domingo, 18 de maio de 2025

ELEVAÇÃO - APROXIMANDO-SE DO ORIENTE

Em 21.09.2024 o Respeitável Irmão Wagner Coswig, Loja Acácia de Balneário, 3978, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, apresenta as dúvidas seguintes:

 

SE APROXIMANDO DO ORIENTE – 2º GRAU

 

Bom dia prezado irmão! Novamente recorro a vossos conhecimentos, pois estávamos realizando em nossa Loja uma sessão de Elevação REAA, eis que surge uma dúvida ao término da sessão: Na pág. 83 do nosso ritual, quando da Aprox. do Apr.: ao alt do Venerável Mestre para fazer a contemplação da Estr Flamej, os Aprendizes aguardam em pé e a ordem no primeiro grau. Mas e o Mestre de Cerimônias? fica a ordem no primeiro ou segundo grau? visto que os AApr.: ainda não receberam as instruções entre colunas do mesmo. No site do GOB, no SOR, existe uma nova adequação que trago abaixo e confesso que achei a mesma confusa:

Segunda questão: Quando o M de CCer conduz os AApr ao Altar dos JJur, o Mestre de Cerimônias fica a ordem no segundo ou primeiro grau? Reitero novamente a dúvida visto que ele ainda não ensinou aos AApr os ensinamentos. Grato desde já pela vossa colaboração, aguardo as respostas do prezado Irmão.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Primeiro caso: o M de CCer, pelo Norte, vai orientando o Apr a dar os passos sobre o eixo do Templo, aproximando-se do Or.

Ressalte-se que o novo Ritual de Comp Maçom, REAA, 2024, vigente, não contempla mais a ida do Apr ao Or para contemplar a Estr Flamej, até porque essa Estr fica no meio-dia, pendente do teto sobre a lugar do 2º Vig.

Nesse sentido, vale salientar que no REAA não existe Estr Flamej no Oriente. À vista disso, o Apr, ao se aproximar do Oriente depois da Marcha, deve ficar parado ainda o Oc, entre a retaguarda do Painel e a entrada para o Or (sobre o eixo).

Nessa ocasião, para a contemplação da Estr Flamej, que como foi dito fica no Sul, não no Or, o M de CCer atravessa do Norte para o Sul e se coloca à Ord no 1º Grau. Ato seguido, Ven Mestre manda o Apr contemplar a Estr. O Apr então vira-se e, ainda sobre o eixo, fica de frente para o Sul. Imediatamente o M de CCer, com a sua mão direita, também aponta para a Estr com o fito de incitar o Apr a aprecia-la.

Feita a contemplação da Estr, o Apr, ainda no Oc, volta-se de frente para o Or para agora contemplar o Delta e a letra IÔD (algumas Lojas apresentam no interior do Delta o Olho Onividente, outras a inicial IÔD, do tetragrama hebraico).

Para chamar a atenção do Apr, agora o Ven Mestre, do seu lugar, e o M de CCer, do Sul, apontam para o Delta.

Assim é feita a contemplação destes importantes símbolos nos trabalhos de Elevação ao 2º Grau. Todas elas, o postulante faz ainda do Oc.

Segundo caso: só depois de ter o Apr contemplado a Estr, o Delta e a letra IÔD, é que o ele será conduzido para Alt dos JJur∴, no Or, para prestar a obrigação de um Comp Maçom.

Diante do Alt, o M de CCer faz o postulante se posicionar na forma prevista, colocando-se depois na retaguarda do dispositivo, à Ord no 2º Grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAIO/2025

 

domingo, 11 de maio de 2025

A QUEM O COBRIDOR INFORMA

Em 21.09.2024 o Respeitável Irmão Huarandir Nunes dos Santos, Loja União Catoleense, 2971, REAA, GOB-PB, Oriente de Catolé do Rocha, Estado da Paraíba, apresenta a dúvida seguinte:

 

A QUEM INFORMAR

 

Solicito orientação quanto a direção da palavra do Cobridor Interno quando em Loja aberta, referente a chegada de Irmãos Visitantes e também aos Retardatários.

