domingo, 14 de junho de 2026

PEDIDO DE AUMENTO DE SALÁRIO

Em 09/04/2026 o Respeitável Irmão Alexandre Thomaz, Loja 20 de Agosto, 2408, REAA, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos:

 

AUMENTO DE SALÁRIO

 

Recentemente tivemos uma sabatina e pedido de aumento de salário para dois Companheiros, pelo que me surgiu uma dúvida:

Quando do pedido de aumento de salário para Companheiros serem exaltados, o Ven Mestre deve perguntar ao tesoureiro se estão quites com os metais, para o Secretário se todas as formalidades foram cumpridas, para o Chanceler se tem presença e para o Orador se legalmente estão habilitados? Se sim, o faz antes ou após o pedido de aumento de salário pelo 1º Vigilante? Se não, por qual motivo?

O Ven Mestre pode simplesmente seguir com a votação após o pedido do 1º Vig, pedindo ao
M
de CCer que coloque em votação, sem fazer as verificações acima?

 

CONSIDERAÇÕES

 

É o Vigilante instrutor que pede formalmente o aumento de salário. Nessa conjuntura, ele deve antes certificar-se se o postulante preenche todos os requisitos previstos no RGF. É recomendável que essa proposta seja discutida e consultada fora de Loja (não em sessão) entre o Vigilante que fará a proposição, o Venerável Mestre, o Chanceler e o Tesoureiro, principalmente.

Diante disso, só depois que o Vigilante Instrutor tiver a garantia de que tudo está de acordo com os requisitos legais, é que ele irá formalizar, em Loja aberta, o pedido de aumento de salário.

Ressalte-se que nesse panorama o processo precisa incondicionalmente seguir o que prevê o Artigo 35 do Regulamento Geral da Federação.

Finalmente, é oportuno ainda lembrar que o Mestre de Cerimônias não coloca absolutamente nada em votação. Quem assim o faz, depois da manifestação do Orador, é o Venerável Mestre, que inclusive proclama o resultado (Art.º 116, VIII).

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sábado, 13 de junho de 2026

CULTOS SOLARES E A PALAVRA DE PASSE DE COMPANHEIRO

Em 09/04/2026 o Respeitável Irmão Ubirajara Nascimento, Loja Raphael Simioni, 3707, REAA, GOB-SP, Oriente de São Sebastião, Estado de São Paulo, apresenta o seguinte:

 

CULTOS SOLARES

 

Atualmente Secretário Estadual Adj de Relações Internas na 8a. Macrorregião do GOB-SP, não participo diretamente do acompanhamento das instruções aos irmãos do quadro de uma das Lojas em que sou filiado, mas deparei-me com solicitação de irmãos do Grau 2 quanto à citação à lenda de Ceres e Perséfone, na segunda Instrução do respectivo Ritual. Poderia fornecer-nos mais subsídios bibliográficos a fim de que se possa fazer um estudo mais aprofundado relativo à dita instrução?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em face ao REAA ser um rito maçônico simbólico solar, a construção iniciática do seu misticismo sofre influências diretas dos cultos solares da antiguidade, mormente pelas suas alegorias iniciáticas como as lendas, Noaquita, de Osíris, de Hiram, etc.

               Especificamente no 2º Grau, esse misticismo se evidencia pelo uso da palavra Shib como Pal de Pas do Grau de Comp.

De origem bíblica, a pronúncia e sotaque dessa palavra servia como um teste para revelar pessoas pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.

Mencionada no Antigo Testamento (Juízes, 12: 4-6), a palavra Shib relaciona-se com o general Jefté e o conflito entre os gileadistas (povo de Gileade) e a tribo de Efraim (efrainitas).

Os gileadistas controlavam a passagem pelo rio Jordão. Como ambos os povos se utilizavam de diferentes dialetos, a palavra Shib era solicitadas pelos gileadistas como uma espécie de palavra de passe aos viajantes. Por deficiência de pronúncia (sotaque), os efrainitas não conseguiam pronunciar corretamente o som “sh” da palavra, o que os denunciava como inimigos, que eram então aniquilados.

Em linhas gerais, a palavra Shib significa nn ggr de tr, ou mesmo, esp de tr∴. O termo se relaciona ao misticismo grego e os cultos solares da antiguidade como um mito que se desenvolveu observando a revolução anual do Sol (estações do ano) – a Lenda de Ceres (romana) e de Deméter e Perséfone (grega).

