quarta-feira, 30 de setembro de 2026

MÃO DIREITA

Em 26/06/2026 o Respeitável Irmão José Cláudio Furquim, Loja Estrela Cambuiense, REAA, GOB MINAS, Oriente de Cambuí, Estado de Minas Gerais, pede explicações para o seguinte:

 

MÃO DIREITA

 

Existe orientação no REAA de qual mão é usada para depositar o óbolo na bolsa do tronco de beneficência?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               No REAA é regra consagrada o uso da "mão direita" em diversas práticas da ritualística maçônica.

Assim sendo, tal como os sinais penais e os gestos de aprovação, os de empunhar o malhete e a espada, etc., também é a mão direita que deposita o óbolo ou as propostas e informações na respectiva bolsa.

Especificamente, no que diz respeito à coleta do Tr∴ de Benef∴, em pé ou sentado, é sempre a mão direita fechada que é introduzida no recipiente, e retirada aberta.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

MESTRE DE BANQUETE

Em 24.06.2026 o Respeitável Irmão Davi Hackbart Covalesky, Loja Estrela do Sul, 84, REAA, GOB-RS, Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

 

MESTRE DE BANQUETE

 

Mais uma vez venho buscar orientações sobre uma questão que, a bem da verdade, até a última Sessão de minha Loja, ainda não havia me ocorrido. No caso de um Mestre de Banquetes (e, talvez, juntamente com seus auxiliares), que esteja fora do Templo confeccionando o Ágape à espera dos Irmãos que estão trabalhando ritualisticamente no templo... Desde que a Loja esteja trabalhando no Grau em que se encontram estes Irmãos eles habitualmente assinam o nosso Livro de Presenças (isso seria até uma primeira dúvida); No caso de, por exemplo, uma Elevação ou Exaltação em que Aprendizes estejam auxiliando na confecção do Ágape, daí eles não assinam o livro.

De qualquer forma, em algum momento há a circulação do Tronco de Beneficências e me ocorreu perguntar se:

1. o responsável pela coleta vai ao encontro daqueles Irmãos?

2. em que momento do giro ritualístico isso ocorre?

Habitualmente não realizamos esta coleta, mas resolvi perguntar para o caso de aprender mais sobre o assunto e, talvez, corrigir algo que esteja errado.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De fato, eu desconheço qualquer procedimento nesse sentido.

Como os demais, o cargo de M∴ de Banq∴ tem o seu lugar reservado dentro do templo, o que indica que ele literalmente deve estar presente nos trabalhos da sua Loja. Tanto isso é verdade que no título Planta do Templo, páginas 22 e 23 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, o M∴ de Banq∴ senta-se na Coluna do Sul, ao lado do Arq∴.

           No meu ponto de vista, entendo que o titular do cargo de M∴ de Banq∴ não tem o direito de assinar o livro de presenças sem que esteja participando dos trabalhos ritualísticos dentro da Loja, pois se assim fosse, isso provavelmente estaria previsto no ritual.

Convém sublinhar que a função desse oficial, nomeado pelo Venerável Mestre, é organizar as atividades no salão de ágapes, delegando a serviçais profanos que preparem as refeições. Sendo assim, não tem cabimento que o M∴ de Banq∴, por dever de ofício, fique de fora dos trabalhos litúrgicos e mesmo assim assine o livro de presenças. Afinal, ele como obreiro da sua Loja tem que participar das sessões previstas, caso contrário ele não teria assento destinado previsto no ritual.

Caso a parte, com regras ritualísticas exclusivas, seria o Ritual de Loja de Mesa (Banquete Ritualístico).

Por fim, de modo geral é certo que só assinam o livro de presenças os IIr∴ que efetivamente estiverem participando de uma sessão maçônica em Loja.

Na questão do Tr∴ de Benef∴, somente participam da coleta ritualística os Irmãos que na prática estiverem dentro do templo trabalhando em Loja coberta - a sua circulação e coleta não prevê nenhuma atividade fora do ambiente das CCol∴ e do Oriente.

Quanto ao caso de abono de falta para Irmãos que estiverem preparando o jantar que será servido após o encerramento dos trabalhos no salão de ágapes, desconheço qualquer coisa nesse sentido. No dia da sessão, entendo que se a ocasião exigir, a Loja deve contratar serviçais para esse ofício e não dispensar IIr∴ da sessão para atuarem no preparo de refeições, e ainda abonar suas faltas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

LOJA DE MESA - LUGAR DA BANDEIRA

Em 24.06.2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos.

eng.eniosampaio@gmail.com

 

LOJA DE MESA

 

Meu irmão, novamente recorro ao conhecimento irmão para dirimir uma dúvida gerada pela sobreposição de conhecimentos de gerações de maçons. Minha questão é relativa à entrada, saudação e saída do Pavilhão Nacional em uma sessão de Loja de Mesa. Alguns maçons mais experimentados afirmam que o ingresso do Pavilhão Nacional deve ser feito, com guarda de honra, seguindo o respectivo cerimonial. De acordo com o Livreto Rituais Especiais, do GOB, de 2014, o Pavilhão Nacional é disposto em local de destaque antes do início dos trabalhos, sem qualquer formalidade.

