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quinta-feira, 11 de junho de 2026

VENERÁVEL MESTRE CHEGANDO ATRASADO

Em 02/04/2026 o Respeitável Irmão José Luiz R. Vaz, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

VENERÁVEL ATRASADO

 

Procurei aqui no Blog considerações suas sobre esse assunto, porém não encontrei. Então segue a situação hipotética:

O V∴ M∴ não estando na Loja no horário estabelecido para início da sessão, o M∴ C∴ faz a composição de acordo com a Ritualística, 1⁰ Vig∴ substitui o V∴ M∴, 2⁰ Vig∴ substitui o 1⁰ Vig∴, 2⁰ Exp∴ substitui o 2⁰ Vig∴.

E a Loja é aberta, porém logo após a abertura o V∴ M∴ chega.

Pergunto:

1) Ele é conduzido ao Trono e assume a direção dos Trabalhos, voltando o 1⁰ Vig∴ e o 2⁰ Vig∴ a ocuparem seus Cargos? Ou como é o procedimento para esse momento?

2) E se o atraso for de alguma outra dignidade (VVig∴, Orador ou Secr∴)?

Antecipadamente agradeço vossa habitual atenção e presteza.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Pois é, essa questão de atraso é algo nocivo para o andamento dos trabalhos. Obviamente que nenhum ritual foi ou é construído prevendo retardatários, principalmente aqueles que ocupam cargos em Loja.

Assim, o atraso deve ser admitido somente em casos esporádicos, e mesmo assim com justificativa plausível. A atitude de se chegar atrasado é de péssima geometria, mormente por comprometer o desenvolvimento dos trabalhos, podendo até causar algum constrangimento na retomada do cargo pelo retardatário, em oposição ao Ir∴ ao que chegou pontualmente para a sessão.

               De tudo isto, entendo que é mais prejudicial ainda quando o atrasado é titular de cargo eletivo (eleito para a administração da Loja).

Assim, como “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”, vamos à questão 1 envolvendo um Ven∴ Mestre atrasado. Penso que ele, mesmo ingressando atrasado, indiscutivelmente é, de fato e de direito, o Venerável da Loja, devendo, portanto, ocupar o seu cago retomando o 1º Malhete.

À vista disso, haverá uma cadeia retroativa de substitutos, ou seja, o 1º Vig∴ deixa o cargo de Ven∴ Mestre substituto e volta ao seu lugar de ofício; o mesmo ocorre com o 2º Vig∴, o qual deixa o cargo de 1º Vig∴ substituto e volta ao seu lugar de ofício; por sua vez, o 2º Exp∴ deixa o cargo de 2º Vig∴ substituto e retoma o seu posto de ofício.

Nessa condição, é possível se avaliar quão prejudicial é o ato de se chegar atrasado – um verdadeiro atrapalho no desenvolvimento dos trabalhos.

Por fim, no que diz respeito à questão nº 2, o processo de substituição e retomada é o mesmo, observados os respectivos cargos eletivos.

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

JUN/2026

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DISPOSIÇÃO NA CADEIA DE UNIÃO

Em 08.03.2026 o Respeitável Irmão Américo Megda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

CADEIA DE UNIÃO

 

Ontem fazendo minhas pesquisas para participar da sessão da palavra semestral, me deparei com duas informações distintas. 

Em seu Blog, em FEV/2026 (https://pedro-juk.blogspot.com/search?q=cadeia) você diz que na formação, ao lado do Venerável deve estar o Primeiro e Segundo Vigilante, já no Ritual verifiquei que não consta desta maneira, uma vez que os Vigilantes ficam ao lado do Mestre de Cerimônias e o Orador e Secretário é que ficam ao lado do Venerável.

Gostaria de saber qual interpretação é a correta, e se existe uma explicação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não se trata especificamente de interpretação. Na verdade, não existe uma regra rígida sobre a disposição dos cargos que ficam imediatamente posicionados ao lado do Venerável Mestre e do Mestre de Cerimônias na formação circular da Cadeia de União.

Geralmente quem define essas posições são os próprios rituais.

                Dessa forma, na edição do Ritual de 2024 do REAA no GOB, optou-se por se colocar o Orador e o Secretário ao lado direito e esquerdo do Venerável Mestre, e os respectivos
Vigilantes ao lado esquerdo e direito do Mestre do Cerimônias.

Para esse caso, essa acomodação se justifica porque na Loja as Dignidades do Orador e o Secretário ocupam o lado oriental do templo, e os Vigilantes o lado ocidente. Basicamente essa foi a razão da escolha dessa distribuição.

