terça-feira, 10 de março de 2026

REVESTIR O AVENTAL

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Giovani Bolina, Loja Amor e Luz, 1159, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

AVENTAL

 

Nossa dúvida é em relação ao uso do avental pelo Ir Comp na sessão de Exaltação. O Irmão 1º Exp ao examinar o Ir Comp (pág. 112 do ritual) arranca-lhe o av e após deixa sobre a mesa do Irmão 1º Vig. E assim segue a ritualística. Porém, na pág. 150, no momento em que o Mestre de Cerimônias irá vestir o Ir com av e faixa de Mestre, diz que “só retira o av de Comp do novo Mestre depois de ter vestido, por cima, o av do 3 grau”.

A dúvida é, o Irmão já não estava sem o av de Comp?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quanto ao avental retirado do Candidato pelo 1º Exp, e o vestir do avental de Mestre Maçom no recém exaltado, remeto-o à página 141 do Ritual do 3º Grau.

Observe, então, que o Respeitab Mestre em determinado momento da cerimônia solicita ao M de CCer que conduza o Candidato para fora do Templo a fim dele recompor seu vestuário, inclusive vestir novamente o seu avental de Comp, o qul havia sido anteriormente retirado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA II - REAA

Em 06/11/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA

 

Mais uma vez conto com seus esclarecimentos.

A palavra estando nas colunas, Norte ou Sul, após todos os irmãos falarem, os Vigilantes ao fazerem uso da mesma, solicitam ao Venerável Mestre autorização, se sim, como devem proceder?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Um Vigilante pede a palavra ao Ven Mestre dando um golpe de malhete. Para autorizá-lo, o Ven também dá um golpe de malhete.

               Quando se tratar da Pal a B da O em G e do Q em Part, o Vig não precisaria pedir a palavra, a despeito de que a mesma já se encontra na sua coluna.

Ocorre, entretanto, que ficava vago, ou pelo menos parecia ficar, que o Vig por sua conta começasse a fazer uso da palavra. Assim, optou-se por ele dar um golpe de malhete avisando que ele vai fazer uso da palavra naquele instante. Por sua vez, acusando o aviso do Vig, o Ven também dá um golpe de malhete.

É por isso que costumeiramente o Vig, mesmo com a palavra na sua coluna, para usar da mesma, dá um golpe de malhete, obtendo a imediata réplica do Ven Mestre.

Por convenção, um Vig só faz uso da palavra depois que reinar completo silêncio na sua coluna, o que quer dizer que ele fala sempre por último.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

 

SOLICITANDO A PALAVRA NAS COLUNAS

Em 06.11/2025 o Respeitável Irmão Pedro Bolis Junior, Loja Barão de Ramalho, 1254, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

SOLICITANDO A PALAVRA

 

Tenho realizado muitas visitas às Lojas de minha região e observo que alguns procedimentos estão sendo realizados de maneiras diferentes o que provocou essa minha dúvida.

O que observei foi que nos vários momentos da sessão em que o Ven Mestre passa a palavra nas colunas, através dos Vigilantes, em algumas Lojas (do GOB) quando da manifestação do interesse do irmão em fazer uso da palavra, solicita ao Vigilante e este bate o malhete em seguida o Ven Mestre bate o malhete e autoriza o uso da palavra verbalmente ou somente batendo o malhete.

Entendo que se o Ven Mestre disse que a palavra será concedida nas colunas pelos Vigilantes, estes podem autorizar sem pedir ao Ven Mestre.

Qual sua orientação quanto a autorização do uso da palavra nas colunas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não está escrito em lugar nenhum nos rituais do REAA a existência dessa verdadeira "batucada" para se autorizar o uso da palavra nas colunas pelos VVig.

              Apenas os VVig é que ao pedirem a palavra ao Ven Mestre, o fazem dando um golpe de malhete. O Ven Mestre, para autorizar, responde da mesma forma.

