quarta-feira, 17 de julho de 2019

REAA. DIALÉTICA RITUALÍSTICA E AS ATRIBUIÇÕES DOS DIÁCONOS.


Um Respeitável Irmão praticante do REAA e de Loja pertencente ao Grande Oriente do Brasil, Distrito Federal, apresenta a questão seguinte:

ATRIBUIÇÕES DOS DIÁCONOS.


Baseado na dialética ritualística entre o Venerável Mestre e os Diáconos durante a abertura dos trabalhos, pergunto:
1.     O Primeiro Diácono, pode comandado pelo Venerável Mestre se dirigir-se a qualquer Dignidade ou Oficial para ajudar o Venerável? Como por exemplo, se dirigir ao Tesoureiro pegar o débito de um Irmão?
2.     E o Segundo Diácono, se houver algum Irmão importunando os trabalhos (conversando, ou fazendo uso de celular, etc...) ele poderá sair do seu lugar e advertir o importunador?

ORIENTAÇÕES.

A dialética ritualística relativa aos Diáconos no REAA é uma reminiscência simbólica das antigas construções da Maçonaria de Ofício e nada tem a ver literalmente com o que preceituam os textos atuais. Explicar essa afinidade demandaria de uma longa exposição histórica mergulhada nos tempos medievais quando os “Oficiais de Chão” operavam como mensageiros e fiscais dentro dos imensos canteiros que comportavam as construções das velhas catedrais, muito bem citadas por Harry Carr e Fort Newton.
No REAA\ a relação dos Diáconos com o oficio do mensageiro perduram apenas na alegoria da Transmissão da Palavra utilizada na abertura e encerramento dos trabalhos. Suas atividades sugerem uma relação com as aprumadas e nivelamentos dos cantos da obra, que iam geralmente fundamentados na pedra angular colocada no canto nordeste da construção.
Muitas dessas expressões de retórica (dialética ritualística) são originárias do Craft (trabalho inglês) e acabaram influenciando costumes de alguns ritos de vertente francesa, como é o caso do REAA.
No Craft, vertente maçônica anglo-saxônica - vide, por exemplo, o Rito de York - os Diáconos têm muito mais função de ofício do que no REAA, embora o simbolismo do Rito Escocês também tenha herdado muitos costumes dos “Antigos”, por extensão, influências anglo-saxônicas. Foi assim que essa dialética ritualística passou a existir no simbolismo do REAA, sobretudo através do aperfeiçoamento dos seus rituais ocorridos a partir do século XIX na França.
Assim, no escocesismo simbólico, apesar da dialética ritualística que consta no ritual, os Diáconos são apenas os personagens mensageiros na alegoria da Transmissão da Palavra que ocorre entre as Luzes da Loja no rito em questão. Na época dos canteiros medievais, ainda como Oficiais de Chão, esses mensageiros e fiscais dos trabalhos seriam posteriormente, por influência da Igreja, denominados Diáconos.
No tocante à Moderna Maçonaria, especialmente nas Lojas especulativas do REAA, a função de trazer e levar documentos durante os trabalhos da Loja, assim como manter a organização e fiscalizar os operários, não é ofício dos os Diáconos. Reitero, no ritual essa é apenas uma dialética de profundo significado iniciático, munca uma ação literal de ofício.
Assim sendo, no REAA, quem auxilia o Venerável no ofício de conduzir papeis, documentos e outros congêneres, é o Mestre de Cerimônias. Quem fiscaliza a legalidade e o comportamento dos Irmãos nos trabalhos é o Orador. Nada disso tem a ver com os Diáconos em se tratando do escocesismo simbólico.
É bom que se diga que o Venerável Mestre é o primeiro que deve saber disso.
A propósito, nas orientações e adequações do ritual de Aprendiz que já constam na plataforma http://ritualistica.gob.org.br , eu menciono a não utilização dos Diáconos para outras finalidades, senão aquelas que os envolvem na transmissão da Palavra para a abertura e o encerramento dos trabalhos.
Por consequência desses comentários, ratifica-se que no REAA os Diáconos somente são os transmissores da Palavra Sagrada na abertura e encerramento. O que menciona os itens 1 e 2 da sua questão é ofício do Mestre de Cerimônias e do Orador, respectivamente.


T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística


17/07/2019


REAA - USO DA PALAVRA. DIRIGINDO A PALAVRA OU SAUDANDO?


