quarta-feira, 6 de maio de 2026

COLAR DE M. I. OCUPANDO CARGO

Em 07/03/2026 o Respeitável Irmão Vinicius Tiengo Marono, Loja Fraternidade Acadêmica de Praia Grande, 3367, REAA, GOB-SP, Oriente de Praia Grande, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

 

COLAR DE M I

 

O motivo do meu contato é pra tirar uma dúvida ritualística. Num primeiro momento, eu entrei em contato com a secretaria de ritualística do GOB-SP, mas como a resposta deles foi que você entende ser o procedimento correto, eu gostaria de entender a justificativa certinha. Vou colocar aqui em baixo minhas perguntas e as respostas que obtive:

1) Com a nova edição dos rituais, ficou definido que MI ocupando cargo deve usar o colar do cargo por cima do colar de MI (ritual de MM, pág. 29). Se a insígnia distintiva de MI é o avental (pág. 22 do ritual de MM), por que temos essa necessidade? Inclusive, ao sobrepor os colares, os ramos de acácia do colar de MI ficarão "escondidos". *Resposta: Usar os dois colares é uma definição da equipe de ritualística do GOB, encabeçada pelo Secretário Geral Ir Pedro Juk, que entende isso ser o correto quando um Ir é MI ou autoridade maçônica (que também possui colar específico de sua função)*.

2) No caso de MI ocupar o cargo de Cobridor, ele deverá utilizar a faixa de MM, o colar de MI e o colar de cobridor sobrepondo tudo?

*Resposta: Segundo definição da Secr Geral de Ritualística (GOB) um MI ao ocupar o cargo de Cobridor ou Experto deve utilizar o colar de MI, a faixa de Mestre e o colar com a joia do cargo (deve usar os 3 - primeiro a faixa de mestre depois o colar de MI e por cima o colar com a joia do cargo), porém, se desejar o MI pode abrir mão do colar de MI e utilizar apenas a faixa de Mestre e o colar com joia do cargo. Lembrando que a faixa de Mestre tem a finalidade de servir para suportar a espada, quando esta não está em uso. Infelizmente os fabricantes das faixas não colocam a argola que serviria para colocar a espada, mas, mesmo assim ela deve ser usada*.

Poderia tirar essas minhas dúvidas, por favor?

 

RESPOSTAS

 

Inicialmente, é bom que se diga que as respostas emitidas pela Secretaria Estadual de Orientação Ritualística do GOB-SP estão perfeitamente consonantes com as manifestações da Secretaria Geral de Orientação Ritualísticas – Poder Central.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

Mestre Instalado ocupando cargo - É apenas uma questão de lógica, pois no ritual vigente de Mestre Maçom estão indicadas quais são as alfaias de um Ex-Venerável Mestre (Mestre Instalado) do REAA. No tocante a isso, o ritual preconiza que as alfaias são o Avental e o Colar com a respectiva Joia Distintiva – Conforme o RGF, no GOB o M I é uma autoridade da Faixa 1).

Desse modo, não há o porquê do M I não usar os seus paramentos completos durante o exercício de algum cargo em Loja. Basta que ele siga o que prevê o ritual em vigência, mormente naquilo que diz respeito aos paramentos de um Mestre Maçom Instalado.

              Enfatize-se que um M I, ao exercer um cargo em Loja, não perde o seu título honorífico. Ele continua a ser um M I e usa os seus paramentos completos.

À vista de tudo isso, paramentado naturalmente como M I, o titular veste também,  por cima do seu colar de M I, o colar com a joia distintiva do cargo que ele estiver ocupando na Loja. Nesse sentido, vale ressaltar que não existe absolutamente nada de anormal em se vestir um colar sobre o outro quando se estiver no exercício de um cargo em Loja.

