segunda-feira, 6 de julho de 2026

ATIVIDADE DOS DIÁCONOS NO REAA

Em 01/05/2026 o Respeitável Irmão Luiz Augusto F. G. Castro, Loja Estrela Flamígera, 2069, REAA, GOB-SP, Oriente de Barretos, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

ATIVIDADE DOS DIÁCONOS

 

Praticamos o REAA e venho pedir sua ajuda no esclarecimento de uma dúvida: a circulação em Loja é estabelecida após o Ven determinar abertura dos trabalhos e os sinais são feitos somente após a abertura do L L. Em assim sendo, na abertura dos trabalhos quando o 1º Diácono leva a palavra ao Ir 1º Vig, ele deve observar a circulação, mas fica dispensado de sinais e saudações quando sai e entra no Or, ou seja, caminha normalmente descendo os degraus sem meneios. Estou correto no meu entendimento? Agradeço desde já a atenção do Ir. Abraços Fraternos

 

CONSIDERAÇÕES

 

             O Irmão está correto no seu raciocínio, pois como a Loja ainda não está definitivamente aberta, mas em processo de abertura, os Diáconos exercendo o ofício de mensageiros na transmissão da palavra, obedecem à circulação horária, mas não fazem sinal e nem parada formal. Isso está bem claro no ritual.

Vale esclarecer que o único momento em que é feito sinal antes da Loja estar aberta é quando o 1º Vig, em Loja de Aprendiz, faz do seu lugar a verificação para se certificar se todos nas CCol são maçons. No mais, sinais e parada formal somente são feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

PARAMENTOS DE UM IRMÃO VISITANTE

Em 26.04.2026 o Respeitável Irmão Júlio Caldas, Ven Mestre da Loja Perseverança, 159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, solicitando esclarecimentos.

 

VISITANTE E OS PARAMENTOS

 

Espero que o irmão esteja muito bem. Entro em contato, pois tivemos uma situação nesta semana em que um irmão do quadro, infelizmente, interpelou um irmão Aprendiz visitante, do Rito de York, por ter participado da sessão com seu avental com a abeta abaixada. Entendo que o irmão Aprendiz não errou, pois durante a sessão participou ritualisticamente de acordo com o REAA. O irmão poderia me orientar sobre como proceder? Pergunto, pois os Aprendizes são nossas joias e também entendo que não tem cabimento interpelar um irmão visitante.

 

CONSIDERAÇÕES

 

O Irmão que interpelou o Aprendiz visitante está no mínimo equivocado. Quando interpelada, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB tem orientado para que Irmãos visitantes em visita a outras Lojas compareçam paramentados conforme o seu rito, não havendo necessidade de que ele obrigatoriamente precise se apresentar com as alfaias do rito da Loja que ele irá visitar. Assim, um visitante do Rito de York visitando uma Loja do REAA, usa os paramentos do Rito de York; um Irmão visitante do Rito Adonhiramita visitando uma Loja do Rito Schröder, veste as alfaias do Rito Adonhiramita, e assim por diante.

O que o Ir visitante de fato não pode é se utilizar de práticas ritualísticas do seu rito inserindo-as na liturgia dos trabalhos que estão sendo executados pela Loja visitada, o que, diga-se de passagem, não é o caso dos paramentos.

             No caso mencionado na questão, diferente do REAA, o Aprendiz do Rito de York usa o seu avental com a abeta abaixada e assim ele, como visitante, deve se apresentar em qualquer Loja de outro rito. Isso é racional e pacífico, mormente porque essa diferença não interfere no andamento litúrgico da sessão – não distorce o dinamismo das práticas ritualísticas que estão sendo seguidas conforme o ritual.

Sendo assim, recomenda-se que isso seja, na medida do possível, explicado em instrução nas Lojas, o que certamente evitará situações constrangedoras, como a relatada na sua questão venham acontecer.

Ao concluir, vai aqui ainda uma importante observação relacionada ao traje do visitante, mais precisamente sobre o uso do balandrau. Nesse caso, o visitante deve se certificar se o rito da Loja visitada admite o seu uso. Caso ele não seja admitido, o Ir visitante deve respeitar a regra, se apresentando vestido conforme a legislação - terno, camisa branca, gravata preta, etc. Vale ressaltar que nos ritos que admitem o uso do balandrau, o mesmo somente é admitido em sessões ordinárias.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

domingo, 5 de julho de 2026

LUZES DA LOJA - AUSÊNCIA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Phelipe Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, apresenta a seguinte pergunta:

 

LUZES DA LOJA

 

Qual a orientação sugerida para uma situação rara, no caso uma loja tem naquele dia da reunião específico a falta das LL (Ven, 1º e 2º VVig), todavia ela possui o quórum necessário para ocorrer reunião. Neste caso, o recomendado tendo quórum é que ela ocorra, pois possui 7 MM? Ou devido aos eleitos para os cargos (Ven, 1º e 2º VVig) não estando presente é interessante que ela não ocorra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que essa não é uma questão de liturgia e ritualística, pois se trata de uma situação em que todas as três Luzes, eleitas para dirigir a Loja, não estão presentes.