Um Respeitável Irmão do Oriente do Distrito Federal que trabalha no REAA, GOB, coloca as seguintes questões:

PROCEDIMENTOS PARA O USO DA PALAVRA.


Existe controvérsias quando um Irmão vai fazer uso da palavra, estando presente em Loja o Soberano Grão-Mestre, o Grão-Mestre Distrital ou outras autoridades.
Acredito que devemos começar a fazer a saudação pelas Luzes da Loja, e depois segue a sequência por faixa de tratamento conforme página 65 do Ritual de REAA. Entretanto, alguns Irmãos defendem que devemos começar a fala cumprimentando, primeiro, as maiores autoridades, depois as Luzes da Loja. O que estaria correto?

ORIENTAÇÃO.

Três aspectos a comentar:
1.     O usuário da palavra, ao se dirigir à Loja não está “saudando” os mencionados, mas protocolarmente lhes dirigindo a palavra. Para ser saudação, o protagonista então deveria saudar “pelo Sin\ Pen\ do Grau” a cada um que ele mencionasse, entretanto isso não ocorre, pois ele compõe o Sin\ de Ord\ (se estiver em pé) e se dirige à Loja mencionando protocolarmente por primeiro aquele, ou aqueles de direito. Concluída a sua fala, ele desfaz o Sin\ antes de sentar. Reitero, isso não é saudação, mas modo protocolar de se dirigir à Loja.
Cabe mencionar que saudação em Loja, conforme especifica o Ritual, somente é feita ao Venerável Mestre quando se entra e sair do Oriente, ou formalmente às Luzes da Loja quando se ingressa após o início dos trabalhos, bem como quando em retirada definitiva antes do encerramento.
Assim, saudação maçônica só se faz pelo Sin\ Pen\, isto é, em se estando à Ordem executa-se o Sin\ para se saudar. Advirto: toda saudação maçônica é feita pelo Sin\, entretanto, nem sempre fazer o Sin\ implica em saudação. Exemplo: faz-se também o Sin\ Pen\ ao se desfazer definitivamente o Sin\ de Ord\.
Quando um obreiro pede a palavra ele dirige a mesma à Loja iniciando a sua fala como se destaca a seguir.
2.     O usuário da palavra, ao se dirigir à Loja, menciona por primeiro hierarquicamente aqueles que detém a posse dos respectivos malhetes, ou seja, se dirige por primeiro ao Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes (Luzes da Loja), não importando a(s) autoridade(s) que esteja(m) presente(s), inclusive o próprio Grão-Mestre.
Após se dirigir às Luzes da Loja, ele então menciona as autoridades presentes, demais Dignidades e Irmãos.
É equivocado pensar que se deve primeiro mencionar a mais alta autoridade presente, pois se assim fosse, então se deveria dirigir primeiramente a palavra ao Pavilhão Nacional, que sempre deve estar presente nas sessões maçônicas e é indiscutivelmente a mais alta autoridade.
Outro aspecto, é o de que o Grão-Mestre, depois de receber formalmente o malhete, ele o devolve ao Venerável e ocupa uma cadeira de honra e não o trono (isso está previsto na legislação).
3.     Por fim, também é improdutivo o usuário da palavra ficar mencionando uma a uma as autoridades e cargos presentes. Isso é desnecessário e deve ser evitado por não contribuir com nada.
Se preferir, o usuário da palavra, depois de ter se dirigido às Luzes, pode citar a mais alta autoridade presente como representante das demais. Nos ensina as Sete Ciências e Artes Liberais, no seu primeiro “trivium” (Gramática, Retórica e Lógica), o seguinte: “o Maçom ao falar, fala pouco e bem; deve ser suscinto, claro e objetivo”. Assim, ficar repetindo cargos e nomes é ato contraditório à aplicação da boa geometria, até porque ser prolixo nessas ocasiões, também atenta contra a paciência dos demais.
Nesse sentido, seguem alguns exemplos de como o usuário da palavra deve proceder ao se dirigir à Loja:
a)    Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes, Autoridades presentes, demais Dignidades, meus Irmãos, ...
b)    Luzes da Loja, Autoridades, demais Dignidades, meus Irmãos, ...
c)     Luzes da Loja, Soberano (ou, Eminente) Grão-Mestre, em nome de quem me dirijo às demais Autoridades, outras Dignidades, meus Irmãos, ...
d)    Luzes, Autoridades, meus Irmãos, ...
E assim por diante. Reitero, não há necessidade de depois de ter se dirigido às Luzes, nominar autoridades e cargos uma a uma, destas se for o caso, basta uma (a mais alta na ordem de precedência) para representar as demais, ou simplesmente mencionar genericamente “autoridades”.
Eram essas as Orientações

T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística – GOB



17/07/2019


domingo, 14 de julho de 2019

PORTA-ESPADA PRECISA SER MESTRE INSTALADO?


