segunda-feira, 15 de maio de 2023

COMPANHEIRO MAÇOM PODE SE MANIFESTAR EM LOJA?

Em 01/02/2023 o Irmão Haroldo Zacarias Júnior, Companheiro Maçom da Loja Fiel e Grande Benemérita Progresso e Ordem 36/58, GLMERJ (CMSB), Oriente de Bonsucesso, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

COMPANHEIRO PODE SE MANIFESTAR?

 

Costumo visitar outras Lojas e me surgiu uma dúvida. Como Companheiro posso me manifestar no momento da palavra a bem e da ordem fazendo os cumprimentos de costume, ao Venerável Mestre, 1 e 2 Vigilantes, e aos demais Irmãos?

 

COMENTÁRIO

 

                 Desconheço a existência de qualquer óbice nesse sentido. Não há silêncio iniciático para o Companheiro Maçom, até porque esse é de fato o Grau mais genuíno sob o ponto de vista histórico e doutrinário da Maçonaria. Até 1738 a Maçonaria possuía apenas e tão somente dois graus, o de Aprendiz e o de Companheiro. O primeiro Grão-Mestre da primeira Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, era um Companheiro Maçom.

Obviamente que nas circunstâncias atuais, qualquer manifestação da sua parte ocorrerá nos momentos apropriados para tal, destacando que no caso de um Companheiro Maçom, ele deve se ater a assuntos que se coadunem com o seu grau.

De qualquer maneira é recomendável que se consulte a legislação da Obediência a esse respeito.

No que diz respeito aos verdadeiros costumes do REAA, todos têm o direito de se manifestar em Loja, desde que em assuntos pertencentes ao grau correspondente.

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2023

sexta-feira, 12 de maio de 2023

VIGILANTES VISITANTES E PARAMENTOS DIFERENCIADOS

Em 22.01.2023 o Respeitável Irmão Luciano Portela, Loja Igualdade Florianense, 865, REAA, GOB-PI, Oriente de Floriano, Estado do Piauí, formula a seguinte questão:

 

VIGILANTES VISITANTES

 

Vi uma postagem em que o Irmão fala em relação aos paramentos de Venerável, Mestre onde ele em visita a outra Loja que não seja a sua, ele usa os seus paramentos.

Minha pergunta é, e os Vigilantes em visita a uma Loja, se veste com os seus paramentos?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Inicialmente é preciso mencionar que originalmente no REAA os Vigilantes não usam paramentos diferenciados. Usam apenas o avental de Mestre Maçom e se distinguem nos seus cargos pelo colar com as respectivas joias distintivas.

                   Infelizmente no caso do GOB, desde 2009 foram adotados paramentos diferenciados para os Vigilantes, inclusive a utilização de punhos quando esses verdadeiramente, como símbolo de poder, são privativos do Venerável Mestre.

                                            Mas, como a boca se entorta conforme o hábito do cachimbo, os Vigilantes acabaram contemplados com paramentos diferenciados. Desse modo, como esse é um costume em vigência no GOB, entendo que um Vigilante em visita a outra Loja não deixa de ser um Vigilante da Loja que o elegeu para tal. Assim, salvo melhor juízo, não há óbices para que ele visite as Lojas coirmãs vestido com Vigilante da sua Loja.

Espera-se que na revisão dos rituais do GOB, já previstas para o início de 2024, seja corrigida essa anomalia, retomando assim à originalidade do REAA onde desde o Conselho de Lausanne realizado na Suíça em 1875 não há paramentos diferenciados para os Vigilantes.

Por ora, segue-se o previsto no Ritual em vigência.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023

APRENDIZES E COMPANHEIROS OCUPANDO CARGO "AD HOC"

Em 17.01.2023 o Respeitável Irmão Fábio Bento, sem mencionar o nome da Loja, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Vinhedo, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

 

APRENDIZ E COMPANHEIRO OCUPANDO CARGO

 

O que o irmão pensa sobre Irmãos do grau 1 e 2 ocupando cargos em sessões maçônicas apenas para completar os oficiais em loja.

Considerando que em nossos documentos atestamos que apenas o grau 3 Pode ocupar cargos em loja. Quero muito ouvi-lo sobre tal.

Carinhoso respeitoso abraço.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Antes de mais nada, vale lembrar que a Maçonaria é uma Instituição iniciática, portanto como tal os seus membros devem se portar. Sob nenhuma hipótese a liturgia maçônica deve ser utilizada como um reino do faz de conta.

A Moderna Maçonaria Universal é composta por três graus, cuja plenitude o obreiro somente alcança quando chegar no 3º grau, o de Mestre Maçom.

Para alcançar a plenitude maçônica existem regras iniciáticas que devem ser impreterivelmente cumpridas, pois se assim não fosse, então por que as diretrizes emanadas dos ritos e dos rituais?

