Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Secretário Geral Adjunto de Comunicação, Estado de São Paulo, solicita o que segue:
ABÓBADA CELESTE
Eminente Ir∴ Pedro, saudações fraternais! Meu irmão, preciso passar para os nossos Aprendizes uma explicação sobre a abobada celeste e o significado de cada estrela, constelação e planetas pintados no teto, conforme o ritual de Aprendiz vigente. Achei muita coisa na internet, mas gostaria de algo "oficial" vindo do nosso Secretário-Geral, pois nas suas explicações posso confiar.
O Irmão tem algum texto que poderia compartilhar comigo.
CONSIDERAÇÕES
Em relação a abóbada (teto do templo) e o ritual do REAA/GOB vigente, editado em 2024, vale ressaltar que houve correções. Por exemplo: foi corrigido o número de luas de Saturno; foi corrigida a forma de representação da Lua em quarto-crescente quando vista do hemisfério Norte; foi corrigido o número de estrelas que formam a constelação Ursa Maior (sete estrelas, cujo número deu origem à palavra setentrião); foi inserida na banda setentrional da abóbada celeste a Estrela Polar (ponto consagrado de orientação para várias civilizações); foi excluída uma estrela de cor vermelha presente ao Sul da abóbada (equivocadamente alegava-se que ela era a Estrela Flamejante, o que não condiz com a verdade, pois essa estrela é um símbolo hominal pitagórico e não faz parte do mapa estelar da abóbada (fica pendente do teto sobre o 2º Vig∴).
Todavia, sobre esse conteúdo, alerto para que quando o elaborei me servi de um mapa da abóbada um pouco diferente da que se encontra em vigência no GOB. De qualquer forma, se bem observado esse pormenor, nele é possível encontrar muito material instrutivo que pode ser aproveitado.
Sob o ponto de vista histórico, a abóbada celeste, particularmente decorada com astros e estrelas, foi uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, então criada pelo Grande Oriente da França, em Paris no ano de 1804, para gerenciar a construção do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.
É bom que se diga que naquela época a primitiva decoração estelar da abóbada ainda não era tão rica e detalhada como hoje é conhecida, no entanto já se faziam presentes as doze constelações do Zodíaco, que inicialmente ficavam fixadas - pintadas ou desenhadas - na base da abóbada, seis ao Norte e seis ao Sul.
Mais tarde, essas doze constelações passariam da base da abóbada para as paredes Norte e Sul, agora por 12 Colunas Zodiacais encravadas e distribuídas em distâncias iguais, seis de cada lado do templo.
Ao longo da história, não só as constelações zodiacais, como toda a decoração estelar relativa ao firmamento (abóbada celeste) foi sendo paulatinamente formada.
Nessa conjuntura, vale ressaltar que toda a referência estelar da abóbada no REAA relaciona-se de quem a observa do hemisfério Norte da Terra, mormente porque a Maçonaria nasceu e construiu todo o seu simbolismo solar nesse hemisfério.
Particularmente, no REAA a sua abóbada celeste é o firmamento, sobretudo porque no misticismo maçônico o templo é a representação simbólica do mundo em que vivemos. Em linhas gerais, sua superfície corresponde a uma faixa de terras localizada sobre o equador da Terra. Essa superfície tem a forma de um quadrilongo e é orientada de Leste para Oeste no seu comprimento, e de Norte para o Sul na sua largura. O pavimento mosaico (chão da Loja) é o solo terrestre e a abóbada o firmamento. As colunas B∴ e J∴ marcam a passagem dos trópicos de Câncer (Norte) e Capricórnio (Sul). As 12 Colunas Zodiacais, agrupadas de 3 em 3, marcam as 4 estações do ano e os ciclos de vida e morte da Natureza (caminho do Iniciado). Assim, o templo sugere o palco e os maçons os atores que nele se apresentam.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
AGO/2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário