segunda-feira, 22 de julho de 2019

AUMENTO DE SALÁRIO - COMENTÁRIO SOBRE A PEÇA DE ARQUITETURA


Em 30/03/2019 o Respeitável Irmão Marcelo Gass, Loja Tríplice Aliança, 3.277, REAA, GOB-PR, Oriente de Toledo, Estado do Paraná apresenta a seguinte questão:

COMENTÁRIOS - APRESENTAÇÃO PEÇA DE ARQUITETURA


Em nossa Loja, quando um Irmão apresenta uma Peça de Arquitetura para aumento de salário, o Irmão Orador faz seus comentários sobre a mesma.
No final, diz que o Irmão está apto para aumento de salário, antes, porém precisa ser aprovado pela Comissão de Admissão e Graus. Pergunto: É necessário o Irmão Orador comentar a Peça apresentada?

CONSIDERAÇÕES.

Baseado no que exaram os Artigos 35 e 36 do Regulamento Geral da Federação e seus respectivos artigos, faço um resumo sobre o processo de aumento de salário vigente no Grande Oriente do Brasil.
Os Artigos 35 e 36 tratam, respectivamente, do aumento de salário do Grau de Aprendiz para o de Companheiro e do Grau de Companheiro para de Mestre.
Cumprida a frequência mínima estipulada, o aspirante ao aumento de salário deverá, a pedido do Vigilante, fazer um trabalho do Grau que será analisado pela Comissão de Admissão e Graus da Loja. Estando a contento, o mesmo será referendado pela Comissão e a Loja fará então um questionário, supervisionado pelo Vigilante, versando sobre matéria do Grau para avaliar os conhecimentos do aspirante.
Essa tomada de conhecimento pertinente ao questionário ocorrerá na Ordem do Dia de uma sessão ordinária, seguida ainda de debates e arguições orais.
Concluído o exame pela Loja, o aspirante terá para si o Templo coberto e o Venerável Mestre transformará a Loja no Grau imediatamente acima do qual ela está trabalhando.
Transformada a mesma, será então aberta discussão sobre o exame prestado. Concluídos os debates, o Venerável Mestre colocará em votação o pedido de aumento de salário (chulamente chamado de colação de grau no RGF). Antes, porém, o Orador deverá se manifestar sob o ponto de vista legal - se todos os procedimentos regimentais foram cumpridos. Assim satisfeitos, ele conclui pela votação. O Venerável põe em votação e os Irmãos se manifestam pelo sinal de costume. O pedido será aprovado pela manifestação da maioria dos Irmãos do Quadro presentes.
Concluídos os trabalhos no Grau, a Loja retorna para aos trabalhos anteriores e é dada a entrada novamente ao aspirante.
O Venerável comunica ao mesmo se a sua solicitação foi, ou não aprovada. Se sim, o aspirante receberá aumento de salário numa Sessão Magna específica que será marcada, não podendo, sob nenhuma hipótese, acontecer na mesma sessão que fora debatido o seu pedido.
Se não aprovado, segue o previsto no regulamento.
Outras considerações.
a)    Quem analisa o conteúdo do trabalho para o aumento de salário não é o Orador, porém a Comissão de Admissão e Grau que, se estiver a contento, informa a Loja.
b)    Sob o comando do Vigilante instrutor, a Loja preparará um questionário e comunicará a data da sabatina ao aspirante.
c)     Esse debate se dá na Ordem do Dia porque dele resultará votação.
d)    Desta votação somente participam membros efetivos do Quadro.
e)    Antes de colocar em votação, o Orador dá as suas conclusões legais – nada sobre o conteúdo instrutivo e filosófico do debate, mas sobre se ele ocorreu conforme os princípios e leis.
Assim, concluindo a sua questão, não é ofício do Orador comentar o conteúdo do trabalho. Orador se manifesta sobre se o processo correu de acordo com o que prevê o Regulamento Geral da Federação nos seus Artigos 35 e 36.


T.F.A.

PEDRO JUK


JULHO/2019

domingo, 21 de julho de 2019

MAÇONS IRREGULARES EM SESSÕES ORDINÁRIAS.


Em 26/03/2019 o Respeitável Irmão Acir Pereira, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

MAÇONS IRREGULARES NA LOJA.


