sexta-feira, 14 de junho de 2024

BALAÚSTRE (ATA) E LUGAR DO PAVILHÃO NACIONAL

Em 16.09.2023 o Respeitável Irmão Ruy Mar Nunes, Loja Amor e Luz, 1159, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta as seguintes dúvidas:

 

BALAÚSTRE (ATA) E LUGAR DA BANDEIRA

 

A leitura do balaústre pode ser feita com a presença de irmão que teve o Templo coberto para a Assembleia deliberar sobre assunto de sua inadimplência ou deve solicitar que o irmão tenha o Templo coberto para fazer a leitura do balaústre?

Outra questão: existe algum decreto que determine o local onde deve ficar o Pavilhão Nacional e as demais Bandeiras no Templo?

Antecipadamente agradeço a atenção.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Em relação à leitura da Ata, destaco que esse é um assunto de legalidade e não propriamente de ritualística. Penso que cabe ao Orador se manifestar a respeito.

               Apenas como opinião, e não como resposta, parto do princípio da razão, pois se o Irmão teve o Templo coberto para que ele não ouvisse o que se tratava na ocasião, é ponderável que ele também não ouça a ata correspondente. Reitero: essa é apenas a minha opinião.

No tocante ao lugar do Pavilhão Nacional e demais bandeiras, no Templo, consultar os Artigos 13 e 14 do Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional.

Este Decreto pode ser encontrado no GOB LEX, ou nos Rituais Especiais (Sessões Exclusivas) datado de 2016 em vigência no GOB.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2024

APRENDIZ OCUPANDO CARGO - A LEGISLAÇÃO NÃO PERMITE

Em 16.09.2023 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

 

APRENDIZ OCUPANDO CARGO

 

Prezado irmão, eventualmente, por falta de Mestre em uma sessão, um irmão Aprendiz, pode exercer algum cargo de Mestre, sendo no Ocidente?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Sob nenhuma hipótese, Aprendizes e Companheiros ocupam cargos nos trabalhos da Loja.

Além da questão iniciática que os mantém afastados de cargos, há ainda o Artigo 229 do RGF que menciona o seguinte:

"Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade.

§ 1º – Os cargos são privativos de Mestre Maçom" (o grifo é meu).

Conforme previsto no § 1º do artigo mencionado, somente Mestres Maçons podem ocupar cargos em Lojas, observando-se que os mesmos devem pertencer à Lojas do GOB.

Assim, se não estiverem presentes no mínimo 7 (sete) Mestres, os trabalhos não poderão ser abertos (Art. 96, inciso XXII do RGF – “Realizar sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons”.

              No REAA, em uma Loja com apenas 7 Mestres Maçons, compõe-se a mesma da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Desta forma, durante a transmissão da Palavra, o Mestre de Cerimônias preenche momentaneamente o ofício do 2º Diácono e o Secretário, momentaneamente o ofício do 1º Diácono. O Orador acumula o cargo de Tesoureiro, o Mestre de Cerimônias acumula o cargo de Hospitaleiro e o Secretário acumula o cargo de Chanceler.

Dessa forma a Loja atende os Artigos 229 e 96 do Regulamento Geral da Federação.

Ao concluir, reitera-se: Aprendizes e Companheiros não podem assumir nenhum cargo em Loja, mesmo no Ocidente. Motivo: os Aprendizes e Companheiros ainda não atingiram a plenitude maçônica e sentam-se respectivamente no topo das Colunas do Norte e do Sul.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2024

MOVIMENTO APARENTE DO SOL NA MAÇONARIA

Em 15.09.2023 o Respeitável Irmão Alan Cardek de Souza Lima Jr., Loja Roosevelt, 01, GLEGO (CMSB), REAA, Oriente de Anápolis, Estado de Goiás, Apresenta a dúvida seguinte:

 

MOVIMENTO APARENTE DO SOL

 

Poderia me tirar uma dúvida? Se a Terra orbita no sentido anti-horário em torno do sol, qual a justificativa de nosso giro em Loja ser no sentido horário?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Há dois movimentos aparentes do Sol em questão. O que se refere ao movimento horário é o percurso diário do Sol – vide as janelas no Painel do Grau, uma ao Oriente, outra ao Meio-dia e outra no Ocidente (aurora, zênite e ocaso.

