quarta-feira, 28 de maio de 2025

ESPADA EM OMBRO ARMA

Em 05/10/2024 o Respeitável Irmão João Jonas da Costa Junior, Loja Estrela do Rio Formoso, 3036, REAA, GOB-MS, Oriente de Bonito, Estado do Espírito Santo, apresenta a questão seguinte:

 

EMPUNHANDO A ESPADA

 

Ocupo o cargo de Cobr Int em minha Loja, estou com lesão crônica no ombro direito e não posso fazer movimentos de elevação do braço, o que impossibilita o sinal de ordem no grau 1; para evitar ausência nas sessões por esse motivo, é possível, nos momentos de ficar à ordem, permanecer em pé com a espada em punho? Aguardo a sua valorosa orientação.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em face à sua lesão, vejo como viável que o Irmão possa se valer da espada em ombro arma para ficar à rigor nas oportunidades em que estiver em pé, destacando, no entanto,
que esta é uma providência emergencial e temporária, nunca definitiva.

Espada em ombro arma significa que a mesma deve ser empunhada pela mão direita, lâmina em riste na vertical, junto ao corpo, apontada para cima; mão direita junto ao quadril pelo lado direito, mantendo o braço e o antebraço direito afastados do corpo. Estando em pé e parado mantém-se o corpo ereto (a prumo), com os pés unidos pelos calcanhares formando uma esquadria aberta para a frente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAIO/2025

sexta-feira, 23 de maio de 2025

REAA - USO DO CHPÉU

Em 02.10.2024 o Respeitável Irmão Robert Nicholas de Araújo Marinho, Loja Pedro Germano Costa, 2349, REAA, GOB-RN, Oriente de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, apresenta a dúvida seguinte:

 

USO DO CHAPÉU

 

Fui informado que, com as novas mudanças na ritualística do REAA do GOB, o Venerável fará uso do Chapéu tanto nas sessões ordinárias, quanto nas magnas, na hora da transmissão da Palavra Sagrada, procurei entrei na SOR e procurei nas orientações ritualísticas, e nada encontrei referente ao assunto, como sempre trabalho no cargo de M de CCer, por favor peço orientações sobre essa parte ritualística, para que possamos incluir nos trabalhos em nossa Loja.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

              Inicialmente, eu gostaria de salientar que o uso do chapéu no REAA não é algo novo. Estamos sim resgatando costumes originais que foram retirados sem explicação - como é o caso do uso do chapéu.

Esta prática foi reintegrada e faz parte dos novos rituais vigentes do REAA, edição 2024. Neles constam todos os momentos em que há retirada e recolocação da cobertura pelo usuário.

A título de esclarecimento, o chapéu, sob o ponto de vista do misticismo religioso hebraico, que inegavelmente opera grande influência na Maçonaria, significa a submissão do homem diante da Divindade. Ilustra que acima da mente falível da criatura, está a Onisciência, Onipresença e Onividência do Criador. Sob o ponto de vista histórico, a cobertura é um elemento que exprime hierarquia e igualdade entre os pares. Em muitos casos, o chapéu negro de aba mole era um elemento que também servia para proteger a identidade, sobretudo na época em que muitos maçons estiveram engajados em lutas por conquistas sociais. Nesse caso, a aba mole e caída do chapéu ajudava a esconder a face do usuário, evitando o seu reconhecimento.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAIO/2025

SUBSTITUTOS LEGAIS

Em 02/10/2024 o Respeitável Irmão Rodney Oribes da Silva, Loja Ordem, Trabalho e Progresso, REAA, GOB-MS, Oriente de Naviraí, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

SUBSTITUTOS

 

Li certa vez, não me recordando onde, mas acreditando que fosse um texto do Eminente Ir Pedro Juk, o seguinte: “Em uma Sessão ordinária em caso da falta do Ven M.'. esse será substituído pelo Ir 1º Vig e no caso da falta desse também, pelo M I mais novo da Loja”.