Para dirimir essa dúvida e poder fazer como deve ser feito, pergunto ao irmão: o Pavilhão Nacional, em uma Loja de Mesa, é colocado de forma prévia ou segue o cerimonial de entrada similar a uma sessão magna? Mais uma vez, agradeço ao irmão por dividir conosco sua experiência e sabedoria.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

              No Grande Oriente do Brasil, o ingresso formal em Loja da Bandeira Nacional, de acordo com o Decreto 1476/2026, ocorre apenas nas sessões magnas.

Desse modo, o Regulamento Geral da Federação em seu Capítulo X - Das Sessões e da Ordem dos Trabalhos, Art. 108, menciona que as sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias conforme o rito que praticam. Menciona ainda o § 1º, VIII, deste Artigo que são sessões ordinárias, dentre outras, a de Banquete Ritualístico (Loja de Mesa).

Sendo assim, em uma sessão ordinária aberta em Loja de Mesa a Bandeira Nacional deverá estar hasteada antes da abertura dos trabalhos em lugar determinado pelo ritual vigente no GOB - inserido em Rituais Especiais, 2016, Sessões Exclusivas.

Assim em Loja de Banquete Ritualístico não há entrada formal do Pavilhão Nacional.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

MUDANÇA DE GRAU - ASPECTOS LEGAIS

Em 21/06/2026 o Respeitável Irmão José Luís Turra, Loja Obreiros Ocultos, 1984, REAA, GOB-MS, Oriente de Nova Andradina, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão.

 

MUDANÇA DE GRAU

 

Abrimos a sessão grau Aprendiz, cobrimos o os Aprendizes para transformar em Comp∴ onde discutimos e aprovamos a elevação dos IIr∴ AApr∴ voltamos ao grau de Aprendiz. Quando oficialmente é comunicado a aprovação da elevação para os aprendizes? Na mesma sessão? Ou quando tivermos a data da elevação.

Questionei, o Ven∴ Mestre comunicou a eles na Pal. Bem da Ord. Eu fiz elevação na época que estava Ven∴ Mestre, não me lembro como fiz.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Vale ressaltar que o processo para aumento de salário de um Ir∴ deve obedecer rigorosamente ao que prevê o RGF, Artigo 35 e parágrafos e incisos seguintes.

             Conforme menciona o diploma legal, antes é preciso que a Comissão de Admissão e Graus da Loja tenha se reunido e analisado a peça de arquitetura que fora solicitada ao Aprendiz visando seu aumento de grau. Somente após isso é que haverá sabatina em Grau 1, cujo questionário será preparado pela Loja sob a administração do Vigilante responsável pelas instruções.

Assim, na mesma sessão em que ocorrerá a sabatina - na Ordem do Dia porque dela resultará votação - depois de ter sido essa etapa concluída, o templo será coberto ao(s) IIr∴(s) Aprendiz(es) e a Loja transformada em Grau 2, oportunidade em que haverá deliberação sobre o aumento de salário.

Concluída a votação e apurado o resultado, a Loja voltará a trabalhar no 1º Grau, quando então será(ão) readmitido(s) o(s) Aprendiz(es), ocasião em que será comunicado o resultado do processo.

Costumeiramente, também é informada na ocasião a data da Elevação, a qual se dará em outra sessão em trabalhos magnos.

Finalizando, reitera-se: rigorosamente o processo para aumento de salário deve seguir o que prevê o RGF em seu Artigo 35.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

SÃO JOÃO II - PATRONOS DA MAÇONARIA

 

Em 20.06.2026 o Irmão Companheiro Maçom, Alan Medeiros, Loja União e Fraternidade do Eusébio, 4769, REAA, GOB-CE, Oriente de Eusébio, Estado do Ceará, apresenta a seguinte questão:

 

SÃO JOÃO

 

Considerando que a tradição maçônica teve sua origem e desenvolvimento no Hemisfério Norte, surge uma questão relevante quanto à interpretação do simbolismo solsticial no Hemisfério Sul. Como conciliar o fato de que, enquanto o mês de junho corresponde ao solstício de verão no Hemisfério Norte, representa o solstício de inverno no Hemisfério Sul? De que forma a Maçonaria adapta esse simbolismo às diferentes realidades geográficas, preservando a essência de seus ensinamentos e tradições?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como a Maçonaria é simbólica, e a imensa maioria dos seus ritos nasceram no Hemisfério Norte, independentemente de onde se localizem as suas Lojas, a referência é sempre a da meia-esfera Norte da Terra.

