terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

CONSAGRAÇÃO DE TEMPLO - REFORMA DA LOJA

Em 11/08/2024 o Poderoso Irmão Pedro Rodrigues Bueno Junior, Secretário de Orientação Ritualística do GOB-SP, São Paulo, Capital, apresenta a dúvida seguinte:

 

ESPAÇO NÃO CONSAGRADO

 

Espero que este o encontre bem e na mais perfeita saúde.

Mais uma vez venho solicitar o auxílio do Irmão a fim de sanar uma dúvida.

Estou como Secretário de Ritualística do GOB-SP e recebi uma consulta que, mesmo consultando nossos Rituais, nossa Legislação e, também, o SOR não encontrei a resposta, razão pela qual lhe envio este e-mail: Uma Loja (que pratica o RER) está com seu Templo em reforma e por isso está utilizando uma sala próxima com as devidas adaptações para realização das sessões, porém, eles desejam fazer uma Sessão de Recepção (Iniciação). A dúvida é: é permitido realizar esse tipo de sessão num "local adaptado/improvisado" ou somente deve ser
feito em Templo já Sagrado (ou Consagrado, que creio seja o termo mais adequado).

A orientação para o caso acima, também, se aplique aos demais Ritos? Posso considerar, também, para sessões de Elevação/Exaltação?

Obrigado pela valiosa ajuda, assim oriento a Loja de forma correta.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No meu entendimento, uma Loja constituída com mais de sete Mestres Maçons e que possui Carta Constitutiva regular e definitiva deve trabalhar ritualisticamente em recintos consagrados para os trabalhos maçônicos, mesmo que o recinto seja de outro rito, ou emprestado de outra Loja.

Entendo assim porque no GOB há um ritual oficial de Sagração de Templo in Rituais Especiais, Sessões Exclusivas, 2016 em vigência

Isso significa que o ambiente destinado ao trabalho maçônico precisa antes ter sido inaugurado ritualisticamente, isto é, ter sido consagrado.

No caso da sua questão, a Loja que passará por reformas precisa emprestar, ou alugar, o espaço de uma Loja em atividade, que certamente já tem o seu templo consagrado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

DO MEIO DIA À MEIA NOITE - UMA EXPRESSÃO INICIÁTICA

Em 10/08/2024 o Respeitável Irmão Warley Pompeu Marques, Loja Major Adolfo Dourado, 2196, REAA, GOB-PA, Oriente de Belém, Estado do Pará, apresenta a dúvida seguinte:

 

MEIO DIA À MEIA NOITE

 

Gostaria saber onde, como e qual Ritual aparece a primeira menção aos termos: Meio-Dia e Meia-Noite?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Para responder a vossa questão, eu teria antes que montar uma grade de pesquisas com elementos primitivos relativos às centenas de rituais maçônicos que já foram escritos ao redor da Terra, até hoje. Isto, desde já lhe adianto, não tenho como fazer no momento.

À vista disso, seguem alguns apontamentos, que reputo importantes, sobre o conteúdo iniciático da Maçonaria dentro desta alegoria solar.

Do meio-dia à meia-noite” se trata de uma expressão iniciática que possui grande valor para a estrutura doutrinária da Moderna Maçonaria.

Genericamente, é possível se dizer que esta alegoria procura ensinar ao maçom que ele deve se dedicar ao trabalho - em prol do seu aperfeiçoamento e em favor da humanidade - desde a sua juventude até o final da sua vida. Nessa conjuntura, “meio-dia” simboliza a juventude e “meia-noite” a idade senil do iniciado (idades iniciáticas da vida e morte).

               Historicamente, “do meio-dia à meia-noite” é uma alegoria creditada a Zoroastro (Zaratustra), um profeta e um mestre dos antigos mistérios. Fundou o Masdeísmo, ou Zoroastrismo – em grego menciona aquele que é um contemplador de astros (Astrologia/Astronomia).

Acredita-se que Zoroastro viveu em algum período, por volta do século II a. C. Lendariamente é contado que ele reunia os seus discípulos ao meio-dia e os despedia à meia-noite, após um ágape fraternal.

Assim, a Astrologia, precursora da Astronomia, evidencia-se no Zoroastrismo (contemplador de astros). A Lua em quarto crescente (primeiro quarto) é parte desta alegoria, pois a Lua nesta fase desponta ao meio-dia, quando o Sol está no zênite, e chega ao seu ocaso à meia-noite, no auge da escuridão. Aqui um exemplo da dualidade e dos opostos: luz e escuridão; dia e noite, nascimento e morte, etc.

Consequentemente, a Maçonaria, uma instituição eclética e iniciática, infinitamente mais nova do que o Zoroastrismo, acabou adotando, como um dos seus tantos elementos doutrinários, esta antiga alegoria da Luz haurida dos cultos solares da Antiguidade.