Se dirige ao Primeiro ou Segundo Vigilante?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No REAA, se a Loja estiver definitivamente aberta, o Cobridor Interno informa primeiro ao 2º Vigilante que, por sua vez, informa ao 1º Vigilante. Este último, por sua vez, informa ao Venerável Mestre.

Se a Loja ainda não tiver sido declarada aberta – estiver em processo de abertura - o Cobridor Interno informa diretamente ao 1º Vigilante que, por sua vez, informa o Venerável Mestre.

Tudo dos esses procedimentos já se encontram ajustados no novo ritual do 1º Grau do REAA (2024) em vigência no GOB.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAIO/2025

quinta-feira, 8 de maio de 2025

COMISSÃO DE ADMISSÃO E GRAUS - FILIAÇÃO DE OBREIRO

Em 19.09.2024 o Respeitável Irmão Paulo Amorim, Loja Filhos de Salomão, 2311, GODF/GOB, Oriente de Guará II, Brasília, Distrito Federal.

 

COMISSÃO DE ADMISSÃO E GRAUS

 

Boa tarde meu Irmão Pedro Juk! Tira uma dúvida do seu Irmão. A Comissão de Admissão e Grau tem que fazer parecer no caso de Filiação de Irmão com quite placet válido?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em se tratando do Grande Oriente do Brasil, a minha opinião é de que um Irmão portador de Quitte-Placet dentro do prazo de validade (180 dias) tem o direito de pedir sua “filiação” em qualquer Loja da Federação (Lojas do GOB).

Salvo melhor juízo, por ser matéria regulamentada pelo Regulamento Geral da Federação, a Comissão de Admissão e Grau, nomeada pela Loja, não pode interferir neste Diploma Legal.

Finalizando, destaco: por esta não se tratar de matéria comum ao meu ofício (liturgia e ritualística), os comentários aqui deixados não têm nenhum caráter laudatório. Esta é apenas a minha opinião.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAIO/2025

domingo, 4 de maio de 2025

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES - ASPETOS LEGAIS (RGF)

Em 18.09.2024 o Irmão que se identifica como Duarte Xavier Morais, Loja 8 de Maio, REAA, GOB-PR, Oriente de Ubiratã, Estado do Paraná, formula a seguinte pergunta:

 

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES

 

Pergunto. A Loja só é considerada Justa e Perfeita com a presença de 07 Irmãos Mestres Maçons, todavia, com número inferior a esse número de Mestres e havendo maior número de Aprendizes e Companheiros, a Loja pode ser aberta para iniciar os trabalhos?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

             Conforme o previsto no Art. 96 do RGF: - “XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons" (o grifo é meu), não é permitido abrir a Loja sem a presença mínima de 7 Mestres Maçons.

Ainda, Art. 229 RGF: – “Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade” (o grifo é meu).

§ 1º – Os cargos são privativos de Mestre Maçom" (o grifo é meu).

Como visto, o Diploma Legal não admite que Aprendizes e Companheiros exerçam cargos e nem que Mestre Maçons, que não sejam regulares e pertençam ao GOB, preencham cargos em Lojas do GOB.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAIO/2025

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA E CONFECÇÃO DA ATA

Em 16.09.2024 o Respeitável Irmão Adriano José Marciniak, Loja Fé e Trabalho, 0365, REAA, GOB-PR, Oriente de Rio Negro, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

 

CONFECÇÃO DE ATA

 

Gostaria de tirar uma dúvida sobre a ATA: Sessão de Aprendiz e na Ordem do Dia Loja transformada em grau de Companheiro para ministrar instrução. O secretário deve fazer 02 Atas dessa sessão? uma de Aprendiz e uma de Companheiro ou consta a informação que foram ministradas as instruções xx de Companheiro.

