domingo, 1 de novembro de 2026

LUGAR DAS BOLSAS DE PROPOSTAS E INFORMAÇÕES E BENEFICÊNCIA

 

Em 13/07/2026 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Junior, Loja Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

BOLSAS DE PPROP∴ E IINF∴ E BENEFICÊNCIA

 

Gostaria de tirar uma dúvida e, se possível, pedir sua orientação.

Até o momento, não consegui localizar no Ritual do REAA, nas orientações do SOR ou em seus estudos qualquer referência ao local onde devem permanecer o Saco de Propostas e Informações e o Tronco (Saco) de Beneficência antes de serem utilizados e após sua utilização durante a Sessão.

Em muitas Lojas, por costume, esses recipientes permanecem pendurados na balaustrada durante praticamente toda a Sessão. Particularmente, essa prática sempre me causou certo desconforto. Na minha percepção, acabam ficando excessivamente expostos, como se estivessem "pendurados em um varal", o que, a meu ver, não parece compatível com a discrição, a dignidade e o respeito que esses objetos ritualísticos merecem.

Por essa razão, entendo que o Saco de Propostas e Informações deveria permanecer guardado, fora da vista dos presentes, sob a responsabilidade do Mestre de Cerimônias até o momento de sua circulação. Após sua utilização, abertura e despacho pelo Venerável Mestre, também entendo que deveria voltar a permanecer guardado, fora da vista, sob a responsabilidade do próprio Venerável Mestre, até o encerramento da Sessão.

Da mesma forma, o Tronco de Beneficência deveria permanecer guardado, fora da vista, sob a responsabilidade do Hospitaleiro até o momento de sua circulação. Após a coleta, conferência dos valores e recebimento pelo Tesoureiro, também entendo que deveria permanecer novamente guardado, fora da vista, sob a responsabilidade desse Oficial até o encerramento da Sessão.

Entretanto, reconheço que esse entendimento é apenas uma percepção pessoal. Justamente por não encontrar qualquer dispositivo ritualístico ou orientação doutrinária sobre esse aspecto, gostaria de saber se existe alguma determinação quanto ao local onde esses recipientes devem permanecer enquanto não estão sendo utilizados.

Caso realmente não exista qualquer previsão ritualística, gostaria de conhecer o entendimento do Ir∴ sobre o procedimento mais adequado. Seria correto mantê-los permanentemente expostos na balaustrada por força do costume ou seria mais apropriado que permanecessem guardados, fora da vista, sob a responsabilidade dos respectivos Oficiais, sendo apresentados apenas nos momentos em que efetivamente serão utilizados e, concluído o seu uso, novamente recolhidos?

Caso não exista qualquer orientação doutrinária sobre essa matéria, seria possível que o Ir∴ apresentasse seu entendimento a respeito de qual seria o procedimento ritualisticamente mais adequado?

Desde já agradeço pela atenção e pelo extraordinário trabalho doutrinário que o Ir∴ vem realizando em benefício da Maçonaria brasileira.

Receba meu Tríplice e Fraternal Abraço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

É só uma questão de funcionalidade durante o uso desses objetos, portanto as bolsas, ou sacos, utilizadas na coleta de propostas e informações e do óbolo (beneficência), geralmente ficam próximas ao lugar em Loja dos titulares que as utilizam por dever de ofício.

À vista disso, tem sido comum e consagrado que a bolsa de propostas e informações descanse sobre a balaustrada Sul, próxima ao lugar do Mestre de Cerimônias, e a de beneficência, ou solidariedade, no lado oposto, Norte, também descanse em cima da balaustrada, próxima ao lugar do Hospitaleiro.

Ressalte-se que nada há de iniciático e esotérico relativo ao lugar em que cada um desses objetos de trabalho descansam quando não estiverem em uso.

Na verdade, o conteúdo iniciático dessa prática ritualística está de fato na circulação e na ordem de abordagem.

Assim sendo, seria excesso de preciosismo se modificar um costume convencional utilizado há muito tempo pelas Lojas, assim como inserir mais explicativos nos rituais sobre esse caso.

De tudo, como ocorre hoje em dia, o mais lógico é se manter as bolsas perto dos seus respectivos titulares. Criar novas regras escritas para se guardar esses recipientes é contribuir com o inchaço e a prolixidade dos rituais.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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NOV/2026

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

PAVIMENTO MOSAICO NO REAA

Em 11.07.2026 o Respeitável Irmão Bruno Teixeira, Loja Perseverança de Paranaguá, 0159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PAVIMENTO MOSAICO

 

A minha dúvida é em relação a instalação do pavimento mosaico, pois no SOR e no ritual está escrito que o pavimento deverá estar orientado em oblíquo. Mas pesquisando em blog as imagens que estão postadas em artigos deste assunto estão em sentido reto. Lojas da Europa em também são retos e não em 45º.

A dúvida é: Em caso de instalação de um novo pavimento o correto é ele reto ou oblíquo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Historicamente, no REAA, diferentemente de outros ritos, o Pavimento Mosaico é geralmente construído de maneira oblíqua e ocupa todo o Ocidente do templo.

