sexta-feira, 25 de agosto de 2023

APRENDIZES E COMPANHEIROS EM VISITA DESACOMPANHADOS DE UM MESTRE

Em 14.04.2023 um Respeitável Irmão da Loja Regeneração Guabirubense, 4100, REAA, GOB-SC, Oriente de Brusque, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

 

APRENDIZ E COMPANHEIRO VISITANTE

 

Desde quando iniciei, fui orientado que Aprendiz e Companheiro não devem visitar outras lojas sozinhos, devem estar acompanhando de um irmão Mestre.

Tivemos um caso recente, onde um Companheiro, sem comunicar os IIr, visitou uma Loja de outro Oriente sem a presença de um Mestre de nossa Loja.

Portanto, gostaria da opinião do Irmão sobre o fato e também se possui algo escrito sobre esse tipo de visitação sem a presença de mestre junto.

Desde já muito obrigado pela atenção.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No que diz respeito a alguma regulamentação nesse sentido por parte do
GOB e em Lojas do REAA, posso lhe afirmar que não existe oficialmente nada que proíba Aprendizes e Companheiros visitarem Lojas regulares desacompanhados de um Mestre Maçom.

Nesse particular, vale lembrar que visitar lojas coirmãs é direito universal de um maçom. Dessa maneira pode-se afirmar que legalmente não há impedimento.

                       No entanto, em nome da prudência, em se tratando de um Aprendiz recém-iniciado, é cordato, se for possível, que um Mestre Maçom o acompanhe, pelo menos nas suas visitas iniciais, a despeito que isso, como foi dito, não seja uma regra, senão uma “recomendação” amparada pela sensatez, pois um Aprendiz nessa condição, pela sua pouca experiência, possa se constranger e precisar de ajuda, sobretudo se a sua pessoa não for conhecida dos Irmãos da Loja visitada.

Não obstante a isso, entretanto, nada impede que o Aprendiz possa fazer uma visita sem estar acompanhado. Nesse caso, a questão a ser levantada é a de se saber se um Irmão recém iniciado, desconhecido e desacompanhado, está apto a passar pelo telhamento de costume.

Assim, para casos como esse, recomenda-se prudência, já que costumeiramente nos é dito que  a prudência tem sido a mãe de todas as virtudes.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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AGO/2023

terça-feira, 22 de agosto de 2023

QUESTÕES RELATIVAS ÀS ORIGENS DO ESCOCESISMO

Em 13.04.2023 o Respeitável Irmão João Artur Gusmão Rodrigues, Loja União Mística, 2440, REAA, GOB-SC, Oriente de Videira, Estado de Santa Catarina, apresenta as dúvidas seguintes:

 

ORIGENS DO REAA

 

Primeiro gostaria de agradecer a sua disposição de responder prontamente as perguntas formuladas anteriormente sobre a alegoria das Provas, Viagens e Purificações. Se o Irmão se interessar, posso enviar mais tarde o trabalho que fiz sobre esse tema.

Mas o que me faz contatar o Irmão novamente é que agora estou iniciando uma pesquisa para outro trabalho, desta vez, sobre a origem do REAA. Assim pergunto ao Irmão:

1.    Porque Escocês, Antigo e Aceito?

2.    O Irmão em um “post”, afirmou que o REAA foi constituído de cima para baixo, ou seja, iniciou pelos altos graus. Qual seria esse rito? O Rito de Heredon? (que é o mesmo Rito de Perfeição?)

3.    Qual o papel de Etienne Morin na criação do REAA?

4.    Qual o papel, se é que teve influência, do discurso de Ransay para a criação dos altos graus?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Resposta para a pergunta nº 01 – No REAA esse nome se deve à família dos Stuarts que por diversas vezes ocuparam o trono da Inglaterra. Os Stuarts eram naturais da Escócia e estiveram envolvidos em acontecimentos que, direta e indiretamente, iriam influenciar nas origens do REAA em solo francês.

Na verdade, com a decapitação de Carlos I, rei católico da família stuartista, a sua viúva, a rainha Henriqueta de França recebe exílio político de Luiz XIV, rei da França.

Com isso a rainha viúva e seu séquito acabariam se instalando no Norte da França em Saint-Germain-em-Laye e, sob a capa de Lojas Maçônicas conhecidas como Guardas Irlandeses, ou Regimento Walch, tramaram em solo francês a retomada do trono inglês para reconduzir
Carlos II à coroa inglesa. É oportuno lembrar que em 1649 Carlos I havia sido decapitado por conta da Revolução Puritana de Cromwell.