Já nas colunas é consagrado o uso de se pedir a palavra ao respectivo Vigilante. Como a palavra já está posta na coluna, o Vigilante simplesmente autoriza dizendo: "Podeis falar, meu Irmão", ou algo nesse sentido. Nessa ocasião não existe golpe de malhete algum.

Como, por ordem do Ven Mestre, os VVig é que colocam e concedem a palavra em cada coluna, obviamente que o Ven não precisa mais dar nenhum golpe de malhete.

Sendo assim, reitera-se: não existem esses golpes de malhete na concessão da palavra aos Irmãos das colunas.

Por fim, o lamentável de tudo isso tudo é que mesmo o ritual fornecendo uma liturgia fluente e objetiva, mesmo assim alguns insistem em complicá-la.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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MAR/2026

CIRCULAÇÃO E A ESTRELA

Em 05/11/2025 o Respeitável Irmão André Soares, Loja Sol e Liberdade, 2897, REAA, GOB-SP, Oriente de Tupã, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

CIRCULAÇÃO

 

Em uma das palestras proferidas pelo Irmão, foi mencionado que a circulação, em Loja, tanto do Saco de Propostas e Informações quanto do Tronco de Beneficência, seguiria o formato de uma estrela de cinco pontas, envolvendo o Ven, o 1º Vig, o 2º Vig, o Orad e o Secr.

Estou preparando um trabalho sobre o tema da circulação em Loja, mas não encontrei nenhuma referência bibliográfica a respeito. O Irmão poderia, por gentileza, indicar uma fonte que trate desse assunto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata de uma estrela com cinco pontas, mas com seis, já que a mesma se refere à abordagem sequencial dos seis primeiros cargos ocupados pelo Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr e Cobr Interno. Esta é sequência de abordagem  que consta no ritual vigente do REAA no GOB.

No REAA, para se abrir uma Loja, primeiro é preciso que estejam presentes no mínimo as três Luzes da Loja (dirigentes), o Orad (Guarda da Lei), o Secr (registra os trabalhos), o Cobr Interno (cuida da segurança dos trabalhos - Landmark do sigilo) e o M de CCer (cuida da fluidez dos trabalhos - beleza).

              A questão da formação da estrela com seis pontas, na verdade não passa de mais uma invencionice, até porque que seria preciso muita imaginação para ligar esses cargos dispostos pelo templo e formar uma perfeita estrela hexagonal constituída por dois triângulos equiláteros sobrepostos (Selo de Davi). Só para ilustrar, um triângulo equilátero tem os três lados iguais e ângulos internos como 60 graus cada um.

Essa construção triangular apenas fez parte do imaginário anacrônico de alguns autores que imaginavam a formação de uma estrela hexagonal perfeita durante a perambulação, pela Loja, do M de CCer ou do Hospitaleiro.

No tocante a essa circulação, sem imaginação, a abordagem se dá simplesmente nos seis primeiros cargos imprescindíveis que, somados ao do M de CCer totaliza o número de sete Mestres maçons, que é o número mínimo de Mestres previstos para se abrir uma Loja (Art. 96, XXII do RGF).

Assim, reitera-se, a suposta estrela formada pela ligação desses cargos não passa de um artifício imaginoso que foi utilizado no passado. Não faz nenhum sentido na Moderna Maçonaria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

Em 05.11.2025 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

 

VERIFICAÇÃO

 

Surgiu uma dúvida na página 31 do ritual de companheiro (REAA).

"Os VVig (sem malhete) percorrem cada qual a sua Col e tomam de cada um, o Sin, o Toq e a Pal Sagr de Comp, menos dos IIr que estiverem ocupando cargos”.

Dúvida: no momento de pegar a Palavra Sagrada, deve ser feita igual à do cobridor do grau na página 20? Ou dá-lhe as duas sílabas, como é no momento de passar a palavra sagrada para o Diácono (pág. 36).

