quinta-feira, 28 de setembro de 2023

SALVA DE BATERIAS

Em 06/05/2023 o Respeitável Irmão José Daniel Massaroni, Loja Conciliação e Justiça, 2058, REAA, GOB-SP, Oriente de Presidente Prudente, Estado de São Paulo, apresenta a questão que segue:

 

SALVA DE BATERIAS

 

Estamos preparando um roteiro para entrega de Títulos e Condecorações. Baseado na Lei nº 088, de 21/09/2006, atualizada até 31.05.2022, nos deparamos com o contido no Art. 28, quando cita: uma salva de Bateria nos três altares para os Beneméritos da Ordem e três salvas de Baterias nos três altares para os homenageados com a Estrela de Distinção
Maçônica. Como diferenciar uma Bateria da outra? Os Irmãos que participam da Sessão também podem acompanhar o Venerável Mestre e os Vigilantes ou, somente esses deverão executar essas baterias?

Agradeço desde já pelo pronto atendimento aos meus questionamentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Segue o meu entendimento: No primeiro caso é uma salva composta por três baterias dadas com os malhetes, ou seja, o Venerável Mestre percute uma vez sobre o Altar (!), o 1º Vigilante uma vez sobre a sua mesa (!) e o 2º Vigilante, do mesmo modo uma vez (!). Assim a salva no primeiro caso se compõe por três percussões rápidas e sequenciais executadas pelas Luzes da Loja.

No segundo caso me parece que as Luzes da Loja agem da mesma forma, porém repetindo o procedimento por mais duas vezes, ou seja, 1ª salva – Venerável (!), 1º Vigilante (!), 2º Vigilante (!); 2ª salva – Venerável (!), 1º Vigilante (!), 2º Vigilante (!); 3ª salva – Venerável (!), 1º Vigilante (!), 2º Vigilante (!).

Nos dois casos as salvas são executadas apenas pelas Luzes da Loja.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

SET/2023

terça-feira, 19 de setembro de 2023

LOJA RECUSANDO TRANSFERÊNCIA

 

Em 04/05/2023 o um Respeitável Irmão de uma Loja que pratica o REAA, da constelação das GLMMG (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

 

RECUSA DE TRANSFERÊNCIA

 

Seguinte: considerando que embora as Lojas Maçônicas sejam independentes e soberanas em suas decisões, bem como nada do que foi discutido em uma sessão possa ser revelado a quem dela não participou, gostaria de saber sua opinião sobre a seguinte questão: Pode uma Loja da jurisdição das Grandes Lojas e que pratica o REAA tomar a decisão de recusar um pedido de transferência de um irmão regular e ativo de loja que, também, pertença às Grandes Lojas sem apresentar uma justificativa para tal decisão? Ou seja, simplesmente recusar sem dizer o porquê?

 

COMENTÁRIOS.

 

Essa não é uma questão que se adequa ao meu ofício, já que atuo no campo da liturgia, história e ritualística maçônica. À vista disso vou emitir apenas uma opinião sem entrar no mérito da decisão da Loja.

Nesse sentido, genericamente penso que se um Irmão é regular e pede transferência nos conformes da lei, de uma para outra Loja da mesma Obediência, o mais natural seria que fosse deferido o seu pedido.

É bem verdade que eu não conheço amiúde a legislação da sua Obediência e nem o regimento interno da respectiva Loja. Como foi dito, em primeira análise é desconhecido o porquê do pedido ter sido indeferido

Por outro lado, saliento que a minha opinião – apenas opinião - se prende a um fato corriqueiro nas Lojas. Assim, no contexto da sua questão é preciso ouvir as razões pelas quais fora negada a transferência (isso é importante).

Vale salientar que nas entrelinhas da lei existem sobre os fatos situações prós e contras, portanto, as justificativas devem fazer parte do processo. Trocando em miúdos, antes de se emitir um parecer laudatório é preciso antes ouvir os dois lados da questão.

