quarta-feira, 15 de abril de 2026

ALFAIAS DIFERENCIADAS - AUTORIDADES MAÇÔNICAS

Em 28/01/2026 o Respeitável Irmão Hélio Lima, Loja União Palmeirense, 1454, REAA, GOB-AL, Oriente de Palmeira dos Índios, Estado de Alagoas, pede opinião sobre o assunto descrito abaixo.

 

ALFAIAS DE AUTORIDADES

 

Venho por meio desse, pedir-lhe alguns esclarecimentos sobre o seguinte assunto:

 

I – Da natureza simbólica da Loja

A Loja Simbólica é o espaço sagrado onde se realiza o trabalho iniciático. Seu governo ritualístico cabe exclusivamente: ao Venerável Mestre; aos Vigilantes;

aos Oficiais regularmente investidos.

A legislação do Grande Oriente do Brasil não atribui à Loja função legislativa. Seu papel é formar consciências, lapidar caracteres e preservar a Tradição.

Assim, qualquer distinção simbólica em Loja deve estar expressamente prevista no Ritual ou na Lei.

II – Do mandato de Deputado Estadual

O Deputado Estadual é eleito para representar a Loja junto à Poderosa Assembleia Legislativa Estadual, exercendo mandato de natureza estritamente legislativa.

A Constituição do GOB-AL e o Regulamento Geral da Federação não lhe conferem: autoridade ritualística; poder administrativo sobre a Loja; prerrogativas simbólicas locais.

Seu campo de atuação é o Parlamento maçônico, não o Templo.

III – Da Lei: tratamento não é paramentação o Regulamento Geral da Federação, em seu art. 219, assegura às autoridades maçônicas visitantes:

tratamento compatível com sua dignidade; ordem de precedência no Oriente.

Todavia, a Lei é silenciosa quanto ao uso de alfaias legislativas em Loja Simbólica. E em Direito Maçônico, o silêncio da Lei não autoriza — limita. Precedência é deferência; Paramentação é função.

IV – Do Decreto nº 2.169/2023 e o sentido das alfaias. O Decreto nº 2.169, de 4 de setembro de 2023, ao regulamentar a padronização e o uso dos paramentos das dignidades, estabelece um princípio claro e inequívoco: As alfaias identificam o exercício funcional do cargo. Logo, só podem ser usadas: no ambiente próprio do cargo; durante o exercício efetivo da função. A sessão de Loja Simbólica não é ambiente funcional do Poder Legislativo. Portanto, o uso das alfaias de Deputado nesse contexto carece de respaldo legal.

V – Do Ritual do REAA e a Egrégora

O Rito Escocês Antigo e Aceito ensina que a harmonia do Templo nasce da igualdade simbólica. Quando se introduzem distinções não ritualísticas: fragmenta-se a Egrégora; rompe-se o nivelamento;

desloca-se o foco do aperfeiçoamento moral para a exaltação de cargos. Em Loja, o Irmão não é Deputado, Conselheiro ou Juiz — é Maçom.

VI – Das consequências do uso indevido. Permitir o uso de alfaias legislativas em Loja Simbólica: cria hierarquias paralelas; fere o princípio da igualdade; abre precedentes perigosos; enfraquece a autoridade ritual legítima.

A Maçonaria não se sustenta em símbolos mal colocados, mas em símbolos bem  compreendidos.

Conclusão

À luz da Constituição do GOB, do Regulamento Geral da Federação, da Constituição do GOB-AL, do Decreto nº 2.169/2023 e dos princípios do REAA, posso concluir que: 1 O Deputado Estadual é autoridade legislativa, não ritualística; 2 Suas alfaias são funcionais, não honoríficas; 3 Seu uso em Loja Simbólica não encontra amparo legal nem ritual; 4 A preservação da harmonia exige o respeito aos limites da função.

Então vestir o paramento certo no lugar certo, para que o Templo não se transforme em Parlamento, nem o Parlamento em palco de vaidades.

Dessa forma, o Ir poderia me dizer: se estou correto em minhas afirmações ou estou equivocado?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Veja, é consagrado no GOB o uso de paramentos diferenciados destinados às autoridades. Esses paramentos se encontram regulamentados no RGF.

