Em 19.03.2023 o Respeitável Irmão Giovani Goulart, Loja Universitária Pioneiros da Bahia, 4137 e Monteiro Lobato, 4009, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.
PEDIR A PALAVRA
Tenho muitos motivos para lhe agradecer por ter me respondido todas as vezes em que recorri ao Ir∴.
Aqui trago dois assuntos que têm gerado alguma discordância no entendimento dos IIr∴ e que, gostaria de ter o seu valioso esclarecimento para que, em posse do mesmo, eu posso levar aos demais IIr∴ das Lojas que pertenço.
01 - A batida da mão direita sobre a esquerda para solicitar a palavra.
Tenho convivido com dois distintos posicionamentos em relação a isso. Um lado diz que é obrigatório bater com a mão direita nas costas da mão esquerda fechada e, o outro lado diz que basta um gesto discreto (que garanta a visualização do Ir∴ 1º Vig∴.
A pergunta é: Em uma loja pequena, onde o contato visual esteja perfeitamente garantido por todos, principalmente pelos IIr∴ VVig∴ é obrigatório executar a referida batida para solicitar a palavra?
02 - O mais adequado, previsto no SOR ou nos Rituais é, no uso da Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular é, manter o Ir∴ à Ordem ou permitir que desfaça o sinal durante a sua fala?03 - Lojas que não têm o cartão de visitas para entregar ao visitante, as alternativas seriam:
A - Enviar e-mail para o visitante registrando sua presença.
B - Confeccionar um carimbo e, manualmente
registrar em uma folha carimbada com a
assinatura do Venerável e do Chanceler.
C - Enviar via WhatsApp uma outra forma de registro de presença.
Por fim, pra ficar registrado e dar conhecimento atualizado aos IIr∴ mais antigos que ainda trazem "usos e costumes" que contrariam grande parte do previsto no ritual atualizado, o ato de "Tirar do Tronco de Beneficência" é lícito? A meu ver, não é, mas, temos um "Deputado" que afirma ser...
Agradeço ao Poderoso Ir∴ Pedro Juk por ser nosso FAROL que nos guia em direção ao conhecimento, ao estudo e às práticas corretas nas fileiras de nossa instituição.
CONSIDERAÇÕES
1 - A maneira consagrada de se pedir a palavra é dar uma pancada, com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada, em seguida levantar um pouco à mão direita à frente. Esse gestual tem a finalidade de chamar a atenção daquele que irá autorizar o uso da palavra.
Nada existe de iniciático nessa prática, senão uma forma de se padronizar procedimentos. Não vamos criar regras para Lojas com ambiente espaçoso e as com dependência mais acanhada. O consagrado é o acima descrito, mas sem dourar a pílula. É só seguir o que está previsto no ritual.
2 - Nas Colunas, quem estiver fazendo o uso da palavra obrigatoriamente deve falar em pé, portanto à Ordem (corpo ereto, pés em esquadria e sinal composto). Em casos excepcionais, somente o Venerável Mestre é que pode autorizar alguém a desfazer o sinal durante a sua fala, no entanto esses são casos esporádicos e nunca corriqueiros.
É de péssima geometria o Venerável ficar frequentemente autorizando a dispensa do sinal para falar. Essa é uma atitude de desrespeito para com a ritualística e com o ritual.
Sem dúvida, falar à Ordem é desconfortável, no entanto essa postura corporal incômoda ajuda a evitar os tais discursos alongados e palavreados repletos de rançoso lirismo, os quais só servem mesmo é para esgotar a paciência alheia. O usuário da palavra se mantendo à Ordem, cansa logo. Isso faz com que se evitem os excessos durante a fala. O Venerável Mestre precisa levar isso em consideração, antes de ficar, a torto e a direita, dispensando a composição do sinal durante o uso da palavra.
3 - Esse não é um assunto de ritualística, mas da administração da Loja. Entendo que se a legislação prevê a entrega de certificado de visitas, a Loja deveria tê-los às mãos para entrega-los aos visitantes.
Agora, imagine a Obediência ter que se criar alternativas para Lojas que, por desleixo, não providenciam o cartão de visita para entregar aos seus visitantes.
4 - Retirar dinheiro do Tronco é uma dessas aberrações inventadas por alguns Irmãos do passado. É uma verdadeira barbaridade; algo inconcebível, mas que lamentavelmente ainda encontra defensores.
Ora, ninguém está autorizado a retirar metais da Bolsa de Beneficência, pois em nome da lisura dos trabalhos, o produto auferido pelo Tronco deve ser rigorosamente conferido e anunciado diante de todos em Loja aberta, sendo o seu produto destinado ao titular responsável pela caridade da Loja.
No caso de algum Irmão necessitado, ele primeiro deve recorrer à hospitalaria da Oficina que, de modo claro e transparente, levará a súplica a uma sessão em Loja aberta para as providências cabíveis, mas nunca é previsível alguém retirar metais do Tronco durante a sua circulação alegando dificuldades financeiras. Como dizia Eça de Queiróz: “Essa é mesmo d’escrachar”.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAI/2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário