sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

REAA - COR VERMELHA NA DECORAÇÃO


Em 15/02/2019 um Respeitável Irmão de uma Loja da constelação do GOB ao Oriente de Minas Gerais, REAA, através do News GOB Net solicitou esclarecimento para o seguinte:

COR VERMELHA NA DECORAÇÃO.


Para o REAA, temos uma dúvida que não ficou clara na leitura do ritual. Sabemos que qualquer peça que o ritual não descreve a sua cor, deve ser em vermelho encarnado. Ex: assentos, almofadas, borda do dossel, etc. A mesma cor é aplicada ao Tronco de Beneficência e ao Saco de Propostas e Informações? Perguntamos, pois nossa Loja usa na cor azul, mas a interpretação que o Ritual nos leva é que deve ser vermelho encarnado.

RESPOSTA

É recomendável que sejam na cor vermelho encarnado - a cor do REAA. Não existe nenhuma proibição de que os recipientes sejam de matiz azul, porém sob a óptica da tradição, o ideal é que eles sejam mesmo vermelhos. Essas recomendações estarão publicadas em breve no site do GOB em página que trata os rituais.
A decoração de matiz vermelha faz parte da história do REAA. Em partes, nos primórdios da sua existência se deve a sua origem Jacobita (católicos). Nesse particular a cor do Cardeal (vermelho encarnado) é uma tônica que se identifica com o Rito. Outro aspecto que veio sacramentar essa decoração encarnada foi à aparição das hoje já extintas Lojas Capitulares ocorrida no segundo quartel do século XIX na França. Nesse caso a decoração capitular vermelha acabou reforçando e permanecendo no simbolismo do Rito. Não menos importante, vale mencionar o Conselho de Lausanne realizado em 1875 na Suíça que determinou, entre outros, a cor vermelha da orla do avental do Mestre.
Concluindo, deixo uma observação, o dossel não tem sua “borda” vermelha, porém ele é inteiro de cor encarnada. Destaque-se que as franjas e galões que ornamentam as peças são de cor dourada.


T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB\

FEV/2019

REAA - VIGILANTES PODEM FALAR SENTADOS?


Em 14/02/2019 um Respeitável Irmão através do News GOB Net me apresentou uma questão pertinente ao REAA.

VIGILANTE FALA SENTADO?


Pergunta se os Vigilantes falam em pé ou sentados.

RESPOSTA

Como Luzes da Loja, os Vigilantes são os únicos que no Ocidente podem falar sentados. Falam em pé apenas quando o ritual assim determinar.
Entretanto, pode um Vigilante, por deferência falar em pé. Em qualquer situação um Vigilante em pé em Loja aberta compõe o Sinal de Ordem, isto é, deixa o malhete sobre a mesa faz o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

REAA - DÚVIDAS RITUALÍSTICAS II - GOB


O Irmão Diogo Arthur Russi Vergacas, Companheiro Maçom da Loja Fraternidade Acadêmica Areópago Jundiaiense, 3.346, REAA, GOB-SP, Oriente de Jundiaí, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguintes:

REAA – DÚVIDAS RITUALÍSTICAS II – GOB


Estou finalizando minha peça de arquitetura que irei apresentar no dia 18/02, e se não for pedir muito, desculpando-me desde o início pela minha ignorância e incômodo, ten
ho mais uma dúvida em relação à Ritualística do REAA - GOB. Sei que é coisa simples, mas os detalhes fazem toda a diferença.
1 - Após a abertura dos trabalhos, quando os Irmãos Cobridores Interno e Externo estão já dentro do templo, qual dos dois é o responsável por abrir a porta do templo, seja para Irmãos que irão cobrir o templo definitivamente ou no término da sessão?
2 - Na entrada de visitantes após a ordem do dia, qual dos dois cobridores é o responsável por sair do templo e recepcioná-los para que possam ingressar?
3 - Quando algum Irmão retardatário bate na porta do templo pelo lado de fora, qual dos Cobridores faz a verificação de quem é? O Irmão Cobridor que fez a verificação, ele deverá comunicar de quem se trata ao 1º Vigilante e este comunicará ao Venerável? (pois é essa sequência que vejo sendo feita).

