terça-feira, 10 de março de 2026

CIRCULAÇÃO E A ESTRELA

Em 05/11/2025 o Respeitável Irmão André Soares, Loja Sol e Liberdade, 2897, REAA, GOB-SP, Oriente de Tupã, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

CIRCULAÇÃO

 

Em uma das palestras proferidas pelo Irmão, foi mencionado que a circulação, em Loja, tanto do Saco de Propostas e Informações quanto do Tronco de Beneficência, seguiria o formato de uma estrela de cinco pontas, envolvendo o Ven, o 1º Vig, o 2º Vig, o Orad e o Secr.

Estou preparando um trabalho sobre o tema da circulação em Loja, mas não encontrei nenhuma referência bibliográfica a respeito. O Irmão poderia, por gentileza, indicar uma fonte que trate desse assunto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata de uma estrela com cinco pontas, mas com seis, já que a mesma se refere à abordagem sequencial dos seis primeiros cargos ocupados pelo Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr e Cobr Interno. Esta é sequência de abordagem  que consta no ritual vigente do REAA no GOB.

No REAA, para se abrir uma Loja, primeiro é preciso que estejam presentes no mínimo as três Luzes da Loja (dirigentes), o Orad (Guarda da Lei), o Secr (registra os trabalhos), o Cobr Interno (cuida da segurança dos trabalhos - Landmark do sigilo) e o M de CCer (cuida da fluidez dos trabalhos - beleza).

              A questão da formação da estrela com seis pontas, na verdade não passa de mais uma invencionice, até porque que seria preciso muita imaginação para ligar esses cargos dispostos pelo templo e formar uma perfeita estrela hexagonal constituída por dois triângulos equiláteros sobrepostos (Selo de Davi). Só para ilustrar, um triângulo equilátero tem os três lados iguais e ângulos internos como 60 graus cada um.

Essa construção triangular apenas fez parte do imaginário anacrônico de alguns autores que imaginavam a formação de uma estrela hexagonal perfeita durante a perambulação, pela Loja, do M de CCer ou do Hospitaleiro.

No tocante a essa circulação, sem imaginação, a abordagem se dá simplesmente nos seis primeiros cargos imprescindíveis que, somados ao do M de CCer totaliza o número de sete Mestres maçons, que é o número mínimo de Mestres previstos para se abrir uma Loja (Art. 96, XXII do RGF).

Assim, reitera-se, a suposta estrela formada pela ligação desses cargos não passa de um artifício imaginoso que foi utilizado no passado. Não faz nenhum sentido na Moderna Maçonaria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

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