Assim o giro em Loja, no Ocidente, obedece à rotação da Terra em torno do seu eixo Norte-Sul. Em linhas gerais, o giro corresponde à marcha dos ponteiros do relógio.

Do ponto de vista do Norte - onde nasceu a Maçonaria - o observador vê a aurora à sua esquerda, o meio-dia ao alto e à sua frente e o ocaso à sua direita.

          Em Maçonaria, esotericamente o movimento horário refere-se ao meio-dia e à meia-noite. O dia e a noite em seu significado iniciático.

Quanto ao outro movimento, o de translação, refere-se ao movimento aparente do Sol na sua eclíptica, já que de fato é a Terra que transita em torno do Sol por aproximadamente 365 dias e 6 horas e alguns minutos.

Graças essa viagem em torno do Sol é que este movimento aparente, visto da Terra, alcança referenciais por asterismo e constelações, geralmente pelos alinhamentos entre a Terra, o Sol e as Constelações, a exemplo do Zodíaco. Compara-se com um carrossel, onde o viajante, no trajeto de um ano, passa por esses marcos astronômicos, como se apreciasse a paisagem durante a viagem.

Como a Terra possui uma inclinação de aproximados 23 graus sobre o seu plano de órbita, em diferentes épocas do ano os raios do Sol incidem com maior e menor intensidade sobre os seus hemisférios. Graças a isso, é que ocorrem as estações do ano, opostas conforme a meia-esfera.

Por conta disso, alguns ritos maçônicos, com base solar, se servem desta mecânica celeste para determinar, simbolicamente, os ciclos iniciáticos – a vida do Iniciado comparada à vida e morte da Natureza. Em síntese, é a purificação pelo fogo.

Desse modo, as perambulações pela Loja no sentido horário estão relacionadas à marcha diária do Sol (rotação e o cotidiano do Iniciado), enquanto que a viagem da Terra em torno do Sol (translação e os ciclos naturais) remete às etapas iniciáticas pelo qual o maçom segue em busca de aperfeiçoamento. Daí, no REAA, um rito predominantemente solar, estão presentes as Colunas Zodiacais, cujo desiderato é de representarem estas etapas, desde Áries até Peixes, isto é, do início da primavera até o final do inverno, no hemisfério Norte.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUN/2024

quinta-feira, 13 de junho de 2024

ORADOR E A SAUDAÇÃO AO PAVILHÃO NACIONAL

Em 14.09.2023 o Respeitável Irmão Jairo Amaral Messias da Silva, Loja Estrela de São Gabriel, 1987, REAA, GOB-ES, Oriente de São Gabriel da Palha, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte:

 

SAUDAÇÃO AO PAVILHÃO NACIONAL

 

Hoje trata-se de uma dúvida pessoal, e gostaria que me auxiliasse se possível.

Tenho na mente as orientações constantes do Decreto 1476/2016 do GOB que trata do Cerimonial ao Pavilhão Nacional, assim como analisei suas considerações sobre o momento da saudação ao pavilhão nacional em seu blog abaixo.

Sempre fico em dúvida sobre a postura que tenho que ficar ao fazer a saudação, pois, a faço declamando o texto sem a necessidade do ritual nas mãos para lê-lo.

Nesse caso, tenho que ficar à Ordem como todos ou posso ficar de braços livres para fazer a declamação (sem pegar no pavilhão e sem exageros)?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Se na ocasião não estiverem presentes convidados não maçons, o Orador, proferindo a saudação de cor, isto é, estando com as mãos desocupadas, deverá ficar à Ordem como os demais. Caso o Orador tenha às mãos o ritual com o texto para ser lido, obviamente que ele fica dispensado do sinal naquele instante.

