quinta-feira, 19 de outubro de 2023

POSTURA DOS DIÁCONOS - LITURGIA DE ABERTURA E ENCERRAMENTO

Em 15.05.2023 o Respeitável Irmão Luiz Antonio, Loja Paz e União, 80, REAA, GLMMG (CMSB), Oriente de Capinópolis, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

POSTURA DOS DIÁCONOS

 

Novamente "abusando da sua boa vontade e especial da sua sabedoria e conhecimento".

Meu Irmão, tenho tentado ao longo desta pequena caminhada, me esclarecer e esclarecer os Irmãos.

Em relação a postura dos Diáconos, me foi "ensinado" que na abertura do Livro da Lei, onde
cruzam os bastões, jamais os Diáconos devem ficar com o cotovelo virado para o Or

Fiz algumas pesquisas solicitei material na Biblioteca da GLMMG, mas ainda não obtive resposta. Poderia me ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A bem da verdade, uma pesquisa sobre esse tema dificilmente obteria sucesso porque originalmente no REAA não existe formação de pálio e nem cruzamento de bastões. Ainda nesse contexto, vale lembrar que no REAA os Diáconos não portam bastões, pois eles estão no rito em questão apenas para exercer o ofício de mensageiros quando da transmissão da palavra na abertura e no encerramento dos trabalhos.

Assim, mesmo que despidas de justificativas convincentes, com o decorrer do tempo alguns rituais adotariam práticas originárias de outros ritos, cujas quais, mesmo que enxertadas e distorcidas, acabariam consagradas pelo uso.

À vista disso, não há como encontrar algo crível para algo que a autenticidade seja suspeita. Veja como são as coisas: se no REAA originalmente não existe o cruzamento de bastões e nem os Diáconos trazem bastões, fica difícil encontrar justificativas para o se ter ou não o "cotovelo virado para o Oriente". Temo que argumentos sobre isso não passem de ilações temerárias.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

 OUT/2023

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

REAA - O LUGAR DOS VIGILANTES E DO VENERÁVEL MESTRE

Em 11/05/2023 o Respeitável Irmão Otávio Alvares de Almeida, Loja Deus e Fraternidade, 51, REAA, GLEB (CMSB), Oriente de Cruz das Almas, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:

 

PRIMEIRO VIGILANTE DE FRENTE PARA O VENERÁVEL.

 

Há muito tenho a curiosidade de saber o porquê do 1º Vig ser o único obreiro que senta de frente para o Venerável Mestre.

Também por que na verificação se os obreiros são Maçons na Sessão de Companheiro saem os dois Vig conferindo quando nas de Aprendiz e Mestre apenas o 1º Vig?

Aguardando o seu pronunciamento

 

CONSIDERAÇÕES

 

                       Inicialmente vale salientar que no Ocidente de uma Loja do REAA, não só no que concerne aos Vigilantes, uma parte dos lugares fica voltada para o Oriente e outra voltada para o eixo do templo.

Especificamente sobre os lugares dos dois Vigilantes, o 1º fica à noroeste voltado para o Oriente e
o 2º ao Meio-Dia voltado para o eixo do templo.

A justificativa para os Vigilantes assim se situarem é porque o 1º, a noroeste, representa o ocaso do Sol, isto é, oposto ao Venerável Mestre que fica no lugar da aurora. O Venerável Mestre e o 1º Vigilante ficam voltados um para o outro porque ambos, respectivamente, se relacionam com o nascer e o poente do Sol. Já o 2º Vigilante, do
meridiano do Meio-Dia, tem a função de observar essa transição. Desse modo, ele vê do topo do Sul, à sua frente e a direita, o nascer do Sol, vê também o seu ápice no zênite, e finalmente à sua esquerda, o poente.

Nessa conjuntura, vale relatar que o REAA é um rito solar e os limites do seu templo correspondem aos quatro pontos cardeais – Leste/Oeste no seu comprimento, e Norte/Sul na sua largura. O templo é a oficina onde trabalham os maçons. Sob essa óptica, o seu piso (pavimento mosaico) representa um segmento retangular da superfície da Terra situado sobre o equador. O céu é a abóbada.

Graças a isso é que o Venerável e os Vigilantes, como as Luzes da Loja, têm seus lugares distribuídos nos extremos do Sul, do Leste e do Oeste.

Vale notar que no Ocidente, além dos Vigilantes, também há Oficiais distribuídos de frente para o Oriente (Expertos, 2º Diácono, etc.), e outros voltados para o eixo do templo (Mestre de Cerimônias, Chanceler, Tesoureiro, etc.).