A disposição oblíqua dos quadrados brancos e pretos que compõe o piso serve para regular os passos do Grau, levando-se em conta de que no rito em questão, a esq∴ formada pelos p∴ p∴ uun∴ pelos ccalc∴ fica aberta para a frente. No REAA não se anda de lado. Notadamente a posição dos pp∴ está claramente especificada no Cobridor do Grau que se encontra no ritual.

Desse modo, as interseções das linhas oblíquas (diagonais) orientam a união dos pp∴ pelos ccalc∴ e indicam como devem ficar apontados os pp∴. No REAA os ppas∴ são executados do Ocidente em direção ao Oriente, andando-se de frente e não de lado.

                Em face a isso é que desde 1996 o GOB arrumou o formato do pavimento, isto é, de xadrez para oblíquo, quando se tratar do REAA. No ritual em vigência está bem claro, na Planta do Templo, como é a disposição do piso quadriculado.

Vale ressaltar que existem ritos em que o piso é disposto como um tabuleiro de xadrez, no entanto no REAA ele é oblíquo.

No caso de reforma do piso do templo, segue-se o previsto no ritual do REAA vigente. O GOB até admite, no REAA, os pavimentos em forma de xadrez nos templos que assim já se encontram construídos, no entanto, caso ele seja trocado (reformado), sua nova construção deve ser oblíqua.

Saliente-se que na Internet é possível se encontrar inúmeras fotos, figuras e gravuras com o Pavimento Mosaico construído em formato oblíquo, e não só como tabuleiro de xadrez, conforme a sua alegação.

Segue anexo com algumas gravuras com o Pavimento Mosaico disposto de forma oblíqua.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

IRMÃO SE RETIRANDO DOS TRABALHOS

Em 10/07/2026 o Respeitável Irmão Daniel Zaiden, Loja Razão Número Quatro, 3076, REAA, GOB-MT, Oriente de Morada da Serra, Cuiabá, Estado do Mato Grosso, apresenta a dúvida seguinte:

 

SE RETIRANDO

 

Tenho uma dúvida. Quando um Irmão precisa se retirar temporariamente ou permanentemente durante uma sessão, como deve proceder? Onde posso encontrar detalhamento sobre isso? Me lembro de ter lido sobre isso, mas não estou encontrando.

Preciso fazer uma instrução Ritualística em minha Loja e gostaria de abordar isso e detalhar onde isso é dito.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Se algum Irmão, ocupando uma das colunas, desejar se retirar definitivamente, ou temporariamente, dos trabalhos, para tal ele deve pedir ao Vigilante da sua Coluna, e esse ao Venerável Mestre. Caso o Irmão que deseja se retirar esteja no Oriente, pede diretamente ao Venerável Mestre.

O retirante para pedir permissão o faz na forma de costume e de modo que não atrapalhe o andamento ritualístico. Isso quer dizer que o Irmão deve aguardar momento apropriado, em vez de se atravessar na liturgia que está em andamento.

Tudo é uma questão de bom senso. Sendo assim, não existem orientações particulares para casos como esse.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

sábado, 24 de outubro de 2026

LOJA, TRONCO E MEMBRO HONORÁRIO

Em 10/07/2026 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimentos:

 

LOJA – TRONCO – MEMBRO HONORÁRIO

 

1 - Qual é a maneira mais simples para explicar para um neófito o porquê do nome LOJA, OFICINA.

2 - Sobre o TRONCO, existe alguma orientação no sentido de poder ser feito na forma de PIX pelo Irmão? Se existe qual seria a orientação a ser dada para os irmãos?

3 - Para que um irmão seja colocado como membro honorário o nome do Irmão tem que ser colocado para aprovação ou não? Caso seja aprovado deve ser enviada a ata de aprovação para a G∴ dos SS∴, certo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               1 – Loja - A palavra Loja na Maçonaria tem sua origem nas guildas de artesãos da Idade Média, por volta dos séculos X e XI d.C. As guildas de pedreiros, a serviço e protegidas pela Igreja, foram precursoras da Franco-maçonaria. Em linhas gerais, as guildas eram corporações que, além do caráter político-social e religioso que possuíam na época, também atuavam como grupos de profissionais organizados, a exemplo da classe dos sapateiros, alfaiates, carpinteiros etc. Incluem-se nessas corporações os cortadores e assentadores da pedra calcária, então construtores de igrejas, mosteiros, abadias e catedrais, cuja característica principal era o estilo gótico empregado nas grandes construções. Cada grupo desses profissionais possuía sua própria dependência, onde naturalmente realizavam-se as suas atividades de ofício. Para esses locais de trabalho (oficinas), que também serviam para armazenar os materiais primários, as ferramentas e os produtos acabados, dava-se o nome de Loja. No caso das corporações de profissionais que esquadrejavam a pedra (canteiros = canto), a Loja normalmente era constituída no mesmo local em que se edificava a construção. Geralmente as reuniões se davam nos adros da Igrejas, ou, comumente, na Inglaterra, nas tabernas e cervejarias que existiam próximas ao canteiro. Nesse caso, a Loja era também conhecida por "alojamento". É oportuno mencionar que essas práticas de ofício se referem à Maçonaria Operativa, lembrando que mais tarde, com o declínio das construções no estilo gótico e o surgimento da Maçonaria Especulativa, ou dos Aceitos, a mesma acabaria herdando muitos dos costumes das corporações de profissionais do passado. Assim, esses símbolos e alegorias acabariam logo incorporados à Moderna Maçonaria. Assim, de modo prático, a Loja atualmente tem sido a “oficina de trabalho” onde simbolicamente os maçons se reúnem para construir um novo homem (aperfeiçoamento do Iniciado) que será parte do edifício que abriga o Templo para a Virtude Universal. Nesse caso, a Pedra Bruta, matéria-prima que outrora servira aos profissionais da construção, atualmente representa o homem passível de aperfeiçoamento – transição da Pedra Bruta para a Cúbica. Para melhor aproveitamento desse tema, aconselha-se o estudo da história autêntica da Franco-maçonaria, a qual possui aproximados 800 anos de história documental.

2 - PIX - Desde novembro de 2025 está em vigência o Decreto 2221/2025 do Grão-Mestre Geral que autoriza o uso de meio eletrônico e plataforma digital na coleta do Tronco de Beneficência, ou equivalentes. Conforme o Decreto, há uma plataforma específica que foi criada exclusivamente para essa finalidade. Sendo assim, alerto para que as Lojas que adotarem a coleta pelo PIX, obrigatoriamente têm que usar a plataforma aludida no Decreto. Anexo, envio o Decreto para seu conhecimento.

3 – Membro Honorário – Trata-se de um título que a Loja deseja agraciar algum Irmão. Acredito que por ser uma decisão da Loja, essa concessão deve ser debatida e votada pela Loja. Vale ressaltar que Membro Honorário é um título, portanto não faz do agraciado membro efetivo da Loja que o agraciou. À vista disso, o Membro Honorário de uma Loja nela não vota, não se candidata para cargo eletivo, não tem obrigações pecuniárias e nem se sujeita à frequência. Em linhas gerais, um Membro Honorário um visitante formalizado como honorário. Apenas isso. No caso da comunicação à Guarda dos Selos, eu penso que não seja obrigatório, pois como foi dito, o agraciado não é membro regular da Loja. Nesse sentido, orienta-se para que seja feita uma consulta a respeito à Secretaria Estadual da Guarda dos Selos da sua Obediência Estadual.

  

T.F.A.

  

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

QUEM FALA POR ÚLTIMO

Em 09.07.2026 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves de Souza, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

 

FALAR POR ÚLTIMO

 

Tenho participado em algumas reuniões Magnas ou Ordinárias, com a presença de Assessores do Grão-Mestre Estadual ou Assessores Especial do Grão-Mestre Geral, onde na palavra a bem da Ordem ou relativa ao ato, esses tem feito o uso dessa após a manifestação do Venerável e do Orador.

Pergunto-vos: eles têm essa prerrogativa? Se sim, com Ato designativo ou não?

Agradeço-vos desde já pela orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Somente fala por último, isto é, depois do Venerável Mestre e das conclusões do Orador o Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Estadual e o do Distrito Federal. Não estando o Grão-Mestre, mas presente o seu Adjunto, ele também fala por último.

Quaisquer outros, tais como assessores, delegados e representantes do Grão-Mestre, usam da palavra antes da manifestação final do Venerável Mestre e das conclusões do Orador. Em síntese, falam quando a palavra estiver franqueada no Oriente.

Sendo assim, depois das conclusões do Orador somente falam aqueles que têm o direito de receber o malhete, mesmo que o tenham recebido e gentilmente devolvido ao titular.

Por fim, vale ressaltar que conforme o Decreto 1767/2019, no GOB só recebem o malhete do Venerável Mestre o Grão-Mestre Geral ou seu Adjunto, o Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal ou seus Adjuntos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

SÍMBOLOS DO ZODÍACO

Em 08.07.2026 o Respeitável Irmão Gabriel Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

 

ZODÍACO

 

Estou entrando em contato com o Ir∴ para tirar uma dúvida com relação às colunas zodiacais, o desenho deve ser exatamente o que está no ritual? Ou podemos fazer de forma estilizada, em preto e branco por exemplo, mando em anexo uma imagem de como pensamos em fazer. 

No mais agradeço a paciência do Ir∴ em sanar as dúvidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Desde que os símbolos relativos às constelações do Zodíaco sigam o padrão universal das suas representações, não carece que sejam exatamente iguais às gravuras apresentadas pelo ritual, porém identificáveis com elas.

O que irremediavelmente deve ser atendido é a ordem sequencial dos símbolos das constelações no templo, ou seja, seguir exatamente como a que está no ritual. É muito importante observar os triângulos equiláteros que fazem parte das figuras simbólicas, ora com o ápice voltado para cima, ora voltado para baixo.

Ao concluir, vale ressaltar a alegoria das constelações do Zodíaco encontram-se representada por seis colunas equidistantes na parede Norte e seis no Sul. Não existem, sob nenhuma hipótese, Coluna Zodiacal no Oriente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026