Sem excessos de preciosismo, é bom que se diga que assim tem sido natural que qualquer autoridade maçônica compareça para os trabalhos de uma Loja maçônica regular, paramentada como autoridade em que se acha investida, mormente os Deputados, estaduais ou federais, nas sessões ordinárias e magnas do simbolismo.

O uso de aventais diferenciados para distinguir autoridades não quebra a harmonia da Loja, até porque esses paramentos se acham previstos nas nossas tradições, usos e costume.

No mais, o termo “egrégora” não é instrumento ou elemento que possa ser usado, sob qualquer alegação nesse caso, pois esse é um elemento de crença pessoal e não coletiva, às vezes usado por alguns ritos que compõem a Sublime Instituição. Não é o caso do REAA.

Nesse sentido, vale ressaltar que a palavra “egrégora” nem mesmo consta oficialmente no nosso vernáculo.

Por fim, reitera-se que no REAA não se encontra, em nenhum lugar dos seus rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre, qualquer menção ao uso da palavra egrégora.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

ABR/2026

COBRIDOR INTERNO E O MESTRE DE CERIMÔNIAS - INGRESSO DO PRÉSTITO

Em 26.01.2026 o Respeitável Irmão André Neves, Loja Adam Smith, 3290, REAA, GOB-SP, Oriente de Santo André, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

COBRIDOR E MESTRE DE CERIMÔNIAS

 

Gostaria de sanar duas dúvidas com o Ir, tipo, quando estamos nos organizando ainda no átrio, os IIr Cobridor interno e Mestre de Cerimônia já ficam dentro do Templo, ou aguardam a organização dos IIr no átrio para posteriormente entrarem no Templo ou já entram imediatamente no Templo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               O Mestre de Cerimônias não ingressa antes no Templo. Ingressam por primeiro, antes da entrada do préstito, o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia.

Desse modo, com ambos já dentro do templo, o M de CCer dá, pelo lado de fora, a bateria do grau na porta. O Cobr Int abre-a e a procissão ingressa conforme determina o ritual de Aprendiz do REAA, dele as páginas, 44, 45 e 46.

O Cobridor Interno ingressa por primeiro (antes do préstito) porque ele terá que abrir por dentro a porta do templo, logo que o M de CCer pedir ingresso. Da mesma forma, também o M de Harmonia que já estará dentro do templo para operar o dispositivo que emite música durante a entrada da comitiva (nas Lojas que assim procedem).

Para o ingresso no templo, antes os Irmãos se paramentam na sala dos PP PPerd∴. No átrio o M de CCer apenas veste as joias distintivas dos que ocuparão cargo e organiza o préstito.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

REFORMA DE TEMPLO III - REAA

Em 23.01.2026 o Respeitável Irmão Leonardo Paixão, Loja Vigilantes da Guanabara, 1568, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Capital, apresenta as questões seguintes:

 

REFORMA DO TEMPLO III

 

1 - Eu abri um protocolo com uma prancha para o gabinete RJ para sagração do templo, ainda não tive retorno e nem resposta, acredito ser devido ao retorno recente dos trabalhos.

Considerando a informação, posso ter sessão dia 28/01, que é nosso retorno ou só depois de sagrar? E ir tendo sessões até a sagração?

2 - Outras lojas utilizam o espaço sendo 3 do rito REAA, 1 do Rito Adonhiramita e 1 do Rito Schröder GLMERJ, considerando a primeira dúvida, cada loja faz a sagração ou se nossa loja fizer é o suficiente? Com relação a loja que é da GLMERJ eles tem que sagrar o templo pela GLMERJ?

3 - A cor bronze das colunas gêmeas é qual dos bronzes abaixo?

4 - A sala dos passos perdidos, pode ter algum local para sentar? Sofá ou bancos longos?

5 - Às colunas gêmeas o senhor menciona as Romãs, mas Os globos igual a imagem do link em vosso blog (http://pedro-juk.blogspot.com/2024/08/colunas-vesibulares.html?m=1). Em nossas atualmente era utilizado os globos, já vi Lojas com as romãs e os globos em cima da mesma.

Qual o certo nesse caso?