Salvo melhor juízo, essa é a minha opinião.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

SET/2023

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

BOLSAS - ABORDAGEM DURANTE A COLETA

Em 03.05.2023 o Respeitável Irmão Leandro Oliveira, Loja Perseverança, 0159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, faz as perguntas seguintes:

 

ABORDAGEM DURANTE A COLETA

 

Caro irmão, eventualmente faço o cargo de Mestre de Cerimônias e em nossa Loja temos uma dúvida. Caso não tenha Companheiros, durante o giro do Saco de PProp e IInf ou Tr, após finalizar a coleta na Coluna do Norte, como não tem Companheiro na do Sul, é necessário circular o painel para então coletar dos Aprendizes ou é possível finalizar a coleta dos Mestres e já iniciar a dos Aprendizes?

Outra dúvida, no Ocidente, é necessária coletar primeiramente dos oficiais e depois dos
Mestres ou pode-se coletar sem ordem entre oficiais e mestres?

 

RESPOSTAS

 

  1. Não estando presentes Companheiros na Coluna do Sul, logo que seja completada a coleta dos Mestres na Coluna do Norte, passa-se imediatamente à coleta dos Aprendizes. Nesse caso não é necessário passar pelo Sul para imediatamente retornar ao Norte.

 

  1. Segue-se o que está previsto no SOR e no Ritual. Não existe coleta separada, pois todos os oficiais são Mestres Maçons. Assim no caso do Ocidente, faz-se a coleta indistintamente entre os Mestres, estejam eles exercendo cargos de oficiais ou não.

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística/GOB-PODER CENTRAL.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

SET/2023

domingo, 17 de setembro de 2023

COLUNAS ZODIACAIS DO TEMPLO PERTINENTES AO GRAU DE MESTRE MAÇOM

Em 03.05.2023 o Respeitável Irmão Antônio Cássio Ribeiro Dias, Loja Vigilante de Contagem, 3227, GOB-MINAS, REAA, Oriente de Contagem, Estado de Minas Gerais, apresenta o que segue:

 

COLUNAS ZODIACAIS RELATIVAS AO MESTRE

 

Gostaria de orientação para fazer um estudo sobre as colunas zodiacais referentes os Mestres.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

As Colunas Zodiacais presentes nos templos maçônicos do REAA representam a jornada iniciática do Maçom.

                   Marcando os ciclos da Natureza, as Colunas relativas ao Mestre Maçom correspondem a Capricórnio, Aquário e Peixes, ou seja, indicam o ciclo hibernal que ocorre no hemisfério Norte.

Sob o aspecto iniciático, essa alegoria solar menciona o período em que há menos luz, portanto, maior prevalência de trevas. No inverno os dias são curtos e as noites longas. No conceito esotérico-iniciático é o fim da vida; o morrer para poder renascer. O rótulo dessa alegoria é a Terra que fica viúva do Sol. Isso explica o termo FF da VV, que é bem conhecido nos meios maçônicos.

Um aspecto importante é que essa alegoria solar deve ser interpretada sob ao ponto de vista do hemisfério Norte da Terra, isso porque historicamente a Maçonaria nasceu e floresceu nesse hemisfério.

Em face a isso, salvo raras exceções de ritos que nasceram no hemisfério Sul, independentemente de onde estejamos situados, todas as relações astronômicas correspondem ao setentrião. Nesse caso o solstício de inverno ocorre a 21 de dezembro no Norte. Note que em Capricórnio o Sol aparentemente atinge o máximo da sua declinação austral. Assim, a Coluna Zodiacal relativa ao solstício de inverno encontra-se no templo do REAA, situado na parede Sul.

Muitas outras informações a respeito poderão ser encontradas no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

SET/2023

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

A ESPADA E A POSTURA DO COBRIDOR INTENO

 

Em 02.05.2023 o Respeitável Irmão Luis Felipe Torres Conceição, Loja Fraternidade Ferrense, 2230, REAA, GOB-MINAS, Oriente de São Pedro dos Ferros, Estado de Minas Gerais, faz a pergunta seguinte:

 

POSTURA DO COBRIDOR INTERNO

 

Eminente Irmão Pedro Juk, qual é a postura adotada pelo Cobridor Interno no decorrer da sessão? Ele fica a ordem normalmente como qualquer outro irmão? Ou empunha a espada? Havendo Cobridor Externo, pode o Cobridor Interno ficar a ordem normalmente sem empunhar a espada? Visto que, em uma análise lógica, o Cobridor Interno fica com a espada empunhada pois não há Cobridor Externo.