É bom que se dia que oficialmente esses são procedimentos ritualísticos praticados no GOB, assim, irrestritamente segue-se o previsto nos Rituais em vigência no GOB, mesmo que até possam ser encontradas outras informações, não oficiais, como é o caso do Blog do Pedro Juk que abrange de modo amplo os rituais praticados pelas três Obediências regulares no Brasil.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAI/2026

domingo, 19 de abril de 2026

DISTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DA CADEIA DE UNIÃO

Em 06/02/2026 o Respeitável Irmão Gilbert A. Povidaiko, praticante do REAA em uma Loja do GOB, formula a seguinte apreciação.

 

CADEIA DE UNIÃO

 

Acompanho todas as publicações que realiza em seu site, e agradeço pelo compartilhamento de informações e conhecimento!

Se me permite, em sua última publicação, sobre a Cadeia de União (reproduzida "ctrol C - ctrol V do site) que coloco ao final deste, o posicionamento dos irmãos está em desacordo com o que está no novo ritual, no qual o Ven∴ Mestre é ladeado pelos Secretário e Orador, e não pelos VVig∴, como publicado...

 

APRECIAÇÃO

 

             Veja, não existe uma regra exata mencionando quais os Irmãos que imediatamente ladeiam o Venerável Mestre e o Mestre de Cerimônias na formação da Cadeia de União no REAA.

O preceito que de fato existe é que a Cadeia seja distribuída de maneira circular, no centro da Loja e nela esteja o Venerável Mestre na banda oriental e o Mestre de Cerimônias na ocidental.

À vista disso, como o Irmão que fez a consulta não pertence ao GOB, mas é membro da COMAB, eu não quis repassar exatamente o que se encontra no ritual do REAA no GOB, pois, a meu ver isso pareceria um tanto quanto arrogante, soando como se só os rituais do GOB é que estão certos, e não é esse o caso.

Esses são ossos do ofício de quem se propõe a responder com seriedade e isenção as perguntas recebidas de Irmãos das três Obediências regulares brasileiras. São detalhes que precisam ser levados em consideração.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

ABR/2026

sábado, 21 de março de 2026

INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA NACIONAL

Em 24.11.2025 o Respeitável Irmão Valter Severino Gama, Loja Simbólica Canaã, 2.270, GOB-MS, Oriente de Paranaíba, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

 

INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA

 

Caríssimo Irmão Juk, tenho dúvidas sobre dois procedimentos que acontecem em minha Loja e ainda não consegui esclarecê-los nas pesquisas que fiz. Pergunto: Se a Bandeira Nacional já se encontrar hasteada no local destinada a Ela no Templo por que retirá-la quando há Sessões Magnas e depois reintroduzi-la? Esta retirada é obrigatória?

Minha outra dúvida é a seguinte: se um irmão é e está regular na Loja e no dia da transmissão da palavra semestral ele faltar a Sessão, o Venerável Mestre pode repassá-la ao Irmão faltoso posteriormente? Se pode qual o procedimento?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Conforme previsto no Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional, em todas as sessões maçônicas das Lojas do Grande Oriente do Brasil é obrigatória a presença da Bandeira do Brasil.

À vista disso, conforme o Decreto mencionado e todos os rituais vigentes no GOB, a presença é da Bandeira é obrigatória nos trabalhos da Loja, sendo que nas sessões magnas haverá entrada e retirada formal para ela.

Tal procedimento ocorre porque a Bandeira Nacional é a mais alta autoridade presente na Loja, inclusive ela está acima do Grão-Mestre.

              Como nas sessões magnas, segundo o RGF, as autoridades ingressam e se retiram com formalidades, a Bandeira Nacional, como a mais alta autoridade, é a última a entrar e a primeira a sair.

Historicamente, o culto ao Pavilhão Nacional foi instituído nos Templos Maçônicos do GOB em 17 de junho de 1920. Em 2 de abril de 1959 foi sancionado o Decreto 1834 que regulamenta o culto ao Pavilhão Nacional nas solenidades maçônicas.

Vale ressaltar que nas sessões ordinárias não há ingresso e retirada formal para a Bandeira. Nessas sessões, a Bandeira deverá ser hasteada, sem formalidade no Oriente da Loja antes do início dos trabalhos. Após o encerramento a Bandeira poderá ser retirada, sem formalidade.

Nesse sentido, costumeiramente a maioria das Lojas mantém a Bandeira hasteada no Oriente, sem retirá-la depois do encerramento. Diferente disso, nas sessões magnas a Bandeira deve ingressar e sair nos momentos previstos pelo ritual.

