domingo, 9 de janeiro de 2022

RETORNO DO USO DA PALAVRA

Em 20/07/2021 um Respeitável Irmão de uma, Loja do GOB-PR, REAA, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

USO DA PALAVRA.

 

Ontem em seção fiquei na dúvida em relação da palavra do bem e da ordem, o Irmão Companheiro pediu a palavra, o que lhe foi concedida de pronto, terminou de explanar, e foi passada a palavra a outro Irmão Companheiro, e quando este segundo Irmão terminou de explanar o Irmão Companheiro que já havia feito uso da palavra por primeiro solicitou novamente a palavra e lhe foi concedida novamente.

A minha dúvida é neste caso foi feito correto lhe devolvendo o uso da palavra, ou não deveria


ser lhe dado novamente o uso da palavra pela segunda vez?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Enquanto a palavra ainda estiver na coluna, embora não recomendável, o obreiro até pode pedi-la novamente ao Vigilante, podendo este concedê-la ou não.

Caso em que a palavra já esteja em outra coluna, o Vigilante informa ao Venerável Mestre que um obreiro da sua Coluna está pedindo a palavra novamente. A critério do Venerável Mestre, ele pode ou não a conceder. Concedendo-a, a palavra será colocada novamente nas colunas, obedecendo o giro completo, isto é, retorna a partir da Coluna do Sul.

Dado a particularidade ritualística é recomendável que o Venerável Mestre pondere e só a conceda novamente se de fato o motivo exigir, caso contrário, muitos poderão se achar no direito de pedir a palavra novamente, causando com isso prejuízos ao andamento da liturgia.

Reitera-se, estando a palavra ainda na mesma coluna, como foi dito no começo, é até aceitável, mas não recomendável, cabendo nesse caso ao Vigilante avaliar o pedido de retorno.

Assim, é recomendável que a Loja programe uma instrução para o tempo de estudos sobre o uso da palavra em Loja, sobretudo para que o maçom aprenda que ele deve ser claro e objetivo nos seus pronunciamentos, falando apenas o estritamente necessário, evitando com isso repetições e declarações enfadonhas amparadas por rançoso lirismo.

Ensina-se no primeiro trivium (gramática, retórica e logica), inclusive, que o usuário da palavra deve respeitar os ouvidos da assembleia que o ouve. Ficar corriqueiramente pedindo para usar a palavra novamente não é salutar para as exigências da Arte. É primário na Maçonaria se saber que o maçom ouve mais do que fala – vê, ouve, bem age, medita e se cala. Nada disso deve ser compreendido como cerceamento da liberdade, mas uma salutar regra de convivência em sociedade.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JAN/2021

 

 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

CARACTERÍSTICAS DO TEMPLO NA SUA DECORAÇÃO E AS COLUNAS ZODIACAIS

Em 18.07.021 o Respeitável Irmão Hugo Schirmer, sem mencionar o nome da Loja, Rito Adonhiramita, GORGS (COMAB), Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte;

 

DECORAÇÃO DO TEMPLO E AS COLUNAS ZODIACAIS.

 

Boa tarde Amado Irmão Pedro Juk. Estou numa encruzilhada.

Temos duas correntes de Maçonaria?

a) Ritos da Corrente Anglo saxônica, têm decoração no Templo, desnudo? Sim? Não?

b) Ritos da Corrente Latina ou Francesa, têm a dita decoração?

c) Corrente brasileira, têm a dita decoração no Templo?

Templo, Loja, Oficina, ou como se quiser.

Decoração que digo, seriam colunas, degraus, correntes, janelas, etc.

É que me apareceu uma dúvida sobre esse detalhe, que nunca me chamou atenção, talvez porquê sempre se trabalha em templos diversos do seu Rito.

Afinal quem têm Colunas Zodiacais? Ou não têm?

 

COMENTÁRIOS.

