terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

HASTE (PONTA) DO COMPASSO

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Vinícius Almeida de Oliveira, Loja Vasco Coutinho, 60, GLMEGO (CMSB), Oriente de Jataí, Estado de Goiás, pede o seguinte esclarecimento:

 

COMPASSO NO 2º GRAU

 

Na Loja de Companheiro qual deve ser a haste do compasso que fica acima do esquadro, a haste do lado Sul ou a haste do lado Norte do Templo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Muitos autores entendem que tanto faz o lado. Assim justificam a sua tese alegando que o Companheiro Maçom, por ser um operário mais evoluído em relação ao Aprendiz, e por já ter percorrido a jornada inteira pelo Norte e parte dela pelo Sul, pode transitar livremente pelo Oc da Loja aberta.

Sob essa óptica, a ponta do Comp que fica livre no 2º Grau, tanto pode ser a da direita ou a da esquerda – de quem do Oc olha para o Or.

No entanto, na atualidade é sabido que muitos rituais brasileiros do REAA determinam que a haste livre do Comp fique apenas voltada para lado Sul. Como justificativa, muitos ritualistas afirmam que a ponta livre da haste deve corresponder ao lado em que os Companheiros se sentam durante os trabalhos da Loja, ou seja, voltada hipoteticamente para o Sul.

           É oportuno lembrar que estas orientações valem para os ritos que acomodam os Aprendizes no topo do Norte e os Companheiros no topo do Sul, como é o caso do REAA.

Levando-se em conta tudo isso, é sabido que iniciaticamente o Companheiro avançou na sua jornada, sendo que essa velada evolução encontra-se esotericamente representada pela libertação de uma das pontas de um dos instrumentos emblemáticos.

À vista disso, me junto àqueles que entendem que tanto faz o lado que deve ficar a haste libertada do Compasso, no entanto, independentemente da opção admitida, antes é imperativo que se siga o que determina o ritual vigente. Isso é ponto pacífico.

Finalizando, nessa construção alegórica o mais importante é que haja o entrelaçamento de dois dos instrumentos emblemáticos dispostos sobre o Livro da Lei.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2026

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

SECRETARIA DA LOJA E AS ATAS

Em 08.09.2025 o Respeitável Irmão Heder Luiz Martins, Loja Acácia Balsense, 2351, REAA, GOB-MA, Oriente de Balsas, Estado do Maranhão, apresenta a dúvida seguinte:

 

ATAS

Assumi o cargo de Secretário em agosto de 2025, pois no mês de julho nossa Loja, tem recesso, antes desse exerci o cargo de tesoureiro.

Minha dúvida é quanto a leitura das atas: todas devem ser lidas? iniciação, elevação, exaltação, finanças, etc.? Por exemplo, para a leitura da ata de finanças só farei a leitura na próxima sessão de finanças isso? Atas de sessão Magnas e públicas devem ser lidas em sessão? Quanto às atas com transformação de grau 1, 2 e 3, como devo proceder e como faço a leitura das mesmas? Atas de sessão em conjunto de Lojas da mesma potência, porém ritos diferentes? Atas de sessão em conjunto de Lojas de diferentes potências? Se for possível enviar modelos de atas de sessão ordinária, magna, conjunta, etc.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

De início, é bom que se diga que qualquer ata deve ser lida e aprovada em Loja. A questão é quando isso acontece e em que circunstâncias. Existem atas que têm seus períodos para leitura e aprovação determinados pelos rituais. Basta segui-los.

              No caso das atas de sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, os rituais atinentes ao REAA orientam que as atas sejam apreciadas na próxima sessão ordinária do grau correspondente, e que dela participem da discussão e votação apenas os Irmãos que estiveram presentes nos respectivos trabalhos, ou de Iniciação, ou de Elevação, ou de Exaltação. Observe-se que, segundo orientação do ritual, nesse caso a ata da sessão magna será aprovada logo na próxima sessão ordinária, do mesmo grau, após ter ocorrido a sessão magna.

Já no caso de sessões extraordinárias e de finanças, as atas precisam ser aprovadas na mesma sessão, ao seu final.

Na eventualidade de sessão conjunta, com duas ou mais Lojas, a mesma somente poderá ocorrer entre Lojas federadas ao GOB, e mesmo assim precisam ser praticantes do mesmo rito. Para que isso aconteça, é preciso que antes tenha sido feita a incorporação das Lojas (vide título 2.8 Recepção de Loja(s), página 74 do Ritual de Aprendiz, REAA, vigente no GOB). Encerrados os trabalhos desta sessão, automaticamente desfaz-se a incorporação.

Uma vez que haja incorporação de Lojas, a confecção da sua ata terá uma única redação, com cópia para as demais Lojas participantes da incorporação. Nessa circunstância, a aprovação da ata se dará ao final dos trabalhos, antes do seu encerramento.