Em 19/03/2019 o Respeitável Irmão Alveriano de Santana Dias, Loja Pedro Tomáz de Medeiros, Nº 07, REAA, GLMEPB, Oriente de Picuí, Estado da Paraíba, apresenta a questão que segue:

OCUPAÇÃO DO CARGO DO PORTA-ESPADA.


Faço-lhe uma pergunta com relação a ocupação do cargo de Porta-espada. Pergunto-lhe: esse cargo é privativo de um Past Venerável Mestre?
Faço-lhe essa pergunta por que tenho verificado que as Lojas da minha jurisdição têm agido dessa forma. Uma das justificativas é que para empunhar a Espada Flamejante
é necessário que o Mestre seja o Venerável ou Past Venerável. Só nessa condição é que eles podem empunhá-la, inclusive, sem as luvas.
Tenho observado, ainda, que quando um Mestre está ocupando o cargo de Porta-Espada e ele não foi venerável, ele a empunha com as luvas.
O que você tem para esclarecer sobre esse assunto?

CONSIDERAÇÕES.

A questão de se empunhar a Espada Flamejante calçando luvas nada mais é do que pura invenção. Se isso estiver no Ritual é produto de imaginação. No REAA só empunha a Espada Flamejante o Mestre Maçom que tenha sido instalado (empossado) na cadeira do dirigente de uma Loja – com luvas ou sem luvas.
Dado a isso é que o Porta-Espada para conduzi-la deve fazê-lo de tal modo que a mesma esteja deitada sobre uma almofada ou dentro um escrínio. Por essa particularidade, ao conduzi-la, ele “não toca” na Espada, portanto, como condutor também não precisa ser um Mestre Maçom Instalado.
No REAA, tradicionalmente a Espada Flamejante é utilizada apenas na sagração de Candidato ou de Maçons nas cerimônias e Iniciação, Elevação e Exaltação respectivamente.
Criada com essa única finalidade litúrgica, definiu-se que só empunha a Espada Flamejante aquele que é, ou tenha sido um dia eleito Venerável de uma Loja. Nesse sentido, quando ele é empossado também recebe a Espada Flamejante como um dos seus objetos do seu ofício.
No sentido lato da tradição do simbolismo no REAA, a Espada Flamejante é a única espada empunhada com a mão esquerda pelo titular, já que quando da sua utilização no ofício da consagração, obrigatoriamente o Venerável traz na sua mão direita o malhete. No REAA\, a espada, não sendo a Flamejante, é sempre empunhada com a mão direita.
Como a Espada Flamejante simbolicamente representa uma chama, ou um raio, ela não pode ser “embainhada”, sendo, portanto, conduzida sobre, ou dentro de um artefato, o que faz com que o Oficial encarregado de a transportar o faça sem nela tocar. Com isso, reitero, o Porta-Espada não precisa usar luvas (sic) e nem ser propriamente uma Maçom que já tenha sido eleito um dia para o veneralato de uma Loja.


T.F.A.

PEDRO JUK


JULHO/2019

PAINEL - PÓRTICO DA CÂMARA DO MEIO


Em 18/03/2019 o Respeitável Irmão Antonio José Silva, Loja Nova Águia das Alterosas, 197, REAA, GLMMG, sem mencionar o nome do Oriente, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

PÓRTICO DA CÂMARA DO MEIO


Tive uma dúvida ao estudar o Pórtico da entrada do Santo dos Santos onde vemos duas inscrições sendo uma de cada lado do arco do pórtico. Uma é claramente o tetragrama, mas tive dúvida na interpretação. Também não sei se a interpretação é de forma isolada ou as duas em conjunto. Poderia me ajudar?

CONSIDERAÇÕES.