 

No tocante aos rituais anglo-saxônicos e a decoração da Sala da Loja (é assim que e chamado o espaço de trabalho na corrente inglesa), não se trata de uma decoração desnuda propriamente dita, mas diferente, talvez mais simples, das de ritos de outras vertentes maçônicas – tanto sob o aspecto decorativo, quanto no aspecto topográfico, cujo qual não adota separação e elevação do quadrante oriental da Loja.

Compreenda-se que o conjunto simbólico primordial do grau está o Quadro da


Loja, conhecido na vertente inglesa como a Tábua de Delinear (Tracing Board).

Ainda sobre a vertente anglo-saxônica e a decoração do espaço de trabalho, não existe uma regra apropriada para ela, senão a de que o espaço comporte os trabalhos maçônicos de acordo com o costume, portanto é comum se observar na vertente anglo-saxônica uma variedade decorativa, variedade essa que é tomada ipisis litteris como decoração ou arranjo, onde muitos desses elementos nem mesmo fazem parte do relicário simbólico do working – são portanto meramente elementos decorativos que nem constam nos catecismos e regulamentos maçônicos.

Essa característica é bastante comum na vertente anglo-saxônica de Maçonaria, não existindo, contudo, uma decoração elaborada para a abóbada como acontece no REAA, por exemplo. Também não há cor determinada para a pintura das paredes, etc.

De comum mesmo é a posição dos principais Oficiais e as Luzes Menores conforme o working, assim como alguns elementos que são de uso universal da Maçonaria, independente do rito ou trabalho, como é o caso do Livro da Lei, do Compasso e do Esquadro (Luzes Maiores).

Já a vertente latina de Maçonaria possui outra característica, provavelmente pela sua constituição histórica construida a partir do Grande Oriente da França no século XVIII com o Rito dos 7 Graus, além do sistema conhecido como escocesismo caracterizado pelos altos graus.

A característica da vertente latinha e a decoração dos seus Templos (assim conhecidos na Maçonaria Francesa), a despeitos dos elementos universais utilizados, foi construída conforme os ideais dos seus ritos, principalmente no caso o Rito Francês, ou Moderno (à época conhecido por Rito dos 7 graus), assim como os Ritos Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito originário da corrente escocesista em França a partir de 1649.

Conforme a história de cada um desses ritos é que foram construídas as respectivas decorações dos seus templos, em particular o REAA que veio ter o seu primeiro ritual para o simbolismo em 1804 na França, mas que já em 1820/21 esse ritual sofreria modificações devidas à constituição das Lojas Capitulares (vide essa história).

Nesse sentido a vertente latina de Maçonaria, criou atributos próprios, como o da topografia da Loja trazendo o Oriente elevado e dividido para assim acomodar o santuário Rosa-Cruz.

Essa forma capitular do Grande Oriente dirigir todos os graus até o Capítulo, logo veio, como já mencionado, alterar inclusive o ritual original do REAA que não possuía essa distinção e com isso sofreu alteração quando o Grande Oriente o adotou fazendo para tal adaptação para o sistema capitular.

Assim, o REAA passava a seguir a mesma topografia (oriente elevado e dividido) do Rito Francês (7 Graus) e do Adonhiramita originalmente com 12 Graus. Note que o ápice da escalada iniciática desses ritos era sempre o Grau Rosa-Cruz e todos eles eram dirigidos pelo Grande Oriente da França. Seguindo esse mesmo parâmetro o REAA teria no Grande Oriente as suas Lojas Capitulares cujo ápice era o 18º Rosa-Cruz e o dirigente da Loja era o Athersata que era também o Venerável Mestre, enquanto que os demais graus, acima do 18º, ficavam como o II Supremo Conselho, o da França.

Nesse contexto, os Ritos Francês e Adonhiramita adotavam a cor azul para as paredes dos seus templos, enquanto que o REAA por influência da Loja Mãe Escocesa (extinta em 1816) adotava a cor encarnada associada ao escocesismo, por extensão aos “Stuarts” e ao catolicismo (vermelho – a cor do cardeal). A cor encarnada do Rito seria oficializada no Conselho de Lausanne, realizado na Suíça em 1875.