No que diz respeito à verificação nas Colunas, obviamente que ela é simbólica e denota o exercício da prudência. Assim, no grau de Aprendiz apenas o 1º Vigilante do seu lugar faz a verificação em ambas as Colunas, Já no Grau de Companheiro e de Mestre, observando maior prudência, cada Vigilante percorre a sua Coluna e individualmente faz a verificação. Esses exames relembram o passado operativo onde primitivamente os construtores se protegiam dos cowans.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

OUT/2023

domingo, 15 de outubro de 2023

PÁLIO NO REAA E LEITURA DO SALMO 133

Em 11/05/2023 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Wagner, Loja Ciência e Trabalho, 20, REAA, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Rolândia, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

 

PÁLIO NO REAA

 

Minha dúvida é relacionada ao famigerado Pálio, haja visto que atualmente em nossa Obediência, o mesmo é formado pelos Diáconos com o Mestre de Cerimônias completando, após a condução de um Mestre Instalado, o mais recente, para abertura do Livro da Lei. Entretanto, é de conhecimento geral que tal prática é uma invencionice dos criadores de rituais, uma vez que o Pálio é um enxerto, provavelmente Adonhiramita, e os Diáconos nem bastão deveriam usar, pois seu ofício está relacionado a transmissão da palavra, e por zelar
para que os Irmãos se conservem nas colunas o devido respeito e rigor.

Inclusive, em minhas pesquisas em rituais dos primórdios da Sublime Ordem em nosso País, nada consta quanto esta etapa da ritualística, nem mesmo a leitura do Salmo 133, usando o exemplo de uma Loja de Aprendiz.

Desta forma, gostaria que o Irmão Pedro Juk nos trouxesse um pouco de luz sobre o assunto, e mais, se está de fato radicado no rito esta prática, pelo menos em Lojas filiadas à COMAB ou a CMSB, porque ela é tão diferente de sua suposta fonte, o Rito Adonhiramita? Uma vez que lá o Pálio é formado por espadas e por Mestres Maçons das Colunas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A formação de pálio, seja ele com espadas ou bastões não é original no REAA, portanto não existe. Em termos de Maçonaria Brasileira, o pálio foi indevidamente inserido em se copiando uma prática do Rito Adonhiramita onde de fato ele existe e é formado com espadas.

Dos ritos de origem francesa mais conhecidos entre nós, tais como o Adonhiramita, o Moderno e o REEA, o único rito que possui o cargo de Diácono é o REAA. Isso ocorre porque mesmo sendo o escocesismo um rito de origem francesa, historicamente ele possui raízes anglo-saxônicas hauridas de elementos que construíram o seu primeiro ritual para o simbolismo em 1804.

À vista disso, vale mencionar que o cargo de Diácono é natural da Maçonaria Anglo-Saxônica e faz parte do ritual inglês graças à imposição dos maçons irlandeses (Antigos). Destaque-se que na Maçonaria britânica os Diáconos não portam bastão, porem varas ou canas, e não existe a formação de nenhum pálio, exceto o ato de se cruzar ao alto as varas em determinados momentos previstos na liturgia, a exemplo do que ocorre na admissão de um novo membro.

Aqui no Brasil, no REAA o pálio é um elemento copiado do Rito Adonhiramita e foi circunstancialmente inserido em alguns rituais do REAA.

O ofício dos Diáconos no REAA é exclusivo para a liturgia da transmissão da Palavra e eles não portam bastão ou outro qualquer instrumento de trabalho.

A origem dos Diáconos nos ritos que os adotam está na Maçonaria Operativa, época em que eles eram mensageiros, oficiais de chão, que transmitiam ordens entre os Wardens (mais tarde os Vigilantes) e o Mestre da Loja nos imensos canteiros de obra das construções medievais. Naqueles tempos, os Diáconos, além de mensageiros, pelo seu corriqueiro trânsito pelo canteiro, também ajudavam na organização e disciplina dos trabalhos.

Vale destacar que na Maçonaria Operativa os cantos das obras eram aprumados e nivelados pelos Vigilantes, sendo o resultado dessa aferição enviado através dos Diáconos ao Mestre da Obra para que ele então ordenasse o início e o encerramento dos trabalhos.

O REAA, rememorando as práticas dos nossos ancestrais, utiliza-se especulativamente da transmissão de uma Palavra que, estando ela correta, ou seja, justa e perfeita (transmitida nos conformes), significa que os cantos estão nivelados e aprumados como ocorria no antigo ofício.

Graças a esse contexto é que os Diáconos existem no REAA. Assim, a dialética entre os Diáconos e as Luzes prevista no ritual tem apenas o desiderato de lembrar essa atividade do passado e não propriamente uma atividade litúrgica. Basta lembrar que o ofício de conduzir recados, mensagens e outros afins do gênero no REAA é do Mestre de Cerimônias, nunca os Diáconos. O Mestre de Cerimônias é de fato o imediato do Venerável Mestre.

