quarta-feira, 20 de abril de 2022

PRÁTICA CORRIGIDA NA CERIMÔNIA DE EXALTAÇÃO

Em 23/09/2021 o Respeitável Irmão Deosdete Silva Marins, Loja 20 de Setembro, 4.346, GOB, REAA, sem mencionar o nome do Oriente e Estado da Federação, apresenta a seguinte questão:

 

PROCEDIMENTO NA EXALTAÇÃO

 

Valho-me do presente para dirimir dúvida. No Ritual do 3º Grau, 2009, mais precisamente na parte da exaltação, temos em sua página 126:

RESPEITAB - Meus VVen IIr, é na realidade, o c de nosso Respeitab Mestre.

- Cumpramos o dol dever que Sal nos impôs, e demos seu c à sep.

O Venerab Ir 2º Vig pega no p d da m dir do Cand e diz - B, dando um p para trás. O Venerab Ir 1º Vig p no s d da mesma m e, depois de pronunciar a palavra


J
, diz:

2º VIG - a s d dd oo

Aí está a dúvida. No Ritual, creio, tem uma falha quando consta que o 1º Vig depois de pronunciar a palavra J, diz:

e logo a seguir consta: 2º VIG a c s d dd oo

Como em nossa Loja há divergência de pensamentos, quanto a quem deve falar, 1º Vig ou 2º Vig, gostaria que o Eminente Irmão esclarecesse como devemos proceder.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De fato, nesse caso há inversão de procedimentos no ritual em vigência do 3º Grau do REAA do GOB. A bem da verdade isso supostamente se deve a um erro de impressão que inverte a fala dos VVig.

Atualmente, contudo, essa aleivosia ritualística já se encontra corrigida, podendo ser constatada no SOR - Sistema de Orientação Ritualística (Decreto 1784/2019) hospedado na página do GOB in plataforma do GOB-RITUALÍSTICA. Essa correção será observada quando da reedição de novos rituais. Por ora aplica-se de imediato a correção constante no SOR sobre o ritual em vigência.

A título de ilustração, em linhas gerais a passagem correta durante a representação teatral da lenda é a seguinte: por primeiro o 2º Vig pega no d ind da m. d do cade, largando-o imediatamente dá um p para trás pronunciando: J! Ato seguido, o 1º Vig pega no dméd da m d do cade, largando-o imediatamente dá um p para trás pronunciando: B! “A c s d dd oo”!

É essa a prática correta, destacando que cada um dos VVig deve exclamar o nome correspondente à sua coluna, ou seja, o 2º pronuncia J, e o 1º B.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABRIL/2022

terça-feira, 19 de abril de 2022

INADIMPLÊNCIA E FREQUÊNCIA - DISCUSSÃO NA SESSÃO

Em 23.09.2021 o Respeitável Irmão Pedro Rodrigues Bueno Junior, Loja Ypiranga, 83, REAA, GOB-SP, sem mencionar o Oriente, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

INADIMPLÊNCIA E FREQUÊNCIA

 

Por favor, lhe escrevo para pedir ajuda no esclarecimento da seguinte dúvida: 

Na sessão de hoje (no grau de Companheiro) em minha Loja, na Ordem do Dia tivemos a presença de um Irmão Companheiro que apresentou justificativas sobre Inadimplência (art. 74 - RGF) e Falta de Frequência (art. 77 - RGF).

Nossa dúvida é a seguinte: outros Companheiros da Loja poderiam estar no Templo quando das justificativas ou deveria ser coberto o Templo a eles permanecendo apenas os Mestres/Mestres Instalados? Onde encontro essa orientação?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Salvo melhor juízo - pois assunto de legislação maçônica não é o meu forte – penso que é perfeitamente natural a presença de todos na sessão sem que haja necessidade de qualquer cobertura do templo para outrem na oportunidade. Ora, se o assunto está sendo tratado em Loja de Grau 2 como mencionado, todos os presentes têm o direito de permanecer nos trabalhos. Afinal, pelo que é relatado, o assunto é administrativo e não iniciático, portanto nada há para se esconder de ninguém.

Cabe ainda alertar que nas questões legais é dever do Orador estar presente e recomendar os procedimentos previstos na legislação. Afinal ele é o fiscal da Lei.

Ressalva-se ainda que a questão da inadimplência é matéria para debate em


sessão de finanças convocada por edital para essa finalidade, ou pelo menos obter, para o caso, um parecer da comissão de finanças da Loja.

Vale ainda mencionar que isso não é assunto privativo de Mestres Instalados, pois um Conselho de Mestres Instalados só existe quando nomeado pela Obediência para instalar e dar posse a um novo Venerável Mestre, e nada mais. Mestre Instalado não é grau, senão uma categoria especial honorífica – Artigos 42 e 43 do RGF.

