quinta-feira, 2 de abril de 2026

ESTRELAS - COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Em 14/12/2025 o Respeitável Irmão Sandro Oliveira Keep, Loja Universo, 4819, sem mencionar o Rito, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte pergunta:

 

ESTRELAS

 

O que é a estrela da Comissão de Recepção nos termos do Decreto n. 1.476, de 17 de maio de 2016:

Art. 4º O ingresso da Bandeira Nacional no Templo obedecerá aos procedimentos a seguir:

I – Pelas Lojas do Rito Adonhiramita e do Rito Escocês Antigo e Aceito:

a)    constitui-se uma Comissão de Recepção composta por treze Mestres Maçons, armados de espadas e munidos de estrelas;

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nesse contexto, as estrelas, que não são as do firmamento, são velas acesas, ou luzes, conduzidas por maçons que compõem as comissões constituídas para receber autoridades maçônicas, geralmente nas sessões magnas.

           Individualmente, a estrela corresponde a um bastão com aproximadamente 1,20m de comprimento, o qual traz, no seu topo, um dispositivo luminoso, comumente uma vela acesa ou mesmo uma pequena lâmpada elétrica alimentada por pilhas.

Primitivamente, com caráter iminentemente prático, essas luzes eram tocheiros acesos para iluminar o caminho dos maçons que chegavam para os trabalhos nas Lojas durante a noite.

A Moderna Maçonaria, visando manter essa tradição, conservou as estrelas (primitivos tocheiros), porém com significado especulativo, tal como o das comissões formadas para receber autoridades. Alguns autores também defendem que o simbolismo dessas estrelas corresponde às luzes que emanam dessas autoridades.

Sob o aspecto ritualístico, como os componentes das comissões de recepção geralmente trazem a espada segura pela mão direita, para formar a abobada de aço, então os bastões com estrelas devem ser obrigatoriamente empunhados pela mão esquerda, de cada um dos titulares.

Esses artefatos (estrelas) ficam comumente guardados nas dependências do templo em um suporte próprio, sendo distribuídos, acesos, nos momentos previstos.

Ainda, sob o caráter iniciático que envolve a Luz (iluminação), as comissões de recepção, dispostas ao Norte e ao Sul, são sempre formadas por número ímpar de elementos, ficando o número maior de componentes ao lado Norte, a despeito de que essa é a parte menos iluminada do Templo. De certo modo, essa interpretação remonta aos tempos em que o caminho era de fato iluminado para os que se apresentavam à noite para os trabalhos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

CIRCULAÇÃO PELAS COLUNAS DO NORTE E DO SUL - REAA

Em 10/12/2025 o Respeitável Irmão Christian Dantas, Loja Manoel Reginaldo da Rocha, 2439, REAA, GOB-RN, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio Grande do Norte, faz a seguinte pergunta.

 

CIRCULAÇÃO PELAS COLUNAS

 

Meu irmão, boa noite com relação a circulação nas colunas, de acordo com Ritual e o SOR, não existe circulação nas colunas, nesse caso se o Mestre de Cerimônias por ventura ir até a mesa do 2 Vig na coluna do Sul , para retornar ao seu lugar se faz necessário realizar o giro completo no caso ir para Norte depois voltar para Sul em seu lugar ou ele pode normalmente retornar ao seu lugar sem circulação. Desde já agradeço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Na verdade, nunca existiu circulação horária se o caso for o de perambular pela mesma Coluna (isso nem mesmo consta nos rituais anteriores).

No caso do REAA, existe uma regra quando se tratar de passar de uma para outra Coluna. Nesse caso, quem for passar do Norte para o Sul, cruza o equador do templo entre a retaguarda do Painel e o Oriente, enquanto que indo do Sul para o Norte, passa por entre a porta e a frente do Painel.

         Esse percurso tem uma conotação horária, o que significa que quem estiver circulando de uma para outra Coluna, o faz com o ombro direito voltado para o centro, cujo ponto de referência central é o Painel da Loja. Em tese, esse deslocamento simula o giro dos ponteiros do relógio durante a marcha diária aparente do Sol.

Já, andando pela mesma Coluna, não há necessidade de se cruzar o equador do templo, pois não é necessário se dar a volta ao mundo para chegar no mesmo lugar.

Especificamente, no caso exemplificado na sua questão, o trânsito ocorre na mesma Coluna, ou seja, na Coluna do Sul. Assim, o M CCer anda diretamente do seu lugar até o 2º Vig e, ao retornar, dali segue diretamente ao seu lugar. Tudo isso ocorreu na mesma Coluna (Sul), sem a necessidade de se deslocar até o Norte para novamente voltar ao Sul.

Essa é uma regra centenária do rito, o resto não passa de invencionice.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

TAÇA DAS VICISSITUDES I

Em 09/12/2025 o Respeitável Irmão Flávio August Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

 

TAÇA DAS VICISSITUDES

 

Por favor, explique para nós o significado e os motivos pela qual a Taça Sagrada agora se chama Taça das Vicissitudes.

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

           Porque não existe nenhuma relação religiosa para essa taça, e sobre ela não pesa nenhuma santidade para que seja chamada de sagrada. No mais, a Maçonaria não é uma religião.

Na realidade, a prova da taça é uma alegoria que revela mudança de algo que se sucede - do semblante sereno do Candidato, ao provar das doçuras da vida, à brusca mudança de expressão por repúdio e surpresa ao perceber a transformação da doçura para o amargor.

Em Maçonaria, o sentido dessa prova é o de demonstrar que houve transformação, ou mudança. Alerta o recipiendário sobre às inconstâncias e reviravoltas da vida (tribulações); são as alternâncias e os maus momentos; são as provações temporárias que devem ser enfrentadas com resignação para o fortalecimento do Homem.

