segunda-feira, 12 de novembro de 2018

SESSÕES NOS FERIADOS MAÇÔNICOS


Em 14.08.2018 o Respeitável Irmão Antonio Orlei Sprot, Loja Costa Esmeralda, 3.595, REAA, GOB-SC, Oriente de Itapema, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

SESSÕES NOS FERIADOS MAÇÔNICOS.


Em casos de feriados maçônicos (20.08, por exemplo) ou datas comemorativas nacionais, como 07 de setembro. Existe algum impedimento para que, na semana da referido evento não haja outras sessões (magnas ou ordinárias) nas Lojas do REAA? A única menção que encontrei a respeito foi no art. 25 da Constituição do GOB, "A loja não poderá: realizar sessões ordinárias, salvo as de pompas fúnebres, nos feriados maçônicos e em períodos de férias maçônicas". Enfim, existe alguma outra proibição?

CONSIDERAÇÕES.

Considerando o Regulamento Geral da Federação:
CAPÍTULO IV - DOS DEVERES E DIREITOS
Art. 96. São deveres da Loja:
II – cumprir a Constituição e o Regulamento-Geral da Federação, as Leis, os Atos Administrativos e Normativos;

Considerando a Constituição do Grande Oriente do Brasil:
CAPÍTULO V - DAS PROIBIÇÕES À LOJA
Art. 25. A Loja não poderá:
II - realizar sessões ordinárias (o grifo é meu), salvo as de pompas fúnebres, nos feriados maçônicos e períodos de férias maçônicas.

Considerando o Art. 108 do Regulamento Geral da Federação:
Art. 108. As sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias (o grifo é meu).
§ 1º. São sessões ordinárias (o grifo é meu) as:
I – regulares;
II – de instruções;
III – administrativas;
IV – de finanças;
V – de filiações e regularizações de Maçons;
VI – de eleições da administração e de membro do Ministério Público;
VII – de eleições dos deputados federais e estaduais e de seus suplentes;
VIII – de Banquete Ritualístico;
IX – de admissão de membros honorários.
§ 2º. São sessões magnas (o grifo é meu), privativas de Maçons as:
I – de iniciação;
II – de colação de graus;
III – de posse;
IV – de instalação;
V – de sagração de estandarte;
VI – de regularização de Loja;
VII – de sagração de Templo.
§ 3º. São sessões magnas (o grifo é meu), admitida à presença de não maçons, as:
I – de adoção de Lowtons;
II – de consagração e de exaltação matrimonial;
III – de pompas fúnebres;
IV – de conferências, palestras ou festivas;
V – de caráter cívico-cultural.
§ 4º. São sessões extraordinárias as:
I – de eleições de Grão-Mestre Geral, de Grão-Mestre Adjunto, de Grão-Mestre Estadual e de Grão-Mestre do Distrito Federal e seus adjuntos;
II – do Conselho de Família;
III – de concessão de placet ex officio;
IV – de alteração de estatutos;
V – de mudança de Rito;
VI – de mudança de Oriente;
VII – de mudança de Título Distintivo;
VIII – de fusão ou incorporação de Lojas.

Tenho dito com frequência que essa não é a minha especialidade na Maçonaria. Interpretação de Leis é ofício daqueles que militam nessa área.
Embora sem muito conhecimento do assunto, vou deixar aqui algumas ponderações, porém sem o fito de que sejam elas tomadas por um cunho laudatório.
Então vejamos: o Artigo 25 da Constituição do GOB é bem claro quando menciona que nos “feriados maçônicos e período de férias maçônicas” a Loja não poderá realizarsessões ordinárias”.
Nesse sentido, o RGF determina no seu Artigo 108 e § 1º, quais são as sessões denominadas Ordinárias.
Assim, sob essa óptica, ao que parece é que só estão proibidas nos feriados maçônicos e férias maçônicas as sessões listadas no § 1º do Artigo 108. Já as demais, constantes dos parágrafos seguintes desse mesmo Artigo, ao que parece, não sofrem restrições - pelo menos é assim que eu entendo.
Contudo, a meu ver, ainda existe uma redundância no Art. 25, Inciso II da Constituição quando menciona “salvo as sessões de pompas fúnebres”. Ora, se segundo o Artigo 108 do RGF em seu § 3º as sessões de pompas fúnebres são magnas, então elas já não sofrem proibição exatamente por serem magnas e não ordinárias. Nesse particular parece que essa menção no caput acima mencionado é irrelevante.
Salvo melhor juízo, entendo que nesse caso somente as sessões ordinárias é que não poderão ser realizadas nas datas e períodos mencionados. É bom que se esclareça também que o termo “feriado maçônico” é uma data designada pela Obediência e não outro feriado comum ao calendário profano.