Desse modo, não faz sentido, e me parece até mesmo ilegal que apenas Mestres Maçons Instalados permaneçam nos trabalhos conforme é relatado na sua questão. Ora, o Orador de ofício, que é o Guarda da Lei “eleito” pela Loja deve estar presente, seja ele Mestre Instalado ou não, pois ele é o representante do Ministério Público Maçônico. A rigor, nada existe que obrigue que a diretoria da Loja seja composta apenas por Mestres Maçons Instalados.

Essas são então as minhas colocações, contudo lembro mais uma vez que esse não é o meu métier, pois atuo de fato no campo da história, filosofia, liturgia e ritualística da Ordem. Assim, não tome essas minhas colocações como elementos laudatórios.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

ABRIL/2022

quinta-feira, 14 de abril de 2022

À GLÓRIA DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Em 23.09.2021 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Justiça e Caridade, 4.132, REAA, GOB-PR, Oriente de Paraíso do Norte, Estado do Paraná, apresente o que segue:

 

À G D G A D U

 

Minha questão é sobre a apresentação de trabalho de aumento de salário. Costumeiramente, nós fomos orientados a iniciar nossa apresentação de trabalhos em Loja, com a expressão “À
Glória do Grande Arquiteto do Universo” Gostaria que o Irmão fizesse algumas considerações sobre isso: É obrigatório? Origem dessa saudação?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Até onde eu sei, não há obrigatoriedade dessa legenda. Geralmente ela é encontrada encimando muitos documentos maçônicos, diplomas e peças de arquitetura.

Na verdade, essa glorificação à Divindade que acabou se consagrando nos escritos maçônicos como um cabeçalho, possui mais um caráter de identificação maçônica do que propriamente um apelo filosófico (essa é a minha opinião).

A bem da verdade, esse dístico, ou divisa, teve sua provável origem na França do século XIX e dali acabou se espalhando pelos meios maçônicos, principalmente na vertente latina da Moderna Maçonaria, podendo, mas em menor escala, também aparecer em escritos da vertente anglo-saxônica.

No tocante à denominação de Deus na Maçonaria como o “Grande Arquiteto do Universo”, se dá como elemento conciliatório entre os maçons, sobretudo porque a Maçonaria deles não indaga a sua religião, senão pede a crença num único Criador. Isso faz com que os ritos maçônicos, conforme suas estruturas doutrinárias, sejam rotulados como deístas ou teístas, ou ainda deístas/teístas.

Destaque-se que Maçonaria não é religião e que nela o conceito de Deus, o Criador do Universo, o Grande Geômetra, etc., está além de credos religiosos. Entenda-se que nela (no seu seio) há que se respeitar a pluralidade de religiões.

Nesse sentido, a crença em um Ser Supremo é condição sine qua non para aquele que deseja ser iniciado na Maçonaria regular. Essa crença é vista mais como uma realidade filosófica e não como um caráter doutrinário.

A Moderna Maçonaria como uma escola filosófica de aperfeiçoamento humano e não como uma religião, não possui o desiderato de concorrer com outras religiões. Desse modo ela admite no seu seio maçons praticantes de diversas religiões, deles apenas exigindo a crença em um Ser Supremo.

Assim, em Maçonaria o “Grande Arquiteto do Universo” se apresenta como uma força superior, criadora de tudo o que existe. Essa definição conciliatória não faz menção a uma ou outra religião ou crença, o que permite convívio fraterno entre maçons, sejam eles judeus, muçulmanos, católicos, budistas, espíritas, etc., sem que entre eles haja
questionamentos e discussões religiosas. Atividades maçônicas relacionadas ao “Grande Arquiteto do Universo” são direcionadas ao estudo filosófico e nunca ao proselitismo religioso.

O nome de Arquiteto do Universo dado ao Criador não deve ser definido como um símbolo maçônico, mas sim como uma respeitável referência Àquele que geometrizou a Ordem, a Harmonia e o Equilíbrio do universo. Vale lembrar que na Maçonaria o símbolo do Arquiteto Criador é o Delta Radiante que fica destacado no retábulo do Oriente da Loja, tendo no seu interior o olho que tudo vê (concepção deísta), ou a letra hebraica IÔD (concepção teísta).

Por fim, a expressão “À G D G A D U” menciona preito, honra e homenagem Àquele que arquitetou, planejou e geometrizou tudo o que existiu, o que existe e o que existirá.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABR/2021

quinta-feira, 7 de abril de 2022

O NOME DA COLUNA J - COMO SE ESCREVE?

Em 08.09.2021 o Respeitável Irmão Geraldo Magela Fontes Filho, Loja Frank Sherman Land, Rito de York, GLMMG, Oriente de Uberaba, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

 

COMO SE ESCREVE J.'.

