segunda-feira, 9 de junho de 2025

REALIZAÇÃO DE SESSÃO ORDINÁRIA DE FINANÇAS

Em 29.10.2024 o Respeitável Irmão Leonildo Nicolete, Loja União Republicana, 4814, sem mencionar o Rito, GOB -SP, Oriente de Sorocaba, Estado de São Paulo, apresenta as dúvidas seguintes

 

SESSÃO DE FINANÇAS

 

Gostaria de um esclarecimento a respeito da Sessão de Finanças, uma vez que existem muitos entendimentos divergentes.

1.    A Sessão pode ser desenvolvida fora do Templo? ou seja a campo, sem abertura ritualistica?

2.     - Na Sessão de Finanças, existem diversas opiniões, que pode fazer uma sessão antes de finanças sem formalidades nenhuma, e em seguida faz-se uma sessão Ritualística
Administrativa no mesmo dia.

3.     - Pode fazer uma Sessão de Finanças por vídeo conferência?

4.    Sessão de Finanças tem que seguir abertura Ritualística conforme Rito?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Conforme previsto no RGF, Art. 108, § 1º, IV, uma sessão de finanças é uma sessão ordinária, por conseguinte é ritualística e tem sua abertura de acordo com a liturgia prevista no ritual.

Em uma sessão de finanças suprimem-se os períodos que não condigam com assuntos de finanças. Após a abertura ritualística, vai-se diretamente para a Ordem do Dia e nela tratam-se apenas de assuntos que resultaram a convocação.

Ainda, no Art. 109 do RGF, § 1º, menciona:

"Art. 109 - As sessões ordinárias de finanças serão realizadas no Grau I, sendo convocadas por edital com antecedência mínima de quinze dias.

§ 1º Para a realização da sessão ordinária de finanças é indispensável o parecer prévio da comissão de finanças, não se admitindo que seja tratado qualquer outro assunto".

Finalizando, sessão ordinária de finanças ocorre em Loja aberta; a mesma ocorre por convocação com antecedência mínima de 15 dias; se a sessão é ritualística, desnecessário se faz dizer que a mesma não pode ocorrer por vídeo conferência; a abertura ritualística da Loja será de acordo como o ritual vigente praticado pela Loja.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2025

domingo, 8 de junho de 2025

PROPOSIÇÃO PARA MEMBRO HONORÁRIO

Em 28.10.2024 o Respeitável Irmão Carlos Alberto Conde Santos, Loja Santíssima Trindade do Espírito Santo, 4255, sem mencionar o nome do Rito, GOB-ES, Oriente de Vitória, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

MEMBRO HONORÁRIO

 

Gostaria de saber o seguinte: pode um Irmão que foi FUNDADOR de uma Loja, pede o QUITTE PLACET, por motivo de desavença na Loja, saia da Loja que funda pela porta dos fundos, depois de vários anos, vem um Irmão, em Loja, na presença do Grão-Mestre Estadual, na hora da palavra a bem da Ordem, solicita ao Venerável, que seja dado um título de MEMBRO HONORÁRIO?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Salvo engano, pois este não é um assunto de liturgia e ritualística, sou da opinião de que se siga as formalidades dos trabalhos previstas. No caso da vossa questão, o Ir que solicitou o título de Membro Honorário para outrem, deveria tê-lo feito apresentado sua proposta através do Saco de PProp e IInf∴.

            Assim, depois de colhida e decifrada a coluna gravada, o Venerável Mestre deveria pauta-la como assunto da Ordem do Dia, período em que proposta seria debatida e, com o parecer do Orador, levada à votação nominal, como costumeiramente se faz. Desse modo, seria deliberada, ou não, a concessão de título de Membro Honorário proposto.

Vale ressaltar que em se tratando de título de Membro Honorário, o agraciado deve preencher alguns requisitos, tais como o de ser um Ir "regular" em atividade na Obediência, ou mesmo em outra, desde que reconhecida pelo GOB.

Enfim, esta é apenas a minha opinião, portanto não é algo laudatório. Para um parecer oficial, sugiro consulta à Secretaria Estadual da Guarda do Selos.

Ao concluir, penso que se existe um período apropriado, apontado pelo ritual, para proposições e informações durante a sessão, é através dele que devem ser apresentas proposições em Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2025

SESSÃO DE FINANÇAS É ORDINÁRIA?