De fato, eu precisaria saber sobre qual painel o Irmão está se referindo, já que deles, existem vários, geralmente adotados, mas sem nenhum critério ou relação com a doutrina do REAA.
Ao longo dos anos, muitos e muitos Painéis foram desenhados, e destes, muitas vezes, alguns dos seus símbolos não fazem qualquer sentido, inclusive quando adotam caracteres hebraicos que nada têm a ver com a alegoria. Destaco que muitas vezes esses caracteres são falsos e nem mesmo existem, senão como produtos de invenção, levando terminados autores à verdadeiros delírios interpretativos.
PAINEL FRANCÊS
Outra consideração importante é a de que muitas vezes o painel adotado aleatoriamente, nem mesmo está de acordo com a filosofia e característica da vertente maçônica (teísta ou deísta). No caso do REAA, por exemplo, que é um rito de origem francesa adota genuinamente um de Painel que corresponde aos seus anseios doutrinários, enquanto que o Craft, de vertente anglo-saxônica, adota outro Painel, cujo título é conhecido como Tábua de Delinear.
Tradicionalmente, eu posso lhe garantir é que o Painel de Mestre do REAA, em que pese a indiscutível influência hebraica que esse rito possui, o seu Painel genuíno não traz nenhum caractere, nem desenho de pórtico com frases nele escrito. Já essas características se coadunam com as Tábuas de Delinear do Craft (origem inglesa).
Infelizmente no Brasil, ainda algumas Obediências adotam um Painel de Mestre no REAA que não é francês, porém é mera cópia da Tábua de Delinear inglesa. Reitero, isso precisa ser levado em consideração, pois doutrinariamente seu conteúdo não condiz com a sua realidade litúrgica.
PAINEL INGLÊS
Numa breve descrição, o Painel do Terceiro Grau do REAA, sem nenhuma inscrição hebraica, simula um t\ coberto por um pano negro colocado sobre o Pav\ Mos\ tendo sobre ele alguns símbolos maçônicos, como o de um r\ de acác\ e de seis conjuntos de cr\ com tt\ ccruz\, dentre outros. Já a Tábua de Delinear inglesa, possui outros símbolos, como um e\ trazendo nele desenhado diversos símbolos, dos quais, um pórt\ sustentado por ccol\ em cujo arco aparece uma inscrição com caracteres hebraicos, etc. Há ainda outras Tábuas com inscrições e desenhos que podem variar.
Sobre a inscrição no pórtico em arco - sem saber se é o mesmo Painel que o Irmão está se referindo - alguns tratadistas a mencionam como “Sagrado e Todo Poderoso Deus Altíssimo”. Reitero, não sei se é o mesmo Painel.
Dadas às incertezas, eu prefiro ficar com a citação do Irmão Harry Carr ao escrever uma Peça de Arquitetura para as Atas da Quatuor Coronati Lodge sobre “Aspectos Hebraicos do Ritual” com ênfase na Tábua de Delinear do Terceiro Grau. Nesse interim, Carr, pedindo auxílio ao Dr. Cohen, especialista em antiguidades hebraicas em Birminghan, obteve a seguinte resposta: “As palavras hebraicas da Tábua do Terceiro Grau são comumente reproduzidas de forma errada, corrompida. Em muitos dos detalhes da Tábua, não há implicações maçônicas. Eles entraram como ornamento, a gosto dos velhos desenhistas e não há uniformidade nos mesmos...”
Como bem colocado na resposta obtida por Harry Carr, é um tanto quanto temerário tentar uma tradução ou dar um parecer sobre esses escritos que paulatinamente vem se corrompendo ao gosto dos “velhos desenhistas”.
Como não bastasse as deturpações de símbolos dos conteúdos, há ainda a deturpação na adoção de Painéis que nem sempre são adotados com critério necessário. É o caso, por exemplo, de Painel com conteúdo inglês enxertado num rito que é filho espiritual da França. Note nele, por exemplo, que as ferramentas utilizadas pelos três mm\ cc\ não condizem com a Lenda contada na França. Em síntese, antes de interpretar, é melhor verificar se o Painel utilizado é o correto.




T.F.A.

PEDRO JUK

JULHO/2019

quarta-feira, 10 de julho de 2019

À ORDEM. PÉS EM ESQ.'.


Em 13/03/2019 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Justiça e Caridade, REAA, GOB-PR, Oriente de Paraíso do Norte, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

PÉS EM ESQUADRIA.


Minha questão diz respeito aos demais Graus do REAA, quando se pede para ficar à Ordem, minha dúvida é, neste momento, além do Sinal do respectivo Grau, os pés também devem estar em esquadria, como no simbolismo? Desculpe-me a minha ignorância sobre o assunto, mas, nos rituais dos demais Graus do REAA, não existe essa informação, e vejo que os Irmãos não executam a esquadria com os pés.