CONSIDERAÇÕES.

  1. Quem abre e fecha a porta do Templo é o Cobridor Interno. Ele é aquele que por primeiro ingressa no recinto para abrir a porta para o cortejo de entrada. Assim o seu ofício permanece do começo ao final dos trabalhos. O Cobridor Externo é o que cuida, quando no átrio, do Templo externamente. Ao ingressar no Templo ele, embora guarde lugar simetricamente ao Cobridor Interno, o mesmo perde a função, já que o seu ofício é o de vigiar o lado externo do recinto (da parte interna, que cuida é o Interno). Aliás, o ingresso do Cobridor Externo nada mais é do que uma adequação (jeitinho latino) inserida nos rituais, pois originalmente o Guarda Externo (Tyler no Craft) permanece o tempo todo pelo lado de fora da Sala da Loja.
A propósito, cabe aqui um apontamento. Quem cobre o Templo é o Cobridor. Já os que se retiram, temporária ou definitivamente, são os que têm para eles o Templo coberto. Se os retirantes “cobrissem o Templo” eles não seriam retirantes.
  1. O Cobridor Interno abre a porta, enquanto o Mestre de Cerimônias é quem conduz os visitantes para dentro do Templo. A passagem de todos, o Cobridor Interno fecha a porta.
  2. Se o Cobridor Externo já estiver dentro do Templo, é o Cobridor Interno quem comunica ao 1º Vigilante da presença de alguém batendo à porta. Autorizado, o Cobridor Interno verifica quem bate. Sendo um Irmão conhecido ele procede na forma indicada pelo Venerável Mestre. Em sendo um Irmão desconhecido, primeiro o 2º Experto vai ao átrio e faz o telhamento. Confirmado ser o visitante um iniciado, ele então conduz os seus documentos até o Orador para que ele se certifique da sua regularidade. Estando tudo nos conformes, o Venerável determina ao Mestre de Cerimônias que conduza o visitante para os procedimentos de praxe (Marcha e Interrogatório).
Qualquer comunicação inerente a um visitante batendo à porta, o Cobridor Interno a faz inicialmente ao Primeiro Vigilante – ambos estão no extremo do Ocidente.


T.F.A.

PEDRO JUK

FEV/2019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

SINAL DE ORDEM E OS PÉS EM ESQ.


Em 14/10/2018 o Respeitável Irmão Marcelo Fernandes Amorim de Oliveira, Loja Fênix do Alto Parnaíba, REAA, GOB-MG, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 SINAL DE ORDEM


No ritual do Grau II REAA, não mostra se no Sinal de Ordem os pés devem ficar em esquadria. Qual o correto?

CONSIDERAÇÕES:

Embora isso nem precisasse ser mencionado, pois quem compõe o Sinal de Ordem obrigatoriamente deverá fazê-lo estando à Ordem, os rituais só mencionam a união dos pés no Primeiro Grau – me parece que nos outros houve esquecimento.
Carecemos entender que estar Ordem é estar em pé com o corpo ereto e os pés em esq\ com Sinal de Ordem do Grau arranjado. Ninguém estará à Ordem se assim não se posicionar, portanto, no caso da sua questão, os pés ficam em esq\ (em qualquer Grau).
A propósito, tenho estado trabalhando nas correções, observações e orientações para os rituais do REAA do GOB, cujas quais serão colocadas numa página no site para consulta dos Irmãos. Nessas orientações e correções (que já estou começando a remeter ao GOB), essa questão estará contemplada – todos os Cobridores do Grau trarão a orientação de que na composição do Sinal de Ordem, os pés formam a esq\.
No que diz respeito a sua questão, ainda cabe comentar o seguinte: estar à Ordem (em qualquer Grau) significa “estar pronto para”, “estar à disposição de”, etc., o que em primeira analise denota dizer que o maçom está em prontidão no Esq\, no Nív\ e no Prum\. Essa afirmativa é demonstrada quando o maçom se mantém à Ordem. Vale a pena mencionar que esses importantes instrumentos (Esq\, Nív\, Prum\), símbolos da moral maçônica, estão presentes tanto no gestual do Sinal, bem como na postura do corpo. An passant: Quem está à Ordem, obviamente compõe o Sinal de Ordem.
A despeito desses comentários, infelizmente vivemos numa Maçonaria latina, com seus carimbos e convenções, o que faz com que o maçom brasileiro costumeiramente “ache” que tudo deve estar minuciosamente escrito e detalhado. Um exemplo disso é o tal: “em pé e à Ordem”. Ora, alguém acaso ficaria à Ordem sentado?
Concluindo, em qualquer Grau, quem estiver à Ordem, obrigatoriamente estará com os pés em esq\.