Em 25.10.2024 o Respeitável Irmão Sérgio Machado do Prado, Loja Victória, 3053, REAA, GOB-ES, Oriente de Vitória, Estado do Espírito Santo, faz a pergunta seguinte:

 

SEÇÃO DE FINANÇAS

 

A pergunta é: a Sessão de Finanças é Ordinária e para tanto deve ser realizada com ritualística ou não?

 

CONSIDERAÇÃO

 

         Conforme menciona o Art. 108 do Regulamento Geral da Federação, § 1º, São sessões ordinárias, IV – as sessões de Finanças. Ainda o Art. 109 do RGF menciona que a sessão ordinária de Finanças dar-se-á em Grau de Aprendiz e será convocada com antecedência mínima de 15 dias. Para a sua realização é indispensável o parecer da Comissão de Finanças da Loja.

Assim, para a realização de uma sessão Ordinária de Finanças, regularmente convocada, a Loja deverá ser aberta ritualisticamente para tratar exclusivamente do assunto pertinente à convocação.

À vista disso, após a abertura ritualística em sessão ordinária, vai-se diretamente para a Ordem do Dia para tratar, debater e votar o assunto objeto da convocação. Encerrada a Ordem do dia, faz-se circular o Tronco de Beneficência e a Pal a B da Ord em G e do Q em P deve ser suprimida. Antes do encerramento ritualístico providencia-se a confecção de uma ata suscita, que deverá ser lida e aprovada na ocasião.

Este é o roteiro sugerido para uma Sessão de Finanças.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogsot.com.br

 

JUN/2025

 

sábado, 7 de junho de 2025

ORDEM DE ABORDAGEM NO GIRO DA COLETA

Em 24.10.2024 o Respeitável Irmão José Antonio Dalanezi, Loja Templários da Paz, 3696, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte

 

GIRO E ABORDAGEM

 

Na atual gestão sou Mestre de Cerimônias, recentemente tivemos uma palestra sobre ritualística, onde o irmão palestrante se refere ao giro que eu fazia como errado, em outra sessão alguns irmãos argumentaram que eu estava certo, porém ficou a dúvida, se possível gostaria que o irmão detalhasse cada volta que deve ser dada.

Recorrendo ao ritual o mesmo diz:

1 º Giro, Ven Mestre, 1º Vig e 2º Vig

2º Giro, Orad Secr e Cobr Int, daí em diante os giros não são mais especificados ou detalhados.

Gostaria que nos desses estes esclarecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Consta no Ritual de Aprendiz do REAA, GOB, edição 2024 que para a coleta com as bolsas o titular deve seguir obrigatoriamente a seguinte ordem: Ven Mestre, 1º e 2º VVig, Orad, Secr, Cobr Int,

depois os ocupantes das duas Cadeiras de Honra (da direita e da esquerda do Trono, respectivamente), os demais IIr do Or, os MM das CCol do Sul e do Norte, os CComp, AApr e, finalmente, antes de se colocar entre CCol novamente, o próprio titular, ajudado pelo Cobr Int, deposita o seu óbolo, sua proposta ou seu voto.

Pelo que dispõe o ritual vigente, não importa quais Autoridades estejam ocupando as duas cadeiras de honra, o titular obrigatoriamente faz por primeiro a coleta das Luzes da Loja,
das DDig
do Orador e do Secr e do Cobr Int. Desse modo, somente após este grupo de seis IIr é que vem a coleta das Autoridades presentes no Alt.

Desnecessário se faz dizer que o ritual vigente deve ser rigorosamente seguido como está – vide o que consta no segundo parágrafo da sua página 13, título 1.2 – Interpretação deste Ritual.

Vale ressaltar que isso já foi exaustivamente explicado, não existindo razão para que ainda alguns IIR se insurjam contra o ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2025

segunda-feira, 2 de junho de 2025

COBRIDOR EXTERNO - COBERTURA DO TEMPLO

Em 22.10.2024 o Respeitável Irmão Diego Felipe, Loja Arautos do Bem, 3603, REAA, GOB-PR, Oriente de Irati, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte

 

COBRIDOR EXTERNO

 

Minha pergunta é a seguinte: no ritual fala de 2 Cobridores, sendo o interno e externo. Pois bem, a dúvida é: O Cobridor Externo é alguns ritos específicos ou apenas um simbolismo mais místico? Depois do templo fechado não temos cobridor Externo e sim apenas o interno.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Salvo raras exceções, a maioria dos ritos maçônicos se utiliza de dois CCobr, o Externo, que como o próprio nome diz, guarda a porta do Templo pelo lado de forma, enquanto que o Interno guarda a porta pelo seu interior.