                      Assim, dentro das normas iniciáticas da Moderna Maçonaria está a regra de que para exercer qualquer cargo em Loja é preciso primeiro ter alcançado o grau de Mestre Maçom. De maneira figurada, significa que o profissional estará apto para exercer o seu ofício mediante a apresentação do seu diploma de conclusão.

Graças a isso é que respeitando a jornada simbólica de aprendizado e aperfeiçoamento, em um templo maçônico os Aprendizes ocupam lado Norte, os Companheiros Sul e finalmente os Mestres o Oriente para dali se distribuírem por toda a Loja como que espalhando as suas luzes.

Figuradamente, é deste modo que o exaltado (Mestre) estará apto a ocupar todas as latitudes templo (terrenas) para levar experiência e esclarecimento. Nessa concepção iniciática os Aprendizes e Companheiros, ainda passíveis de aprimoramento, permanecem restritos às colunas que são o Ocidente da Loja.

De modo geral, iniciáticamente o Aprendiz corresponde à infância, o Companheiro à juventude e o Mestre à maturidade (as três etapas da vida humana). Em todos os sentidos essa é uma lei natural e não pode ser alterada, pois o Sol nasce no Oriente e se põe no Ocidente, o que significa que a ordem natural das coisas não tem como ser alterada – o giro em Loja segue a marcha diária do Sol (dos ponteiros do relógio). A manhã antecede a tarde e essa antecede a noite.

A Moderna Maçonaria, seguindo a alegoria da vida, dá ao maçom a possibilidade do progresso pelo aprendizado e aperfeiçoamento. Por essa razão é que o maçom, para desempenhar uma missão, deve estar plenamente preparado no domínio do seu ofício e de conformidade com as exigências da Arte.

Por essas circunstâncias é que os cargos de ofício em Loja somente podem ser preenchidos por Mestres Maçons. Não é à toa que os Diplomas Legais das Obediências geralmente exaram essa propriedade.

É conveniente por agora se reportar também à Lenda do 3º Grau. Como um Landmark moderno a lenda é revelada ao Mestre Maçom no dia da sua Exaltação. Dentre outros, a Lenda expõe uma lição de sociabilidade e ética quando revela nas suas entrelinhas que o progresso somente é alcançado pelos próprios méritos e seguindo a ordem natural das coisas. Essa verdade significa que o primeiro passo é aprender para só depois executar o trabalho.

Assim, seguindo os ensinamentos revelados a cada degrau vencido na jornada iniciática é que Aprendizes e Companheiros, cada qual ainda nos seus estágios de aprimoramento, não podem ocupar cargo em Loja. Isso faz com que os cargos ou comissões sejam privativos daqueles que alcançaram a plenitude maçônica, ou seja, dos Mestres Maçons.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023

terça-feira, 9 de maio de 2023

LUZES LITÚRGICAS - QUARTA VELA?

Em 15.01.2023 o Respeitável Irmão Olmyr Ferreira Júnior, Loja Arautos do Bem. 3603, REAA, GOB-PR, Oriente de Irati, Estado do Paraná, formula a questão seguinte:

 

QUARTA VELA

 

Lendo sua resposta sobre acendimento das luzes litúrgicas, formulada pelo Irmão Nelson Nascimento em 02.06.2022, restou-me uma dúvida: alguns Irmãos defendem a ideia de que na Loja, deve haver uma quarta vela, que permanecerá acesa durante toda a sessão, e de onde o Mestre de Cerimônias acende a vela auxiliar, com a qual, acenderá finalmente, as velas nos candelabros. Ouvi comentários, referindo-se a esta quarta vela, como sendo "a origem da luz". Contando com o seu conhecimento, desde já agradeço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Absolutamente nada disso existe no REAA. Não há nada na liturgia que justifique essa história de quarta vela, origem da luz, chama votiva e outras invenções do gênero.

                   Aos Irmãos que defendem essas barbaridades eu perguntaria como fariam então as Lojas que usam lâmpadas elétricas no lugar de velas? Será que haveria um interruptor especial para que a Divindade estivesse ligada à energia elétrica? Ora, faça-me o favor!

Tudo isso não passa de mera filigrana, pois no REAA não existe nenhum
cerimonial para acendimento de luzes, muito menos uma pretensa “quarta vela” que estaria inserida nesse contexto.

Entenda-se por luzes litúrgicas aquelas dispostas nos três candelabros de três braços e que são acesas em número conforme o grau em que a Loja esteja aberta.

Vale dizer que o Ritual não prevê nenhuma outra vela litúrgica acesa além das que compõem a liturgia de cada grau – destaque-se que essas luzes têm caráter iniciático e não precisam de nenhuma fonte mística para alimentá-las.

