sábado, 30 de maio de 2026

ATA NÃO REDIGIDA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 28.03.2026 o Respeitável Irmão Eduardo Marques de Souza Costa, Loja Aurora II, 2017, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

ATA NÃO REDIGIDA

 

Se o Secretário não fizer a leitura da ATA da Sessão Anterior sem prévio comunicado (MOTIVO) ao Venerável Mestre;

Quando o Venerável Mestre passar a Palavra ao Irmão Orador, como guarda da lei, (para o Fechamento dos Trabalhos);

O Irmão Orador pode dizer que a Loja poderá ser fechada, mas os trabalhos não podem ser considerados como justo e perfeito, pois houve quebra de ritualística por parte do Irmão Secretário por não fazer a leitura da Ata e não avisar (motivo) previamente ao Venerável Mestre?

Digo isso porque considero todos os nossos trabalhos como ritualísticos, afinal seguimos nosso ritual.

Fico no aguardo de sua resposta meu nobre Irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes, é bom que se diga que não se trata de avisar ao Venerável Mestre com antecedência a falta da ata. Essa não é uma atitude prevista e que possa “consertar as coisas”, pois a ausência se trata de uma falha do titular da Secretaria por não a ter redigido.

Acontecimentos como este devem ser corrigidos imediatamente, de tal modo que essa falha grave não venha ocorrer em outras ocasiões. É preciso também avaliar se a falta de redação pelo titular não tenha tido um motivo plausível.

No tocante à sessão e a falta da leitura e aprovação da ata, o Orador, nas suas conclusões finais, deve manter sua manifestação de costume, considerando, mesmo assim, os trabalhos justos e perfeitos, no entanto com a ressalva de que não houve leitura e aprovação da ata da pela falta da sua redação.

            Embora possa parecer contraditório, o bom senso diz que não se deve desaprovar os trabalhos de uma sessão ordinária inteira por conta de falha de um titular de ofício, no caso do Secretário que não elaborou a ata da sessão anterior.

Nesse caso, se o Orador não declarasse a sessão justa e perfeita, isso acarretaria na anulação de toda a sessão, o que também seria um paradoxo, pois sendo detectado algo nocivo durante a execução dos trabalhos, imediatamente isso deveria alertado pelo Guarda da Lei, não permitindo assim que os trabalhos chegassem até o final, para somente então declará-los nulos. Afinal, se fosse o caso, o mal deveria ser sido cortado pela raiz.

Ao ter sido detectada a falta da ata, o melhor procedimento seria o Venerável Mestre ter, no ato, consultado o Orador, o qual, primando pelo bom senso e respeito aos que se apresentaram para os trabalhos, se manifestaria pelo prosseguimento da sessão.

Assim, a escolha do Orador por essa conduta (ao meu ver a mais adequada para o momento), evitaria prejudicar toda uma sessão devido à falta de redação da ata da sessão anterior. Nesse sentido, o mais plausível seria mesmo aprovar os trabalhos transcorridos, todavia com ressalva de que não fora feita a leitura da ata da sessão anterior.

Por fim, a ata que não fora ainda lida, seria apresentada, junto com a outra, na próxima sessão.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

quinta-feira, 28 de maio de 2026

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA III

Em 25.03.2026 o Respeitável Irmão Alan Zidowicz, Loja União em 33, 1602, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

VIG PEDINDO A PALAVRA

 

Estimado Irmão Pedro Juk. A dúvida é quanto a P a B da O e do Q P, nas Colunas, os VVig devem pedir a palavra (se é devido) para quem e em que ordem nas colunas, isto é, falam por último ou não necessariamente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do REAA, a forma consagrada e recomendável pela Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB é que, no uso da Palavra, o Vigilante fale sempre por último na sua Coluna, isto é, só depois que nela reinar silêncio é que ele pode falar.

Para fazer uso da palavra no momento apropriado, o Vigilante deve dar um golpe de malhete; o Venerável, para autorizá-lo, responde também com um golpe de malhete.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

quarta-feira, 27 de maio de 2026

REGULARIDADE - RECONHECIMENTO ENTRE OBEDIÊNCIAS

Em 25/03/2026 o Respeitável Irmão Juliano Vasconcellos, Loja Itaipu, 2226, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

REGULARIDADE

 

Como de costume, sempre que surge alguma dúvida acerca de pontos relacionados à nossa ritualística, recorro ao Irmão, que prontamente nos auxilia com esclarecimentos precisos.

No novo ritual, à página 37, observamos a seguinte alteração: Quando o Venerável Mestre pergunta: “De onde vindes, meus IIr?” Anteriormente, o Visitante respondia: “De uma Loja de São João, justa e perfeita, Venerável Mestre.” Atualmente, a resposta passou a ser: “De uma Loja de São João, justa, perfeita e regular, Venerável Mestre.”

Diante dessa inclusão, gostaríamos de compreender melhor o significado e a motivação para o acréscimo do termo “regular”.

Considerando que, em se tratando de um Irmão desconhecido, solicitamos a palavra semestral e, uma vez respondida corretamente, já se pressupõe sua regularidade, surge-nos a dúvida quanto à necessidade dessa menção explícita no texto ritualístico.

Assim, ficaremos gratos se o Irmão puder nos oferecer um esclarecimento sobre esse ponto, para que possamos levá-lo à nossa Oficina e promover o devido entendimento entre os Irmãos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante à Maçonaria Brasileira regular, no caso do GOB, ele reconhece como regulares, além das suas Lojas federadas, também todas as Lojas que formam as Grandes Lojas Estatuais Brasileiras (CMSB) e as que formam os Grandes Orientes Estaduais Independentes (COMAB). Graças a isso, sem aqui se discutir a expressão lata do que significa regularidade maçônica, as Potências Maçônicas regulares no Brasil se restringem às acima mencionadas.

Por força de tratado, no GOB não é admitido o ingresso, em suas Lojas, de maçons em atividade que não pertençam às suas próprias Lojas, assim como às Lojas de uma das Obediências por ele reconhecidas como regulares.

Ainda nessa conjuntura, além do reconhecimento individual do maçom, que ocorre por exame individual in loco, chamado de Cobridor Grau e o Telhamento, a Loja também tem que se certificar, em caso de Irmão visitante desconhecido, se ele é de fato um Ir que está em plena atividade nas Obediências reconhecidas. Essa providência deve ser tomada pela Loja que recebe o visitante desconhecido. Cada Loja é responsável pela sua verificação. Atualmente, a informatização tem auxiliado na consecução desse exame.

Por fim, a questão de reconhecimento entre Obediências possui regras, as quais as partes concordam e se submetem. Uma das mais importantes dessas regras tem sido a de que uma Obediência declarada por uma das partes como regular, não mantenha nenhum tratado de reconhecimento com alguma Potência irregular. Se isso acontecer, pode haver, da outra parte, a suspensão de reconhecimento.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAI/2026

ADMINISTAÇÃO - CARGOS ELETIVOS

Em 25/03/2026 o Respeitável Irmão Mario Pereira Gomes Filho, Loja Justiça e Amor, 0799, REAA, GOB-SP, Oriente de Bebedouro, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta.

 


ADMINISTRAÇÃO

 

Olá meu Ir preciso de um esclarecimento. O Mestre de Cerimônias pode fazer parte a administração da Loja (diretoria)?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Esse não é propriamente um assunto pertinente à ritualística e a liturgia maçônica, portanto, as minhas colocações abaixo não têm o caráter laudatório, senão como frutos da minha opinião.

Assim, nessa questão, salvo melhor juízo, entendo que pela legislação do GOB a diretoria da Loja é eleita em sufrágio dirigido e determinado pelo TEM (Tribunal Eleitoral Maçônico) da Obediência.

No caso específico da diretoria de uma Loja que pratica o REAA, conforme menciona o RGF, são eleitos os cargos de Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador e Secretário, Tesoureiro e Chanceler.

Os demais cargos e comissões, conforme o rito, são nomeados pelo Venerável Mestre recém-eleito. No caso do Mestre de Cerimônias, ele é um Oficial nomeado e empossado pelo Venerável Mestre. Assim, sob essa óptica, o Mestre de Cerimônias não é parte do número de sete Mestres Maçons eleitos, conforme a legislação, que constituem a diretoria da Loja.

Ao concluir essa minha opinião, vale ainda mencionar que conforme a legislação maçônica, não pode haver duplicidade de ofício quando se tratar de cargos "eletivos" – em síntese, não é permitido alguém ser eleito para mais de um cargo de cada vez. É incompatível o exercício de dois cargos eletivos ao mesmo tempo.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

 

SAUDAÇAO AO VENERÁVEL E ANTES DE SE SENTAR

Em 24/03/2026 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 

SAUDAÇÃO

 

Eminente e Querido Irmão Pedro, bom dia!

Por favor, nos tire uma dúvida, saudação maçônica (o ato de desfazer o sinal pela pena simbólica) é feito ao entrar em Loja, ao entrar no Oriente e nada mais, está correto? Ex: Estou de pé apresentando um trabalho, terminei a leitura do mesmo, estava entre colunas e volto para o meu lugar, ao sentar, nesse momento, simplesmente sento, não preciso saudar ninguém. Estaria correto esse meu entendido?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A primeira situação é a de se saudar o Venerável Mestre todas as vezes que se ingressar ou sair do Oriente em Loja aberta. Também saudar o Venerável Mestre e os Vigilantes (Luzes da Loja) quando da entrada formal, ou ainda quando na saída definitiva de alguém, antes do encerramento dos trabalhos.

Nessas situações, a saudação é sempre feita pelo Sin Pen do Grau, o que em resumo significa em se estar em pé e parado compondo o Sinal de Ordem, fazendo, a partir daí, a saudação pelo Sin. Para tudo isso dá-se o nome de saudação maçônica.

                 A segunda situação é não confundir o simples ato de se desfazer o Sin de Ord com saudação maçônica, mormente porque ambos os gestos são iguais – a saudação é feita pelo Sin Pen, assim como também é por ele que se desfaz o Sin de Ord.

À vista disso, em Loja aberta, o maçom que estiver à Ord, antes de se sentar, ou mesmo prosseguir em seu deslocamento, deve imediatamente desfazer o Sin pelo gestual penal. Nesse sentido, vale a pena lembrar que nessa circunstância esse movimento, embora seja o mesmo, não é saudação maçônica, mas é, agora, a conduta ritualística consagrada de como se deve desfazer o Sin de Ord.

Assim, desfazer o Sin, ou se saudar alguém em Loja, se faz sempre pelo mesmo gesto. Definir o que ele representa na ocasião, vai depender da razão pelo qual ele está sendo praticado.

Outra situação que vale a pena observar é quando algum Ir, vindo de uma circulação pela Loja, chega de volta ao seu lugar. Nesse caso, estando ele diante do seu assento, senta-se imediatamente, sem fazer nenhum sinal, ou prestar alguma saudação. Nesse caso, ninguém faz sinal antes de se sentar.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026

segunda-feira, 25 de maio de 2026

CORTEJO E CIRCULAÇÃO

Em 24/03/2026 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

CORTEJO E CIRCULAÇÃO

 

Gostaria que o Ir me tirasse algumas dúvidas:

1- Na formação do cortejo de entrada, o M de CCer não faz nenhuma preleção no átrio, e também não anuncia a entrada do V M, correto?

2- Na formação do cortejo de saída o anúncio feito pelo Ir M de CCer é feito do lugar dele (M de CCer) ou da porta de entrada do templo?

3- Durante a circulação do Saco de PProp e do Tronco a abordagem feita pelo oficial circulante é sempre pela direita do V M e VVig, certo?

4- A circulação em loja feita pelos oficiais circulantes( M de CCer e Hosp) é feita normalmente ou deve ser feita com esses oficiais fazendo uma circulação realizando uma esquadria em cada canto do espaço do templo ( não sei se me fiz entender, é que tem um irmão do quadro que faz sempre assim, não sei de onde ele tirou isso?).

Tenha uma ótima noite de descanso e uma abençoada semana com a proteção do GADU!