Em linhas gerais, o Cobr Ext, ou G Ext, com o fito de afastar profanos, permanece no átrio, armado de espada, durante os trabalhos. Já o Cobr Int é o contato do interior do Templo com o seu exterior. De acordo com o Landmark do sigilo, o Cobridor Interno cobre o Templo protegendo os trabalhos contra os cowans bisbilhoteiros que eventualmente possam se aproximar ou sorrateiramente ingressar nos trabalhos da Loja.

             Via de regra, o exercício do cargo de Cobr deveria ser preenchido apenas por Irmão de comprovada experiência, para quê, junto com os EExp, aplicar o telhamento a Irmãos desconhecidos.

Nos ritos de origem latina, muitos rituais prevêem a entrada do Cobr Ext no Templo depois da abertura dos trabalhos. No entanto, existe outros ritos (workings), como os anglo-saxônicos, que costumam ter o G Ext independente, isto é, ele não ingressa e nem participa dos trabalhos, permanecendo o tempo todo guardando o recinto da sala da loja pelo lado de fora da porta, enquanto ocorrem os trabalhos. Geralmente são Past-Masters de idade avançada que, em alguns casos, são até remunerados para exercer esse ofício, podendo, inclusive, nem mesmo serem Mestres Maçons do quadro.

Na Maçonaria brasileira, o cargo de Cobr Ext, nos ritos que o possuem, salvo raras exceções, costumeiramente não são preenchidos, fazendo com que o Cobr Int atenda o Átrio quando porventura alguém, pelo lado de fora, pedir ingresso.

O costume de manter o Templo coberto durante os trabalhos é universal. Mesmo nos poucos ritos que porventura não possuir esses oficiais, o exercício de proteger a porta será sempre exercido, mesmo que por algum outro oficial.

Este é um pequeno resumo dos cargos de Cobr Int e Ext na Moderna Maçonaria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2025

domingo, 1 de junho de 2025

HUZZÉ PARA RESTABELECER A HARMONIA NA LOJA

Em 21/10/2024 o Respeitável Irmão Décio Vieira Fraga Júnior, Loja Nilson Alves Garcia, 2033, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte

 

ACLAMAÇÃO HUZZÉ PARA ALIVIAR O AMBIENTE TENSO

 

Recebi um questionamento de um Irmão sobre a Aclamação HUZZÉ

conforme abaixo, extraído de um texto qualquer.

Fiz as minhas pesquisas, inclusive no seu Blog e não encontrei nada a respeito.

Até acho que o Venerável Mestre, poderá diante de um momento tenso de uma Sessão, pedir uma pausa e usar a Aclamação como um momento de tranquilizar os Irmãos.

Mas gostaria mais uma vez de sua orientação para que possamos elucidar o assunto.

“Na Loja Maçônica o Venerável Mestre comanda o início dos trabalhos, a exclamação Huzzé que deve ser produzida em uníssono. Essa Exclamação prepara o ambiente espiritual afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do Templo pelos Irmãos. Ao término dos Trabalhos, é exclamadas outro Huzzé, com a finalidade de aliviar tensões surgidas durante os trabalhos, quando algum Irmão trouxer vibrações negativas, recalcitrantes dentro de si. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o Venerável Mestre tiver receio de que o ambiente possa transformar-se em perturbação, suspenderá os trabalhos e comandará a exclamação Huzzé, de forma tríplice, reiniciados os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmonioso”.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Francamente meu Ir, no que diz respeito à Maçonaria, eu não sei quem teve a capacidade de escrever tamanhas sandices como estas, a começar pelo termo “exclamação”, em vez de “aclamação”.

Já escrevi bastante sobre esse tema na Maçonaria. A palavra Huzzé é uma corruptela da saudação Huzza, feita pelos Drusos com o fito de saudar o Sol durante o solstício de inverno no hemisfério Norte. Era uma espécie de felicitação pela volta do Sol no momento em que o astro-rei alcançava a sua maior declinação em direção ao Sul e paulatinamente reiniciava a sua volta para o setentrião.

