domingo, 5 de fevereiro de 2023

COLUNETAS JUNTO AOS VIGILANTES

Em 19.09.2022 o Respeitável Irmão Bruno César Miranda, Loja Estrela do Ivituruy, REAA, GLMMG (CMSB), Oriente de Serro, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão.

 


COLUNETAS DOS VIGILANTES

 

Li um artigo seu sobre os Vigilantes levantarem e abaixarem as suas colunetas no momento de abertura e encerramento dos trabalhos, mas ainda não entendi o porquê se faz isso. Qual o sentido, há justificativa para tal ato? Estou realizando um trabalho sobre a ritualística e surgiu essa dúvida

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Inicialmente eu gostaria de dizer que no REAA originalmente essas colunetas sobre as mesas dos Vigilantes não existem. Com certeza meu escrito se referia a outro rito, nunca, nesse sentido, ao REAA.

Infelizmente essas colunetas acabariam parando em alguns rituais do REAA e, mesmo contraditórias ainda resistem.

Essas colunetas são naturais do working inglês, sobretudo no nominado Rito de York como é geralmente por aqui conhecido.

No costume inglês comumente se vê sobre os pedestais dos Vigilantes duas colunetas que, se diga de passagem, não estão associadas à nenhuma ordem de arquitetura. Medem aproximadamente 30 a 40 cm de altura.

A função dessas colunetas no Rito de York é de indicar quando a Loja está aberta ou fechada, ou ainda trabalhando ou em descanso. Desse modo, se a Loja estiver aberta e em trabalho, a coluneta inerente ao 1º Vigilante fica em pé, enquanto que a do 2º Vigilante fica deitada. Se a Loja estiver fechada ou em descanso, ou ainda em recreação, as colunetas são movimentas de modo contrário, ou seja, a coluneta do 1º Vigilante fica tombada e a do 2º Vigilante é colocada a prumo.

Cabe salientar que no Rito de York é natural se colocar a Loja em descanso ou em recreação, contudo isso não é comum no REAA.

Desse modo, elas têm serventia no Rito de York e nenhuma serventia no REAA, desde que esse último não esteja afetado por nenhum enxerto.

Por fim, destaque-se que essas colunetas não possuem nenhum caráter iniciático, senão referenciais para determinados momentos litúrgicos da Loja.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2023

sábado, 4 de fevereiro de 2023

SAÍDA DEFINITIVA DO TEMPLO - REAA (PROCEDIMENTOS)

Em 16.09.2022 o Respeitável Irmão Andrei Barbosa de Almeida, Loja Guardiões da Luz, 3038, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

SAÍDA DEFINITIVA DO TEMPLO

 

Gostaria de sua ajuda sobre o procedimento correto que devemos realizar em sessões do REAA, para quando um Irmão precisa se ausentar permanentemente?

Gostaria que me orientasse dos procedimentos exatos e falas que devemos aplicar ou onde posso buscar essa definição?

Que atualmente aplicamos o recolhimento do óbolo, o Irmão é conduzido pelo Mestre de Cerimônias entre colunas onde cumprimenta as Luzes e reforça o compromisso (texto que tem tido variações). Eu gostaria de confirmar se está tudo correto ou se podemos melhorar?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Saída antecipada - o Irmão que deseje se retirar definitivamente por razão justificável pede, na forma de costume, ao Vigilante da sua Coluna. Caso ele ocupe lugar no Oriente, pede ao Venerável Mestre.

Nas Colunas o respectivo Vigilante comunica então ao Venerável Mestre a intenção de alguém se retirar. Em sendo autorizando pelo Venerável Mestre, este então solicita ao Mestre de Cerimônias que conduza o retirante para fora do Templo. O Mestre de Cerimônias se apresenta munido do seu bastão.

                  Se na ocasião do pedido a bolsa, concernente ao Tronco de Beneficência, ainda não tiver circulado, o Mestre de Cerimonias deve conduzir o retirante até o lugar do Hospitaleiro para que ele deposite o óbolo antes da sua saída definitiva.

Atenção: nessa oportunidade o Hospitaleiro, no seu lugar, fica em pé e oferece o recipiente ao retirante. Não há saudação entre o guia, o retirante e o oficial coletor. Recebendo o óbolo, o Hospitaleiro simplesmente recoloca a bolsa no lugar devido e retoma o seu assento, enquanto que o guia prossegue na condução do seu conduzido.

Imediatamente antes de se sair o retirante pára entre Colunas e, perto da porta, volta-se para o Oriente e presta a saudação às Luzes da Loja na forma de costume.

Ato seguido, o Cobridor abre a porta para a saída do guia conduzindo o retirante.

Reforço de compromisso - não existe reforço de compromisso algum. Isso é produto de invenção e não passa de mais uma desnecessária firula ritualística. Vale lembrar que quem presta juramento o faz junto ao Livro da Lei quando da sua Iniciação, Elevação ou Exaltação. Não se repete juramento daquilo que já está jurado. Se assim fosse, certamente isso estaria no ritual.