6 - Troquei os símbolos do zodíaco pelos novos do ritual 2024, mas tenho uma dúvida, as colunas para por essas molduras, tem alguma especificação?

7 - A mesa do 2º Vig, pela planta do templo fica na metade do Ocidente, em nossa loja fica situado a duas cadeiras após a mesa do Mestre de Harmonia, entre as colinas Capricórnio e Aquário, devo mudar ela de posição e colocar entre as colunas Sagitário e Capricórnio? Ou isso não afeta com relação a posição?

8 - Tivemos um membro que pediu desligamento e o mesmo era da Comissão de Finanças, tenho um filiado novo que é o contador da Loja, posso colocar o mesmo como membro da Comissão de Finanças ou fere algum dispositivo da Ordem? Eu particularmente não vejo como conflito de interesse uma vez que ele não é o Tesoureiro.

9 - A coluna do Mar de Bronze deve ser na cor bronze também correto? O Mar de Bronze também deve ser na cor bronze? Essa coluna pode ser de gesso, plástico ou fibra? 

10 - A cadeira do Porta-Espada item 16 da Planta do Templo, deve se manter no templo mesmo não usando, ou somente para Sagração do Templo?

11 - O item 24 é o Altar dos Perfumes, ele também é um item decorativo apenas? Pois no ritual novo menciona no final que não pode se acender incenso.

Meu irmão, antes de mais nada, peço desculpas pelas longas mensagens, mas estou buscando fazer o mais certo possível para nossa Loja.

Aproveito para agradecer o irmão em particular.

Aproveitando o momento, o irmão tem algo a me sugerir? Estou como Venerável há 7 meses, mas gosto muito de seguir à ritualista e fazer sempre se acordo com o ritual, se o irmão tiver algo a sugerir ou acrescentar para que eu faça minha gestão sempre buscando o melhor para loja, fico agradecido. 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Seguem os apontamentos:

1 e 2 - Eu entendo que Sagração de Templo ocorre em construção nova de um edifício que irá acomodar uma Loja. Eu particularmente não vejo necessidade de se proceder uma nova sagração em lugar onde regularmente já ocorriam os trabalhos de uma Loja. Não é proibido, mas não vejo necessidade. A sagração, ou consagração, se refere a dar dignidade a um espaço para os trabalhos maçônicos. Basta uma só sagração e não uma sagração para cada Loja que eventualmente ocupará o espaço. Como as dependências da sua Loja foi reformado, tendo já sido anteriormente sagrado consagrado para os trabalhos, não vejo óbices para abertura e execução dos trabalhos da Loja. Nada a comentar sobre Loja de outra Obediência nesse contexto.

3 - Não existe regra de matiz a seguir. Não dá para estabelecer este tipo de preciosismo. Segue-se a aparência mais aproximada do bronze, a despeito de que lendariamente é mencionado que as Colunas foram fundidas em bronze.

4 - Sim pode. A Sala dos PP PP é uma dependência que serve para receber os Irmãos. É o lugar em que eles se paramentam, se preparam e deixam seus pertences antes de serem chamados pelo M de CCer para a formação do préstito no Átrio. Na Sala dos PP PPerd pode haver mobiliário necessário.

5 - Geralmente os templos atendem aos trabalhos dos três graus, com as devidas adaptações. Assim, o mais comum é que sobre os capitéis descansem as romãs - é o que consta no ritual para o Grau de Aprendiz. Alguns templos utilizam dois Globos, e outros ainda os colocam sobre as romãs. Tudo é tolerado, já que os Globos são elementos decorativos da Loja de Companheiro. Assim, a diferença das Colunas Gêmeas entre o 1º e o 2º Graus está presente nos respectivos Painéis, o que já é suficiente.

                6 - Os símbolos do Zodíaco geralmente são fixados nos capitéis das CCol ZZod. Pode ser colocado na própria coluna. Não existe ordem de arquitetura para as CCol ZZod. Comumente se vê o uso de colunas Jônicas, mas isso não é regra. O ideal é que cada símbolo zodiacal fique no alto de cada coluna.