Lojas incorporadas trabalham em sessão conjunta e nelas não haverá duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas definem a ocupação de cada cargo. Não se admite sessão conjunta com Lojas de outra Obediência, mesmo que reconhecida pelo GOB.

Finalmente, atas resultantes de sessões magnas públicas, cabe à Loja promotora da sessão escolher o melhor momento de aprová-las. Salvo em casos específicos, tais como como expediente eleitoral e de Instalação, o GOB não fornece modelos de atas para as Lojas

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

domingo, 1 de fevereiro de 2026

SUBSTITUTO E O USO DO CHAPÉU - REAA

Em 07/07/2025 o Respeitável Irmão Phelipe Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, solicita o seguinte esclarecimento:

 

SUBSTITUTO E O CHAPÉU

 

Querido irmão Pedro Juk, o 1° Vigilante ao substituir o Venerável Mestre usa chapéu também?

 

CONSIDERAÇÕES

 

O 1º Vig, nas sessões ordinárias quando estiver substituindo o Ven Mestre da sua Loja, estará no exercício do cargo de Venerável, portando, inclusive, o 1º malhete da Oficina. À vista disso, exercendo a função de Venerável, 1º Vig usa sim o chapéu negro e de aba mole previsto pelo ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

CIRCULAÇÃO E ABORDAGEM - RITUALÍSTICA REAA

Em 06.09.2025 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

joaomboim@gmail.com

 

CIRCULAÇÃO E ABORDAGEM

 

1 - Participei de uma sessão de uma loja do GOB MINAS que trabalha no REAA e quando da circulação da bolsa e do tronco quando os oficiais (Mde CCer e Hosp) chegaram no Cobr Int ele ficou em P e a Ord, desfez o sinal e pegou a bolsa, o oficial colocou na bolsa e no tronco o que era pra ser colocado. Em seguida o oficial fez o sinal de ordem, desfez e pegou a bolsa, neste momento que fez o sinal foi o G T, e sentou. Esse procedimento é o correto ou não precisa fazer assim?

2- Na circulação da bolsa e do tronco, os oficiais, iniciam no Ven∴ Mestre,1º Vig, 2º Vig, Orad ,Secr, G T, depois AAut Maç, MM II, MM da Coluna do S, MM da Coluna do N, CComp e AApr.

Os MM II podem tomar assento nas colunas, sendo assim serão tratados como os demais MM MM, porque estão nas colunas, certo?

Espero ter explicado minhas dúvidas ao irmão desde já agradeço a orientação e lhe desejo um ótimo final de semana com a proteção do GADU!

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente eu gostaria de comentar que no REAA, cuidam da porta do Templo, interna e externamente, respectivamente, o Cobridor Interno e o Cobridor Externo. Guarda do Templo é nome dado em outro rito.

1 - O ritual em vigência de Aprendiz, REAA, GOB, menciona na sua página 43 que o titular da bolsa, ao colocar a sua proposta, óbolo ou voto, o faz ajudado pelo Cobr Int. Para isso, o titular circulante se aproxima do Cobr Int, que o aguarda em pé, portanto à Ordem. À chegada do titular, o Cobr Int desfaz o sinal e dele recebe a bolsa, colocando-se com e mesma na forma de costume; por sua vez, o titular da coleta, sem fazer nenhum sinal, deposita a sua proposta, óbolo ou voto, e imediatamente recebe de volta a bolsa; o Cobr Int, sem fazer nenhum sinal, volta a sentar-se e o titular com a bolsa se coloca entre Colunas.

2 - A ordem de abordagem do titular que circula com a bolsa está especificada no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, página 43. GOB: "Para a coleta, segue-se obrigatoriamente a seguinte ordem: Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr, Cobr. Int, ocupantes das duas Cadeiras de Honra (da direita e da esquerda do Trono, respectivamente), demais IIr do Or, MM das CCol do Sul e do Norte, CComp, AApr e, finalmente, antes de se posicionar entre CCol, o próprio titular coloca o seu óbolo, sua proposta ou voto (ajudado pelo Cobr Int)".

Quanto aos Mestres Instalados que resolverem ocupar lugar no Ocidente (eles podem assim proceder), serão abordados junto com os demais Mestres Maçons nas Colunas. Não há distinção para a coleta neste caso.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

CEMITÉRIO - ATIVIDADE NÃO PREVISTA

Em 06.09.2025 o Respeitável Irmão Geraldo Orias Fagundes, Loja Vigilantes do Araxá, 2479, REAA, GOB MINAS, Oriente de Araxá, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

CEMITÉRIO

 

Tenho uma dúvida, pois já li em algum lugar que ao buscar o Candidato a ser iniciado, não devemos levar ele a cemitérios, asilos e hospitais. Fui escalado para buscar um Candidato em sua residência e o Venerável Mestre orientou para o levarmos a um cemitério. Não encontrei o material onde li esta proibição, pode me ajudar com esta informação? É permitido fazer isso?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Absolutamente, isto não este previsto em lugar nenhum do ritual. Insistentemente, eu tenho dito que a Maçonaria não é uma escola de trotes, portanto não incentiva práticas tais como as de levar candidatos à Iniciação a hospitais, asilos e cemitérios.

