quarta-feira, 11 de março de 2026

DISPOSITIVO DA BANDEIRA E O USO DE LUVAS

Em 09/11/2025 o Respeitável Irmão Robson Augusto Apolinário, Loja Liberdade e Justiça, 3837, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

RECEPÇÃO À BANDEIRA

Estimado irmão, peço uma orientação a respeito da formação da Guarda de Honra, para sessões magnas, recepção ao Pavilhão Nacional.

São 13 mestres que se postam nas Colunas. É necessário o *uso de luvas* para tal função. Desde já agradeço a atenção.

CONSIDERAÇÕES.

Isso vai depender do rito que a Loja pratica. No caso dela ser praticante do REAA, não está mais previsto o uso de luvas para os integrantes da comissão de recepção, da guarda de honra e para o próprio Porta-Bandeira.

O Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o cerimonial para ingresso e saída do Pavilhão Nacional, não menciona o uso de luvas para o dispositivo e nem para a comissão de recepção.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

SINAL DO GRAU - REAA

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Júnior, Loja Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos.

 

SINAL DO GRAU

 

Gostaria de tirar uma dúvida e, se possível, pedir sua orientação.

Não compreendo como ainda existem IIr que insistem em contrariar a orientação já esclarecida em oportunidades anteriores. Para mim, esse assunto estava totalmente pacificado desde os rituais de 2009, pois sempre entendi — com base em suas explicações — que não é permitido desfazer o sinal de um Grau passando diretamente ao sinal do Grau seguinte, seja deixando a mão cair, seja por qualquer outro movimento improvisado ou não previsto no Ritual.

Ou seja: o sinal deve ser finalizado e desfeito exclusivamente pela penal do próprio Grau.

Sempre interpretei dessa forma — e assim tenho orientado em Loja — porque os sinais não são meros gestos mecânicos, mas expressões ritualísticas com profundo significado iniciático e simbólico.

Com a publicação do novo Ritual de 2024, tal entendimento tornou-se ainda mais explícito, pois nele está expressamente determinado que o sinal somente pode ser desfeito pela penal ritualística do próprio Grau (1º, 2º ou 3º).

Contudo, alguns IIr insistem em afirmar que o sinal pode ser desfeito de forma direta, ignorando a pena ritualística, o que contraria frontalmente o texto do Ritual e a doutrina consolidada.

Dessa forma, peço respeitosamente:

- Poderia confirmar, de forma inequívoca, que o procedimento correto é obrigatoriamente desfazer o sinal pela penal do Grau correspondente, não sendo permitido desfazê-lo de outra maneira?

- Poderia também indicar em qual parte dos Rituais (1º, 2º e 3º Graus — edição 2024) essa determinação está registrada, para que eu possa apresentar sua resposta ipsis litteris e, assim, encerrar essa discussão com os IIr que insistem em contrariar a doutrina ritualística?

Sua orientação será de grande valia para cessar interpretações equivocadas e assegurar a correta observância do Ritual, preservando a harmonia, o respeito e a uniformidade dos trabalhos.

Agradeço desde já sua atenção, paciência e dedicação em nos instruir.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Infelizmente ainda existem Irmãos que aprenderam errado e não fazem questão de instruir-se na forma correta, mesmo que o ritual traga a orientação do que deve ser feito.

Aliás, o maçom, que mediante promessa se comprometeu a seguir o ritual em vigência, se não o fizer, no mínimo estará desrespeitando a Lei.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

A execução do Sin do Grau ocorre em duas etapas, ou fases. Uma depende da outra. Assim, a omissão de uma delas seria o mesmo que se fazer o sin pela metade. Fazer o sin pela metade não está previsto no ritual.

À vista disso, ensina-se que o Sin do Gr possui duas partes, sendo a primeira parte a correspondente ao Sin de Ord, que é ato de se preparar para executar o Sin Pen, enquanto que a segunda parte é propriamente a execução do Sin Pen do Grau. Dependendo do grau simbólico, o Sin Pen também pode ser chamado de Sin Gut, Cord ou Ventr∴.

Graças a isso é que o Sin do Gr (de Ord e Pen) é necessariamente feito em duas partes, a sua preparação (estática), e a sua execução (dinâmica).

Tudo isso está bem claro nos Cobridores dos respectivos graus que se encontram nos rituais em vigência. No Ritual de Aprendiz do 1º Grau do REAA, página 39, consta: "Obrigatoriamente o Sinal de Ordem será desfeito pelo Sinal Gutural; ainda nesse mesmo Ritual, página 203, consta: "Desfazer o Sinal - Em qualquer condição, o Sinal de Ordem é desfeito pelo Sinal Penal". No Ritual de Companheiro, dele a página 20 consta: "Desfaz-se o Sinal de Ordem obrigatoriamente pelo Sinal Penal [Cord]; todas as saudações em Loja são feitas pelo Sinal Penal. No Ritual de Mestre Maçom, dele a página 40, consta: "Em qualquer situação, a Saudação Maçônica se faz pelo Sinal Penal do Grau; para se desfazer o Sinal de Ordem, obrigatoriamente, faz-se pelo Sinal Penal".

