domingo, 8 de dezembro de 2024

VENERÁVEL MESTRE - TRATAMENTO DO SEU SUBSTITUTO

Em 28.03.2024 o Respeitável Irmão Marcelo Valinote, Loja Estrela da Guanabara, 1685, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, faz a pergunta seguinte:

 

TRATAMENTO DO SUBSTITUTO

 

O Venerável Mestre de nossa Loja está, temporariamente, impossibilitado de comparecer às sessões por motivos de doença e vem sendo substituído, nas sessões ordinárias, pelo Ir 1º Vigilante. Surgiu em Loja a dúvida sobre o tratamento que deve ser dirigido ao 1º Vigilante quando nesta função: Venerável Mestre ou Presidente?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Quem assume um cargo, mesmo que de modo temporário, naquele instante ele é o
titular do posto, portanto, no caso do 1º Vigilante substituindo o Venerável Mestre em uma Loja do REAA, ele, o substituto, é o Venerável Mestre na oportunidade e deve usar a joia do cargo.

A título de ilustração, nas páginas 213 e 214 do Ritual de Aprendiz do REAA, Edição 2024 consta:

“Lugar do Substituto – Substituindo o Ven Mestre, o 1º Vig ocupa o trono e usa os seus paramentos de 1º Vig; veste a joia de Ven Mestre (o grifo é meu).

Ainda no mesmo Ritual, dele a página 214:

“Joias Distintivas – Substitutos de cargos em Loja usam colar com a joia distintiva do cargo assumido (o grifo é meu).

Logo, nada a ver com o título profano de Presidente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

Secretário-Geral de Orientação Ritualística do GOB.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

DEZ/2024

ORIENTE E OCIDENTE - COMO SE DIRIGIR À LOJA - REAA

Em 28/03/2024 o Respeitável Irmão Helder Vasconcelos, Loja Fraternidade Palmarense, 01, GLMPE (CMSB), Oriente de Palmares, Estado de Pernambuco, apresenta a dúvida seguinte:

 

ORIENTE E OCIDENTE. DIFERENÇA DE COMO SE DIRIGIR À LOJA

 

Dúvida pessoal, não refletindo questionamento da Loja e/ou da Potência.

Olá, meu Irmão Pedro Juk!

Com base no REAA, como encarar a seguinte afirmativa, em relação a forma protocolar de se dirigir à assembleia: "todos os OObr, quando usarem a palavra, estando no Oc, deverão 'saudar' apenas as Luzes... caso esteja no Or, ao usarem a palavra, devem obrigatoriamente 'saudar' a todos na ordem hierárquica de precedência".

Existe, em seu sentir, razão ritualística e/ou simbólica em diferenciar a forma de se dirigir à assembleia em razão do lugar de quem fala (Or ou Oc)?

Desde já, meu muito obrigado pela atenção.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                 No REAA, tanto quem estiver no Oriente ou no Ocidente, ao se dirigir protocolarmente à Loja, inicialmente se dirige às Luzes da Loja (Venerável, 1º e 2º Vigilantes), depois às Autoridades, sem a necessidade de nominá-las uma a uma, e genericamente aos demais Irmãos.

Quem estiver nas Colunas, assim como no Oriente, não precisa se dirigir individualmente a cada uma das Autoridades presentes, e nem mesmo os seus cargos. Basta que se em nome de uma, as demais sejam saudadas.

Assim, para o bem da fluidez e coesão dos trabalhos, recomenda-se a que for fazer o uso da palavra se dirigir por primeiro às Luzes da Loja (os que detêm o malhete), depois, em nome de uma das Autoridades saudar as demais presentes e, finalmente, de modo genérico, aos demais Irmãos.

Neste contexto, antes é preciso se ter em conta que o maçom é um operário que se notabiliza pela clareza com que se pronuncia e pela objetividade das suas palavras (Gramática, Retórica e Lógica).

À vista disso, durante o uso da palavra é dispensável os excessos de preciosismo de se ficar nominando uma a uma as autoridades e seus cargos. É verdade que não existe nada que proíba outras formas de se dirigir à Loja, no entanto, apela-se para o bom senso e o respeito para com a paciência dos demais.

