na Maçonaria, Áries, a 21 de março corresponde ao início da primavera no Norte. Nesse caso, a referência Norte é porque a Maçonaria floresceu acima da linha do Equador.

Finalizando, é o bastante que o início da senda iniciática seja aplicada no dia da Iniciação, no mais, a simbologia das Colunas Zodiacais já é suficiente para explicar essa trajetória. Isso quer dizer que o ritual não determina que o Aprendiz tenha que literalmente ocupar cada uma das seis colunas no Norte. Isso está intrínseco na alegoria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DISPOSIÇÃO NA CADEIA DE UNIÃO

Em 08.03.2026 o Respeitável Irmão Américo Megda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

CADEIA DE UNIÃO

 

Ontem fazendo minhas pesquisas para participar da sessão da palavra semestral, me deparei com duas informações distintas. 

Em seu Blog, em FEV/2026 (https://pedro-juk.blogspot.com/search?q=cadeia) você diz que na formação, ao lado do Venerável deve estar o Primeiro e Segundo Vigilante, já no Ritual verifiquei que não consta desta maneira, uma vez que os Vigilantes ficam ao lado do Mestre de Cerimônias e o Orador e Secretário é que ficam ao lado do Venerável.

Gostaria de saber qual interpretação é a correta, e se existe uma explicação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata especificamente de interpretação. Na verdade, não existe uma regra rígida sobre a disposição dos cargos que ficam imediatamente posicionados ao lado do Venerável Mestre e do Mestre de Cerimônias na formação circular da Cadeia de União.

Geralmente quem define essas posições são os próprios rituais.

                Dessa forma, na edição do Ritual de 2024 do REAA no GOB, optou-se por se colocar o Orador e o Secretário ao lado direito e esquerdo do Venerável Mestre, e os respectivos
Vigilantes ao lado esquerdo e direito do Mestre do Cerimônias.

Para esse caso, essa acomodação se justifica porque na Loja as Dignidades do Orador e o Secretário ocupam o lado oriental do templo, e os Vigilantes o lado ocidente. Basicamente essa foi a razão da escolha dessa distribuição.

É bom que se dia que oficialmente esses são procedimentos ritualísticos praticados no GOB, assim, irrestritamente segue-se o previsto nos Rituais em vigência no GOB, mesmo que até possam ser encontradas outras informações, não oficiais, como é o caso do Blog do Pedro Juk que abrange de modo amplo os rituais praticados pelas três Obediências regulares no Brasil.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

COLAR DE M. I. OCUPANDO CARGO

Em 07/03/2026 o Respeitável Irmão Vinicius Tiengo Marono, Loja Fraternidade Acadêmica de Praia Grande, 3367, REAA, GOB-SP, Oriente de Praia Grande, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

 

COLAR DE M I

 

O motivo do meu contato é pra tirar uma dúvida ritualística. Num primeiro momento, eu entrei em contato com a secretaria de ritualística do GOB-SP, mas como a resposta deles foi que você entende ser o procedimento correto, eu gostaria de entender a justificativa certinha. Vou colocar aqui em baixo minhas perguntas e as respostas que obtive:

1) Com a nova edição dos rituais, ficou definido que MI ocupando cargo deve usar o colar do cargo por cima do colar de MI (ritual de MM, pág. 29). Se a insígnia distintiva de MI é o avental (pág. 22 do ritual de MM), por que temos essa necessidade? Inclusive, ao sobrepor os colares, os ramos de acácia do colar de MI ficarão "escondidos". *Resposta: Usar os dois colares é uma definição da equipe de ritualística do GOB, encabeçada pelo Secretário Geral Ir Pedro Juk, que entende isso ser o correto quando um Ir é MI ou autoridade maçônica (que também possui colar específico de sua função)*.

2) No caso de MI ocupar o cargo de Cobridor, ele deverá utilizar a faixa de MM, o colar de MI e o colar de cobridor sobrepondo tudo?

*Resposta: Segundo definição da Secr Geral de Ritualística (GOB) um MI ao ocupar o cargo de Cobridor ou Experto deve utilizar o colar de MI, a faixa de Mestre e o colar com a joia do cargo (deve usar os 3 - primeiro a faixa de mestre depois o colar de MI e por cima o colar com a joia do cargo), porém, se desejar o MI pode abrir mão do colar de MI e utilizar apenas a faixa de Mestre e o colar com joia do cargo. Lembrando que a faixa de Mestre tem a finalidade de servir para suportar a espada, quando esta não está em uso. Infelizmente os fabricantes das faixas não colocam a argola que serviria para colocar a espada, mas, mesmo assim ela deve ser usada*.

Poderia tirar essas minhas dúvidas, por favor?

 

RESPOSTAS

 

Inicialmente, é bom que se diga que as respostas emitidas pela Secretaria Estadual de Orientação Ritualística do GOB-SP estão perfeitamente consonantes com as manifestações da Secretaria Geral de Orientação Ritualísticas – Poder Central.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

Mestre Instalado ocupando cargo - É apenas uma questão de lógica, pois no ritual vigente de Mestre Maçom estão indicadas quais são as alfaias de um Ex-Venerável Mestre (Mestre Instalado) do REAA. No tocante a isso, o ritual preconiza que as alfaias são o Avental e o Colar com a respectiva Joia Distintiva – Conforme o RGF, no GOB o M I é uma autoridade da Faixa 1).

Desse modo, não há o porquê do M I não usar os seus paramentos completos durante o exercício de algum cargo em Loja. Basta que ele siga o que prevê o ritual em vigência, mormente naquilo que diz respeito aos paramentos de um Mestre Maçom Instalado.

              Enfatize-se que um M I, ao exercer um cargo em Loja, não perde o seu título honorífico. Ele continua a ser um M I e usa os seus paramentos completos.

À vista de tudo isso, paramentado naturalmente como M I, o titular veste também,  por cima do seu colar de M I, o colar com a joia distintiva do cargo que ele estiver ocupando na Loja. Nesse sentido, vale ressaltar que não existe absolutamente nada de anormal em se vestir um colar sobre o outro quando se estiver no exercício de um cargo em Loja.

Faixa de Mestre Maçom - Caso o cargo ocupado pelo M I for o de Cobridor ou de Experto, para acondicionar a sua espada ele pode usar, por debaixo do colar e a joia distintiva do cargo, também a faixa de Mestre, já que nela existe um dispositivo anelar para essa finalidade. Mas, se o caso for de excesso de paramentos, o titular não se sentindo confortável pode optar pelo não uso da faixa de Mestre, fazendo-se valer de outro dispositivo para essa finalidade, que geralmente fica atrás do espaldar da cadeira.

Finalizando, é também importante mencionar que o Mestre Maçom, mesmo sem cargo, possui a sua joia distintiva. O mesmo ocorre com o M I, ou qualquer outra autoridade investida. Todos possuem sua joia distintiva. Da mesma forma, os cargos em Loja (LLuz, DDig e OOfic) também possuem suas respectivas joias. Para esse mister não existe precedência de uma joia sobre a outra, pois além dos seus valores simbólicos, significativos e iniciáticos ocultos, a joia também indica um cargo de ofício, um posto ou uma distinção.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026