Acredito que mais claro do que tudo isso é impossível. Quem fizer o contrário do que está previsto, estará simplesmente afrontando o ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

terça-feira, 10 de março de 2026

REVESTIR O AVENTAL

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Giovani Bolina, Loja Amor e Luz, 1159, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

AVENTAL

 

Nossa dúvida é em relação ao uso do avental pelo Ir Comp na sessão de Exaltação. O Irmão 1º Exp ao examinar o Ir Comp (pág. 112 do ritual) arranca-lhe o av e após deixa sobre a mesa do Irmão 1º Vig. E assim segue a ritualística. Porém, na pág. 150, no momento em que o Mestre de Cerimônias irá vestir o Ir com av e faixa de Mestre, diz que “só retira o av de Comp do novo Mestre depois de ter vestido, por cima, o av do 3 grau”.

A dúvida é, o Irmão já não estava sem o av de Comp?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quanto ao avental retirado do Candidato pelo 1º Exp, e o vestir do avental de Mestre Maçom no recém exaltado, remeto-o à página 141 do Ritual do 3º Grau.

Observe, então, que o Respeitab Mestre em determinado momento da cerimônia solicita ao M de CCer que conduza o Candidato para fora do Templo a fim dele recompor seu vestuário, inclusive vestir novamente o seu avental de Comp, o qul havia sido anteriormente retirado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA II - REAA

Em 06/11/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA

 

Mais uma vez conto com seus esclarecimentos.

A palavra estando nas colunas, Norte ou Sul, após todos os irmãos falarem, os Vigilantes ao fazerem uso da mesma, solicitam ao Venerável Mestre autorização, se sim, como devem proceder?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Um Vigilante pede a palavra ao Ven Mestre dando um golpe de malhete. Para autorizá-lo, o Ven também dá um golpe de malhete.

               Quando se tratar da Pal a B da O em G e do Q em Part, o Vig não precisaria pedir a palavra, a despeito de que a mesma já se encontra na sua coluna.

Ocorre, entretanto, que ficava vago, ou pelo menos parecia ficar, que o Vig por sua conta começasse a fazer uso da palavra. Assim, optou-se por ele dar um golpe de malhete avisando que ele vai fazer uso da palavra naquele instante. Por sua vez, acusando o aviso do Vig, o Ven também dá um golpe de malhete.

É por isso que costumeiramente o Vig, mesmo com a palavra na sua coluna, para usar da mesma, dá um golpe de malhete, obtendo a imediata réplica do Ven Mestre.

Por convenção, um Vig só faz uso da palavra depois que reinar completo silêncio na sua coluna, o que quer dizer que ele fala sempre por último.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

 

SOLICITANDO A PALAVRA NAS COLUNAS

Em 06.11/2025 o Respeitável Irmão Pedro Bolis Junior, Loja Barão de Ramalho, 1254, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

SOLICITANDO A PALAVRA

 

Tenho realizado muitas visitas às Lojas de minha região e observo que alguns procedimentos estão sendo realizados de maneiras diferentes o que provocou essa minha dúvida.

O que observei foi que nos vários momentos da sessão em que o Ven Mestre passa a palavra nas colunas, através dos Vigilantes, em algumas Lojas (do GOB) quando da manifestação do interesse do irmão em fazer uso da palavra, solicita ao Vigilante e este bate o malhete em seguida o Ven Mestre bate o malhete e autoriza o uso da palavra verbalmente ou somente batendo o malhete.

Entendo que se o Ven Mestre disse que a palavra será concedida nas colunas pelos Vigilantes, estes podem autorizar sem pedir ao Ven Mestre.

Qual sua orientação quanto a autorização do uso da palavra nas colunas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não está escrito em lugar nenhum nos rituais do REAA a existência dessa verdadeira "batucada" para se autorizar o uso da palavra nas colunas pelos VVig.

              Apenas os VVig é que ao pedirem a palavra ao Ven Mestre, o fazem dando um golpe de malhete. O Ven Mestre, para autorizar, responde da mesma forma.

Já nas colunas é consagrado o uso de se pedir a palavra ao respectivo Vigilante. Como a palavra já está posta na coluna, o Vigilante simplesmente autoriza dizendo: "Podeis falar, meu Irmão", ou algo nesse sentido. Nessa ocasião não existe golpe de malhete algum.

Como, por ordem do Ven Mestre, os VVig é que colocam e concedem a palavra em cada coluna, obviamente que o Ven não precisa mais dar nenhum golpe de malhete.