Então, baseado nesse texto, sempre acreditei que o substituto natural do Ven M (em caso esporádico e momentâneo, e, em Sessão Ordinária) é o Ir 1º Vig ou, o Ven M mais recente. Daí pairou uma dúvida: No caso da falta do Ir 1º Vig quem seria seu substituto natural? E no caso do 2º Vig, quem seria o substituto natural?

Existe uma hierarquia de cargos dentro da Loja? No caso da falta do 4º cargo: o 5º o substitui, com o 6º ocupando o lugar do 5º e assim sucessivamente. Não é mais prático, quem tem o cargo de ofício permanecer em seu cargo e um outro Ir, sendo ele M M ou M I (sem cargo) ocupar o cargo do Ir.'. faltoso? Ao invés, de, p. ex.: Na falta do Ir 1º Vig, "subir" de cargo outros 3 IIr.'.? Espero ter feito me entender.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Conforme está previsto no RGF, a função do 1º Vigilante também é a de substituir o Venerável Mestre em suas eventuais faltas. Do mesmo modo, diz no Diploma Legal que o substituto do 1º Vigilante, na sua eventual ausência, é o 2º Vigilante.

              Com base nisto, nas sessões ordinárias do REAA, faltando o Venerável Mestre, quem o substitui, emergencialmente, é o 1º Vigilante; por sua vez, quem substitui o 1º Vigilante é o 2º Vigilante. Assim, a vaga deixada pelo 2º Vigilante será preenchida pelo 2º Experto (ambos estão na mesma Coluna).

Vale ressaltar que o RGF não prevê que o 2º Vigilante seja substituto eventual do Venerável Mestre, mesmo que também não esteja presente o 1º Vigilante.

Se em uma sessão ordinária, ausentes estiverem o Venerável Mestre e o 1º Vigilante, o 2º Vigilante substitui o 1º Vigiante, ficando a vaga deixada pelo Venerável para ser preenchida pelo Mestre Instalado mais recente da Loja.

Nas Sessões Magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, na falta do Venerável Mestre, dirige os trabalhos o Mestre Instalado (Ex-Venerável) mais recente da Loja.

O Ritual vigente de Aprendiz. 2024, do REAA, menciona ser o 2º Experto o substituto imediato do 2º Vigilante.

Exceto entre as Luzes da Loja, não há prevalência hierárquica de cargos entre as demais DDig e OOfic da Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR

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MAIO/2025

ORNAMENTAÇÃO DO TEMPLO EM CÂMARA DO MEIO

Em 02.10.2024 o Respeitável Irmão Valdiney Vila Verde de Assis, Loja Estrela do Sudoeste, 1645, REAA, GOB-GO, Oriente de Paranaiguara, Estado de Goiás, apresenta o que segue:

 

ORNAMENTAÇÃO DO TEMPLO.

 

Gostaria que me tirasse uma dúvida. Participei de uma Sessão Magna de Exalt em uma Loja Jurisdicionada às Grandes Lojas de Minas Gerais, e para minha surpresa as paredes do Templo estavam cobertas por uma cortina p com alguns ssímb bbr, e como eu já tenho mais de 20 anos que faço parte da ordem e já visitei várias oficinas e nunca tinha presenciado uma situação igual.

Pergunto: é usual usar essa ornamentação.

CONSIDERAÇÕES.

Me estranha muito que o Irmão, com tanto tempo de Maçonaria, ainda desconheça deste artifício usado para ornamentar a Loja em Grau de M M em uma cerimônia de Exalt.

A Loja de M, ou Câm do Meio, como o Irmão sabe, a cerimônia de Exalt possui
uma decoração especial, cuja cor predominante é a p
, para dar ao ambiente um clima de consternação.

