domingo, 16 de junho de 2019

SAUDAÇÃO NA RETIRADA


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Wagner da Silva, Loja Ypiranga, 83, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresentou a seguinte pergunta:

SAUDAÇÃO NA RETIRADA


Quando em Loja aberta, algum Irmão precise sair antes, ou mesmo em cobertura, a saudação deve ser feita somente ao Venerável Mestre, ou também para os Vigilantes?

CONSIDERAÇÕES.

Na realidade a saudação às Luzes somente se dá se a saída for definitiva. Alguém que por algum motivo tenha para si o Templo coberto por tempo necessário e posterior retorno não precisa fazer a saudação. Isso seria um excesso de preciosismo. A regra é a de se cumprimentar apenas quando alguém chega pela primeira vez e quando se sai definitivamente.
Não faz sentido nas retiradas e retornos provisórios serem a cada vez precedidos de saudações.
Nesse sentido, reitero: a saudação às Luzes se faz apenas quando um obreiro que, ao ser recebido pela primeira vez, ingressa com formalidade após a abertura da Loja. Assim, o seu ingresso se dará pela Marcha saudando posteriormente às Luzes. Do mesmo modo, se ele precisar sair em definitivo, antes de sair, próximo à porta ele se volta e saúda às Luzes na forma de costume.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

DIÁCONOS


Em 22/02/2019 o Respeitável Irmão Cleidson Rodrigues Silva, Loja Aurora de Goiás, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta o seguinte:

DIÁCONOS.


Para fins de conhecimento, pois, exerço o cargo de 1º Diácono, gostaria de saber do ponto de vista exotérico e ritualístico, o que o irmão puder me passar.
Desde já agradeço sua atenção e, vindo a Goiânia, faça-nos uma visita, ficaremos honrados com vossa presença.

CONSIDERAÇÕES.

Em linhas gerais, em Maçonaria o título de Diácono, haurido da Igreja, se refere ao oficial mensageiro.
A sua origem como oficial advém dos tempos da Maçonaria de Ofício (operativa) quando, devido a complexidade e o tamanho das obras (uma catedral, por exemplo) o Mestre da Obra e os seus auxiliares imediatos, “wardens”, mais tarde os Vigilantes, se serviam do ofício dos antigos “oficiais de chão”. Esses, na realidade eram mensageiros que traziam e levavam ordens, bem como zelavam pela organização dos profissionais que atuavam no imenso canteiro. Cabia a eles levar e trazer as comunicações que ocorriam entre os três dirigentes do canteiro de Obra (Harry Carr cita os “antigos oficiais de chão” no seu irretocável The Freemason At Work).
Com o advento da Moderna Maçonaria, esses antigos oficiais de chão passaram a ser designados por Diáconos, cuja função simbólica, em alguns ritos é a do mensageiro, enquanto que noutros como um experiente ajudante de ordens na liturgia maçônica.
No REAA, quando da transmissão da Palavra Sagrada que se dá na abertura e encerramento dos trabalhos, eles, como mensageiros, relembram o ofício de levar e trazer mensagens.
As suas joias distintivas, idealizadas pela figura de um pombo, representam o mensageiro em alusão àquele que partiu e voltou (influências religiosas – vide Noé e o Dilúvio no Antigo Testamento).
Já no Craft, sistema maçônico anglo-saxônico, os Diáconos têm mais a função de conduzir candidatos nas cerimônias iniciáticas, sobretudo como mensageiros experientes que administram partes da liturgia maçônica. Já na Maçonaria de origem francesa (latina) essa função é desenvolvida pelos Expertos (experientes), enquanto que os Diáconos representam os mensageiros do passado. Destaque-se que na Maçonaria latina geralmente é o Mestre de Cerimônias que trabalha como ajudante de ordens imediato, cujo ofício, dentre outros, é também o de servir o Venerável ajudando-o no encaminhamento e condução de documentos e livros entre as Dignidades e Oficiais da Loja – essa não é, como muitos pensam, função do 1º Diácono.
Cabe comentar que a transmissão da Palavra Sagrada entre os Diáconos, Vigilantes e Venerável simboliza bem o período operativo onde os cantos e aprumadas eram conferidos e comunicados, pelos Vigilantes ao Mestre da Obra. A transmissão da Palavra é uma espécie de alegoria que representa essa conferência “justa e perfeita”.
Deixo como indicação a leitura de uma Peça de Arquitetura minha que publiquei no em http://pedro-juk.blogspot.com.br , cujo título é “Bastões, Varas, Hastes. Instrumentos da Liturgia Maçônica”. Nele certamente o Irmão encontrará referência sobre o ofício dos Diáconos. No meu Blog o Irmão também encontrará muitos escritos que fazem alusão ao porquê da transmissão da Palavra entre os Diáconos e as Luzes da Loja.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

