segunda-feira, 3 de agosto de 2026

MODO DE TRANSMITIR A PALAVRA

Em 19.05.2026 o Respeitável Irmão Antônio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

MODO DE TRANSMITIR

 

Bom dia nobre Irmão Pedro Juk. Secretário Geral de Orientação Ritualística do - GOB - Poder Central em Brasília

Considerando as orientações contidas no Ritual de Aprendiz, especialmente em abertura de Loja, quando o Venerável Mestre, transmite a Palavra Sagrada ao Primeiro Diácono.

De acordo com o Ritual, a mesma deverá ser transmitida ao ouvido direito soletrada e por inteira.

A dúvida é: se o por inteira é toda a palavra B ou dita em única palavra, após ter sido soletrada.

No aguardo de suas considerações, sanando nossas dúvidas;

 

CONSIDERAÇÕES

 

Dois aspectos precisam ser considerados nessa questão. Um deles é que o Aprendiz, por representar o início da jornada iniciática (ponto de partida), simbolicamente ainda não sabe ler nem pronunciar a palavra. Assim, teoricamente ele só sabe pronunciar a palavra letra por letra. Essa mesma regra iniciática é aplicada na transmissão da palavra que ocorre entre as Luzes da Loja e os Diáconos durante a liturgia de abertura e encerramento de uma Loja de Aprendiz no REAA.

O segundo aspecto é compreender que essa transmissão da palavra, entre os Diáconos e as Luzes, não é um telhamento (exame de um desconhecido), pois em um telhamento os interlocutores trocam entre si as letras que compõem a palavra (quem pede dá a primeira letra, e assim sucessivamente).

           À vista disso, como a transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos não é um telhamento, e levando-se em conta de que simbolicamente o Aprendiz sabe somente soletrar, nessa oportunidade a palavra é transmitida inteira e soletrada por quem a transmite, ou seja, são dadas uma a uma, seguidas e sussurradas, as quatro letras que formam a palavra sagrada do 1º Grau. O que não pode é depois de tê-la dada soletrada, novamente repeti-la inteira ao final.

Desse modo, a frase afirmativa "soletrada e por inteira" que consta no ritual quer dizer que as quatro letras da palavra inteira, uma a uma, devem ser diretamente transmitidas sussurradas pelo transmissor ao receptor. Assim, essa frase está presente para distinguir o ato da transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos e o ato de um telhamento (exame). No primeiro caso a transmissão é feita direta e inteira por quem a dá, enquanto que no segundo caso os interlocutores trocam entre si as letras que formam a palavra (vide o Cobridor do Grau).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

domingo, 2 de agosto de 2026

LOJA ABERTA - HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES

Em 18.05.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

 

LOJA ABERTA

 

Realizamos uma sessão em comemoração ao Dia das Mães e o Mestre de Cerimônias abriu o livro da lei sem colocar o Esquadro e o Compasso. Questionado, o mesmo alegou que a loja não estava aberta e que esse procedimento é legal com a presença de profanos, disse que para a loja estar aberta é necessário que:

O Livro da Lei esteja aberto e nele estejam o esquadro e o compasso compondo as luzes primárias.

 

CONSIDERAÇÕES

 

             O ritual em vigência relativo a homenagem ao Dia das Mães se encontra no volume de Rituais Especiais (Eventos Irrestritos), GOB/2017, página 169 e seguintes.

No que trata da abertura dos trabalhos, esse ritual não menciona abertura ritualística em nenhum grau do simbolismo, todavia traz na sua página 184 uma invocação orientando para se abrir o Livro da Lei em Provérbios, 31,10-23.

Nesse caso, o titular encarregado apenas abre o livro e lê o trecho indicado, não existindo, nesse ritual, nenhuma orientação para que se coloque o Esq e o Comp sobre o Livro da Lei conforme forma costumeira.

Assim, seguido o previsto nesse ritual, o titular apenas lê no livro o trecho indicado. Esse procedimento encontra-se no ritual mencionado, dele o título, 6.5, Invocação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

DENTRO DO TEMPLO ANTES DO INGRESSO

Em 18.05.2026 o Respeitável Irmão Antonio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, faz a seguinte pergunta:

 

DENTRO DO TEMPLO

 

Durante a formação do préstito no Átrio, o Cobridor Interno e Mestre de Harmonia, já devem estar no interior da Loja, ou somente após a formação no Átrio, com orientação do M de CCer?

