domingo, 1 de março de 2026

PERÍODO DE RECREAÇÃO

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão André Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, GOIPE (COMAB), REAA, sem mencionar o Oriente, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte questão:

 

RECREAÇÃO

 

Gostaria da opinião do Ilustre Irmão ao seguinte questionamento:

Quando o Venerável Mestre coloca a Loja em recreação e todos os presentes saem da sala de reunião o que deve ser feito com o Livro da Lei? Ele deve ser fechado e reaberto quando do retorno dos obreiros, ou o Livro da

Lei deve permanecer aberto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes de mais nada é bom que se diga que Lojas em recreação, em descanso, suspensão temporária, etc., não são fazem parte dos trabalhos do REAA.

        Originalmente, suspensão dos trabalhos por um determinado período de tempo é prática corriqueira nas Lojas do CRAFT inglês, por aqui mais conhecido como Rito de York.

Inclusive, para o Rito de York há uma ritualística própria para a suspensão e retorno aos trabalhos, onde a atividade litúrgica envolve o 2º Vigilante, que é quem ritualisticamente dispensa e chama os Irmãos de volta para o trabalho.

Em face a isso é que no Rito de York, o Esq e o Comp, dispostos sobre o L SS EE aberto, ficam arrumados sobre a página da direita de quem o olha para o L. Isso ocorre porque quando a Loja estiver em descanso ou recreação (isto é previsto no CRAFT), o L SS EE é cuidadosamente fechado, mantendo-se o Esq e o Comp arrumados dentro dele.

Assim, quando de retorno aos trabalhos suspensos temporariamente, o L SS EE é aberto novamente, ficando assim mantidos, como estavam, os instrumentos emblemáticos no seu interior.

Como no REAA não existem esses procedimentos, seus rituais autênticos simplesmente não as mencionam – por não existirem no ritual, não devem ser praticados.

Uma curiosidade a respeito do tamanho do Esq e o Comp que vão sobre o L da L. No Rito de York, esses objetos emblemáticos são menores em tamanho do que os usados em outros ritos. Isso se dá exatamente para que ambos caibam sobre a página direita do Livro aberto, podendo este, na recreação, ser fechado e reaberto sem prejuízo de desarrumar a ordem dos instrumentos

Diferente do REAA, por exemplo, onde o Esq e o Comp ocupam as duas páginas do Livro aberto, a da direita e a da esquerda, o que reforça a não existência desta atividade no escocesismo.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

COR DAS JOIAS DISTINTIVAS - REAA

Em 20.10.2025 o Respeitável Irmão Felipe Aguiar, Loja Prudente de Moraes II, REAA, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

COR DAS JOIAS

 

Boa tarde, meu irmão, tenho mais uma dúvida que gerou no bate papo com o Edu. Nossas joias atuais são na cor prata e o Edu me disse que agora tem que ser dourada.

Essas dúvidas surgiram para a gente deixar nossa loja além de mais bonita adequada ao novo ritual.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Ressalte-se que a questão não é de "agora tem que ser dourada". No REAA a cor das joias distintivas dos cargos sempre foi dourada, inclusive o ritual de 2009, que foi revogado, já trazia a cor dourada para as joias.

À vista disso, o ritual de 2024 seguiu a cor tradicional para as joias distintivas no REAA - dourada. Nada mudou, apenas seguiu-se o que é tradicional.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

sábado, 28 de fevereiro de 2026

COLUNAS DO TEMPLO - REAA

Em 20/10/2025 o Respeitável Irmão Felipe Águia, Loja Prudente de Moraes II, 2231, REAA, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

COLUNAS DO TEMPLO

 

Me desculpa o incomodo. Em um bate papo com nosso Sapientíssimo Eduval Morales Fogaça, surgiram duas dúvidas. Vamos a elas. Ao ler e reler nosso novo ritual de Aprendiz, na página 21 fala sobre as colunas vestibulares no átrio sendo elas no estilo Babilônico. A primeira dúvida é a seguinte, na nossa loja as colunas são no estilo dórica, temos que fazer algum tipo de alteração para ficar enquadrada com o nosso Ritual? Não conheço esse estilo, se acaso puder orientar/encaminhar alguma foto/imagem das colunas eu agradeço.