No que concerne à Maçonaria Brasileira, não se trata bem de ser uma corrente maçônica, mas a de ser uma Maçonaria filha espiritual da França, pois os primeiros ritos praticados no Grande Oriente Brasílico (depois do Brasil) foram os ritos Moderno e Adonhiramita, em seguida oficialmente, a partir de 1832, o REAA. Obviamente que as características de cada um desses ritos seriam aqui também implantadas, contudo, o que também houve de fato, foi uma mistura de procedimentos de uns em outros ritos – coisas da Maçonaria latina e particularmente a brasileira.

Sob essa óptica a Maçonaria Brasileira teve uma formação básica latina, embora não se possa negar que de há muito tempo também já se praticava por aqui a Maçonaria anglo-saxônica e anglo-americana.

O que de fato não se pode negar na história da Maçonaria Brasileira foi a infeliz mistura de praticas ritualísticas decorrente da profusão de rituais no contexto social da época na Maçonaria Tupiniquim (é preciso conhecer essa história).

Acrescente-se a isso ainda a existência, no decorrer do tempo, de três Obediências regulares brasileiras, tendo cada qual o seu elenco de rituais que, a priori, acabaram ganhando suas próprias características, sobretudo pelas práticas muitas vezes enxertadas de uns em outros ritos.

Especificamente sobre as Colunas Zodiacais na decoração dos Templos do REAA, essa construção alegórica associada a um rito solar teve sua origem nas Lojas Mães Escocesas, depois Loja Geral Escocesa. Não as colunas propriamente ditas, mas as doze constelações zodiacais como marcos do movimento imaginário do Sol na sua eclíptica.

Na sua decoração inicial iam apenas as constelações do Zodíaco, fixadas ou desenhadas na base da abóbada, posteriormente seria adotado o uso de colunas encravadas nas paredes Norte e Sul para indicar o caminho iniciático do maçom. Nesse sentido, vale a pena mencionar que no princípio essas colunas nem mesmo existiam, só se tornando definitivas com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX e começo do século XX.

O que se pode dizer a respeito é que as Colunas Zodiacais são elementos alegóricos originais do REAA, sobretudo porque explicam uma doutrina iniciática que tem por desiderato comparar a evolução (transformação) do elemento homem com a transformação da Natureza operada pela revolução anual e aparente do Sol formando os ciclos da Natureza (estações do ano).

Desse modo, outros ritos que porventura as adotem, o fazem por pura enxertia, pois esses elementos emblemáticos não se coadunam com o arcabouço doutrinário de outros ritos latinos e muito menos ainda com os trabalhos anglo-saxônicos.

Vale mais uma vez mencionar que essa alegoria natural é originária da Loja Mãe Escocesa, loja criada em outubro de 1804 para elaboração do primeiro ritual simbólico do REAA na França. Assim, essa Loja Mãe, que seria extinta em 1816 por motivos capitulares, originalmente deu ao REAA a abóbada estrelada e decorada com astros e constelações, das quais inclusive as zodiacais figuradas na sua base, além da cor encarnada do Templo; a posição original das Colunas Solsticiais B e J, norte e sul respectivamente; e a aclamação Huzzé como saudação ao Sol.

Enfatizo que tudo isso é contribuição da Loja Mãe Escocesa que, diga-se de passagem, nada tem a ver com outros ritos que não o do escocesismo.

Assim, rituais que porventura mencionem Colunas Zodiacais fora do REAA, fatalmente estão bastante equivocados, não passando de elementos de enxertos que nada contribuem para a compreensão da essência iniciática de cada rito ou trabalho. Originalmente, o Rito Francês, ou Moderno, o Adonhiramita e o próprio Rito Brasileiro, não trazem na sua estrutura simbólica as Colunas Zodiacais – essa é a verdade.