Quanto à palavra semestral, no caso do REAA ela somente pode ser transmitida aos Irmãos regulares do quadro em Cadeia de União (como consta no ritual). Logo, no caso de um Irmão faltoso no dia da transmissão, ele a receberá quando estiver presente, porém em Cadeia de União formada.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ORLA DENTEADA III

Em 20.09.2025 o Respeitável Irmão Mario Inácio Giehl, Loja Progresso da Humanidade, 39, REAA, GORGS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

ORLA DENTADA.

 

Agradeço antecipadamente o retorno. Quando se trata deste Símbolo, ele sempre é ornado com Triângulos invertido das cores branco e preto? ou tem, algum rito com cores azuis. E, no caso do REAA, só está no Ocidente? É isso?

Outra dúvida, só o REAA, trabalha em Templos, com o Ocidente separado do Oriente, numa elevação com 4 degraus e depois mais 3 degraus para o Trono

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em relação à Orla Denteada (Dentada), há alguns rituais do Rito Adonhiramita, por exemplo, que trazem os triângulos da orla que contorna o Pavimento Mosaico na cor azul e branca. Outros rituais, no entanto, deste mesmo rito, trazem-nos em preto e branco.

Em se tratando do REAA, a Orla Denteada pode aparecer em torno do Pavimento no Ocidente da Loja, sempre com triângulos pretos e brancos. Lembra-se que no REAA os quadrados brancos e pretos que constituem o Pavimento Mosaico aparecem dispostos na forma oblíqua, enquanto que nos demais ritos o Pavimento geralmente se apresenta como um tabuleiro de xadrez.

                 É bom que se diga que não há, no REAA, a obrigatoriedade de se construir literalmente a Orla Dentada em torno do Pavimento Mosaico (piso ocidental da Loja), isto porque ela, a Orla, já se encontra representada no Painel do Grau, a qual aparece como uma moldura contornando os símbolos que formam o quadro. Na verdade, como um dos símbolos da Loja de Aprendiz e Companheiro, a Orla Denteada literalmente fica no Painel, o que já é suficiente para a sua compreensão.

No REAA, o Oriente é separado do Ocidente por uma balaustrada aberta no centro, e fica apenas um degrau acima do nível do piso ocidental. O sólio fica no Oriente, porém a três degraus acima do piso oriental.

Ainda é importante mencionar que na topografia de uma Loja do REAA existem sete degraus, a saber: 1 degrau para o Oriente; 3 degraus para o sólio; 2 degraus para a cátedra do 1º Vigilante e 1 degrau para a cátedra do 2º Vigilante. A soma deles perfaz o número de 7 degraus. Dentre outros, esses degraus aludem ás Sete Artes e Ciências Liberais da Idade Média.

Não obstante a cor dos triângulos que venham formar a Orla Denteada, azuis ou pretos, o seu significado é o de uma cadeia que contorna os limites simbólicos da Oficina onde, unidos por laços de solidariedade, os maçons trabalham incessantemente em prol da humanidade.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK 

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO - LENDA HIRÂMICA

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Dyogner Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, presenta a seguinte questão:

 

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO

 

Estou estudando rituais do grau 3 do REAA e notei variações entre o do GOB e o da GLP com relação ao nome do local onde o c∴ do mestre HA foi enterrado pelos tr∴ maus c∴. No ritual do GOB consta Monte Líbano e no da GLP, Monte Moriah. Poderia comentar sobre essa diferença e se é mais apropriado adotar um ou outro no contexto da Lenda?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Monte Moriá é uma elevação (colina) localizada na cidade Jerusalém, capital de Israel. É um lugar sagrado para as três principais religiões monoteístas conhecidas. Segundo a
Bíblia, foi o local escolhido pelo Rei Davi para construir o Templo que seria depois edificado pelo Rei Salomão.

Monte Líbano está localizado no país denominado Líbano. É uma região formada por uma imponente cadeia de montanhas paralela ao Mar Mediterrâneo no sentido Norte ao Sul, com aproximadamente 160 km de extensão. Com picos nevados e pedras calcárias brilhantes, a região é famosa pelos seus cedros majestosos (cedro do Líbano), um importante recurso natural e rota comercial na Antiguidade.

No tocante à Lenda Hirâmica e a Maçonaria, a mesma foi escrita e contada em várias versões e de conformidade com os ritos maçônicos, embora de mesmo objetivo. No GOB, a versão dessa lenda, em linhas gerais, menciona que o cad∴ de H∴ A∴ foi sep∴ fora dos muros de Jerusalém, razão pela qual nesse acontecimento é citada uma montanha de nome Monte Líbano.