Outra dúvida, na página 15, na mesa do Venerável Mestre, deverá ter um esquadro com ramos desiguais, logo na página 17, o esquadro é com ramos iguais. Afinal é assim mesmo? O qual temos que seguir

 

CONSIDERAÇÕES

 

As Colunas solsticiais do pórtico do Templo, conhecidas como Colunas Vestibulares, porque ficam no átrio junto a porta, são babilônicas, visto que quando da construção do primeiro Templo de Jerusalém, ainda não existiam as ordens gregas de arquitetura, Jônica, Dórica e Coríntia. Naqueles tempos primitivos, o aspecto construtivo das colunas babilônicas era de caráter mais encorpado e desproporcional, e muitas vezes com aparência fálica.

           Quanto à mudança nos templos para atender às características construtivas de aparência babilônica das Colunas Vestibulares, não existe urgência na atenção desse requisito, reservando-se essa providência mais para os templos novos que vem sendo construídos a partir de 2024, ou àqueles que passarem por alguma reforma significativa.

O que deve ser atendido sim, o mais breve possível, são os templos do REAA que ainda possuem essas Colunas interiorizadas. Nesse caso, elas devem ser recolocadas pelo lado de fora, junto à porta, no átrio, como previsto no ritual vigente - B à esquerda de quem entra, e J à direita.

Relativamente ao Esq, existem duas situações diferenciadas sobre esse objeto no ritual. Na verdade, são dois EEsq distintos. Há um Esq com cabo e ramos desiguais, o qual pertence ao Ven Mestre (sua joia distintiva), e outro com ramos iguais, sem graduação (sem cabo), o qual é o Esq emblemático que vai colocado unido ao Comp sobre o Livro da Lei.

O Esq que está relacionado ao Ven Mestre, com cabo, é simbolicamente o Esq operativo que era manuseado pelo titular do canteiro de obras nos tempos da Maçonaria de Ofício, enquanto que o outro, o de ramos iguais e sem graduação, é de conotação esotérica e encerra grandes verdades ao Iniciado, portanto não é operativo e tem sido um símbolo modelar, fazendo parte das TTr GGr LLuzEEbl da Maçonaria.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

BATERIA DO GRAU NA PORTA

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão Edson Novoa, Loja Cavaleiros da Távola Redonda, 4064, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

BATERIA DO GRAU

 

No ritual, do REEA, quando da abertura dos trabalhos, a verificação da cobertura do Templo pelo Cobridor, no ritual diz que quando existe o cobridor externo, ambos cobridores dão a batida do grau, na porta. Em seguida, quando só tem o cobridor interno, o mesmo sai para verificar e no retorno da com a espada, a batida na porta.

No meu entendimento, no segundo caso, a batida com a espada, seria a batida do grau, pois se refere a mesma batida.

Contudo, na minha Loja, alguns irmãos acham que é só uma pancada com a espada.

Você, como o expert no assunto, e criador do novo ritual, pode nos esclarecer esse ponto, por
gentileza?

Te agradeço demais e aguardo o retorno.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Obviamente que o procedimento é o mesmo. Estando presente o Cobridor Externo, ou não, o Cobridor Interno sempre dará na porta, com o cabo da espada ou com o punho cerrado, as batidas do Grau em que a Loja estiver sendo aberta.

Assim, reitera-se, o procedimento nessa ocasião ocorre com a bateria do Grau, não existindo essa tal “pancada única”.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 


NÚMERO DE CANDIDATOS - DECRETO 2172/2023 - GOB

Em 16.10.2025 o Respeitável Irmão Dourival Marcelo Candido Carneiro, Loja Bento Gonçalves, 3113, REAA, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

NÚMERO DE CANDIDATOS

 

Minha dúvida pairava sobre a Sessão de Exaltação, em relação à quantidade de CComp que poderão ser Exaltados numa mesma Sessão. Como nossa Loja reúne-se quinzenalmente, invariavelmente temos um calendário bem apertado. Na última Sessão em 14/10/2025 de Companheiro tivemos todos os 04, aprovados para Exaltação. A Administração da Loja tem por objetivo realizar UMA ÚNICA sessão de Exaltação para os 04 CComp e eu como estou ORADOR dessa Administração fiz a óbvia sugestão para que não ultrapassássemos a sugestão/recomendação do GOB em mais que 3 “Candidatos” (ver pág. 72 2º parágrafo Ritual de 2001 e Pág. 95 2º parágrafo Ritual de 2009 para a Cerimônia de Iniciação). E como obviamente o sentimento de zelo e cuidado com os CComp devem ser o mesmo que aplicamos aos candidatos a entrar na Ordem. Pensei e fiz essa sugestão à Loja. Porém fui estudar toda a Literatura pertinente. (RGF – Rituais – Decretos). Diferentemente da Sessão de Iniciação onde havia expresso a recomendação de um limite de 03 Candidatos à Iniciação por sessão, nas Sessões de Elevação e Exaltação não há qualquer menção sobre essa restrição ou recomendação de que seja no máximo 3 e nunca mais de 3.

E quando do recebimento do novos Rituais 2024 me deparo com a “retirada” destes termos que apontei acima inclusive do Ritual Grau 1.

Bom, na minha opinião estamos “deixando” aberto para que as lojas façam as cerimonias de Iniciação-Elevação-Exaltação de tantos quantos forem os “candidatos”. 1,2,3,4,5 etc. E isso ao meu ver prejudica a logística ritualística dessas sessões. Estamos abrindo mão da “solenidade do Ato” para obtermos “celeridade”, ou ainda a quantidade de IIr. Com isso na minha interpretação quem perde é a Maçonaria, haja visto que pouco se absorverá em termos ritualísticos para os candidatos. Teremos tempos difíceis no que diz respeito ao aprendizado maçônico. Sem mais, e compreenda isso como um desabafo de quem ama a Maçonaria e sua Ritualística.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente vale ressaltar que rituais do REAA anteriores aos de 2024, foram revogados, portanto nada neles vale para os atuais rituais vigentes, de 2024.

Dito isto, os novos rituais simplesmente seguem a determinação do Decreto 2172 de 17/11/2023 do Grão-Mestre Geral, cuja súmula expressa que "autoriza a iniciação de mais de três candidatos (o grifo é meu), numa mesma sessão, em Lojas da Federação".

Não obstante referência à Iniciação de Candidatos, este mesmo Decreto menciona no seu Artigo 3º que "revogam-se todas as disposições em contrário nos rituais dos graus simbólicos dos Ritos (o grifo é meu) praticados no Grande Oriente do Brasil". Note que o Artigo menciona a revogação nos Rituais dos Graus Simbólicos, o que se subentende que são os de Aprendiz (Iniciação), Companheiro (Elevação) e Mestre (Exaltação).

            Graças a isso é que nos rituais do REAA vigentes, e de outros Ritos que virão, não consta mais a recomendação de no máximo três Candidatos para as respectivas cerimônias.

No entanto, o Decreto é bem claro no seu Artigo 2º, quando menciona o rigor ritualístico previsto no ritual. Isto quer dizer que exceto a teatralização da Lenda no 3º Grau, onde apenas um candidato participa da encenação, todos os demais procedimentos, nos três graus, não importando o número de Candidatos, devem ser rigorosamente cumpridos pelo Venerável Mestre.

Assim, toda a liturgia e ritualística deve ser aplicada um a um dos Candidatos. Penso que este Artigo, especificamente, faz as Lojas repensarem antes de iniciar, elevar ou exaltar número excessivo de Candidatos.

Observe que essas advertências constam no próprio ritual, onde todos, absolutamente todos, individualmente têm que passar pelas provas e passagens iniciáticas.

Assim, fomos obrigados a seguir o Decreto mencionado.

Ao finalizar, posso lhe garantir que sou partidário de no máximo três, todavia, como cumpridor da Lei que sou, obedeço ao Decreto do Grão-Mestre Geral.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2026

PALAVRAS SAGRADAS - GRAUS 1 E 2

Em 15.10.2025 o Irmão Maylon Lucas Occhi, Loja Filho dos Pelicanos, 3886, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, apresenta as questões seguintes:

PALAVRA SAGRADA

Saudações fraternas.