Observação: esta abordagem não induz ninguém a imaginar existência de Maçonaria no século II a. C. Por seu caráter eclético, vale destacar que a Ordem Maçônica, com aproximados 800 anos de história documentada, construiu seu arcabouço doutrinário se valendo também de muitas manifestações religiosas e culturais advindas das antigas civilizações.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

O PERÍODO DA PALAVRA A VEM DA ORDEM

Em 09/08/2024 o Respeitável Irmão Aderbal Luis Lopes de Andrade, Loja Estrela do Rio Formoso, 3036, REAA, GOB-MS, Oriente de Bonito, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

PALAVRA A BEM DA ORDEM

 

Eminente gostaria de sanar as dúvidas sobre um questionamento que estamos tendo em Loja: os assuntos tratados no expediente, ordem do dia e tempo de estudos, podem ser comentados ou discutidos na Palavra a Bem da Ordem?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Veja, no período do Expediente é informado à Loja, pelo Secretário, as correspondências recebidas e expedidas e pelo Orador as Leis e Decretos oriundos da Obediência. Nele o Venerável Mestre dá o destino devido e não existem discussões sobre a matéria apresentada neste período. Caso algum assunto pertinente a este período merecer alguma discussão, o mesmo será levado para a Ordem do Dia, podendo, conforme o caso, ficar sob malhete pelo prazo legal, se o Venerável achar conveniente.

         Na Ordem do Dia, organizada previamente pelo Venerável e entregue ao Secretário, os assuntos são individualmente discutidos e votados, todos a aquiescência do Orador. Assim, matérias destinadas à Ordem do Dia são debatidas e concluídas na Ordem do Dia.

O Tempo de Estudos, como bem diz o seu título, é um período para estudos de assuntos inerentes aos graus, história, e outros de interesse da Maçonaria.

À vista disso, é de péssima geometria a volta de assuntos que já tiveram destino finalizado no respectivo seu período apropriado.

Repetições são desnecessárias, improdutivas e desrespeitam a paciência alheia. Vale lembrar que é por isso que os trabalhos maçônicos têm os períodos distintos, portanto não devem ser repetidos no período da Palavra a Bem da Ordem.

Observe-se que a separação dos trabalhos por períodos objetiva dar organização aos trabalhos maçônicos, então repeti-los para quê?

O período destinado à Palavra Bem da Ordem e do Quadro em Particular é próprio para breves, objetivos e suscintos comentários e não para repetir o que já foi dito, muito menos para proferir blá, blá, blás intermináveis que nada constroem algo de aproveitável.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK.

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

domingo, 23 de fevereiro de 2025

CARREGANDO O MALHETE PARA FORA DA LOJA

Em 07/08/2024 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a dúvida seguinte:

 

MALHETE FORA DA LOJA

 

Uma dúvida: observei que algumas (poucas) Lojas, no encerramento dos trabalhos, levam consigo o malhete para fora do templo, empunhando (Ven Mestre, 1º e 2º VVig). Gostaria de saber se este procedimento está correto ou está incorreto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

E vamos inventando! O que seria da Maçonaria latina se não houvessem essas
invencionices. De tudo, o que se tem é mesmo lamentável.

Isso simplesmente não existe. Nem está previsto no ritual em vigência.

Ora, as Luzes da Loja, ao se retirarem após o encerramento dos trabalhos, deixam seus malhetes sobre o Altar e respectivas mesas. Afinal, a Loja já está fechada. O resto não passa da mais pura invencionice, coisas que só depõem contra a uniformidade dos nossos procedimentos ritualísticos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2025

GRAVATA NO REAA - MODELO E COR

Em 07.08.2024 o Respeitável Irmão Fernando Alves Queiróz, Loja Cláudio Neves, 1939, REAA, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta o que segue:

 

GRAVATA NO REAA

 

Inicio parabenizando-o e agradecendo pelo brilhante trabalho, contribuindo para a disseminação de conhecimentos na Maçonaria.

Solicito esclarecimento quanto ao uso da gravata, nas Lojas que trabalham no REAA podemos usar gravata borboleta? Ou somente gravatas compridas na cor preta e sem estampas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Conforme especifica o ritual de Aprendiz, REAA, edição 2024 vigente no GOB, dele a sua página 33, consta que a gravata, usada com terno preto ou azul marinho escuro, camisa branca, cinto, sapatos e meias pretas, deve ser “preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional”.

Não há no ritual nenhuma referência à gravata borboleta. Assim, segue-se o que está previsto no ritual.

Vale ressaltar que no REAA o uso de terno é obrigatório em todas as sessões magnas, admitindo-se, nas sessões ordinárias, o uso do balandrau, cujo modelo está previsto no ritual, página 29, no título: “Dos Títulos, Joias e Trajes”.

