terça-feira, 6 de junho de 2023

ATIVIDADES DO 1º DIÁCONO NO REAA

Em 11/03/2023 o Respeitável Irmão Edvani de Lima, Loja Honra, Dignidade e Soberania, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de Poá, Estado de São Paulo envia a dúvida seguinte:

 

1º DIÁCONO

 

Decifrada a bolsa de propostas e informações, o Venerável Mestre pede ao 1° Diácono, que "cumpra o seu dever". Nesse momento, ele tem que levar tudo ao Secretário. Ele deve passar "atrás" ou à frente do livro da lei? (Lembrando que este se encontra no Oriente nesse rito).

 

CONSIDERAÇÕES

 

Dois aspectos precisam ser comentados sob o ponto de vista da originalidade do Rito. O primeiro é o 1º Diácono levando conteúdo da bolsa de propostas e o segundo é sobre passar por trás ou pela frente do Livro da Lei que fica sobre o Altar dos Juramentos no Oriente.

                       No caso do 1º Diácono conduzindo o conteúdo da bolsa, me parece contraditório, pois originalmente no REAA, apesar da dialética de abertura, ele não exerce esse ofício, pois quem é o encarregado dessa missão é o Mestre de Cerimônias que, no REAA, é o imediato do Venerável Mestre.

A dialética de abertura que envolve os Diáconos é apenas uma reminiscência do período operativo, época em que eles eram os mensageiros, conhecidos também como antigos oficiais de chão, dentro dos imensos canteiros de obras das construções das catedrais da Idade Média.

Especificamente eles comunicavam aos Vigilantes as ordens do Mestre da Loja para que eles nivelassem e aprumassem os cantos da obra visando dar início dos trabalhos. Do mesmo modo, no encerramento fossem também feitas as conferências com o nível e com o prumo para se certificar que o trabalho houvera saído a contento e assim fossem pagos os operários. É daí a origem das joias distintivas dos Vigilantes, o Nível e o Prumo.

Atualmente, na Moderna Maçonaria, o REAA revive esse instante transmitindo uma palavra que, sendo ela comunicada nos conformes, significa que tudo está de acordo para se abrir e fechar a Loja. É daí a origem do termo “justo e perfeito”.

Assim, no REAA, os Diáconos não portam bastão e só trabalham como mensageiros para a transmissão da palavra. No caso do 1º Diácono, não é ele quem deve conduzir expediente, recados e outros do gênero. Esse ofício nos ritos de origem francesa é do Mestre de Cerimônias.

No que diz respeito de por onde se passa nos deslocamentos pelo Oriente, é certo que não existe regra para isso, portanto, pode ser pela frente ou pela retaguarda do Altar dos Juramentos. Isso vai depender obviamente do espaço disponível de acordo com o tamanho do ambiente oriental. Desse modo, reitera-se, se houver espaço pode se passar pela retaguarda ou pela frente.

Ao concluir lembro que as minhas colocações não têm o objetivo de incentivar desrespeito à rituais em vigência. Fiz as minhas colocações baseadas no que originalmente preconiza o rito. Antes de mais nada, segue-se o ritual em vigor.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2023

FORMAÇÃO DO PÁLIO NO REAA

Em 06/03/2023 o Respeitável Irmão Clovis Juk Fazzano, Loja Obediência e Justiça, 539, GLESP (CMSB), REAA, Oriente de Araçatuba, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

PÁLIO NO REAA

 

Qual a função e objetivo da formação da Pirâmide formada pelos bastões dos Diáconos e Mestre de Cerimonia durante abertura e fechamento do Livro da Lei?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                       No que diz respeito ao REAA, essa pirâmide, conhecida com pálio, não é original, portanto, não há explicação plausível quanto ao que ele representa no Rito.

O pálio é original no Rito Adonhiramita, onde possivelmente há explicação sobre o seu significado. No Rito Adonhiramita o pálio é formado com espadas pelo Mestre de
Cerimônias e por mais dois Mestres Maçons convidados na ocasião (o rito Adonhiramita não possui Diáconos).

Dos ritos franceses mais conhecidos por nós (Moderno, Adonhiramita e REAA, o único que possui cargo de Diácono e o REAA entretanto sem portar bastão em momento algum. Os dois Diáconos trabalham exclusivamente na liturgia da transmissão da Palavra na abertura e encerramento dos trabalhos.

