quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

EXISTE CONSAGRAÇÃO DE ESPADA FLAMÍGERA?

Em 25.07.2024 o Respeitável Irmão Hisemberg Nunes, Loja Acácia da Boa Vista, sem mencionar o Rito e a Obediência, Oriente de Boa Vista, Estado de Roraima, apresenta a seguinte questão:

 

CONSAGRAÇÃO DE ESPADA

 

Existe algum Ritual de Consagração de espada Flamejante? Pois tem alguns Irmãos "pseudos doutores em ritualística", em minha Loja que afirmam a existência de tal Ritual.

 

CONSIDERAÇÕES

 

É como diz o caso, se só existe no Brasil e não é jabuticaba, ou é besteira ou é privilégio de alguns.

No mais, é mesmo impressionante até aonde chega à imaginação de alguns Irmãos. Ora, consagração de Espada Flamígera é mesmo d’escrachar.

Isso não existe, simplesmente porque não faz nenhum sentido consagrá-la. Sem mais comentários.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2025

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

NOVOS RITUAIS DO REAA (2024) - USO DO CHAPÉU

Em 27.07.2024 o Respeitável Irmão Vanderlei Nolasco, sem mencionar o nome da Loja e Oriente, REAA, GOB-PR, Estado do Paraná, faz a seguinte pergunta:

 

USO DO CHAPÉU

 

Caro irmão, mais uma vez recorro a sua sabedoria e paciência em estar dividindo conosco seus conhecimentos.

No grau de Mestre Maçom no REAA, na seção de Mestre quando o Venerável Mestre transmite a palavra ao Irmão Primeiro Diácono ambos retiram o chapéu. Gostaria de saber o porquê de se descobrirem, seria um sinal de respeito? E quando o Diácono vai ao Primeiro Vigilante passar a palavra eles também retiram o chapéu? Ou isso acontece somente no altar do
Venerável.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Antes, vale a pena trazer alguns comentários sobre a natureza do uso do chapéu na Maçonaria. Para tanto, destaco o irretocável texto do saudoso Irmão José Castellani na sua obra a Maçonaria e sua Herança Hebraica, página 148:

“A Cobertura da Cabeça. Para os ortodoxos do judaísmo, o homem deve estar sempre com a cabeça coberta. Desde o nascimento, ou, mais precisamente, desde a brit-milá (circuncisão), que é realizada no oitavo dia de vida e que simboliza a aliança abraâmica do Deus. Na prática, todavia, essa cobertura, que é feita com o kipá – que é o solidéo, do latim soli Deo = a só a Deus – é obrigatória durante as cerimônias litúrgicas.

Em Maçonaria, a cobertura da cabeça – que geralmente é feita com um chapéu negro e desabado – é obrigatória para todos os Mestres Maçons, nas Sessões de Câmara do Meio, existindo, todavia, Ritos, nos quais essa cobertura é obrigatória para todos os Graus e em qualquer Sessão. Fora da Sessão de Mestre, é obrigatória, para o Venerável Mestre, a cobertura da cabeça também nas Sessões do Grau de Aprendiz e de Companheiro.

Parte desse costume remonta as cortes europeias: o rei, quando em cerimônia com a presença de inferiores hierárquicos, cobria a cabeça, como sinal de sua superioridade (como o Venerável, em sessões do primeiro e do segundo Graus), enquanto que, em reunião com os seus pares, todos tinham a cabeça coberta (como terceiro Grau).

Todavia, há, também nesse caso, uma influência hebraica, do ponto de vista místico, pois, em Maçonaria – especialmente nos Ritos teístas, ou seja, na esmagadora maioria dos Ritos – assim como no judaísmo, a cobertura da cabeça, além de mostrar que, acima da cabeça do Homem, existe algo transcendental, onisciente, onividente e onipresente, que é Deus, o Grande Arquiteto do Universo, evidencia a pequenez humana e a prostração do Homem perante Deus, pois, sendo a cabeça, a sede da mente e do conhecimento, estando ela coberta, mostra a incapacidade humana de entender a divindade, o que é, praticamente, uma afirmação agnóstica. Em última análise é a prova da submissão do Homem a Deus”.