T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019

domingo, 3 de fevereiro de 2019

REAA - DÚVIDAS RITUALÍSTICAS - GOB


Em 02/02/2019 o Irmão Diogo Arthur Russi Vergaças, Companheiro Maçom da Loja Fraternidade Acadêmica Areópago Jundiaiense, 3.346, GOB-SP, Oriente de Jundiaí, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

REAA – DÚVIDAS RITUALÍSTICAS.


Sou Companheiro Maçom e estou realizando um trabalho para aumento de salário visando minha Exaltação. O tema deste trabalho é Ritualística do REAA.
Para realizar a peça de arquitetura fiz a aquisição de algumas bibliografias, entre elas, "O Rito Escocês Antigo e Aceito - História - Doutrina - Prática", escrita pelo nosso memorável Ir\ José Castellani.
Ocorre que estou tendo muitas dúvidas para elaborar a peça, pois as bibliografias adquiridas tratam do REAA em sua forma original, com costumes que já não estão mais em prática pelo GOB.
Dessa forma recorri à internet e consegui um material de ritualística que condiz mais com a realidade atual. Entretanto ainda tenho algumas dúvidas e preciso de alguns esclarecimentos para terminar a peça. Caso o Ir\ tenha algum material de ritualística para me enviar ficaria imensamente grato, principalmente no tocante ao Pavilhão Nacional (entrada, saudação e saída), que é a próxima etapa do trabalho que iniciarei.
Pesquisando no Google encontrei o blog do Ir\, local por onde consegui o vosso e-mail e percebi que várias dúvidas são esclarecidas por V. Sª.
Portanto, peço humildemente a ajuda nas seguintes questões, as quais tenho até o momento.
1 - Apesar de no Ritual do GOB 2009 não constar, estou vendo nas literaturas que a entrada no Or\ se faz pelo lado Nordeste, e a saída pelo lado Sudeste, poderia me confirmar essa informação?
2 - Na abertura ritualística, quando os Diáconos transmitem a palavra sagrada, o 1º Diácono ao sair do Or\, na linha balaustrada, deverá virar ao V\ M\ e fazer a saudação? Ou apenas uma parada rápida e formal? Ou nenhum dos dois porque a Loja ainda não está aberta? A saída e entrada deste Ir\ deverá ser pelo sudeste e nordeste, respectivamente?
3 - Durante A Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, após reinar silêncio nas colunas, os VVig\poderão falar sentados ou terão que ficar de pé e à Ordem?
4 - Os IIr\ que ocupam mesas, como Orador, Chanceler, Secretário e Tesoureiro, poderão falar sentados ou terão que ficar em pé e à Ordem?
Como o Ir\ pode perceber a maioria das dúvidas é em relação a detalhes, que muitas vezes estão omissos no Ritual. Outras dúvidas que tinha foram dirimidas graças às respostas do seu blog, como por exemplo, que não é mais usual a saudação realizada no equador, ao V\ M\, durante a circulação no ocidente.
Por enquanto estou satisfeito com essas questões, obrigado pela atenção meu Ir\.

CONSIDERAÇÕES.

