domingo, 25 de fevereiro de 2018

REAA - SUBSTITUIÇÃO DO SEGUNDO VIGILIANTE PELO SEGUNDO EXPERTO

Em 14/11/2017 o Respeitável Irmão Alberto Sobrinho, Loja Liberdade e União, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, se referindo a uma resposta dada no meu Blog no mês de novembro, referindo-se à substituição do Venerável Mestre pelo Primeiro Vigilante, formula a questão seguinte:

SUBSTITUIÇÃO DO VIGILANTE PELO EXPERTO


Considerando a publicação abaixo no Blog, pergunto:
Considerando a ausência do 2º Vigilante para o início dos trabalhos ou a necessidade do mesmo assumir o lugar o 1º Vigilante, na falta do Venerável Mestre, ao compor a Loja, antes do início dos trabalhos, devo solicitar ao 2º Experto que assuma o lugar do 2º Vigilante? É este o entendimento? Ou somente no caso de uma necessidade urgente em que o 2º Vigilante necessite cobrir o Templo após o início dos trabalhos? Nesta situação o 2º Vigilante cobre o Templo com o seu colar/joia e o 2º Experto ocupa seu lugar com o colar/joia do Experto?

CONSIDERAÇÕES.

Em se tratando do REAA\, na ausência do Segundo Vigilante, quem o substitui precariamente é o Segundo Experto. A propósito, isso é norma consuetudinária no Rito e não precisa estar escrito, pois se a questão fosse a de estar escrito, observa-se que também não está escrito em lugar nenhum que seja outro oficial, que não o Experto, o seu substituto precário.
O termo “precariamente” se atribui a uma situação emergencial, ou seja, apenas de uma sessão, já que a vacância definitiva desse cargo faz com que seja requerida a realização de eleição para a sua titularidade.
Quanto à situação de que o Segundo Vigilante precise se ausentar durante a Sessão de modo temporário, isto é, tendo o Templo coberto por tempo necessário e posterior retorno aos trabalhos, não há necessidade de se trocar a joia do Experto. A questão é só de momento. Para o bem dos trabalhos maçônicos, devemos evitar esses excessos de preciosismo.
A propósito, quem cobre o Templo é o Cobridor. Nesse caso não é o Segundo Vigilante que cobre o Templo, mas é ele que tem o Templo coberto para si.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

COMO PEDIR A PALAVRA EM LOJA NO REAA

Em 14/11/2017 o Respeitável Irmão Carlos Alberto C. Silva, Loja Lautaro, 2.642, REAA, GOSP-GOB, sem mencionar o Oriente, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

COMO PEDIR A PALAVRA EM LOJA.


Um Irmão de minha Loja me fez um questionamento interessante, sobre o qual nunca tinha pensado e não sei responder com embasamento e segurança já que não me lembro de ter passado por esses procedimentos em qualquer livro que eu tenha lido.
1.     Quando um Irmão em Loja levanta-se para falar, a quem ele dirige a palavra? É ao Venerável Mestre?
2.     Ele pode se dirigir a outros membros da Câmara e falar diretamente a estes?
Aproveito para "engatar" agora uma questão minha:
3.      Qual é, em seu entendimento, o correto procedimento para se pedir a palavra quando esta circula pelas colunas? Já vi de tudo: Ficar de pé e à Ordem, bater nas costas da mão esquerda, levantar o braço direito como o sinal de aprovação, bater palmas e até com "psiu's". Tenho um livro que ensina que se deve bater palma e em seguida levantar o braço direito a título de "chamar a atenção do Vigilante". Inclusive um Manual de Dinâmica Ritualística que tenho recomenda a mesma coisa.

CONSIDERAÇÕES

No caso do REAA\ quando um Irmão em pé faz o uso da palavra ele fica à Ordem, antes, porém, nesse caso ele cumpre o protocolo de mencionar por primeiro as Luzes da Loja, em seguida e genericamente (sem mencionar uma a uma) as autoridades maçônicas se for o caso e por fim os demais presentes também na forma genérica de “meus Irmãos”.
Esse protocolo é uma característica do Rito e não pode se confundir com “saudação maçônica”. O ato de se mencionar alguém em se estando à Ordem não significa que literalmente esse alguém está sendo saudado. Cada ato ritualístico deve ser interpretado no contexto da situação em que ele acontece. Nesse caso generalizar o significado é algo temerário.