À vista disso, a presença de parte da família dos Stuarts no Norte de França acabou sendo um elemento importante que influenciou diretamente o sistema da vertente maçônica “escocesista” na França. Nesse contexto, a documentação básica do escocesismo ficaria composta na seguinte ordem: pelo discurso de André M. de Ramsay, pelo Capítulo de Clermont, pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente (Pirlet) e finalmente pelo Rito de Perfeição, ou de Heredom.

Assim, todo esse movimento maçônico escocesista, stuartista e jacobita teve sua semente plantada a partir da presença política dos Stuarts no Norte da França em 1649.

Graças a isso é que o título “escocês” passou a ser conhecido como um dos elementos de identificação dessa vertente maçônica, então constituída em solo francês.

 

Resposta para a pergunta nº 02 – Na verdade, o Rito intitulado Escocês Antigo e Aceito inicialmente estava ligado apenas aos Altos Graus. Vários fatores fizeram com que o Rito de Heredom, ou de Perfeição, com seus 25 graus originais saísse da França em direção a América Central e, posteriormente, aos EE. UU. da América do Norte.

Em linhas gerais, esse rito ao chegar na América pela carta conhecida como a Patente de Étienne Morim acabou se transformando em um rito de 33 graus, resultando na fundação e do Primeiro Supremo Conselho do REAA.

Em face à guerra dos mulatos que ocorria ao final do século XVIII e início do século XIX em São Domingos, o rito foi levado da América Central à America do Norte. Dessa maneira, mais precisamente em Charleston na Carolina do Sul, a 31 de maio de 1801, sobre o paralelo 33 da Terra, era então fundado o 1º Supremo Conselho Mãe do Mundo para o REAA.

Desse modo, o Rito de Heredom, com seus originais 25 graus, acabaria por várias razões se transformando no REAA com os 33 graus.

Nessa conjuntura, a patente de Morin possuía o desiderato de fundar, ao redor do mundo, outros Supremos Conselhos para o REAA.

Essa condição de formar outros Supremos Conselhos com altos graus, inicialmente não se preocupava com o franco-maçônico básico universal composto pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Foi dessa forma que REAA, então recém fundado, na verdade não possuía simbolismo, ou seja, dos seus 33 graus o rito realmente possuía 30 graus, cujos quais se iniciavam no 4º grau e iam até o 33º.

No REAA, a lacuna deixada pela falta dos três primeiros graus elementares e universais da Maçonaria foi resolvida em solo norte-americano em se emprestando esses graus do sistema das Lojas Azuis norte-americanas.

Por esse motivo, o REAA, filho espiritual da França (latino por excelência), nascia nos EE. UU. da América do Norte e no princípio trabalhava emprestando os três primeiros graus do sistema norte-americano (anglo-saxônico) que praticava a ritualística dos “Antigos” da Grande Loja rival de 1751, oponente da Grande Loja dos “Modernos” de 1717.

Com os três primeiros graus emprestados das Lojas Azuis o REAA então passava a contar com 33 graus, ou seja, três emprestados e outros 30 originais. Em solo norte-americano a questão parecia resolvida, todavia, o mesmo não se daria quando do retorno do REAA à França, oportunidade em que necessariamente precisou construir os seus primeiros rituais para o simbolismo, o que ocorreria em 1804, já que na Europa, distante da América do Norte, o sistema das Blue Lodges era completamente desconhecido.

Nessa época a Maçonaria francesa também vivia através de uma das suas vertentes, a influência da Primeira Grande Loja de Londres que havia sido fundada em 1717 e era conhecida pejorativamente como a Grande Loja dos Modernos (vide a história das duas Grandes Lojas rivais na Inglaterra).

 

Resposta para a pergunta nº 03 – Como já comentado anteriormente Étienne Morin trazia consigo uma patente para a fundação de novos Supremos Conselhos ao redor do mundo. Essa patente, por razões desconhecidas, acabaria nas mãos de Grasse Tilly, Frederick Dalcho, dentre outros, todos fundadores do Primeiro Supremo Conselho.