Logo havendo Cobridor Externo pode o Cobridor Interno ficar a ordem sem espada?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O Cobridor Interno deve empunhar a sua espada por dever de ofício, ou quando o ritual assim determinar.

Conforme especifica o ritual, há duas situações que podem ocorrer durante a verificação da cobertura do templo para o início dos trabalhos. Uma delas é quando estiver presente o Cobridor Externo e a outra mediante à sua ausência.

                                Nesse contexto, de acordo com o SOR, Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB (Decreto 1784/2019) e o ritual em vigência, estando presente o Cobridor Externo, o Cobridor Interno, sem empunhar a espada e sem abrir a porta, dá nela pelo lado de dentro com o punho da mão direita cerrado a bateria do grau. O Cobridor Externo, por sua vez, responderá como na forma de costume. Logo a seguir o Cobridor Interno então informa ao 1º Vigilante.

Caso não esteja presente o Cobridor Externo, o Interno, empunhando a espada em ombro-arma, abre a porta, vai até o átrio e faz a verificação costumeira. Ato seguido, retorna, fecha a porta e nela dá a bateria do grau, agora com o punho da espada, logo informando da sua missão ao 1º Vigilante.

Não se recomenda ao Cobridor que ele tenha a espada às mãos quando ela não estiver em uso. Aconselha-se que o mesmo a mantenha presa no dispositivo fixo na faixa do Mestre, então vestida por ele à tiracolo, ou deixa-la acondicionada no dispositivo que geralmente se encontra fixado atrás do espaldar da cadeira.

O Cobridor estando sentado não deve segurar a espada com a ponta apoiada no piso e nem mesmo descansá-la sobre as suas coxas.

Ainda outras recomendações:

Em deslocamento, ou em pé e parado empunhando a espada, o titular deve mantê-la em ombro-arma. Se em pé e parado, mas com a espada acondicionada no dispositivo da faixa, o titular fica à Ordem normalmente (compõe o Sinal com a mão).

No REAA a espada deve ser sempre empunhada com a mão direita, tendo a lâmina apontada para o alto e na vertical. O punho deve ficar junto ao quadril direito com o respectivo braço e antebraço afastados do corpo. O braço esquerdo fica caído ao longo do corpo.

O titular estando parado com a espada em ombro-arma deve sempre manter o corpo ereto e os pp uu pelos cc em esq. Não se apoia a espada no ombro feito uma vara de pescar.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR

jukirm@hotmail.com

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SET/2023

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

OCUPAÇÃO DE LUGAR NO ORIENTE DA LOJA - REAA

Em 02.05.2023 o Respeitável Irmão Carlos Souza Toledo, Loja Arte Real, 2560, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, formula as questões seguintes:

 

OCUPAÇÃO DE LUGAR NO ORIENTE

 

Ocupo o cargo de Mestre de Cerimônias, gostaria de receber as seguintes orientações:

1 - O irmão que ocupa o cargo de Deputado Federal ou Estadual, na maioria das vezes não é Mestre Instalado e senta no Oriente e alguns pleiteiam tomar assento ao lado do Venerável, isso é permitido?

2 - O irmão que ocupa o cargo de Deputado Federal ou Estadual, pode usar seus
paramentos usando balandrau e sentar no Oriente?

3 - O irmão que possui o ato de representação do GMG ou do GME, tem prerrogativa de sentar ao lado do Venerável?

Peço desculpas por ter de que fazer estas consultas, em virtude de ter visto em Lojas, a ocorrência destas ações e como Mestre de Cerimonias gostaria de proceder corretamente.

 

COMENTÁRIOS

  1. O Oriente não é espaço exclusivamente destinado aos Mestres Instalados, até porque M I não é grau, mas um título honorifico concedido àqueles que foram um dia eleitos para o veneralato de uma Loja.

Se o espaço fosse exclusivo a eles, os demais Mestres Maçons que trabalham no Oriente teriam que ser obrigatoriamente ex-veneráveis. Naturalmente não é isso que acontece. O que de fato ocorre é que os Mestres Instalados, conforme previsto no ritual, junto às autoridades e demais Mestres Maçons que trabalham no Oriente, também têm lugar reservado no Oriente.