 

Gostaria de saber do Irmão se o nome da coluna J escreve Jaquin ou Jackin, e se há diferença?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Segundo a Bíblia Hebraica, as palavras Jachin e Boaz (na ordem de leitura da direita para a esquerda como se faz no hebraico) são os nomes das duas colunas de bronze fundidas e ornadas por Hiram e posteriormente colocadas na entrada do Templo de Jerusalém por ordem do Rei Salomão - primeiro Livro dos Reis 7, 13-21; segundo Livro das Crônicas, 3, 17: “Ele (Rei Salomão) ergueu as colunas na frente do tempo; uma à sua direita e outra à esquerda; ele chamou a da direita de Jachin e a da esquerda de Boaz”.

A palavra Jachin é do vernáculo hebraico. Segundo exegetas o seu
significado é “Ele estabelece”, enquanto que a outra palavra, Boaz, assim escrita conforme a versão bíblica septuaginta, significa “com força”; “na força”.

Consoante aos seus significados, existe ainda a premissa de que esses nomes estejam ligados à linhagem da família real da tribo que o rei Davi pertencia.

Conforme menciona o livro de Rute, Boaz foi um ancestral do Rei Davi e Jachin, também mencionado como nome próprio na Bíblia hebraica in livro de Números, 26, 12 e livro das Crônicas, 24, 16, é o nome de uma das famílias sacerdotais que naquela época oficiavam no Templo.

A juízo de alguns autores, os nomes dados às colunas do pórtico do Templo, serviria para fortalecer os laços entre o Templo e a dinastia da Tribo de Davi.

Na alegoria do Templo de Jerusalém, utilizada pela Maçonaria, em particular as colunas do pórtico, alguns ritos as trazem posicionadas conforme descrito nos livros de Reis e Crônicas, destacando que a escrita hebraica se dá da direita para a esquerda, isto é, lê-se na seguinte ordem: da direita para a esquerda, Jachin Boaz. Essa ordem de escrita poderia então mencionar que Ele (Javé), estabeleceu com força (solidez) o reino de Israel.

Ainda sob a conjuntura maçônica, alguns ritos, a exemplo do REAA, as colunas B e J indicam a passagem dos trópicos de Câncer e Capricórnio, por isso elas são também conhecidas como Colunas Solsticiais.

Graças à conjuntura histórica da Maçonaria, alguns dos seus ritos apresentam as colunas do pórtico de modo invertido.

No tocante à sua questão propriamente dita, a despeito de existirem várias corruptelas que nos são apresentadas (Jakim, Jakin, Jaquim, Jackin, etc.), a palavra grafada como Jachin, encontrada também nas línguas anglo-saxãs, nos parece ser a mais indicada.

Por fim, vale mencionar que a despeito de variações de escrita e pronúncia da palavra Jachin, o seu significado é consagrado na estrutura emblemática do Templo e na Maçonaria. Quero dizer que embora existam variações na sua composição gráfica, o que de fato vale é o seu conteúdo iniciático, independente da forma como ela é escrita.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABR/2022

terça-feira, 5 de abril de 2022

POSIÇÃO DO PAINEL DE MESTRE MAÇOM

O Respeitável Irmão Davi Jorge Dávi, Loja Arca da Aliança, 2489, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos no que segue.

 

POSIÇÃO DO PAINEL DO 3º GRAU

 

No Ritual de Mestre do GOB na página 86, verifica-se que o Painel do Grau de Mestre está invertido(?). De acordo com sua postagem do dia 30 de maio de 2021, sobre "As explicações relativas do Painel de Mestre Maçom do REAA", o mesmo Painel está em posição contraria ao Ritual. Poderia ajudar a esclarecer esta discrepância?

 

COMENTÁRIOS.

 

Ambos estão certos. Não é uma questão de discrepância, mas de ponto de vista.

O demonstrado no ritual do GOB indica o Painel visto de quem do Oc olha para Or (o painel na Loja fica voltado para o Oc), ou seja, projetando-o imediatamente do

suporte na vertical para o piso do templo na horizontal (deitando-o no chão) vê-se que o pé da sep coincide corretamente com o lado oriental, e a cabeça com a banda ocidental.

Projetado sobre o plano do templo, essa disposição segue exatamente o que de fato fica arranjado no dia da cerimônia de Exaltação, isto é, o tablado com os pés para Leste e a sua cabeça para Oeste.

Isso faz parecer com que o painel exposto no dispositivo, visto da porta de entrada, esteja de ponta cabeça – o Or ao alto, o Oc embaixo, o Sul à direita e o Norte à esquerda. Vale mencionar que as Colunas do Norte e do Sul da Loja, nesse caso, coincidem perfeitamente com os lados Norte e Sul do painel.