Concluída a saída do retirante, o Mestre de Cerimônias retorna ao templo sem formalidades; o Cobridor fecha a porta e ambos voltam aos seus lugares.

Basicamente esse é o roteiro para a saída antecipada e definitiva de alguém dos trabalhos, não obstante possam existir algumas variações por conta do momento da retirada.

Ao finalizar destaco que saída definitiva, isto é, antes do encerramento ritualístico, deve ser tratada como caso excepcional, não devendo ocorrer corriqueiramente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2023

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

PARAMENTOS DO MESTRE MAÇOM - A FAIXA DO MESTRE

 

Em 16.09.2022 o Respeitável Irmão Andrei Barbosa de Almeida, Loja Guardiões da Luz, 3038, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

PARAMENTOS DO MESTRE (FAIXA)

 

Gostaria de consultar o irmão sobre o uso e a obrigatoriedade da faixa de Mestre em sessões do REAA, para Mestre que não exercem cargos. Em minha Loja e em outras tenho visto que o uso da Faixa de Mestre raramente ocorre. Gostaria de saber se devemos adotar de ora em diante como regra ou se é facultativo (opcional)?

E caso se estar em loja devemos adotar para todos usam ou todos não usam?

Ou podemos deixar livre até que todos se conscientizem?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               Não há nada opcional nesse sentido. Conforme menciona o Ritual de Mestre Maçom do REAA e o SOR, Sistema de Orientação Ritualística do GOB RITUALÍSTICA, os Mestres sem cargo usam, além do avental a faixa de Mestre com a respectiva joia.

Ainda, conforme orienta o SOR, os Cobridores e os Expertos, também usam a faixa por debaixo do colar no ofício dos seus cargos, pois a faixa, originária dos talabartes franceses do século XVIII, além da joia, traz um dispositivo anelar metálico que serve para acondicionar a espada. A serventia desse dispositivo está bem clara no ritual de Mestre Maçom.

Desse modo, aconselho a observar o contido no SOR que está na página oficial do GOB onde existem inúmeras orientações, correções e explicações que devem ser aplicadas de imediato sobre os rituais. O SOR é um dispositivo amparado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral e é uma orientação oficial do GOB. Confira.

A propósito, o Mestre Maçom, além do avental usa faixa descrita no ritual em qualquer Loja, seja ela do Grau 01, 02 ou 03.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

ENTRADA E SAÍDA DO TEMPLO - INGRESSO EM FAMÍLIA

Em 16.09.2022 o Respeitável Irmão Marcos Antônio Santos, Loja 8 de Dezembro, 2317, REAA, sem mencionar a Obediência, Oriente de Diadema, Estado de São Paulo, formula a pergunta seguinte:

 

ENTRAR EM FAMÍLIA

 

Peço licença ao Irmão para sanar uma dúvida sobre "Entrar em Família". Estava eu exercendo o cargo de M.'. de CCer.'. e como de praxe na entrada foi feito chamada dos IIr.'. para o Cortejo, porém na saída o substituto um ex-Ven.'. Mestre, solicitou que "saíssemos em família" e, nesse momento foi dito que não precisaria fazer a chamada dos presentes IIr.'. no encerramento da sessão. E assim todos sairam e alguns permanecem dentro do Templo. Estive recente no curso do ERAM-22, em São Paulo e tivemos orientação que entrar em família é para aqueles IIr.'. que tem prerrogativa de cargos e abrem mão dele para entrar com todos os IIr.'. ou sair do Templo, mas deveríamos sim fazer todo o processo de chamada para a SAÍDA do mesmo modo que fizemos na ENTRADA e de forma invertida para encerramento da sessão. Agradeço pelo esclarecimento.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                    De fato, entrada em família é para Irmãos que têm direito ao protocolo de recepção, mas resolvem dispensar essas formalidades e com isso compõem o préstito de entrada e ingressam junto com os demais obreiros para a abertura dos trabalhos.

Já para a retirada do recinto ao final dos trabalhos, basta que o Mestre de Cerimônias comunique que a saída será na ordem inversa da entrada, sem necessidade de ficar nominando nomes ou montando préstito de saída. Isso seria apenas um excesso de preciosismo – algo explicitamente desnecessário.

Geralmente, na ocasião da saída o Venerável Mestre convida autoridades presentes que ingressaram em família para com ele se retirarem. Assim não há rigidez de regra ou de formalidade a saída do templo após o encerramento dos trabalhos.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

 

COBRIDORES NO ENCERRAMENTO - POSTURA

Em 16.09.2022 o Respeitável Irmão José Luis Turra, Loja Obreiros Ocultos, 1984, REAA, GOB-MS, Oriente de Nova Andradina, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a dúvida que segue:

 

COBRIDORES NO ENCERRAMENTO.

 

Estou com uma dúvida quanto aos Cobridores interno e externo. Quando a sessão chega ao fechamento, a posição dos cobridores também é estar à ordem ou ficam de guarda com as espadas a punho.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Quando do encerramento ritualístico, os Cobridores permanecem nos seus lugares em Loja e se colocam à Ordem normalmente até o fechamento do Livro da Lei. Isto é, nesse período não empunham espadas.

