terça-feira, 30 de junho de 2026

APLICAÇAO DA RITUALÍSTICA PREVISTA NO RITUAL

Em 20/04/2026 o Respeitável Irmão Fábio Martins, Loja Vale do Pirapetinga, 4284, REAA, GOB MINAS, Oriente de Bom Sucesso, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos;

 

APLICAÇÃO DA RITUALÍSTICA

 

Bom dia Eminente Ir Pedro Juk, como vai?

Atendendo sua orientação pelo WhatsApp, encaminho minha dúvida por e-mail.

Gostaria de sua orientação para apresentar em Loja sobre:

1) A importância do cumprimento da Ritualística nas Sessões Maçônicas nos dias de hoje, até que ponto que adaptações e inovações não geram comprometimento da tradição ritualística, qual o cuidado que devemos ter para não agir por "achismos" na execução dos trabalhos em Loja ritualisticamente?

2) Outra questão que queria sua orientação, é sobre o registro de imagens (foto, gravação, etc.) em Loja. Adotamos em nossa Loja, conforme o Juramento que fazemos na Iniciação, de não realizar esses registros com a Loja aberta, e sim após o encerramento dos trabalhos, para o sigilo do que ali é praticado. Semana passada fui alertado por um Ir que no Facebook do GOB há imagens com a Loja aberta, inclusive gostaria que o Ir me informasse se essas imagens correspondem realmente a sessão aberta ou não. Estou abordando o caso se tratando de sessão reservada a Maçons, não em sessão pública. 

Existem variações nessa questão de cada GOB Estadual? O que é permitido e o que é proibido conforme a ritualística?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Seria redundante se dizer que o Ritual vigente deve ser aplicado na sua íntegra. Em síntese, a ritualística deve ser aplicada como estiver prevista no ritual vigente, nada mais e nada menos, a não ser que exista alguma orientação, a parte, da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, homologada por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral.

Nesse sentido, o próprio Ritual menciona no item 1.2 - Interpretação deste Ritual - dele parte do seu segundo parágrafo, onde está escrito o seguinte:

 

"(...) em qualquer Sessão, é proibida (o grifo é meu) a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou estejam, assim como é vedada a exclusão (o grifo é meu) de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que a transgressão dessas advertências configura ilícito maçônicos severo, que, como tal, será tratado (o grifo e meu)".

Assim sendo, o ritual é para ser seguido, ipsis litteris, não havendo qualquer tolerância para com práticas que dele não constem, mesmo que acompanhadas de alegadas desculpas que invocam tradições, usos e costumes da Loja – não está no ritual, não se faz.

Apenas o Grão-Mestre Geral, que é o guardião dos rituais do GOB, é quem pode alterar, mediante Ato ou Decreto seu, o ritual - absolutamente ninguém mais, nem mesmo algum Grão-Mestre Estadual.

2 – Eu entendo que em Loja aberta não deve haver registros fotográficos, sobretudo em se invocando o landmark do sigilo. Não compete a mim, como Secretário Geral, fiscalizar ou tecer comentários sobre eventuais descumprimentos dessa regra. Compete sim às autoridades legalmente constituídas coibir procedimentos equivocados.

Afinal, em todas as sessões do GOB previstas, independente do rito que está sendo praticado, há sempre um representante do Ministério Maçônico presente (Guarda da Lei). Notadamente, o Guarda da Lei deve fazer cumprir a Lei.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUL/2026

REASSUNÇÃO DE VENERÁVEL MESTRE

Em 27/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, formula a seguinte pergunta.

 

REASSUNÇÃO

 

Preciso de um esclarecimento. No meu entendimento, assim como na Instalação, também na Reassunção o M de CCer tem que ser um Mestre Instalado, até porque, o Ritual a ser usado com as falas do M de CCer e i seu trabalho no auxílio ao Presidenta da Comissão Instaladora, está dentro do Ritual de Mestre Instalado.

Acontece que, algumas Lojas estão colocando na sessão de Reassunção um Irmão Mestre (não instalado) para ocupar o trabalho de cerimônias, alegando que trabalham no máximo em
Grau de Mestre.

Desta forma, preciso que o Irmão esclareça se está correto, porque, se a moda pegar, já viu...

