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terça-feira, 6 de agosto de 2019

OBRIGATORIEDADE DA PRESENÇA DO PAVILHÃO NACIONAL


O Respeitável Irmão Aldigair Wagner Pereira, Loja Excelsior, 2.391, REAA, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, formula a seguinte questão:

PAVILHÃO NACIONAL NAS SESSÕES MAÇÔNICAS


Tenho dúvida sobre quando deve se dar a entrada do Pavilhão Nacional no REAA. Será em toda sessão Magna? O Venerável Mestre pode suprimir a entrada do Pavilhão nessas sessões?

COMENTÁRIOS.

Caro Irmão, recomento a leitura do Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o Cerimonial para a Bandeira Nacional. Especificamente sobre a sua questão, segue o previsto nos Artigos,1º - “A presença da Bandeira Nacional é obrigatória (o grifo é meu) em todas as sessões realizadas por Lojas da Federação, independente do Rito por ela praticado, dentro do Templo ou em outro recinto fechado, bem como em todo e qualquer evento (...)”. No Art. 2º - “Não será aplicado o cerimonial de que trata esse Decreto, nas sessões ordinárias e extraordinárias, sendo que a Bandeira Nacional será colocada em seu suporte antes da abertura dos trabalhos (o grifo é meu) e ninguém será recebido com formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral”. Art. 3º - “Nas sessões magnas é obrigatória a aplicação do presente cerimonial (o grifo é meu) para a Bandeira Nacional e o seu ingresso no Templo, ou em outro recinto fechado, devidamente adaptado, dar-se-á após a entrada da mais alta autoridade, seja ela maçônica ou não” – seguem mais três parágrafos.
A Sequência desse Decreto trata de todo o cerimonial, seja ele de ingresso e retirada do Pavilhão, além do canto dos Hinos, Nacional e à Bandeira.
Assim, nada consta no tocante ao Venerável Mestre suprimir essa entrada nas Sessões Magnas, inclusive menciona-se nos caputs dos Artigos a obrigatoriedade desse ato, cabendo, inclusive destacar que havendo precariedade de material (espadas e estrelas), assim como número de Irmãos para compor a comissão de recepção e guarda de honra, o parágrafo 3º, do Artº. 3º do Decreto em questão, prevê a redução de número de participantes na comissão, mas não a sua dispensa.
Nesse sentido, em qualquer sessão maçônica deve se fazer presente o Pavilhão, diferindo apenas que nas sessões ordinárias e extraordinárias não existe entrada e retirada do Pavilhão, nem o canto dos Hinos, todavia, nelas o Pavilhão já estará desfraldado no lugar e forma de costume dentro do Templo e, nessas sessões, ninguém ingressa com formalidades porque a Bandeira já está hasteada no recinto. Já nas sessões Magnas é obrigatória a sua entrada e retirada formal.
Concluindo, o Venerável Mestre não pode suprimir esse cerimonial.


T.F.A.

PEDRO JUK

AGO/2019.


sexta-feira, 15 de março de 2019

SAUDAÇÃO AO CRUZAR O EIXO DO TEMPLO - REAA


Em 06/11/2018 um Respeitável Irmão da Loja Arautos da Paz, 2.517, GOB-MG, REAA, Oriente de Campestre, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

SAUDAÇÃO AO CRUZAR O EIXO

Venho solicitar orientação ritualística quanto ao Sinal (Saudação) ao cruzar a Loja (sul-norte), deve se fazer o Sinal? Faz uma parada rápida e formal? Ou cruzamos normalmente? Isso tem gerado discussões e debates. Eu, em pesquisas e estudos penso que não se faz o Sinal, mas gostaria de uma posição através da orientação ritualística par sanar de vez esta dúvida.

CONSIDERAÇÕES:

Conforme menciona o Ritual de Aprendiz em vigência do REAA\, nele a sua página 42, saudações em Loja somente serão feitas ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente, ou às Luzes da Loja quando da entrada formal (pela Marcha do Grau). Ainda, quando do ingresso ou saída do Oriente, estando o Obreiro portando (segurando) um objeto de trabalho, ele fará nessa ocasião apenas uma parada rápida e formal.
Por conta dessa explanação, então não mais está prevista a saudação ou parada rápida e formal na oportunidade em que se cruze o equador (eixo longitudinal do Templo). Destaque-se que no Oriente não existe circulação.
Sobre esse costume, eu já expliquei inúmeras vezes que saudação ao cruzar o equador é prática superada e que fora haurida dos tempos em que não havia desnível e nem balaustrada separando o Oriente do Ocidente na sala da Loja.
Na realidade isso se deu antes da implantação das hoje já extintas Lojas Capitulares. Naqueles tempos, por não haver ainda desnível e balaustrada de separação dos ambientes no Templo do escocesismo simbólico, era costume que sempre que alguém em circulação passasse por sobre o eixo fizesse uma parada para saudar o Delta. Vieram então as Lojas Capitulares e com elas a demarcação do Oriente. Extintas mais tarde essas Lojas, o Oriente no simbolismo acabou elevado e separado, com isso a circulação horária ficou restrita apenas ao Ocidente (entre colunas) ao tempo em que se extinguiam as saudações ao Delta, ou mesmo ao Venerável, quando se cruzasse o equador.
Nesse particular, como prevê o Ritual em vigência no GOB, a saudação ficou limitada apenas ao Venerável Mestre, mas só quando da entrada e saída do Oriente, ou às Luzes da Loja após os passos do grau.
Infelizmente, alguns ritualistas ainda procuram reviver essas práticas antigas, mas que pelas circunstâncias atuais não mais fazem sentido. Lembro que costumeiramente o irretocável, competente e saudoso Irmão José Castellani era um defensor dessa prática, mas o Ritual não mais menciona esse costume.


T.F.A.

PEDRO JUK


MAR/2019