quarta-feira, 16 de setembro de 2026

GUARDA DE HONRA - 5

Em 15.06.2026 o Respeitável Irmão Fabiano Cunha, Loja Olímpio de Miranda, 2957, REAA, GOB-GO, Oriente de Ouvidor, Estado de Goiás, pede esclarecimento para a dúvida seguinte:

 

GUARDA DE HONRA

 

Estava trabalhando como Mestre de Cerimônias em uma sessão magna e durante a saudação do Pavilhão Nacional, foi me informado que a Guarda de Honra, deveria abater as espadas e após voltar para a posição Ombro/Arma.

No REAA existe esse procedimento? Pois até hoje eu conheço a posição Ombro/Arma é um sinal de respeito.

 

EXPLICAÇÕES

 

Inicialmente é oportuno mencionar que no Grande Oriente do Brasil, o que rege o cerimonial à Bandeira Nacional é o Decreto do Grão-Mestre Geral instituído sob o n.º 1476 de 20 de maio de 2016.

               Conforme está previsto no seu Art.º 6º, V, letra "a", a Guarda de Honra, no momento da saudação à Bandeira Nacional, feita pelo Orador, abate espada, voltando ao final a se colocar em ombro-arma.

Adverte-se para não confundir o ato de saudação, feita pelo Orador, com o canto do Hino à Bandeira que ocorre seguido da saudação.

Sendo assim, durante o canto das duas estrofes do Hino à Bandeira, a Guarda de Honra se mantém com espadas em ombro-arma.

Vale ressaltar que a Guarda de Honra ao se colocar em ombro-arma está sob comando, ou a disposição, da Bandeira Nacional.

Para melhores esclarecimentos, recomenda-se a leitura completa do Decreto 1476/2016/GOB.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

terça-feira, 15 de setembro de 2026

VISITANTES DE OUTRO RITO

Em 14/06/2026 o Respeitável Irmão Petronilo Pereira Filho, Loja Professora Luzia Simões Bartolini, 4430, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, pede explicações.

 

VISITANTES

 

Meu caro irmão, no ritual do 1º grau do REAA, na página 202, o terceiro item do tópico 4.4 — Comportamento Ritualístico, trata do assunto dos visitantes de outros ritos. Isso está gerando dúvidas e desentendimentos entre os irmãos de lojas de ritos diferentes, pois o que se entende é que os visitantes devem seguir o ritual da loja visitada, ou seja, que os ss∴ tt∴ e pp∴ devem ser os mesmos. Na semana passada alguns irmãos, do rito Adonhiramita, fizeram uma visita a uma loja do REAA e se postaram com o sinal do rito deles. Alguns Aprendizes ficaram curiosos e no final eu falei sobre o assunto e li o item citado acima, mas que ainda estava causando desentendimentos.

O V∴ M∴ da loja visitante, após a reunião, veio me falar que não poderia ser da maneira que alguns entendem, pois que já se dava trabalho para os irmãos aprenderem os ss∴, imagine fazer o de outro rito.

Falei que o Art. 217 do RGF afirma que o visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o recebe. Ele disse que não iria mudar, pois continuaria usando os do seu rito. Gostaria que o irmão esclarecesse esse assunto.

 

CONSIDERAÇÕES

 

É verdade que esse assunto, por questão de interpretação, tem causado algumas discórdias, provavelmente pela falta de melhores esclarecimentos.

Nesse sentido, e na medida do possível, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB entende que um visitante de outro rito não pode alterar, com a sua presença, é o andamento dos trabalhos da Loja visitada, interferindo na execução do seu ritual.

               À vista disso, se um Irmão Adonhiramita estiver visitando uma Loja do REAA, ele não pode circular pelo templo na forma do Rito Adonhiramita, isto é, passando por detrás do trono. Do mesmo modo, um Irmão praticante do Rito de York, ao perambular em uma Oficina trabalhando no REAA, não pode esquadrejar os cantos da sala da loja. Ainda outro exemplo, IIr∴ do Rito Brasileiro visitando uma Loja do REAA, não devem ficar em pé enquanto um deles faz uso da palavra – no REAA a regra é que nas CCol∴ apenas o Irmão autorizado a falar é que
fica em pé.

E assim por diante.

Agora, no que diz respeito aos diversos cobridores (monitores) de grau existentes, de fato nenhum deles menciona que o visitante seja obrigado a fazer o sinal da Loja visitada. Por uma questão de coerência, cada um compõe o seu sinal, lembrando que esses gestuais são muito parecidos.