T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2018

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MÚSICA NA CÂMARA DO MEIO


Em 13/08/2018 o Respeitável Irmão Acácio Siqueira, Loja Iara do Rio Pardo, 242, REAA, Grande Oriente Paulista – COMAB, Oriente de Santa Rosa do Viterbo, Estado de São Paulo, pede esclarecimento para o seguinte:

MÚSICA NA CÂMARA DO MEIO


Espero poder contar com sua ajuda nesta questão que foi levantada em nossa Loja: existe alguma regra para a execução de músicas quando a Loja trabalha no Grau de Mestre? A pergunta se deve ao fato de que houve defesa da não execução de músicas, considerando que a Loja, no Grau de Mestre, trabalha em luto pela morte do mestre Hiram Abif.
Sem mais, receba meu abraço fraterno, com admiração e respeito.

CONSIDERAÇÕES.

Existem dois aspectos a serem considerados.
O primeiro é o do que prevê o ritual do REAA\ da sua Obediência nesse caso. Se porventura ele previr alguma harmonia musical nessa ocasião, então que se cumpra o que está escrito. Posso dizer que já vi rituais que mencionam “música apropriada” em Câmara do Meio, o que pode ser constatado, dentre alguns, nos famosos rituais de capa vermelha elaborados há muito tempo atrás pelo saudoso Irmão Theobaldo Varolli Filho no Estado de São Paulo.
O segundo aspecto é o que envolve o roteiro iniciático do Terceiro Grau, onde a Loja, pela perda do Mestre, é decorada como ambiente de luto e consternação. Toda essa alegoria iniciática se desenvolve como que em clima de pesar, portanto não é um ambiente apropriado para música, senão o de um silêncio respeitoso. Nunca é demais lembrar que já durante a Iniciação, por ocasião da terceira viagem (prova do fogo), onde se simula o final da jornada, há um ambiente de maturidade (fim da vida/meia-noite) quando o trajeto se desenvolve no mais absoluto silêncio – é o que preveem os rituais autênticos do REAA. Na verdade, essa terceira viagem é um pequeno trailer do que se dará futuramente na Exaltação.
Sob esse feitio, entendo que a Câmara do Meio não é ambiente apropriado para execução de música, embora alguns até defendam que nela possa se admitir canções próprias para exéquias, a exemplo da Marcha Fúnebre de Ludwig Van Beethoven.
Enfim, eram esses os comentários.


T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2018

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

PAINEL DA LOJA


Em 10/08/2018 o Irmão Daniel Bitencourt Cadorin, Loja Ciência e Trabalho, nº 30, REAA, GOSC (COMAB), Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

PAINEL DA LOJA.


Estou fazendo um trabalho sobre o Painel do Aprendiz e fiquei com dúvidas, pois as imagens do painel de aprendiz que identifiquei em minhas pesquisas, me deixaram na dúvida se cada rito, a imagem do painel é diferente. Os símbolos existentes são os mesmos, mas a imagem é diferente. Por esta razão fiquei na dúvida de identificar qual é a imagem correta a ser utilizada.
Por exemplo, o Painel de Aprendiz do REAA é diferente dos outros ritos? Você poderia me informar se existe algum local onde eu encontro a informação confiável de qual painel é utilizado em cada rito?

CONSIDERAÇÕES.