Graças ao conteúdo alegórico desse mito é que essa palavra acabou também sendo utilizada como Pal de Pas do 2º Grau em alguns ritos maçônicos.

Como referência bibliográfica para este assunto, sugere-se o livro As Origens Históricas da Mística Maçônica - José Castellani, Editora Landmark; Cartilha do Companheiro - José Castellani e Raimundo Rodrigues, Editora Maçônica A Trolha; Curso de Maçonaria Simbólica, Tomos I, II e III de autoria de Theobaldo Varolli Filho. Recomenda-se também perscrutar a História das Civilizações, assim como outros elementos bibliográficos desse gênero.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

quinta-feira, 11 de junho de 2026

VENERÁVEL MESTRE CHEGANDO ATRASADO

Em 02/04/2026 o Respeitável Irmão José Luiz R. Vaz, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

VENERÁVEL ATRASADO

 

Procurei aqui no Blog considerações suas sobre esse assunto, porém não encontrei. Então segue a situação hipotética:

O V M não estando na Loja no horário estabelecido para início da sessão, o M C faz a composição de acordo com a Ritualística, 1⁰ Vig substitui o V M, 2⁰ Vig substitui o 1⁰ Vig, 2⁰ Exp substitui o 2⁰ Vig.

E a Loja é aberta, porém logo após a abertura o V M chega.

Pergunto:

1) Ele é conduzido ao Trono e assume a direção dos Trabalhos, voltando o 1⁰ Vig e o 2⁰ Vig a ocuparem seus Cargos? Ou como é o procedimento para esse momento?

2) E se o atraso for de alguma outra dignidade (VVig, Orador ou Secr)?

Antecipadamente agradeço vossa habitual atenção e presteza.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Pois é, essa questão de atraso é algo nocivo para o andamento dos trabalhos. Obviamente que nenhum ritual foi ou é construído prevendo retardatários, principalmente aqueles que ocupam cargos em Loja.

Assim, o atraso deve ser admitido somente em casos esporádicos, e mesmo assim com justificativa plausível. A atitude de se chegar atrasado é de péssima geometria, mormente por comprometer o desenvolvimento dos trabalhos, podendo até causar algum constrangimento na retomada do cargo pelo retardatário, em oposição ao Ir ao que chegou pontualmente para a sessão.

               De tudo isto, entendo que é mais prejudicial ainda quando o atrasado é titular de cargo eletivo (eleito para a administração da Loja).

Assim, como “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”, vamos à questão 1 envolvendo um Ven Mestre atrasado. Penso que ele, mesmo ingressando atrasado, indiscutivelmente é, de fato e de direito, o Venerável da Loja, devendo, portanto, ocupar o seu cago retomando o 1º Malhete.

À vista disso, haverá uma cadeia retroativa de substitutos, ou seja, o 1º Vig deixa o cargo de Ven Mestre substituto e volta ao seu lugar de ofício; o mesmo ocorre com o 2º Vig, o qual deixa o cargo de 1º Vig substituto e volta ao seu lugar de ofício; por sua vez, o 2º Exp deixa o cargo de 2º Vig substituto e retoma o seu posto de ofício.

Nessa condição, é possível se avaliar quão prejudicial é o ato de se chegar atrasado – um verdadeiro atrapalho no desenvolvimento dos trabalhos.

Por fim, no que diz respeito à questão nº 2, o processo de substituição e retomada é o mesmo, observados os respectivos cargos eletivos.

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JUN/2026

 

PREENCHIMNETO DE CARGO DURANTE OS TRABALHOS

Em 02/04/2026 o Respeitável Irmão Aldigair Pereira, Loja Excelsior, 2391, REAA, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

aldigair@hotmail.com

 

PREENCHIMENTO DE CARGO

 

Gostaria de começar expressando minha profunda gratidão por todo o empenho que você dedica à nossa ordem. Tenho acompanhado seu trabalho na ritualística do REAA e reconheço a relevância de suas contribuições para o fortalecimento de nossos rituais.

 

Recentemente, nossa Loja vivenciou uma situação incomum durante uma sessão. Ao abrirmos a Loja, com o numero legal de Mestres, porém não suficiente para cobrir todos os cargos de Oficiais, o cargo de Primeiro Diácono vago foi preenchido pelo irmão Mestre de Cerimônias, cumulando, portanto, duas funções. Na ordem do dia, o V M informou que havia um irmão Mestre aguardando entrada na sala dos passos perdidos, oportunidade em que solicitou ao irmão Mestre de Cerimônia que fizesse o mesmo dar entrada e o revestisse do cargo de Primeiro Diácono, o qual estava vago e que até então estava sendo cumprido pelo irmão Mestre de Cerimônias.

