terça-feira, 13 de outubro de 2026

A COR DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Em 01/07/2026 o Respeitável Irmão Marcos Rinaldi, Loja Acácia Laranjeirense, 2472, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão.

 

A COR DO REAA

 

Certa feita, o Irmão fez uma apresentação a respeito do novo ritual GOB (2024) do REAA e, salvo melhor juízo, creio que ouvi o Irmão comentar que num futuro não tão distante os paramentos hoje azuis, passarão a ser uniformizados conforme o REAA e serão vermelhos. Bem como, novos templos construídos e/ou templos que sejam reformados devem ter a decoração/pintura de paredes na cor vermelha (diferente da azul hoje empregada). É isso mesmo ou fiz alguma confusão? Se sim, para quando se pretende essa uniformização?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

De fato, eu fiz esse comentário porque os planos futuros ainda são os de corrigir algumas distorções ritualísticas, mormente aquelas relacionadas ao REAA.

O que se pretende não fazer pura e simplesmente mudanças, como os puristas de plantão geralmente argumentam, mas voltar às raízes de um rito que no passado, no GOB, seguia a Convenção de Lausanne (Suíça 1875), época em que os templos do REAA eram encarnados e o avental de Mestre era originalmente debruado em vermelho e tinha as letras M∴ B∴.

           Tudo isso pode ser encontrado na história dos rituais do REAA no GOB, desde 1834.

Em resumo, seguindo palpiteiros oriundos de outra Obediência, lamentavelmente em 1965 o GOB deixou de abraçar a originalidade de um rito verdadeiramente vermelho, especialmente pelas suas origens capitulares e, na contramão da história, acabou indevidamente “azulando” os seus templos e aventais.

Na verdade, a boca se entortou pelo indevido hábito do cachimbo e agora, para desentortá-la, o caminho é longo e desgastante.

Vale registrar que no ano de1996, quando o GOB começou a extirpar muitos enxertos e costumes indevidos dos seus rituais simbólicos do REAA, tudo parecia que iria voltar ao normal, redescobrindo a cor vermelha como original, todavia isso não foi possível devido a ações políticas e alguns Irmãos que desprezaram a história porque achavam que o azul "era mais bonito do que o vermelho".

Atualmente, como as luzes começam a novamente surgir no fim do túnel, existe grande possibilidade, mas ainda de modo homeopático (de gota a gota), de se apresentar um estudo visando o retorno às raízes da cor encarnada nos templos e aventais do REAA. Entretanto, o momento ainda não é propício, exigindo prudência para não se desmanchar aquilo que já foi feito. À vista disso, esse processo ainda deve demorar um pouco, sem uma data propriamente prevista.

Vale a pena mencionar que na conjuntura dos rituais as coisas não são tão fáceis de mudar como parecem. Ainda existem muitos obstáculos plantados por “achistas” que precisam se suplantados. Afinal, a prudência é a mãe de todas as virtudes.

O retorno à originalidade encarnada do REAA no futuro deve vir de um projeto fundamentado, especialmente porque matar o dinossauro não é o difícil, consumir os seus restos é que é desgastante.

Com consciência de se conhecer a verdade, por enquanto, segue-se o previsto no ritual.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

OUT/2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário