terça-feira, 7 de julho de 2026

FRENTE DO PAINEL DO GRAU

01/05/2026 o Respeitável Irmão Cláudio José Diettrich, Loja Luz do Oriente, 166, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

FRENTE DO PAINEL

 

Caro Irmão. Estou pesquisando há vários dias, e ainda não encontrei uma resposta ao que busco, que é também uma preocupação minha, pois em Loja, discussões se sucedem, mas ainda não chegamos a uma resposta concreta. Minha pergunta é: Qual é a posição correta do Painel da Loja no sentido de ter sua face voltada para o Oriente ou para o Ocidente, e se o é para todos os graus, eis que há uma vertente no sentido de ser voltada para o Ocidente no 1º Grau, eis que os Irmãos são Aprendizes, e quando do 2º grau, a face o painel deve ser voltada para o Oriente, eis que os Irmãos companheiros receberiam a Luz e instruções sobre o Simbolismo do Painel do Venerável Mestre. Se houver distinção entre os graus, como seria a posição da face do painel quando de sessão do 3º grau?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente vale ressaltar que as Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre do REAA trazem, como elemento do seu mobiliário, um Painel para cada grau, o qual genuinamente fica exposto em Loja aberta sobre o Pavimento Mosaico, no centro do Ocidente.

Não importando o grau em que a Loja estiver trabalhando (aberta), o Painel - que aglutina os principais símbolos de cada grau – é exposto em um dispositivo próprio com a sua frente, onde se encontram os símbolos, voltada para a porta de entrada.

Esse modo de expor o painel na Moderna Maçonaria tem origem nos velhos quadros das Lojas que primitivamente tinham os seus símbolos riscados com giz ou carvão no chão. Nesse período era comum que as Lojas ocupassem dependências alugadas em tabernas e cervejarias, principalmente na Inglaterra.

Com a evolução especulativa da forma de trabalho maçônico, esses símbolos, que outrora eram riscados no chão e depois apagados, foram sendo transportados para um grande tapete decorado, o qual era estendido durante a sessão e enrolado, para ser levado embora, após o encerramento.

          Com o aparecimento, mais tarde, de recintos próprios para os trabalhos maçônicos, que ficariam conhecidos como templos ou salas da loja, os tapetes gradativamente foram se transformando em painéis de madeira, desenhados ou marchetados, conhecidos como o Painel da Loja, ou do Grau. É como eles existem até os dias atuais.

Quanto a maneira de expor o Painel, em pé durante os trabalhos, o mesmo se consagrou tendo a sua frente voltada para a porta, mormente porque uma das suas funções também era a de indicar o grau em que a Loja estava trabalhando.

Em relação à transição do tapete para o painel, é possível se encontrar ainda muitas gravuras relativas à Maçonaria francesa do século XIX que mostram os tapetes decorados estendidos no chão, antes deles serem apresentados em pé voltados para a entrada.

Agora, sobre essa história de se virar o Painel para o Oriente ou Oriente conforme o grau, me perdoe, mas isso não passa de mais uma invencionice.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

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JUL/2026

segunda-feira, 6 de julho de 2026

TITULARES FALTANDO - REAA

Em 01/05/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB-BA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, solicita o seguinte esclarecimento.

 

FALTANTES

 

Gostaria de ter esclarecimento a respeito de na ausência do Venerável Mestre e do 1º Vigilante é possível ter a sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

           A bem da verdade, nada consta na legislação que não permita se abrir a sessão de uma Loja mediante a falta dos titulares do veneralato e da primeira vigilância de uma Loja.

Não existe óbice, mas é bom lembrar que o 2º Vig não pode assumir o cargo de Ven Mestre, a despeito de que pelo RGF o titular da segunda vigilância substitui apenas o 1º Vig.

Dessa forma, no REAA, mesmo em sessão ordinária, se ausentes o Ven Mestre e o 1º Vig, quem assume a direção dos trabalhos é o M I mais recente da Loja, enquanto que a primeira vigilância fica a cargo o 2º Vig, o qual, por sua vez, deixa a segunda vigilância para o 2º Experto.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

ATIVIDADE DOS DIÁCONOS NO REAA

Em 01/05/2026 o Respeitável Irmão Luiz Augusto F. G. Castro, Loja Estrela Flamígera, 2069, REAA, GOB-SP, Oriente de Barretos, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

ATIVIDADE DOS DIÁCONOS

 

Praticamos o REAA e venho pedir sua ajuda no esclarecimento de uma dúvida: a circulação em Loja é estabelecida após o Ven determinar abertura dos trabalhos e os sinais são feitos somente após a abertura do L L. Em assim sendo, na abertura dos trabalhos quando o 1º Diácono leva a palavra ao Ir 1º Vig, ele deve observar a circulação, mas fica dispensado de sinais e saudações quando sai e entra no Or, ou seja, caminha normalmente descendo os degraus sem meneios. Estou correto no meu entendimento? Agradeço desde já a atenção do Ir. Abraços Fraternos

 

CONSIDERAÇÕES

 

             O Irmão está correto no seu raciocínio, pois como a Loja ainda não está definitivamente aberta, mas em processo de abertura, os Diáconos exercendo o ofício de mensageiros na transmissão da palavra, obedecem à circulação horária, mas não fazem sinal e nem parada formal. Isso está bem claro no ritual.