A bem da verdade, alguns autores atribuem a Grasse Tilly a fundação, antes do de Charleston, de um Supremo Conselho em 1801 nas Índias Ocidentais, também conhecidas como São Domingos.

Relata-se ainda que que esse Supremo Conselho - que supostamente apareceu antes do de Charleston - seria desconhecido, ou “abafado” pelos norte-americanos.

De tudo, o fato é que foi sob essa patente conhecida como a Carta Patente de Morin que houve o engodo de que Frederico, o Grande, Rei da Prússia havia presidido uma reunião para a elaboração das Grandes Constituições de 1786. Dizem alguns que Frederico, nessa ocasião recomendava o aumento de 25 para 33 graus.

Na verdade, isso mais parece ter sido alguma estratégia de Tilly junto com os demais seus companheiros do que algo que mereça crédito, já que primeiramente o Rei Frederico normalmente dizia detestar qualquer grau acima do 3º - chamava-os de “ocos e vazios”. Em segundo lugar, seria impossível que Frederico o Grande, presidisse a reunião para a construção das Grandes Constituições, então escritas em maio de 1786, pois desde fevereiro daquele ano o Rei se achava entrevado em uma cama que lhe serviria em breve como leito de morte.

Por essas razões, experts desmentem a participação de Frederico o Grande na elaboração das Constituições de 1786. Desafortunadamente, mesmo assim ainda muitas autoridades do REAA preferem o "faz de conta" e voltam os olhos para o lado contrário de onde se encontra a verdade.

Étienne Morin em si não teve nada a ver diretamente com isso, salvo ter possuído a patente que inexplicavelmente acabou um dia em mãos de Grasse Tilly, Delahogue, Dalcho, John Mitchel, Isaac Himann Long, dentre outros.

 

Resposta para a pergunta nº 04 – Na conjuntura da Maçonaria, e particularmente para o escocesismo, André Michael de Ramsay, nascido na Escócia, filho de pai protestante, tentou proferir seu famoso discurso que, sob a sua óptica, afirmava que a Maçonaria não era herdeira dos construtores da Idade Média, mas tinha sim origens na Ordem da Milícia da Ordem do Templo, comumente conhecida como Templários. Evidentemente esse foi um ufanismo de Ramsay, pois na verdade ele propunha mesmo era uma aristocratização da Maçonaria, elegendo títulos pomposos para os altos graus que mais satisfaziam, em alguns casos, à vaidade de alguns. Ramsay teve o seu discurso proibido na França pelo cardeal Fleury, embora posteriormente ele, o discurso, tivesse sido impresso e divulgado.

De certo modo, os devaneios de Ramsay não foram levados muito a sério, em que pese a característica de altos graus acabasse se coadunando de maneira organizada na Maçonaria intitulada escocesista. À vista disso, o discurso de André Miguel de Ramsay acabaria se constituindo em um dos elementos básicos para a construção do escocesismo na França.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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AGO/2023

 

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

A MARCHA DO SOL E AS JANELAS NOS PAINÉIS DE APRENDIZ E DE COMPANHEIRO - REAA

Em 13.04.2023 o Respeitável Irmão Cláudio Cordeiro da Silva Filho, Loja Quintino Bocaiúva III, nº 09, REAA, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, solicita os seguintes esclarecimentos:

 

JANELAS NOS PAINÉIS

 

Tenho a seguinte dúvida: Há alguma diferença entre as janelas dos Painéis de Aprendiz e de Companheiro? Certa vez em uma conversa ouvi que as janelas do painel de Companheiro estão fechadas, diferentemente do painel de Aprendiz em que as janelas estariam abertas, pois o mesmo necessita de Luz. Existe algo a respeito dessas diferenças nos painéis? Parabenizo-o pelo excelente trabalho em difundir tamanho conhecimento sobre ritualística.

 

CONSIDERAÇÕES

 


                     Isso não passa de uma mera conjectura e por cima ainda com uma justificativa esfarrapada.

Ora, nada a ver. Não há diferenciação entre as janelas no painéis dos graus de Aprendiz e de Companheiros. Não há situação em que elas estejam abertas ou fechadas conforme o grau. Elas são aberturas que indicam um aparente trajeto da Luz.