Sempre questionei a presença de maçons irregulares participando de sessões de mesa (Jantar Ritualístico). Penso que, somente deva participar maçons regulares, haja vista que mesmo sendo uma sessão festiva, também é sessão prevista em nossos regulamentos e leis, como uma sessão regular, não cabendo à justificativa de homenagear Irmão adormecido ou irregular por outros motivos.
Assim, salvo melhor juízo, acredito que se uma Loja quer homenagear Irmão que está em situação irregular, que o faça em sessão pública ou outro evento social profano.
Agradecido envio meu TFA. 

CONSIDERAÇÕES.

Consta no Regulamento Geral da Federação, Artigo 108, § 1º: São sessões ordinárias as de... VIII - Banquete Ritualístico. Cabe mencionar que sessões ordinárias são privativas de maçons, por óbvio, de maçons regulares, já que uma Loja de Mesa, equivocadamente trada por “Banquete Ritualístico” é uma Loja, e como tal possui um Ritual em vigência e assim ela deve ser aberta regularmente (trabalhos cobertos).
Desafortunadamente ainda existem alguns administradores de Loja que parecem desconhecer a legislação maçônica, assim como as nossas tradições, usos e costumes, “achando” que tudo podem.
Homenagear Irmão irregular e ainda abrindo uma Loja com a presença de Irmão(s) irregular(es), não tem mesmo cabimento. As vezes fico me perguntando o que fazem os representantes do Ministério Público maçônico que são, inclusive, eleitos nas Lojas para promover e proteger a lei. É inadmissível que essas Dignidades fechem os olhos para esses acontecimentos. Não é à toa que tem muito Orador por aí que acha que o seu cargo é para desenvolver oratória (falar bem) – ledo engano.
Ora, num caso desses, se é desejo da Loja “homenagear” Irmão que se encontra irregular, respeitando a soberania da Loja, que então o faça de outra maneira, mas não numa sessão ordinária que, por extensão, só ingressam maçons regulares.
A propósito, essa mania de tratar irmão que não mais participa da Maçonaria como “adormecido”, entenda-se que o adormecido nada mais é do que um Irmão irregular, já que mesmo com quite-placet, mas vencido (180 dias), ele só pode frequentar Loja se for “regularizado”. Quem será “regularizado” é porque está em situação “irregular”. Reitero, estou falando de Irmãos comprovadamente irregulares.
Utilizando-se do bom senso, obviamente que cada caso deve ser tratado com a atenção que ele merece (o porquê da irregularidade), entretanto, mesmo que até seja justificável a irregularidade, admitir por qualquer motivo um Irmão irregular numa sessão ordinária, é “irregular”.


T.F.A.

PEDRO JUK

JULHO/2019

CADEIA DE UNIÃO - PALAVRA SEMESTRAL AOS NOVOS APRENDIZES


Em 24/03/2019 o Respeitável Irmão Lourival Neves Figueiredo, Loja Cidade Azul, 2.779, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte:

REAA - PALAVRA SEMESTRAL AOS NOVOS APRENDIZES.


Meu Irmão de que forma é passada a Palavra Semestral para os novos Aprendizes? No Ritual diz apenas que será passada de uma forma especial, mas não esclarece se será procedido através Cadeia de União ou de outra forma que envolva somente os novos Aprendizes?

CONSIDERAÇÕES.