À vista disso, para as sessões do 3º Grau, as Lojas comumente se utilizam do mesmo recinto em que ocorrem as Lojas de Apr e de Comp, fazendo nelas as adaptações necessárias que requerem a decoração de uma Câm do Meio. Para isso, geralmente as paredes são cobertas por cortinas pp decoradas com ssímb de cor prat.

O mesmo ocorre com as toalhas que cobrem as mobílias, as quais são substituídas por toalhas pp com ggal pprat.

No GOB, as suas Lojas também se utilizam desse artifício, sobretudo nas cerimônias de Exalt - vide o Ritual do Grau do 3º Grau, título Disposição e Decoração do Templo.

Entenda-se que a decoração de uma Loja de M M, durante a cerimônia de Exalt, principalmente, é completamente diferente da decoração das Lojas do 1º e 2º Graus. Nas sessões ordinárias do 3º Grau esta decoração não é obrigatória, todavia em uma sessão magna de Exalt, é.

Economicamente não é viável se construir um Templo exclusivo para uso do 3º Grau, assim, tem sido bastante natural o uso de cortinas pp no intuito de se fazer a adaptação no espaço.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAIO/2025

CORES NO REAA - SIMBOLISMO

Em 25.09.2024 o Irmão Fábio Heinzen, Loja Cavaleiros de Aço 265, REAA, GLEB (CMSB), Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a dúvida que segue:

 

CORES NO REAA

 

No nosso templo, aventais e demais paramentos, a cor utilizada é o azul. Entretanto já li no seu blog e em outros locais, bem como já visualizei imagens de outras lojas do mesmo rito que usam a cor vermelha. Conversando com meu Venerável Mestre, este comentou que em outra potência do Estado da Bahia, a cor utilizada é a vermelha. Após esta breve conversa, ele me solicitou para elaborar uma Peça de Arquitetura tentando explicar essas diferenças, e se possível a cor certa de acordo com a ritualística do REAA.

Poderia me ajudar, esclarecendo porque temos diferenças nas cores utilizadas, a cor certa, se possível citando as fontes para que eu possa aprofundar meu estudo, ao invés de simplesmente reproduzir a resposta do Querido Irmão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Esta não é uma resposta tão simples de se dar. Sugiro que o Ir perscrute as seguintes tópicos: o Conselho de Lausanne de 1875, os elementos constitutivos do primeiro Ritual para o simbolismo do Rito na França em 1804; veja também o séquito dos Stuarts na França a partir de 1649 (o escocesismo e o catolicismo); pesquise a história das Lojas Capitulares e a Loja Geral Escocesa, entre 1804 e 1816; o Discurso de Ramsay, o Capítulo de Clermont, o Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, o Rito de Heredon dentre outros.

Estes são alguns dos documentos básicos do escocesismo sugeridos para se criar uma grade de pesquisas a partir de elementos primários.

Quanto a cor predominante no REAA, ela é de fato vermelha. Assim o GOB a utilizou até 1965. Infelizmente, a partir daí passou a azular os aventais, cor que nada têm a ver com o escocesismo. De tudo, o vermelho é que é o correto. Avental azul no simbolismo do REAA é enxerto de outros ritos. A origem da decoração encarnada está no catolicismo, praticado pelos Stuarts. A cor vermelha é a cor utilizada pelos cardeais na Igreja Católica. Esses elementos religiosos, por tabela, acabariam influenciando a decoração do escocesismo, Leia “REAA – História, Doutrina e Prática” do saudoso Ir José Castellani – esse livro traz uma riquíssima bibliografia par aqueles que se interessam pela história do escocesismo na França.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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MAIO/2025

quinta-feira, 22 de maio de 2025

REAA - USO DO CHAPÉU NA CERIMÔNIA DE INSTALAÇÃO

Em 21/05/2025 o Respeitável Irmão Morel Marques Andrade, Loja Justiça e Amor, 799, REAA, GOB-SP, Oriente de Bebedouro, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 

CHAPÉU – INSTALAÇÃO E POSSE

 

Fui indagado pelo nosso Venerável como Orador da Loja, sobre o uso do Chapéu na Sessão de Instalação e Posse, como seria o uso para o Venerável na condução dos trabalhos e para a Comissão Instaladora.