  À vista disso disso, seria bom que os inventores, antes de sair por aí disseminando barbaridades ritualísticas, soubessem que as três aberturas que figuram desenhadas nos painéis de Aprendiz e de Companheiro são símbolos indicativos da marcha aparente do Sol, levando-se em conta que o REAA é natural do hemisfério setentrional e o seu arcabouço doutrinário solar foi elaborado sob o ponto de vista de quem do hemisfério Norte olha para o Sul.

Desse modo, a alegoria iniciática da marcha do Sol deve ser compreendida
inicialmente como movimento diário e por último como solsticial. O que se refere ao movimento diário, ele corresponde à aurora, ao meio-dia e ao ocaso – as 24 horas que simbolizam o trabalho e o descanso do maçom. Sob o ponto de vista solsticial é o movimento aparente por onde o Sol passa resultando nos solstícios de verão e inverno.

Sob o ponto de vista do Norte, o movimento dá a impressão de que o Sol encontra a sua maior declinação austral (em direção ao Sul). Esse aparente movimento produz os ciclos naturais que desenvolvem a vida sobre a Terra. Essa mecânica solar foi aproveitada pela Moderna Maçonaria em alguns ritos com o desiderato de uma alegoria iniciática que compara a existência iniciado com o nascimento, vida e morte da Natureza.

                       Nesse contexto, a plenitude da Luz é alcançada pelo Mestre Maçom quando, após ter cumprido todos os ciclos iniciáticos como Aprendiz e Companheiro, ele por fim alcança o lugar da Luz (Oriente), se tornando com isso, figuradamente, uma fonte de Luz que atua pelos quatro cantos do mundo.

Daí o porquê da existência das figuras representativas das janelas ou aberturas nos painéis do 1º e 2º Grau simularem o caminho por onde o Sol (Luz) passa em seu movimento diário, assim como em seu percurso anual.

Vale mencionar que no painel do 3º Grau as janelas não aparecem porque, em última análise, o Mestre, para ingressar no Oriente, já cumpriu toda a jornada indicada pelas Colunas Zodiacais, primeiro como Aprendiz no topo do Norte e depois como Companheiro no topo do Sul.

Nesse sentido, não é admissível qualquer interpretação que mencione janelas fechadas e abertas no painel. Existe sim a representação de três aberturas por onde simbolicamente o Sol passa no seu movimento aparente.

Aí está uma explicação que dispensa qualquer possibilidade de existirem no painel representações de janelas “fechadas e abertas".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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AGO/2023

ALFAIAS DOS COBRIDORES E EXPERTOS - A FAIXA DO MESTRE E A ESPADA

Em 12.04.2023 o Respeitável José Daniel Massaroni, Loja Conciliação e Justiça, REAA, GOB-SP, Oriente de Presidente Prudente, Estado de São Pulo, apresenta a questão seguinte:

 

ALFAIAS DOS COBRIDORES E DOS EXPERTOS

 

Em 22/09/2022 pedi ao Irmão que explanasse o uso de Faixas de Cargos para Irmãos Mestres Instalados e Deputados durante uma Sessão. O Irmão explicou como utilizar cada faixa e na Sessão de ontem em Loja o Irmão Orador pediu para que o Irmão Cobridor Interno e os Expertos utilizem, além da Faixa de Mestre ou Mestre Instalado, da Faixa com a Joia do Cargo, uma Terceira Faixa de Mestre para cumprir exigência do Cargo que está ocupando. Na introdução das explicações que o Irmão forneceu ficou esclarecido que tal faixa só seria necessária para as Lojas que utilizam as espadas durante a Sessão, uma vez que necessitaria de um suporte para suportá-la. Não consegui convencê-lo já que segundo interpretação do Irmão Orador, tendo ou não espadas utilizadas pelos Irmãos Expertos e
Cobridor essa faixa de Mestre deverá ser usada.

Expliquei para ele que no meu caso, Mestre Instalado, o uso da faixa de Mestre abaixo da Faixa de Mestre Instalado, com um Colar do Cargo cobrindo todas, seria desnecessário e até um pouco incômodo com todas essas faixas sobrepostas.

Peço, interrogando o Irmão pela segunda vez sobre o mesmo assunto, que reforce o entendimento do Irmão sobre tudo isto e agradeço a Vossa atenção aos meus pedidos.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

É infelizmente determinadas situações às vezes geram mesmo um excesso de preciosismo.

Quanto à orientação para que os Cobridores e os Expertos usem a faixa de Mestre é porque eles, no exercício dos seus cargos, utilizam uma espada como instrumento de trabalho.

