quarta-feira, 28 de outubro de 2026

PAVIMENTO MOSAICO NO REAA

Em 11.07.2026 o Respeitável Irmão Bruno Teixeira, Loja Perseverança de Paranaguá, 0159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PAVIMENTO MOSAICO

 

A minha dúvida é em relação a instalação do pavimento mosaico, pois no SOR e no ritual está escrito que o pavimento deverá estar orientado em oblíquo. Mas pesquisando em blog as imagens que estão postadas em artigos deste assunto estão em sentido reto. Lojas da Europa em também são retos e não em 45º.

A dúvida é: Em caso de instalação de um novo pavimento o correto é ele reto ou oblíquo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Historicamente, no REAA, diferentemente de outros ritos, o Pavimento Mosaico é geralmente construído de maneira oblíqua e ocupa todo o Ocidente do templo.

A disposição oblíqua dos quadrados brancos e pretos que compõe o piso serve para regular os passos do Grau, levando-se em conta de que no rito em questão, a esq∴ formada pelos p∴ p∴ uun∴ pelos ccalc∴ fica aberta para a frente. No REAA não se anda de lado. Notadamente a posição dos pp∴ está claramente especificada no Cobridor do Grau que se encontra no ritual.

Desse modo, as interseções das linhas oblíquas (diagonais) orientam a união dos pp∴ pelos ccalc∴ e indicam como devem ficar apontados os pp∴. No REAA os ppas∴ são executados do Ocidente em direção ao Oriente, andando-se de frente e não de lado.

                Em face a isso é que desde 1996 o GOB arrumou o formato do pavimento, isto é, de xadrez para oblíquo, quando se tratar do REAA. No ritual em vigência está bem claro, na Planta do Templo, como é a disposição do piso quadriculado.

Vale ressaltar que existem ritos em que o piso é disposto como um tabuleiro de xadrez, no entanto no REAA ele é oblíquo.

No caso de reforma do piso do templo, segue-se o previsto no ritual do REAA vigente. O GOB até admite, no REAA, os pavimentos em forma de xadrez nos templos que assim já se encontram construídos, no entanto, caso ele seja trocado (reformado), sua nova construção deve ser oblíqua.

Saliente-se que na Internet é possível se encontrar inúmeras fotos, figuras e gravuras com o Pavimento Mosaico construído em formato oblíquo, e não só como tabuleiro de xadrez, conforme a sua alegação.

Segue anexo com algumas gravuras com o Pavimento Mosaico disposto de forma oblíqua.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

IRMÃO SE RETIRANDO DOS TRABALHOS

Em 10/07/2026 o Respeitável Irmão Daniel Zaiden, Loja Razão Número Quatro, 3076, REAA, GOB-MT, Oriente de Morada da Serra, Cuiabá, Estado do Mato Grosso, apresenta a dúvida seguinte:

 

SE RETIRANDO

 

Tenho uma dúvida. Quando um Irmão precisa se retirar temporariamente ou permanentemente durante uma sessão, como deve proceder? Onde posso encontrar detalhamento sobre isso? Me lembro de ter lido sobre isso, mas não estou encontrando.

Preciso fazer uma instrução Ritualística em minha Loja e gostaria de abordar isso e detalhar onde isso é dito.

 

CONSIDERAÇÕES

 

                Se algum Irmão, ocupando uma das colunas, desejar se retirar definitivamente, ou temporariamente, dos trabalhos, para tal ele deve pedir ao Vigilante da sua Coluna, e esse ao Venerável Mestre. Caso o Irmão que deseja se retirar esteja no Oriente, pede diretamente ao Venerável Mestre.

O retirante para pedir permissão o faz na forma de costume e de modo que não atrapalhe o andamento ritualístico. Isso quer dizer que o Irmão deve aguardar momento apropriado, em vez de se atravessar na liturgia que está em andamento.

Tudo é uma questão de bom senso. Sendo assim, não existem orientações particulares para casos como esse.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

sábado, 24 de outubro de 2026

LOJA, TRONCO E MEMBRO HONORÁRIO

Em 10/07/2026 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimentos:

 

LOJA – TRONCO – MEMBRO HONORÁRIO

 

1 - Qual é a maneira mais simples para explicar para um neófito o porquê do nome LOJA, OFICINA.

2 - Sobre o TRONCO, existe alguma orientação no sentido de poder ser feito na forma de PIX pelo Irmão? Se existe qual seria a orientação a ser dada para os irmãos?

3 - Para que um irmão seja colocado como membro honorário o nome do Irmão tem que ser colocado para aprovação ou não? Caso seja aprovado deve ser enviada a ata de aprovação para a G∴ dos SS∴, certo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               1 – Loja - A palavra Loja na Maçonaria tem sua origem nas guildas de artesãos da Idade Média, por volta dos séculos X e XI d.C. As guildas de pedreiros, a serviço e protegidas pela Igreja, foram precursoras da Franco-maçonaria. Em linhas gerais, as guildas eram corporações que, além do caráter político-social e religioso que possuíam na época, também atuavam como grupos de profissionais organizados, a exemplo da classe dos sapateiros, alfaiates, carpinteiros etc. Incluem-se nessas corporações os cortadores e assentadores da pedra calcária, então construtores de igrejas, mosteiros, abadias e catedrais, cuja característica principal era o estilo gótico empregado nas grandes construções. Cada grupo desses profissionais possuía sua própria dependência, onde naturalmente realizavam-se as suas atividades de ofício. Para esses locais de trabalho (oficinas), que também serviam para armazenar os materiais primários, as ferramentas e os produtos acabados, dava-se o nome de Loja. No caso das corporações de profissionais que esquadrejavam a pedra (canteiros = canto), a Loja normalmente era constituída no mesmo local em que se edificava a construção. Geralmente as reuniões se davam nos adros da Igrejas, ou, comumente, na Inglaterra, nas tabernas e cervejarias que existiam próximas ao canteiro. Nesse caso, a Loja era também conhecida por "alojamento". É oportuno mencionar que essas práticas de ofício se referem à Maçonaria Operativa, lembrando que mais tarde, com o declínio das construções no estilo gótico e o surgimento da Maçonaria Especulativa, ou dos Aceitos, a mesma acabaria herdando muitos dos costumes das corporações de profissionais do passado. Assim, esses símbolos e alegorias acabariam logo incorporados à Moderna Maçonaria. Assim, de modo prático, a Loja atualmente tem sido a “oficina de trabalho” onde simbolicamente os maçons se reúnem para construir um novo homem (aperfeiçoamento do Iniciado) que será parte do edifício que abriga o Templo para a Virtude Universal. Nesse caso, a Pedra Bruta, matéria-prima que outrora servira aos profissionais da construção, atualmente representa o homem passível de aperfeiçoamento – transição da Pedra Bruta para a Cúbica. Para melhor aproveitamento desse tema, aconselha-se o estudo da história autêntica da Franco-maçonaria, a qual possui aproximados 800 anos de história documental.

2 - PIX - Desde novembro de 2025 está em vigência o Decreto 2221/2025 do Grão-Mestre Geral que autoriza o uso de meio eletrônico e plataforma digital na coleta do Tronco de Beneficência, ou equivalentes. Conforme o Decreto, há uma plataforma específica que foi criada exclusivamente para essa finalidade. Sendo assim, alerto para que as Lojas que adotarem a coleta pelo PIX, obrigatoriamente têm que usar a plataforma aludida no Decreto. Anexo, envio o Decreto para seu conhecimento.

3 – Membro Honorário – Trata-se de um título que a Loja deseja agraciar algum Irmão. Acredito que por ser uma decisão da Loja, essa concessão deve ser debatida e votada pela Loja. Vale ressaltar que Membro Honorário é um título, portanto não faz do agraciado membro efetivo da Loja que o agraciou. À vista disso, o Membro Honorário de uma Loja nela não vota, não se candidata para cargo eletivo, não tem obrigações pecuniárias e nem se sujeita à frequência. Em linhas gerais, um Membro Honorário um visitante formalizado como honorário. Apenas isso. No caso da comunicação à Guarda dos Selos, eu penso que não seja obrigatório, pois como foi dito, o agraciado não é membro regular da Loja. Nesse sentido, orienta-se para que seja feita uma consulta a respeito à Secretaria Estadual da Guarda dos Selos da sua Obediência Estadual.

  

T.F.A.

  

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

QUEM FALA POR ÚLTIMO

Em 09.07.2026 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves de Souza, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

 

FALAR POR ÚLTIMO

 

Tenho participado em algumas reuniões Magnas ou Ordinárias, com a presença de Assessores do Grão-Mestre Estadual ou Assessores Especial do Grão-Mestre Geral, onde na palavra a bem da Ordem ou relativa ao ato, esses tem feito o uso dessa após a manifestação do Venerável e do Orador.

Pergunto-vos: eles têm essa prerrogativa? Se sim, com Ato designativo ou não?

Agradeço-vos desde já pela orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Somente fala por último, isto é, depois do Venerável Mestre e das conclusões do Orador o Grão-Mestre Geral, o Grão-Mestre Estadual e o do Distrito Federal. Não estando o Grão-Mestre, mas presente o seu Adjunto, ele também fala por último.

Quaisquer outros, tais como assessores, delegados e representantes do Grão-Mestre, usam da palavra antes da manifestação final do Venerável Mestre e das conclusões do Orador. Em síntese, falam quando a palavra estiver franqueada no Oriente.

Sendo assim, depois das conclusões do Orador somente falam aqueles que têm o direito de receber o malhete, mesmo que o tenham recebido e gentilmente devolvido ao titular.