Vale esclarecer que o único momento em que é feito sinal antes da Loja estar aberta é quando o 1º Vig, em Loja de Aprendiz, faz do seu lugar a verificação para se certificar se todos nas CCol são maçons. No mais, sinais e parada formal somente são feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

PARAMENTOS DE UM IRMÃO VISITANTE

Em 26.04.2026 o Respeitável Irmão Júlio Caldas, Ven Mestre da Loja Perseverança, 159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, solicitando esclarecimentos.

 

VISITANTE E OS PARAMENTOS

 

Espero que o irmão esteja muito bem. Entro em contato, pois tivemos uma situação nesta semana em que um irmão do quadro, infelizmente, interpelou um irmão Aprendiz visitante, do Rito de York, por ter participado da sessão com seu avental com a abeta abaixada. Entendo que o irmão Aprendiz não errou, pois durante a sessão participou ritualisticamente de acordo com o REAA. O irmão poderia me orientar sobre como proceder? Pergunto, pois os Aprendizes são nossas joias e também entendo que não tem cabimento interpelar um irmão visitante.

 

CONSIDERAÇÕES

 

O Irmão que interpelou o Aprendiz visitante está no mínimo equivocado. Quando interpelada, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB tem orientado para que Irmãos visitantes em visita a outras Lojas compareçam paramentados conforme o seu rito, não havendo necessidade de que ele obrigatoriamente precise se apresentar com as alfaias do rito da Loja que ele irá visitar. Assim, um visitante do Rito de York visitando uma Loja do REAA, usa os paramentos do Rito de York; um Irmão visitante do Rito Adonhiramita visitando uma Loja do Rito Schröder, veste as alfaias do Rito Adonhiramita, e assim por diante.

O que o Ir visitante de fato não pode é se utilizar de práticas ritualísticas do seu rito inserindo-as na liturgia dos trabalhos que estão sendo executados pela Loja visitada, o que, diga-se de passagem, não é o caso dos paramentos.

             No caso mencionado na questão, diferente do REAA, o Aprendiz do Rito de York usa o seu avental com a abeta abaixada e assim ele, como visitante, deve se apresentar em qualquer Loja de outro rito. Isso é racional e pacífico, mormente porque essa diferença não interfere no andamento litúrgico da sessão – não distorce o dinamismo das práticas ritualísticas que estão sendo seguidas conforme o ritual.

Sendo assim, recomenda-se que isso seja, na medida do possível, explicado em instrução nas Lojas, o que certamente evitará situações constrangedoras, como a relatada na sua questão venham acontecer.

Ao concluir, vai aqui ainda uma importante observação relacionada ao traje do visitante, mais precisamente sobre o uso do balandrau. Nesse caso, o visitante deve se certificar se o rito da Loja visitada admite o seu uso. Caso ele não seja admitido, o Ir visitante deve respeitar a regra, se apresentando vestido conforme a legislação - terno, camisa branca, gravata preta, etc. Vale ressaltar que nos ritos que admitem o uso do balandrau, o mesmo somente é admitido em sessões ordinárias.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

domingo, 5 de julho de 2026

LUZES DA LOJA - AUSÊNCIA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Phelipe Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, apresenta a seguinte pergunta:

 

LUZES DA LOJA

 

Qual a orientação sugerida para uma situação rara, no caso uma loja tem naquele dia da reunião específico a falta das LL (Ven, 1º e 2º VVig), todavia ela possui o quórum necessário para ocorrer reunião. Neste caso, o recomendado tendo quórum é que ela ocorra, pois possui 7 MM? Ou devido aos eleitos para os cargos (Ven, 1º e 2º VVig) não estando presente é interessante que ela não ocorra?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que essa não é uma questão de liturgia e ritualística, pois se trata de uma situação em que todas as três Luzes, eleitas para dirigir a Loja, não estão presentes.

No caso desta hipotética situação, o que eu posso é apenas dar a minha opinião.

               À vista disso, penso que diante da falta das três Luzes, que são os componentes principais da diretoria da Loja, a Oficina nem mesmo deveria ser aberta. No entanto, ao que me consta essa possibilidade não está prevista na legislação maçônica, razão pela qual seja possível que se estiverem presentes sete Mestres Maçons, dos quais um Mestre Instalado da Loja, os trabalhos podem ser abertos.