Assumi a Secretaria agora da Loja estou com essa dúvida, uma vez que no caso apresentado a Loja sempre faz 02 Atas e se a Loja for transformada para grau de Mestre na mesma sessão aí são elaboradas 03 atas do mesmo dia.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A Loja sendo transformada, obrigatoriamente terá uma Ata para o grau transformado. Assim, se a Loja estiver aberta no 1º Grau e for transformada para o 2º Grau, a Loja em 2º Grau também terá sua Ata. Da mesma forma ocorre do 2º para o 3º.

Cabe aqui uma observação: transformação de Loja na Ordem do Dia somente se houver assunto para discussão e votação em outro Grau acima do que se está sendo trabalhado.

Instruções normais são feitas no Período de Instrução. Neste caso a transformação de Loja ocorrerá neste período.

      Também poderá haver transformação da Loja para outro Grau durante a Ordem do Dia se o caso for para tratar de aumento de salário. Por exemplo: no caso de Aprendiz para Companheiro a sabatina do Candidato dar-se-á na Ordem do Dia, isto porque a Loja, depois de ter sido o Aprendiz sabatinado na forma prevista pelo RGF, o Templo será coberto aos Aprendizes e a Loja transformada em Grau 2.

            Dando sequência ao processo, em Loja do 2º Grau os Irmãos votarão pelo aumento ou não de salário. Concluída a votação, volta-se ao 1º Grau e os Aprendizes, que tiveram para eles o templo coberto, serão readmitidos nos trabalhos. O mesmo deverá ocorrer se o aumento de salário for de Companheiro para Mestre.

Observe-se que tudo isso segue o que está previsto no RGF (vide este Diploma Legal).

Agora, se o caso for só para simples instrução, fato que não demande de votação, sendo necessária a transformação se dará diretamente no Tempo de Estudos, nunca na Ordem do Dia.

Ao concluir, reitera-se: qualquer transformação de Grau que venha ocorrer durante os trabalhos da Loja, o Secretário, para tal, providenciará uma Ata.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

MAIO/2025

PAVIMENTO MOSAICO E ORLA DENTEADA NA MAÇONARIA

Em 12/09/2024 o Irmão Rafael Gonçalves Zanelato, Loja Professor Hermínio Blackman, REAA, GOB-ES, Oriente de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte:

 

PAVIMENTO MOSAICO E ORLA DENTEADA

 

Antecipadamente já gostaria de parabenizar e agradecer o irmão por tanto conhecimento que compartilha para nossos estudos e melhor compreensão da Arte Real, colaborando assim de forma significativa para nossa evolução.

Estou no meu quarto trabalho e sempre recorro aos seus conhecimentos, para um melhor entendimento e aprendizado.

Estou elaborando um trabalho com o tema: O Pavimento Mosaico, a Dualidade da Vida. Nos meus estudos estou recorrendo a alguns livros e também material online, e por duas vezes vi citações que a Orla Denteada possui triângulos de cores azuis e brancas e não das cores pretas e brancas comumente visto em lojas nos demais materiais e escritas, inclusive uma dessas citações, está contida no livro “Maçonaria, 100 Instruções de Aprendiz do Autor Raymundo D’Elia Jr, na Página 88. O Irmão saberia me explicar, ou me passar alguma informação sobre esse fato? Inclusive se o irmão puder contribuir com mais materiais sobre o tema, ficarei muito feliz e agradecido.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Ao que me consta, o preto e o branco são as cores predominantes nos elementos construtivos do Pavimento Mosaico e da Orla Denteada, mormente no piso dos templos maçônicos, conforme os ritos.

              Como símbolos maçônicos integrados, o Pavimento Mosaico e a Orla Denteada entraram tardiamente na estrutura especulativa e doutrinária da Ordem. Na Maçonaria Anglo-saxônica o Pavimento era conhecido apenas como "O belo piso da Loja” (The beautiful flooring of the Lodge).

Conforme os ritos maçônicos que adotam o Pavimento Mosaico, ele pode se apresentar feito um tabuleiro de xadrez (Checkered Pavement) preto e branco, ou como um quadriculado preto e branco arranjado de maneira oblíqua.