Dados esses comentários, vamos às questões propriamente ditas.

1.     Salvo se respondendo a uma questão específica de alguém ou mesmo dirigindo uma pergunta para alguém, quem usa a Palavra geralmente se dirige à Loja como um todo, isto é, à assembleia de Irmãos. É daí a expressão final do protocolo quando o usuário da palavra se refere por final aos “meus Irmãos”. Um obreiro usando a palavra em Loja não necessita manter-se estático com a sua visão na direção de alguém. Com o olhar ele pode percorrer com discretos movimentos da sua cabeça orientando a sua fala nas diversas direções do recinto.
2.     Obviamente que sim. Essa resposta está implícita no que menciona a nº 1 acima.
3.     O modo clássico e tradicional é o de bater com a mão direita sobre o dorso da mão esquerda fechada, esticando em seguida à frente o braço direito para chamar a atenção. O resto é invenção e preciosismo.

T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018

DISPENSA DE FORMALIDADE RITUALÍSTICA - REAA

Em 09/11/2017 o Respeitável Irmão Moisés Pinho da Silva, Loja Luiz Gonçalves Pereira, 13, REAA, GOPB (COMAB), Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, apresenta a seguinte questão:

DISPENSA DE FORMALIDADE

Gostaria de tirar uma dúvida.
Na chegada de um Irmão retardatário o Venerável dispensa a entrada ritualística do Irmão.
Minha dúvida: este Irmão deverá saudar as Luzes mesmo não executando a Marcha? É errado solicitar que o retardatário faça a saudação por respeito às Luzes?
Ou ele deverá seguir direto para o lugar que lhe compete em Loja?


CONSIDERAÇÕES.

A regra é (ou pelo menos deveria ser) a de que todo ingresso na Loja deve ser formal.
Entrada formal em uma Loja aberta no Rito Escocês Antigo e Aceito significa o ato nela se ingressar pela Marcha do Grau e em seguida proceder à saudação às Luzes pelo Sinal, podendo ainda, conforme a situação, ser ele submetido ao telhamento oral (questionário) ministrado pelo Venerável Mestre.
Somente após esses procedimentos é que o Irmão que acabou de ingressar assina o Livro de Presenças e é posteriormente conduzido a um lugar na Loja.
Entretanto, pelo perfil da Maçonaria Latina que não foge a regra do “jeitinho”, consuetudinariamente é prerrogativa do Venerável Mestre, usando do seu bom senso, dispensar parte dessas formalidades, sobretudo se o caso for o de um Irmão conhecido do Quadro. Nesse sentido, excepcionalmente o Venerável Mestre pode dispensar a Marcha do Grau e o questionário do telhamento, permanecendo, porém o ato de se saudar as Luzes pelo Sinal.
É oportuno mencionar que no REAA\ o Mestre de Cerimônias, portando o seu bastão, sempre estará presente nesse ato de recepção e condução.
Assim, pela abordagem acima, acredito que o texto responde as suas questões.
Dando por concluído, nunca é demais mencionar que a ritualística disciplina os trabalhos maçônicos, portanto é sempre de boa geometria que se evitem dispensas de procedimentos na liturgia maçônica. Que as exceções sejam realmente avaliadas como algo verdadeiramente necessário. Nesse caso, dispensas não são regras, mas puramente exceções.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

OFÍCIO DO COBRIDOR EXTERNO

Em 08/11/2017 o Respeitável Irmão Luciano Peixoto, Loja Universitária de Cascavel, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, solicita a seguinte informação:

OFÍCIO DO COBRIDOR EXTERNO.


