sábado, 9 de dezembro de 2023

MANUSCRITOS MAÇÔNICOS - OLD CHARGES

Em 28.07.2023 o Respeitável Irmão que se identifica como Fabão Santos, Loja Caridade e Sigilo,11, sem mencionar o Rito, GLEB, Oriente de Teixeira de Freitas, Estado da Bahia, apresenta o que segue:

 

MANUSCRITOS

 

Boa noite meu querido irmão!!! Pedro, mais uma vez recorro a seu conhecimento. Poderia por favor explanar sobre manuscritos maçônicos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em linhas gerais, os Manuscritos eram as regras escritas que cada confraria possuía. Esse conjunto atendia às normas do ofício, o respeito às leis e aos governantes, bem como à moral e a ética do trabalho.

Por influência da Igreja, então protetora das corporações de ofício da Idade Média, possuía acentuado caráter religioso.

Também conhecidos como Old Charges (Antigas Obrigações), devem-se a eles as inúmeras lendas religiosas, geralmente hauridas da Bíblia, e que até hoje se fazem presentes na Moderna Maçonaria como alegorias que dão suporte a conceitos iniciáticos
para inúmeros ritos maçônicos.

Vale lembrar que lendas não revelam fatos históricos, mas constroem ideias para estruturar ensinamentos.

Nos tempos primitivos da Maçonaria, cada corporação, ou guilda de construtores, possuía as suas regras, então condizentes com as leis da região onde ela estava estabelecida – se sujeitava ao monarca e ao clero.

No contexto da história, embora alguns autores indiquem outros até outros elementos, o marco inicial dos manuscritos conhecido e mais consagrado é o Poema Regius, datado do século XIV (1390).

Uma característica dos manuscritos é que boa parte deles era escrita em forma de versos para facilitar o entendimento, já que a maioria dos operários da época eram homens rudes e de pouca cultura. Assim, as antigas obrigações eram ensinadas geralmente por um clérigo que lia os textos para que os operários assim pudessem melhor assimilar.

Falar em manuscritos ou old charges é fazer referência à Maçonaria Operativa e o início da transformação para a dos aceitos. De certa forma esses escritos antigos servem de suporte para que os estudiosos autênticos possam entender melhor a história da Sublime Instituição.

Esse é um pequeno resumo da existência dos manuscritos maçônicos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2023

domingo, 3 de dezembro de 2023

TELHAMENTO III

Em 27.07.2023 o Respeitável Irmão Thiago Zenidarchetz, Loja Luz do Ocidente, 2706, REAA, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 

TELHAMENTO

 

Ao estudar o SOR do REAA do Ritual de Companheiro na parte da Elevação para conseguirmos adaptar e corrigir a Ritualística de nossa Oficina, me identifiquei com o item 103, o Apr dando a Pal Sagr ao Exp.

No texto diz nos itens III e IV, "O 1º Exp dá o T e crava levemente a u do seu p na p fal do d i da m dir do Apr; Em seguida, trocam-se as letras de modo sol da Pal
Sagr pelos oo ddir. O Exp ao crav a u dá a p l, recebendo a seg, e assim sucessivamente (não se pronuncia essa Pal silabada ao final).

Minha dúvida é, não deveria ser o Aprendiz que tivesse que dar o Toq e dar a primeira l da Pal Sagr? Já que ele que precisa provar o conhecimento da Pal e do Toq. Desde já agradeço a atenção e todo conhecimento compartilhado em seu blog.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em um telhamento, a regra é a de que o examinador é quem dá a p l, ou síl, conforme o grau. No caso em pauta, o Exp dá a p l ao Apr e dele recebe a seg e assim sucessivamente. Exemplo:

(O examinador pergunta): o que significa esse t?

(O examinado responde): que se pede a pal.

(O examinador replica): então dai-me a pal

(O examinado responde): n s l n a p, p i n v p d, d a p l e e v da s. Começai.

Assim, o examinador é sempre que inicia a transmissão, primeiro crav a u no ponto determinado, para em seguida dá a p l∴, ou síl∴, de modo sussurrado no ouv do examinado.