Não sei se conseguir ser claro, fico no aguardo 

 

CONSIDERAÇÕES

 

O exame feito pelos Vigilantes na abertura da Loja no 2º Grau se trata de um telhamento simples, a despeito de que todos os presentes na Loja são Irmãos conhecidos, ou pelo menos já foram reconhecidos na Sala dos PP PP antes do ingresso no Templo. Essa verificação é mais de viés iniciático do que propriamente de reconhecimento.

                 Em assim sendo, estando o Vigilante frente a frente com o examinado, ambos primeiro se colocam à Ord como Comp e imediatamente desfazem o sinal pelo gesto penal; a seguir, ambos, de mãos direitas dadas, cada um por si e ao mesmo tempo, dão o Toque de Companheiro um no outro; ato seguido, o Vigilante, que é o examinador, crava a unha no lugar indicado pelo ritual e dá imediatamente, no ouv dir do examinado, a primeira sílaba da Pal Sagr, dele recebendo, logo a seguir, a outra sílaba da Palavra. É só isso, lembrando que nessa ocasião não há nenhum interrogatório.

Vale ressaltar que é sempre o examinador (Vigilante) que dá a primeira síl da pal nessa oportunidade.

Para concluir, lembra-se que a verificação feita por cada um dos Vigilantes se inicia diretamente no 2º Grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

RITOS E TEMPLOS MAÇÔNICOS

Em 02.11.2025 o Respeitável Irmão Cláudio Jr., Loja Padre Azevedo, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, solicita esclarecimentos.

 

TEMPLO MAÇÔNICO

 

Por favor, é possível uma loja do REAA funcionar ad infinitum em um templo, ativo, do Rito Adonhiramita?

Se positivo, é necessário autorização do Grão Mestrado? Quais as adaptações devem ser feitas quando as lojas do REAA se reunirem nesse templo, que por ser ativo do Rito Adonhiramita, não podem receber outras modificações que não a localização dos vigilantes?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Vamos ser práticos. Sim, um templo maçônico pode perfeitamente abrigar trabalhos individuais por rito. No entanto é preciso se levar em conta que cada rito possui suas particularidades ritualísticas, tais como a sua disposição mobiliária, topográfica e de decoração, tudo previsto em ritual vigente.

               Sendo assim, cada rito deve ter seu espaço específico de trabalho conforme prescreve a liturgia contida no seu ritual, dentre os eles, exatamente seguir o que menciona a
respectiva “Planta do Templo”.

Nessas condições, não há como um determinado rito trabalhe em um ambiente decorado e disposto de outro rito. É preciso antes adaptá-lo nos conformes do rito, caso contrário haverá descumprimento do ritual.

Não devem existir os tais "jeitinhos" e para isso segue-se impreterivelmente o que estiver indicado no ritual em vigência.

 

À vista disso, antes que uma Loja, de um determinado rito, ocupe um Templo para realizar os seus trabalhos, é preciso antes atentar para a viabilidade de adaptação.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

SESSÃO PÚBLICA - PROCEDIMENTOS

Em 01/11/2025 o Respeitável Irmão Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

joaomboim@gmail.com

 

SESSÃO PÚBLICA

 

Nossa loja faz aniversário e o Venerável Mestre está querendo fazer uma sessão com a presença de profanos, infelizmente não temos o costume de fazer isso, aí surgiram algumas dúvidas:

1 - Qual é a melhor forma pra fazer a abertura da loja ritualisticamente, SEM A PRESENÇA DE PROFANOS, dando entrada aos mesmos após a abertura ou pode fazer a ABERTURA COM OS PROFANOS ? Porque?

2 -No caso da ABERTURA COM OS PROFANOS, deve ser lido algum trecho da Bíblia? Se tiver qual seria o recomendado? E porquê?

3 - Se a loja for aberta com os profanos dentro do templo, o esquadro e compasso são colocados no Livro da Lei? Porque?

4 - É recomendado a circulação do tronco de beneficência ou ele não deve circular, e porquê? Caso tenha a circulação do tronco, seu produto deve ser anunciado e entregue a uma cunhada para que ela faça a beneficência que achar conveniente, ou o recomendado seria entregar pra uma cunhada sem o anúncio? Porque?