Assumi este ano o cargo de Cobridor Externo e percebi que tem poucos detalhes sobre a função no manual de procedimentos ritualísticos. Tentando tirar dúvidas com os Irmãos percebi também que muitos não têm convicção sobre o cargo.
As minhas dúvidas são básicas, como por exemplo, no início da sessão, na entrada dos Irmãos ao Templo, bem como na saída, devo ficar com a espada embainhada ou a rigor? Como devo proceder nas entradas e saídas dos Irmãos nos casos de mudança de Grau da sessão? Depois que se inicia a sessão e um Irmão chega atrasado, qual é o procedimento correto?

CONSIDERAÇÕES.

O Cobridor Externo (Guarda Externo) na Maçonaria latina ou o Tiler na Maçonaria inglesa é um dos cargos mais antigos utilizados na Ordem. Originário dos tempos operativos ele tinha a função de guardar e proteger externamente o local de trabalho dos bisbilhoteiros e dos cowans.
Com o advento da Maçonaria Especulativa e na sequência da Moderna Maçonaria o Cobridor ou o Guarda Externo foi mantido com a função simbólica de proteger a porta do Templo pelo seu lado externo. No caso do REAA\ ele ocupa o respectivo Átrio.
Até certo ponto esse cargo foi mantido, principalmente na vertente francesa com um cargo mais decorativo do que funcional na liturgia. Em síntese, não lhe é dada a importância que o cargo devidamente merece.
Pelo seu aspecto quase decorativo, no REAA\ - rito de origem francesa - o Cobridor Externo tem sido mantido em alguns rituais das Obediências como um elemento que vigia o espaço externamente apenas durante a abertura dos trabalhos, ingressando no Templo logo após a devida abertura ritualística e ali permanecendo “esquecido” até no encerramento - isso quando esse cargo é preenchido.
Diferente da Maçonaria inglesa, o Tiler (título dado ao Guarda Externo na Inglaterra) obrigatoriamente permanece no Átrio e geralmente ele não é um membro efetivo da Loja, mas um Past-Master idoso e experiente que tem por ofício guardar externamente a Sala da Loja, inclusive sendo remunerado financeiramente pelo seu ofício. O Tiler não ingressa nos trabalhos ritualísticos na Inglaterra.
A despeito do que foi até aqui comentado, no caso do REAA\ o Cobridor Externo pelo menos deveria ser o primeiro oficial a receber eventualmente os retardatários que costumeiramente pedem ingresso após a abertura dos trabalhos. Também, no caso de existirem visitantes que formalmente só ingressam após a Ordem do Dia, o Cobridor Externo deveria permanecer no Átrio – pelo menos até as suas entradas. Ainda, em havendo necessidade de cobertura temporária do Templo para Irmãos cumprindo as formalidades ritualísticas de mudança de grau, também o Guarda Externo deveria se posicionar no Átrio até o retorno dos retirantes (em tese alguém está presente nas proximidades do Templo).
Obviamente que nada disso acontece, pois não está previsto no ritual. É comum atualmente apenas que ele ingresse após a abertura e tome assento no seu lugar devido e ali permaneça até o encerramento.
Dados esses comentários, seguem as respostas solicitadas:
- Segundo o Ritual do GOB\ e os Procedimentos Ritualísticos do GOB-PR, durante o ingresso o Cobridor Externo permanece no Sul do Átrio, próximo a Coluna Vestibular J\ mantendo a espada desembainhada, isto é, em ombro-arma até que todos tenham ingressado. Posteriormente embainha a espada e permanece no Átrio até que seja convidado a entrar. Quanto ao encerramento nada é mencionado. Nesse sentido ele se retira com os demais, preferencialmente ao final do préstito em retirada, mantendo a espada embainhada. Não existindo bainha, mantém a espada no dispositivo localizado atrás do espaldar da sua cadeira.
- O ideal seria ele se manter no Átrio com a espada em ombro-arma enquanto o Templo estivesse coberto aos retirantes, entretanto como nada está previsto nesse sentido, o Cobridor Externo se mantém internamente sentado no seu devido lugar (lado Norte da porta). Nesse caso sua espada permanece embainhada ou, na ausência de bainha, ela fica presa no dispositivo preso atrás do espaldar da sua cadeira.
- Como nada está previsto, tendo ele já ingressado, permanece sentado no seu lugar. Na hipótese de que ele não tenha ainda ingressado, é dele então a responsabilidade inicial de receber retardatários na forma de costume, dar os avisos iniciais sobre o grau de trabalho da Loja, podendo inclusive e se for o caso, submeter o atrasado aos exames iniciais da praxe antes que ele peça ingresso.