Nesse contexto lendário, o Primeiro Templo teria sido construído pelo Rei Salomão na cidade de Jerusalém. Na Lenda, o personagem H∴ A∴ é vitimado no Templo (em Jerusalém) ao m∴ d∴ por t∴ mm∴ cc∴ quando a obra já ia em fase adiantada de construção. H∴ teve seu c∴ sep∴ em uma montanha (Monte Líbano) fora dos muros da cidade de Jerusalém.

No tocante a Lenda contada na G∴ L∴ P∴, não sei exatamente como ela é narrada. No caso, seria preciso verificar se nesta narrativa existe alguma coisa que afirme ter sido H∴ A∴ sep∴ fora ou dentro dos muros de Jerusalém.

Penso que o mais condizente seria pelo lado externo dos muros da cidade, visto que os malfeitores, conforme a narrativa, precisaram esconder os rr∴ mm∴, e isso faria melhor sentido se fosse feito em um lugar distante de onde ocorrera o crime.

Diante desses comentários, é importante ressaltar que esse acontecimento não passa de uma lenda, portanto, como lenda não possui nenhum compromisso com a história. Mesmo que a narrativa da lenda encontre algumas variações na sua descrição, o seu objetivo é o mesmo em todos os ritos, ou seja, é uma alegoria destinada aos ensinamentos de sociabilidade, moral e ética.

Por fim, H∴ A∴ é um personagem fictício, onde na conjuntura iniciática ele representa a morte do Sol pelos três meses de inverno. H∴ A∴ é a personificação do Sol que deixa a T∴ v∴ no inverno e retorna para fecunda-la na primavera que se avizinha – cultos solares da Antiguidade e a alegoria da Natureza.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

CADEIA DE UNIÃO - CARACTERÍSTICAS PARA O REAA

Em 11/09/2025 o Respeitável Irmão Olney Ferreira da Paixão, Loja Fidelidade Mineira, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte pergunta:

 

CADEIA DE UNIÃO

 

Tomo a liberdade de solicitar ajuda a fim de sanar uma dúvida, com referência a ritualística sobre a CADEIA DE UNIÃO, como formar a Cadeia e a postura, no REAA do GOMG.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, devo mencionar que não tenho em mãos o ritual vigente do REAA do GOMG (COMAB). Assim, os comentários a seguir prendem-se apenas aos procedimentos originais aplicados no REAA.

Historicamente, a Cadeia de União surgiu na França em 1777 pela necessidade de se barrar o ingresso de maçons irregulares nas Lojas, visando, com isso, atender à regularidade restabelecida à Maçonaria francesa pelo Grande Oriente da França, pós período turbulento que ocorrera no século XVIII.

À vista disso, a Cadeia de União foi criada apenas para a transmissão da Palavra Semestral, e assim tem sido no REAA original. No Brasil, o seu uso foi adotado pelo GOB em 1832, mantendo-se até os dias atuais.

Sob o aspecto do seu comportamento ritualístico, a Cadeia de União é organizada em formato circular, com os Irmãos distribuídos ao centro do Ocidente. Dessa formação peculiar, somente podem participar Irmãos regulares da Loja. Eventuais visitantes, mesmo que de outras coirmãs e da mesma Obediência, não podem participar da Cadeia de União.

             Graças a isso é que a Cadeia é formada somente após o encerramento dos trabalhos, depois que visitantes já tenham se retirado.

Desse modo, os Irmãos formam a Cadeia de União de mãos dadas uns com os outros, tendo os respectivos braços cruzados pela frente do corpo, o direito por cima do esquerdo. Nesta formação, o Venerável Mestre se coloca na banda oriental do dispositivo circular, tendo imediatamente à sua direita e esquerda, respectivamente, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes. De frente para o Venerável, no lado oposto do círculo, na banda ocidental, coloca-se o Mestre de Cerimônias, tendo à sua esquerda e direita, distribuídos de modo equilibrado, os demais Irmãos.

Estando todos de mãos dadas, ocupando o dispositivo, o Venerável Mestre transmite, sussurrando no ouvido dos Vigilantes a Palavra Semestral, a qual percorre sucessivamente pelo lado Norte e Sul da Cadeia, até chegar ao Mestre de Cerimônias, que a recebe em ambos os ouvidos. Ato seguido, o Mestre de Cerimônias, por dentro do dispositivo, sai do círculo, enquanto que os Irmãos que o ladeiam dão-se as mãos para restabelecer o dispositivo; o Mestre de Cerimônias então vai até o Venerável Mestre e lhe transmite a Palavra da mesma forma que recebeu, depois o volta seu lugar na Cadeia.