Ao concluir, reitero: tanto no Oriente como no Ocidente a forma protocolar de se dirigir à Loja é igual.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2024

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

POSIÇÃO DO ESQUADRO E DO COMPASSO NA LOJA

Em 27/03/2024 o Respeitável Irmão André Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, REAA, GOIPE (COMAB), Oriente de Arcoverde, Estado de Pernambuco, apresenta a dúvida seguinte:

 

POSIÇÃO DO ESQUADRO E DO COMPASSO

 

Gostaria de pedir ao Irmão que nos dê uma instrução quanto ao posicionamento do Esquadro e do Compasso no Altar dos Juramentos quando estes ficam sobre o Livro da Lei. Na verdade, o posicionamento está claro para nós o que preciso é uma explicação de o porquê do posicionamento deles. No Grau de Aprendiz o que significa o Esquadro por cima do Compasso, no Grau de Companheiro o porquê de eles serem entrelaçados e no Grau de Mestre o porquê de o Compasso ficar por sobre o esquadro.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Em que pese a representação individual cada um destes dois objetos, o Esq e o Comp só se apresentam unidos em Loja.

               Ambos, somados ao Livro da Lei, formam as Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria (conotação latina), ou as Luzes Maiores (conotação anglo-saxônica).

Neste conjunto emblemático e ternário, o Livro da Lei simboliza o código de moral que guia o iniciado pelas veredas da vida e o Esq e o Comp, respectivamente, são a matéria e o espírito.

Neste cenário, o Comp, é o símbolo da justa medida e corresponde à espiritualidade humana (passível de aprimoramento). Leva também título simbólico de instrumento da Criação.

No que se refere ao Esq, ele é o símbolo da materialidade humana que é onde o iniciado deve trabalhar em busca do seu aperfeiçoamento, ético e moral. É o símbolo da retidão de caráter; é a vereda dos justos.

Quanto à união do Esq ao Comp, a alegoria representa o estágio em o iniciado se encontra na jornada iniciática. Assim, no 1º Grau, a matéria ainda latente, se sobrepõe ao espírito – apenas três das nove luzes litúrgicas ficam acesas na Loja de Aprendiz. No 2º Grau, mais luzes litúrgicas são acesas no ambiente. Significa que o operário está mais qualificado pelas instruções recebidas. Esotericamente menciona que o espírito começa a se equilibrar em relação à matéria. A alegoria demonstra sensatez, e é a razão pela qual uma das pontas do Comp (espiritualidade) aparece liberta da materialidade (Esquadro). Finalmente o Comp∴, com as suas duas pontas definitivamente livres, sobre o Esq∴, exprime simbolicamente que o homem iniciado foi aprimorado conforme as exigências da Arte. Esotericamente é o espírito que se liberta das convicções mundanas. Representa a plenitude maçônica alcançada no 3º Grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2024

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

RETÁBULO DO ORIENTE E LUZES LITÚRGICAS

Em 23/03/2024 o Respeitável Irmão Miko Orormim, Loja Obreros 13, REAA, Grande Oriente do Uruguai, Oriente de Montevidéu, Uruguai, apresenta o que segue:

 

LUMINÁRIAS TERRESTRES E LUZES LITÚRGICAS

 

Olá querido Irmão Pedro. Sou um admirador de vossas conferencias. Tenho algumas dúvidas sobre o REAA:

1) Qual é o lado correto do Sol e da Lua no templo em relação ao Venerável Mestre? Tenho visto templos com duas versões.

2) Esta e mais difícil, so no Uruguai, a Gran Logia de la Masoneria de Uruguay, trabalhando no REAA não utiliza as três luzes no centro do templo, as três colunas[PJ1] . Põe o altar no Oriente com a Bíblia, Compasso, Esquadro, quadro do grau, porque pode ter essa variação de não usar as três colunas?

Influência da Inglaterra sobre um Rito Frances?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Questão 01 - No Retábulo do Oriente do REAA, elemento constituído pela parede que fica imediatamente à retaguarda do Venerável Mestre, sob o ponto de vista de quem do Ocidente olha para o Oriente, o Sol fica à esquerda (correspondente ao lado do Orador) e a Lua, em quarto-crescente como no hemisfério Norte, fica à direita (correspondente ao lado do Secretário). No centro alto do Retábulo fica o Delta Radiante.

A provável razão da inversão destes Astros ocorre por influência de outros ritos de origem francesa, os quais invertem a posição de vários elementos que se distribuem no Templo em relação ao que se vê no REAA.

                Essas inversões geralmente têm por referência a inversão das Colunas Vestibulares que ocorre entre a vertente francesa moderna e a vertente anglo-saxônica antiga. Neste contexto, a exceção do REAA, onde B aparece à esquerda de quem entra e J à direita, os demais ritos de origem francesa colocam J à esquerda e B à direita.