Nessa conjuntura, vale lembrar que no GOB são sete os ritos adotados, mas a legislação não obriga que cada maçom os conheça com profundidade, a não ser aquele que a sua Loja pratica.

Não resta dúvida que há Irmãos estudiosos que dominam todos os conhecimentos relativos aos sinais de muitos ritos praticados. Nesse caso, o visitante com esse domínio pode perfeitamente pôr em prática seus conhecimentos hauridos dos diversos cobridores.

Prosseguindo, outra questão pertinente é sobre o traje do Ir∴ visitante. É certo que há ritos que não admitem o uso do Balandrau em qualquer das suas sessões. Nesse caso o visitante deve respeitar a regra e se apresentar trajando terno, podendo, no entanto, usar a gravata na forma e cor que o seu rito adota – esse pormenor não altera o andamento dinâmico da ritualística.

Enfim, é isso meu Irmão. É impossível escrever todas as situações que possam advir dos trabalhos ritualísticos maçônicos, mormente pela pluralidade de ritos e trabalhos que são praticados pelo GOB. Nesse caso, a melhor receita é fazer uso do bom-senso e ir se adequando, da melhor maneira possível, às partes.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

domingo, 13 de setembro de 2026

RITUAL DE PARTIDA DE COMPANHEIRO MAÇOM

Em 14.06.2026 o Respeitável Irmão Leandro Ferreira, Loja Independência de Nova Friburgo, 2.452, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, pede comentários sobre o que segue:

 

RITUAL DE PARTIDA

 

Me preparando para realizarmos a sabatina necessária para aumento de salário dos IIr∴ CComp∴ do quadro da Loja, recebi uma prancha confeccionada por uma dos Ir∴ que serão sabatinados cujo tema era sobre Compagnonnage que faz referência ao ritual de Partida dos Companheiros citado na seguinte obra (GREGORIO, Cloves. Entendendo o Rito Escocês Antigo e Aceito: grau de companheiro maçom. 1. ed. São João de Meriti, RJ: Ed. do Autor, 2026)

A dúvida é: o referido ritual é de uma profundidade simbólica incrível; é possível reproduzi-lo no Tempo de Estudos como instrução do grau ou simbologia, tendo em vista a proibição expressa constante no ritual do REAA de todos os Graus: é proibida a inclusão de cerimônias...?

Se possível, seria de grande riqueza ter conhecimento de sua impressão sobre referido ritual.

Desde já agradeço pela atenção dispensada e aguardo ansiosamente pela manifestação do Eminente Ir∴.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em linhas gerais, as Compagnonnages francesas - nome bastante sugestivo quando se trata e Maçonaria - eram corporações de ofício criadas pelos Templários. Essas corporações “templárias”, no entanto nada tem a ver com o Fellow Craft das Corporações de Ofício de pedreiros da Idade Média, ou a Franco-maçonaria.

            Em passant, a Ordem da Milícia do Templo, conhecida com Templários, não é o mesmo que Maçonaria, e nem mesmo sua precursora. As Compagnonnages dos Templários foram condenadas pela Sorbonne em 1655.

Lamentavelmente ainda existem autores que “acham” - talvez pela similaridade do nome - que Compagnonnage seja algo relacionado com o Companheiro Maçom, classe de operários da Franco-maçonaria ou Maçonaria Operativa.

Aos olhos da razão, na época dos ofícios francos, ambas as corporações, Compagnonnage e Franco-maçonaria, trabalhavam erigindo construções.

No tocante às Compagnonnages francesas, elas se caracterizavam por possuir alto caráter de religiosidade, algo herdado da Ordem da Milícia do Templo, sua protetora. Também, possuíam regras severas de disciplina. Seus membros eram na sua grande maioria Templários construtores que edificaram formidáveis cidadelas, fortificações militares, pontes, passarelas, dentre outros.

Diferente da Franco-maçonaria, as Compagnonnages não tinham o estilo gótico como característica principal que notadamente era aplicado pelos maçons construtores nas edificações de igrejas, catedrais, mosteiros e abadias da Idade Média. Esse estilo construtivo, servido de grandes arcos ogivais, era tão importante para a Maçonaria que o seu declínio, pelo advento do Renascimento, também decretou a decadência da Maçonaria Operativa (de Ofício).

No que se refere à história da Franco-maçonaria (ofícios francos), ela revela corporações de canteiros independentes e livres de locomoção pela Europa medieval. De maneira especial, os maçons operativos davam um elevado caráter religioso ao trabalho, nomeadamente herdado do clero para quem construíam enormes catedrais (vide a história da Franco-maçonaria).