Se a Palavra estiver correta, o Venerável Mestre informa e recomenda que todos a guardem como penhor de regularidade. Finalmente, desfaz-se Cadeia de União e o Venerável Mestre, ajudado pelo Mestre de Cerimônias, incineram no centro, em um dispositivo apropriado, a Palavra que acabou de ser transmitida. Logo, todos se retiram do templo. Esta é a mecânica ritualística da transmissão da Palavra Sagrada no REAA.

Outras ponderações: No REAA, durante a formação da Cadeia de União, os seus componentes não juntam a ponta dos seus pés, uns com os outros; ao final da transmissão não existe nenhuma aclamação, a exemplo da tríade Saúde, Força e União, ou outras do gênero; a Cadeia de União é formada exclusivamente para a transmissão da Palavra Semestral, nela não cabem preces, súplicas, orações, pedidos em favor de enfermos, etc.

Ainda, a Palavra Semestral é enviada às Lojas pelo Grão-Mestre da Obediência, duas vezes por ano.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2026

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO - REAA

Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, pede esclarecimentos para o que segue:

 

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO

 

Primeiramente, em nome da minha Augusta Loja, agradeço todos os ensinamentos que o Irmão divide conosco. Não preciso dizer que o Irmão é uma das grandes referências que temos.

Gostaria de tirar duas dúvidas a respeito de ritualística que trazem grandes desconfortos nas sessões e que não encontramos citação em nenhum ponto. Precisamos, pelo menos em minha loja, pacificar o entendimento e, para tanto, consulto o nobre irmão.

Primeira dúvida:

Durante o Tempo de Estudos, quando o Irmão é colocado entre colunas para a leitura/apresentação da peça, como deve ser o cumprimento/saudação às Luzes? Há quem diga que o Irmão deve ficar à Ordem e cumprimentar as Luzes verbalmente, sem descarregar o Sinal. Há também quem aprendeu que tal cumprimento se dá saudando em silêncio e descarregando o sinal de ordem individualmente. Qual seria o entendimento do irmão quanto a esta etapa da apresentação? Existe algum material que expresse o correto procedimento? 

Segunda dúvida:

De acordo com o novo Ritual REAA, página 85, a Cadeia de União é feita exclusivamente para a transmissão da palavra semestral. O ritual é claro quanto a isso e conhecendo a origem e o porquê da transmissão da palavra semestral ser passada dessa forma é fácil assimilar. Mas se observarmos o Ritual de Banquete (Jantar Ritualístico/Loja de mesa), na Quinta Saúde é feita uma Cadeia de União cujo fim é propor "saúde" a todos os maçons. A dúvida que surgiu é se é prudente afirmar categoricamente, com base nos dois usos encontrados para a cadeia, que a sua função é única e exclusivamente de transmissão da palavra?

Meu irmão, de antemão agradeço pelo auxílio que nos será dado e me coloco a disposição caso as minhas dúvidas necessitem de alguma complementação para compreensão.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Primeira questão:

Inicialmente, vale relatar que não há obrigatoriedade alguma de se apresentar trabalho entre Colunas. Embora não proibido, o recomendável é que a apresentação ocorra do mesmo do lugar do apresentante.

Dito isto, do lugar ou entre colunas, o apresentante deve por primeiro se colocar à Ordem e, sem desfazer o sinal a cada vez, se dirige protocolarmente à Loja, se primeiramente às Luzes da Loja, Autoridades, Mestres e demais Irmãos. Não há necessidade de se nominar autoridades uma a uma; faz-se de modo genérico.

Esse procedimento não é saudação, à vista de que saudações em Loja são feitas apenas quando o ritual determinar (página 43 do ritual de Aprendiz do REAA, vigente).

Cabe ao Venerável Mestre, na sequência, dispensar o apresentante desfazer o sinal para melhor conforto durante a apresentação. Nesse caso, a(s) lauda(s) sevem ser seguras pelas as duas mãos.

Segunda questão:

O ritual é bem claro quando menciona que a Cadeia de União somente deve ser formada para a transmissão da Palavra Semestral.

No que diz respeito à Cadeia de União formada em Loja de Mesa, a mesma nada tem a ver com a prevista em sessão ordinária de Aprendiz. Inclusive é discutível o uso de Cadeia de União em Loja de Mesa no REAA, não obstante ela possa caber a outros ritos, mas não propriamente no REAA.

A Cadeia de União em Loja de Mesa é feita em Loja aberta, portanto não é a mesma que se encontra no Ritual de Aprendiz, a qual se dá em Loja fechada, logo após o encerramento dos trabalhos, sendo que dela só participam irmãos regulares do Quadro, para receberem a Palavra Semestral.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2025