Como elemento simbólico maçônico, esse piso quadriculado é geralmente contornado por uma moldura de acabamento formada por triângulos ligados entre si, dispostos como dentes no seu entorno. Esta orla, ou borla dentada, geralmente preta e branca, recebeu o nome de Orla ou Borla Denteada. Em linhas gerais, é a guarnição que contorna o Pavimento Mosaico.

No REAA, o mais comum é que os quadrados brancos e pretos que compõem o solo do templo, dispostos de modo oblíquo, cubram todo o piso ocidental da Loja. Dentre outros, este piso simboliza o caminho das pedras lavradas por onde passa o Iniciado. É o solo do Mundo em suas diversas variações. Sua construção geométrica também serve para orientar a posição dos pp nas MMarch do 1º e 2º Graus.

Historicamente, o Pavimento Mosaico é de origem sumeriana e era o solo de muitos templos religiosos na antiga Mesopotâmia. Sua principal característica era a de representar o “solo” do Mundo”, de onde brotavam enormes pés de papiros e lótus (colunas estilizadas).

À vista disso, na Maçonaria o Pavimento Mosaico simboliza o solo terrestre, lugar onde, em última análise, o Iniciado trabalha pelo seu aperfeiçoamento. Nesse contexto, a Loja é a oficina e o maçom é o operário – simbolicamente, esta oficina revela um canteiro de obras que se encontra situado sobre a face da Terra, mais precisamente na sua a região equatorial.

Ainda sobre o Pavimento Mosaico e a Maçonaria, há a influência hebraica. Neste contexto, o termo “mosaico” se aplica ao patriarca bíblico Moisés (Moshé), o qual, segundo a lenda, decorou o piso do Santo dos Santos, no Tabernáculo, com pequenas pedras coloridas. Como o Tabernáculo foi o ancestral do Templo de Jerusalém, nada há o que se estranhar por esta afinidade.

Graças a isso, o substantivo mosaico acabaria se consagrando como um piso construído por ladrilhos variegados. Já como adjetivo, é um termo derivado do nome próprio, Moisés.

Sob essa óptica, vale mencionar que o Templo Hebraico (o de Jerusalém) acabaria, de modo consagrado, se tornando na maior alegoria maçônica, e é daí que surge a relação íntima do Pavimento Mosaico com o piso dos templos maçônicos de alguns ritos, na Moderna Maçonaria.

Também sob influência esotérica do Hermetismo, o Pavimento Mosaico expõe aos iniciados na Maçonaria os princípios da dualidade da vida e das coisas do mundo. Conforme Hermes Trismegisto e a sua tábua esmeraldina, as coisas se explicam pela qualidade dos seus opostos. Por exemplo: o branco se explica pela existência do preto; a luz, pela existência da escuridão; o bem, pela existência do mal, etc. - “Tudo o que está em cima, também está em baixo”.

Quanto à Orla Denteada que decora as bordas do Pavimento Mosaico, é também a moldura marchetada que aparece contornando muitos painéis de diversos graus maçônicos.

Como esses painéis condensam os símbolos e os segredos de uma Loja aberta em um determinado grau, a Orla (Borla), ao contornar todo o esse relicário simbólico, representa a guarnição da Oficina de trabalho, onde os maçons constantemente trabalham unidos em prol da fraternidade universal.

Nesse sentido é que a Orla, ou Borla Denteada, aparece como o acabamento decorativo que circunda muitos Pavimentos Mosaicos de diversos templos maçônicos espalhados pela face da Terra.

Assim, em Maçonaria o Pavimento Mosaico é chão da Loja e a Orla, ou Borla, os seus limites – Norte-Sul, Leste-Oeste. São os elementos simbólicos que compõem, com a Corda com 81 Nós, os Ornamentos da Loja.

Sobre o autor e a sua obra mencionada, por não os conhecer eu prefiro não comentar.