Obs. – caso eu esteja errado, peço desculpas, mas não consigo compreender tal situação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como na Reassunção de Venerável Mestre não há abertura do Conselho de Mestre Instalados, de fato basta que apenas os três membros da Comissão de Reassunção, designados pelo Grande Oriente, sejam Mestres Instalados.

Diferente da Instalação, onde há abertura do Conselho de Mestres Instalados, na Reassunção, onde o eleito já é um Mestre Instalado, o Orador, o Secretário, o M de CCer e o Cobridor Interno não precisam deter o título honorífico de Mestre Instalado, bastando para tal que sejam Mestres Maçons.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026

segunda-feira, 29 de junho de 2026

RITUAIS DE FILIAÇÃO, REGULARIZAÇAO, E ADMISSÃO DE MEMBRO HONORÁRIO

Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão João Gabriel de Alencastro Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, formula a seguinte pergunta:

 

RITUAL/FILIAÇÃO/REGULARIZAÇÃO/MEMBRO HONORÁRIO.

 

Tenho dúvida com relação ao cerimonial de Filiação/Regularização/Membro honorário, pois nas pg. 88 e 89; 92 e 93; 96 e 97 do ritual de aprendiz ed. 2024 pede para os irmãos ficarem a ordem por duas vezes seguidas sem que antes eles se sentem, apenas que a guarda de honra retorne ao lugar.

Observando o ritual de 2009 (que já está revogado) vejo que tal coisa não acontece. Minha dúvida é: como proceder com tais cerimoniais? Seria um erro de edição que futuramente será corrigido? Existe algo no SOR que trate sobre?

 

CONSIDERAÇÕES

De fato, ocorreu mesmo foi um erro de digitação. Assim, no Ritual de Aprendiz do REAA, 2024/GOB, elimine-se a frase "em pé e à Ordem" das páginas 88, 92 e 96, permanecendo apenas as das páginas 89, 93 e 97.

No que diz respeito ao SOR – Sistema de Orientação Ritualística/GOB, ele não existe mais para o REAA, mormente porque o mesmo era para o ritual do REAA de 2009, o qual já se encontra revogado, valendo apenas o ritual de 2024.

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

FAÇA-SE A LUZ!

Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Miosótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

FAÇA-SE A LUZ!

 

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, desta vez sobre as falas nas páginas 159 e 160 do Ritual de Aprendiz, nas quais temos a fala do Venerável e dos Vigilantes no momento do “Faça-se a Luz”.

A Dúvida é: quem fala as duas últimas frases? A primeira frase, "FAÇA-SE A LUZ!" parece ser dita pelo VM, mas as frases seguintes devem ser ditas pelo 1º Vig e 2º VVig, respectivamente? Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e cordialidade.

 

RESPOSTA

 

Todas as falas relativas a essa passagem ritualística são proferidas apenas pelo Venerável Mestre. Conforme está previsto no Ritual, no sublime momento do “Faça-se a Luz”, a cada exclamação pronunciada pelo Venerável Mestre, seguida de um golpe de malhete, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes seguem-no também percutindo igualmente os seus malhetes. 

As três exclamações são ditas pelo Venerável Mestre, enquanto que os golpes sequenciais a cada exclamação são dados pelo Venerável e os respectivos Vigilantes.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

sexta-feira, 26 de junho de 2026

A G.'. DE M.'. M.'.

Em 18.04.2026 o Respeitável Irmão Marquinho Pinheiro, Loja Moacyr Alves de Santana, 4002, REAA, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento.

 

G DE M

 

Gostaria que você pudesse me dar instruções sobre a G de Mestre quando feita no levantamento do Irmão na sessão de Exaltação e também quando a G é feita no toque de M, quando é realizado os 5 PP de PP.

A dúvida é se a G é feita na m ou no p?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese, pelo caráter sigiloso do tema, e dos puristas de plantão, vou tentar explicar superficialmente essa questão, esperando que os meus comentários sejam suficientes para esclarecer a dúvida.

               A G de M é feita sempre no pul de cada uma das mm dddadas entre dois MM MM, tanto no Toq pelos C PP PP, bem como durante o instante em que o cand é
erguido da s
na cena do M revivido. Os ppul pertinentes ao ato são sempre os correspondentes às mm dd dos protagonistas.