No caso desta hipotética situação, o que eu posso é apenas dar a minha opinião.

               À vista disso, penso que diante da falta das três Luzes, que são os componentes principais da diretoria da Loja, a Oficina nem mesmo deveria ser aberta. No entanto, ao que me consta essa possibilidade não está prevista na legislação maçônica, razão pela qual seja possível que se estiverem presentes sete Mestres Maçons, dos quais um Mestre Instalado da Loja, os trabalhos podem ser abertos.

A Loja então seria aberta nessa condição, desde que todos os Mestres Maçons presentes sejam obreiros do GOB (Art.º 229 do RGF), não se admitindo, nessa qualidade, que Mestres Maçons visitantes de outras Obediências, mesmo que reconhecidas pelo GOB, ocupassem qualquer cargo.

Creio que assim seja possível precariamente se abrir a Loja, tendo o Mestre Instalado da Loja como o Venerável Mestre, e os demais Mestres Maçons (do GOB) preenchendo os cargos de Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias.

Ainda, sob a égide do bom senso, eu recomendaria que uma Loja nessa condição evitasse discussões de temas passíveis de votação, assim como a deliberação de matérias sensíveis que exijam da presença dos titulares de ofício nos seus cargos.

É isso que eu penso.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

COMISSÃO DE RECEPÇÃO E RETIRADA DA BANDEIRA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Douglas Marcheti, Loja Estrela de Adamantina, 1340, REAA, GOB-SP, Oriente de Adamantina, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

 

Sou Mestre de Cerimônias e faço a entrada da Bandeira, nas sessões magnas dessa forma: retiro o quadro, e saio e entro com duas fileiras Norte e Sul formando 13 membros, nas devidas colunas, porém sem giro, sai e entra cada qual em suas colunas. Está correto?

Obs.: na saída da balaustrada na saudação eu e a Guarda abaixa as espadas durante a saudação, após saudação normal. Na saída, da mesma forma, sem giro. No término, volto o quadro e segue a sessão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em se tratando do REAA, durante a entrada e saída da Bandeira Loja estará aberta, portanto a circulação horária deve ser observada. Por primeiro entram, respeitando a circulação, os seis primeiros membros da comissão que se postarão ao Sul. Em seguida entram os outros sete membros que se colocarão ao Norte. Posicionada a Comissão de 13 Membros, ingressa o Porta-Bandeira, munido do Lábaro e escoltado pela Guarda de Honra.

                 No encerramento, para a retirada da Bandeira, a Comissão de Recepção e Retirada se coloca novamente como fora feito no ingresso. Durante a saudação à Bandeira, a Guarda de Honra abate espadas, voltando depois para ombro-arma durante o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o dispositivo, seguido da Guarda de Honra, se retira com a Bandeira para fora do Templo. O Mestre de Cerimônias deve atentar para a circulação horária durante esses procedimentos.

Assim, reitera-se: procede-se com a circulação porque a Loja está aberta.

NOTA – Toda a ritualística para o ingresso e saída do Pavilhão Nacional encontram-se no Decreto 1476/2016, que dispõe sobre o cerimonial para o ingresso e saída da Bandeira Nacional nas sessões magnas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

USO DO BASTÃO II

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Josué Camargo, Loja Adonai, 58, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimento.

 

USO DO BASTÃO

 

Tenho acompanhado seu BLOG, gosto da forma direta e simples que conduz os temas.

Não sei bem, se posso "abusar" um pouco do irmão, pedindo a seguinte ajuda, quando ao cargo "Mestre de Cerimônias".

1 - A circulação em Loja, quando se movimenta, deve ser realizada sempre com o uso do bastão? Ou só na condução do Ven Mestre na entrada e saída do templo e na condução dos demais irmãos (quando necessário)?

2 - Quando carrega consigo algum material/papel, deve também circular com o bastão?

3 - Quando sobe ao Oriente, se portando o bastão, faz algum sinal ao Ven Mestre, com a cabeça, ou com o bastão?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

             Antes, vale a pena salientar que os meus comentários a seguir prendem-se à originalidade litúrgica do REAA, com suas práticas mais consagradas. Lembro que é preciso seguir o ritual aprovado e vigente da Obediência, mesmo que ele seja contraditório às minhas respostas.

1 – O costume consagrado no porte do bastão pelo Mestre de Cerimônias é de que ele sempre o usa esse quando estiver conduzindo alguém em Loja, não somente o Venerável Mestre, mas qualquer Irmão durante os trabalhos. É oportuno lembrar que o guia vai sempre à frente do seu conduzido.