Ao concluir, reitera-se: a gravata borboleta não é parte do vestuário no simbolismo do REAA no GOB.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

CARGOS EM LOJA - AUSÊNCIA DOS TITULARES

Em 07.08.2024 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

AUSÊNCIA DOS TITULARES

 

Gostaria de perguntar se existe fundamento na afirmação de que, estando ausentes dois dirigentes titulares, exemplo, Venerável Mestre e um Vig ou 2 VVig, mesmo tendo Mestres Maçons e Mestres Instalados para substituí-los, a Loja não deve realizar sessão ordinária regular? Deve realizar sessão administrativa ou informal.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               De fato, não existe nada que impeça a abertura da Loja na ausência de duas das suas Luzes titulares, desde que estejam presentes Mestres Instalados ou Mestres Maçons para preencher os cargos vagos.

Na verdade, eu é que às vezes tenho dito que a Loja, no meu entendimento, não deveria abrir os trabalhos ritualísticos, pois se dois dos seus dirigentes eleitos para dirigir os trabalhos se fizerem ausentes, me parece que algo não estaria bem nos conformes. Todavia, esta é só a minha opinião, portanto, legalmente não há nenhum impeditivo, desde que, como foi dito, estejam presentes o mínimo de Irmãos em condição suprir os cargos vagos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

sábado, 22 de fevereiro de 2025

REAA - TÍTULOS, CONDECORAÇÕES E INGRESSO NO TRONO

Em 06/08/2024 o Respeitável Irmão Luiz Roberto Lopes. Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta as seguintes questões:

 


TÍTULOS E CONDECORAÇÕES E INGRESSO NO TRONO

 

O Irmão com a Condecoração de “Comendador da Ordem D. Pedro I” (Sapientíssimo) tem ou pode sentar no Oriente?

- Justificativa: Apenas no Regimento de Títulos e Condecorações aparece que o Sapientíssimo, após ser recebido na Faixa 5, deve ser conduzido ao Oriente. Entendo não ser ele Autoridade, pois senão seriam também: o Benemérito, o Grande Benemérito, o Estrela da Distinção Maçônica e o da Cruz da Perfeição Maçônica que deveriam sentar no Oriente, pois no Regimento de Títulos e Condecorações, eles também dentro de suas faixas deverão ser conduzidos ao Oriente.

Nas ¨Salvas de Bateria¨ e “Bateria incessante” o Venerável Mestre deve bater com o Malhete?

De que lado do Trono o Venerável Mestre deve ¨entrar¨ e ¨sair?

- Justificativa: Não acho em nenhum lugar uma explicação, apenas no Ritual de Instalação e Posse onde diz taxativamente: o Presidente da Comissão Instaladora conduz o Venerável eleito ao Trono de Salomão pelo lado Sul.

No aguardo das respostas, agradeço ao Irmão por ser a autoridade máxima da Ritualística junto ao GOB.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

- Questão 01 - Vejamos o que menciona o Artigo 219 do RGF: "Art. 219 - O visitante, que seja autoridade maçônica, ou portador de título de recompensa (o grifo é meu) será recebido de conformidade com o Ritual adotado pelo Grande Oriente do Brasil para o Rito que a Loja visitada praticar e será conduzido ao Oriente (o grifo é meu)".

Ainda no Artigo 219, os incisos de I a VI indicam as autoridades e os portadores de títulos, conforme a sua faixa.

Assim, o RGF em seu Artigo 219 é bem claro quando menciona "autoridade ou portador de título de recompensa". Também está claro que serão conduzidos ao Oriente. Desse modo, os portadores de título de recompensa listados nos incisos I a VI do Art. 219 do RGF têm o direito de ocupar lugar no Oriente.

- Questão 02 - Se o Venerável Mestre estiver ocupando o seu lugar na Loja, ele participará da bateria incessante percutindo seu malhete. Todavia, se ele não estiver no seu lugar por estar recebendo uma autoridade na linha da balaustrada, no centro do templo, ou próximo à porta, obviamente ele não participará, nem da bateria incessante, nem de salvas pela bateria. Vale ressaltar que estes procedimentos constam nos novos rituais do REAA (2024), no título “Recepção de Autoridades e Portadores de títulos de Recompensa”.

- Questão 03 – Por convenção, o Venerável Mestre ingressa no trono sempre pelo lado Norte do Altar e dele sai pelo lado Sul. Nada disso tem a ver com a condução do novo Venerável pelo Mestre Instalador na cerimônia de Instalação. Nesse caso, o que houve foi uma adequação para facilitar a ocupação da cadeira de honra da direita do Trono pelo Mestre Instalador, logo após a condução do novo Venerável.

Assim, reitera-se: práticas ritualísticas da cerimônia de Instalação não podem interferir na liturgia das sessões ordinárias ou magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação que constam nos respectivos rituais dos graus vigentes.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2024