Faixa de Mestre Maçom - Caso o cargo ocupado pelo M I for o de Cobridor ou de Experto, para acondicionar a sua espada ele pode usar, por debaixo do colar e a joia distintiva do cargo, também a faixa de Mestre, já que nela existe um dispositivo anelar para essa finalidade. Mas, se o caso for de excesso de paramentos, o titular não se sentindo confortável pode optar pelo não uso da faixa de Mestre, fazendo-se valer de outro dispositivo para essa finalidade, que geralmente fica atrás do espaldar da cadeira.

Finalizando, é também importante mencionar que o Mestre Maçom, mesmo sem cargo, possui a sua joia distintiva. O mesmo ocorre com o M I, ou qualquer outra autoridade investida. Todos possuem sua joia distintiva. Da mesma forma, os cargos em Loja (LLuz, DDig e OOfic) também possuem suas respectivas joias. Para esse mister não existe precedência de uma joia sobre a outra, pois além dos seus valores simbólicos, significativos e iniciáticos ocultos, a joia também indica um cargo de ofício, um posto ou uma distinção.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES - LOJA DE COMPANHEIRO

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimentos para o que segue:

 

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

 

Muitas vezes, mesmo sem ter Companheiros Maçons presentes à Sessão, nossa Oficina costuma realizar Sessões nesse Grau para que os Mestres relembrem instruções, o que acho muito salutar. Numa sessão de Companheiro, sabemos que os Vigilantes percorrem suas colunas para verificar se todos os presentes são Companheiros Maçons. Também sabemos que, os que ocupam cargos, não serão verificados por estes.

Pergunto: Caso não haja Companheiros na referida Sessão, qual procedimento deve ser adotado pelos Vigilantes?

Mesmo assim, devem percorrer suas colunas, ou já podem anunciar diretamente de suas mesas que TODOS são Companheiros Maçons?

Certo de um retorno, deixo aqui o meu Tríplice e Fraternal Abraço.

 

PONDERAÇÕES

 

Para que se evitem procedimentos inexistentes, ou algo parecido, na hipótese de abertura de uma Loja de Companheiro, sem estarem presentes Companheiros Maçons, a liturgia de abertura segue exatamente como está no ritual. Nesse caso, cada Vigilante, mesmo não havendo ninguém para ser examinado, percorre a sua Coluna, voltando em seguida ao seu lugar quando informa que todos são CComp Maçons.

Vale lembrar que se nas Colunas estiverem presentes Mestres Maçons sem cargo, o Vigilante procede naturalmente o exame, tomando dele o Sin, o Toq e a Pal Sagr do 2º Grau.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

terça-feira, 5 de maio de 2026

ORIENTE DO TEMPLO - REAA

Em 06/03/2026 o Respeitável Irmão Francisco Pereira da Rocha Neto, Loja Osmil Serrano Cintra, 2396, REAA, GOB-SP, Oriente de Franca, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

ORIENTE

 

É terminantemente proibido ao Apr subir ao Oriente até mesmo para instruções? Exemplo: orientar ao Aprendiz a circulação do tronco de beneficência? Acompanhado de um Mestre.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Maçonaria Simbólica é preciso antes se ter em mente que a escalada iniciática do maçom - no caso a vida iniciática do maçom - está diretamente relacionada às regiões físicas do Templo, ou seja, o Ocidente, com as Colunas do Norte e do Sul para os Aprendizes e Companheiros e por fim ao Mestre Maçom, que pode ocupar indiscriminadamente qualquer uma das regiões da Loja.

               Nesse contexto, vale a pena mencionar que o Templo Maçônico, mormente do REAA, é uma representação estilizada do Mundo em que vivemos. Simbolicamente, compreende uma faixa sobre a superfície equatorial da Terra, orientada no seu cumprimento de Leste para o Oeste, e na sua largura, do Norte para o Sul. A abóbada celeste corresponde ao firmamento e o Pav Mos o solo terrestre.

A ocupação iniciática desse espaço relaciona-se às etapas de aperfeiçoamento que constituem o simbolismo maçônico.