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Se a sua Loja pratica o REAA, vai a seguinte resposta:

Como consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, no átrio o M de CCer organiza o préstito para a entrada. Porém, antes do ingresso da comitiva e vestidos com as suas respectivas joias distintivas, ingressam o Cobr Int, que tem a missão de abrir a porta pelo lado de dentro para a entrada do préstito, e o M de Harm, o qual tem o ofício de operar o dispositivo de reprodução musical durante a entrada.

À vista disso, ambos, o Cobr Int e o M de Harm já devem antes estar dentro do templo devidamente paramentados para o exercício das suas funções, isto é, antes de o M de CCer bater à porta do Templo para o ingresso.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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AGO/2026

sexta-feira, 31 de julho de 2026

BONS FLUÍDOS DOS IRMÃOS

Em 17.05.2026 o Respeitável Irmão Luiz Névoa, Loja Cruzeiro do Sul, 1603, G B o, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, pede esclarecimento para o que segue:

 

BONS FLUÍDOS

 

Gostaria de saber se, após a verificação da Bolsa de Propostas e Informações pelo V M, deve existir alguma recomendação ritualística para informar que "não houve nenhuma proposta colhida em loja". Em muitas sessões que tive a honra de assistir, foi comum eu ouvir do V M que a "bolsa de propostas e informações colheu apenas os bons fluidos desta oficina".

Agradeço a análise e resposta do dileto Ir.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Não! Absolutamente não existe nada previsto nesse sentido. Basta que o Venerável Mestre somente comunique que o giro da bolsa nada produziu.

Notadamente, referente aos tais "bons fluídos", no ritual de Aprendiz do REAA/GOB 2024 há a seguinte recomendação (escrita em azul) na página 60: “No REAA, a expressão < Colheu os bons fluídos dos IIr> é inadequada e recomenda-se não a utilizar".

Por conta disso, nada existe nesse sentido.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

EMENDAS NA ATA (BALAÚSTRE)

Em 16/05/2026 o Respeitável Irmão Derick Machado, Loja Mestre Rivadavia Siqueira Lima, 2906, REAA, GOB-MS, sem mencionar o Oriente, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

 

EMENDAS

 

Em nossa última sessão, houve uma emenda na ata da sessão anterior. A dúvida aconteceu quando: No ritual o V Mfala: Os IIr que aprovam a ata, salvo a emenda façam o sinal de costume.

No meu entendimento, os Irmãos que aprovam a ata “salvo a emenda” estão aprovando o texto original da ata, mas sem concordar com a emenda apresentada.

Em seguida o V M fala: Os IIr que aprovam a emenda, façam o sinal.

Também entendi que, nessa segunda votação, deveriam se manifestar apenas os Irmãos que concordam com a alteração proposta pela emenda. Assim, minha interpretação foi a seguinte: Primeiro, vota-se a aprovação da ata sem a emenda. Depois, vota-se separadamente a emenda proposta. O Mestre de Cerimônias faz a contagem dos votos em cada caso, e a maioria decide se a ata será mantida como estava ou se será alterada conforme a emenda.

Como ficamos bastante confusos durante a sessão, gostaria de saber se o Irmão poderia nos esclarecer qual é o procedimento correto nesse caso. Desde já, agradeço pela atenção e orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No meu modo de entender, existindo emendas sobre a redação da ata que acabou de ser lida, para que a mesma não tenha que ser redigida inteira novamente, o Venerável Mestre põe em votação primeiramente a ata sem as emendas. As emendas, se porventura existirem, serão logo a seguir colocadas em votação. Existindo duas ou mais emendas, cada uma por sua vez será apreciada e votada na forma de costume. Sendo aprovada(s), ela(s) será(ão) consignada(s) na ata que imediatamente acabou de ser aprovada.

Na questão do resultado da(s) votação(s), o Mestre de Cerimônias, ao contar os votos, não declara a sua aprovação, apenas informa ao Venerável Mestre a quantidade de votos a favor, contrários e abstenções. Quem obrigatoriamente deve proferir o resultado é o Venerável Mestre (RGF, Art.º 116, VIII).