CONSIDERAÇÕES

Acredito que estamos falando dos “demais graus do simbolismo”.
Pois bem, pode-se dizer que há um erro nos rituais do 2º e do 3º Grau do REAA, simplesmente porque esqueceram de abordar essa importante particularidade ritualística.
Nesse sentido, há de se entender que se o Sinal é de Ord\, obviamente que o Obreiro deverá estar à Ord\ e, para se estar à Ord\ é preciso se estar em pé, com o corpo ereto, pés em esq\, compondo o Sinal de Ord\ do Grau.
No tocante à falta de explicação no Ritual, estou agora consertando esses equívocos e faltas. No momento estou corrigindo o ritual de Companheiro e nele já adequei essa verdade ritualística no seu respectivo Cobridor do Grau. O mesmo também ocorrerá no ritual de Mestre.
Infelizmente, além da desatenção de alguns ritualistas que ficam a copiar e colar sem se preocupar com o sentido e interpretação daquilo que escrevem, no Brasil ainda por cima, vivemos numa Maçonaria peripatética com seus carimbos e convenções à moda francesa e o direito romano, onde tudo deve estar escrito.
Para muitos, se não estiver escrito não vale, mesmo que a realidade litúrgica esteja escancarada trazendo evidência do seu sentido. Para esses não existe o certo, porém só o que está escrito, mesmo que ele esteja errado. Sob a óptica do “não está escrito não vale” é que se vê por aí alguns IIr\ à Ord\ “pela metade”, isto é, sem estar com os pés devidamente posicionados - como não existe à Ord\ “pela metade”, então eles estão simplesmente errados.
É devido a isso que vamos editando e preenchendo cada vez mais nossos rituais com explicativos e redundâncias. Veja, por exemplo, o tal do “de pé” e à Ordem. Ora, alguém ficaria à Ordem sentado? E na questão do Sin\ de Ord\? Alguém faria o Sin\ sem estar à Ord\? No mesmo sentido; então como alguém faria no Rito em questão a Marcha do Grau com o Sin\ de Ord\ sem juntar os pp\ a cada passo para ficar à Ord\? E a saudação pelo Sin\? Se faria sem se estar à Ord\? E por aí vamos.
Acredito que nada disso precisaria estar escrito, mas como vivemos de carimbos e convenções... O melhor mesmo é escrever. Afinal, raciocinar dá trabalho.
Persisto. Existem aspectos elementares em Maçonaria que certamente nem precisariam estar escritos, mas...
É isso. Não se faz o Sin\ de Ord\, seja o de Aprendiz, o de Companheiro ou o de Mestre sem que se esteja à Ordem (pronto e preparado pelo Esq\, pelo Nív\ e pelo Pr\).
As orientações para os rituais de Companheiro e Mestre, breve estarão, juntos ao do Aprendiz, a disposição na plataforma http://ritualistica.gob.org.br


T.F.A.

PEDRO JUK


JULHO/2019

REAA - INGRESSO DO CORTEJO E O LUGAR DO M. CERIMÔNIAS


Em 12.03.2019 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, solicita a seguinte informação:

MESTRE DE CERIMÔNIAS E O CORTEJO DE ENTRADA.


Gostaria dos seus esclarecimentos em relação à entrada dos irmãos ao templo no início dos trabalhos.
Depois de organizar os irmãos em fila dupla começando pelos Aprendizes e Companheiros, o Mestre de Cerimônias dá as pancadas do grau na porta do templo. Pergunto, ele fica à porta do templo aguardando o Venerável do lado de fora ou de dentro?
Como Mestre de Cerimônias estou aguardando do lado de fora e à entra do templo para poder verificar a entrada dos irmãos, está certo ou errado?

CONSIDERAÇÕES.

O Mestre de Cerimônias dá primeiro a bateria na forma e costume e se posiciona, ainda no Átrio para comandar o ingresso do préstito. Não existe para ele uma colocação ou lugar fixo, entretanto ele deve se colocar de tal modo que não atrapalhe o ingresso dos Irmãos.
Assim, ele entra por último guiando o Venerável Mestre até o Oriente.
Destaca-se, como o Mestre de Cerimônias conduz, ele vai sempre à frente do conduzido (abrindo caminho).
Resumindo sua questão, ele fica no Átrio até o momento de conduzir o Venerável Mestre. O Irmão também pode encontrar informações na plataforma do GOB RITUALÍSTICA em http://ritualistica.gob.org.br



T.F.A.

PEDRO JUK

JULHO/2019