Infelizmente, alguns ritualistas desatentos não observam estas particularidades e produzem rituais conflitantes por misturarem procedimentos sem sequer observar estas particularidades.

Embora nascido na França, o REAA, por razões históricas relacionadas à construção do seu primeiro ritual (1804), possui, na sua estrutura iniciática, forte influência da Grande Lojas dos Antigos (1751). Graças a isso é que muitos elementos simbólicos no templo se distribuem de maneira inversa em relação a da Maçonaria Francesa, esta nascida sob a influência dos Modernos da primeira Grande Loja Inglesa. É por isso que existem diferenças, nesse sentido, entre ritos, mesmo que nascidos em um mesmo berço. A questão é não os misturar práticas, como frequentemente tem ocorrido.

Questão 02 - Altar dos Juramentos e três Colunas no centro do Templo. Este é mais um caso de inserção de elementos estranhos à originalidade do REAA.

O porquê de o Altar dos Juramentos ficar no Oriente é porque este pequeno móvel nasceu como uma extensão do altar principal, ocupado pelo Venerável Mestre. Inicialmente não existia Altar dos Juramentos, propriamente dito, sendo que as obrigações (juramentos) eram tomadas no mesmo Altar, o do Venerável Mestre.

Como o simbolismo do REAA na Europa era praticado sob a tutela do Grande Oriente da França, este, ao criar as Lojas Capitulares para o REAA, separou o Oriente do Ocidente por uma balaustrada e com isto criou um pequeno altar móvel para a tomada de obrigações. Assim, o Oriente da Loja, no conceito capitular, passou a ser chamado de santuário Rosa Cruz, a despeito de que neste espaço só ingressavam Irmãos detentores dos graus
capitulares do REAA.

Na verdade, esta estrutura topográfica do templo era copiada do Rito Moderno com o seu 7º Grau Rosa Cruz. Nas Lojas Capitulares do REAA, o Athersata era também o Venerável Mestre da Loja Simbólica. Com isso, as atividades do simbolismo ocorriam no Ocidente.

Para a tomada de obrigação (juramento) nos graus simbólicos, o Altar do Juramentos era arrastado e colocado, ainda no Oriente, no limite com o Ocidente, de determinada maneira que os Aprendizes, Companheiros e Mestres não invadissem o espaço do santuário Rosa-Cruz ao prestarem os seus juramentos.

É fato que no REAA, desde então, o Altar dos Juramentos, como extensão do Altar do Venerável, sempre ficou no Oriente, sem que houvesse em torno, ou sobre ele, tocheiros, candelabros ou colunas.

As Luzes litúrgicas ficavam, como ainda hoje, distribuídas sobre o Altar do Venerável Mestre e mesas dos Vigilantes.

No Ocidente, ao centro dele, também ficava, como ainda é hoje, apenas o painel da Loja simbólica (quadro da Loja), exposto conforme o grau em que se estivesse trabalhando. Também no Ocidente não existiam três colunas distribuídas sobre o pavimento.

Quando as Lojas Capitulares vieram a ser extintas, o espaço do santuário Rosa Cruz transformou-se em Oriente da Loja Simbólica. Este quadrante passou então a representar o final da jornada iniciática no simbolismo. Daí em diante, o Oriente ficou reservado aos Mestres Maçons, Mestres Instalados e autoridades do simbolismo. Separado do Altar do Venerável, no Oriente consagrou-se o lugar do Altar dos Juramentos, tendo sobre ele Três Grandes Luzes Emblemáticas.

Diante disso, no verdadeiro REAA, pós Lojas Capitulares, o Altar dos Juramentos fica no Oriente; colunas, tocheiros ou candelabros não existem próximos ou em redor dele; no centro do Ocidente, sobre o equador do Templo fica apenas o Painel do Grau, exposto em Loja aberta. Sob a óptica da autenticidade, não existem a distribuição de três colunas no Ocidente.