A forma especial se refere ao modo de como ela é costumeiramente transmitida. Ou seja, sempre pela Cadeia de União. Aliás, é bom que se diga que a Cadeia de União no REAA\ tem somente essa finalidade, portanto ela só é formada para se transmitir a Palavra Semestral, não existindo para ela outra finalidade – “A Cad\ de Un\ somente se realiza (o grifo é meu) quando houver necessidade de se transmitir a Pal\ Sem” – página 82, 2.12.1 Adendo: Cadeia de União, 1º explicativo, Ritual de Aprendiz Maçom, REAA, GOB, em vigência.
Assim, quando a Loja precisar transmitir a Palavra Semestral para um novo Irmão, ou um Irmão que tenha se regularizado na Loja, o Venerável Mestre, oportunamente, fará a transmissão pela Cadeia de União, não importando se ela já tenha sido passada aos outros. É mais ou menos como acontece no retorno da palavra se esta for concedida novamente. Reinicia fazendo o giro completo. Com as devidas diferenças litúrgicas, assim também é a transmissão da Palavra Semestral em havendo necessidade de repassá-la. Faz-se pela Cadeia de União e dela todos os efetivos do Quadro participam. Reitero, os efetivos do Quadro.
Destaque-se que a Cadeia de União é formada unicamente por Irmãos do Quadro da Loja. Essa é a razão pela qual ela ocorre após o encerramento dos trabalhos, oportunidade em que os visitantes já tenham se retirado.
Todas as orientações ‘oficiais” sobre a ritualística da Cadeia de União já se encontram-na plataforma do GOB RITUALÍSTICA em http://ritualistica.gob.org.br/



T.F.A.

PEDRO JUK

JULHO/2019

MESTRE DE CERIMÔNIAS - ABORDAGEM NO ALTAR


Em 23/03/2019 o Respeitável Irmão Evaristo Feuser, Loja Cidade Azul, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

ABORDAGEM DO MESTRE DE CERIMÔNIAS.


Qual a forma correta do Mestre de Cerimônias entregar ou levar algo ao venerável Mestre. E por quê?

CONSIDERAÇÕES.

Sem haver nada de tão especial, a abordagem ao Venerável é feita pelo lado norte do Altar, ou seja, pelo seu ombro direito, tal qual faz o 1º Diácono para receber a Palavra.
Isso se dá por uma questão de praticidade e objetividade, aliás atitudes salutares e muito importantes na construção simbólica.
Como matriz principal, a prática se dá porque a entrada no Oriente sempre ocorre pelo lado nordeste, ou de quem vem da Coluna do Norte obedecendo a circulação nas Colunas. Assim, o caminho fica mais curto e sem a necessidade de aumentar o trajeto.
Dada a observação de boa geometria é que as Luzes, de modo geral, são abordadas pelo seu ombro direito, respeitando sempre o mesmo lugar em que iniciaticamente os candidatos pedem passagem – vide as viagens na Iniciação.
Sob o ponto de vista prático, essa atitude estabelece uma padronização de procedimentos – o lado da abordagem.
Eu diria que é tudo uma questão lógica. Quem vem do Ocidente, segue o caminho mais curto para chegar ao Venerável Mestre. Nesse caso, parece que o caminho mais curto é o de subir os degraus que levam ao sólio pelo lado norte.
Contudo, é oportuno salientar que isso é só uma padronização do lado de abordagem e não propriamente a existência de uma “circulação horária” no Oriente. Reitero: não existe circulação destrocêntrica no quadrante oriental da Loja.
Como dizem que para toda regra há uma exceção, existe uma situação em que o Venerável recebe o candidato pelo seu lado esquerdo. Isso ocorre na prova da taça, que embora seja um produto de enxerto no REAA, acabou se tornando nele consuetudinária. Nesse sentido, essa prova ocorre pelo lado sul do Altar (lado esquerdo do Venerável), isso porque por ali fica mais próxima a saída do Oriente para o candidato, quando da sua tempestiva e abrupta retirada.
Já no que diz respeito à forma correta de como se levar e entregar algo ao Venerável, entendo que a situação vai depender da missão que o Mestre de Cerimônias esteja cumprindo. Entregando algo e esperando, entregando e imediatamente se retirando, etc. Resumindo, parado e com as mãos desocupadas junto ao altar, ele fica à Ordem. Com as mãos ocupadas, fica simplesmente parado. Munido do bastão, fica à rigor. Descrever cada situação, se é o que eu entendi da questão, seria um pouco desgastante e prolixo.

T.F.A.

PEDRO JUK


JULHO/2019

sábado, 20 de julho de 2019

SEGUNDO DEVER DE UM VIGILANTE EM LOJA. VIGILANTES FICAM EM PÉ OU SENTADOS?


Em 22/03/2019 o Respeitável Irmão Humberto Assunção Silva, Loja Harmonia, 1.625, REAA, GOB–MG, Oriente de João Monlevade, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento:

VIGILANTES. EM PÉ OU SENTADOS?