No que diz respeito ao Pavilhão Nacional, há o Decreto 1476/2016 do GOB que regula e dá explicações a respeito.
No que diz respeito às suas questões, seguem as respostas abaixo:
  1. É o correto. Isso se dá por influência da circulação horária no Ocidente. Independente do simbolismo iniciático, A prática estabelece também uma organização ritualística durante os trabalhos em Loja. É preciso que se diga que o Oriente e o Ocidente são dois quadrantes Loja. O Ocidente se divide em duas Colunas, a do Norte e a do Sul. Do quadrante ocidental para se ingressar no oriental se faz passando antes pela Coluna do Norte e, para dele se retirar, se faz sempre em direção da Coluna do Sul. Nesse sentido é preciso antes entender que a Coluna do Norte no Templo é todo o espaço à esquerda de quem entra limitando-se na sua altura do eixo longitudinal do Templo (equador) até a parede Norte (topo). O seu comprimento se dá desde o limite com o Oriente e até a parede ocidental. Já a Coluna do Sul no Templo é todo o espaço à direita de quem entra limitando-se, na sua altura, desde o eixo longitudinal do Templo (equador) até a parede Sul (topo). O seu comprimento se dá do limite com o Oriente e até a parede ocidental. O eixo equador do Templo divide o espaço ocidental em dois hemisférios chamados em Maçonaria de Colunas do Norte e do Sul. Representando um segmento da superfície terrestre sobre o Equador, as Colunas Vestibulares B e J marcam a passagem dos trópicos de Câncer ao Norte e de Capricórnio ao Sul. Hipoteticamente, é entre os dois trópicos que acontece a circulação horária no Ocidente. Daí o porquê de não existir circulação na mesma Coluna (hemisfério), já que não faria sentido se dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar. Um importante símbolo que demostra a circulação entre os trópicos é o do “círculo entre as paralelas” que, em primeira análise, confirma que o Sol não ultrapassa os trópicos. Cada um desses trópicos alude aos solstícios de inverno e de verão – datas comemorativas a João, o Batista e a João, o Evangelista (as Lojas de São João).
  2. O ato de se circular em Loja começa a partir do momento em que o Venerável, durante o processo de abertura dos trabalhos, solicita aos Irmãos que o ajudem a abrir a Loja. O que não se faz antes da Loja ser declarada aberta são Sinais, salvo aquele que identifica, perante o(s) Vigilante(s), se os presentes no Ocidente são maçons. Dado a esse comentário, circulação não é Sinal, portanto, antes da Loja estar aberta (em procedimento de abertura) ingressa-se no Oriente pela Coluna do Norte sem que nessa ocasião se faça qualquer saudação (nem Sinal e nem parada formal). O mesmo procedimento ocorre durante a saída do Oriente. Confirmando, antes de a Loja estar aberta (em processo de abertura), ao se ingressar ou sair do Oriente, não se faz Sinal e nem qualquer parada formal, entretanto, nele se ingressa pelo nordeste (mesmo lado do Orador) e sua saída se faz pelo sudeste (mesmo lado do Secretário).
  3. Os Vigilantes por serem duas das três Luzes da Loja, mesmo no Ocidente só falam em pé quando o ritual determinar. Em qualquer outra situação eles podem falar sentados, mas, se porventura por deferência resolverem falar em pé, então falam à Ordem (deixam seus malhetes e compõem o Sinal normalmente).
  4. Salvo quando o ritual determinar o contrário, o Orador e o Secretário, por ocuparem o Oriente falam sentados. Da mesma forma se, por deferência, resolverem falar em pé, então ficam à Ordem. No Ocidente só podem falar sentados os Vigilantes, já o Tesoureiro e o Chanceler falam à Ordem. As mesas não são referências para os que seus ocupantes falem sentados. Infelizmente existe um equívoco no GOB que acaba colaborando com a existência dessa dúvida. É porque o Tesoureiro e o Chanceler são equivocadamente também chamados de Dignidades quando eles não são. Na realidade, ambos, junto às cinco Dignidades integram os sete cargos eletivos que compõem a “diretoria da Loja”. É preciso que se diga que verdadeiramente as Dignidades de uma Loja são “cinco”, a saber: as três Luzes (Venerável e os Vigilantes) mais o Orador e o Secretário. Em se tratando da Moderna Maçonaria três Mestres governam a Loja, cinco Mestres a compõem e sete Mestres a completam.
Eram essas as considerações, não sem antes do concluir mencionar que todas essas informações, correções e adequações logo estarão numa página no site do GOB para consulta dos Irmãos. Estou trabalhando arduamente nisso, mais com toda a prudência que o assunto merece.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

ORDEM ARQUITETÔNICA DAS COLUNAS VESTIBULARES - REAA


Em 23/01/2019 um Respeitável Irmão do GOB-MT, através do News GOB Net me apresentou a seguinte questão:

COLUNAS VESTIBULARES.