Assim, o ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB obviamente não mencionada nada nesse sentido, inclusive aborda, nas páginas 112 e seguintes, como, onde e por quem o
candidato, respeitosamente é conduzido e recebido na Loja, antes da cerimônia de iniciação.

À vista disso, é certo de que não se encontrará nenhuma orientação induzindo à condução de candidatos a cemitérios, como se a Maçonaria fosse uma espécie de necrópole.

O mais lamentável nesse caso é se ver um Venerável Mestre, que na sua Instalação jurou cumprir os rituais, em total desrespeito a ele, “orientar” antes a condução do candidato à iniciação até um cemitério, fato que nem sequer é mencionado na liturgia de iniciação maçônica.

Infelizmente, alguns ainda insistem em trazer à tona certos anacronismos hauridos da escuridão (ignorância) de um passado distante.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

sábado, 31 de janeiro de 2026

RETIRADA DO PAVILHÃO NACIONAL - DECRETO 1476/2016

Em 03/09/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

RETIRADA DO PAVILHÃO NACIONAL

 

Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos e esclarecimentos.

Em visita à algumas Lojas da minha região, pude observar que ao final dos trabalhos em Sessões Magnas, foram feitas a Saudação, cantado o hino à Bandeira em sua primeira e última estrofe e em seguida o Porta bandeira a colou de volta em seu pedestal, houve alguma orientação ou mudança neste sentido?

 

CONSIDERAÇÕES

 

            O Decreto 1476/2016 do GOB, que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional, encontra-se em plena vigência e é impreterivelmente seguido, na sua íntegra, pelos Rituais do GOB.

Diante disso, a Bandeira Nacional, antes do encerramento dos trabalhos, sai formalmente do Templo conduzida pelo Porta-Bandeira, escoltado pela Guarda de Honra. À saída, o dispositivo passa pela Comissão com treze membros, armados de espadas e munidos
de estrelas.

Em síntese, ao final dos trabalhos a Bandeira é conduzida para fora do Templo conforme determina o Decreto mencionado, portanto não é admissível que o Porta-Bandeira, em total desrespeito ao que reza o Diploma Legal, coloque o Lábaro no Oriente da Loja novamente.

Por fim, reitera-se: Ritual e Decreto vigentes, ambos assinados pelo Grão-Mestre Geral, devem ser respeitados e seguidos na sua totalidade.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

CONSAGRAÇÃO (SAGRAÇÃO) DE CANDIDATOS

 

Em 03.09.2025 o Respeitável Irmão José Roberto da Conceição, Loja 03 de Maio, 1228, REAA, GOB/SP, Oriente de Martinópolis, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

CONSAGRAÇÃO

 

Gostaria que os Irmão esclarece uma dúvida.

Nos Rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre, ed. 2024, na Sessão Magna de Iniciação, Elevação e Exaltação; com relação ao texto de Consagração (Ritual de Aprendiz pág. 162; Ritual de Companheiro pág. 99; Ritual de Mestre pág. 143); havendo mais de um candidato, a leitura do texto, seguida das batidas na Esp Flamígera é feita individualmente para cada candidato? Ou faz-se apenas uma leitura do texto, e aí as batidas na Esp Flamígera é feita individualmente para cada candidato?

Embora os explicativos, nos Rituais, determinem que a Sagração seja feita individualmente, alguns Mestres Instalados defendem que o texto seja lido apenas uma vez e que, aí sim, as
batidas na Esp
Flamígera sejam feitas individualmente, para cada candidato.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Por ocasião dessa cerimônia, havendo mais do que um candidato, o Ven Mestre fará apenas uma leitura do texto de consagração, adequando a sua ortografia para o plural, se for o caso (deve mencionar o nome completo de cada candidato).

Feita a leitura do texto, o titular dará, sobre a lâmina da Espada Flamej, com o malhete, as pancadas previstas para o Grau por cima da cabeça de cada um dos candidatos, porém com cuidado de não encostar a lâm flamej na cabeça do recipiendário.

Para finalizar, reitera-se: durante o ato de conferência de dignidade ao Grau, havendo mais do que um candidato, o Ven Mestre genericamente faz uma só leitura do texto previsto no ritual, todavia, dará, sobre a cabeça de cada candidato, individualmente, a bateria de consagração do Grau (esta é individual, nunca coletiva).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JAN/2026