Em termos de Maçonaria, uma tradição haurida dos tempos operativos da Ordem e influências temperadas pela Igreja de Roma, as Lojas comumente comemoram, a 24 de junho, o dia de João, o Batista, período relativo à plenitude da Luz (solstício de verão ao Norte). No misticismo religioso cristão, refere-se àquele que anunciou a vinda da Luz.

Oposto ao verão, no período solsticial de inverno ao Norte, João, o Evangelista é comemorado em 27 de dezembro. No misticismo religioso cristão, refere-se àquele que pregou a Luz.

Historicamente os Joões, como patronos da Maçonaria, remontam ao período das organizações de profissionais construtores de catedrais e igrejas da Idade Média, aproximadamente a partir dos séculos X, XI e XII. Esses pedreiros, operários da Franco-maçonaria, profissionais contratados e protegidos pela Igreja, dela acabariam sofrendo forte influência religiosa. Como marca disso, mais tarde as Lojas ficariam, principalmente na França, rotuladas como as Lojas de São João.

Mesmo não sendo a Maçonaria uma religião, esse alcance religioso misturado aos períodos solsticiais - propícios para a construção onde se alcançava o auge do trabalho - acabaria no futuro, pós período operativo da Ordem, em um dos elementos doutrinários para a Maçonaria dos Aceitos, ou Especulativa, atualmente conhecida como Moderna Maçonaria.

Graças a isso, a Moderna Maçonaria, simbólica por natureza, tanto no hemisfério Sul como no Norte, genericamente comemora o solstício de verão a 21 de junho e o de inverno a 21 de dezembro – alegoria da plenitude e da volta Luz, mormente o REAA que possuí característica de um rito solar.

               Infelizmente, ainda uma boa parte dos nossos Irmãos não entende isso, sobretudo por não compreenderem que a base doutrinária da imensa maioria dos ritos maçônicos foi formada observando a mecânica celeste do Norte. Trocando em miúdos, como se trata de simbolismo maçônico, a referência da revolução anual do Sol é sempre relacionada ao ponto de vista de quem estiver observando parado acima da linha do Equador.

Assim, na Moderna Maçonaria universal a plenitude da Luz, correspondente a João - o Batista, será sempre no verão (em junho no Norte) e a do inverno (prevalência das sombras – inverno no Norte), correspondente João - o Evangelista.

No contexto místico religioso quer dizer que João – o Batista, que anunciou a vinda Luz (Jesus como a Luz do Mundo) é comemorado no verão (plenitude da Luz), enquanto que João – o Evangelista, que pregou a Luz do Mundo (em meio à escuridão) é comemorado em pleno inverno, no auge da prevalência das trevas. É inegável dizer que essa alegoria tem similitude com os Cultos Solares da Antiguidade.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

BATIDAS NA PORTA - OFÍCIO DO COBRIDOR

Em 17/06/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Lima Carvalho, Loja Independência de Nova Friburgo, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

BATIDAS NA PORTA

 

A nossa loja possui na porta do templo o dispositivo denominado aldrava que é utilizado para batida do grau pelo cobridor interno, tal procedimento pode ser usado? O ritual nas páginas 46/47 define que a batida deve ser com o punho da espada na porta do templo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Para o período de verificação da cobertura do Templo o ritual menciona duas possibilidades, a depender da presença, ou não do Cobridor Ext∴ no átrio.

Na hipótese de estar presente o Cobr∴ Ext∴, é razoável que o Cobr∴ Int∴ não precise se armar para atender a ordem do 1º Vig∴, mormente porque ele apenas irá até a porta, sem abri-la, para se comunicar com o Cobr∴ Ext∴ (não sai do templo).

Por conta disso, nessa ocasião o Cobr∴ Int∴ não precisa se armar. Como ele não vai abrir a porta, então deve manter a sua espada no dispositivo da faixa de Mestre ou, se preferir, deixa-la em um outro suporte apropriado.

Observe-se que nessa oportunidade o Cobr∴ Int∴, para cumprir o seu dever de ofício, sem sair do templo dará pelo interior da porta, com a sua mão direita cerrada, a bateria convencionada. Nesse caso, existindo uma aldrava fixada na porta, o titular pode se utilizar dela para percutir as pancadas.

               Por outro lado, não estando presente o Cobr∴ Ext∴ (o que ocorre com bastante frequência), o Cobr∴ Int∴ terá que se retirar para fazer a verificação pelo lado externo. Nesse caso, deve se munir da sua espada para proceder a verificação, retornando em seguida ao templo.

Ainda armado, logo que o Cobr∴ Int∴ retornar ao interior do templo, dará pelo interior da porta, com o punho da espada na mão direita, a relativa bateria.

Batendo com o punho da espada, certamente ele não deverá se servir da aldrava, se esta existir. Dará então as batidas diretamente na porta com o punho da espada.

Essa é a providência correta para os dois casos, com Cobr∴ Ext∴ no átrio e sem Cobr∴ Ext∴.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2026