Face a isto, como originalmente no REAA desconhece-se a existência das três colunas mencionadas na sua questão, qualquer consideração sobre eventuais aparecimentos destes artefatos fica prejudicada.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

DEZ/2024


 [PJ1]

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

COBERTURA DO LIVRO DA LEI PELOS DIÁCONOS

Em 21/03/2024 o Respeitável Irmão Albeni Conceição da Silva, Loja Hórus, 232, GLMRS, REAA, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

COBERTURA DO LIVRO SAGRADO

 

Gostaria de consultar o senhor poderia esclarecer uma dúvida, na parte ritualística da abertura do Livro da Lei, quanto a posição dos irmãos primeiro e segundo Diáconos, o irmão Primeiro Diácono fica ao lado Direito do Altar do Livro da Lei com o Pé esquerdo apontado para o Oriente, O Segundo Diácono deveria ficar com o Pé direito apontado para o Oriente para poder ficar de frente para o Primeiro Diácono e fazer a cobertura com os Bastões do Livro da Lei enquanto o Irmão Orador faz a leitura do Salmo 133, Em Nossa Loja o irmão Segundo Diácono fica também com o pé esquerdo virado para o Oriente, nesta posição quando levanta o Bastão para cobertura do Livro da Lei ele fica de costas para o irmão Orador e de frente para o Oriente, Já falei sobre que a Posição está errada mas tem um irmão que é Mestre Instalado que diz que tem que ser assim o pé esquerdo do segundo Diácono é para o Oriente, Gostaria que o senhor se puder me esclarecer quanto a esta dúvida.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Infelizmente há rituais do REAA que equivocadamente mencionam Diáconos portando bastões, cobertura sobre o Livro da Lei com os bastões (cruzando-os ao alto), formação de pálio, etc.

Sob o ponto de vista da autenticidade, nada disso existe no rito em questão.

No REAA, para a liturgia da transmissão da palavra durante a abertura e o encerramento dos trabalhos, os Diáconos não utilizam bastão.

Estes oficiais são apenas mensageiros que transitam pelo chão da Loja para exercer uma única atividade de ofício, a de transmitir a palavra.

À vista disso, após terem os Diáconos cumprido, cada um o seu dever de ofício, eles simplesmente retornam aos seus lugares.

                É bom que se diga, que dos ritos de origem francesa mais conhecidos no Brasil, o único deles que possui cargo de Diácono é o REAA.

A origem do cargo de Diácono na Moderna Maçonaria advém dos tempos da Maçonaria Operativa, nada tendo a ver com ofício religioso.

Por exercerem sua atividade profissional percorrendo os imensos canteiros de obra como mensageiros do Mestre e dos Vigilantes, os Diáconos logo ficariam conhecidos como “oficiais de chão”.

Nos tempos do ofício era comum o Mestre da Obra solicitar aos seus ajudantes principais, os Wardens, mais tarde Vigilantes, que nivelassem e aprumassem os principais cantos da obra antes que fossem iniciadas as atividades no canteiro.

Desta forma, depois de cumprida a ordem, o Mestre da Obra era informado de que tudo estava “justo e perfeito”, ou seja, tudo estava nivelado e aprumado conforme as exigências da Arte. Assim informado, o Mestre então determinava que todos os trabalhos profissionais se iniciassem no canteiro (eram abertos os trabalhos).

O mesmo acontecia no final da etapa de trabalho, quando então os Vigilantes partiam para verificar se o serviço estava nos conformes, ou seja, se as paredes erguidas de fato estavam niveladas e aprumadas (justas e perfeitas). Estando tudo conforme as exigências, os operários recebiam os seus salários e eram dispensados para o merecido repouso (a Loja era fechada).

Como transmissores de ordens para estas atividades profissionais, os Diáconos percorriam o canteiro levando mensagens entre o Mestre da Obra e os Vigilantes.

Com o advento da Maçonaria dos Aceitos, as atividades profissionais gradualmente iam dando lugar às atividades especulativas. Consequentemente, por volta do século XVIII aparecem os ritos maçônicos especulativos, a exemplo do REAA.

Assim, com a finalidade de rememorar as velhas aprumadas e nivelamentos que ocorriam nos canteiros de obra do passado, o REAA teve inserido na sua liturgia iniciática a alegoria da transmissão de uma palavra, no caso, a palavra sagrada do grau.

Como não havia mais atividade profissional devido a transformação total da Maçonaria Operativa em Maçonaria dos Aceitos (não havia mais canteiros de obras e o serviço de cantaria), nas Lojas especulativas as aprumadas e nivelamentos passaram a ser representados por uma palavra que se fosse transmitida nos conformes exigidos pela ritualística, era o mesmo que estar tudo “justo e perfeito”.

Esta é a origem da transmissão da palavra sagrada envolvendo o Venerável Mestre, os Vigilantes e os Diáconos, no REAA.

No rigor ritualístico do REAA, os Diáconos, representantes dos velhos oficiais de chão, não utilizam bastão. Ambos estão presentes na liturgia do Rito com a finalidade única de serem os condutores da palavra.