Sendo assim, reitera-se: não existem esses golpes de malhete na concessão da palavra aos Irmãos das colunas.

Por fim, o lamentável de tudo isso tudo é que mesmo o ritual fornecendo uma liturgia fluente e objetiva, mesmo assim alguns insistem em complicá-la.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

CIRCULAÇÃO E A ESTRELA

Em 05/11/2025 o Respeitável Irmão André Soares, Loja Sol e Liberdade, 2897, REAA, GOB-SP, Oriente de Tupã, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

CIRCULAÇÃO

 

Em uma das palestras proferidas pelo Irmão, foi mencionado que a circulação, em Loja, tanto do Saco de Propostas e Informações quanto do Tronco de Beneficência, seguiria o formato de uma estrela de cinco pontas, envolvendo o Ven, o 1º Vig, o 2º Vig, o Orad e o Secr.

Estou preparando um trabalho sobre o tema da circulação em Loja, mas não encontrei nenhuma referência bibliográfica a respeito. O Irmão poderia, por gentileza, indicar uma fonte que trate desse assunto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata de uma estrela com cinco pontas, mas com seis, já que a mesma se refere à abordagem sequencial dos seis primeiros cargos ocupados pelo Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr e Cobr Interno. Esta é sequência de abordagem  que consta no ritual vigente do REAA no GOB.

No REAA, para se abrir uma Loja, primeiro é preciso que estejam presentes no mínimo as três Luzes da Loja (dirigentes), o Orad (Guarda da Lei), o Secr (registra os trabalhos), o Cobr Interno (cuida da segurança dos trabalhos - Landmark do sigilo) e o M de CCer (cuida da fluidez dos trabalhos - beleza).

              A questão da formação da estrela com seis pontas, na verdade não passa de mais uma invencionice, até porque que seria preciso muita imaginação para ligar esses cargos dispostos pelo templo e formar uma perfeita estrela hexagonal constituída por dois triângulos equiláteros sobrepostos (Selo de Davi). Só para ilustrar, um triângulo equilátero tem os três lados iguais e ângulos internos como 60 graus cada um.

Essa construção triangular apenas fez parte do imaginário anacrônico de alguns autores que imaginavam a formação de uma estrela hexagonal perfeita durante a perambulação, pela Loja, do M de CCer ou do Hospitaleiro.

No tocante a essa circulação, sem imaginação, a abordagem se dá simplesmente nos seis primeiros cargos imprescindíveis que, somados ao do M de CCer totaliza o número de sete Mestres maçons, que é o número mínimo de Mestres previstos para se abrir uma Loja (Art. 96, XXII do RGF).

Assim, reitera-se, a suposta estrela formada pela ligação desses cargos não passa de um artifício imaginoso que foi utilizado no passado. Não faz nenhum sentido na Moderna Maçonaria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

Em 05.11.2025 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

 

VERIFICAÇÃO

 

Surgiu uma dúvida na página 31 do ritual de companheiro (REAA).

"Os VVig (sem malhete) percorrem cada qual a sua Col e tomam de cada um, o Sin, o Toq e a Pal Sagr de Comp, menos dos IIr que estiverem ocupando cargos”.

Dúvida: no momento de pegar a Palavra Sagrada, deve ser feita igual à do cobridor do grau na página 20? Ou dá-lhe as duas sílabas, como é no momento de passar a palavra sagrada para o Diácono (pág. 36).

Não sei se conseguir ser claro, fico no aguardo 

 

CONSIDERAÇÕES

 

O exame feito pelos Vigilantes na abertura da Loja no 2º Grau se trata de um telhamento simples, a despeito de que todos os presentes na Loja são Irmãos conhecidos, ou pelo menos já foram reconhecidos na Sala dos PP PP antes do ingresso no Templo. Essa verificação é mais de viés iniciático do que propriamente de reconhecimento.

                 Em assim sendo, estando o Vigilante frente a frente com o examinado, ambos primeiro se colocam à Ord como Comp e imediatamente desfazem o sinal pelo gesto penal; a seguir, ambos, de mãos direitas dadas, cada um por si e ao mesmo tempo, dão o Toque de Companheiro um no outro; ato seguido, o Vigilante, que é o examinador, crava a unha no lugar indicado pelo ritual e dá imediatamente, no ouv dir do examinado, a primeira sílaba da Pal Sagr, dele recebendo, logo a seguir, a outra sílaba da Palavra. É só isso, lembrando que nessa ocasião não há nenhum interrogatório.

Vale ressaltar que é sempre o examinador (Vigilante) que dá a primeira síl da pal nessa oportunidade.

Para concluir, lembra-se que a verificação feita por cada um dos Vigilantes se inicia diretamente no 2º Grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

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MAR/2026