quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

SUBSTITUTOS E OUTRAS DÚVIDAS SOBRE RITUALÍSTICA

Em 24.09.2025 o Respeitável Irmão Adilson Godoy De Carli, Loja Barão de Ramalho, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguintes:

 

SUBSTITUTOS E OUTRAS DÚVIDAS

 

Antes de iniciar, gostaria de expressar minha gratidão pela sua atenção e parabenizá-lo pelo excelente trabalho apresentado no blog.

Estou buscando esclarecimentos sobre alguns pontos específicos do ritual e procedimentos maçônicos. As minhas dúvidas são as seguintes:

1. No REAA, na página 213, o ritual especifica os substitutos do Venerável e dos Vigilantes. No entanto, gostaria de saber quem deve substituir o 2º Vigilante caso o 2º Experto também esteja ausente da sessão.

2. Qual é o paramento adequado para o 2º Vigilante usar quando substitui o 1º Vigilante (somente a joia ou substitui o avental também?). Nessa mesma pergunta, qual seria o paramento do substituto do 2º Vig? (somente a joia ou veste o avental do cargo também?)

3. Considerando que não há formalidade de circulação no Oriente, posso assumir que o mesmo se aplica à circulação dentro de uma mesma coluna? Por exemplo, durante a circulação do saco de propostas e informações ou do tronco de beneficência, quando terminar a circulação na coluna do norte, é necessário dar a volta com o ombro direito ao redor do painel para retornar à posição "entre colunas"? Ou posso considerar que não houve mudança de coluna e ir direto para a posição "entre colunas"?

4. Com as portas do templo abertas para entrada e saída de membros da guarda de honra ou comissões de recepção, é necessário circular no sentido horário ao redor do painel para se colocar na coluna do Sul, ou os membros podem entrar diretamente em suas posições na forma de duas colunas?

Agradeço desde já a sua atenção a estas questões e peço desculpas pelo número de perguntas. Suas respostas serão de grande valor para mim e para a minha loja.

 

CONSIDERAÇÕES

1 - Não estando presente o 2º Exp nomeado de ofício, pode assumir um Mestre Maçom ou um Mestre Maçom Instalado. Via de regra, o M de CCer ao compor o préstito deve estar atento para resolver essas situações precárias. Obviamente que não há como prever e escrever no ritual todas as situações emergenciais possíveis. No caso, usa-se sempre do bom senso.

2 - O 2º Vig, com os seus paramentos, preenche o cargo de 1º Vig. No caso usa a joia do 1º Vigilante; o substituto do 2º Vig usa o seu avental de Mestre ou Mestre Instalado e veste a joia do 2º Vig.

3 - Na mesma Coluna não existe giro. Os Oficiais que circulam com a Bolsa (de propostas e de beneficência), ao concluírem as abordagens na Coluna do Norte, dela saem e ingressam na Coluna do Sul (obedecem a circulação) e se dirigem até o Cobridor Interno (Sul) que o auxilia a depositar a proposta, informação ou óbolo. Em seguida o titular se coloca entre colunas. Observar que nesse caso, o titular, ao concluir a coleta no Norte, precisa se deslocar até o Cobr Interno (Sul), que o auxiliará no procedimento.

4 - Vamos deixar de lado esses excessos de preciosismo. A porta está aberta para atender à liturgia prevista, todavia a Loja também está aberta por estar com as Três GranDes Luzes Emblemáticas (Livro da Lei, Esquadro e Compasso) dispostas na forma de costume. Assim, estando a Loja aberta em um determinado grau, obedece-se a circulação horária no Ocidente da Loja (os que irão ao Sul, passarão obrigatoriamente primeiro pelo Norte).

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

INGRESSO DE RETARDATÁRIO NOS TRABALHOS

Em 24.09.2025 o Respeitável Irmão Moisés Pinho da Silva, Loja Guardiões da Fênix, 4768, REAA, GOB-PB, sem mencionar o Oriente, Estado da Paraíba, apresenta a questão seguinte:

 

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

 

Meu Irmão Pedro Juk, quando um Irmão chega retardatário e solicita ingresso no Templo numa Sessão no Grau de Mestre, quais são as batidas corretas que ele deve executar para adentrar no recinto? Mantém a universal (3)?

E quanto ao Cobridor Interno, qual é a forma adequada de responder a essas batidas e conduzir o ingresso do Irmão ao seio da Loja?

Alguns irmãos defendem que o Cobridor deve responder com as batidas de aprendiz mais uma
e aguardar a resposta do irmão retardatário.