Entro em contato para solicitar gentilmente o esclarecimento de duas dúvidas que surgiram em nossa Loja, inclusive, uma delas já havia sido encaminhada pelo Ir Bruno Baldo ao Ir em 2020, ocasião em que o irmão nos respondeu gentilmente.

As dúvidas são as seguintes:

1 - Palavra Sagrada: Sabemos que a Palavra Sagrada é ...OA..., contudo, em várias Lojas observa-se o uso de ...OO.... Na nota que o Ir publicou à época, mencionava-se que essa questão seria corrigida no novo ritual, entretanto, ao analisarmos o ritual atual, verificamos que não há qualquer observação ou esclarecimento sobre o tema, assim, gostaríamos de saber como devemos proceder, especialmente diante do fato de que diversas Lojas ainda utilizam a forma ...OO...Z.

2 - Pronúncia da Coluna “J”: Outra dúvida refere-se à pronúncia da Coluna J. Sabemos que, em razão da origem francesa, a pronúncia correta seria ...cqu...; porém, na prática ritualística de muitas Lojas, utiliza-se J...n. Poderia o Ir nos orientar sobre qual forma é a mais adequada segundo o entendimento oficial?

Agradeço desde já pela atenção e pela disponibilidade em nos auxiliar no esclarecimento dessas questões.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Embora a Maçonaria brasileira seja filha espiritual da França, portanto constituída por ritos de origem francesa, também é inegável que ela adota ritos de origem anglo-saxônica. Por conta disso acabam sendo utilizadas duas versões bíblicas na sua liturgia, a da Vulgata (latina), traduzida do hebraico para o latim por S. Jerônimo, e a Septuaginta (dos Setenta), traduzida do hebraico para o grego para atender judeus helenistas.

            No que diz respeito à Pal Sagr de Aprendiz do REAA, na versão da Bíblia latina a sua grafia aparece como “...OO...”, ou seja, com vogais dobradas, enquanto que na versão bíblica da Septuaginta ela é escrita como “...OA...”, isto é, sem vogais dobradas, como originalmente deve ser na língua hebraica.

Ressalte-se que na escrita hebraica não existem vogais dobradas, portanto “...OA...” é a sua grafia original. Essa versão bíblica (Septuaginta) é comumente adotada por ritos maçônicos de origem inglesa (anglo-saxônica). Também as Bíblias protestantes trazem a escrita tal como se encontra na versão Septuaginta (dos Setenta), “...OA...”.

Na Maçonaria brasileira os ritos maçônicos de origem latina seguem geralmente a versão bíblica da Vulgata, a qual adota a corruptela “...OO...”, com as vogais dobradas.

Graças a isso, e para que se evitem conflitos desnecessários, no Grande Oriente do Brasil ambas as palavras, “...OA...” ou “...OO...”, são aceitas.

Em relação a palavra “...chi...”, ou “...ki...”, por ela ser de origem hebraica, nada tema ver com pronúncia francesa. Desse modo, sem excessos de preciosismo, segue-se sua pronuncia tal como ela estiver escrita, que tanto pode ser com “chi”, “ki”, ou “qui”.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ORDEM DO DIA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 13.10.2025 o Respeitável Irmão Cleiton Rocha Matos, Loja Guardiões do Olimpo, 3368, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Olímpia, Estado do Mato Grosso, formula a seguinte questão.

 

ORDEM DO DIA

 

Boa tarde meu Eminente irmão Pedro Juk, gostaria de tirar uma dúvida, referente a ordem do dia. A ordem do dia quando não tiver votação ou assunto pertinente a discussão, é preciso passar para o irmão orador para suas conclusões ou o venerável mestre já dá ela como encerrada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No período da Ordem do Dia, antes da votação de cada matéria, o Orador deve se manifestar pela sua legalidade. Logo, se não houver nenhuma discussão e votação em pauta, não haverá manifestação do Orador, podendo o Venerável Mestre dar por concluído esse
período.

As matérias da Ordem do Dia devem ser pré-agendadas pelo Venerável Mestre, salvo se tiver sido colhida, na bolsa de propostas e informações, alguma coluna gravada que mereça atenção urgente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026