Eminente Irmão Pedro Juk, Secretário Geral de Ritualística. Recebemos hoje a visita de um Irmão MI da Loja Perseverança, nº 2644, que se encontra edificando um templo para Loja com intenção de sagração do mesmo para o mês de março do corrente ano. O referido Irmão suscitou dúvida quanto à decoração dos capitéis das Colunas J e B, dúvida está que não tivemos segurança para responder. Diante do exposto, solicito informar qual a decoração regulamentar das colunas J e B para Lojas do REAA. Aguardamos o retorno para repasse da resposta à Loja e, aproveitamos para nos colocar a disposição sempre que necessário.

RESPOSTA:

No REAA\ as Colunas Vestibulares, conforme consta no Ritual de Aprendiz, são "egípcias".
Na verdade elas, por se correlacionarem com as Colunas do Templo de Jerusalém (o construído sob as ordens do Rei Salão), são babilônicas e decoradas (estilizadas) com motivos egípcios, cujos quais se destacam como folhas de Lotus (vitalidade) e de Papiros (espiritualidade).
Nesse sentido não existe uma ordem clássica para os seus capitéis, senão as menções bíblicas, em Reis e Crônicas ou Paralipômenos, onde se fala na construção do Templo e as respectivas Colunas do pórtico.
Em Maçonaria, e no Rito em questão, elas são pintadas na cor de bronze e tem sobre cada capitel simples (sem Ordem de Arquitetura específica) três romãs entreabertas (harmonia social). Ratifico: sobre cada capitel, ou no topo de cada Coluna Vestibular, descansa um conjunto constituído por três romãs.
Sob o aspecto construtivo, atualmente existe no mercado apropriado modelos dessas colunas já prontas. Um dos fornecedores mais famosos para decoração de Templos Maçônicos é a fábrica São Manoel, cuja qual se localiza no Oriente de Ourinhos, Estado de São Paulo. Essa fábrica possui inclusive mostruário apropriado.
Concluindo, quero alertar que outros ritos maçônicos usam colunas diferentes das do REAA, como é o caso do Rito Moderno, ou Francês e o Rito Adonhiramita. Nesses ritos, por exemplo, as Colunas são da Ordem Coríntia e não ficam no átrio, porém interiorizadas.



T.F.A.



PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB


JAN/2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A ESPADA E O COBRIDOR NA RITUALÍSTICA DO REAA


Em 09/10/2018 o Respeitável Irmão José Claudio Bezerra Bessa, Loja Arqui Real, 210, REAA, GLESP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a questão abaixo:

A ESPADA E O COBRIDOR


Gostaria muito de fazer uma consulta ao irmão: Sobre o Guarda do Templo [interno]: desde a abertura dos trabalhos até o encerramento, o Guarda do Templo tem que ficar o tempo todo com a espada em punho? Ou seja, o GT tem necessariamente que ficar com a espada em punho [cruzada no peito ou com ela na mão o tempo inteiro], não pode desgrudar dela, não pode repousa-la de jeito nenhum. Quero dizer: Quando das votações, no momento de juramento - no encerramento dos trabalhos, etc., o GT tem que fazer todas essas coisas de espada em punho? Por gentileza meu irmão, nos esclareça.

CONSIDERAÇÕES.