Diante desse contexto, surgiu a dúvida em nossa Loja se esse procedimento seria ritualisticamente adequado para aquele momento, já que a Loja já estava aberta e os irmãos revestidos de suas insígnias, mesmo que cumulativamente. Poderia, por gentileza, esclarecer nossa dúvida quanto a este procedimento?

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Para esse caso não existe nenhum óbice, desde que o Mestre Maçom que irá ocupar o cargo até então cumulado por outro oficial, seja regular e inquestionavelmente pertença a uma Loja federada ao Grande Oriente do Brasil.

É sempre oportuno lembrar que é vetada a ocupação de cargos em Loja por Irmãos que não sejam membros regulares do GOB, mesmo diante de tratados de reconhecimento
(Art.º 229 do RGF).

Assim, estando o Mestre Maçom que irá assumir dentro dos requisitos previstos, depois de ter regularmente ingressado em Loja, o Ven Mestre solicita ao Mestre de Cerimônias que conduza o Mestre recém-chegado ao lugar do 1º Diácono, onde, sem formalidades, o substituto recebe o colar com a joia distintiva e assume o cargo – tudo isso ocorre dentro do templo, no lugar de ofício.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

terça-feira, 9 de junho de 2026

ESTRELA POLAR (POLARIS)

Em 02.04.2026 o Respeitável Irmão Thales de Alencar Cézar, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos para o seguinte:

 

ESTRELA POLAR

 

Estou ajudando um irmão aprendiz a realizar um trabalho sobre abóboda celeste e surgiu uma dúvida. No Ritual novo de 2024 foi incluído a estrela Polar, porém no ritual antigo de 2009 não tem. Como podemos abordar essa inclusão no trabalho, já que em nossa Loja não possui a Estrela Polar?

Desde já, agradeço pelo tempo e atenção no envio da resposta.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A justificativa para o aparecimento da Estrela Polar (Estrela Polaris) na abóbada do templo é porque o REAA, nascido na meia-esfera Norte do planeta Terra, tem a sua decoração estelar concernente ao firmamento (abóbada) visto do Norte.

Como o rito em questão nasceu na França, a abóbada do seu templo obedece à imagem aproximada do céu europeu.

             Na verdade, primitivamente a decoração da abóbada pertinente ao  REAA é uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, loja então criada em outubro de 1804 na França para gerenciar a elaboração do primeiro ritual para o simbolismo do Rito, que até então era inexistente na Europa (observe-se essa história).

À vista de tudo isso, a Estrela Polar, ou Polaris, que agora aparece no ritual, não é nenhuma novidade, mesmo que ela tenha sido esquecida por alguns pseudos ritualistas, que pouco entendem da estrutura doutrinária do REAA – um rito deísta/teísta e solar por excelência.

Já, sob o ponto de vista histórico que envolve a Estrela Polar na Maçonaria, esse símbolo vem do período relativo à Franco-maçonaria operativa, estando diretamente relacionado à orientação noturna, em uma época em que os artífices se deslocavam pelos longínquos rincões nortistas da velha Europa Medieval.

Assim, não há nada a se estranhar com a presença da Estrela Polar do Norte na decoração dos templos maçônicos, lembrando que os artífices construtores de igrejas e catedrais da Idade Média, nossos ancestrais, tinham o hábito de se deslocar pelo norte da Europa em busca de contratos de trabalho que envolviam novas construções, sobretudo pela expansão territorial da Igreja, logo após o ano mil.

             É bom lembrar que na Idade Média  dos séculos X, XI e XII. a Franco-maçonaria foi a principal corporação de construtores (ofícios francos) a serviço da Igreja, para quem construíam catedrais, igrejas, mosteiros e abadias góticas. Graças a isso é que esses “pedreiros livres”, viajantes de então, foram por muito tempo protegidos pelo clero, fato que lhes garantiu notoriedade e crescimento econômico.

Nesse contexto, de canteiros medievais, viagens e construções, a Estrela Polar do Norte foi uma das principais referências de orientação. Sendo a estrela mais brilhante da constelação da Ursa Menor, caracteriza-se por se localizar muito próxima de um ponto sobre o polo norte celeste da Terra. Por conta disso, a Estrela Polar tem servido a séculos como uma toponímia celeste noturna de navegação, principalmente para se encontrar o norte no Hemisfério Norte.