Evidentemente, não cabe aqui nenhum um relato minucioso dessa história, mas é bom que se diga que o REAA não tem nenhuma relação litúrgica, ritualística iniciática e nem mesmo adota rituais da Compagnonnage, especialmente o citado nessa questão como "Ritual de Partida do Companheiro". Enfim, Compagnonnage e Companheiro Maçom são coisas distintas.

Em se mantendo fidelidade aos rituais de Companheiro Maçom do GOB, recomenda-se segui-los irrestritamente. Mesmo se admitindo outros temas instrutivos para o 2º Grau, o que é perfeitamente admissível para o enriquecimento da cultura histórica e iniciática maçônica, esses temas, quando doutrinários, devem ser sempre relacionados à Maçonaria, e não à instruções templárias.

À vista disso, recomenda-se, primeiramente, as instruções oficiais que constam no Ritual vigente. Em seguida, com o fito de enriquecer os conhecimentos, aconselha-se material bibliográfico relativo à Maçonaria, particularmente ao REAA.

Assevera-se que no contexto ritualístico de Companheiro Maçom do REAA/GOB, genuinamente nunca existiu esse tal “Ritual de Partida dos Companheiros”, algo que aparenta ser de doutrina templária e não de Maçonaria.

Para concluir, vale ressaltar que sendo bem compreendida a Arte, longe estará a atitude de se confundir Maçonaria com Ordem Templária. Também não há como assegurar, documentalmente, que a Maçonaria é filha espiritual da Ordem dos Templários (Estatutos de S. Bernardo).

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

sábado, 12 de setembro de 2026

POSTURA E GRAVATA

Em 14/06/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.

 

POSTURA E GRAVATA

 

Boa tarde, meu poderoso irmão, estou precisando tirar umas dúvidas a respeito:

1 - Quando o Venerável Mestre diz:

Em pé meus irmãos: a posição é perfilados ou com as mãos à frente uma sobre a outra?

2 - Existe no REAA a proibição de se colocar algo na gravata? Ela deve estar sem nenhuma alegoria, mesmo sendo do GOB.

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – Perfilado é a postura corporal utilizada no cerimonial oficial utilizado para a Bandeira Nacional, conforme Decreto 1476/2026 do GOB. Nesse caso, fica-se em pé, corpo ereto e braços estendidos e caídos ao longo do corpo. Já, "em pé, meus Irmãos" (sem se estar à Ordem), durante os trabalhos em Loja, é postura consagrada em que se coloca as mãos
cruzadas sobre o avental, ou às costas. Mesmo sem ter qualquer formalidade iniciática, essa postura serve como padronização, portanto é o aconselhável.

2 - O Ritual do REAA alude gravata preta, lisa, modelo tradicional. No entanto, entende-se que nada impede o uso de um pin ou de um prendedor de gravata, ou mesmo algum símbolo maçônico discreto bordado.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

LOJA AINDA FECHADA - PROCEDIMENTOS

Em 12/06/2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos:

 

LOJA AINDA FECHADA

 

Gostaria de pedir a sua ajuda para esclarecer duas dúvidas pontuais de ritualística que frequentemente geram divergências em Loja. Como já presenciei diferentes execuções dessas práticas e reconheço o seu vasto conhecimento no assunto, recorro às suas luzes para saber a forma correta de proceder:

1ª Dúvida: Durante a transmissão da Palavra, quando os trabalhos ainda não foram abertos (Loja fechada), o 1º Diácono deve fazer a saudação ao Venerável Mestre ao cruzar a linha do Oriente (para subir e descer), ou esse trânsito deve ser feito de forma direta e sem reverências?

2ª Dúvida: No momento da transmissão da Palavra entre os Irmãos, a postura deve ser estática (falando sempre no mesmo ouvido) ou deve haver alternância de lados a cada letra/sílaba? Fui instruído de que o ato é estático, mas vejo algumas Lojas do nosso Rito alternando os ouvidos como se fosse um tríplice abraço. Qual é a execução correta?

Certo de que poderei contar com o seu conhecimento para dirimir essas questões, agradeço desde já pela atenção.

Tenho certeza de poder contar com a luz do conhecimento do irmão e de antemão agradeço.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 – No decorrer do andamento ritualístico pertinente à transmissão da Pal∴ Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos para a abertura dos trabalhos, (a Loja ainda está em processo de abertura), quando da entrada e saída do Oriente não se presta nenhuma saudação pelo sinal e nem se faz parada formal. Nessa ocasião, os Oficiais que por dever de ofício precisarem transitar pela Loja atendem somente à circulação horária, como menciona o ritual.