Na abertura das sessões Grau 1, o Venerável Mestre manda o 1º Vigilante fazer a verificação da regularidade dos presentes no Ocidente. Interpreto e entendo que ao mandar "em pé em ambas as colunas" os VVig\ permanecem sentados e apenas os presentes nas Colunas se levantam. Tenho visto todos se levantarem inclusive os VVig\. Qual o procedimento correto? Agradeço sua atenção e desejo-lhe muita paz e sucesso na sua vida e em suas atividades.

CONSIDERAÇÕES.

Em se tratando do ritual em vigência, o explicativo da sua página 45, claramente menciona que “todos se levantam...”. Se todos se levantam no Ocidente, os Vigilantes também assim o fazem, pois eles são partes desse todo. Assim, o correto é que na verificação feita pelo Primeiro Vigilante, todos se levantem, inclusive ele e o Segundo Vigilante.
Reforça essa afirmativa a resposta do Primeiro Vigilante ao responder a indagação do Venerável Mestre sobre o segundo dever de um Vigilante em Loja. Ele então assim responde: “verificar se todos (o grifo é meu) os presentes nas Colunas são Maçons. Nesse sentido o pronome indefinido “todos” abrange a totalidade dos presentes nas Colunas, daí “todos” ficam em pé no Ocidente.
Nas orientações que já se encontram a disposição no GOB RITUALÍSTICA em http://ritualistica.gob.org.br/ há explicações e justificativas para essa questão, lembrando que as mesmas são “oficiais” por estarem no site do GOB.
Concluindo, cabe alertar o seguinte: os Vigilantes pertencem, respectivamente, às Colunas do Norte e do Sul. Separadas pelo eixo longitudinal do Templo, as Colunas do Norte e do Sul, vistas da porta de entrada, compreendem a todo o espaço ocidental, a esquerda e a direita, respectivamente, que vai da parede ocidental até a divisa com o Oriente. À saber, os Vigilantes se colocam, cada qual, numa dessas Colunas.

T.F.A.

PEDRO JUK

JULHO/2019

sexta-feira, 19 de julho de 2019

COLUNA DA HARMONIA II


Em 20/03/2019 o Respeitável Irmão Robson da Silveira, Loja Renascer do Vale, 4007, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário de Piçarras, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

COLUNA DA HARMONIA


Tenho me dedicado à Coluna de Harmonia de minha Loja, e buscado compreender melhor, da importância da mesma. Confesso ao irmão que alguns pontos me confundem:
1.     Nosso Ritual, não permite a inclusão de atos que nele não estão previstos, a Coluna da Harmonia e a execução de músicas na ritualística da sessão, não estão previstos (apesar de no ritual, o cargo de Mestre de Harmonia estar previsto. Uma contradição. Não?). Como fazer?
2.     A harmonia está presente na história da Maçonaria, é citada em vários livros, sendo assim; não seria uma contradição do nosso Ritual?
Particularmente, vejo a harmonia, como essencial para a egrégora da sessão, gosto muito de visitar Lojas e vejo que uma boa harmonia, faz toda a diferença nos trabalhos, aliás das mais de 30 visitas que fiz, em nenhuma a harmonia deixou de ser executada.
De tudo que li, o que mais me embasa e me norteia na preparação da harmonia para nossas sessões, é o descrito abaixo:
Compreendem normas na Maçonaria que suas reuniões se realizem com músicas adequadas e propiciatórias. As músicas são invariavelmente colocadas por hábito, por gosto ou por imitação, associando o profundo trabalho de introspecção que é a litúrgica maçônica a uma trilha sonora que estimule nos instantes de euforia, acalme nos momentos de meditação, espiritualize profundamente nos momentos de abertura e fechamento do L.'. L.'., que seja melodiosa e nos leve a profunda meditação do ato que fazemos quando os Irmãos M.'. Cer.'. e Hosp.'. circulam com o S.'. PProp.'. e o T.'. Benef.'. e, alegre e viva, no momento do encerramento.
Como tenho muito respeito pela opinião do irmão, gostaria de sua visão sobre esta coluna, que na minha modesta opinião, não é valorizada como deveria.