Desde a implantação dos Painéis na Moderna Maçonaria (século XIX) uma imensa quantidade de gravuras a respeito passou a habitar na simbologia maçônica.
O Painel, ou Quadro da Loja, é composto conforme o Grau e a espinha dorsal doutrinária do Rito – suas qualificações culturais principalmente.
O nome Painel é mais comum nos ritos de origem francesa, enquanto que o título Tábua de Delinear é aplicado no Craft (Maçonaria anglo-saxônica).
Sob essa óptica, em linhas gerais os Painéis, de Rito para Rito podem apresentar diferenças, tanto de modo superficial ou mesmo profundamente.
A questão maior está no conjunto simbólico que compõe a gravura que é adotada pela Obediência, o que muitas vezes não está de acordo com a verdadeira tradição litúrgica do Rito. Isso acontece, sobretudo pela quantidade de ilustrações que paulatinamente apareceram ao longo dos tempos. Equivocadamente, alguns rituais misturam Painéis de origem francesa com os de origem inglesa e acabam adotando-os em duplicidade dando-lhes com isso outro título para justificar o enxerto – veja o caso de alguns rituais que adotam para o REAA, além do Painel da Loja (o original francês), também um inglês chamando esse último de painel alegórico. Tudo em nome de justificar a invencionice.
A propósito, os ritos que são filhos espirituais da França deveriam adotar apenas e tão somente um Painel, o da Loja, e nunca acrescentar mais um intruso dando-lhe o nome de Painel Alegórico. É justamente essa a razão de que não raras vezes nos deparamos com símbolos que são contraditórios em alguns ritos. Por exemplo, no REAA ouve-se falar em Escada de Jacó, Estrela de Seis Pontas, etc. Note que esses símbolos são naturais da Tábua de Delinear (inglesa) e não se encontram nos Painéis franceses de onde o escocesismo é filho espiritual.
Em síntese, ritos teístas doutrinariamente se distinguem em muitos aspectos dos ritos deístas. Indubitavelmente isso precisa ser levado em consideração.
No que diz respeito ao REAA\, Adonhiramita e Brasileiro, por exemplo, os Painéis se aproximam bastante no seu conteúdo alegórico, porém existe substancial diferença se o compararmos às Tábuas de Delinear Inglesas. Já o Rito Moderno, ou Francês, mesmo que com características particulares no tocante à metafísica divina, originariamente adota um Painel da Loja muito parecido com o utilizado no Craft (teísta), isso porque por razões históricas, no florescimento da Moderna Maçonaria francesa (século XVIII) a pratica mais conhecida em solo francês, além da jacobita, era a dos Modernos Ingleses de 1717 (teístas por excelência).
Não há como esquecer ainda as próprias deturpações que apareceram nos Painéis por conta dos desenhistas que, ao os copiarem, também acabaram por conta própria a inserir símbolos indevidos.
Era comum também no florescimento da Moderna Maçonaria que muitas Lojas adotassem seus próprios Painéis, o que deu a essa alegoria inúmeros exemplares que se distinguiam entre si. Somente com a profusão dos Ritos, a partir do século XVIII, é que os mesmos passaram a adotar um Painel próprio e condizente com a sua história e doutrina.
Sob efeito prático, e sem entrar do mérito de qual Painel é o realmente correto para o rito, há que se observar por questões legais, aquele que se encontra adotado no ritual em vigência.
Muitos comentários a respeito de Painéis poderão ser encontrados no livro de minha autoria intitulado Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom – Tomo I. Nele eu abordo a constituição dos Painéis de origem inglesa e francesa.
Ainda no tocante a se saber qual é o Painel correto a ser utilizado, oriento-o a por primeiro conhecer a história e a doutrina autêntica do Rito. Conhecer o berço do seu nascimento e as suas condições culturais, sociais e políticas da época, é condição para se alcançar alguma conclusão a respeito.
Destaque-se que o ideário simbólico de cada grau, e por rito praticado, é basicamente distribuído nos limites internos do Painel. Ele é a mensagem alegórica que contém todos os mistérios do grau. Em assim sendo, culturalmente cada um dos arcabouços doutrinários arquiteta a sua liturgia maçônica, portanto todos eles têm antes que condizer com a doutrina iniciática do Rito.
Embora de objetivo único, a Moderna Maçonaria se compõe de vários ritos e rituais. Cada qual possui características próprias no processo de aprimoramento. Engana-se aquele que pensa que em Maçonaria, tudo é igual. Essas diferenças podem ser conferidas em se analisando as espécies e disposição dos símbolos que se conden