Depois no Grau de Companheiro. Isso vai prolongado até chegar ao grau de Mestre se o irmão retardatário for Mestre.

Espero que tenha sido claro com minhas indagações.

 

CONSIDERAÇÕES

 

O procedimento é o mesmo que ocorre no grau de Aprendiz e de Companheiro.

Cabe ao Cobridor Interno, ao fazer a verificação, informar ao atrasado (que só atrapalha a sessão) que a Loja está aberta no 3º Grau. Sendo o atrasado um Mestre Maçom, ingressará formalmente em momento oportuno pela Marcha do 3º Grau na forma de costume.

Não existe aumento de bateria na porta do Templo para atender retardatários, o que há, não importa o grau, é a bateria universal de Aprendiz. Só isso, nada mais.

Atentar para o que está escrito no Ritual de Aprendiz vigente do REAA, página 210, itens “Ir Atrasado”, “Bateria na Porta” e “Desconhecido Atrasado”.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

PARAMENTOS/SUBSTITUTO DO VENERÁVEL - REAA

Em 23/09/2025 o Respeitável Irmão Gustavo Ribeiro Pereira, Loja Filhos de Hiram IV, 3027, REAA, GOB-RS, Oriente de Marcelino Ramos, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

SUBSTITUTO/PARAMENTOS

 

Bom dia, Eminente Ir Pedro Juk. Mais uma vez, entro em contato com o irmão para tirar dúvidas.

Atualmente estou na função de 1º Vigilante, não usando o meu avental normal de MM, mas os paramentos inerentes ao cargo (avental, colar e punhos respectivos).

Na ausência do Venerável Mestre em Sessão Ordinária, ao assumir e não sendo Mestre Instalado, como seria o paramento? Uso o meu avental normal de Mestre Maçom (ao invés do
1º Vig com rosetas), com o colar de Venerável Mestre, sem os punhos?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No REAA, como substituto emergencial, em uma sessão ordinária o 1º Vig assume o cargo de Ven Mestre vestindo o avental e punhos de 1º Vigilante. Veste também a joia de Venerável Mestre, empunha o 1º malhete e ocupa o sólio (trono). O substituto deve deixar a joia de 1º Vig para o seu substituto na primeira vigilância.

Vale ressaltar que esta não é uma situação corriqueira, mas de caráter emergencial.

Outras observações: caso o 1º Vig de ofício seja um Mestre Instalado, na eventualidade dele substituir o Ven Mestre, o mesmo assume com seus paramentos de Mestre Instalado. Deve vestir também, por cima do colar e joia de M I, o colar com a joia distintiva de Ven Mestre. Nessa contingência, o substituto usa chapéu conforme prescrito no ritual do REAA.

Finalizando, nas sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, eventualmente faltando o Ven Mestre, vestindo os paramentos de M I e usando chapéu, assume o Ex-Venerável Mestre mais recente da Loja (veste também o colar e joia de Ven Mestre).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

INGRESSO DO PAVILHÃO NACIONAL II - CERIMONIAL

Em 22/09/2025 o Respeitável Irmão Moisés Pinho da Silva, Coordenador da 2ª Circunscrição do GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, pede esclarecimentos para o que segue:

 

INGRESSO DO PAVILHÃO NACIONAL

 

Venho, com a devida vênia, solicitar esclarecimento acerca do procedimento correto relativo à condução do Pavilhão Nacional.

após a execução do Hino Nacional e a devida saudação ao Pavilhão, qual é a forma correta de condução pelo Porta-Bandeira: deve ser levado ereto, em posição vertical à frente do corpo, ou admite-se que seja conduzido apoiado ao ombro?

 

APONTAMENTOS

 

            Todo o cerimonial em Loja para a Bandeira Nacional pode ser encontrado, por rito, no Decreto 1476/2016 em vigência no GOB.

Em sínteses, o Decreto menciona que a Bandeira Nacional é introduzida pelo titular sobre o ombro e inclinada para trás em ângulo de 45 graus; ingressando no Templo com a Bandeira, o seu condutor para (estaciona) entre colunas, próximo à porta e a coloca na vertical para o canto do Hino Nacional; após a execução do Hino, a Bandeira é finalmente conduzida ao Oriente pelo titular da mesma forma como quando foi introduzida no Templo.

Outras dúvidas, consultar o Decreto acima mencionado.

 

T F A

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

 

ORLA DENTEADA III

Em 20.09.2025 o Respeitável Irmão Mario Inácio Giehl, Loja Progresso da Humanidade, 39, REAA, GORGS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

ORLA DENTADA.