De fato, em linhas gerais os rituais e os manuais são quase que na sua totalidade omissos quando tratam, dentre outros, do ofício e do instrumento de trabalho do Cobridor Interno e do Guarda Externo.
Além dessa omissão, existem ainda as especulações temerárias que tratam a espada como uma espécie de varinha de condão mágica fazendo dela, inclusive, um objeto para descarregar “energias” como fosse ela um autêntico para-raios. Diga-se de passagem, que essas não são condutas verdadeiras na liturgia maçônica.
Na realidade, genuinamente a espada simboliza a arma com a qual esses oficiais protegem a Oficina das vistas e ouvidos daqueles que não podem ingressar nos trabalhos da Loja.
Em assim sendo, os rituais e os manuais deveriam orientar melhor o Cobridor e o Guarda Externo para que trouxessem suas espadas embainhadas em uma bainha (estojo apenso de um talabarte onde se introduz a lâmina de arma branca).
Em não existindo na Loja a bainha, que pelo menos exista então um dispositivo que vai preso à retaguarda do espaldar da cadeira, cuja finalidade é a de acondicionar a espada nos momentos em que o dever de ofício não obrigue a sua utilização. Assim, esses oficiais somente deveriam empunhar espada quando o dever de ofício deles exigisse ou quando o ritual igualmente determinasse.
Estando nessa forma devidamente acondicionada à espada (na bainha ou no dispositivo), o Cobridor, por estar com as suas mãos livres, ao ficar à Ordem compõe o Sinal com a(s) mão(s) na forma de costume. Se a ocasião exigir que ele se mantenha à Ordem empunhando a espada, ele então se mantém com ela em ombro-arma, postura essa também conhecida como “posição de rigor”. Nessa condição o protagonista mantém a sua espada empunhada pela mão direita, na vertical e apontada para cima pelo lado direito do seu corpo. O respectivo punho se conservará junto à respectiva banda do quadril trazendo o braço e antebraço atinentes afastados do tronco. O corpo nessa condição se conserva a prumo e os pés formarão uma esquadria como na forma de costume. O braço esquerdo permanece caído na vertical ao longo do corpo.
Quando o Cobridor, ou o Guarda Externo, em pé ou sentado, não estiver se utilizando da espada, deverá mantê-la embainhada ou presa no dispositivo fixando na retaguarda do seu assento. Alguns rituais prevêem inclusive uma pequena argola de metal que vai presa na parte inferior da faixa do Mestre (junto à joia), cuja qual serve como aparelho para acondicionar a espada.
O hábito de manter a espada apoiada com a ponta sobre o piso, ou mesmo sobre as coxas, é atitude equivocada, portanto não deve ser adotada.
Dado a esses comentários, é errado o pensamento de que o Cobridor Interno ou o Guarda Externo precisem se manter o tempo todo da sessão com a espada segura pela mão (empunhada). Situações de espada em guarda, ou em ombro-arma, devem (ou pelo menos deveriam) estar previstas no ritual.
No tocante a espada, sua prática também se aplica aos Expertos quando no cumprimento dos seus ofícios.
Quanto às espadas utilizadas pelas comissões e guarda de honra durante os ingressos e retiradas formais, assim como outros procedimentos inerentes à ritualística maçônica, essas não ficam embainhadas, mas acondicionadas em dispositivos próprios para essas ocasiões – geralmente ficam no Átrio da Loja.
Ao concluir ainda deixo o seguinte alerta. As espadas, tradicionalmente quando empunhadas, são sempre seguras com a mão direita. Infelizmente alguns rituais ainda trazem o rançoso anacronismo de trazê-las empunhadas, em algumas situações, com a mão esquerda, alegando para tal que a mão esquerda fica do mesmo lado do coração. Na realidade essa é uma enorme invenção que, além de não fazer sentido, ainda trata a Maçonaria como um repositório de credos particulares, o que no mínimo é um contrassenso, pois atenta contra a racionalidade da liturgia maçônica. No REAA a única espada que é empunhada pela mão esquerda é a Flamejante e isso acontece durante as sagrações quando o titular obrigatoriamente traz na sua mão direita um malhete para percutir sobre a lâmina da espada a consagração. Eram essas as considerações, ao tempo que peço escusas pela abordagem prolixa, no entanto justifico mencionando que explicar ritualística não é empreitada para poucas linhas.


T.F.A.

PEDRO JUK


JAN/2019