Desse modo, reitera-se que no REAA os Diáconos atuam apenas e tão somente na transmissão da palavra que ocorre na abertura e encerramento dos trabalhos. Não são condutores de recados e muito menos formam pálio, até porque esse não existe no REAA.

Ainda no sentido da originalidade, outro procedimento inadequado é a leitura do Salmo 133. Historicamente esse nada tem a ver com o REAA. Nesse sentido, vale destacar que com a evolução dos rituais escoceses na França no final do Século XIX e meados do XX a leitura correta no grau de Aprendiz é em João, 1-5. A prevalência da Luz sobre as trevas é mote do grau de Aprendiz.

Por fim, ao concluir devo salientar que a despeito da existência de enxertos e invencionices, se estes, mesmo que equivocados constarem em um ritual em vigência, obrigatoriamente segue-se o previsto no ritual. É preciso antes corrigir o ritual e não o desrespeitar.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

OUT/2023

 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

MESTRE DE HARMONIA E MEIO-DIA À MEIA-NOITE

Em 10/05/2023 o Respeitável Irmão Elirio de Paulo, Loja Razão e Virtude XXIII, 4710, Rito Moderno, GOB-RS, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

 

MESTRE DE HARMONIA E MEIO DIA À MEIA NOITE

 

Mais uma vez recorro aos teus conhecimentos para esclarecimento. Fui do Schröder 5 anos e agora recente estou no Moderno.

1 - Mestre de Harmonia precisa ficar à Ordem? No Schröder ele só fica à Ordem quando vai falar, o restante da sessão, fica sempre assentado, pergunto, vale pra todos os ritos?

Assistir uma iniciação de três candidatos no REAA, GOB, onde o coitado não sabia se ficava à Ordem ou se preparava a harmonia, senti que o mesmo estava num desconforto total.

2 - Tenho pesquisado muito e ainda não cheguei a uma conclusão da frase MEIO DIA A MEIA NOITE, pois sabemos que o sol não está a pino todos os dia, lembro que li algo sobre a frase ,que dizia, nos calendários de antigamente as 06 horas equivalia as 12 e as 24 horas equivalia as 18, mas tentei encontrar ele novamente e não encontrei, afinal por que da frase?

Onde se baseia, pois vejo o mais prudente as questões dos calendários.

3 - No rito Moderno usa muito apresentar os trabalhos nas devidas colunas e não entre, daí pergunto, se o irmão não vai desligar do teu lugar, porquê o Mestre de Cerimônia tem que se postar diante do mesmo até que ele conclua os cumprimentos devidos.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

  1. O Mestre de Harmonia exerce o seu dever de ofício geralmente sentado, contudo há oportunidades em que o titular precisa ficar em pé para atender ao previsto na liturgia. Assim, nas ocasiões em que ele estiver em pé, parado e com as mãos desocupadas, deve ficar à Ordem. Caso esteja em pé, parado, mas com as mãos ocupadas, não fica à Ordem.
  2. Em primeira instância, a expressão Meio-Dia à Meia-Noite menciona o movimento diário aparente do Sol, ou seja, Meio-Dia corresponde à plenitude da Luz indicando que o momento é simbolicamente propício para o trabalho. Meio-Dia também significa igualdade. Emblematicamente é o período em que ninguém faz sombra a ninguém. Quanto à expressão Meia Noite, ela se refere ao período de descanso. Esotericamente explica que quanto mais escura for a madrugada, mais próximo estará o raiar do novo dia. Sob a conjuntura iniciática, Meio-Dia simboliza a juventude, idade própria para o trabalho. É o auge da produtividade do obreiro (o Companheiro). Já a Meia-Noite consiste em representar o final da jornada da vida - a senilidade. Corresponde ao Mestre com idade avançada ensinando graças a experiência adquirida.
  1. Salvo ritos que assim preveem, na maioria deles a apresentação de trabalho (peça de arquitetura) é feita do próprio lugar em Loja, sem a necessidade de deslocamentos para entre Colunas. Falando do próprio lugar não há necessidade da presença do Mestre de Cerimônias junto ao apresentante. Nesse caso, o Mestre de Cerimônias só se faz presente quando houver precisão de se conduzir alguém em Loja.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

OUT/2023

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

SAÍDA TEMPORÁRIA E A SAUDAÇÃO ÀS LUZES

Em 09.05.2023 o Respeitável Irmão José Luiz R. Vaz, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

SAÍDA TEMPORÁRIA E SAUDAÇÃO

 

Gostaria de um esclarecimento quanto ao SOR no Ritual do Grau de Aprendiz no descrito nº 31.b.V - Sobre a saída do Templo.