E T - Podem existir rituais em que a Orla Denteada apareça formada por triângulos de coloração azul em fundo branco. Quero crer que esta aparência seja apenas de caráter decorativo. Desconheço qualquer outra justificativa fundamentada para o caso.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

MAIO/2025

quinta-feira, 1 de maio de 2025

MESTRE DE CERIMÔNIAS - PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

Em 12/09/2024 o Respeitável Irmão Francisco José Amaral Lima Filho, Loja Luiz Gonzaga, 48, REAA, GOIPE (COMAB), Oriente de Belo Jardim, Estado de Pernambuco, apresenta as dúvidas que seguem:

 

MESTRE DE CERIMÔNIAS – PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

 

Acompanho com grande interesse o seu trabalho, que tem sido extremamente esclarecedor para mim. Por exemplo, desde o grau de aprendiz, fui instruído a saudar o Iôd ao cruzar o eixo da Loja diante do painel do grau, mas através dos seus escritos, entendi que a saudação deve ser direcionada ao Venerável Mestre.

Atualmente, estou atuando como Mestre de Cerimônias Ad Hoc em minha Loja, e surgiram algumas dúvidas sobre a correta execução da saudação durante a circum-ambulação. Algumas práticas adotadas em minha Oficina parecem estar incorretas.

1.    Um exemplo é o convite: "Irmão Orador, queira me acompanhar". Graças aos seus ensinamentos, descobri que essa prática é equivocada, embora eu já tenha sido cobrado por irmãos com mais tempo de Maçonaria que eu pela ausência desse convite ao Orador.

2.     Outra situação é quando o Mestre de Cerimônias, com o bastão, conduz um Aprendiz para apresentar uma peça entre colunas. Durante o giro, ambos param no eixo e o Aprendiz faz a saudação, desfazendo-a em seguida, enquanto o Mestre de Cerimônias passa o bastão para a mão esquerda e realiza o mesmo sinal antes de continuar o giro. Acredito que esse procedimento esteja incorreto, uma vez que o obreiro está com a ferramenta de trabalho em mãos. A meu ver, ele deveria apenas inclinar a cabeça em respeito ao Venerável Mestre e seguir o giro. Poderia esclarecer qual seria a prática correta nesse caso?

3.    Outra dúvida que tenho é sobre a apresentação de trabalhos. Na minha Loja, os Aprendizes sempre apresentam seus trabalhos entre colunas, mas os Mestres Maçons não. O Manual Ritualístico do grau não faz referência específica a essa prática, limitando-se a dizer que, se houver alguma instrução, o Venerável Mestre concederá a palavra. Esse procedimento está correto?

4.     Em relação às batidas na porta, há um debate constante em minha Loja. O Mestre de Cerimônias dá as batidas antes da entrada dos irmãos, e há muita controvérsia sobre a quantidade de batidas e o repique. Li em uma de suas respostas que o repique é uma invencionice, e que a batida deve ser feita em três toques, independentemente do grau. Apresentei sua explicação durante o período de instrução, mas alguns irmãos questionaram, pois a resposta referia-se a um irmão que chegava atrasado em uma sessão de Mestres. Acredito que essa confusão se dá porque, no Manual Ritualístico de minha Potência, não há referência específica sobre o período em que os irmãos estão no átrio. No entanto, o manual menciona que, na abertura dos trabalhos, o Cobridor Interno dá três batidas e o Cobridor Externo responde com outras três. A mesma regra se aplica ao início dos trabalhos ou há alguma diferença?

5.     Por fim, tenho uma dúvida sobre a posição da espada do Cobridor. Em minha Loja, o Cobridor posiciona a espada com a mão direita sobre o ombro direito durante a abertura da porta e a entrada dos irmãos. No entanto, em um grupo de estudos de WhatsApp, li que a espada deve ser segurada com a mão direita sobre o ombro esquerdo, formando um esquadro. Quando mencionei isso em Loja, alguns irmãos estranharam. Poderia compartilhar seus conhecimentos sobre esse assunto?