 

Agradeço antecipadamente o retorno. Quando se trata deste Símbolo, ele sempre é ornado com Triângulos invertido das cores branco e preto? ou tem, algum rito com cores azuis. E, no caso do REAA, só está no Ocidente? É isso?

Outra dúvida, só o REAA, trabalha em Templos, com o Ocidente separado do Oriente, numa elevação com 4 degraus e depois mais 3 degraus para o Trono

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação à Orla Denteada (Dentada), há alguns rituais do Rito Adonhiramita, por exemplo, que trazem os triângulos da orla que contorna o Pavimento Mosaico na cor azul e branca. Outros rituais, no entanto, deste mesmo rito, trazem-nos em preto e branco.

Em se tratando do REAA, a Orla Denteada pode aparecer em torno do Pavimento no Ocidente da Loja, sempre com triângulos pretos e brancos. Lembra-se que no REAA os quadrados brancos e pretos que constituem o Pavimento Mosaico aparecem dispostos na forma oblíqua, enquanto que nos demais ritos o Pavimento geralmente se apresenta como um tabuleiro de xadrez.

                 É bom que se diga que não há, no REAA, a obrigatoriedade de se construir literalmente a Orla Dentada em torno do Pavimento Mosaico (piso ocidental da Loja), isto porque ela, a Orla, já se encontra representada no Painel do Grau, a qual aparece como uma moldura contornando os símbolos que formam o quadro. Na verdade, como um dos símbolos da Loja de Aprendiz e Companheiro, a Orla Denteada literalmente fica no Painel, o que já é suficiente para a sua compreensão.

No REAA, o Oriente é separado do Ocidente por uma balaustrada aberta no centro, e fica apenas um degrau acima do nível do piso ocidental. O sólio fica no Oriente, porém a três degraus acima do piso oriental.

Ainda é importante mencionar que na topografia de uma Loja do REAA existem sete degraus, a saber: 1 degrau para o Oriente; 3 degraus para o sólio; 2 degraus para a cátedra do 1º Vigilante e 1 degrau para a cátedra do 2º Vigilante. A soma deles perfaz o número de 7 degraus. Dentre outros, esses degraus aludem ás Sete Artes e Ciências Liberais da Idade Média.

Não obstante a cor dos triângulos que venham formar a Orla Denteada, azuis ou pretos, o seu significado é o de uma cadeia que contorna os limites simbólicos da Oficina onde, unidos por laços de solidariedade, os maçons trabalham incessantemente em prol da humanidade.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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FEV/2026

DIÁCONOS NO REAA

Em 21/09/2025 o Respeitável Irmão Valcir Vianna Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA, GOB-RS, Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão.

 

DIÁCONOS

 

No ritual, pág. 26, a fala do 2º Diácono "para ser o executor e transmissor de suas ordens...”. Ele está se referindo às ordens do 1º Vig, ou do Ven Mestre?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes é bom que se diga que no Ritual de Aprendiz do REAA em vigência do GOB essa fala, relativa ao 2º Diácono, não aparece na página 26.

          Dito isso, a dialética de abertura que envolve os Diáconos é apenas ilustrativa e tem o fito de preservar um antigo costume oriundo dos nossos ancestrais operativos, onde os mensageiros (oficiais de chão) atuavam nos imensos canteiros medievais que abrigavam uma grande construção – de uma catedral, por exemplo.

Por conta disso, remeto o Irmão à leitura no Ritual de Aprendiz do REAA em vigência (2024), nele atentar para a observação que consta na página 49, bem como o que consta no final da página 204. Observe-se que de maneira prática os Diáconos atuam apenas como mensageiros na liturgia da transmissão da palavra e nada mais.

Ao finalizar, reitera-se: a dialética de abertura que envolve os Diáconos é apenas um artifício figurado para conservar um antigo costume, mas que na prática ele de fato não existe.

 

 

T F A

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

TEMPO DE APERFEIÇOAMENTO DO APRENDIZ

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Alex Gailey, Loja Renascer de Cotia, REAA, GOB-SP, Oriente de Cotia, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

TEMPO DE APRENDIZ

 

Fiz a leitura do RGF do GOB na questão referente ao tempo que o aprendiz deveria completar sua preparação para aumento de salário.

Está bem descrito o prazo de um ano.

A dúvida: este prazo deve ser considerado para Lojas que mantém sessões semanais e também quinzenais de forma igual?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não obstante esta questão ser própria para o legislador maçônico responder, eu, na minha modesta opinião, penso que é de um ano a partir da data da iniciação, sem se levar em conta o número de sessões que a Loja realiza durante o mês, respeitadas as demais exigências previstas no RGF.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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FEV/2026