Segue minha resposta: “Não tenho acesso ao Ritual de Mestre Instalado, observamos que o Chapéu é uso obrigatório para todos os irmãos no Grau 3 em câmera do meio. Sendo assim, na Sessão de Instalação e Posse só usa quem for presidir os trabalhos, no caso o Venerável Mestre na abertura dos trabalhos e posterior quem for fechar os trabalhos, no caso o Irmão que
vier a ser Instalado. A Comissão estará lá só para dar a Instalação e Posse, não vejo essa obrigatoriedade do uso pela Comissão, mas se o Presidente da Comissão quando tomar o malhete para condução dos trabalhos quiser usá-lo não vejo problema, os demais integrantes da Comissão não precisam usar o Chapéu".

Nosso Venerável, pediu para o nosso Deputado Estadual verificar junto ao GOB-SP, e o mesmo disse que em consulta o informaram que ninguém faz o uso do Chapéu. Está correto?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Com o advento do resgate do uso do chapéu no REAA, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB está orientando o seguinte para a Instalação de Ven Mestre e o uso do chapéu:

No REAA, os membros da Comissão Especial de Instalação e Posse, nomeados pelo Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, não usam chapéu durante a cerimônia de Instalação

O uso do chapéu nesta cerimônia restringe-se ao seguinte: conforme previsto no ritual de Aprendiz do REAA, vigente no GOB, o Ven Mestre que fará a abertura dos trabalhos usará normalmente a cobertura até o momento em que fizer a entrega do malhete ao Presid da Comissão. A partir daí, o Ven que estiver deixando o cargo retira o chapéu, coloca-o sobre o Alt e senta-se ao lado esquerdo do Presid da Comissão de Instalação.

Desse instante em diante, ninguém mais usará chapéu até o encerramento dos trabalhos da Loja, exceto o novo Ven Mestre recém instalado, que passará a se cobrir logo que ocupar o trono, na ocasião em que for declarado instalado pelo Presid da Comissão. Daí em diante, usa a cobertura até o encerramento).

Finalizando, estas orientações estão de acordo com o novo ritual de Instalação previsto (em fase de revisão ortográfica e diagramação).

E. T. - Breve, no GOB, os Ritos terão cada qual o seu volume do ritual de Instalação e Reassunção.

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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MAIO/2025

AUMENTO DE SALÁRIO - VISITAS

Em 01.10.2024 o Respeitável Irmão Marco Antonio Delatorre Toledo, Loja Força, União e Fé, 115, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

 

AUMENTO DE SALÁRIO

 

Estamos encontrando uma dificuldade em relação as visitas de Companheiros. Em nossa Constituição (Grande Oriente do Paraná), versa que o Companheiro para ser exaltado, deverá comparecer em 5 Sessões de Companheiros em sua Loja e fazer 3 visitas em outras Lojas.
Essas visitas devem ser feitas em Grau de Companheiro (para ter valia para a Exaltação do Companheiro) ou podem ser feitas em Grau de Aprendiz, valendo para a Exaltação?

 

COMENTÁRIOS

 

Salvo melhor juízo, entendo que se o Diploma Legal da vossa Obediência não contempla, neste quesito, o grau dos trabalhos da Loja que deve ser visitada, me parece que o Companheiro deve cumprir simplesmente o número de visitas previstas, não importando sejam elas em Loja de Companheiro ou de Aprendiz.

Eu não possuo os Regulamentos do Grande Oriente do Paraná. Assim, esta é só a minha opinião. Recomendo consulta sobre esta disposição legal à Guarda dos Selos para melhores esclarecimentos.

No meu entendimento, o natural seria que as visitas fossem em Lojas trabalhando no 2º Grau, mas...

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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MAIO/2025