7 - A mesa do 2º Vigilante fica no meio do Ocidente, entre a balaustrada e a parede ocidental. Simbolicamente esta situação se refere ao meridiano do Meio-Dia. Assim, como está na Planta do Templo, a mesa fica no meio da Coluna do Sul, voltada para o centro do templo. Em tese, é dali que simbolicamente o 2º Vigilante observa a passagem do Sol pelo meridiano (Meio-Dia) e avisa ao Ven Mestre que o Sol está no zênite.

8 - Esta não é uma questão de liturgia e ritualística. Assim, não é da minha competência.

9 - O mesmo que as Colunas Gêmeas, o Mar de Bronze deve ser pintado com essa cor. Quanto ao suporte que serve de apoio ao dispositivo, não importa de qual material seja feito, desde que seja na cor bronze. Aliás, todo o conjunto simboliza o bronze, mas não precisa ser literalmente construído de bronze. Basta pintá-lo.

10 - O assento do Porta-Espada está previsto no Oriente, conforme o ritual. Assim, deve fazer parte do mobiliário, estando ou não presente o titular.

11 - O Altar dos Perfumes continua conforme o ritual. Por ora, permanece no templo, mesmo não servindo para nada, no caso do REAA. Esse artefato é um resquício da liturgia da Sagração do Templo. Atenção, é proibido, no REAA, acender incenso, ou mesmo outros elementos como velas sobre o Altar dos Perfumes. Esse altar permanece vazio, sem nenhum aparato sobre ele.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

ABR/2026

terça-feira, 14 de abril de 2026

SIGNIFICADO DO CHAPÉU - REAA

Em 22/01/2026 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

 

SIGNIFICADO DO CHAPÉU

 

Irmão Pedro, mais uma vez recorro ao seu conhecimento para que nos esclareça em relação ao uso do chapéu preto e desabado pelo Venerável Mestre nas sessões de Aprendiz e Companheiro, "seu significado e sua simbologia".

 

COMENTÁRIOS

 

Já escrevi bastante a respeito desse tema e isso pode ser conferido no Blog do Pedro Juk. Também em bibliografias de autores como José Castellani, Francisco de Assis Carvalho, Jules Boucher, Theobaldo Varolli Filho e em rituais brasileiros antigos do REAA no GOB, dentre outros.

Assim, o uso do chapéu não é nenhuma novidade em se tratando do REAA, portanto esse é um costume original que foi, em nome da tradição iniciática, resgatado nos novos rituais de 2024.

Genericamente, sob o ponto de vista histórico, o uso do chapéu é oriundo da Maçonaria Francesa, principalmente. Essa cobertura, constituída por um chapéu negro e desabado (abas moles) demonstra hierarquia e igualdade. Nesse contexto, corresponde ao Rei, que diante dos seus súditos, apenas ele sempre aparecia coberto, enquanto que diante dos seus pares, todos compareciam cobertos. Por analogia, o costume representa o Venerável Mestre que, diante dos Aprendizes e Companheiros, somente ele se apresenta coberto, já que em Câmara do Meio (Loja de Mestres), todos os Mestres comparecem cobertos.

Sob o ponto de vista místico, na Maçonaria Especulativa a cobertura na cabeça é um costume herdado do misticismo hebraico e revela a pequenez do homem diante do “Criador”; em linhas gerais significa que acima da mente falível do homem está a Onisciência, Onipresença e Onividência de Deus. Em última análise, quer dizer a submissão da criatura humana perante o Criador.

No tocante ao modelo desabado do chapéu negro, segundo alguns autores, ele também servia como uma espécie de camuflagem para esconder o rosto e com isso não revelar a identidade do usuário. Essa prática era comum em uma época em que os maçons, por estarem engajados em lutas por conquistas sociais, acabavam sendo perseguidos por governos tiranos e discricionários.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

domingo, 12 de abril de 2026

COMPANHEIROS E O VIGILANTE INSTRUTOR

Em 21/01/2026 o Respeitável Irmão Mário Inácio Giehl, Loja Progresso da Humanidade, 39, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão adiante:

 

COMPANHEIRO E O VIGILANTE INSTRUTOR

 

Quando fui iniciado há 20 anos, sentei na Col do S, isto é, há pouco tempo... Hoje sou MI e ocupo a 1ª Vig. Então de onde vem e qual a justificativa dos AApr estarem comigo, ou seja, na Col do N.

