Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão João Marcos
Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba,
Estado de Minas Gerais, apresenta as seguintes questões:
INSTRUMENTO DE TRABALHO
1- Um irmão Apr∴ fez
um trabalho pra aumento de salário com o título de "OS TRÊS INSTRUMENTOS
DE TRABALHO DO APRENDIZ", terminada a sessão um Irmão do quadro foi
procurado por outro irmão que estava na sessão, esse irmão é de outra loja de
outro oriente que lhe disse que no GOB o Apr∴ só
tem dois instrumentos de trabalho, procede ?
2- Quando da abertura dos trabalhos e o Venerável
Mestre pede para o 1º Vig∴ fazer
a verificação se todos são AApr∴, todos
em ambas colunas ficam de P∴ e O∴. Como
devemos proceder, ficar de P∴ e a O∴
voltados para o centro da loja ou voltados para o Oriente?
CONSIDERAÇÕES
Quanto à questão 1, não se
trata de "no GOB" o Aprendiz possuir apenas o Maço e o Cinzel como
seus instrumentos de trabalho. É fato consumado que no REAA original o Apr∴ possui apenas dois objetos de trabalho: o Maço
e o Cinzel.
No REAA, o Aprendiz não usa a
Régua graduada como objeto de trabalho. A Régua, com 24 PPol∴, é ferramenta de trabalho utilizada pelo Comp∴ Maçom. A Régua é comum ao Apr∴ no Rito de York, mas nunca do REAA.
Lamentavelmente, ainda existem
rituais anacrônicos do REAA pelo Brasil que persistem com o erro de incluir a
Régua como objeto do 1º Grau. Como dito, no Rito de York isso faria sentido, no
entanto no REAA, nunca.
Infelizmente, ainda existem no
Brasil alguns rituais que misturam símbolos do Rito de York com os do REAA.
Esses rituais equivocadamente trazem a Tábua de Delinear inglesa enxertada e
camuflada como mais um painel, um tal de painel alegórico. É um festival de
horrores, pois em muitos casos há distinção de símbolos entre ritos de raízes
diferentes. Em nome dessas lastimáveis acomodações é que acabou aparecendo, em
alguns casos, o Apr∴ do REAA (vertente francesa) utilizando, erradamente, uma Régua, a
qual é genuinamente usada no Rito de York (vertente anglo-saxônica).
Outro fato lamentável é o de se
ver um Apr∴ praticante
do REAA, no GOB, redigindo uma Peça de Arquitetura para o seu aumento de
salário baseada em bibliografia contrária ao
ritual vigente.
Nesse contexto, sabe-se perfeitamente
que a bibliografia deve estar de acordo com o rito e o ritual vigentes na
Obediência. No caso do GOB, no seu ritual do REAA do Grau 1, em nenhum
momento é mencionada à Régua com 24 PPol∴. Inclusive, na página 10 desse mesmo ritual encontra-se a
clássica alegoria de Apr∴, na qual aparecem apenas o Maço e o Cinzel como instrumentos de
trabalho. Ainda, na página seguinte (11), apresenta-se o Painel do Grau de Apr∴ (o que vai no centro do Oc∴) com o relicário de símbolos do 1º Grau - nele
também não aparece nenhuma Régua. Ainda mais, nesse mesmo ritual encontram-se as
Instruções oficiais do 1º Grau, e nelas também não há qualquer alusão à Régua.
No entanto, basta se observar
o ritual do 2º Grau do REAA e se verá a Régua com 24 PPol∴ aparece na alegoria do Comp∴ Maçom. A mesma Régua pode ser vista no respectivo
Painel da Loja do 2º Grau. E assim por diante.
Para concluir esta questão número
1, penso que mais lamentável ainda é se ver a falta de atenção de um Vig∴ instrutor que não orientou o Apr∴, deixando-o pesquisar, sem qualquer
orientação, em elementos estranhos ao contido no ritual.
Quanto à questão número 2, em
Loja de Aprendiz, o 1º Vig∴ verifica do seu lugar se todos nas Colunas são maçons. Assim, todos
os presentes nas Colunas ficam em pé e à Ordem, naturalmente, ou seja, cada
um em pé conforme a disposição do seu assento.
Conforme consta no ritual
vigente, não há necessidade de que todos nas Colunas se voltem para o Or∴, quando se tratar de Loja de Apr∴.
Qualquer orientação contrária,
certamente ela estaria prevista no ritual, o que não é o caso.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
jukirm@hotmail.com
MAR/2026