A Loja então seria aberta nessa condição, desde que todos os Mestres Maçons presentes sejam obreiros do GOB (Art.º 229 do RGF), não se admitindo, nessa qualidade, que Mestres Maçons visitantes de outras Obediências, mesmo que reconhecidas pelo GOB, ocupassem qualquer cargo.

Creio que assim seja possível precariamente se abrir a Loja, tendo o Mestre Instalado da Loja como o Venerável Mestre, e os demais Mestres Maçons (do GOB) preenchendo os cargos de Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias.

Ainda, sob a égide do bom senso, eu recomendaria que uma Loja nessa condição evitasse discussões de temas passíveis de votação, assim como a deliberação de matérias sensíveis que exijam da presença dos titulares de ofício nos seus cargos.

É isso que eu penso.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

COMISSÃO DE RECEPÇÃO E RETIRADA DA BANDEIRA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Douglas Marcheti, Loja Estrela de Adamantina, 1340, REAA, GOB-SP, Oriente de Adamantina, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

 

Sou Mestre de Cerimônias e faço a entrada da Bandeira, nas sessões magnas dessa forma: retiro o quadro, e saio e entro com duas fileiras Norte e Sul formando 13 membros, nas devidas colunas, porém sem giro, sai e entra cada qual em suas colunas. Está correto?

Obs.: na saída da balaustrada na saudação eu e a Guarda abaixa as espadas durante a saudação, após saudação normal. Na saída, da mesma forma, sem giro. No término, volto o quadro e segue a sessão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em se tratando do REAA, durante a entrada e saída da Bandeira Loja estará aberta, portanto a circulação horária deve ser observada. Por primeiro entram, respeitando a circulação, os seis primeiros membros da comissão que se postarão ao Sul. Em seguida entram os outros sete membros que se colocarão ao Norte. Posicionada a Comissão de 13 Membros, ingressa o Porta-Bandeira, munido do Lábaro e escoltado pela Guarda de Honra.

                 No encerramento, para a retirada da Bandeira, a Comissão de Recepção e Retirada se coloca novamente como fora feito no ingresso. Durante a saudação à Bandeira, a Guarda de Honra abate espadas, voltando depois para ombro-arma durante o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o dispositivo, seguido da Guarda de Honra, se retira com a Bandeira para fora do Templo. O Mestre de Cerimônias deve atentar para a circulação horária durante esses procedimentos.

Assim, reitera-se: procede-se com a circulação porque a Loja está aberta.

NOTA – Toda a ritualística para o ingresso e saída do Pavilhão Nacional encontram-se no Decreto 1476/2016, que dispõe sobre o cerimonial para o ingresso e saída da Bandeira Nacional nas sessões magnas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2026

USO DO BASTÃO II

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Josué Camargo, Loja Adonai, 58, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimento.

 

USO DO BASTÃO

 

Tenho acompanhado seu BLOG, gosto da forma direta e simples que conduz os temas.

Não sei bem, se posso "abusar" um pouco do irmão, pedindo a seguinte ajuda, quando ao cargo "Mestre de Cerimônias".

1 - A circulação em Loja, quando se movimenta, deve ser realizada sempre com o uso do bastão? Ou só na condução do Ven Mestre na entrada e saída do templo e na condução dos demais irmãos (quando necessário)?

2 - Quando carrega consigo algum material/papel, deve também circular com o bastão?

3 - Quando sobe ao Oriente, se portando o bastão, faz algum sinal ao Ven Mestre, com a cabeça, ou com o bastão?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

             Antes, vale a pena salientar que os meus comentários a seguir prendem-se à originalidade litúrgica do REAA, com suas práticas mais consagradas. Lembro que é preciso seguir o ritual aprovado e vigente da Obediência, mesmo que ele seja contraditório às minhas respostas.

1 – O costume consagrado no porte do bastão pelo Mestre de Cerimônias é de que ele sempre o usa esse quando estiver conduzindo alguém em Loja, não somente o Venerável Mestre, mas qualquer Irmão durante os trabalhos. É oportuno lembrar que o guia vai sempre à frente do seu conduzido.

2 – Não estando Mestre de Cerimônias exercendo o ofício de conduzir alguém pela Loja, mas estiver levando na(s) mão(s) algum outro objeto ou expediente de tralho ele não usa o bastão.

3 - O Mestre de Cerimônias, estando munido do bastão, ao ingressar no Oriente faz apenas uma parada rápida e formal. Em uma parada rápida e formal, o titular não esboça nenhum movimento com o bastão, não faz inclinação com o corpo e nem improvisa meneios com a cabeça.

Todas essas orientações podem ser encontradas meu Blog. Nele existem atualmente publicadas mais de duas mil respostas.

 

TFA

 

PEDRO JUK 

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jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026