sábado, 15 de junho de 2019

REAA - SAUDAÇÃO E DESFAZER O SINAL


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Ricardo Belluca, Loja 24 de Julho 2747, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, formulou a seguinte questão:

SAUDAÇÃO E DESFAZER O SINAL


No ritual, a saudação só é feita na entrado do Templo e quando entramos no Oriente, então por que os saúdam o 1º Vigilante e 2º Vigilante, no caso dos Diáconos, “como exemplo”?

CONSIDERAÇÕES.

Embora a pergunta pareça um pouco confusa acho que entendi.
Como já explicado, saudação em Loja somente se faz ao Venerável Mestre quando do ingresso e saída do Oriente e ao Venerável Mestre e Vigilantes quando da entrada e saída do Templo – obviamente isso se dá em Loja aberta.
Ocorre, entretanto, que muitos Irmãos ainda confundem o ato de se compor o Sinal de Ordem e desfazê-lo pelo Sinal Penal, com saudação. É preciso que se diga que toda a saudação é feita pelo Sinal, porém nem sempre a composição do Sinal significa saudação.
Imagina-se que todo o maçom praticante do REAA sabe que em Loja aberta quem estiver em pé fica à Ordem, isto é, compõe o Sinal de Ordem. Para desfazê-lo obrigatoriamente o faz pelo Sinal Penal (isso é uma regra universal).
Há que se entender então que esse gesto não é necessariamente uma saudação e ocorre, por exemplo, entre os Diáconos, o Venerável e os Vigilantes quando da transmissão da Palavra antes do encerramento dos trabalhos. Assim, estando eles parados, em pé e um diante do outro, ambos cumprem a formalidade de estar à Ordem. Ora, isso não é saudação, mas uma regra. O mesmo acontece quando alguém pede a Palavra e fica à Ordem. Concluída a sua fala, ele desfaz o Sinal na forma de costume. Isso também não é saudação.
Nesse sentido, entenda-se que o ato de compor e desfazer o Sinal nem sempre significa saudação, entretanto as saudações em Lojas previstas no ritual (página 42) são sempre feitas pelo Sinal.



T.F.A.


PEDRO JUK


JUNHO/2019

REAA - RITUALÍSTICA - ORADOR, M. CERIMÔNIAS E SAUDAÇÃO NA CIRCULAÇÃO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Leonardo Eroico. Loja de Pesquisa e Estudo Maçônico Tabernáculo, GOB-SP, Estado de São Paulo, apresentou as seguintes perguntas:

ORADOR, MESTRE DE CERIMÔNIAS E SAUDAÇÃO NA CIRCULAÇÃO.


1 – Se a sessão não ocorrer J\ e P\, como o Orador procede no encerramento dos trabalhos?
2 – O Mestre de Cerimônias deve falar algo quando o Venerável Mestre pede a ele que acompanhe os Irmãos dentro do Templo? Ou na entrada dele?
3 – Deve se fazer algum sinal ao se cruzar o eixo da Loja?