Assim, o REAA, um rito maçônico solar por excelência, herdou essa emblemática alegoria da Loja Geral Escocesa, então criada em 1804 na França para gerenciar os primeiros rituais do simbolismo do REAA que até então não haviam sido providenciados na Europa.

A base histórica desse misticismo advém dos árabes, especialmente dos Drusos, os quais tinham o costume de saudar a volta do Sol renascido acenando para ele, ao alvorecer, um ramo florido de acácia. Este espécime era escolhido porque suas flores amarelas comparavam-se com pequenos sóis.

              Durante a noite, véspera do solstício de dezembro (noite mais longa do ao Norte), era costume acenderem-se fogueiras enquanto aguardava-se o momento para saudar o Sol que nasceria “Invicto”. Com o advento do Islã, Maomé proibiu esta saudação.

Esotericamente, no simbolismo maçônico a expressão Huzzé refere-se a uma saudação ao Sol (conhecimento, sabedoria) ao meio-dia (ápice da Luz), o que propicia o momento certo para a abertura dos trabalhos; assim também no encerramento, à meia-noite, a saudação é feita porque quanto mais escura é a madrugada, mais perto está o raiar de um novo dia (esperança).

A título de esclarecimento, no 3º Grau não existe a saudação Huzzé porque a Câm do M simboliza a morte do Sol (Hiram) pelos três meses do inverno, oportunidade em que o ciclo total da Natureza se encerra para propiciar um novo renascimento na primavera.

Dito isto, diante de toda esta maravilhosa alegoria iniciática, é inconcebível que, graças a mente fértil de um Venerável Mestre, sejam paralisados os trabalhos da Loja para que todos, por três vezes, pronunciem Huzzé para restaurar a harmonia da Loja. Ora, pelo tamanho deste disparate, sinceramente ele não merece comentários.

Debaixo deste absurdo, pergunta-se: em que lugar está escrito no ritual que o Venerável Mestre pode fazer uma barbaridade destas? Está previsto no ritual parar a sessão para reestabelecer a harmonia da Loja? Ora, isso só pode ser brincadeira.

Antes de encerrar, vale ressaltar que devemos estar atentos para que "achistas” e “autores imaginosos" dotados de fantasias, não transformem os trabalhos maçônicos numa reunião de crendices e invencionices. É aquela história: se só tem no Brasil, e não é jabuticaba, ou é besteira, ou é privilégio de alguns.

 

Fraterno abraço

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2025

 

IDADE INICIÁTICA

Em 19.10.2024 o Respeitável Irmão Daniel Coppo Neto, Loja Harmonia e Solidariedade, 3756, sem mencionar o Rito, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

IDADE INICIÁTICA

 

Gostaria de saber, e repassar aos Irmãos de minha Oficina, a explicação para que a idade do Aprendiz seja de 3 anos, bem como a do Companheiro ser de 5 anos, além das evidências das viagens, é claro.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Historicamente, nos tempos dos nossos ancestrais operativos, a idade do Aprendiz e do Companheiro correspondia ao período de aperfeiçoamento profissional de cada uma dessas classes de operários.

Com a paulatina transformação da Maçonaria Operativa em Especulativa, ou Maçonaria dos Aceitos, o tempo de aperfeiçoamento profissional passou a ser simbolicamente a idade iniciática do Aprendiz e do Companheiro.

           Sob a óptica doutrinária, a idade iniciática do maçom corresponde aos ciclos de aperfeiçoamento em que ele tem que passar para alcançar a plenitude maçônica.

Nos ritos solares, como é o caso do REAA, essa jornada iniciática está representada na alegoria da Natureza, ou seja, seu renascimento, vida e morte para em seguida novamente renascer

À vista disso, os t aa do Aprendiz Maçom correspondem à infância e a adolescência do iniciado; os c aado Comp à juventude o a idade do Mestre, a maturidade. No caso das viagens, esotericamente elas concebem as etapas simbólicas da vida do maçom.

Infelizmente, por este ser um tema iniciático que exige sigilo, o mesmo não pode ser aqui amplamente dissecado, portanto é mais apropriado ser discutido em Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAIO/2025