Do mesmo modo, o SOR, que é o Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB (o único que vale), não orienta qualquer prática nesse sentido.

O que de fato pode existir em relação a outras fontes de iluminação na Loja são luzes auxiliares, e estas nada tem a ver com a liturgia do Rito. Como bem diz o próprio nome, luzes auxiliares auxiliam a iluminar os ambientes em que os titulares necessitem ler textos durante os trabalhos. Essas luzes auxiliares estão inclusive previstas no ritual, contudo elas não possuem função iniciática, portanto não são obrigatórias na decoração da Loja.

No que diz respeito às luzes litúrgicas, existem Lojas que não adotam lâmpadas elétricas para simular as chamas, preferindo ainda manter velas nos candelabros de três braços. Em atenção a essa possibilidade o ritual então recomenda que não sendo as luzes litúrgicas lâmpadas elétricas, porém velas, o Mestre de Cerimônias é quem as acenderá. Nesse caso recomenda-se que ele, munido de uma vela auxiliar previamente acesa, simplesmente proceda ao acendimento das demais na ordem prevista pelo ritual.

Na realidade, essa vela auxiliar tem apenas o desiderato de facilitar o acendimento, evitando assim que o titular não fique no momento a riscar fósforos ou se utilizar isqueiros para executar a sua missão.

Desse modo, logo que o Mestre de Cerimônias tenha completado a sua missão, ele apagará imediatamente a chama da vela que foi utilizada para acender as demais. Sob nenhuma hipótese essa vela auxiliar deve permanecer acesa.

Graças a isso, algumas Lojas costumam manter antes do acendimento das luzes liturgias uma pequena vela acesa sobre o Alt dos PPerf para que o Mestre de Cerimônias dela se utilize no momento do acendimento das luzes dispostas nos candelabros. Concluído o acendimento, imediatamente o titular deve apagá-la para não dar margem a outras interpretações.

Provavelmente, alguns Irmãos imaginosos ao verem essa chama auxiliar acesa sobre o Alt dos PPerf não tardaram a dar para ela interpretações criativas, como por exemplo a da tal “origem da luz”. E assim nascem os “achismos”.

Nada a ver. A bem da verdade, nem o ritual e nem o SOR preveem essa vela auxiliar para o Mestre de Cerimônias exatamente para coibir tais invencionices. No caso desta vela ser utilizada para o acendimento das velas dispostas nos candelabros distribuídos sobre o Altar (Venerável) e mesas (Vigilantes), imediatamente após o acendimento das luzes a vela auxiliar deve ser imediatamente apagada.

Geralmente nada disso acontece quando para as luzes litúrgicas utilizam-se lâmpadas elétricas em lugar de velas.

Enfim, em Maçonaria a Luz significa esclarecimento, discernimento e conhecimento, portanto ela não está a serviço das crendices e imaginações.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023

 

 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

SAUDAÇÃO. AO TRONO OU AO VENERÁVEL MESTRE?

Em 10.01.2022 o Respeitável Irmão Elio Simionato, Loja 27 de Setembro, 354, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de Marília, Estado de São Paulo

 

SAUDAÇÃO AO TRONO

 

Após meditar sobre suas sábias considerações a respeito de saudações ao Delta Sagrado, esclareço que a Comissão da Ritualística da GLESP recentemente publicou que a saudação é feita AO TRONO.

Em todos os rituais e ensinamentos aprendemos que as saudações são dirigidas ao Delta
Sagrado. Gostaria muitíssimo de saber suas considerações quanto à essa última informação de nossa Comissão de Ritualística?

 

COMENTÁRIOS

 

No tocante à saudação ao Delta, de fato não é prática recomendável porque isso acaba dando ao ato um caráter de adoração a um símbolo ou a um objeto.

Destaque-se que a Maçonaria, sob nenhuma hipótese é uma religião, bastando para a Sublime Instituição que o maçom apenas declare acreditar em um Ser Ente-Supremo. Como para a Maçonaria a crença de cada um é algo do foro íntimo, é desnecessária a exposição de uma preferência religiosa.

Adorar e fazer reverência a qualquer símbolo ou objeto não é algo previsto da Moderna Maçonaria. A Loja, decorada conforme cada rito, simboliza um canteiro de obras estilizado aos moldes dos canteiros profissionais da Idade Média - ancestrais da Francomaçonaria.

Diga-se de passagem, que a Maçonaria documental possui aproximados 800 anos de história, não fazendo sentido, portanto, dar-lhe uma feição “milenar”. A realidade histórica deve ser separada das lendas que construíram as alegorias maçônicas.

Embora não sendo uma religião, a Maçonaria é religiosa graças à religiosidade de cada um dos seus membros que, acreditando na existência de um Princípio Criador, entre si respeitam a forma individual de cada um acreditar em Deus.