Em especial ao Mestre Maçom e o Oriente, há uma peculiaridade inerente ao seu ingresso nesse espaço, já que essa passagem somente pode ser encontrada por aqueles que, em busca da plenitude maçônica, com perseverança passam pela cerimônia de Exaltação ao 3º Grau - a chave da Grande Iniciação.

Essa é uma regra basilar do REAA. Nessa separação territorial e mística do templo, o Ocidente, subdividido em Norte e Sul, corresponde a vida material (terrena) do Iniciado, enquanto que o Oriente satisfaz a sua vida espiritual (post-mortem). No contexto geral do simbolismo iniciático essas etapas (ciclos) não podem ser postergadas, sob pena de se subverter as Leis da Natureza, sutilmente representadas pela decoração de vários elementos que compõem a Loja.

Para o cumprimento da jornada iniciática do REAA, o Aprendiz (início) deve ocupar apenas o topo da Coluna do Norte (simbolicamente o lado mais escuro), onde paulatinamente ele vai aprendendo e percorrendo cada uma das seis primeiras Colunas Zodiacais. Concluídas essas etapas, o Aprendiz passa pela Elevação, tempo em que ele deixa o topo do Norte - agora como Companheiro Maçom - e atravessa para o topo da Coluna do Sul (simbolicamente mais iluminado).

Ao finalizar o tempo de Companheiro (juventude), o iniciado finalmente ingressa na maturidade da vida, oportunidade em que ele, ao representar o fim da vida material, passa pela cerimônia de Exaltação e se credencia a ingressar no Oriente para conhecer a Arv da Vid, agora como Mestre Maçom.

Em face a essa alegoria iniciática é que no REAA existem as Colunas Zodiacais, distribuídas pelas paredes Norte e Sul do Templo. Elas são as balizas que indicam o caminho a ser percorrido pelo Iniciado. A primeira etapa, ao Norte como Aprendiz (infância/adolescência), a segunda ao Sul como Companheiro (juventude) e finalmente a terceira, como Mestre Maçom, ao ter alcançado a derradeira jornada terrena, morrendo no Ocidente e renascendo em seguida no Oriente (o lugar da Luz). Em última análise, menciona o Mestre, purificado e evoluído, que acabou também se tornando Luz.

Assim, em face a esse teatro iniciático/solar é que em nenhuma situação o Aprendiz e o Companheiro, ainda reclusos à materialidade do Ocidente, podem ingressar no Oriente, que é o lugar da Luz. Antes é preciso ter percorrido toda a senda iniciática.

Desafortunadamente, no REAA, por questões históricas, a harmonia desse belíssimo teatro iniciático acabaria enfrentando um paradoxo - que até hoje se sustenta - por conta de acomodações ritualísticas proporcionadas pelo Grande Oriente da França e a criação das suas Lojas Capitulares.

Foi nessa ocasião (1804) que no primeiro ritual para o simbolismo do REAA houve a separação física, em desnível e por uma balaustrada, do Oriente e do Ocidente da Loja. Por conta disso, criava-se o Oriente separado e elevado, oportunidade em que era também criado o Alt dos JJur, como uma pequena mesa como extensão do Alt ocupado pelo Ven Mestre (antes as obrigações eram tomadas sobre a mesa do Venerável).

Tudo isso foi criado para separar, no mesmo ambiente, os trabalhos do simbolismo dos graus capitulares. Em linhas gerais, nas Lojas Capitulares do REAA só ingressavam no Oriente os Irmãos que eram detentores do Grau Rosa-Cruz. Nessa condição, o Atherzata (Governador do Capítulo) era também, e ao mesmo tempo, o Venerável Mestre da Loja simbólica - vide a história das Lojas Capitulares no Grande Oriente da França do século XIX.