Eram esses os meus breves comentários a respeito, destacando que esse é um assunto complexo e precisa ser entendido na sua essência, caso contrário certamente as conclusões podem deixar muito a desejar.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JAN/2021

 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

MARCHA DO COMPANHEIRO - OLHANDO PARA O ORIENTE, OU PARA A ESTRÊLA FLAMEJANTE?

Em 15/07/2021 o Respeitável Irmão Frans Robert Lima Melo, Loja Nove Acácias, 3874, REAA, GOB-SP, Oriente de Rosana, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta

 

MARCHA DO COMPANHEIRO

 

A pergunta é referente aos passos do segundo grau para o REAA. Neste sentido, inicia nos passos do Grau 1 e dando os passos do Grau 2, o irmão deve olhar para a Estrela Flamejante? A minha questão é neste sentido, olha para a estrela ou faz todos os passos olhando para o Oriente? Porque no meu ver a busca de todo irmão é chegar a luz que brilha
no Oriente, a busca pela sabedoria. Se a estrela flamejante significa Gnose (sabedoria) então olhar para ela e não para frente (Oriente) está correta. Obrigado pela atenção.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em que pesem as inúmeras divagações especulativas sobre a letra G no REAA, o seu significado original é Geometria. Reitero, Gênio, Geração, Gnose (conhecimento), God, etc., não condizem com a realidade em se tratando do REAA.

Destaco que a Geometria, como 5ª Ciência possui significado deveras importante para as concepções emblemáticas, já que a Moderna Maçonaria tem como sua ancestral a Maçonaria de Ofício, ou Operativa, esta haurida dos canteiros medievais da Idade Média.

Assim, sob o aspecto da originalidade, os “construtores” usavam a Geometria como uma ciência primordial para projetar e executar as grandes construções em pedra calcária, como foi o caso das grandes catedrais – vide as aprumadas e os cantos da obra e a aplicação da 47ª Proposição de Euclides.

Posto isso, no passado especulativo, desafortunadamente muitos rituais enxertados do REAA estranhamente traziam a Estrela Flamejante no Oriente, isso quando não - para piorar o engodo – ainda dentro do Delta. Destaque-se que a estrela pitagórica, ou pentagonal (cinco pontas) traz no seu interior a letra G, mas não dentro do Delta.

Desse modo esse importante símbolo acabou colocado em alguns rituais no Oriente, embora se saiba que a Estrela Flamejante com a letra G ao centro originalmente ocupa lugar no meridiano do meio-dia, ou seja, pendente do teto sobre o lugar do 2º Vigilante.

Foi graças a invenção de se colocar a Estrela no Oriente que se criou a inverdade de que o Companheiro, ao executar a Marcha do Grau, deva fazê-la olhando para a Estrela e a letra G. Ora, nada tem uma coisa a ver com a outra, pois os passos do Grau são dados em direção ao Oriente da Loja.

No REAA, independente das estapafúrdias justificativas (como a de caminhar olhando para a Estrela), a Marcha do Grau é executada movimentando-se do Ocidente e direção do Oriente. A referência dessa jornada é o eixo do Templo (equador) que, em linhas gerais, nesse caso norteia a direção.

Nesse sentido, a Marcha do Grau é executada com o maçom olhando para o Oriente, não importando se a letra G com a Estrela lá estejam ou não. A Marcha do Grau é uma coisa e olhar a Estrela é outra. Não há relação entre os passos e a Estrela.

Vale comentar que rituais comprometidos com a verdade posicionam a Estrela Flamejante e a letra G no lugar original, isto é, no Sul, ao alto no meridiano do meio-dia.

De qualquer maneira, no REAA, qualquer referência feita à letra G, deve ser em se olhando para o Sul, já Marcha do Grau sempre se faz olhando para frente, no caso, para o Oriente que é o lugar da Luz.