Com isso, a Maçonaria ensina que nos seus templos não há lugar para individualismo de crenças ou adorações comuns nos cultos cerimoniais encontrados nas diversas religiões. Por exemplo, na Maçonaria, o Livro da Lei é o código de moral e ética do maçom e não propriamente um livro a ser religiosamente adorado pelos integrantes Loja.

Assim, quanto às particularidades religiosas individuais a Maçonaria incentiva que cada maçom deve professar, expor e adorar a sua crença, todavia, o fazendo na sua Igreja ou outro lugar apropriado, nunca no seio da Loja ou mesmo usando-a para essa finalidade.

No caso do Delta Radiante mencionado na questão, ele é em Maçonaria um símbolo conciliatório representativo do Criador, contudo a sua presença no Retábulo do Oriente não é um símbolo religioso passível de adoração e reverências.

Na verdade, o Delta é um importante emblema que se destaca na Loja para sempre lembrar ao maçom do seu comprometimento mediante juramento para com a Ordem, oportunidade em que teve a Divindade como testemunha desse pacto. Com esse objetivo o “G A D U” se apresenta como o nome comum do Criador entre as diversas religiões adotadas pelos maçons, sejam elas de concepção deísta ou teísta.,

Assim, sob essa conjuntura, a saudação pelo Sin mencionada na sua questão é um ato de se dirigir um cumprimento maçônico ao Venerável Mestre, e não ao Delta.

Ele, como o dirigente maior dos trabalhos tem a sua autoridade representada pelo 1º malhete. O cumprimento a ele dirigido é uma etiqueta de bons costumes, nada existindo nesse ato qualquer conotação mística ou religiosa, até porque saudações de fito religioso são inexistentes na Maçonaria.

Ainda, no que diz respeito à sua questão, o termo “saudar ao trono” me parece que é uma maneira figurada de cumprimentar quem estiver ocupando o trono durante os trabalhos, já que, por sua vez, quem ocupa o trono é aquele que está dirigindo os trabalhos (de posse do 1º malhete).

Especificamente saudar ao trono, embora algo de viés figurado, na minha modesta opinião não é a expressão mais adequada, embora até admissível. Saúda-se nessa oportunidade o dirigente da Loja que é o Venerável Mestre ou o próprio Grão-Mestre que, salvo melhor juízo, se estiver presente pode dirigir qualquer das Lojas da sua jurisdição.

Concluindo, saudação maçônica nesse caso é feita àquele que estiver presidindo os trabalhos, não ao Delta.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023

segunda-feira, 1 de maio de 2023

EXTENSÃO DO PAVIMENTO MOSAICO NO REAA

Em 06.01.2023 o Respeitável Irmão Luis Felipe Torres Conceição, Loja Fraternidade Ferrense, 2230, REAA, GOB-MG, Oriente de São Pedro dos Ferros, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte pergunta:

 

EXTENSÃO DO PAVIMENTO MOSAICO

 

Poderoso Irmão, qual é o pavimento certo dos pisos das Lojas do REAA?

Toda pavimentada em mosaico? Ou piso branco e no centro da loja o pavimento em mosaico com a orla denteada?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em Maçonaria dá-se o nome de Pavimento Mosaico ao piso constituído por quadrados brancos e pretos. O termo “mosaico” é derivado de Moisés (Moshé) que, segundo a lenda bíblica, pavimentou o piso do Santos dos Santos do Tabernáculo com pedrinhas coloridas.

Embora não seja dotado de pura originalidade, pois os rituais primitivos muitas vezes nem mesmo o mencionavam, no REAA o Pavimento Mosaico aparece como um dos Ornamentos da Loja.

Composto por quadrados brancos e negros, que também servem para regular os passos na Marcha do Aprendiz e Companheiro, ele é construído de modo oblíquo e deve cobrir todo o piso do Ocidente da Loja. No caso do ritual do GOB, vide na página 22 em a Planta do Templo.

                 No que diz respeito ao retângulo quadriculado como um tabuleiro de xadrez ao centro do Ocidente, ele não existe no REAA, sendo decoração de outro Rito. Reitera-se: o Pavimento Mosaico no REAA cobre todo o chão ocidental da Loja.

Quanto à Orla Denteada, dita que deve contornar o Pavimento Mosaico, a mesma não é obrigatória como acabamento literal de contorno ao piso. Já é suficiente a Orla que aparece no interior do Painel da Loja emoldurando o conjunto simbólico nele existente. Vale lembrar que esse conjunto de símbolos representa a Loja e, a Orla Denteada circundando-a, tal como a Corda de 81 Nós, a Cadeia de União.

Destaca-se ao concluir que ao centro do Ocidente, sobre o Pavimento Mosaico, fica o Painel da Loja.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAIO/2023