 

  1. A condição para que se possa ocupar lugar no Oriente é a de que o maçom seja um Mestre Maçom com cargo no Oriente, ou um Mestre Instalado, ou uma autoridade maçônica, ou ainda um portador de título de recompensa. Obviamente que uma autoridade maçônica ou um portador de título de recompensa, por si só tem que ser um Mestre Maçom.

O uso do balandrau, no caso do REAA, é permitido nas sessões ordinárias, portanto, nessa condição nada impede que o Deputado esteja vestindo balandrau e paramentado como tal.

O Deputado Estadual, ou do Distrito Federal, é uma autoridade mencionada na faixa 2 do RGF e, respectivamente o Federal, na faixa 3 – Artigos 219 e 220.

Sob o aspecto ritualístico e litúrgico inerente ao REAA não há óbices no sentido do uso do paramento de um Deputado com o balandrau, desde que a sessão se reserve à Loja em trabalhos ordinários.

 

  1. A simples ato de representar o Grão-Mestre Geral, ou Estadual, ou do Distrito Federal não é condição para se ocupar uma das cadeiras de honra. Ser representante do Grão-Mestre não o torna Grão-Mestre. Vale destacar que a ocupação das “duas” cadeiras de honra à esquerda e a direita do trono é regulada pelo Decreto 1469/2019.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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SET/2023

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

FUNÇÃO DOS DIÁCONOS NO REAA

Em 25.04.2023 o Respeitável Irmão Fábio Bhento, sem mencionar o nome da Loja, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de Vinhedo, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

FUNÇÃO DOS DIÁCONOS

 

Se o 1º Diácono leva a palavra do Venerável Mestre ao Irmão 1º Vigilante, então após abertura ritualística se o Venerável precisar falar algo para o 1º Vigilante ele pode usar o 1º Diácono?

Exemplo passar uma informação para o Vigilante conduzir uma apresentação dos Aprendizes sem precisar usar a palavra falada para todos ouvirem, ele pode pedir ao Diácono pra ir até o 1 Vigilante e falar o que o Venerável Mestre precisa, sem usar o Mestre de Cerimônias?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De modo algum. No REAA (rito de origem francesa) o imediato do Venerável Mestre é o Mestre de Cerimônias e não o Diácono. A função dos Diáconos no rito em questão é apenas e tão somente atuar na transmissão da palavra sagrada durante a liturgia de abertura e encerramento dos trabalhos.

A dialética de abertura entre esses personagens, conforme consta no ritual, é apenas e tão somente uma alusão aos tempos operativos – eu já escrevi bastante sobre esse tema no Blog do Pedro Juk.

              No contexto iniciático do REAA, a liturgia da transmissão da palavra na abertura e encerramento dos trabalhos nada tem a ver com o levar ou trazer recados. Nessa conjuntura a palavra transmitida é apenas um símbolo pertencente a uma alegoria adaptada para relembrar o momento em que os nossos ancestrais (Maçonaria Operativa) aprumavam e nivelavam os cantos para a elevação das paredes nas construções  de igrejas, mosteiros, catedrais, etc.

Dessa maneira, ao final da jornada de trabalho, a produção era conferida para que os operários pudessem receber os seus salários justos e merecidos.

Especulativamente, no REAA fazem parte desse teatro emblemático o Venerável Mestre, que representa o Mestre da Loja do passado, e os Vigilantes que representam os Wardens, seus predecessores nos tempos do Ofício. Ainda integram essa representação os atuais Diáconos por serem os antigos mensageiros, também conhecidos como oficiais de chão. Vale lembrar que nos tempos operativos da Ordem, os canteiros a céu aberto de obra (hoje simbolicamente os recintos das Lojas) eram imensos, e o Mestre da Loja, então um Companheiro experimentado, mandava seus auxiliares (Wardens) prepararem os cantos, nivelando e aprumando-os para dar início à uma nova jornada de trabalho.

Ao final desta, para poder fechar a Loja, o Mestre da Loja, da mesma forma, mandava verificar se todas as paredes elevadas estavam aprumadas e niveladas nos conformes da Arte.

Como os canteiros eram imensos, o Mestre então se servia dos mensageiros (mais tarde os Diáconos) pra transmitir essas ordens aos seus Vigilantes. Vale notar que o nível e o prumo até hoje se encontram representados nas joias distintivas dos Vigilantes.