Nesse contexto, vale ressaltar que não é ofício do Mestre de Cerimônias fazer a contagem de votos. Por si só o Venerável mesmo faz a contagem. Caso haja necessidade de auxílio, ele interpela o Mestre de Cerimônias para o auxiliar nesse mister.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

quinta-feira, 30 de julho de 2026

SE COLOCA À ORDEM ENQUANTO ESPERA

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Francisco Carlos Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, formula a pergunta seguinte:

 

AGUARDA À ORDEM

 

Estimado Ir Pedro, nossa enciclopédia ritualística, que nos honra muito. Solicito um esclarecimento: Toda vez que o Mestre de Cerimônias, levar qualquer coisa: Ata, Livro de Presença, etc. Assim que o Venerável Mestre estiver assinado, o Mestre de Cerimônia deverá estar a Ordem? Isso porque ele está em pé no Oriente? Agradeço ao irmão antecipadamente. E um forte TFA

 

CONSIDERAÇÕES

 

Nesse contexto, antes vale a pena ressaltar que no REAA existe a regra de que quem estiver em pé e parado em Loja aberta, obrigatoriamente deve se colocar à Ord (corpo ereto, pp uun pelos cc formando uma esq, compondo o Sin de Ord).

Ainda, nesse mesmo sentido, quem estiver em pé e parado, tendo às mãos algum instrumento de trabalho, ou outro objeto qualquer, não fica à Ord, porém se mantém à rigor, ou seja, sem o Sin de Ord, mas mantém o corpo ereto e os pp em esq. A razão de não fazer o Sin de Ord tendo às mãos algum objeto, é porque os ssin de Ord e PPen são sempre feitos com a mão e nunca com o objeto de trabalho. Isso quer dizer que não se usa o objeto para com ele se compor e fazer o sin.

              No caso da questão acima, em que do M de CCer leva o livro ata, ou de presenças, para o Ven Mestre assinar, ele, enquanto aguarda a assinatura do Ven, fica à Ord. Ato seguido, para recolher o livro, desfaz o Sin, toma-o às mãos e prossegue na sua missão.

É oportuno observar que o titular, ao aguardar em pé e parado a assinatura, por estar com as mãos desocupadas, imediatamente se coloca à Ord.

A título de ilustração, situação idêntica ocorre quando os IIr Orad e o Secr são convidados pelo Ven Mestre a assistir à verificação da bolsa de PProp e IInf. Para atender essa liturgia, ambos se aproximam do Alt para assistirem a conferência. Nessa ocasião, os convidados, próximos ao altar assistem à verificação à Ord.

Finalmente, a questão de se colocar em pé e à Ord não está restrita a um determinado lugar na Loja, todavia em qualquer lugar, ao Oriente ou Ocidente, se a Loja estiver ritualisticamente aberta.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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JUL/2026


ACLAMAÇÃO HUZ.'.! HUZ.'.! HUZ.'.! NO GRAU DE COMPANHEIRO

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Rubens Sanches Hernandes. Loja Verdade e Justiça, 3263, REAA, GOB -PR, Oriente de Campo Mourão, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento.

 

ACLAMAÇÃO NO 2º GRAU

 

No grau de Aprendiz, são 3 pancadas na porta, 3 luzes acesas, o malhete soa por três vezes, a bateria por três vezes e a aclamação, também por três vezes.

No grau de Mestre, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação não existe.

Já no grau de Companheiro, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação, por (...) vezes.

Minha dúvida e indagação é: Neste grau, a aclamação não deveria ser também em número igual às baterias do Companheiro?

Grato pela resposta. Fraternos abraços.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente vale ressaltar que a tríplice aclamação Huz, Huz, Huz, é uma saudação dirigia ao Sol. Alegoria haurida dos Árabes, especialmente dos Drusos, que prestavam essa saudação munidos de um ramo florido de acácia nas alvoradas de solstício de inverno no Hemisfério Norte. Essa mística comemoração era para saudar à volta do Sol Vitorioso.

                Na Maçonaria, o REAA, um rito solar por excelência, essa tradição é preservada nos graus de Aprendiz e Companheiro. Essa aclamação não existe no grau de Mestre Maçom porque a narrativa da Lenda do 3º Grau se refere ao inverno e a morte simbólica do Sol – os cultos solares da Antiguidade.

Nesse caso, a questão da tríplice aclamação Huz não se relacionada ao número místico correspondente ao de cada Grau, tal como ocorre com a idade simbólica, as viagens e as baterias. Assim, independentemente do grau em que existe essa aclamação, ela é sempre pronunciada por três vezes seguidas, exatamente como está descrito nos rituais de Apr e Comp, tanto na abertura como no encerramento dos trabalhos.

A título de esclarecimento, a aclamação Huz, Huz, Huz, é uma das contribuições da Loja Geral Escocesa, criada na França em 1804 para gerenciar a elaboração do projeto do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026