quinta-feira, 27 de junho de 2019

REAA - VERIFICAÇÃO PELO(S) VIGILANTE(S) NA ABERTURA DOS TRABALHOS


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Orlando Prieto Junior, Loja Malkhut, 3859, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, formulou a seguinte questão:

VERIFICAÇÃO PELOS(S) VIGILANTE(S).


Apesar da explicação do Irmão sobre a verificação de maçons nas Colunas, antes da abertura da Loja, não é uma redundância, já que a verificação deve ser feita na Sala dos Passos Perdidos e quem está dentro do Templo é maçom?

CONSIDERAÇÕES.

Na realidade não.
Se fosse pelo aspecto prático, talvez sim, porém essa verificação extrapola o simples significado do telhamento ou do reconhecimento daquele que assinou o Livro de Presenças e se apresentou para o trabalho.
O motivo dessa verificação objetiva, de modo figurado, relembrar os antigos costumes de uma época em que a Maçonaria de Ofício vivia o seu auge. Assim, Sinais, Toques e Palavras eram uma espécie de salvo conduto do obreiro operativo que, livre, podia se deslocar pelos rincões do Velho Continente e se apresentar como profissional da cantaria. Para que ele não ficasse horas desbastando uma pedra para demonstrar a sua habilidade ao Mestre, ele então executava sinais para se identificar e ser reconhecido como um profissional da Arte. É nesse sentido que atualmente, de modo especulativo, os presentes no canteiro (Loja), relembrando nossos ancestrais, asseguram a sua qualidade de maçom se sujeitando à verificação do(s) Vigilante(s).
O outro motivo dessa verificação é de qualidade esotérica. Sob essa óptica, a liturgia do reconhecimento está no ato de se ficar á Ordem no Grau de trabalho da Loja. Nesse sentido o obreiro à Ordem, pelo Esq\, Nív\ e Pr\, instrumentos imprescindíveis na construção de obras perfeitas e duráveis, demonstra veladamente que está à disposição, pronto e preparado para os trabalhos que em breve se iniciarão no canteiro. Assim, ele fica à Ordem para demonstrar ao Vigilante sua qualidade interior, seu preparo e a sua evolução.
Comentados esses dois aspectos, explica-se o simbolismo e a obrigação desse reconhecimento – um que consagra os antigos costumes e outro que consagra o objetivo iniciático. Esse tipo de reconhecimento não é feito na Sala dos PP\ PP\.


T.F.A.


PEDRO JUK

JUNHO/2019

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