Mais tarde, mesmo depois de terem sido completamente extintas as Lojas Capitulares do REAA no Grande Oriente da França, a separação física do Oriente elevado permaneceu universalmente no simbolismo. No geral, o consagrado espaço oriental acabaria ficando reservado aos Mestres Maçons como o final da jornada iniciática, ao Venerável Mestre como dirigente da Loja (o lugar da Luz) e aos Ex-Veneráveis (Mestres Maçons Instalados).

Foi graças a esse paradoxo, amplamente reconhecido, e para atender à liturgia do ritual do REAA, onde o Alt dos JJur fica no Oriente que, somente nas cerimônias de Iniciação e de Elevação, admite-se, no juramento e sagração de candidato, a presença de Aprendizes e Companheiros no Oriente.

Por conta de todos esses comentários é que no REAA Aprendizes e Companheiros somente podem ingressar no Oriente em Loja aberta nas esporádicas ocasiões previstas pelo ritual durante as cerimônias de Iniciação e Elevação, fora isso, nem mesmo se estiverem acompanhados de um Mestre. A questão crucial é iniciática e a de acomodação é histórica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

sábado, 2 de maio de 2026

ESTROFES - HINO À BANDEIRA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Luis Gustavo Domingues Pereira, Loja Amandara – Guardiões da Amizade, 3737, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos.

 

ESTROFES DO HINO À BANDEIRA

 

Prezado e querido Ir Pedro Juk. Estimo que esta mensagem vos encontre em paz e serenidade.

Gostaria de consultá-lo a respeito das estrofes a serem cantadas do Hino à Bandeira a serem cantadas para saída do Pavilhão Nacional.

O Decreto nº 1476/2016 do Grande Oriente do Brasil indica serem cantadas, em seu Art. 8º, determina serem cantadas as "primeira e última estrofes" do citado símbolo nacional.

Ocorre, todavia, uma frequente dúvida entre Irmãos.

Uma das interpretações sugere que se deva entender por estrofes os primeiro e últimos grupos de versos entremeados e seguidos do refrão:

 (Salve lindo... / Recebe o afeto... / Sobre a imensa / Recebe o afeto...) 

Outra entende que devem ser considerados como estrofes os primeiro e último grupos de versos, indistintamente se seriam estrofe ou refrão:

(Salve lindo / Recebe o Afeto...)

O Irmão poderia nos indicar qual seria a interpretação intencionada pela Potência?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É simples como está escrito no Decreto: primeira e última estrofes.

Assim, entoa-se a primeira estrofe (Salve lindo Pendão...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...), logo após a última estrofe (Sobre a imensa Nação...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...).

A título de esclarecimento, “Refrão”: Fórmula vocal ou instrumental, que se repete regularmente numa composição. “Estrofe”: Agrupamentos de versos em poemas ou músicas, organizados em seções separadas.

 

 

TFA

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

ENTRADA RITUALÍSTICA - FORMALIDADES DO REAA

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Antônio Augusto Barbosa, Loja Pátria e Família, 097, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de Cravinhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

ENTRADA RITUALÍSTICA

 

Nas sessões magnas de iniciação/elevação/exaltação, após o candidato ter recebido a luz, sendo digno de ser admitido entre nós, lhe é passado pp, t, etc. O Ven Mestre determina que o M CCer leve o novo irmão pra fora do templo, fazendo-o, em seguida, entrar como maçom. No retorno o Cobrabre a porta para a entrada do mesmo como maçom.

Pergunto: inicia-se a Marcha já ao abrir a porta ou só após o fechamento da porta através do Cobr? Nos rituais, nada consta se fecha ou não, ou seja, a marcha nesse caso) pode ser com a porta aberta?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O mais acertado, nesse caso, é o Cobridor Interno abrir a porta para que o Iniciado/Elevado/Exaltado seja conduzido pelo Mestre de Cerimônias para dentro do templo.

Assim, o recipiendário ingressa e pára (estaciona) próximo a porta, entre colunas do Norte e do Sul, colocando-se à Ordem; o Cobridor Interno imediatamente fecha a porta e então o recipiendário dá início à sua entrada formal, pela Marcha do Grau.

