terça-feira, 17 de março de 2026

PARADA FORMAL

Em 12/11/2025 o Respeitável Irmão Adilson Godoy de Carli, Loja Barão de Ramalho, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

PARADA FORMAL

 

Antes de iniciar, gostaria de expressar minha gratidão pela sua atenção e parabenizá-lo pelo excelente trabalho apresentado no blog. Estou buscando esclarecimentos sobre alguns pontos específicos do ritual e procedimentos maçônicos. A minha dúvida é a seguinte:

É praxe que o Irmão, sempre que estiver de pé em Loja, permaneça ao Sinal de Ordem. Sabe-se, igualmente, que se realiza uma parada formal antes de adentrar o Oriente.

Diante disso, considerando que o Irmão esteja com as mãos livres (não portando objetos), indaga-se: é necessário executar o Sinal de Ordem durante a referida parada para acessar o Oriente?

De modo análogo, é preciso fazê-lo antes de o Irmão tomar assento?

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Parada formal somente se faz quando alguém, em Loja aberta, estiver com as mãos ocupadas e for ingressar ou sair do Oriente. Nesse caso, deverá fazer uma parada rápida e formal, sem inclinação com o corpo e nem meneios com a cabeça. Essa parada formal é dirigida ao Venerável Mestre.

Nessa mesma conjuntura, se as mãos estiverem livres, então presta-se a saudação ao Ven Mestre pelo Sinal de Ordem do Grau. Note que tudo isso está claramente escrito no ritual.

Vale a pena observar que em Loja aberta, aquele que ingressar ou sair do Oriente, obrigatoriamente deve saudar o Ven Mestre. Para tal, assim que se adentre ao Oriente, faz-se a saudação pelo sin. Concluída a mesma, segue-se imediatamente no deslocamento. Obviamente que no ato da saudação pelo sinal, fica-se à Ord, portanto parado, pois não se faz sinal durante a perambulação pela Loja.

Quanto à parada formal em si, ela somente ocorre se no momento a(s) mão(s) estiver(em) ocupada(s).

No que diz respeito àquele que retorna ao seu lugar vindo de um deslocamento pela Loja, senta-se diretamente, não fazendo nenhum sinal.

Em Loja aberta, quem estiver no seu lugar em pé e parado, deverá se colocar à Ordem. Nesse caso, antes de se sentar novamente deve desfazer o Sinal de Ordem pelo Sinal Penal (isso não é saudação).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

 

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA E APROVAÇÃO DE ATA

Em 11/11/2025 o Respeitável Irmão Thadeu Ortona, Loja Marques de Pombal, 1220, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

 

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA

 

Tenho uma dúvida: no REEA, quando abrimos a sessão ordinária em grau 1, e transformamos a Loja para Grau 2, podemos ler uma ata de grau 2?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Loja transformada temporariamente para uma determinada finalidade não cabe leitura e aprovação de Ata de outra sessão, mesmo que do mesmo grau para a qual ela fora transformada.

Aprovação de Ata de uma sessão ordinária normal deve ser feita no período indicado pelo Ritual em Loja aberta de uma sessão ordinária normal que ocorre imediatamente após aquela que gerou a Ata.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2026

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

Em 11/11/2025 o Respeitável Irmão Nivaldo Guirao Vera, Loja Vigilantes da Fraternidade, REAA, GOB-SC, Oriente de Botuverá, Estado de Santa Catarina, apresenta as seguintes questões:

 

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

 

Respeitável Irmão Pedro Juk, gratidão por toda a Luz que emana em seus preciosos comentários. Tomo a liberdade para fazer alguns questionamentos.

Questões:

1-) No tempo de estudos, o Aprendiz e o Companheiro são obrigados a fazer leitura, somente, entre colunas?

2) Após a leitura do trabalho, é proibido haver qualquer tipo de debate ou comentário? Se
possível, quando é realizado?

3-) Somente o Orador pode comentar o trabalho apresentado pelo Aprendiz e Companheiro?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Não há obrigatoriedade. Inclusive, nesse particular recomenda-se que a apresentação de trabalhos, leituras de textos e outros congêneres sejam feitos do próprio lugar do apresentante na Loja. Não há o porquê de se deslocar para entre colunas para fazer apresentações.