Ocorre, contudo, que muitos painéis para driblar essa falsa impressão, vistos da porta de entrada, são apresentados em Loja invertidos em relação à sua projeção no piso do templo, é o caso do que se apresenta na matéria publicada no Blog em maio de 2021. Nesse caso o Oc para cima, o Or para baixo, o Sul à esquerda e o Norte à direita. Note que as bandas Norte e Sul do Painel não coincidem com as colunas Norte e Sul da Loja.

Em síntese, o painel do ritual está mais condizente com a realidade, ou sejamostrando-o deitado sobre o pavimento como era primitivamente riscado no chão ou desenhado em um tapete no chão. Já o outro, como se apresenta na maioria dos quadros das Lojas, se projetado para o piso, ficará invertido em relação aos quadrantes da Loja. Assim, o que parece estar certo é contraditório e o que parece estar de ponta cabeça parece ser o mais condizente.

É bom que se diga que os passos do grau são dados a partir do lado ocidental, para o oriental, ou seja, da cabeça para os pés, enquanto que H é revivido pelo Respeitab Mestre pelos c pp pp aos pés da sep.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABR/2022

sábado, 2 de abril de 2022

ABERTURA E LEITURA DO LIVRO DA LEI - QUEM ABRE? QUEM LÊ? QUAL TRECHO?

Em 18/09/2021 o Respeitável Irmão Irno Azzolini, Loja Flor da Acácia, 3.894, REAA, GOB-PR, Oriente de Francisco Beltrão, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

ABERTURA DO LIVRO DA LEI

 

Pensei num Tempo de Estudos fazendo abertura do Livro da Lei pelo ex- venerável mais recente e lendo Salmo São João, 1 , 1-5. Somente numa sessão de estudo, posso fazer?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em que pese ser a leitura em João, 1, 1-5 a correta no REAA, no caso dos rituais em vigência do GOB, infelizmente ela não se faz presente, mas é substituída pela leitura do Salmo 133, e ainda feita pelo Orador da Loja ao invés do Ex-Venerável mais recente da Loja.

Como instrução para o período de estudos, sem dúvida esse é um tema que pode ser perfeitamente abordado para conhecimento dos presentes, contudo, a abertura dos trabalhos da Loja segue-se o ritual, mesmo que esteja contraditório.

De fato, verdadeiramente o REAA abre os seus trabalhos no Grau de Aprendiz, ou pelo menos deveria abrir, em João,1, 1-5, porque é o trecho que faz mais sentido iniciaticamente para o Aprendiz que esotericamente busca dissipar as trevas para alcançar
a Luz – (...) e a Luz resplandece das trevas, e as trevas o compreenderam.

Sob o feitio histórico da Maçonaria, ainda não custa lembrar que de maneira consagrada as Lojas são conhecidas como “as Lojas de São João”.

Vale mencionar que essa exposição bíblica em João não é um Salmo, mas é parte de um dos quatro Evangelhos canônicos do Novo Testamento. Tradicionalmente, na conjuntura bíblica ele é o último dos Evangelhos, sucedendo aos de Marcos, Mateus e Lucas. Em relação ao Livro dos Salmos ele é um livro da Bíblia Cristã e sucede o Livro de Jó, encerrando a sequência de livros históricos, antecedendo o Livro dos Provérbios.

No tocante à Maçonaria e o Salmo 133, este apareceu no Yorkshire, Inglaterra, há muito tempo atrás e logo foi abandonado, ressurgindo posteriormente nas Blue Lodges norte-americanas, conhecidas como o franco-maçônico básico do Rito York Americano, mas não como leitura do Livro da Lei, porém como uma leitura feita pelo Marechal durante uma perambulação que se ocorre na cerimônia de Iniciação do Rito.

Indevidamente esse Salmo veio parar no REAA aqui no Brasil por conta da cisão ocorrida em 1927. Sua indevida inserção como leitura acabou se consagrando por aqui e tem sido nos dias atuais comum nos rituais das Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e no GOB. Já os rituais do REAA praticados na COMAB geralmente trazem corretamente a leitura no Evangelho de São João.

No que diz respeito a abertura e leitura do Livro da Lei ser feita pelo Ex-Venerável mais recente da Loja, de fato é o que deveria ser seguido, mas infelizmente, como a boca se entorta conforme o hábito o cachimbo, por aqui inexplicavelmente deram essa atribuição para o Orador da Loja.

Concluindo, destaco que essas considerações não têm o propósito de instigar descumprimento dos rituais em vigência, que indiscutivelmente devem ser seguidos. Portanto, como vetores da verdade, essa exposição serve com instrução a bem do conhecimento.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABRIL/2022