sam no interior emoldurado do Painel do Grau, ou da Tábua de Delinear.
Nunca é demais lembrar que os tapetes decorados deram origem aos Painéis. O Rito Schröder, por exemplo, mantém a tradição de expor no piso o Tapete Decorado.
Por conta de tudo aqui comentado, cabe mencionar que o objetivo maçônico é sempre o de aprimorar o homem, todavia em Maçonaria o método para se alcançar esse objetivo pode, em alguns aspectos, se diferenciar.
Assim, essa característica faz com que a Maçonaria, como instrumento de aperfeiçoamento humano, adote às vezes manifestações culturais distintas (ecletismo). Isso precisamente pode ser notado nas diferenças do conteúdo simbólico encontradas entre os Painéis, sobretudo quando tratamos da individualidade e dos elementos doutrinários de origens diversas que constituem a unidade sistemática e consciente dos ritos.
Concluindo, a questão não é simplesmente do Painel em si, porém o da mensagem proposta no seu conteúdo e que somente é compreendida pelos verdadeiros iniciados.


T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2018


domingo, 4 de novembro de 2018

SE DIRIGINDO À LOJA NO USO DA PALAVRA - MODO PROTOCOLAR


Em 10/08/2018 o Respeitável Irmão Emilson Alano de Carvalho, Loja Energia e Luz, 3.130, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos para o que segue:

SE DIRIGINDO À LOJA NO USO DA PALAVRA


Estou com uma missão de minha Loja, que trabalha no REAA (GOB), para apresentar estudo sobre a forma correta de cumprimentar/saudar as autoridades e demais presentes no momento do uso da palavra a bem da ordem ou do quadro em particular, ou na palavra relativo ao ato.
Li sua argumentação e resposta (2017) no blog em que você escreve:
(...) estando à Ordem, assim procede mencionando protocolarmente por primeiro: “Luzes da Loja, demais Dignidades, Autoridades (sem descrevê-las uma a uma), meus Irmãos”.
Pergunto. Se houver a presença do GMG ou GME como deve ser nominado... VM, 1º e 2º Vigilantes, ou GM/GME, VM, 1º e 2º Vigilantes?
Isso é aplicado independente de rito?
Agradeço tua contribuição e esclarecimento.

CONSIDERAÇÕES.

Na realidade não existe uma regra rígida para essas menções protocolares comuns antes do uso da palavra. O que existe mesmo é bom senso. Precisamos realmente nos preocupar é com a essência da Maçonaria, ou seja, a de aprimorar o homem para consertar o mundo.
Quando aludo ao “bom senso”, o faço para que os Irmãos ao usarem da palavra não fiquem desnecessariamente a mencionar uma a uma as autoridades presentes, sobretudo por se levar em conta que muitos poderão usar a palavra, o que tornaria uma Sessão inapropriadamente alongada pelas inúmeras citações nominais.
Regra mesmo nesse caso é a de que por primeiro sejam mencionadas protocolarmente as Luzes da Loja, pois são eles os detentores do malhete na ocasião - em suma, são os dirigentes da Loja.
Assim, nada impede que o usuário da palavra, após ter mencionado as Luzes da Loja e demais Dignidades, mencione, por exemplo, antes das outras Autoridades, o Soberano Grão-Mestre e o Eminente Grão-Mestre se eles estiverem presentes. Tem sido muito comum e de boa geometria que nesse momento se peça licença a uma das Autoridades para se dirigir às demais.
Também é bom que se diga - para não se tornar redundante - que tanto o Soberano Grão-Mestre Geral, assim como o Eminente Grão-Mestre Estadual, são Autoridades. Em síntese, eles fazem parte das Autoridades presentes.
Ratifico, não existe nenhuma normativa rígida para essa concepção protocolar. O importante mesmo é se tomar cuidado para não produzir um rol interminável de nomes e cargos antes de se usar a palavra. Um canteiro de obras (a Loja) exige discernimento e praticidade na execução dos trabalhos, e para tal assim um maçom deve se comportar. No mais, a liturgia maçônica não vive de enfeites e penduricalhos, mas vive sim de objetividade e resultado.
Quanto à aplicação desse costume nesse ou naquele Rito, é algo muito relativo, pois esses modos protocolares são muito mais particularidades das Obediências com seus regulamentos e costumes consuetudinários do que propriamente de uma estrutura ritualística de um Rito específico. Nesse sentido, cada situação se apõe por si só.
Concluindo, volto a frisar; a essência do trabalho maçônico está no resultado apurado e não nas manifestações de exterioridade. Vale muito mais o propósito de um pronunciamento do que os enfeites que o antecedem.