Segue-se a regra de que em se estando em pé, parado e em Loja aberta (com as mãos desocupadas), fica-se à Ordem. Na mesma condição, mas com as mãos ocupadas, não há sinal. Obviamente, porque o Sin de Ord e o seu correspondente Sinal Pen é sempre feito com a(s) mão(s) nunca com um objeto.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR-GOB

jukirm@hotmail.com

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JUN/2024

MESTRE INSTALADO - ASSINATURA E O GRAU NO LIVRO DE PRESENÇAS

 O Respeitável Irmão Nicodemos Pinheiro Rodrigues, Loja Liberdade e Justiça, 1712, GOB -CE, Oriente de Crateús, Estado do Ceará, apresenta a dúvida seguinte:

 

ASSINATURAS E O GRAU.

 

Gostaria que me tirasse uma dúvida.

Na assinatura do livro de presença colocamos o CIM e o grau os M I, M M, Comp Maç e Apr Maç.

A dúvida é, Mestre Instalado assina M I ou M M.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No tocante ao Mestre Instalado, não existe obrigatoriedade para que um Mestre Maçom Instalado tenha que usar a sigla M I após sua assinatura no livro de presenças da Loja.

A despeito de que Mestre Instalado não seja um grau do simbolismo, mas uma categoria especial honorífica (Art. 42 do RGF), menciona a súmula do Decreto 2.085, de 11/06/1968, do Grão-Mestre Geral do GOB, Soberano Ir Álvaro Palmeira:

"Permite (o grifo é meu) aos Mestres usar a sigla de sua Dignidade".

Menciona o Art. Único deste Decreto:

"O Mestre Maçom, que tenha recebido a instrução esotérica de Mestre Instalado, por ter sido eleito Venerável de Loja Simbólica, ou exercido por eleição esse cargo, tem o direito de usar a sigla M I, após o respectivo nome".

Como é possível se notar, em nenhum momento o Decreto 2.085 menciona que Mestre Instalado é um grau, assim como também não obriga, mas permite, ao Mestre Maçom instalado, usar a sigla M I.

À vista disso, o uso do acrograma após a assinatura, é permitido, mas não obrigatório.

Eu, particularmente, não tenho o hábito de usá-la, bastando, no meu entendimento, me identificar como Mestre Maçom.

É bom que se diga que antes de 1968, o GOB não adotava, de modo generalizado, a cerimônia de Instalação esotérica, mas simplesmente empossava o Venerável Mestre.

          A prática de instalação (posse) obedecendo a um ritual esotérico, somente passou a existir no GOB a partir de 1968. Seguindo os critérios da Maçonaria Francesa, de onde o GOB é filho espiritual, os Veneráveis Mestres eram eleitos e simplesmente tomavam posse, sem as formalidades ritualísticas generalizadas que hoje conhecemos.

Nessa conjuntura, vale a pena observar que no Art. Único do Decreto 2085 consta o seguinte trecho: "(...) ou exercido por eleição (o grifo é meu) esse cargo, tem o direito..." Isto implica que foi somente a partir de 1968 que se estabeleceu, de modo generalizado, uma instalação "esotérica" para os eleitos ao cargo de Venerável, podendo, os que anteriormente foram eleitos e apenas empossados, sem a cerimônia ritualística de Instalação, também usar a sigla M I∴.

Concluindo, no GOB, o costume consagrado de uso da sigla após a assinatura no livro de presenças é o seguinte: os Aprendizes usam “Apr Maç”, os Companheiros, “Comp Maç” e os Mestres, “M Maç”. Já o Mestre Maçom Instalado (Ex Venerável Mestre), ao seu critério, pode usar M I.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JUNHO/2024

domingo, 2 de junho de 2024

FALAR À ORDEM

Em 14.09.2023 o Respeitável Irmão Jefferson Zanandrea Filho, Loja Unificação, 2053, REAA, GOB-SP, Oriente de Santo André, Estado de São Paulo, apresenta as dúvidas seguintes:

 

FALAR À ORDEM

 

Eminente, três novas dúvidas surgiram em minha Oficina após algumas visitas. Alguns irmãos visitantes, têm insistido na ideia de que na Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, o irmão que vai falar, agora pode desfazer o sinal de imediato, sem a autorização do Venerável. Ou seja, após cumprimentar as luzes e demais irmãos, ele simplesmente desfaz o sinal. Não creio que seja pertinente, existe alguma atualização sobre o tema?