Desde já, agradeço imensamente pela atenção e pelo seu tempo.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Antes de mais nada vale ressaltar que as considerações aqui colocadas são relativas ao REAA de modo amplo, não especificamente a este ou aquele ritual, desta ou daquela Obediência. À vista disso, estas considerações não têm o desiderato de se insurgir contra rituais vigente legalmente aprovados.

Sendo assim, vale destacar que mesmo contraditórios, rituais vigentes devem ser integralmente obedecidos. Eventuais correções devem seguir aos ditames dos regulamentos.

Vamos as questões:

  1. Nesse caso, a prática mais apropriada é a de que o M de CCerse coloque diante do lugar do Orador para em seguida conduzi-lo ao Alt dos JJur (no REAA este Alt fica no Oriente). Durante a atividade deste ato litúrgico, o M de CCer atua em silêncio, sem nada dizer, não devendo desnecessariamente convidar o Orador. Por si só o conduzido já sabe que deve acompanhar o seu condutor. Importa notar que nessa ocasião o Ven Mestre não manda “convidar” o Orador, mas “conduzi-lo” a um determinado lugar. Ainda é oportuno lembrar que no REAA o M de CCer∴, exercendo o ofício de conduzir alguém, estará munido do bastão na mão direita, indo à frente do seu conduzido.
  2. Pode-se dizer que aqui há uma sequência de impropriedades: a primeira delas é que não há necessidade, seja de quem for, de apresentar peça de arquitetura entre CCol. Para isso, bastaria que ele, em pé, fizesse a apresentação do seu lugar em Loja. Não existe necessidade de que o apresentante tenha o M de CCer ao lado nesta ocasião. A segunda é que ao se cruzar o eixo do templo (equador) não existe nenhuma saudação, ao Delta ou ao Ven Mestre, assim como parada formal. A terceira é que também não existe esta troca de mão na condução do bastão, mormente para fazer uma saudação que nem mesmo existe. A quarta é que são impróprios esses tais meneios com a cabeça e inclinação para a frente com o corpo. Quem ingressar ou sair do Oriente em Loja aberta deve prestar saudação ao Ven Mestre, não ao Delta. Duas outras observações: saudação é feita pelo Sin do Grau; o M de CCer, empunhando o seu objeto de trabalho, ao ingressar ou sair do Or não fará Sin, mas apenas uma rápida parada formal. Não só o M de CCer, mas qualquer Ir que ingressar no Oriente em Loja aberta, deve saudar o Ven Mestre.
  3. Como dito no item 02 acima, o mais apropriado é que Aprendizes, Companheiros e Mestres apresentem trabalhos, cada um do seu lugar em Loja.
  4. Se a questão se referir à entrada do préstito para o início dos trabalhos, para ingressar no Templo o Mestre de Cerimônias deve passar momentaneamente o bastão para a mão esquerda e dar na porta, com o punho da mão direita cerrado, a bateria do Grau em que a Loja será aberta; o Cobridor Interno, que já deverá estar dentro do Templo, munido de espada simplesmente abre a porta sem replicar a bateria – apenas abre a porta. Isso já é diferente de quando um retardatário bater à porta do Templo sem que haja Cobr Externo no Átrio. Neste caso quem chegar atrasado dá na porta, em qualquer situação, a bateria do Grau de Aprendiz; se o momento não for propício para recebe-lo o Cobr Interno dá, pelo lado de dentro, a bateria de Aprendiz, o que significa que o retardatário deve aguardar. Quando o momento for propício, o Cobr Interno comunica à Loja na forma de costume e será feita a verificação de quem bate. Daí em diante seguem-se as demais providências. Não existe aumento de bateria para outro grau, baterias de alarme, réplicas, etc.
  5. Rigorosamente, parado ou andando, no REAA a espada (arma branca) deve ser empunhada pela mão direita, tendo a lâmina em riste (não feito vara de pescar) apontada para cima (vertical); punho na altura do quadril direito com o respectivo cotovelo afastado do corpo; o braço esquerdo fica normalmente caído.

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAIO/2025