T.F.A.

PEDRO JUK

NOV/2018

sábado, 3 de novembro de 2018

PROCEDIMENTOS NA CADEIA DE UNIÃO


Em 10.08.2018 o Respeitável Irmão Marcos de Almeida, Loja Guardiões do Roncador, 3.179, REAA, GOB-MT, Oriente de Barra do Garças, Estado do Mato Grosso, apresenta a questão seguinte:

PROCEDIMENTOS NA CADEIA DE UNIÃO


Assisti, participei de uma Cadeia de União para transmissão da Palavra Semestral, assim pergunto ao Irmão: após correr de ouvido a ouvido a palavra, e chegando ao Mestre de Cerimonias, ele desfaz a corrente, saindo ao seu redor e chegando por trás e pelas costas do Venerável Mestre e dá-lhe em seus ouvidos direito e esquerdo a palavra recebida? É correto ele sair da corrente de união ou passar arrastando (de mãos dadas) com os Irmãos pelo centro e chegar de frente para o Venerável Mestre e transmitir a palavra? Fiz um breve comentário sobre o assunto e obtive a resposta de que aprenderam assim. Não sei se expressei corretamente sobre este procedimento. Obrigado!

CONSIDERAÇÕES:

Então; para que simplificar se o melhor é complicar. Realmente é impressionante a capacidade inventiva que alguns Irmãos têm. Ora, no ritual em vigência do Grau de Aprendiz do REAA, no início da página 83 do explicativo está bem claro:
“- O Mestre de Cerimônias, recebida a Pal\ Sem\ sai pelo lado de dentro (o grifo é meu) da Cad\, de Un\, tendo o cuidado de fechá-la com os Irmãos que o ladeavam, dirige-se até o Ven\ Mestre e lhe diz ao ouv\ esq\ a Pal\ Sem\ que recebeu do lado esq\ e ao ouv\ dir\ a que recebeu do lado dir\, em seguida retorna ao seu lugar na Cad\ de Un\”.
Então, nada me parece mais claro de que ele vá até o Venerável Mestre pelo lado de dentro da Cadeia e não por fora como afirmam os que “aprenderam assim”. Parece-me que a questão não é a de se ter aprendido assim, mas a de não ler o que menciona o ritual em vigência, além de desrespeitá-lo.
Já no tocante a aproximação do Mestre de Cerimônias em direção ao Venerável, também está bem claro no explicativo quando é mencionado que ele “sai pelo lado de dentro da Cad\ de Un\, tendo o cuidado de fechá-la”, o que denota que ele não “sai arrastando” (sic), porém por dentro deixa a Cadeia para a conferência da Palavra junto ao Venerável, retornando a ela em seguida.
Ao concluir penso ser oportuno mencionar que no REAA a Cadeia de União somente se realiza para a transmissão (dar conhecimento aos Irmãos do Quadro) da Palavra Semestral. É o que também está bem claro no ritual em vigência, dele a sua página 82:
“A Cad\ de Un\ somente se realiza (o grifo é meu) quando houver necessidade de se transmitir a Pal\ Sem\