Saudação pelo sin∴ e parada formal somente ocorrem depois que a Loja estiver, na forma ritualística, definitivamente aberta.

 

2 – Em Loja de Aprendiz, durante a transmissão da Pal∴ Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos, quem a transmite sempre a dá inteira e soletrada, uma a uma, as quatro letras da Pal∴ no ouvido direito do receptor, não havendo sua repetição por inteiro ao final. Assim, sem meneios com a cabeça ou troca de ouvidos, o transmissor a transmite, letra por letra, de uma só vez no ouvido direito do receptor.

Ao finalizar, reitero que exaustivamente tenho alertado sobre esta transmissão da Pal∴ não se tratar de um telhamento (exame de um maçom). Tenho explicado que essa transmissão, que só ocorre entre as Luzes e os DDiác∴, é uma passagem ritualística com alto significado simbólico, comum à liturgia do REAA – ela relembra as aprumadas e nivelamentos nos canteiros operativos de outrora. Assim, por não ser de telhamento, como acontece no Cobr∴ do Grau, nessa ocasião não há troca de letras entre os protagonistas.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

LETRA "IÔD" OU "G" NO RETÁBULO DO ORIENTE

Em 12/06/2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Souza Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí

 

IÔD OU G

 

Escrevo na qualidade de membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Fraternidade Parnaibana 840, Cruz da Perfeição Maçônica, no Oriente de Parnaíba, para submeter à superior apreciação deste Egrégio órgão uma dúvida de natureza ritualística que há décadas repousa silenciosamente sobre o Oriente deste Templo.

Acima do Trono do Venerável Mestre, em posição central e de destaque, há mais de cinquenta anos figura a seguinte inscrição: “IOD ou G”

A dúvida que ora se submete à apreciação fraterna é de natureza ao mesmo tempo gramatical e ritualística: estaria correta a inscrição tal como se encontra, ou deveria constar apenas uma das duas expressões — IOD ou G — sem a conjunção disjuntiva que as une?

O questionamento surge porque o ritual, ao citar o nome do Grande Arquiteto do Universo, registra a fórmula "IOD ou G", admitindo ambas as formas. Ocorre que, do ponto de vista estritamente gramatical, a inscrição permanente num templo deveria optar por uma delas, reservando-se o "ou" para o contexto oral ou textual em que se expõem alternativas. A conjunção disjuntiva fixada em suporte permanente pode ensejar leitura ambígua sobre qual seria, de fato, a designação adotada pela Loja.

Deixo deliberadamente de adentrar os significados ritualísticos de cada uma das expressões, por entender que a questão ora submetida é de forma, não de conteúdo doutrinário.

Solicito, pois o seu posicionamento sobre se a inscrição IOD ou G, tal como grafada, está em conformidade com o rito praticado no GOB, ou se, para fins de eventual reforma da planta ritualística do Templo, seria recomendável a adoção de forma diversa.

Além disso solicito-o referencial legal e/ou normativo do GOB sobre a orientação que você outrora fez a respeito da ordem do título distintivo na nomenclatura de nossa Augusta Loja. Isso para que eu possa ter maior respaldo ao solicitar a mudança à diretoria da loja.

Pelo pronunciamento que vier, desde já antecipa os agradecimentos fraternais.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Essa inscrição "IÔD ou G" não está presente no ritual em vigência do REAA no GOB, aliás, nem mesmo isso constava nos rituais anteriores, já revogados.

Partindo dessa premissa, o correto é, na medida do possível, retirar essa dupla inscrição do Retábulo do Oriente, a qual, reforço, nem mesmo se encontra previsto nas orientações pertinentes ao título "Disposição e Decoração do Templo", no ritual vigente.

Em se tratando da letra "G", como um símbolo maçônico do REAA, a mesma não aparece no interior do Delta no Retábulo do Oriente, porém essa letra (maiúscula) é encontrado no interior da Estr∴ Flamej∴, alegoria visível pendente do teto sobre o lugar do 2º Vigilante, no meridiano do Meio-dia.

Explica-se: a letra "G" não aparece no interior do Delta porquê de fato ela não simboliza o nome de "DEUS", ou "O Grande Arquiteto do Universo". Como um símbolo relacionado ao “CRIADOR”, verdadeiramente é letra hebraica IÔD (ritos teístas), ou o Olho Onividente (ritos deístas).