T.F.A.

PEDRO JUK



FEV/2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

VENERÁVEL MESTRE À ORDEM - O SINAL E O INSTRUMENTO DE TRABALHO

Em 07/11/2017 o Respeitável Irmão Hernay Canhoto, Venerável Mestre da Loja Eugenio Bargiona, 3593, GOB-RJ, sem mencionar o nome do Rito, Oriente do Recreio dos Bandeirantes, Estado do Rio de Janeiro, solicita a seguinte informação:

VENERÁVEL MESTRE À ORDEM.

Primeiramente gostaria de enaltecer seu trabalho, suas respostas nesse blog acendem uma luz no nosso universo maçônico, tão carente de informações fidedignas.
Nesses primeiros meses de trabalho à frente de minha loja muito tenho usado seus ensinamentos.
Tenho uma duvida que não achei dirimida em seu blog, um ex Venerável Mestre da minha Loja usava o malhete ao peito como Sinal de Ordem e alguns Mestres Instalados concordam que o Venerável Mestre não faz o Sinal de Ordem normal do grau e sim sempre colocando o malhete ao peito, eu particularmente, discordo nesse sentido, tenho feito o Sinal de Ordem relativo ao grau que estamos trabalhando. Gostaria de saber qual o procedimento ritualístico correto.

CONSIDERAÇÕES.

O Sinal de Ordem (Sinal Penal) é feito com a mão, ou mãos se for o caso.
Ninguém faz Sinal com o instrumento de trabalho. Essa regra se aplica a todos os Obreiros, inclusive o Venerável Mestre e aos Vigilantes, cujos quais têm malhetes como seus objetos de trabalho.
Nos seus lugares os portadores de malhete ao ficarem à Ordem devem deixá-los sobre o respectivo móvel à sua frente (altar e mesas) e compor devidamente o Sinal com a(s) mão(s).
Infelizmente aqui no Brasil ainda existe a falsa crença de que ao se apoiar o malhete no lado esquerdo do peito, o protagonista estará fazendo o Sinal de Ordem.
Na realidade, o que existe mesmo é uma forma de se conduzir um objeto de trabalho - nesse caso o malhete - nas ocasiões em que sejam necessários deslocamentos pelo recinto da sala da Loja.
Nessas oportunidades a liturgia maçônica prevê a forma de como se empunha o instrumento de trabalho, tanto em deslocamento, como parado em pé fora do seu lugar. Esse gesto é geralmente conhecido como “estar a rigor com o instrumento de trabalho”. Assim, quem por motivo ritualístico estiver em pé e parado empunhando um objeto de trabalho, em hipótese alguma significa que ele estará compondo ou executando um Sinal de Ordem.
Ratifico o que é consuetudinário na Maçonaria: não se usa nenhum instrumento de trabalho para com ele compor e executar o Sinal, portanto até mesmo as Luzes da Loja (o Venerável e os Vigilantes), nos seus lugares, para fazerem o Sinal, deixam os respectivos malhetes e ficam à Ordem na forma de costume, isto é, fazem o Sinal com a mão, ou mãos conforme o caso.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

AUTORIDADES INGRESSANDO APÓS A ORDEM DO DIA

Em 07/11/2017 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

AUTORIDADES INGRESSANDO APÓS A ORDEM DO DIA


Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos maçônicos, e desde já agradeço imensamente por sempre responder com gentileza e carinhos todas as minhas dúvidas.
Tenho visto Veneráveis Mestres, em sessões ordinárias, fazendo autoridades maçônic
as entrarem após a Ordem do Dia, como emana o ritual.
Existe algo diferente para autoridades maçônicas?
Pergunto isso, não por excesso de preciosismo, por achar que as autoridades maçônicas estão em um patamar superior, mas por uma questão até de desenvolvimento de função. Por exemplo, acho estranho deixar o Coordenador Regional, que tem como função visitar as Lojas orientando e checando se tudo está caminhando bem nas sessões, fazê-lo entrar após a Ordem do Dia.
Em sessões magnas obviamente não há dúvidas, pois o ritual é claro no sentido de que as autoridades entram após a abertura da Loja.