O Apr, iniciáticamente no início da jornada, somente sabe sol, daí no 1º Grau apenas trocam-se as ll da palavra. Já o Comp, iniciaticamente mais evoluído (mais luzes acesas), sabe dar a palavra por ssíl. Graças a isso é que no exame do 1º Grau não procede que ao final da transmissão a palavra do Apr seja dada por ssíl. Esse erro o SOR extirpou do ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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DEZ/2023

sábado, 2 de dezembro de 2023

FORMAÇÃO DA LOJA COM SETE MESTRES MAÇONS

Em 26.07.2023 o Companheiro Maçom Irmão Haroldo Zacarias Junior, Loja Progresso e Ordem, REAA, GLMRJ, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

FORMAÇÃO DA LOJA REAA

 

Caro Irmão Pedro, em conversas com irmãos da minha loja sobre ritualística, surgiram dúvidas com relação à formação da loja com 7 Mestres presentes.

 

1) Seriam formados pelas três Luzes, Mestre de Cerimônias, Guarda do Templo, e os
Diáconos? Ou

2) Seriam as três Luzes, Mestre de Cerimônias, Guarda do Templo, Orador e Secretário, e que estes acumulariam as funções dos Diáconos?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Não obstante alguns rituais brasileiros trazerem os Diáconos portando bastão, vale mencionar que no puro REAA os Diáconos não se utilizando desses objetos, a despeito de que nem mesmo existe formação de pálio.

Assim, sob o aspecto da originalidade, uma Loja do REAA composta por apenas 7 Mestres Maçom, sua composição se dá da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Nessa condição (sem pálio e sem bastão), para a transmissão da palavra sagrada, temporariamente o Secretário faz a vez do 1º Diácono e Mestre de Cerimônias a do 2º Diácono.

Agora, como no REAA de Béhring adotado pelas Sereníssimas Grandes Lojas Estaduais os Diáconos portam bastões e há formação de pálio, salvo melhor juízo, entendo que temporariamente o Orador e o Secretário, façam a função dos Diáconos que, junto ao Mestre de Cerimônias se posicionem na formação do pálio. Esse então seria o procedimento para a transmissão da palavra e o pálio com Loja composta por 7 Mestres Maçons no REAA de Béhring – 3 Luzes, Orador (1º Diác), Secretário (2º Diác), Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2023

 

MÃO DIREITA OU ESQUERDA

Em 25.07.2023 o Respeitável Irmão Adroaldo Dartora, sem mencionar o nome da Loja, Rito, Obediência, Oriente e Estado da Federação, faz a pergunta seguinte:

 

MÃO DIREITA OU ESQUERDA

 

Caro Irmão Pedro Juk, tenho uma dúvida recorrente quanto aos Sacos de Propostas e Informações e Tronco de Beneficência. Na Loja que frequento e em Lojas visitadas, percebo que não há uma uniformidade de procedimento. Quando da minha Iniciação há anos, fui orientado a sempre utilizar a mão direita em ambos. Existe uma norma? Qual o procedimento correto?

 

COMENTÁRIOS

 

                   Salvo se existir algo específico no ritual do rito praticado, o que não foi informado na questão, a forma consagrada no REAA é a de que o protagonista ao ser abordado na forma de costume, permanece sentado e coloca a sua mão direita fechada no recipiente oferecido, retirando-a em seguida discretamente aberta, mas sem nenhum gesto intencional para mostrar que a mão fora retirada aberta. Como dito, é apenas um gesto discreto.

O procedimento é igual para a bolsa de PProp e para a de Benef, assim como no Escrut Secr.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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jukirm@hotmail.com

 

 

DEZ/2023

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

LOJA EM FAMÍLIA E LOJA EM RECREAÇÃO

Em 25.07.2023 o Respeitável Irmão João Mollica A. Porto, Loja Lux et Veritas, 2102, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte.

 

LOJA EM FAMÍLIA E LOJA EM RECREAÇÃO

 

Poderia deslindar a dúvida que surgiu na minha Loja sobre a diferença de estar a Loja em Família e a Loja em Recreação?

 

CONSIDERAÇÕES

 

                  De modo genérico são procedimentos utilizados por alguns ritos, não todos. Em linhas gerais, diz-se que a loja está em família quando o Venerável Mestre autoriza a discussão de um determinado assunto sem atentar para o giro da palavra, ou seja, de modo ordeiro, dispensa-se a ritualística naquele instante da discussão, inclusive, em determinados costumes, é até previsto que o usuário da palavra fale à vontade, ou seja, sem estar à Ordem.