Assim, este texto pode explicar um pouco do porquê da presença do chapéu na Maçonaria em geral e no REAA em particular.

Em relação a sua questão, em nenhum dos casos o Venerável Mestre, e se for o caso também os Diáconos, se descobrem. durante liturgia da transmissão da palavra.

O chapéu somente é retirado na oportunidade em que houver a Leitura do Livro da Lei para a abertura dos trabalhos. Do mesmo modo, também no ato de encerramento feito pelo primeiro Vigilante, seguido da prece proferida pelo Venerável Mestre para que o Orador feche o Livro da Lei.

No mais, em qualquer grau, o chapéu somente é retirado quando houver prece em favor do candidato, tomadas de juramentos e consagrações.

O novo ritual (2024) menciona claramente quais os momentos em que o chapéu deve ser retirado, tanto no 1º, 2º e 3º Graus.

Nesse contexto, vale a pena salientar que nos rituais do REAA/GOB, edição 2024 vigentes, nas sessões ordinárias e magnas do 1º e 2º Graus, apenas o Venerável Mestre se cobre, enquanto que nas sessões magnas e ordinárias do 3º Grau, além do Venerável, todos os demais Mestres também usam o chapéu negro e desabado (aba mole).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2024

 

LUVAS FEMININAS NO REAA - SIGNIFICADO

Em 27/07/2024 o Respeitável Irmão Gilberto Ferreira Vieira, Loja Adonay Barbosa dos Santos, 11, REAA, GLEAC (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado do Acre, apresenta a dúvida seguinte:

 

LUVAS FEMININAS

 

Gostaria de ter uma orientação de vosso conhecimento sobre especificamente qual realmente e a utilização das luvas aquela mulher que tem o privilégio de recebe-la, e como deve ser utilizado corretamente em caso de extrema necessidade (socorro) - pois tenho assistido diversas iniciações ao longo destes 33 anos de ordem, e cada loja faz as orientações diferente, desta forma estou fazendo uma pesquisa detalhada sobre a maneira correta e centenária ou mais além da verdadeira maneira da mulher solicitar ajuda da comunidade maçônica em caso de extrema necessidade (socorro)?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Penso que talvez vá decepcioná-lo com as minhas colocações, pois afirmo peremptoriamente que isso, mesmo que usado por algumas Lojas há muito tempo, não passa de uma invencionice, tanto que nem mesmo consta nos rituais - pelo menos os rituais compromissados com a verdade.

              Veja, não existe nenhum sinal de socorro para cunhadas, mormente, esse absurdo de usar luvas para pedir ajuda.

No REAA, a entrega das luvas ao Aprendiz no dia da sua Iniciação não relata, em nenhum momento, que ele deva entrega-las especificamente à cunhada, mas sim àquela por quem ele tiver maior estima.

Assim, ao seu livre desejo (liberdade), o Aprendiz pode entrega-la, por exemplo, à sua mãe, sua madrinha, esposa, tia, avó, etc. Obviamente que nunca para nenhuma concubina, pois, afinal o candidato foi aprovado "limpo e puro" mediante às sindicâncias que sobre ele nada revelaram algo imoral ou de maus costumes.

O par de luvas femininas simboliza o afeto e o carinho que o Aprendiz tem pela pessoa a quem ele irá destinar estas luvas. Essa escolha jamais pode ser imposta pela Loja.

Uma alegoria criada pela Maçonaria francesa, a entrega das luvas femininas ao iniciado sugere uma expressão lata de confiança e liberdade, demonstrando que a Ordem Maçônica confia e não interfere na vontade do Iniciado.