Por se apresentar praticamente alinhada com o eixo de rotação da Terra, a Polaris, parece estacionada no firmamento noturno, enquanto que as demais estrelas, à sua volta, aparentemente giram em torno dela.

Como naquela época ainda não existiam lojas maçônicas especulativas e nem templos decorados como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria, a Estrela Polar, que literalmente brilhava no firmamento boreal, servia como referência para guiar os artífices viajantes, da pedra calcária, até um porto de salvamento. Nesse tempo era comum que os “pedreiros” se reunissem e se hospedassem em estalagens e tabernas (cervejarias), principalmente na Inglaterra – eram as tabernas dos maçons antigos.

Na Moderna Maçonaria (dos Aceitos), em relação ao aspecto iniciático e esotérico, o símbolo Polaris, fixado na banda norte da abobada da Loja, simbolicamente revela uma ideia de “estabilidade”, mormente porque essa Estrela literalmente permanece parada no firmamento, e alinhada com o eixo de rotação da Terra – é uma referência estável para aqueles que buscam orientação, olhando para o céu do Norte.

Esse é um resumo do porquê da presença da Estrela Polar ao Norte da abóbada celeste da Loja. Vale também ressaltar que das estrelas que formam a constelação da Ursa Menor, apenas a Estrela Polaris aparece visível na abóbada da Loja. Por conta disso, é prudente não confundir no firmamento da Loja a constelação Ursa Menor (que abriga a Estrela Polar) com a Ursa Maior, a qual de fato aparece completa, com as suas sete estrelas, ao norte da abóbada. O número sete - de estrelas que formam a constelação - dá origem à palavra “setentrião”, termo conexo à região norte da Terra (isso também foi corrigido no ritual de Aprendiz do REAA/2024.

Ao concluir, vale lembrar que a abóbada celeste do templo maçônico é uma figura estilizada e alegórica, portanto está longe de ser um mapa astronômico preciso e acadêmico do firmamento.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

SAUDAÇÃO 6 - REAA

Em 01/04/2026 o Respeitável Irmão Alexandre Miranda, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

amrfisioterapia@gmail.com

 

SAUDAÇÃO

 

Lendo o ritual e estudando seu blog me vieram algumas dúvidas. No início dos trabalhos o 1º Diác recebe a palavra e desce para transmiti-la sem parada formal e/ou sinal pois se obedece a circulação, porém o Livro da Lei não está aberto. Seguindo o ritual, para a abertura do livro da lei o Venerável chama o Mestre de Cerimônias para conduzir o Orador ao altar dos juramentos, essa entrada no Oriente pelo Mestre de Cerimônias ele faz sem qualquer parada, sinal ou vênia correto? Pois o Livro da Lei ainda está fechado.

E ao final da sessão quando o Mestre de Cerimônia após conduzir o Orador para fechar o Livro da Lei e assim ele o faz. Ao descer para o Ocidente ele também não faz nenhuma parada formal, sinal ou vênia correto? Pois o livro da lei já foi fechado.

Outra dúvida que ocorreu foi com a postura do Mestre de Cerimônias ao levar a ata para o Orador e Venerável. O Mestre de Cerimônias ficaria à ordem à direita do Venerável, e no caso do Orador o Mestre de Cerimônias fica à ordem enquanto ele assina a ata? E ficaria a ordem voltado para qualquer posição ou a direita e voltado para o Orador?

Pois na orientação ritualística estando de pé teria que ficar a ordem. Seria esse o entendimento? Desde já agradeço os esclarecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

  • Na transmissão da palavra, durante a abertura dos trabalhos, não existe saudação ao Ven Mestre e nem parada formal, pois a Loja ainda não foi declarada definitivamente aberta (o Livro da Lei ainda continua cerrado). Assim, nessa ocasião, durante o trânsito pela Loja os titulares não fazem sinal e nem parada formal ao ingressarem ou saírem do Oriente No caso, transitam naturalmente, obedecendo apenas à circulação, conforme previsto no ritual.
  • No caso do M de CCer, em deslocamento para fechar o Painel do Grau, nessa ocasião também não presta nenhuma saudação. Também não faz nenhuma parada formal, porque naquele instante o Livro da Lei já se encontra fechado.
  • No REAA, quem estiver em pé e parado, em Loja aberta, fica à Ordem. Isso é regra. Assim, enquanto o M de CCer estiver aguardando as assinaturas do Ven Mestre e do Orad, ele aguarda à Ordem, voltado para cada um dos titulares.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sábado, 6 de junho de 2026

NÚMERO DE NÓS NA CORDA (PAINEL DO GRAU)

Em 01/04/2026 o Irmão Companheiro Maçom Robson José Oliveira Martins, Loja Universitária de Cascavel, 3289, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte.