Vale ressaltar que no 3º Grau só existe uma única forma de se fazer a G, a qual é classificada como quinto dos C PP PP, sendo conhecida como a G da Frat. O ritual vigente de M M de 2024/REAA traz várias explicações no curso do seu texto. A título de ilustração, segue um anexo no e-mail com a foto da G sendo feita entre dois MM MM.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

quinta-feira, 25 de junho de 2026

MARCHA DO 2º GRAU - OLHANDO PARA A ESTRELA

Em 17/04/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Cesar Abu Bakr, Loja 21 de Março, REAA, GOB-SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

MARCHA DO 2º GRAU

 

A dúvida é simples, após o terceiro p, a partir da posição de Apr, ao mudar o sinal para o sinal de Comp, ele executa o p lat. O Ir deve ou não olhar para a Estrela Flamej, e depois avançar o p esq olhando de volta para o Oriente? É do REEA essa prática? Agradeço sua atenção mais uma vez e desejo saúde e paz!

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Em momento algum no ritual do 2º Grau do REAA/GOB, em vigência, está escrito que durante a execução da Marcha o Comp Maçom é preciso manter o olhar dirigido para a Estrela Flamejante (esse é o nome certo da Estrela).

Assim, por isso não constar no ritual, simplesmente não deve ser feito. Durante a execução dos os ppas de Comp o protagonista se mantém olhando naturalmente  para a frente.

O ato de visualizar a Estrela Flamejante em um determinado momento é uma passagem ritualística que ocorre durante cerimônia de Elevação, mas isso nada tem a ver com a Marcha do 2º Grau. É preciso antes seguir o ritual, sem inventar práticas inexistentes.

Para finalizar, convém observar que a Marcha do 2º Grau é sempre formada, primeiro pelos pp de AApr, dados imediatamente antes dos de Comp. A totalidade desses pp corresponde à idade que o Comp Maçom precisa ter para poder v a E F.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUN/2026

SEGUNDO VIGILANTE OCUPANDO O TRONO?

 

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimento sobre:

 

SEGUNDO VIGILANTE

 

Mais uma vez solicito seus bons préstimos para esclarecimento de dúvida que surgiu dentro de Loja.

Sabemos que, quando o Venerável Mestre está ausente, seu substituto LEGAL é o Primeiro Vigilante (mesmo este não sendo MI). Sabemos também que, o substituto do Primeiro Vigilante é o irmão Segundo Vigilante, sendo este substituído pelo Segundo Experto. Tudo isto é pacificado no RGF.

A dúvida que surgiu é a seguinte: Na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante, quem assume os trabalhos em Sessão Ordinária? Na MINHA OPINIÃO, seguindo o que preconiza o RGF, seria o Mestre Instalado mais recente da Loja.

Porém, o Venerável Mestre de nossa Oficina afirma que o Segundo Vigilante pode assumir o Trono e que faz essa afirmação porque consultou instância superior na nossa Obediência Estadual (não sei exatamente quem ele consultou).

Pergunto: Qual o correto?

O Segundo Vigilante pode ou não assumir os trabalhos Ordinários na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante?

Certo mais uma vez de sua atenção, agradeço. TFA

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso do REAA, o Ven Mestre da sua Loja está redondamente equivocado, pois conforme prevê o RGF, Art. º 121 - Compete ao 2º Vig:

I – Substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual (...).

             Como se pode ver, no diploma legal não está escrito que o 2º Vig também é substituto do Ven Mestre.

Nesse caso, quem deu essa informação ao Ven Mestre, deu de maneira errada.

Consequentemente, na ausência do Ven Mestre e do 1º Vig, quem deve dirigir os trabalhos é o Mestre Instalado mais recente da Loja. Por conseguinte, o 2º Vig substitui o 1º Vig e o 2º Exp assume o lugar vago deixado pelo 2º Vig. Atendendo ao que prevê o RGF, de maneira nenhuma o 2º Vig preenche o cargo de Ven Mestre.

O ritual vigente do REAA também não prevê que o 2º Vig assume o lugar do Ven Mestre. Nesse sentido, o Ven Mestre não pode alterar o que estiver escrito no RGF, assim como no ritual vigente.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026