5 - O encerramento dos trabalhos deve ser da mesma forma, ou seja, se abriu seguindo a ritualística fecha do mesmo jeito, se abriu com os profanos dentro do templo fecha assim também!

Meu irmão, me desculpe os porquês, mas a dúvida não é só minha.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Devido ao grande número de sessões públicas realizadas pelas Lojas com a finalidade de se comemorar aniversários, datas cívicas, entregas de condecorações, homenagens, etc., não há como se elaborar um ritual para cada uma dessas finalidades. O custo seria demasiadamente dispendioso e certamente não atenderia cem por cento do asseio das Lojas. Sempre apareceria um novo motivo para a execução de uma sessão pública desse tipo.

Em vez disso, o GOB "sugere" que as Lojas usem como modelo o ritual de Homenagem ao Dia das Mães que se encontra no volume “Rituais Especiais” (Eventos Irrestritos), edição 2017 em vigência no GOB.

Nesse sentido, as Lojas que assim optarem devem adaptar este ritual para a finalidade desejada.

Vale ressaltar que essa é apenas uma sugestão da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, podendo, se a Loja preferir, abrir os trabalhos em Grau de Aprendiz com as devidas formalidades ritualísticas, entrando os convidados não maçons apenas na Ordem do Dia.

A seguir, as respostas às questões apresentadas:

1 - Obviamente que não se faz abertura ritualística na presença de profanos. Os convidados não iniciados devem aguardar na sala dos pp pp.

                 Assim, depois de abertos os trabalhos, ritualisticamente, o Ven Mestre comunica a dispensa dos sinais, toques e palavras e dá ingresso aos profanos - os do gênero feminino sentam-se na Coluna do Sul e os de gênero masculino na Coluna do Norte.

Procede-se então com as cerimônias previstas. Concluídas as mesmas, os convidados se retiram para o encerramento ritualístico dos trabalhos.

ATENÇÃO: como nas sessões magnas públicas há entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, é recomendável que os convidados não maçons assistam ao ingresso e saída da Bandeira. Nessa condição, seguir irrestritamente o Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial da Bandeira.

2 - Não se faz abertura ritualística com a presença de convidados não maçons. Assim, sem as suas presenças, primeiro abrem-se os trabalhos ritualisticamente no 1º Grau, para só depois se dar ingresso aos convidados não iniciados.

Como a Loja foi aberta ritualisticamente, é inadmissível a presença de não iniciados no Oriente. Aos profanos convidados reservam-se lugares no Ocidente da Loja, nunca o Oriente.

3 - Como foi dito, a Loja não pode ser aberta ritualisticamente com a presença de não iniciados. Eles entram depois da abertura e saem antes do encerramento ritualístico. As LLuz EEmbl da Maçonaria permanecem dispostas como estão, mesmo depois de terem ingressado os profanos.

É imprescindível que o Ven Mestre, antes de dar ingresso aos visitantes não maçons, recomende à Loja que os sinais, toques e palavras ficarão abolidos enquanto presentes convidados profanos.

4 - Sob nenhuma hipótese pode circular o Tronco de Beneficência com a presença de não iniciados. A sua circulação somente se dará após terem se retirado todos os convidados não maçons. Quando se diz, "não iniciados", incluem-se também as "Cunhadas".

5 - O encerramento dos trabalhos será ritualístico e dar-se-á depois que todos os convidados não maçons já tenham se retirado.

Antes da retirada dos convidados não maçons, por primeiro sai formalmente o Pavilhão Nacional.

Com o Templo devidamente coberto, os trabalhos retomam força e vigor ritualístico; faz-se circular o Tronco de Beneficência (que deve ser conferido ainda na sessão) e finalmente ocorre o encerramento dos trabalhos de acordo com o previsto no ritual. Os convidados não maçons aguardam o encerramento dos trabalhos na sala dos pp pp.

Eram estas as considerações possíveis.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAR/2026