Sem excessos de preciosismo, seguindo a ordem natural, o Cobridor Interno fecha porta (cobertura) antes de se iniciarem as formalidades ritualísticas da Marcha do Grau.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

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MAI/2026

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

PAINEL DO GRAU DE COMPANHEIRO - REAA

Em 05.03.2026 o Respeitável Irmão Amarildo José Domingues dos Santos, Loja Fraternidade Piraquarense, 204, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Piraquara, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

 

PAINEL DE COMPANHEIRO

 

Com respeitosos cumprimentos, venho trazer ao Irmão a seguinte dúvida: existem no ritual do Companheiro do Rito REAA - GOP, dois Painéis; qual é a finalidade dos respectivos Painéis?

Atenciosamente,

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Rituais que apresentam indevidos dois Painéis do Grau tem sido uma anomalia, que vira e mexe causa dúvidas nos praticantes do REAA.

Ressalte-se que no REAA original, sem enxertos, existe apenas um painel para cada grau simbólico, ou seja, um para cada Loja, de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre.

Assim, o painel (quadro) que condensa os principais símbolos de cada grau denomina-se Painel do Grau, ou Painel da Loja. No caso do grau de Companheiro do REAA, rigorosamente existe apenas um Painel da Loja do 2º Grau, o qual vai colocado aberto ao centro do Ocidente da Loja em um dispositivo alocado sobre o Pavimento Mosaico.

Para que não pairem dúvidas, vale observar que a parede situada imediatamente atrás do trono, sob o dossel, onde se situam as duas luminárias terrestres (Sol e Lua) e o Delta Radiante, chama-se Retábulo do Oriente. Este retábulo, comum na decoração dos templos do simbolismo, nada tem a ver com o Painel do Grau que fica no centro do Ocidente.

No que diz respeito aos rituais que mencionam a existência de dois painéis, é porque lamentavelmente no Brasil isso ocorreu à custa de dissidências no passado, onde houve a necessidade de se construir novos rituais para atender a demanda. À vista disso, muitos costumes de outros ritos vieram indevidamente parar nesses novos rituais, principalmente no REAA - é o caso da duplicidade de painéis mencionada nessa questão.

Na verdade, esse segundo painel no REAA nada mais é do que uma cópia indevida da Tábua de Delinear do 2º Grau do Rito de York, inserida no ritual do escocesismo. Explica-se: ao que parece, alguns ritualistas ainda desconhecem que o REAA é um rito originário da França, portanto o conteúdo do seu Painel do Grau original é um conjugado de símbolos nativos da vertente francesa de Maçonaria. Assim, o verdadeiro e único Painel do Grau 2 no REAA é o francês (com as Colunas B e J ladeando o pórtico).

Já o outro painel (com a escada sinuosa e o pórtico da C do M), copiado do Grau de Companheiro do Rito de York, é oriundo da vertente inglesa de Maçonaria e contém símbolos apropriados à doutrina de outro rito, não ao REAA.

                Essa indevida inserção tem causado uma confusão que ninguém consegue explicar, pois há uma mistura de símbolos pertencentes a sistemas maçônicos diferenciados, o latino e o anglo-saxônico.

Na tentativa de arrumar uma justificativa para esse imbróglio, nomearam o painel enxertado dando-lhe o nome de Painel Alegórico, o que só piorou mais as coisas, pois no REAA verdadeiro não existe nenhum “painel alegórico”. Por ser indevido e inapropriado, tornou-se algo como a boca que se entorta conforme o hábito do uso do cachimbo.

No intuito trazer um pouco de luz para esse assunto, seguem inseridas as gravuras dos dois painéis, o Painel do Grau original (1) que é o francês e que realmente pertence ao REAA, e o outro (2) que é o indevido, enxertado do Rito de York, que é o inglês e que originalmente pertence à Tábua de Delinear do 2º Grau [1].