Historicamente, vale ressaltar que na Moderna Maçonaria os Diáconos foram introduzidos na Maçonaria Especulativa pelos maçons irlandeses, oriundos da Grande Loja dos Antigos de 1751 na Inglaterra.

Com o Ato de União, de novembro de 1813, os Diáconos passaram definitivamente a fazer parte dos trabalhos ingleses. No Rito de York, por exemplo, não há transmissão da palavra, contudo eles têm importantes funções do desenvolvimento ritualístico, como a de conduzir candidatos nas sessões correspondentes. Em determinadas ocasiões usam “varas” nas suas atividades litúrgicas, todavia isso não autoriza ninguém afirmar que no REAA eles devem usar bastão. Os Diáconos, na maçonaria inglesa (anglo-saxônica) têm funções diferentes das praticadas no REAA.

Nesse sentido, ao concluir, afirmo que pelos comentários até aqui expostos, não há como tecer quaisquer considerações sobre práticas que não se sustentam na originalidade do Rito, como é o caso da posição dos pés dos Diáconos durante a “cobertura”, com bastões, do Livro da Lei.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2024

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

BANCO DE APRENDIZES - O LUGAR DO RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 21/03/2024 o Respeitável Irmão Antônio Nagib Barbosa, Loja Vigilância e Fraternidade de Inhumas, 1160, REAA, GOB-GO, Oriente de Inhumas, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

BANCO DE APRENDIZES.

 

Por favor, me tire uma dúvida:

Qual a posição correta do Aprendiz em Loja no Banco do Aprendiz?

Ao lado do Primeiro Vigilante ou perto da Balaustrada?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

                No REAA o novo Aprendiz deve sentar-se na Coluna do Norte, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do Primeiro Vigilante. No GOB, conforme está previsto no novo Ritual de Aprendiz do REAA, edição 2024 em vigência, dele à página 169, este é o lugar do recém iniciado no dia da sua Iniciação.

Assim, pelo topo da Coluna do Norte, partindo da coluna zodiacal de Áries (primavera), o Aprendiz segue paulatinamente a sua senda iniciática, até alcançar o final da sua jornada, junto à coluna zodiacal de Virgem (verão), próxima à balaustrada do Oriente

Nessa conjuntura, vale mencionar que o topo da Coluna do Norte corresponde a toda a parede setentrional do templo onde se encontram fixadas as seis primeiras Colunas Zodiacais (vide item 1.3.1 – Planta do Templo, página 22 do Ritual de 2024).

Esta alegoria solar representa a primeira parte da escalada do Iniciado, que vai da escuridão do ocaso até grade do Oriente, um lugar mais iluminado.

Concluída a primeira etapa da sua escalada iniciática, então o Aprendiz estará apto a passar do Norte para o Sul e alcançar a coluna zodiacal de Libra, onde irá se tornar um Companheiro Maçom e prosseguir pela segunda etapa da sua jornada.

Graças a esse teatro iniciático é que o Aprendiz recém-iniciado se senta no topo do Norte, junto à coluna zodiacal de Áries (primavera no Norte). Colocar o recém-iniciado perto da balaustrada é subverter a lógica e a razão desta extraordinária alegoria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

 

EXALTAÇÃO - RETIRADA DA C.'.

Em 20/03/2024 o Respeitável Irmão Marinaldo Santana Campos, Loja Ordem e Trabalho, 1214, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte dúvida:

 

RETIRADA DA C

 

Gostaria que me orientasse quando na sessão de Exaltação devemos retirar a c da cint do Irmão a ser exaltado.

O nosso ritual do REAA nada orienta e se puder me ajudar, fico-lhe grato.

Nossa sessão será no próximo sábado.

 

                  Esta orientação encontra-se no SOR - Sistema de Orientação Ritualística, Grau de Mestre, desde 2019 e pode ser encontrada no item 110 111.3.4.2 nas orientações que tratam da viagem do Cand logo que o Respeitab deixa-o passar.

No caso, autorizado a passar pelo Respeitab Mestre, a escolta arm se retira e o M de CCer conduz o Comp para entre Colunas. Assim que ele lá chegar, a c enrolada na sua cint será retirada pelo seu guia.

Por oportuno, vale lembrar que o Ritual de Mestre Maçom, REAA, edição 2009, do GOB, será substituído pelo novo Ritual, edição 2024. Este novo Ritual trará todas estas explicações e orientações. Para se adequar aos novos rituais, em 2025 o SOR passará por ampla reformulação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2024