2 – Não estando Mestre de Cerimônias exercendo o ofício de conduzir alguém pela Loja, mas estiver levando na(s) mão(s) algum outro objeto ou expediente de tralho ele não usa o bastão.

3 - O Mestre de Cerimônias, estando munido do bastão, ao ingressar no Oriente faz apenas uma parada rápida e formal. Em uma parada rápida e formal, o titular não esboça nenhum movimento com o bastão, não faz inclinação com o corpo e nem improvisa meneios com a cabeça.

Todas essas orientações podem ser encontradas meu Blog. Nele existem atualmente publicadas mais de duas mil respostas.

 

TFA

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

SUBSTITUTO LEGAL NO ESCRUTÍNIO SECRETO

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Rondineli A. Ferreira de Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

SUBSTITUTO LEGAL

 

Por gentileza, na ausência do Venerável Mestre, o 1° Vigilante pode proceder com o Escrutínio Secreto? Haja visto não ser sessão Magna e não ter uso da espada.

 

CONSIDERAÇÕES P/REAA/GOB

 

            Consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, pág. 213, que o 1º Vigilante, nas sessões ordinárias, é o substituto do Venerável Mestre. Também consta no RGF, Art. 120, I – "substituir o Venerável Mestre de acordo com o Estatuto ou o Ritual (o grifo é meu)".

À vista disso, é perfeitamente exequível que no REAA o 1º Vigilante, atuando como substituto legal do Venerável Mestre, presida os trabalhos durante a realização de um Escrutínio Secreto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sexta-feira, 3 de julho de 2026

SIGNOS DO ZODÍACO - A COR DAS COLUNAS

Em 22/04/2026 o Respeitável Irmão Jorge Gonçalves, Loja 7 de Setembro, 01, REAA, GLMES (CMSB), Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, solicita orientações.

 

SIGNOS DO ZODÍACO

 

Meu irmão Pedro Juk, há muito acompanho seu blog, sempre procurando estudar e compreender melhor a maçonaria e principalmente o REAA que pratico na Loja onde sou filiado.

Estamos reformando o templo e surgiu uma dúvida: alguns irmãos entendem que os signos tem uma cor obrigatória em referência aos elementos terra, água, ar e fogo, contudo não encontro nenhuma informação, texto ou algo que fundamente isto.

Poderia nos ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Embora alguns autores da vertente mística de Maçonaria ainda insistam em apontar matizes específicos para os elementos alquímicos Terra, Ar, Água e Fogo e os emblemas zodiacais, na verdade, quando se trata do REAA não existe nenhuma regra ou recomendação oficial nesse sentido.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente não existiam colunas zodiacais distribuídas pelas paredes do templo. Inicialmente as constelações do Zodíaco apareciam representadas apenas na base da abóbada decorada, seis ao Norte e seis ao Sul. Eram parte dos primórdios da decoração estelar do teto.

Mais tarde, com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX, foram então criadas as colunas zodiacais. Uma a uma, formadas por elementos colunares seccionados longitudinalmente, passaram a aparecer encravadas nas paredes Norte e Sul do templo. Cada qual projetando uma das constelações do Zodíaco que costumeiramente ficava na base da abóbada.

         Assim, essas colunas passaram a indicar o caminho do iniciado pelos topos do Norte e do Sul. Na verdade simbolicamente marcam a revolução anual do Sol e a vida e morte da Natureza.

Sem uma ordem de arquitetura oficialmente definida, essas meias-colunas verticais caneladas têm, cada qual um capitel com respectivo o seu símbolo zodiacal.

No tocante às cores dessas colunas, primitivamente nunca houve qualquer orientação do rito sobre isso. Provavelmente, sob a égide de crenças particulares é que mais tarde alguns autores começariam a propagar suas opiniões “achando” cores específicas para esses elementos alegóricos.

A bem da verdade, no REAA essa alegoria zodiacal, que se serve de perambulações (viagens) associadas aos elementos alquímicos da Natureza, foram herdados do Rito Moderno, ou Francês, mormente quando essas práticas ritualísticas foram extintas dos seus rituais na ocasião em que houve a grande reforma no rito “sete graus” operada pelo Grande Oriente da França.

Graças as características iniciáticas do REAA, esses elementos zodiacais, retirados do Rito Moderno, logo acabariam consagrados no escocesismo como importantes elementos doutrinários e identitários do seu simbolismo.

Por fim, ainda no tocante à cor que deve prevalecer nas colunas e capitéis zodiacais, o que se tem visto com frequência é uma composição de branco e dourado, e até na cor bronze, todavia essa não é uma orientação oficial, senão um critério de escolha. O simbolismo iniciático autêntico não prevê cor específica para essas colunas e seus adereços.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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JUL/2026