Por oportuno vale mencionar que existem muitas orientações e esclarecimentos a respeito no SOR - Sistema de Orientação Ritualística implantado na plataforma do GOB RITUALÍSTICA pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral. Acesse e confira o que lá oficialmente se faz presente.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JAN/2022

EXPEDIENTE MAÇÔNICO

Em 14.07.2021 o Respeitável Irmão Felipe José Leão Correa, Loja Cavaleiros Templários de Contagem, REAA, GOB-MG, Oriente de Contagem, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

EXPEDIENTE

 

Gostaria de saber quais os temas e assuntos que devem ou podem ser tratados ou apresentados durante o período do EXPEDIENTE, numa Sessão Maçônica do REAA.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em resumo, o expediente maçônico exprime o serviço de rotina diária da Secretaria da Loja e envolve as correspondências (recebidas e emitidas), requerimentos, ofícios, etc.

Obviamente que o conteúdo do expediente é próprio da Loja, por conseguinte, envolve assuntos maçônicos, mormente aqueles que digam respeito à


administração e à Obediência. Em linhas gerais trata do expediente maçônico relacionado ao simbolismo.

Como menciona a sua própria questão, é o expediente de uma sessão maçônica, portanto, relacionado à Loja em particular e à Maçonaria em geral.

Cabe ao Secretário organizar o expediente, dando destino e conhecimento à Loja conforme o previsto no ritual. É do seu ofício, também filtrar as correspondências recebidas no sentido de que elas tenham de fato a ver com a Maçonaria, rejeitando aquilo que não for apropriado para o período.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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JAN/2021

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

POSIÇÃO DO ESQUADRO E O COMPASSO UNIDOS - TRATADO INTERNACIOAL?

Em 14.07.2021 o Respeitável Irmão Valdir Malacarne, Loja Estrela do Oriente, 03, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

 

TRATADO INTERNACIONAL

 

Gostaria de receber vossa ajuda em uma dúvida que eu tenho; existe um tratado internacional, de que o esquadro e o compasso, quando exposto publicamente (não no interno da Loja) deve ser no Grau de Companheiro. Este tratado foi publicado pela revista A Trolha. Não tenho a revista e não consegui a informação com a revista.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No que diz respeito a um tratado internacional (sic) de exposição pública envolvendo o Esquadro e o Compasso é para mim algo que soa bastante estranho e me é completamente desconhecido.

Se houve alguma publicação a respeito, o assinante da matéria deveria apresentar elementos que comprovem esse acordo que, reitero, nunca vi e só estou ouvindo falar agora.

O conjunto Esquadro e Compasso unidos constituem um emblema maçônico


reconhecido universalmente entre os maçons. Desconheço algo que institua uma posição específica entre os dois objetos para o emblema ser apresentado ao público!

Ora, a disposição desses instrumentos tem caráter iniciático, reservado apenas aos maçons e determinam o grau de trabalho da Loja ao se apresentarem unidos junto ao Livro da Lei, o que lhes dá o título de Grandes Luzes, ou as Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria.

De resto, no sentido de uma pretensa exposição pública, nada faz sentido, pois esses instrumentos unidos revelam algo que que só interessa aos maçons e não ao mundo profano.

Nesse sentido, tratados internacionais sobre o fato (primeiro é preciso saber entre quem) não me parecem cercados de bom senso, até porque, em termos de Maçonaria, suas tradições, usos e costumes possuem características imemoriais e universalmente aceitas, interessando apenas à Sublime Instituição.

Quanto ao mais, salvo melhor juízo, pelo menos para mim, é algo que não passa de mera especulação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JAN/2022


POSIÇÃO DO COBRIDOR COM A ESPADA - REAA

Em 13/07/2021 o Respeitável Irmão Alexissandro Marques Moreira, Loja Caratinga Livre, 0922, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 

POSIÇÃO DO COBRIDOR COM A ESPADA

 

Gostaria que esclarecesse uma dúvida sobre o Cobridor Interno e sua posição da espada no momento da entrada dos irmãos em loja, ele fica com ela a punho ombro (em sinal de alerta) ou ela encostada no peito (em sinal de cordialidade com irmãos), existe alguma orientação sobre essa situação específica, e porque não vem explicando o jeito certo no ritual.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

A princípio devo lembrar aos Irmãos do GOB que as orientações que não constam no ritual em vigência estão na plataforma do GOB RITUALÍSTICA em SOR - Sistema de Orientação Ritualística.