CONSIDERAÇÕES.
Sob a óptica da tradição, a Coluna da Harmonia é uma realidade na Moderna Maçonaria, até porque usar músicas adequadas nos trabalhos maçônicos não pode ser considerado uma inclusão contrária ao Ritual, sobretudo aqueles ritos que possuem o Mestre de Harmonia, ou o Organista. Se assim fosse, então qual seria a razão de existirem esses Oficiais na liturgia maçônica?
Nesse sentido, fazer funcionar a Harmonia da Loja utilizado a sexta, das Sete Ciências e Artes Liberais da Antiguidade, “a Música”, não é desrespeitar o Ritual, mas sim tornar exequível a presença de matéria que compõe a doutrina maçônica – Gramática, Retórica e Lógica, Aritmética, Geometria, MÚSICA e Astronomia. Obviamente que falamos de música apropriada.
De fato, é preciso que se dê mais ênfase a esse ofício nos nossos rituais, pois ao que parece, a Coluna da Harmonia (como outras também) tem passado despercebida dos aos olhos dos nossos “ritualistas”. O Irmão tem toda razão nesse sentido, sobretudo pela disposição bem ordenada que harmonia dá ao desenvolvimento da liturgia maçônica.
De pronto, devo mencionar que depois que estiverem publicadas todas as orientações e adequações ritualísticas pertinentes aos três graus na plataforma do GOB http://ritualistica.gob.org.br , pretendemos deixar um adendo sugerindo algumas peças musicais e seus momentos apropriados num roteiro para utilização nos trabalhos maçônicos.
Destaco, por exemplo, o que nos deixou a respeito, o saudoso Irmão Theobaldo Varolli Filho ao tratar da Coluna da Harmonia e a Música:
  1. O Mestre de Harmonia só deve interromper a música quando terminada a frase musical. Os Veneráveis devem respeitar essa regra;
  2. Preferem-se musicas maçônicas ou de autores maçons;
  3. Ainda é tradicional a execução de trechos da ópera maçônica “A Flauta Mágica”, do nosso Irmão Mozart, que é autor também da imprescindível “Marcha Maçônica”. Esta pode ser substituída pelo Hino da Maçonaria do nosso Irmão D. Pedro I, o Libertador do Brasil;
  4. Coros, orquestras ou quartetos são permitidos;
  5. O órgão antigo, ou elétrico, é o melhor instrumento musical para as sessões maçônicas.
Ainda sugere o Mestre Varolli algumas músicas programadas para trechos da sessão maçônica como:
“Thaís”, Meditação de Massenet; “Souvenir” de Franz Drdla; “Sonho de Amor de Franz Liszt; “Largo” de Handel; “Intermezzo” da Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni; “Piedade Senhor” de autor desconhecido; trechos da “Flauta Mágica” de Mozart; “Clair de Lune” da ópera Werther de Massenet ou da composição de Débussy; final da “Alvorada” do Irmão Carlos Gomes; “Aleluia” de Handel, dentre outras.
Assim, a Coluna da Harmonia é uma realidade e não uma inserção inapropriada ou um enxerto. Inclusive dela também faz parte o ofício do contra-regra na produção de efeitos sonoros e ruídos em determinados momentos inciciáticos. Francisco de Assis Carvalho (o saudoso Xico Trolha) cita o cargo de Mestre de Harmonia no seu livro Cargos em Loja, assim também o autor Zaly Barros de Araújo produziu para a Maçonaria o livro Coluna da Harmonia. Muitas referências sobre a Harmonia podem ser encontradas em bibliografias pertinentes, lembrando que houve tempos que em determinadas Lojas a música era executada ao vivo nas sessões. Atualmente esse costume ainda pode ser encontrado na Maçonaria, principalmente naquela praticada na Inglaterra, Irlanda e Escócia.
Ao concluir, permita-me não comentar nada sobre "egrégora", palavra essa inexistente no nosso idioma, cujos propósitos dados pelos seus criadores, parece não caberem numa Instituição que busca o aprimoramento racional do homem. Crenças e credos particulares merecem todo nosso respeito, porém elas são da alçada de cada um e não da coletividade maçônica.


T.F.A.


PEDRO JUK


JULHO/2019