sexta-feira, 22 de maio de 2026

PEDIR A PALAVRA 5 - REAA

Em 19.03.2023 o Respeitável Irmão Giovani Goulart, Loja Universitária Pioneiros da Bahia, 4137 e Monteiro Lobato, 4009, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.

 

PEDIR A PALAVRA

 

Tenho muitos motivos para lhe agradecer por ter me respondido todas as vezes em que recorri ao Ir.

Aqui trago dois assuntos que têm gerado alguma discordância no entendimento dos IIr e que, gostaria de ter o seu valioso esclarecimento para que, em posse do mesmo, eu posso levar aos demais IIr das Lojas que pertenço.

01 - A batida da mão direita sobre a esquerda para solicitar a palavra.

Tenho convivido com dois distintos posicionamentos em relação a isso. Um lado diz que é obrigatório bater com a mão direita nas costas da mão esquerda fechada e, o outro lado diz que basta um gesto discreto (que garanta a visualização do Ir 1º Vig∴.

A pergunta é: Em uma loja pequena, onde o contato visual esteja perfeitamente garantido por todos, principalmente pelos IIr VVig é obrigatório executar a referida batida para solicitar a palavra?

02 - O mais adequado, previsto no SOR ou nos Rituais é, no uso da Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular é, manter o Ir à Ordem ou permitir que desfaça o sinal durante a sua fala?

03 - Lojas que não têm o cartão de visitas para entregar ao visitante, as alternativas seriam:

A - Enviar e-mail para o visitante registrando sua presença.

B - Confeccionar um carimbo e, manualmente registrar em uma folha carimbada com a
assinatura do Venerável e do Chanceler.

C - Enviar via WhatsApp uma outra forma de registro de presença.

Por fim, pra ficar registrado e dar conhecimento atualizado aos IIr mais antigos que ainda trazem "usos e costumes" que contrariam grande parte do previsto no ritual atualizado, o ato de "Tirar do Tronco de Beneficência" é lícito? A meu ver, não é, mas, temos um "Deputado" que afirma ser... 

Agradeço ao Poderoso Ir Pedro Juk por ser nosso FAROL que nos guia em direção ao conhecimento, ao estudo e às práticas corretas nas fileiras de nossa instituição.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - A maneira consagrada de se pedir a palavra é dar uma pancada, com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada, em seguida levantar um pouco à mão direita à frente. Esse gestual tem a finalidade de chamar a atenção daquele que irá autorizar o uso da palavra.

Nada existe de iniciático nessa prática, senão uma forma de se padronizar procedimentos. Não vamos criar regras para Lojas com ambiente espaçoso e as com dependência mais acanhada. O consagrado é o acima descrito, mas sem dourar a pílula. É só seguir o que está previsto no ritual.

2 - Nas Colunas, quem estiver fazendo o uso da palavra obrigatoriamente deve falar em pé, portanto à Ordem (corpo ereto, pés em esquadria e sinal composto). Em casos excepcionais, somente o Venerável Mestre é que pode autorizar alguém a desfazer o sinal durante a sua fala, no entanto esses são casos esporádicos e nunca corriqueiros.

É de péssima geometria o Venerável ficar frequentemente autorizando a dispensa do sinal para falar. Essa é uma atitude de desrespeito para com a ritualística e com o ritual.

Sem dúvida, falar à Ordem é desconfortável, no entanto essa postura corporal incômoda ajuda a evitar os tais discursos alongados e palavreados repletos de rançoso lirismo, os quais só servem mesmo é para esgotar a paciência alheia. O usuário da palavra se mantendo à Ordem, cansa logo. Isso faz com que se evitem os excessos durante a fala. O Venerável Mestre precisa levar isso em consideração, antes de ficar, a torto e a direita, dispensando a composição do sinal durante o uso da palavra.

3 - Esse não é um assunto de ritualística, mas da administração da Loja. Entendo que se a legislação prevê a entrega de certificado de visitas, a Loja deveria tê-los às mãos para entrega-los aos visitantes.

Agora, imagine a Obediência ter que se criar alternativas para Lojas que, por desleixo, não providenciam o cartão de visita para entregar aos seus visitantes.

4 - Retirar dinheiro do Tronco é uma dessas aberrações inventadas por alguns Irmãos do passado. É uma verdadeira barbaridade; algo inconcebível, mas que lamentavelmente ainda encontra defensores.

Ora, ninguém está autorizado a retirar metais da Bolsa de Beneficência, pois em nome da lisura dos trabalhos, o produto auferido pelo Tronco deve ser rigorosamente conferido e anunciado diante de todos em Loja aberta, sendo o seu produto destinado ao titular responsável pela caridade da Loja.

No caso de algum Irmão necessitado, ele primeiro deve recorrer à hospitalaria da Oficina que, de modo claro e transparente, levará a súplica a uma sessão em Loja aberta para as providências cabíveis, mas nunca é previsível alguém retirar metais do Tronco durante a sua circulação alegando dificuldades financeiras. Como dizia Eça de Queiróz: “Essa é mesmo d’escrachar”.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

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