Quanto à loja em recreação, ela ocorre quando os trabalhos ritualisticamente são suspensos pelo Venerável Mestre e os Irmãos se retiram do recinto para a recreação, sendo a posterior chamados de volta ao trabalho pelo 2º Vigilante (essa prática é bastante comum no Craft).

Vale salientar que em qualquer uma das hipóteses, elas precisam estar previstas no ritual. Assim, se o ritual não previr loja em família e recreação, esses costumes não devem ser praticados. No caso do REAA, no GOB, por exemplo, isso não está previsto, portanto não é legal se utilizar dessas performances. Para assuntos que demandem longos debates, é viável realizar uma sessão administrativa, esta prevista na legislação.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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DEZ/2023

ORIENTE VEDADO AOS APRENDIZES E COMPANHEIROS

Em 24.07.2023 o Respeitável Irmão Chagas Ramos, Loja Álvaro Mendes, 2139, REAA, GOB-PI, Oriente de Teresina, Estado do Piauí, apresenta a dúvida seguinte:

 

APRENDIZES NO ORIENTE EM INSTRUÇÃO

 

Quando Venerável da minha Loja, dei prosseguimento ao hábito que Veneráveis anteriores utilizavam a título de Instrução de Aprendizes Maçons, que acompanhado do Mestre de Cerimônias ou do Hospitaleiro, levavam consigo o Saco de Proposta de Informações ou o Tronco de Beneficência, e assim faziam sua circulação. A dúvida é, está errado o fato de o Aprendiz fazer essa circulação à título de Instrução, circulando pelo Oriente, acompanhado
do titular do Cargo?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Nem mesmo sob justificativa de instrução os Aprendizes e Companheiros podem ingressar no Oriente durante os trabalhos. Por uma questão iniciática isso não é possível, nem mesmo estando eles acompanhados.

Para se ingressar no Oriente é preciso que antes o obreiro tenha passado pela cerimônia de Exaltação ao Grau de Mestre Maçom. A vista disso, Aprendizes e Companheiros, não ocupam cargos (Art. 229 do RGF).

Em face à conjuntura iniciática prevista no ritual, Aprendizes e Companheiros só ingressam no Oriente para prestar juramento na Iniciação e Elevação. Fora isso, em nenhuma outra hipótese.

Reitero, o Oriente é privativo para Mestres Maçons.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2023

RETORNO DA PALAVRA

Em 22.07.2023 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Olavo, Loja Fênix do Alto Paranaíba, sem mencionar o Rito, GOB-MINAS, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

REPETIR O USO DA PALAVRA.

 

Gostaria de te trazer uma questão que tenho dúvida do procedimento. Quanto à utilização da prerrogativa da "questão de ordem" durante uma reunião maçônica. Li no seu blog a respeito, mas ficou uma dúvida. Quando um irmão deseja falar após a palavra já ter sido passada por ele e ele é citado posteriormente, as vezes, de uma forma que ele considera ofensiva ou outro motivo qualquer e o Venerável não concede, ele pode, estando no ocidente, levantar, ir entre colunas e falar "pela Ordem" e fazer sua explanação?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No que diz respeito à sua pergunta, cabe somente ao Venerável Mestre decidir pelo retorno ou não da palavra. Caso ele opte por retornar a mesma, obrigatoriamente a palavra faz o giro completo, isto é, a partir do Sul.

                Agora, essa "estória" de Irmão ir para entre colunas, ou mesmo mudar de lugar, é pura invencionice e não está prevista em lugar nenhum. Se o Venerável não autorizar e o obreiro se sentir prejudicado ele deve então recorrer dentro da legalidade ao Ministério Público Maçônico.

Em síntese, cada um fala do seu lugar. Retorno da palavra é com o Venerável Mestre, nada mais.

A expressão “pela ordem” é para atender a uma “questão de ordem”, ou seja, quando a ordem dos trabalhos estiver em desacordo com as regras e a legislação, nunca para atender súplicas particulares.

Por fim, a regra é não deixar que a sessão vire em um palco réplicas, tréplicas e outros bate-bocas.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2023