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – Faz-se como está previsto no Ritual, o Mestre de Cerimônias apenas dirige, do átrio, próximo à porta, a entrada do préstito no templo. Por último ele conduz o Venerável Mestre ate o seu lugar. Conduzindo o Venerável, o seu condutor vai à frente.

2 – Após o encerramento, do seu lugar, o Mestre de Cerimônias dirige a saída dos Irmãos do Templo.

3 – Na abordagem, durante o giro das respectivas bolsas, as Luzes da Loja (Venerável Mestre e Vigilantes) são sempre abordadas pela sua direita (ombro direito).

4 – Obedecendo o giro horário, os titulares circulam normalmente. Ingressam no Oriente pelo Nordeste (lado do Orador) e dele saem pelo Sudeste (lado do Secretário). No Ocidente, do Norte para o Sul passam pela retaguarda do Painel, no Sul para o Norte, pela sua frente. Não existe, no REAA, esquadrejamento dos cantos da Loja. Essa é uma prática utilizada no Rito de York, portanto não consta nos rituais do REAA/GOB.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

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MAI/2026

domingo, 24 de maio de 2026

ASSUNTOS DE RITUALÍSTICA - REAA

Em 24/03/2026 o Respeitável Irmão George e Vera Lima, Loja Humanidade e Fraternidade de Rondônia, 1812, REAA, GOB-RO, Oriente de Ji-Paraná, Estado de Rondônia, apresenta as dúvidas seguintes:

 

ASSUNTOS DE RITUALÍSTICA

 

1 - Existe sessão no grau de Aprendiz em penumbra ao adentrar o templo?

2 - Após os Diáconos subirem aos degraus (V M e VVig) no final da sessão, eles ficam a ordem, desfazem o sinal, recebem a Palavra Sagrada. O V M e VVig voltam à Ordem pois estão em pé. Os Diáconos não precisam voltar à Ordem e fazer a saudação pois irão dar continuidade a ritualística. Está correto o meu entendimento?

3 - Na abertura dos trabalhos, quando o V M pergunta ao Diácono: Qual o vosso lugar em loja? Resposta: A direita do primeiro Vig. Para que meu irmão? Para ser o executor e transmissor de suas ordens...

Já presenciei sessões em que o V M alterou para vossas ordens ao invés de suas ordens como está no ritual. Entendo que o Diácono está se referindo a uma terceira pessoa (Primeiro Vig) e não ao Ven Mestre que neste caso, seria numa segunda pessoa do plural. Como proceder?

 

RESPOSTAS

 

Primeiramente é bom que se diga que o ritual vigente é para ser seguido como está escrito. Isso é ponto pacífico e nada mais.

Vamos às respostas:

1 - Salvo na cerimônia de Iniciação, quando o templo fica em penumbra por um determinado período antes de o Iniciado receber a Luz, não existe previsão de nenhuma outra ocasião em que a Loja deva ficar em penumbra, nos graus de Aprendiz e Companheiros no REAA. Isso pode ser perfeitamente conferido nos rituais do REAA em vigência no GOB. O que não estiver no ritual, são deve ser feito.

Especificamente, na formação do préstito para ingresso no templo antes do início dos trabalhos, não existe nenhuma orientação para o apagar de luzes, deixar ambientes em penumbra, proferir preces, etc. Isso está bem claro no ritual.

2 - Na transmissão da palavra sagrada para o encerramento dos trabalhos, o 1º Diácono e o Venerável Mestre se colocam à Ordem, um de frente para o outro; ambos desfazem o sinal e a palavra é transmitida pelo Venerável Mestre na forma prevista; recebida a palavra, o 1º Diácono, sem voltar ao sinal de Ordem, imediatamente prossegue na sua missão; o Venerável Mestre volta a se colocar à Ordem. O mesmo procedimento ocorre na transmissão efetuada entre os Diáconos e os Vigilantes.

3 - Nesse caso, o 2º Diácono se refere às ordens proferidas pelo 1º Vigilante. Assim, basta seguir o texto escrito no ritual. No caso, o Venerável Mestre mencionado simplesmente deveria seguir como está escrito no ritual, sem alterá-lo.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAI/2026