Se for seguir a hierarquia, deveriam estar comigo os CComp, não concorda comigo?

Agradeço de antemão, sua presteza. TFA

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente é preciso deixar claro dois aspectos: primeiro, é que no REAA original o 1º Vigilante ocupa lugar na Coluna do Norte e o 2º Vigilante ao Meio-Dia (Coluna do Sul). Segundo, é que os Aprendizes se sentam no topo do Norte (junto à parede Norte) e os Companheiros no topo do Sul (junto à parede Sul). Rituais do REAA que porventura preconizem do contrário disso, estão redondamente equivocados.

              A questão dos instrutores dos Aprendizes e Companheiros, como eu tenho dito, nada tem a ver com o lugar que eles ocupam na Loja. Assim, os instruídos não precisam necessariamente ocupar a mesma coluna do instrutor.

Nesse caso. a questão é de hierarquia, cujo costume advém do período primitivo (operativo) da Ordem. Nos tempos do ofício, quem recebia e dava as primeiras instruções àquele que seria feito maçom era o 2º Warden (ancestral do atual 2º Vigilante). Essa é a origem.

Resumidamente, o proposto era recepcionado no canteiro de obras pelo 2º Warden,
que lhe ministrava as instruções iniciais. Ato seguido, era levado até o 1º Warden (ancestral do atual 1º Vigilante), oportunidade em que recebia em seu favor uma oração especial.

Feita a oração, o candidato era conduzido até Mestre da Loja (ancestral do atual Venerável Mestre) onde prestava sua obrigação (compromisso) como Aprendiz do Ofício e recebia o avental e luvas de trabalho, sendo feito Aprendiz do Ofício. Finalmente era então conduzido pelo 2º Warden até o alojamento onde aprendia a praticar sua primeira atividade.

Vale ressaltar que nos tempos primitivos da Maçonaria não se usava o termo Iniciação. A cerimônia era bem simples e não existiam ritos nem templos maçônicos, como ocorre especulativamente na atualidade.

Graças a isso é que a Moderna Maçonaria, no caso o REAA, preserva esta antiga tradição, fazendo com que os Aprendizes ocupem o lado Norte da Loja e, por uma questão histórica e hierárquica, sejam instruídos pelo 2º Vigilante (Sul). Do mesmo modo, os Companheiros, que ocupam a banda Sul da Loja, sejam instruídos pelo 1º Vigilante (Norte).

Por razões iniciáticas, no REAA os Aprendizes sentam-se no topo do Norte e os Companheiros no topo do Sul. É equivocada a ideia de que o Vigilante instrutor necessariamente precise ocupar a mesma Coluna dos seus instruídos. Como foi dito, há nisso uma questão de história e de hierarquia entre as Luzes da Loja.

Por fim, apenas a título de esclarecimento, no GOB os rituais do REAA preconizam que os Aprendizes, ao Norte, sejam instruídos do Sul pelo 2º Vigilante, e os Companheiros, ao Sul, sejam instruídos do Norte pelo 1º Vigilante. Mais informações a respeito podem ser encontradas no Blog do Pedro Juk.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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ABR/2026

sábado, 11 de abril de 2026

REFORMA DE TEMPLO - REAA

Em 19.01.2026 o Respeitável Irmão Leonardo Paixão, Loja Vigilantes da Guanabara, 1568, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Capital, apresenta as questões seguintes:

 

REFORMA DE TEMPLO

 

Aproveito para mais uma rodada de dúvidas. 

1 - As colunas B e J da entrada do templo, que ficam no átrio, elas devem ser cor de bronze? Ou brancas? Na pág. 194 do ritual do aprendiz menciona na fala do 2º Vig “Duas CCol de Bronze, nas quais descansam, sobre os capitéis, três Romãs abertas mostrando suas sementes;” então gostaria de saber se devem ser branca ou cor de bronze e se os capteis podem ser desenhos iguais ou tem que ser diferentes?

2 - A porta do templo deve-se obrigatoriamente abrir para dentro ou poderá abrir para fora também?

3 - A caixa de madeira, onde são guardados os painéis dos graus, pode ser pintada de preto ou
deve-se manter cor de madeira?