A segunda dúvida refere-se a um procedimento protocolar,
que é o de se dirigir ao Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Autoridades, etc. Em minha Oficina, temos o hábito de falar algo que é particular do Rito Adonhiramita, que é o "meus queridos e amados irmãos". Entendo que neste momento não estamos fazendo algo ritualístico, mas sim um cumprimento carinhoso aos nossos irmãos. É proibido o uso do "queridos e amados irmãos" na Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular dentro do REAA?

E, por fim, a última dúvida é quanto à entrada do Venerável Mestre no altar. Obrigatoriamente ele deve entrar pela direita e sair pela esquerda?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

No que diz respeito à sua primeira questão, absolutamente isso não existe! Em Loja aberta, no REAA, quem estiver falando em pé, obrigatoriamente fala à Ordem. Ninguém deve pedir ao Venerável Mestre para desfazer o Sinal, pois se ele avaliar essa necessidade, ele dará essa autorização, apenas ele. Aliás, esta é uma prática esporádica, não usual.

Não existe nenhuma orientação da Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB alterando esse procedimento.

Quanto à sua outra pergunta, esse tratamento não é costume do REAA. No meu entender, devemos respeitar as características de cada rito. A liturgia do REAA é uma, e a do Adonhiramita é outra. Por mais simples que pareça, eu prefiro não trazer costumes de um para outro rito.

Finalmente, como também orienta o SOR, o Venerável Nestre ingressa pelo lado Norte do Altar, e dele sai pelo lado Sul. É uma questão de racionalidade pois não há o porquê de, vindo da coluna do Norte, cruzar o Oriente de um lado para outro para entrar pelo Sul do Altar. No REAA não existe isso. Entra pelo Norte e sai pelo Sul, sem complicações.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

 

A BÍBLIA COMO LIVRO DA LEI

Em 13.09.2023 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Eron, Coordenador Adjunto da 4ª Região Maçônica do GOB-PR, Loja Luz de Curitiba, 3565, Rito de York, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão.

 

O LIVRO DA LEI

 

Querido irmão Pedro Juk, consta em algum documento que o livro da Lei deva ser a Bíblia ou é por questão de usos e costumes pela maioria ser cristã?

Li tanto a Constituição do GOB central como do GOB-PR e em ambas falam apenas o Livro da Lei, entendi a sua resposta, mas ainda fiquei na dúvida sobre onde possa estar a informação de que seja a Bíblia o livro correto.

Desculpe se estou indo além e incomodando, mas gostaria de saber um pouco mais sobre esta questão caso possível.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

As coisas não são tão simples assim que possam ser definidas pelo "onde está escrito".

                   Veja, a Maçonaria nasceu à sombra da Igreja Católica (Clero). Os maçons trabalhavam nas construções de igrejas mosteiros e catedrais, portanto nada a se estranhar a forte influência religiosa haurida da Bíblia. O berço de nascimento da Maçonaria ao Norte da Europa sempre foi cristão. As suas Lojas eram denominadas Lojas de São João. As tomadas de obrigação dos maçons antigos eram sobre o Evangelho de São João. E por aí vai.

Já a Moderna Maçonaria possui os seus ritos que qualificados e construídos adotam geralmente a Bíblia como Livro da Lei. No GOB posso citar o REAA que traz escrito no seu ritual que a Bíblia fica sobre o Altar. O Rito de York, por exemplo, é altamente teísta e se submete ao anglicanismo que tem a Bíblia, versão septuaginta, como Volume da Lei Sagrada.

Então é preciso se analisar no contexto da história e os países onde a Maçonaria tem sido praticada. Evidentemente que nos países onde o cristianismo prevalece, a Bíblia é o Livro da Lei, a despeito que em respeito à religião do Candidato, ele pode prestar seu juramento diante do livro da sua crença.

Assim, se bem observada a Arte, muitas passagens e alegorias que encontramos nos nossos rituais têm origem judaico-cristãs. A questão não é qual o Livro da Lei, mas a da crença do maçom em um "Entre Criador".

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2024