Obviamente que na Moderna Maçonaria, especulativa por excelência, não existem literalmente canteiros de obra a céu aberto, mas sim Lojas que simbolizam aqueles velhos redutos do ofício.

Por exemplo, a Pedra Bruta e a Cúbica, que outrora serviam como elementos primários na construção, atualmente, na Maçonaria dos Aceitos encontram-se substituídas pelo elemento “homem iniciado”, onde o maçom é preparado pelas ferramentas para servir como um dos elementos que compõem as paredes simbólicas de um Templo à Virtude Universal.

Sendo assim, não faria sentido que atualmente para se abrir e fechar os trabalhos de uma Loja do REAA os Vigilantes percorressem literalmente o recinto com um prumo e um nível nas mãos para cumprir essa missão.

À vista disso, a velha prática operativa acabaria dando lugar no simbolismo a uma transmissão de palavra que, se tiver sido transmitida conforme os requisitos exigidos, ou seja, de acordo com a liturgia maçônica, significa que tudo está aprumado e nivelado, portanto, “justo e perfeito”.

Vale mencionar que o termo “estar à Ordem”, dentre outros significados revela aquilo que está nivelado, esquadrejado e aprumado. Tudo é próprio da postura corporal daquele que se coloca à Ordem.

Consequentemente o REAA, para rememorar esse momento de um passado distante, instituiu na sua ritualística a alegoria da transmissão da palavra sagrada.

Para que isso acontecesse foram adotados os dois Diáconos para servirem exclusivamente como mensageiros na transmissão da palavra, enquanto que ao Mestre de Cerimônias foi dado o ofício de levar em Loja recados, mensagens, bilhetes e outros afins do gênero.

Vale lembrar ainda que a dialética de abertura que envolve os Diáconos é também, no REAA, apenas um simbolismo reminiscente e não um ofício propriamente dito. Como já mencionado, os Diáconos são apenas mensageiros da palavra e não fiscais e nem transmissores de ordens entre as Dignidades e Oficiais. Isso é dito apenas com o fito de resguardar costume e lembrar o passado operativo.

Nesse contexto é preciso compreender que a Maçonaria cita em sua liturgia muitos aspectos que são meramente simbólicos. Nos conformes da boa geometria não se admitem generalizações.

Por fim, ao concluir é oportuno mencionar que a transmissão da palavra que envolve as Luzes da Loja e os Diáconos não se trata de um telhamento (exame de um maçom), porém é uma alegoria que rememora um momento sublime do passado operativo. É oportuno rememorar que essa transmissão de palavra ocorre apenas entre Mestres Maçons do quadro, portanto, Irmãos perfeitamente reconhecidos, o que não é o caso de se examinar um  personagem desconhecido. Como foi dito, a “Arte” não admite generalizações.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

SET/2023

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

ABSTENÇÃO NA VOTAÇÃO

Em 20/04/2023 o Respeitável Irmão Leandro Oliveira, Loja Perseverança, 0159, REAA, GOB-PR, Oriente de Paranaguá, Estado do Paraná, faz a pergunta seguinte:

 

ABSTENÇÃO

 

Enquanto visitante em uma Loja, durante uma votação devo me abster do voto uma vez que não cabe a mim opinar naquela Oficina. O ponto é: se o voto afirmativo é pelo sinal de costume e o voto negativo é simplesmente abster-se de qualquer sinal, como devo proceder? Ficando de pé e a ordem? Ou simplesmente não faço sinal algum ficando parecendo que
voto negativamente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Alguns ritos, como o Adonhiramita, por exemplo, possuem um gestual (sinal) que caracteriza a abstenção do obreiro na votação. Contudo, a maioria dos ritos, como é o caso do Escocês Antigo e Aceito, não possuem nenhum sinal para essa ocasião.

Assim, no caso do REAA, aquele que quiser se abster na votação, sem nada pronunciar deve se colocar à Ordem.

Desse modo, os que aprovam fazem o sinal de costume; os que desaprovam permanecem sentados como estão (sem fazer nenhum sinal); os que querem demostrar abstenção ficam à Ordem.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística -

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com

 

 

SET/2023