 


CORDA COM NÓS

 

Em primeiro momento, expresso meu respeito e a grande alegria que escrevo essa mensagem ao Irmão, trago uma dúvida para submeter à sua elevada apreciação uma questão de natureza ritualística, surgida durante estudo realizado acerca do Painel do Grau de Companheiro no âmbito do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Especificamente, a dúvida refere-se à quantidade de nós presentes na corda que circunda o painel. Conforme a leitura ritualística adotada em Loja, em minha percepção de recém elevado a C Mvejo existência de três nós. Todavia, alguns Irmãos sustentam a interpretação de que seriam cinco, 7 ou 12 nós, o que gerou divergência construtiva durante o pré-projeto dos trabalhos.

Buscando maior aprofundamento, consultei algumas obras que pouco falam sobre o número exato, encontrei na obra "50 instruções de Companheiro", Raymundo Delia Junior na qual se reforça a compreensão de três nós no contexto do REAA, ainda que haja menção simbólica ou interpretativa que deveria remeter ao número cinco, possivelmente em associação a outros elementos do grau.

Diante disso, e considerando sua reconhecida autoridade e profundidade nos estudos maçônicos, venho respeitosamente solicitar sua análise acerca do tema, especialmente no que tange à correta leitura ritualística e à distinção entre o símbolo formal e suas possíveis interpretações filosóficas.

Desde já, agradeço pela atenção dispensada e pela constante contribuição ao aprimoramento dos estudos na Ordem.

 

COMENTÁRIOS

 

Não existe um padrão quantitativo para o número de “nós” que aparece em cada uma das “cordas” desenhadas nos painéis. Esclareça-se que no decorrer do século XIX, principalmente na França, concomitante aos ritos maçônicos que iam paulatinamente aparecendo, uma enorme quantidade de painéis também era elaborada, muito ao gosto dos artistas da época.

Um detalhe interessante a respeito, que deve ser levado em consideração, é que muitos desses painéis abrangiam, em um mesmo quadro, dois graus, principalmente para Lojas de Aprendiz e Companheiro. Assim, era comum que um mesmo painel servisse para dois graus.

Em se tratando da sua origem histórica e seu significado, conforme o rito a “corda” de sisal corresponde à cerca que delimitava cada canteiro de obra operativo da Maçonaria. No tocante ao seu significado especulativo, especialmente no REAA a corda acabaria se consagrando como a “Corda com 81 Nós”.

Em relação a esses nós, na Maçonaria Especulativa eles ficariam conhecidos como os laços do amor, enquanto que a corda que contorna o templo (canteiro) é um símbolo representativo da união dos Irmãos agregados no seio da Loja. Esotericamente, significa a “resistência pela união”, sobretudo pelo formato que lhe dão as fibras trançadas e retorcidas, tornando-a mais resistente. A corda também simboliza a força dos operários unidos em prol de um mesmo objetivo.

Além disso, essa corda também é uma reminiscência do antigo cordel com 12 nós, instrumento com o qual se aplicavam as propriedades do triângulo retângulo pela 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), elemento geométrico essencial para a construção dos "cantos da obra". Essa prática operativa se dava a partir da pedra angular da construção, a qual, como ponto de partida, primitivamente era fincada no canto nordeste da obra.

Assim, tanto a “corda” como o “cordel” representados nos diversos painéis elaborados na França, a partir do século XVIII, sugerem essas interpretações. O número de nós aplicados na corda, ou cordel, é simbólico. Possivelmente pela falta de espaço na distribuição dos símbolos sobre o painel, os artistas desenhavam a corda apenas com um número representativo de nós, às vezes com três, outras com cinco, com sete, com doze, nove e mais.

Basicamente são esses os breves comentários sobre a história da “corda” e do “cordel” nos painéis das Lojas de Aprendiz e de Companheiro. Quanto as interpretações, vai depender do arcabouço doutrinário de cada rito.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026