Outros comentários podem ser encontrados em http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026



[1] Tábua de Delinear – Nome dado ao Painel da Loja (Tracing Board) no Rito de York.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

BATIDA NA PORTA - IRMÃO ATRASADO

Em 04.03.2026 o Respeitável Irmão Eric Taveira Domingues da Cruz Machado, Loja José de Souza Herdy, 3117, REAA, GOB-RJ, Oriente de Tanguá, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

 

ATRASADO

 

Minha dúvida é sobre a nova norma de como se proceder na batida em Loja, ao dar entrada ao Templo, ao chegar atrasado e ao se cobrir o Templo para certos Graus...

Me lembro que na Live que o Eminente irmão realizou, no ano passado, para explicar como era o procedimento do novo Ritual do REAA, o Eminente irmão comentou que agora se utilizaria apenas uma batida e que o Ritual seria igual o Original. Como hoje em dia que se utilizam muitos procedimentos que, na realidade, não existem ou foram inventados ao longo dos anos.

Mas estou com uma certa dúvida sobre o procedimento, pois utilizo como foi comentado pelo Eminente irmão, mas alguns dizem para mim que este procedimento não existe e está incorreto.

Poderia o Eminente irmão me ensinar e esclarecer!? Ficaria muito honrado e grato com o seu ensinamento...

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação a qual bateria dada na porta para o ingresso do préstito na abertura dos trabalhos, a mesma está claramente explicada nos respectivos rituais. Assim, para o ingresso do préstito, o M CCer dá, com a mão direita fechada, as pancadas do Grau que a Loja será aberta.

               No que diz respeito aos procedimentos para os que chegam atrasados, agora eles se acham previstos no ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, nele a página 210, subtítulos: "Ir Atrasado", "Bateria na Porta" e "Desconhecido Atrasado".

Acerca de procedimento inexistente, se o mesmo está no ritual vigente, então como é que tem Irmão dizendo que ele não existe? Ora, o que não existe mesmo são essas equivocadas batucadas oriundas de desnecessários aumentos de bateria na porta, inventadas por alguns.

A bem da verdade, esse batuque na porta do templo é que nunca esteve escrito em lugar nenhum, não passando de mera imaginação, mormente porque os rituais não foram construídos prevendo Irmãos chegando atrasados. Lamentavelmente, como o ato de chegar é uma realidade na Maçonaria, os novos rituais do REAA no GOB, agora trazem algumas orientações sobre o caso.

À vista disso, o ritual mencionado (página 210) orienta que no caso de Irmão atrasado, em qualquer grau o retardatário deve dar na porta a bateria universal de Aprendiz. Caso o momento seja propício para ingresso, o atrasado será recebido na forma de costume, conforme o grau que a Loja estiver trabalhando. Caso o momento não seja apropriado, o Cobridor Interno, pelo lado de dentro, repete a bateria universal de Aprendiz. Nesse caso, a bateria significa que o retardatário deve aguardar até que seja atendido. Assim, nessa ocasião não há troca de bateria de outro grau, pois cabe ao Cobridor Interno, em momento apropriado, verificar se o retardatário pode ou não ingressar.

É oportuno também lembrar que não existe a tal pancada única na porta para que o retardatário aguarde – essa pancada única é outra invencionice e não se encontra oficialmente escrita em lugar nenhum do ritual.

Em relação àqueles que devidamente carecem se retirar temporariamente dos trabalhos, ao se retirarem não existe necessidade de prestar saudação às Luzes da Loja, bastando que o M CCer os conduza na forma de costume para lugar devido, fora do templo, até que sejam chamados de volta.

Para o retorno, os retirantes temporários, reconduzidos pelo M de CCer, são readmitidos sem formalidade (já estavam participando dos trabalhos).

Ao finalizar, vale observar que quem cobre o Templo é o “Cobridor”. No caso, quem sai é que tem para si o templo coberto, pelo Cobridor.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026