2 - Respeitando-se o tempo de 30 minutos previstos para o Tempo de Estudos no ritual, o Ven Mestre ordeiramente pode até dispensar o giro da palavra em caso de haver debates e arguições – inclusive, isso está previsto no ritual.

3 – Não está previsto em lugar nenhum que apenas o Orad pode tecer comentários a respeito. Com critério e atenção ao tempo previsto, outros irmãos podem arguir ou comentar. Inclusive, é de bom alvitre que o Vig instrutor sempre se manifeste sobre a apresentação.

ATENÇÃO: Essas são condutas para simples apresentação de trabalhos e outros afins do gênero. Quando se tratar de atividades correlatas a procedimentos para aumento de salário, atentar para o que prevê o Diploma Legal (RGF) nos artigos pertinentes às "colações de graus".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

quarta-feira, 11 de março de 2026

DISPOSITIVO DA BANDEIRA E O USO DE LUVAS

Em 09/11/2025 o Respeitável Irmão Robson Augusto Apolinário, Loja Liberdade e Justiça, 3837, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

RECEPÇÃO À BANDEIRA

Estimado irmão, peço uma orientação a respeito da formação da Guarda de Honra, para sessões magnas, recepção ao Pavilhão Nacional.

São 13 mestres que se postam nas Colunas. É necessário o *uso de luvas* para tal função. Desde já agradeço a atenção.

CONSIDERAÇÕES.

Isso vai depender do rito que a Loja pratica. No caso dela ser praticante do REAA, não está mais previsto o uso de luvas para os integrantes da comissão de recepção, da guarda de honra e para o próprio Porta-Bandeira.

O Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o cerimonial para ingresso e saída do Pavilhão Nacional, não menciona o uso de luvas para o dispositivo e nem para a comissão de recepção.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

SINAL DO GRAU - REAA

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Júnior, Loja Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos.

 

SINAL DO GRAU

 

Gostaria de tirar uma dúvida e, se possível, pedir sua orientação.

Não compreendo como ainda existem IIr que insistem em contrariar a orientação já esclarecida em oportunidades anteriores. Para mim, esse assunto estava totalmente pacificado desde os rituais de 2009, pois sempre entendi — com base em suas explicações — que não é permitido desfazer o sinal de um Grau passando diretamente ao sinal do Grau seguinte, seja deixando a mão cair, seja por qualquer outro movimento improvisado ou não previsto no Ritual.

Ou seja: o sinal deve ser finalizado e desfeito exclusivamente pela penal do próprio Grau.

Sempre interpretei dessa forma — e assim tenho orientado em Loja — porque os sinais não são meros gestos mecânicos, mas expressões ritualísticas com profundo significado iniciático e simbólico.

Com a publicação do novo Ritual de 2024, tal entendimento tornou-se ainda mais explícito, pois nele está expressamente determinado que o sinal somente pode ser desfeito pela penal ritualística do próprio Grau (1º, 2º ou 3º).

Contudo, alguns IIr insistem em afirmar que o sinal pode ser desfeito de forma direta, ignorando a pena ritualística, o que contraria frontalmente o texto do Ritual e a doutrina consolidada.

Dessa forma, peço respeitosamente:

- Poderia confirmar, de forma inequívoca, que o procedimento correto é obrigatoriamente desfazer o sinal pela penal do Grau correspondente, não sendo permitido desfazê-lo de outra maneira?

- Poderia também indicar em qual parte dos Rituais (1º, 2º e 3º Graus — edição 2024) essa determinação está registrada, para que eu possa apresentar sua resposta ipsis litteris e, assim, encerrar essa discussão com os IIr que insistem em contrariar a doutrina ritualística?

Sua orientação será de grande valia para cessar interpretações equivocadas e assegurar a correta observância do Ritual, preservando a harmonia, o respeito e a uniformidade dos trabalhos.

Agradeço desde já sua atenção, paciência e dedicação em nos instruir.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Infelizmente ainda existem Irmãos que aprenderam errado e não fazem questão de instruir-se na forma correta, mesmo que o ritual traga a orientação do que deve ser feito.

Aliás, o maçom, que mediante promessa se comprometeu a seguir o ritual em vigência, se não o fizer, no mínimo estará desrespeitando a Lei.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

A execução do Sin do Grau ocorre em duas etapas, ou fases. Uma depende da outra. Assim, a omissão de uma delas seria o mesmo que se fazer o sin pela metade. Fazer o sin pela metade não está previsto no ritual.

À vista disso, ensina-se que o Sin do Gr possui duas partes, sendo a primeira parte a correspondente ao Sin de Ord, que é ato de se preparar para executar o Sin Pen, enquanto que a segunda parte é propriamente a execução do Sin Pen do Grau. Dependendo do grau simbólico, o Sin Pen também pode ser chamado de Sin Gut, Cord ou Ventr∴.

Graças a isso é que o Sin do Gr (de Ord e Pen) é necessariamente feito em duas partes, a sua preparação (estática), e a sua execução (dinâmica).

Tudo isso está bem claro nos Cobridores dos respectivos graus que se encontram nos rituais em vigência. No Ritual de Aprendiz do 1º Grau do REAA, página 39, consta: "Obrigatoriamente o Sinal de Ordem será desfeito pelo Sinal Gutural; ainda nesse mesmo Ritual, página 203, consta: "Desfazer o Sinal - Em qualquer condição, o Sinal de Ordem é desfeito pelo Sinal Penal". No Ritual de Companheiro, dele a página 20 consta: "Desfaz-se o Sinal de Ordem obrigatoriamente pelo Sinal Penal [Cord]; todas as saudações em Loja são feitas pelo Sinal Penal. No Ritual de Mestre Maçom, dele a página 40, consta: "Em qualquer situação, a Saudação Maçônica se faz pelo Sinal Penal do Grau; para se desfazer o Sinal de Ordem, obrigatoriamente, faz-se pelo Sinal Penal".

Acredito que mais claro do que tudo isso é impossível. Quem fizer o contrário do que está previsto, estará simplesmente afrontando o ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

terça-feira, 10 de março de 2026

REVESTIR O AVENTAL

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Giovani Bolina, Loja Amor e Luz, 1159, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

AVENTAL

 

Nossa dúvida é em relação ao uso do avental pelo Ir Comp na sessão de Exaltação. O Irmão 1º Exp ao examinar o Ir Comp (pág. 112 do ritual) arranca-lhe o av e após deixa sobre a mesa do Irmão 1º Vig. E assim segue a ritualística. Porém, na pág. 150, no momento em que o Mestre de Cerimônias irá vestir o Ir com av e faixa de Mestre, diz que “só retira o av de Comp do novo Mestre depois de ter vestido, por cima, o av do 3 grau”.

A dúvida é, o Irmão já não estava sem o av de Comp?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quanto ao avental retirado do Candidato pelo 1º Exp, e o vestir do avental de Mestre Maçom no recém exaltado, remeto-o à página 141 do Ritual do 3º Grau.

Observe, então, que o Respeitab Mestre em determinado momento da cerimônia solicita ao M de CCer que conduza o Candidato para fora do Templo a fim dele recompor seu vestuário, inclusive vestir novamente o seu avental de Comp, o qul havia sido anteriormente retirado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA II - REAA

Em 06/11/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA

 

Mais uma vez conto com seus esclarecimentos.

A palavra estando nas colunas, Norte ou Sul, após todos os irmãos falarem, os Vigilantes ao fazerem uso da mesma, solicitam ao Venerável Mestre autorização, se sim, como devem proceder?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Um Vigilante pede a palavra ao Ven Mestre dando um golpe de malhete. Para autorizá-lo, o Ven também dá um golpe de malhete.

               Quando se tratar da Pal a B da O em G e do Q em Part, o Vig não precisaria pedir a palavra, a despeito de que a mesma já se encontra na sua coluna.

Ocorre, entretanto, que ficava vago, ou pelo menos parecia ficar, que o Vig por sua conta começasse a fazer uso da palavra. Assim, optou-se por ele dar um golpe de malhete avisando que ele vai fazer uso da palavra naquele instante. Por sua vez, acusando o aviso do Vig, o Ven também dá um golpe de malhete.

É por isso que costumeiramente o Vig, mesmo com a palavra na sua coluna, para usar da mesma, dá um golpe de malhete, obtendo a imediata réplica do Ven Mestre.

Por convenção, um Vig só faz uso da palavra depois que reinar completo silêncio na sua coluna, o que quer dizer que ele fala sempre por último.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026