T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2018

CORTEJO DE ENTRADA NA LOJA


Em 09/08/2018 o Respeitável Irmão que se identifica apenas pelo nome de Francisco, Loja Serra do Roncador, 2.240, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Xavantina, Oriente do Mato Grosso, solicita esclarecimentos para o que segue:

CORTEJO DE ENTRADA NA LOJA


Entramos em uma discussão em minha oficina sobre a forma correta de organizar o cortejo de entrada no templo, para o início da sessão. Nosso Venerável orientou que, segundo s
eu aprendizado, o cortejo correto seria chamado pelo Mestre de Cerimônias, em uma Loja de Aprendiz, por exemplo, o seguinte: Aprendizes, Companheiros, Mestres sem cargos, Mestres com cargos, Secretário, Orador, 2º Vigilante, 1º Vigilante e Venerável Mestre. Ficamos na dúvida, pois essa distinção dos cargos soou um pouco estranha, bem como há ainda as figuras dos mestres instalados e (e quando esses estão fazendo cargos) e autoridades como deputados, delegados de área, Grãos-Mestres, e etc. Enfim, ficaríamos muito gratos se o irmão pudesse os elucidar essa questão.

CONSIDERAÇÕES.

Nas Sessões Ordinárias, não havendo na oportunidade Mestres Maçons Instalados e outras Autoridades do Simbolismo, a orientação do Venerável Mestre está correta. Entretanto, estando nela presentes Mestres Maçons Instalados e Autoridades Maçônicas, segue-se a seguinte orientação:
Estando o Pavilhão Nacional já hasteado dentro do Templo, encontrando-se no seu interior apenas o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia, o Mestre de Cerimônias, portando seu bastão, solicita que os Irmãos organizem o préstito em duas colunas, obedecendo a seguinte ordem:
a)    Na coluna correspondente à Coluna B\ (norte) e do lado esquerdo de quem entra os Aprendizes, os Mestres Maçons sem cargo, os Oficiais com assento nessa Coluna, o 1° Diácono, o Porta-Bandeira, o Orador (ocupam o nordeste do Oriente) e, por último, o 1° Vigilante;
b)    Na Coluna correspondente à Coluna J\ (sul) e do lado direito de quem entra os Companheiros, os Mestres Maçons sem cargo, os Oficiais com assento nessa Coluna, o Porta-Espada, o Porta-Estandarte, o Secretário (ocupam o sudeste do Oriente) e, por último, o 2° Vigilante.
Entre as duas Colunas e um pouco mais atrás dos Vigilantes, colocam-se os Mestres Maçons Instalados e as Autoridades do Simbolismo, (exceto o Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, Autoridades da 5ª faixa constante no Art. 219 do RGF e o Grão-Mestre Geral) e por último o Venerável Mestre acompanhado dessas Autoridades.
O Grão-Mestre poderá ingressar, ao seu critério da seguinte maneira:
a)    Sem formalidades, em família, antes da abertura da Loja;
b)  Com formalidades, em cortejo, depois da abertura dos trabalhos, sendo que a autoridade de faixa mais elevada é a última a entrar e na saída é a primeira a sair;
c)  Com formalidades, em comitiva, depois da abertura dos trabalhos, ocasião em que precederá o cortejo, sendo seguidas pelas demais autoridades, observando-se a disposição da maior para a menor faixa.
Autoridades maçônicas do simbolismo pertencentes ao Quadro da Loja, em Sessão Ordinária entrarão junto com os Mestres Maçons Instalados. Nas demais Sessões sua entrada dar-se-á segundo o previsto no Regulamento Geral da Federação, Artigos 218 a 221, inclusive.
Nas Sessões Magnas onde há o ingresso formal do Pavilhão Nacional as Autoridades Maçônicas e Portadores de Título de Recompensa serão recebidos conforme o protocolo previsto no Regulamento Geral da Federação.

T.F.A.

Pedro Juk


NOV/2018