CONSIDERAÇÕES.

  1. Penso que essa é uma questão redundante, pois é obrigação do Orador zelar pelo cumprimento da Lei. Assim, ao detectar uma situação que não condiga com a legalidade, ele imediatamente toma as providências. Seria assim contraditório se o Guarda da Lei deixasse transcorrer os trabalhos para apontar o desrespeito à legalidade apenas no final da Sessão. É produtivo que o mal seja cortado pela raiz e não se esperar que ele dê por primeiro fruto para depois declará-lo nocivo. Em síntese, nos trabalhos maçônicos, em havendo equívocos ou desrespeito às Leis, imediatamente o Guarda da Lei deve tomar as providências e não esperar o final para declarar que houve transgressão à legalidade.
  2. O Mestre de Cerimônias, nesse caso, apenas se apresenta fisicamente sem a necessidade de proferir palavras. Para o bem da ritualística, o Venerável Mestre, sempre que fizer essa solicitação ao Mestre de Cerimônias, que o faça dizendo: “conduzi” o Irmão Fulano de Tal... O verbo conduzir já exprime a ação do seu ofício. Não há necessidade de nenhuma tagarelice por parte do Mestre de Cerimônias como às vezes vemos por aí. Atitudes assim não passam de falatórios desnecessários aliados às atitudes improdutivas.
No ingresso do Venerável para o início dos trabalhos, basta que o Mestre de Cerimônias mencione “Venerável Mestre” no momento do ingresso – o condutor vai à frente portando o bastão. É desnecessário qualquer outro palavreado ou convite por parte do condutor.
Reitero, o Mestre de Cerimônias não “acompanha ninguém”, porém “conduz” alguém. Assim, conduzindo ele vai sempre à frente do conduzido. Nesse sentido o Venerável Mestre, ao solicitar o ofício dele, também deve fazê-lo se expressando de maneira correta, isto é, proferindo o verbo transitivo direto “conduzir”, no sentido de guiar, orientar, levar.
  1. Em hipótese alguma. Isso nem está previsto no Ritual de Aprendiz em vigência que, diga-se de passagem, deixa bem claro na sua página 42, segundo parágrafo, quando menciona que saudações em Loja somente serão feitas ao Venerável Mestre quando do ingresso e saída do Oriente e ao Venerável Mestre e Vigilantes quando da entrada e saída do Templo. Por óbvio essa orientação se prende no momento em que a Loja estiver ritualisticamente aberta e a saída do Templo for definitiva. Assim, nada consta no sentido de orientar saudação quando da ultrapassagem do eixo do Templo. Repare que no primeiro parágrafo da página 42 do mesmo Ritual acima mencionado há explicações sobre a circulação em Loja. Observe que nela também não há qualquer referência à saudação.



T.F.A.


PEDRO JUK


JUNHO/2019

LOJA DE MESA


O Respeitável Irmão Ismael Medeiros, Loja Cidade Azul, 2.779, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte:

LOJA DE MESA


Recentemente o Irmão realizou uma palestra em nossa Loja a respeito da ritualística. Particularmente, gostei da forma como o Irmão abordou os mitos e verdades que nos circundam... foi realmente de grande valia...
No entanto, tomo a liberdade de fazer contato, externando uma dúvida que há muito paira em nossa Loja...
A Sessão de Loja de Mesa, ela deve ser realizada no interior do Templo ou obrigatoriamente fora dele, desde que fora dos olhos de profanos?
Desde já, agradeço a atenção e colaboração.

CONSIDERAÇÕES.