À vista disso, e como o ritual de Mestre do REAA em vigência (2009) deixa claro que na faixa existe um dispositivo para acondicionar a espada, orienta-se então que os oficiais que se servem da espada no exercício do seu ofício podem usar a faixa para acomodar a espada.

Isso foi assim inserido como orientação no SOR porque no ritual de Mestre Maçom do REAA em vigência, dele à página 22, título: Faixa de Mestre, também está escrito que o Mestre usa a faixa quando não estiver exercendo cargo de Vigilante, de Dignidade ou de Oficial.

Assim, para que não exista contradição sobre a obrigatoriedade do uso da faixa de Mestre pelos que ocupam cargo e se servem da espada, foi colocado no SOR a orientação de que esses Oficiais se quiserem podem (facultativo) também usar a faixa como talabarte.

Sabe-se também que muitas Lojas costumeiramente têm dispositivos para acondicionar a espada presos atrás do espaldar das cadeiras.

Desse modo, para não interferir incisivamente nos costumes da Loja, e para evitar que Cobridores e Expertos fiquem com a espada no colo (sobre as coxas), ou apoiada no chão quando essa não estiver em uso, foi dada a opção ao titular de utilizar o dispositivo preso à faixa, ou não se servir dele e deixar a espada descansando no dispositivo preso na retaguarda do espaldar.

Dessa maneira a Loja faz a opção do uso ou não da faixa conforme lhe convier. Assim, evita-se que a espada seja indevidamente utilizada pelos respectivos oficiais quando dela não se estiver fazendo uso. Obviamente que se a opção for utilizar o dispositivo preso à cadeira o titular não precisa usar a faixa de Mestre.

No caso dos Expertos, eles podem usar a faixa de Mestre apenas nas sessões em que eles farão uso da espada. Quando não, a exemplo das sessões ordinárias, não há necessidade de vestir a faixa.

Para o Cobridor Interno, principalmente, mesmo sendo ele um Mestre Instalado, o mais recomendável é o uso da faixa do Mestre como talabarte – vide no SOR as ocasiões em que o titular deve empunhar a espada e as que ele deve mantê-la embainhada.

Obviamente que não dá para se antever todas as situações que possam porventura ocorrer. Nesse sentido, sugere-se o bom senso.

Por fim, se os titulares estiverem usando a faixa do Mestre para a finalidade acima descrita, a faixa ficará vestida sempre por baixo do colar com joia distintiva do cargo ou mesmo do colar do Mestre Instalado, se for o caso.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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AGO/2023

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

GRAU DE COMPANHEIRO - VERIFICAÇÃO NAS COLUNAS PELOS VIGILANTES

Em 11/04/2023 o Respeitável Irmão José Luiz Horner Silveira, Loja Renovação, 3387, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, faz a pergunta seguinte:

 

VERIFICAÇÃO NAS COLUNAS.

 

Recorro aos seus préstimos mais uma vez para tentar sanar algumas dúvidas na ritualística do Grau de Companheiro.

Tanto no ritual quanto no SOR determina que os obreiros fiquem em pé e à Ordem voltados para o Oriente.

Inclusive no SOR veio uma correção que os obreiros do Oriente devem permanecer sentados.

Porém, no SOR menciona que obreiros ocupando cargos não devem ser examinados pois já foram reconhecidos pelo Mestre de Cerimônias ao serem revestidos com a joia distintiva.

Pois bem, se os que ocupam cargo já foram reconhecidos, devem novamente passar pela verificação dos Vigilantes?

E esses obreiros que ocupam cargo devem se voltar para o Oriente?

E por fim, é necessário que todos no Ocidente se voltem para o Oriente?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em se tratando do REAA e o grau de Companheiro Maçom, de fato, todos os que ocupam o Oriente da Loja permanecem sentados (como estão) durante a verificação pelos Vigilantes.

Isso se dá porque no Oriente não existe telhamento, sabendo-se que a responsabilidade pelo Oriente é exclusividade do Venerável Mestre (ele responde por eles).

Já no Ocidente da Loja, "todos", sem exceção, inclusive aqueles que ocupam cargos ficam em pé, voltados para o Oriente. Nesse caso, os ocupantes de cargos obviamente não serão examinados, todavia ficarão em pé e voltados para o Oriente como os demais do Ocidente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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AGO/2023