CONSIDERAÇÕES.

Todas as autoridades maçônicas têm o direito de ingressar no Templo conforme o protocolo de recepção, embora elas também possam, por sua própria vontade, ingressar em família, isto é, por ocasião de ingresso dos obreiros no Templo para a abertura dos trabalhos e dispensando as formalidades.
Assim, a questão não é do Venerável Mestre “fazer” as autoridades ingressarem após a Ordem do Dia conforme configura o Ritual, mas do desejo das próprias autoridades entrarem em família, pois não cabe a ninguém sugerir ou impor a elas algo contrário nesse sentido.
Há que se notar também que o próprio ritual menciona essa possibilidade quando dá orientações para a abertura dos trabalhos, tanto em Sessão Ordinária como Magna. Assim prevê o Ritual de Aprendiz do REAA/GOB em vigência nas orientações para abertura ritualística, páginas 43 e 85:
(...) Visitantes, que, tendo direito ao Protocolo de Recepção às Autoridades, desejem (o grifo é meu) entrar “em família” e (...).
Obviamente que tudo é uma questão de bom senso por parte da autoridade, sobretudo numa Sessão Ordinária realizada à noite e em meio de semana, levando-se em conta a demanda de tempo para a recepção protocolar.
Dando por concluído, penso que muitas vezes essas práticas contradizem um dos verdadeiros ensinamentos da Ordem - o do exercício da humildade. Talvez seja por isso que encontramos Orientes demasiadamente espaçosos em algumas das nossas Lojas.

T.F.A.

PEDRO JUK



FEV/2017

CIRCULAÇÃO DO SEGUNDO DIÁCONO

Em 06/11/2017 o Respeitável Irmão Rogério Romani, Loja Berço dos Bandeirantes, 692, REAA, GLESP, Oriente Santana da Parnaíba, Estado de São Paulo, formula a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO DO 2º DIÁCONO

Tenho uma duvida sobre a marcha do 2º Diácono ao dirigir-se na coluna do Primeiro Vigilante para receber a P\ S\.
Seria por fora ou por dentro da coluna B\?
E quando o mesmo 2º Diácono marcha em direção do Altar do Segundo Vigilante para
transmitir a P\ S\ seria por fora ou por dentro da Coluna B\?

CONSIDERAÇÕES.

Eu não sei exatamente o que menciona o Ritual da GLESP nesse particular, mas originalmente no REAA\ não existem essas perambulações dos Diáconos por fora de coluna e nem ao redor da mesa dos Vigilantes.
Na verdade, as Colunas B e J são vestibulares (de vestíbulo) e genuinamente deveriam estar colocadas no Átrio, portando pelo lado externo da porta do Templo.
Como infelizmente existem rituais brasileiros que equivocadamente ainda as colocam pelo lado interno, então que se diga que as mesmas demarcam o limite do Ocidente, ou seja, sob o ponto de vista do Oriente para o Ocidente, pressupõem-se que tudo que estiver além delas estará fora do ambiente de trabalho.
Partindo dessa premissa, também não deve existir passagem “por fora” delas, pois insistir nesse anacronismo aumenta ainda mais a imprecisão da localização dessas Colunas que, no rigor da razão, deveriam estar posicionadas pelo lado externo da porta.
Concluindo, devo mencionar que a objetividade da minha resposta se prende àquilo que é original no REAA\, portanto as minhas colocações não visam em absoluto afrontar nenhum ritual em vigência.



T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018