Não é recomendável que uma Loja de Mesa, equivocadamente chamada de “Banquete Ritualístico” se dê dentro da Sala da Loja ou, comumente por nós conhecido como Templo.
É apropriado que a Loja de Mesa ocorra no edifício que comporta o Templo, porém num recinto adequado e coberto aos olhos e ouvidos de não iniciados.
Existe também a possibilidade de que a Loja de Mesa se realize num outro recinto, fora do edifício maçônico, desde que comporte sua total cobertura para os seus trabalhos.
É preciso que se diga que a Loja de Mesa praticada na Moderna Maçonaria advém, em grande parte, de costumes hauridos das Tabernas dos Maçons Antigos, época em que ainda não existiam edifícios maçônicos próprios para os trabalhos das Lojas.
Assim, obedecendo a uma ritualística própria, as Lojas de Mesa ocorrem apenas com a presença de Maçons, não sendo permitido o comparecimento de não iniciados – RGF, Art. 108, § 1º, VIII.
Nesse sentido, não há o porquê de se imaginar que obrigatoriamente a Loja de Mesa careça tomar força e vigor no interior do Templo consagrado aos trabalhos maçônicos.
A Loja de Mesa (nome apropriado) realizada geralmente nas datas solsticiais e, em alguns casos nas datas equinociais, remontam costumes das antigas tradições da Ordem que desenvolviam os seus trabalhos operativos acompanhando os ciclos naturais, cujos afazeres das construções chegavam ao seu ápices nas estações em que o Sol vigorosamente trazia calor e conforto, restringindo-se ao descanso dos operários no ciclo do inverno onde prevalecem as trevas (dias curtos e noites longas).
No tocante ao Ritual do GOB para essa finalidade, página 115 dos Rituais Especiais – Decreto 1506/2016, 4 – Banquete Ritualístico, o seu primeiro parágrafo dispõe o seguinte:

“Os Banquetes Maçônicos devem realizar-se, preferencialmente, nos edifícios maçônicos, em locais apropriados (o grifo é meu); entretanto, podem ter lugar em outro qualquer edifício (o grifo é meu), contanto de que tudo se disponha de modo que de fora do recinto nada se possa ver ou ouvir, isto é, completamente coberto das vistas e dos ouvidos de pprof\”.

Em que pese a carência urgente de uma revisão no conteúdo ritualístico do Ritual do GOB[1], como se pode constatar, o mesmo não menciona a realização obrigatória do “Banquete” dentro do Templo, mas no edifício em lugar apropriado. Do mesmo modo ele menciona que os trabalhos em Loja de Mesa podem ter lugar em outro edifício, desde que se observe o Landmark do sigilo para esse trabalho.

P.S. – O Ritual de Banquete Ritualístico aqui mencionado será objeto de revisão e correção futura conforme os propósitos e orientações que serão colocadas na plataforma http://ritualistica.gob.org.br



T.F.A.

PEDRO JUK


JUN/2019


[1] O conteúdo ritualístico desse Ritual traz inúmeros equívocos e anacronismos. Desses pode-se citar a utilização de um objeto para compor o Sinal, fazer o Sinal sentado, nome inapropriado de Banquete para a Loja de Mesa, etc.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

QUITE PLACET XI


Em 15/02/2019 o Respeitável Irmão Gilberto Flores de Souza, Loja 20 de Agosto, 2.670, sem mencionar o nome do Rito, GOB-MS, Oriente de Dourados, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

QUITE PLACET.

Caro Irmão, ao longo da minha vida aprendi uma máxima: podemos nos dar o luxo de não sabermos tudo, no entanto, temos a obrigação de saber onde e com quem buscar as respostas. Há algum tempo, tive o privilégio de receber as suas orientações sobre outros assuntos. As dúvidas desta vez são:
1) Um Irmão de posse do Quite Placet válido (até seis meses) pode participar e visitar outras Lojas?
2) Um Irmão solicitou Filiação numa Loja do GOB, com Quite Placet válido, porém esse Quite Placet estava com prazo de validade vencendo (faltava 10 dias para vencer), a Loja não chegou a uma conclusão quanto a Filiação em tempo hábil. Hoje o Quite Placet já extrapolou o prazo de validade; a dúvida é se vale a data de entrada do documento na Loja? Ou terá que optar por Regularização?