Essas orientações oficiais e colocadas no site do GOB foram instituídas pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral, publicado no Boletim Oficial de outubro de 2019.

Ressalto que todas as orientações e correções contidas no SOR são para aplicação imediata sobre o ritual em vigência.

Para acessar a plataforma é necessário ter em mãos o CIM, o PIN do GOB CARD que será solicitado, e a Palavra Semestral.

Consta no Sistema de Orientação Ritualística, item 33, Ingresso do Préstito, a orientação de que o Cobridor Interno durante a entrada do préstito fica com a Espada à Ordem (ombro arma).

Explica-se: Espada à Ordem é tê-la empunhada pela mão direita, lâmina da vertical apontada para cima, punho junto ao quadril direito tendo o respectivo braço e antebraço direito afastados corpo. O corpo estará ereto, braço esquerdo caído ao longo do corpo e os pés em esquadria.

O que de fato não existe, me perdoe, são esses sinais que o Irmão mencionou como "espada a punho", "sinal de alerta" e "sinal de cordialidade". Reitero, desconhecem-se esses termos no REAA.

Em se tratando da utilização da espada pelos Cobridores, ou ela fica embainhada (acondicionada no dispositivo da faixa do Mestre), ou presa no aparelho geralmente fixado atrás do espaldar da cadeira.

Espada à Ordem é quando o titular está em pé e parado. Em ombro-arma quando o titular estiver andando. Tanto à Ordem como em ombro-arma a espada estará sempre com a lâmina na vertical apontada para cima e o respectivo punho junto ao quadril direito. Em qualquer uma das situações, no REAA a espada será sempre empunhada pela mão direita.

 

 

T.F.A.

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JAN/2021

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

PAVILHÃO NACIONAL HASTEADO À DIREITA DO VENERÁRVEL, POR QUÊ?

Em 11.07.2021 o Respeitável Irmão Rafael B. Casella Jr., Loja Luz do Universo, 249, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

PAVILHÃO NACIONAL À DIREITA

 

Gostaria de saber por que o Pavilhão Nacional fica no Oriente, à direita do Altar do Venerável.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A despeito de que as Obediências Maçônicas possuam seus próprios regulamentos que ordenam o cerimonial para a Bandeira Nacional, estes seguem basicamente a Lei Federal 5.700 de 01/09/1971 que dispõe sobre a forma e apresentação dos Símbolos Nacionais.

Quanto a posição da Bandeira Nacional à direita, a situação está prevista no Art. 19: “A Bandeira Nacional em todo o Território Nacional, ocupa lugar de honra (o grifo e meu), compreendida com uma posição: (...) III – à direita (o grifo é meu) de tribunas, púlpitos, mesas de reunião (o grifo e meu), ou de trabalho”. Ainda no § único do Art. mencionado: “Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a direita de uma pessoa colocada junto a ele e voltada para a rua, para a plateia ou, de modo geral, para o público que observa o dispositivo”.

É essa a provável razão pela qual nos Templos Maçônicos a Bandeira Nacional fique à direita do titular dirigente ocupando a sua mesa (altar). No caso das reuniões maçônicas à direita (ombro direito) do Venerável Mestre que olha do Oriente para o Ocidente.

Quanto ao Pavilhão ficar no Oriente é porque o Art. 19 mencionado prevê para ele ocupação de um lugar de honra. Assim, no caso da Maçonaria, onde a Bandeira Nacional é maior autoridade presente, ela ocupa o Leste da Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JAN/2022