Por fim, vale ressaltar que conforme o Decreto 1767/2019, no GOB só recebem o malhete do Venerável Mestre o Grão-Mestre Geral ou seu Adjunto, o Grão-Mestre Estadual e do Distrito Federal ou seus Adjuntos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

SÍMBOLOS DO ZODÍACO

Em 08.07.2026 o Respeitável Irmão Gabriel Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

 

ZODÍACO

 

Estou entrando em contato com o Ir∴ para tirar uma dúvida com relação às colunas zodiacais, o desenho deve ser exatamente o que está no ritual? Ou podemos fazer de forma estilizada, em preto e branco por exemplo, mando em anexo uma imagem de como pensamos em fazer. 

No mais agradeço a paciência do Ir∴ em sanar as dúvidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Desde que os símbolos relativos às constelações do Zodíaco sigam o padrão universal das suas representações, não carece que sejam exatamente iguais às gravuras apresentadas pelo ritual, porém identificáveis com elas.

O que irremediavelmente deve ser atendido é a ordem sequencial dos símbolos das constelações no templo, ou seja, seguir exatamente como a que está no ritual. É muito importante observar os triângulos equiláteros que fazem parte das figuras simbólicas, ora com o ápice voltado para cima, ora voltado para baixo.

Ao concluir, vale ressaltar a alegoria das constelações do Zodíaco encontram-se representada por seis colunas equidistantes na parede Norte e seis no Sul. Não existem, sob nenhuma hipótese, Coluna Zodiacal no Oriente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

CIRCULAÇÃO DOS VIGILANTES NAS COLUNAS

Em 07.07.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Souza, Loja Pedro Bianco, 15, REAA, GORJ (COMAB), Oriente do Rio de Janeiro, Capital, solicita esclarecer a seguinte dúvida.

 

CIRCULAÇÃO DOS VVIG∴

 

Respeitável Irmão, antes de tudo, obrigado pelo seu trabalho sempre esclarecedor. Minha dúvida diz respeito à circunvolução dos Vigilantes durante a verificação das colunas no REAA. Entendo que os Vigilantes, ao deixarem seu lugar para percorrer suas respectivas Colunas, devam seguir por suas colunas, cruzar seus caminhos em frente ao Oriente, descer pela coluna oposta e novamente cruzarem-se no Ocidente ao retornar aos seus respectivos lugares. É um entendimento correto? Desde já, obrigado pela atenção e pelo ensinamento.

 

CONSIDERAÇÕES

 

             Creio que a pergunta se refere ao deslocamento dos Vigilantes pelas respectivas Colunas, nos graus em que o ritual previr essa verificação.

Sendo assim, destaca-se que na mesma Coluna não existe circulação horária. Desse modo, partindo do Ir∴ que estiver mais próximo da parede ocidental, cada Vigilante procede com o exame. Concluído este na forma prevista no ritual, cada Vigilante, sem passar para outra Coluna, retorna diretamente ao seu lugar.

No tocante à circulação na mesma Coluna, não existe circulação (de uma para outra Coluna) porque não faria sentido se dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar.

Ao concluir, vale ressaltar que quando se tratar do Oriente da Loja, nele não existe exame. Isso se dá porque o Oriente é de responsabilidade do Venerável Mestre.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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OUT/2026

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

ESCRUTÍNIO SECRETO 6

Em 06.07.2026 o Respeitável Irmão Moisés Pinho da Silva, Loja Estrela do Nordeste, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, faz a seguinte pergunta:

 

ESCRUTÍNIO SECRETO

 

Venho, respeitosamente, solicitar a vossa orientação acerca da correta aplicação do Escrutínio Secreto no âmbito ritualístico.

Em nossa Loja, o Escrutínio Secreto vem sendo realizado antes da Ordem do Dia, seguindo a sequência do ritual adotado. Entretanto, tenho defendido o entendimento de que o Escrutínio deveria ocorrer durante a Ordem do Dia, por se tratar de matéria que exige deliberação e votação da Loja.

Baseio minha compreensão na página 59 do Ritual, onde consta que “assuntos que mereçam discussão e votação devem, obrigatoriamente, ser encaminhados para a Ordem do Dia”.

Por outro lado, alguns Irmãos argumentam que, na página 64 — referente à Ordem do Dia — não há menção explícita ao Escrutínio Secreto, sendo citados apenas temas como filiação e regularização entre outros.

Diante disso, peço, se possível, um esclarecimento mais aprofundado sobre a correta interpretação e prática ritualística neste caso.

Agradeço desde já pela atenção e valiosa orientação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese haver votação (secreta), o Escrutínio para a admissão de novo(s) membro(s) possui período com ritualística exclusiva para a sua realização com esferas brancas e pretas.

Além disso, nessa ocasião também há leitura das sindicâncias e outros procedimentos exclusivos desse período.

Assim sendo, é consagrado no ritual que o Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros tenha ocasião exclusiva para ser realizado, e não propriamente dentro da Ordem do Dia, junto com outras matérias.

Com isso, o ritual é claro ao destacar o título “2.5 Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros”. Esse período somente é aberto quando para atender a processos legais inerentes a admissão de novos membros para a Loja.

À vista disso, pelas suas características históricas, ritualísticas e administrativas, o “Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros” ocorre conforme o que determina o ritual.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2026