Outras práticas que envolvem as luvas femininas e pedido de socorro para as Cunhadas, não passam de meras invencionices, além de desrespeitar os rituais que sequer prevêem esses caráteres, sobretudo quando inventam um tal cerimonial de entrega de luvas para as cunhadas. Isso não existe legalmente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

SEQUENCIA DA ABORDAGEM NO GIRO DA BOLSA

Em 26.07.2024 o Respeitável Irmão Paulo Roberto Ulema Ribeiro, Loja Fraternidade e Harmonia, 279, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

SEQUÊNCIA DA ABORDAGEM

 

Gostaria de saber o seguinte: No rito REAA, quando o Mestre de Cerimônias faz o giro com a bolsa de propostas e informações ele deve:

1)    Ir no Venerável Mestre;

2)     Ir no 1º Vigilante;

3)     Ir no 2º Vigilante;

4)     Ir no Oriente e colher de todos presentes e após descer ao Ocidente e fazer o giro normal?

 

ORIENTAÇÕES:

 

               Inicialmente, vale salientar que é preciso irrestritamente seguir o que estiver previsto no Ritual da sua Grande Loja (não tenho esta informação).

No REAA, a ordem de abordagem consagrada durante o giro da bolsa para a coleta das propostas e informações e do óbolo é a seguinte: por primeiro o Venerável Mestre, 1º e 2º
Vigilante, Orador, Secretário e Cobridor Interno; depois os eventuais ocupantes das cadeiras da direita e da esquerda do trono, os demais ocupantes do Oriente, em seguida os Mestres das Colunas do Sul e do Norte, respectivamente (sem discriminação dos que ocupam cargos), os Companheiros, os Aprendizes e, por fim, o próprio titular que efetua a coleta.

No REAA, em qualquer condição, o titular faz sempre, por primeiro, a coleta dos seis primeiros cargos acima descritos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

O CARGO DE IRMÃO TERRÍVEL

Em 20/07/2024 o Irmão Dyogner do Valle Mildemberger, Companheiro Maçom da Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

IRMÃO TERRÍVEL

 

Já nos encontramos uma vez, no encontro das Lojas de São José dos Pinhais este ano. Também estive na sua palestra no GOB organizada pelo Supremo Conselho há algumas semanas.

Irmão, gostaria de entender um pouco mais sobre o Irmão Terrível, designação do Experto nas sessões de iniciação do REAA.

Gostaria de saber o porquê do nome, como surgiu e em que contexto surgiu.

Poderia me ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O cargo de Ir Terrível é característico de ritos originários da Maçonaria Francesa. Apareceu por volta do século XIX na França para atender a liturgia de alguns ritos latinos, principalmente.

Não há muito escrito sobre ele, mas geralmente essa função é desenvolvida pelo 1º Experto (outro cargo originário da França) em determinadas passagens ritualísticas. Esse ofício é exercido apenas momentaneamente quando a liturgia exigir.

O nome Terrível, como adjetivo, menciona algo terrificante, assustador e que impõe medo. Por certo porque cabe a ele simular algumas provas simbolicamente “terríveis” no curso de uma Iniciação, Elevação ou Exaltação.

Como substantivo, ele até aparece em alguns dicionários do nosso vernáculo, mas apenas como "um dos cargos exercidos na Loja Maçônica".

Não existe muito sobre sua história, a não ser nos rituais maçônicos para determinadas funções iniciáticas. Não existe, pelo menos até aonde eu conheço, algum livro ou regulamento específico para o Ir Terrível.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB 

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

APLAUSOS PELA BATERIA II

Em 18.07.2024 o Respeitável Irmão Celso Ricardo Conceição, Loja União do Vale, REAA, sem mencionar a Obediência, Oriente de Feliz, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

APLAUSO/BATERIA DO GRAU

 

Tenho lido muitos trabalhos seus e tenho uma dúvida que, se possível, solicito seus préstimos maçônicos.

Minha dúvida é em relação a "aplauso" e "bateria". E principalmente ao simbolismo das mãos Direita e Esquerda.

Até onde sei, estas duas ações são diferentes.

APLAUSO - seria bater palmas normalmente com ambas as mãos realizando a mesma ação.