Lá está descrito que quando a saída NÃO FOR EM DEFINITIVO, não se faz nenhuma saudação, saindo-se diretamente 

Minha pergunta é, quando do retorno ao Templo deve-se fazer a saudação sem formalidades às Luzes?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Sendo temporária a saída de um Irmão, subentende-se que ele retornará aos trabalhos antes do encerramento da sessão, portanto não é necessária a saudação, nem na
sua saída e nem no seu retorno.

Isso se justifica por se tratar de um Irmão que assinou o livro de presenças, mas que por alguma circunstância teve que se retirar dos trabalhos momentaneamente, ou seja, não é saída definitiva.

Nessa condição, sem formalidades, o retirante simplesmente acompanha o seu guia na saída temporária e no seu retorno aos trabalhos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

OUT/2023

 

domingo, 8 de outubro de 2023

ABERTURA DOS TRABALHOS - LEITURA DO LIVRO DA LEI

Em 09.05.2023 o Respeitável Irmão Ronaldo Ramiro de Paula, Loja Triângulo 81, 96, REAA, GLEMT (CMSB), Oriente de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, apresenta a dúvida seguinte:

 

ABERTURA DO LIVRO DA LEI

 

Preciso de sua ajuda para resolver um impasse com o meu Past-Master.

Gostaria de saber qual a forma exata de se fazer a leitura do Livro da Lei na abertura dos trabalhos.

Questionei-o hoje sobre a forma empregada por ele.

No REAA ele primeiro abriu o Livro da Lei, sem segura-lo, posicionou o Esquadro e Compasso no Grau de Aprendiz, aí sim segurou e folheto do Salmo e leu. Questionei, dizendo que o Livro deve ser seguro com as mãos, feito a leitura posiciona-lo no Altar e posicionar o Esquadro e Compasso.

Poderia me explicar a forma exata?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso da leitura de um trecho do Livro da Lei para o início dos trabalhos, o
recomendado é que o titular tome o Livro da Lei às mãos e faça a leitura do trecho apropriado. Concluída esta, coloca-se o Livro aberto sobre o Altar dos Juramentos dispondo sobre ele o Esquadro e o Compasso na forma costumeira.

É oportuno mencionar que não deve se fazer nenhuma reverência durante a leitura, ou seja, procede-se com naturalidade.

Caso o trecho seja destacado em separado por algum artifício impresso objetivando facilitar a sua leitura, o mesmo deve ficar dentro, ou sobre uma das páginas do Livro, de tal modo que titular tenha o volume aberto às mãos. Destaque-se que somente após a leitura é que são arrumados sobre o Livro os outros dois elementos emblemáticos.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

OUT/2023

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

ESPADA FLAMEJANTE E A CONSTITUIÇÃO DO CANDIDATO

Em 08.05.2023 o Respeitável Irmão Luciano Azevedo, Loja Antônio dos Santos Costa, 3012, sem mencionar o rito, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

SAGRAÇÃO DO CANDIDATO

 

No último dia 03/05/2023 tivemos uma Sessão Magna de Iniciação de dois novos irmãos.

Pergunto: Por ocasião da consagração de ambos pelo Venerável Mestre, o primeiro diácono a pedidos entregou ao Venerável a espada flamejante para constituir os neófitos como novos membros da Loja.

Como haviam diversos Mestres Instalados e autoridades não seria certo alguns desses irmãos entregar a espada ao Venerável ao invés de um Mestre? Nada contra, apenas uma dúvida pois esse tipo de manifestação não consta em nossos Rituais.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Se o caso for no REAA, me parece que houve alguns equívocos.

Veja, quem conduz a Espada Flamejante até o Venerável Mestre não é o 1º Diácono, mas o Irmão Porta-Espada. Afinal, esse é o seu ofício.

                     Detalhe, o Porta-Espada não precisa ser um Mestre Instalado, bastando para tal que ele seja Mestre Maçom, pois essa espada, que só pode ser empunhada por um Mestre Instalado, fica guardada dentro de um escrínio ou sobre uma almofada. Assim, o Porta-Espada ao conduzi-la até o titular para o ato da consagração, mesmo não sendo um ex-Venerável, nela não tocará.

Nessa conjuntura vale mencionar que o Porta-Espada ali está exatamente para exercer esse ofício, não o 1º Diácono.

Um Mestre Maçom que não seja instalado, segundo a regra do rito, não pode tocar na Espada Flamejante. Graças a isso é que ela deve ficar sobre o Altar, dentro de um escrínio ou sobre uma almofada para que o condutor nela não toque.

A propósito, os Diáconos não são ajudantes de ordem das Luzes da Loja. Esses oficiais mensageiros estão presentes no REAA exclusivamente para atuar na liturgia da transmissão da Pal Sagr que ocorre na abertura e no encerramento dos trabalhos.

Ates de se valer de improvisações, o correto é que os cargos sejam devidamente preenchidos para que cada titular atue na sua função. Afinal, eles estão previstos no ritual.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

OUT/2023