sábado, 17 de janeiro de 2026

SINAL PEN. DE COMPANHEIRO MAÇOM

Em 12/08/2025 o Respeitável Irmão Mario Francisco Guimarães Alves, sem mencionar o nome da Loja, Grande Secretário de Orientação Ritualística do Grande Oriente da Bahia, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a questão seguinte:

 

SINAL DE COMPANHEIRO

 

Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que faz esclarecendo diversos fatos na maçonaria brasileira e no mundo. Segundo gostaria, se possível, de tentar esclarecer um fato contigo.

No seu artigo intitulado "REAA - ALTAR DOS JURAMENTOS. AO CENTRO OU NO ORIENTE? de 30/08/2019 você diz que Mario Bering importou para o REAA diversos costumes das Lojas Azuis norte-americanas. Você até cita alguns costumes. Dentre esses costumes está, também, a m e lev e esp na a do o, contrapondo a m d em g no cor no sinal de ordem do segundo grau do REAA? Há algumas potências utilizando essa m e ab e só usando o sinal da mão direita.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Essa m e lev no 2º Grau do REAA não se deve a nenhum enxerto trazido por Mário Béhring. De fato, nesse caso não foi ele quem trouxe esta anomalia para o REAA – faça-se justiça.

                 Na realidade, o uso da m e no sinal do 2º Grau é costume natural da Maçonaria Anglo-saxônica, onde, no CRAFT, o gestual com a m e. é original por ser um gesto de preparação para outro sinal que virá a seguir, no 3º Grau.

Sendo assim, o também uso da m e lev existe, porém na vertente inglesa de Maçonaria, o que não é o caso do REAA, que é um rito latino, originário da França.

Os ritos franceses, dos quais também é no REAA, caracterizam-se por não usar a
m
e no sin do no 2º Grau, ficando a mesma simplesmente caída ao pelo lado esquerdo do corpo. No caso, o sin é feito somente a m dir, seguindo a regra de que os ssin ppen são feitos apenas com a m d.

Segundo autores consagrados, o equívoco do uso da m e, em ritos de origem francesa se deve a Joseph Paul Oswald Wirth, um ocultista e escritor suíço que estudou esoterismo e simbolismo com Stanislas Guaita. Oswald Wirth nasceu em 1860 em Brienz na Suíça e faleceu em 1943.

Como significado, a m e elevada se refere a uma passagem bíblica, Êxodo 17:11-13: "Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam".

Ressalte-se o teísmo marcante exarado pelo texto e bem apropriado para os workings do CRAFT (Maçonaria inglesa), diferente dos ritos franceses, que possuem cunho deísta, e até mesmo agnóstico, como é o caso do Rito Moderno.

À vista disso, Wirth, nas suas convicções ocultistas, viu na m e e br esq erguidos um apelo às forças astrais. Lamentavelmente conceitos como este acabariam influenciando alguns ritos franceses, dos quais essa equivocada prática de se usar a m e no Sinal do 2º Grau.

Reitera-se, genuinamente os ritos franceses adotam apenas a m d para fazer o Sin Pen, contudo o ocultismo de Oswald Wirth acabou se contrapondo e contaminando alguns rituais, os quais resistem até hoje.

Explicações e argumentos a parte, vale ressaltar que é preciso irremediavelmente seguir o que estiver previsto no ritual vigente.

Este foi só um resumo da história do uso da m e no Grau de Comp Maçom.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JAN/2026

 

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