BATERIA - seria deixar a mão esquerda estática e bater com a mão direita, ou seja, a mão direita é ativa e a mão esquerda é passiva.

Me lembro que vi um artigo nesse sentido, mas não o encontrei mais.

Por favor me esclareça esta dúvida. Entendo que a mão esquerda, sendo ela tendo energia negativa, deve ficar estática para receber as energias positivas emitidas da mão direita.

Peço seu esclarecimento.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Aplauso é o ato de aplaudir (batendo a palma de uma mão na outra) para evidenciar aclamação, ovação; é uma demonstração pública ruidosa de aprovação, contentamento, etc.

Em Maçonaria os aplausos maçônicos ocorrem dentro da Loja em momentos que requerem essa forma de se demonstrar contentamento. Assim, com o fito padronizar essa ação em Loja, em muitos ritos aplaude-se batendo a palma da mão direita na esquerda, que fica parada.

É bom que se diga que este tipo de aplauso é apenas uma formalidade e nada tem a ver com algo místico ou esotérico.

Bater com a palma da mão direita na esquerda ocorre para padronizar os movimentos, de modo que todos batam palmas no mesmo ritmo e da mesma forma (homogeneidade da ação).

No tocante a bateria do grau, ela pode ocorrer pela percussão de malhetes, com o punho cerrado, com um objeto, por aplauso, etc. Geralmente a forma de como e onde se executar a bateria encontra-se prevista no ritual.

De resto, devo salientar que na Maçonaria eu não comungo com essa "estória" de energias positivas e passivas, bons fluídos, etc. No meu entender, isto é crença pessoal e não deveria ser levada ao coletivo da Loja. Assim, o gestual ritualístico previsto para a execução de aplausos, nada mais é do que uma ação de padronização.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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FEV/2025

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

SAUDAÇÃO E PALAVRAS SAGRADAS - REAA

Em 16.07.2024 o Respeitável Irmão Bruno Garcia, Loja Ordem Progresso e Fraternidade, 48, REAA, GLEMS (CMSB), Oriente de Ribas do Rio Pardo, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

SAUDAÇÃO AO DELTA E PALAVRAS SAGRADAS

 

Me desculpe o horário, mas é o único tempo que tenho para estudo.

Fui iniciado há 2 anos na maçonaria no REAA da potência GLEMS.

Sempre tento buscar minhas dúvidas na internet, e acabado me atrapalhando um pouco mais, devido as variedades de potências e ritos.

Eu sempre me pego lendo seu blog, e não sei que a maioria se aplica ao meu rito.

Iniciamos 4 novos irmãos sábado agora, e gostaria de estar apresentando um trabalho pra eles sobre duas particularidades dentro de loja.

Uma é o porquê cumprimentar o Delta ao cruzar toda vez o eixo principal da loja, tendo em vista que já li alguns de seus posts, mas não consegui entender o porquê da reverência ao passar pelo delta, e o outro conteúdo, seria a respeito da palavra B, qual o significado e porque utilizamos como P S do grau de AP, tendo vista que J refere-se ao grau C M, mas o porquê dessas duas P estarem gravadas nas C e serem usadas como PS dos graus.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Como se trata do REAA, nele originalmente não existe saudação ao Delta. As saudações em Loja ocorrem somente ao Venerável Mestre e aos Vigilantes nas ocasiões previstas pelo ritual.

Também não se faz nenhuma saudação quando se cruza o eixo do templo (equador).

Sobre as Colunas Vestibulares B e J, a relação com as palavras sagradas de Aprendiz e Companheiros é porque elas, além de fazerem parte da decoração do Templo, também correspondem ao mesmo lado em que os Aprendizes e Companheiros ocupam lugar em uma Loja maçônica, conforme o rito.

É bom que se diga que o Templo de Salomão (Jerusalém) é a maior alegoria maçônica, portanto, nada a estranhar que o nome das suas Colunas Vestibulares sejam mencionados nos rituais maçônicos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025