CONSIDERAÇÕES.

  1. Como eu tenho dito, essa não é uma questão da qual eu me sinto à vontade para responder, especialmente porque essa não é a minha área de atuação na Ordem. Me ocupo mesmo é da sua liturgia, história e filosofia. Todavia, vou expor os meus parcos conhecimentos da área do direito maçônico.
No meu modo de entender, quem pede o Quite Placet o pede por algum motivo, podendo ser simplesmente pelo desejo de deixar a Instituição ou porque o momento não lhe é propício, como por exemplo, o de cumprir com as obrigações (frequência ou pecuniária) que a Maçonaria lhe impõe.
Assim, se um portador do Quite Placet, dentro do prazo da sua validade, se sentir capaz e ter vontade para retornar aos trabalhos maçônicos, ele pode então pedir seu retorno por processo de Filiação numa Loja da Obediência que expediu o Quite. Feita a sua filiação ele pode frequentar novamente os trabalhos.
No caso de ser um portador de Quite Placet vencido, ele então pode pedir a sua Regularização. Por óbvio, em ambos os casos se segue o processo legal para o retorno aos trabalhos.
Sendo bem obtuso no meu entendimento, um Irmão com Quite Placet só pode frequentar os trabalhos novamente depois de ter obtido a sua Filiação ou, se for o caso, a sua Regularização.
  1. Eu penso que a responsabilidade é de quem recebe o pedido de Filiação. Ora, se o Quite Placet com prazo de validade é uma realidade e requer apenas o processo de Filiação não vejo o porquê de a Loja atrasar o andamento do processo.
Entendo também que no caso do pouco prazo mencionado, o que vale é o protocolo de entrada do processo. Se ele estiver dentro do prazo de validade, o processo de Filiação passa a ser contado a partir da sua entrada oficial na Loja. A Guarda dos Selos deve levar em consideração a data do pedido oficial de Regularização.
Obviamente que se o pedido viesse acompanhado de um Quite Placet vencido, o processo não mais seria de Filiação, e sim de Regularização.
Eram essas as minhas considerações, lembrando que elas têm mais o caráter de ilustrar do que conceder uma afirmativa laudatória. Nesse caso eu aconselho o Irmão a consultar o Guarda da Lei da sua Loja e, na dúvida ainda, ao Ministério Público Maçônico.


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019

segunda-feira, 10 de junho de 2019

TERCEIRA VIAGEM - O LUGAR DA PURIFICAÇÃO PELAS CHAMAS


Em 08/02/2019 o Respeitável Irmão José Roberto D’Abronzo, Loja Liberdade e Trabalho, 2.242, REAA, GOB, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

PURIFICAÇÃO PELO FOGO


Diz o Ritual de Aprendiz que, após a 3ª Viagem, o Candidato deverá passar por três vezes pelas chamas purificadoras.
Gostaria de saber onde deverá estar a pira para essa purificação:
1 - Dentro do Oriente ou
2 - No Ocidente.

CONSIDERAÇÕES.

O Iniciando é conduzido até o lugar do Mestre de Cerimônias. Diante dele o Candidato passa pela purificação por três vezes sem sair do lugar. Isto é, seu condutor o faz parar no Ocidente e o Mestre de Cerimônias, com o auxílio de uma vela acesa procede, sem sair do lugar, na forma de costume.
Reitero, o Candidato estaciona logo que desce do Oriente (próximo ao lugar do Mestre de Cerimônias) e ali permanece para passar pela purificação. Todo esse gestual ternário se dá no mesmo lugar.
A propósito, não existe nenhuma “pira” para essa purificação. Como comentado, basta a chama de uma vela acesa.
Esse procedimento já se encontra bem detalhado e pode ser consultado em http://ritualistica.gob.org.br


T.F.A.

PEDRO JUK


JUNHO/2019