Segundo o vernáculo, Vicissitudes: (do latim vicissitudine) é a mudança das coisas que se sucedem; alternativa. Significa modificação, transformação, alteração; instabilidade ou volubilidade das coisas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

terça-feira, 31 de março de 2026

COLUNA DE HARMONIA NA EXALTAÇÃO

Em 08.12.2025 o Respeitável Irmão Lavosier Lima, Loja Liberdade do Sudoeste, 2142, REAA, GOB-GO, Oriente de Jataí, Estado de Goiás, apresenta a seguinte questão:

 

HARMONIA NA EXALTAÇÃO

 

Tenho feito algumas visitas em exaltações em Loja do GOB, e tenho visto o M Harmonia colocando música. Até onde eu entendo, como estamos em luto, não se usa música, mas posso estar equivocado.

Tem algum documento, leitura, seja no RGF, ou em algum lugar que trate do assunto? Até achei que com a atualização do Ritual 2024, viria algo falando do assunto.

 

CONSIDERAÇÃO

 

              Não existe atividade para a Coluna de Harmonia na cerimônia de Exaltação no REAA. Como bem-dito, a decoração em si só já exprime o ambiente de dor pela morte de H A∴. Esse simbolismo já é suficiente.

A regra é seguir o ritual vigente na execução da cerimônia, observando-se que nele não há nenhuma recomendação em relação a atividade para a Harmonia. Assim, o que não estiver no ritual, simplesmente não se faz.

Para concluir, entende-se que não há necessidade de constar no ritual qualquer recomendação sobre algo que nele nem é mencionado.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

segunda-feira, 30 de março de 2026

ABERTURA DO LIVRO DA LEI - CAJADO

Em 03.12.2025 o Respeitável Irmão Henrique Marques Vieira, Loja Fraternidade Meiapontense, 1236, GOB-GO, REAA, Oriente de Pirenópolis, Estado de Goiás, apresenta a questão seguinte:

 

CAJADO 

 

Gostaria de saber se na abertura e fechamento do Livro da Lei, o Mestre de Cerimônia fica com o cajado encostado no piso ou levantado?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, é bom que se diga que o instrumento de trabalho do M de CCer, no REAA, é um bastão, não um cajado. O correto é um bastão cilíndrico com altura média de 1,90 m., tendo fixada no seu topo a joia de M de CCer, que é um segmento dourado de uma régua graduada.

              Isso exposto, é só seguir o que menciona o Ritual de Aprendiz do REAA/GOB vigente, página 53, abertura do Livro da Lei - "(...) depois, se coloca atrás do Orador, com o bastão apoiado no chão".

Ainda relativo ao bastão e o M de CCer, recomenda-se a leitura, na página 204 desse mesmo ritual, onde consta o seguinte: "Bastão - O bastão é conduzido pela sua porção mediana, com a mão direita, na vertical e sem ser arrastado no chão; o braço direito fica junto ao corpo e o respectivo antebraço horizontalmente para a frente, formando uma esquadria; parado o titular se mantém na mesma postura, porém com a base do bastão, apoiada no chão".

Assim, note que em nenhum momento o ritual menciona o nome de “cajado” para o “bastão”, verdadeiramente utilizado pelo M de CCer no REAA.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

A KIPÁ

Em 02.12.2025 o Respeitável Irmão Robson Augusto Apolinário, Lojas Liberdade e Justiça e Luz do Triângulo, REAA, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

KIPÁ

 

Surgiu uma dúvida sobre o uso da Kipá em Sessões Maçônicas, em específico por Aprendizes.

Qual seria a orientação sobre o assunto.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                A kipá é um solidéu judaico usado para cobrir a cabeça. Em linhas gerais é um símbolo de reverência e submissão a Deus.

Em se tratando do REAA, não está previsto o uso da kipá nos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

A verdadeira cobertura para a cabeça utilizada nos graus simbólicos do rito em questão é o chapéu negro com aba mole (desabado).

Nesse sentido, vale lembrar que o ritual em vigência é para ser seguido como está, sem adaptações ou inserções. À vista disso, a kipá não é parte da indumentária no Franco-maçônico básico do escocesismo.

Como Secretário Geral de Orientação Ritualística, sigo irrestritamente o que estiver previsto no ritual aprovado e vigente. Meu dever é seguir e zelar pelo que estiver previsto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

POSIÇÃO DOS PP.'. - REAA

Em 01/12/2025 o Respeitável Irmão Marcos Barcelos Neves, Loja Santo Graal, 4690, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

POSIÇÃO DOS PP.'.

 

Gostaria de saber a real posição dos pp quando da marcha do grau e quando estiver à ordem.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

              No REAA o p e não fica apontado para frente. Essa disposição é prática de dois outros ritos franceses conhecidos, o Moderno e o Adonhiramita.

Como está o Ritual de Aprendiz do REAA, vigente no GOB, a esq, formada pelos pp uun pp cc fica aberta para a frente. Isto é, segue a disposição oblíqua do Pavimento Mosaico, tal como se ele apresenta no REAA.

Assim, o maçom ao compor o sin para ficar à Ord, ou para executar a Marcha, se coloca de frente e não de lado.

Em se tratando da Marcha do Grau, é oportuno salientar que não se arrastam os pés na execução dos pp do Grau.

No REAA, como referência, a posição dos pp em esq é análoga ao Esq disposto sobre L da L, no Alt dos JJur∴.

Desse modo, quando se tratar de estar à Ord, assim como na execução Marcha, a esq formada pelos pp fica aberta para a frente, não de lado.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026