4 - A balaustrada, preciso pintar, a cor teria alguma específica? Eu pensei em por a Imbuia ou Nogueira (segue imagem) 

5 - Quando é mencionado que as joias são distribuídas no átrio, posso criar em uma das paredes um dispositivo porta joia em formato de quadro com vidro, para que o Mestre de Cerimônia vá e pegue?

6 - Talvez o mais importante. No grau 3 em exaltação as alfaias e avental não precisam ser mais viradas, correto? Então minha dúvida, é se o templo também não precisa mais ser coberto de preto, precisa ser coberto ou se estamos em câmara do meio já se entende que estamos de luto?

Pois caso não seja preciso. Eu removo do tempo uma caixa que mando em anexo, para usarmos no grau 3 (Exaltação).

Desde já agradeço 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Vamos às respostas:

 

1 - É recomendável que as Colunas Gêmeas sejam pintadas na cor bronze. Os capitéis são exatamente iguais e trazem, em Loja de Aprendiz, sobre cada capitel, um conjunto com três romãs abertas. As Colunas B e J são solsticiais e também são conhecidas como Colunas Gêmeas. Assim, por analogia, as mesmas são exatamente iguais na sua aparência, altura e dimensão.

2 - Não há mais obrigatoriedade de que suas folhas abram para o lado de dentro, desde quando as legislações municipais e o corpo de bombeiros passaram a exigir adaptações para que as folhas abram para o lado de fora com a finalidade de atender o fluxo de evacuação de pessoas em caso de um sinistro de incêndio.

3 - O dispositivo que acondiciona os Painéis tem sido comumente na cor natural de madeira. É mais apropriado para atender, no REAA, parte da decoração dos seus templos, onde a madeira (vitalidade), pedra (estabilidade) e ouro (espiritualidade) são símbolos imprescindíveis. Por tudo isso, o receptáculo dos Painéis, mais apropriado, é de madeira na cor natural, preferencialmente madeira escura – imita o Cedro do Líbano.

4 - Não há uma regra específica para a cor da balaustrada, o mais comum encontrado é na cor de madeira natural, ou mesmo pintada de branco.

5 - É recomendável e mais apropriado. Pode sim.

6 - O absurdo de se usar alfaias pelo lado avesso foi retirado do ritual. Não existe mais essa prática indecorosa. Quanto à decoração do Templo, é necessário sim o uso de cortinas para adaptações à decoração da Câmara do Meio. Isso não tem nada a ver com paramentos vestidos pelo lado avesso. As cortinas negras estão previstas no Ritual de Mestre Maçom, REAA, 2024, páginas 14 e 15, em 1.3 Disposição e Decoração do Templo. É exatamente essa decoração, da Câmara do Meio, que exprime ambiente de consternação, e não os paramentos pelo avesso. Nas sessões ordinárias do 3º Grau é opcional o uso das cortinas. São obrigatórias nas sessões magnas de Exaltação.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026

GRAVATA MAÇÔNICA - RITOS

Em 19.01.2026 o Respeitável Irmão Anderson Severino, Loja Ciência e Virtude, 968, REAA, GOB MINAS, Oriente de Formiga, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

 

GRAVATA

 

Ir Pedro Juk, recentemente fui ao encontro de abertura do ano maçônico 2026 e fiquei curioso com alguns irmãos que situavam a fileira próximo a mim, todos com traje padrão, entretanto com gravatas borboletas brancas, ao final eles se dispersaram e fiquei sem tirar essa curiosidade sobre o motivo da gravata borboleta branca.

O Ir poderia me tirar dessa ignorância?

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Creio que os Irmãos presentes estavam usando gravatas previstas nos seus respectivos ritos. No caso da gravata tipo borboleta branca, a mesma é parte dos paramentos usados pelo Rito Adonhiramita e Schröder. Há ritos que usam gravata preta normal e lisa, como o REAA e o York, outros, gravata lisa normal azul, como é o caso do Rito Moderno, outros ainda, gravata lisa normal grená, como é o caso do Rito Brasileiro, e assim por diante.

Acredito que foi isso que o Irmão viu no encontro de abertura do ano maçônico de 2026 do GOB.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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ABR/2026