                      Assim, ficam à Ordem como os demais presentes, ou seja, compõem o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso. Fechado o Livro, desfazem o Sinal e aguardam. Nesse caso, a espada deve ficar presa ao dispositivo fixado na faixa de Mestre, ou no artefato apropriado preso na retaguarda do espaldar da cadeira.

À saída dos Irmãos do Templo, apenas o Cobridor Interno, logo que abre a porta deve se mantém com a espada em ombro-arma até que todos deixem o recinto. Ele é o último a sair.

Espada em ombro-arma (Espada à Ordem) significa que o titular deve manter a sua lâmina em riste, na vertical apontada para cima, empunhando-a com a mão direita que fica colada junto ao quadril direito tendo os respectivos braço e antebraço afastados do corpo. Corpo ereto (no prumo) e os pés em esq.

O Cobridor Externo, se estiver presente, não empunha espada e se retira junto com os demais.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

ILUMINAÇÃO EM LOJA DE MESTRE - AMBIENTE ILUMINADO E EM PENUMBRA

Em 13.09.2022 o Respeitável Irmão Marcio José da Silva, Loja União e Liberdade, 4601, REAA, GOB-BA, Oriente de Uruçuca, Estado da Bahia, faz a pergunta seguinte:

 

ILUMINAÇÃO EM LOJA DE MESTRE

 

Tenho uma dúvida quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos em Loja de Câmara do Meio na sessão Ordinária.

Em que pese as orientações da SOR no site do GOB, fiquei na dúvida com relação a iluminação interna do Templo em sessão ordinária se elas ficam acesas ou não, pois se dá uma maior ênfase aos trabalhos na sessão Magna de Exaltação, onde fica claro que o ambiente deve ficar em penumbra, onde ficam somente as luzes litúrgicas e a "lux in tenebris".

Espero ter me feito entender.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em Câmara do Meio, que é como se denomina uma sessão em grau de Mestre, nas sessões ordinárias do REAA trabalha-se com as luzes, tanto as litúrgicas como as do ambiente, acesas normalmente, ou seja, o ambiente fica integralmente iluminado.

              Já nas sessões magnas de Exaltação do REAA, conforme especifica o Ritual em vigência e o SOR, parte dos trabalhos ocorre em ambiente de penumbra para atender a liturgia do grau.

Nesse sentido, em dado momento da cerimônia de Exaltação (vide no Ritual e no SOR) apagam-se todas as luzes do Templo, inclusive as Luzes Litúrgicas, ficando nesse momento acesas apenas a Lux in Tenebris e as três lanternas auxiliares dispostas junto ao Respeit Mestre e aos VVenerab VVig (essas lanternas auxiliares constam no ritual).

Conforme também especifica o SOR, em dado momento dos trabalhos acendem-se novamente as nove Luzes Litúrgicas e mais adiante acendem-se outra vez todas as luzes que iluminam o templo, apagando-se nesse momento as lanternas auxiliaras. Basta para tal seguir a sequência designada pelo SOR – Sistema de Orientação Ritualística do GOB.

Ao concluir destaco que o ambiente em penumbra somente ocorre durante a liturgia da Exaltação que se dá dentro de uma sessão magna própria para tal. Isso não ocorre nas sessões ordinárias porque nela não há ambiente de encenação e exposição da lenda de H A.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

 

TRATAMENTO DE PODEROSO IRMÃO

Em 09.08.2022 o Respeitável Irmão Milton Souza, Loja União do Horizonte, 119, REAA, GLMEGO (CMSB), Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a seguinte questão:

 

PODEROSO IRMÃO

 

Irmão Pedro, bom dia.

O Irmão poderia falar resumidamente sobre o tratamento "Poderoso" no simbolismo?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como adjetivo, o termo “poderoso” exprime o que tem poder; que exerce poderio; o que tem influência.

                      Empregado a partir da Moderna Maçonaria (Especulativa ou dos Aceitos), o termo começou a ser utilizado como pronome de tratamento para autoridades maçônicas distinguidas entre as respectivas faixas de recepção na Loja (formalidades regulamentares).

De modo genérico, foi graças à nova organização estrutural da Maçonaria, após a fundação da Primeira Grande Loja em Londres no século XVIII, que tratamentos e títulos condizentes ao meio obediencial maçônico começaram a ser utilizados.

Na verdade, o vocábulo é utilizado mais como identificação para uma, dentre as diversas faixas de tratamento e recepção, do que propriamente pelo significado como adjetivo.

É bom que se diga que esses tratamentos são meras formalidades e não exprimem qualquer caráter de superioridade ou algo que carregue expressão de vaidade, sobretudo porque as virtudes da humildade e da igualdade são deveras cultuadas entre os membros da Sublime Instituição.

Para a Maçonaria o que importa é o caráter sadio do ser humano. Afinal, distinções mundanas não reconhecidas nos nossos templos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023