No que diz respeito ao REAA, no interior do Delta Radiante vai apenas um símbolo, o qual pode ser o Olho Onividente ou a letra IÔD – mas apenas um desses símbolos, nunca os dois juntos.

Esse critério se aplica ao REAA porque ele historicamente foi construído sob influência de duas das principais vertentes de Maçonaria, a francesa (latina com feições deístas) e a inglesa (anglo-saxônica com feições teístas). Nesse contexto, o Olho Onividente é um símbolo deísta, enquanto que IÔD, um símbolo teísta.

Em relação a Letra "G" na Maçonaria, ela simboliza a Geometria, sendo a quinta das Sete Ciências e Artes Liberais e é tema de estudo do Companheiro Maçom.

Também é verdade que, em alguns ritos maçônicos, a letra “G” pode agregar mais significados, todavia, sob nenhuma hipótese “G” pode ser confundido com a inicial de "Grande Arquiteto do Universo". Muito menos ainda se associar “G” à letra hebraica IÔD, inicial do tetragrama correspondente ao nome inefável de "DEUS".

É bom que se diga que tudo isso é abordado nos rituais do REAA de Aprendiz e Companheiro.

Possivelmente, foi pela lei do menor esforço que por muito tempo alguns equivocados tratadistas se arvoraram em afirmar que a letra “G” era o mesmo que IÔD. Foi graças a esse engano que letra G, inicial de Geometria, acabou sendo erradamente entendida como a letra inicial de GOD, o mesmo que Deus nas línguas anglo-saxônicas. Ora, não se aperceberam os incautos que se assim fosse então como isso ficaria nos idiomas latinos? Teríamos por acaso que substituir a letra G pela letra D, que é a inicial de DEUS?

Também vale reafirmar que no genuíno REAA a letra "G" (maiúscula) não aparece no interior do Delta Radiante, o triângulo equilátero que de modo conciliatório simboliza o “CRIADOR”, mas é encontrado no interior da Estr∴ Flamej∴, um símbolo hominal, pitagórico, que fica pendente da abóbada na banda Sul do templo sobre o meridiano do Meio-dia. De caráter hominal, a Estr∴ com a letra G significa a ciência da Geometria aplicada na construção de um novo Homem.

Por fim, no que diz respeito à construção do título distintivo da sua Loja, a questão é de ordem. Entende-se que primeiramente vão os adjetivos que a qualificam, depois vem o seu nome seguido do número de ordem cadastral; por último vem o título de recompensa mais alto da Loja. Foi assim que aprendi com os saudosos Irmãos José Castellani, Xico Trolha e Theobaldo Varolli Filho.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

BALANDRAU PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS

Em 12/06/206 o Respeitável Irmão Aluízio Cerdeira, Loja Autora do Amazonas, 2445, REAA, GOB-AM, Oriente de Parintins, Estado do Amazonas, pede esclarecimento para o que segue:

 

BALANDRAU

 



O uso do balandrau no REAA é permitido aos Aprendizes e Companheiros em sessões Ordinária, exceto em sessões magnas? Apenas pra tirar a minha dúvida, embora acredito que seja permitido.

 

CONSIDERAÇÕES

 

É como consta no Ritual de Aprendiz, REAA, 2024 vigente no GOB, página 33, primeiro parágrafo:

·         "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente nas Magnas, estarão trajados de acordo conforme o Rito: terno preto ou azul-marinho escuro, sapatos, cito e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional), podendo portar [...]".

Ainda nessa mesma página, no parágrafo seguinte consta:

·         "Nas Sessões Ordinárias (os grifos são meus), admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo (os grifos são meus) e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnias estampadas, desde que usado com calça, meias e sapatos pretos, não sendo permitido o uso de tênis ou de outros calçados similares (os grifos são meus)".

Conforme se pode ver nos textos acima retirados do Ritual, todos os maçons - AApr∴, CComp∴ e MMestr∴ - presentes às sessões ordinárias podem vestir balandrau, desde que obedeçam aos requisitos de vestuário acima descritos.

Vale a pena lembrar que o uso de balandrau como vestuário nas sessões ordinárias é somente para ritos que o admitem, portanto, um maçom do REAA, seja ele um Apr∴, Comp∴ ou Mestr∴, quando em visita a outra Loja precisa ficar atento a esse particular, mormente porque existem ritos que não admitem o uso de balandrau. Há ritos que em qualquer sessão, seja ela ordinária ou magna, somente admitem o uso de terno.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

SET/2026