É verdade que ainda encontramos alguns rituais do REAA que preconizam a formação do pálio, contudo reitera-se que esse não é elemento da liturgia original do REAA. Assim, qualquer explicação amparada na originalidade acaba ficando prejudicada.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@jotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2023

segunda-feira, 5 de junho de 2023

ALEGORIA DAS PROVAS, VIAGENS E PURIFICAÇÕES NO REAA

Em 06.03.2023 o Respeitável Irmão João Artur Gusmão Rodrigues, Loja União Mística, 2440, REAA, GOB-SC, Oriente de Videira, Estado de Santa Catarina, apresenta as questões seguintes:

 

ALEGORIA DAS PROVAS, VIAGENS E PURIFICAÇÕES

 

Estou fazendo um trabalho sobre a alegoria das provas, viagens e purificações na iniciação do REAA, e gostaria da contribuição do Irmão para esclarecer algumas dúvidas.

1. A partir de que momento, da história do REAA, tais alegorias passaram a fazer parte do ritual de iniciação? De uma maneira geral, as provas, viagens e purificações já eram praticadas no período operativo?

2. Qual o entendimento que podemos ter do sentido das viagens: saindo do ocidente, passando pelo Norte, indo até o oriente (sem subir) e retornando ao ocidente após
passar pelo Sul?

3. Seria correto, entendermos que na prova da Terra e do Ar, também há uma purificação pelos elementos terra e ar respectivamente, ou as purificações só ocorrem no final das provas da água e do fogo como consta no Ritual?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

1.    Em linhas gerais boa parte da alegoria das viagens e purificações eram parte do instrucional do Rito Moderno no Grande Oriente da França, século XIX.

No princípio essa alegoria nada tinha a ver com o REAA, pois no GOF, que sofria forte influência dos Modernos ingleses da Primeira Grande Loja, era praticado o Rito Francês, ou Moderno.

O título “Moderno” pelo qual também é conhecido ao Rito Francês, está intimamente relacionado à Primeira Grande Loja londrina que era também conhecida como a Grande Loja dos “Modernos”.

Por não possuir ritual para o simbolismo já que nos EE. UU. da América emprestava-se das Blue Lodges os rituais dos três primeiros graus, o REAA somente teria ritual próprio para o simbolismo a partir de 1804 quando de retorno à França.

Esse primeiro projeto ritualístico para o REAA foi construído sob três elementos estruturais básicos a saber:

a) O Regulador do Maçom para o Rito Francês datado de 1801 do GOF;

b) A exposure denominada As Três Pancadas Distintas de 1760, essa atribuída aos Antigos ingleses (irlandeses);

c) Elementos da Loja Geral Escocesa criada em 1804 na França para coordenar o projeto do 1º ritual.

Histórias a parte, primitivamente era o Rito Francês quem possuía no seu contexto iniciático a prova das viagens de dos elementos, todavia, quando das reformas pelas quais passou esse Rito, elas ali acabariam extintas.

No entanto, o REAA, passando na França por atribulações oriundas do aparecimento das Lojas Capitulares, logo teve o seu primeiro projeto de ritual deturpado. Com isso, entre 1820/21 apareceria um caderno cujo nome era o Guia dos Maçons Escoceses.

Assim entre o primeiro e o segundo quartel do século XIX os rituais do REAA paulatinamente foram tomando forma e é dessa época que aparecem nos rituais do REAA, com roupagem um pouco remodelada, as provas e purificações das viagens e dos quatro elementos que outrora fizeram parte do Rito Francês.

No que diz respeito a sua questão sobre às purificações e provas pelos elementos alquímicos na Maçonaria Operativa, posso lhe afirmar que isso jamais foi utilizado no período do ofício, pois a Maçonaria daquela época era essencialmente profissional e não se utilizava desses artifícios para fazer novos maçons.

 

2.    No REAA o Templo é cósmico. Figuradamente o espaço de trabalho onde se realizam as sessões maçônicas corresponde a um segmento retangular da face da Terra sobre o equador, cujo comprimente vai do Oriente ao Ocidente e a sua largura do Norte ao Sul.

Graças a essa configuração mística é que as provas, viagens ou perambulações ocorrem, em primeira análise, sobre a superfície da Terra. Isso acentua o caráter de universalidade da Maçonaria.

É bom que se diga que no REAA, por ser um rito solar, o caminho iniciático é representado sequencialmente no templo pelas Colunas Zodiacais.

Em síntese, as viagens representam as etapas do aperfeiçoamento humano. Cada uma delas é uma estação iniciática cuja localização ocorre conforme a marcha e a posição do Sol. A vida do iniciado emblematicamente segue esse mecanismo astronômico.

 

3.    As provas ou estações iniciáticas correspondem aos quatro elementos, Terra, Ar, Água e Fogo. As purificações do iniciado se dão pelos elementos Água e Fogo. Nesse contexto, o substantivo “prova” se refere ao ato de provação para alcançar um objetivo com veracidade e autenticidade e purificação revela algo puro, limpo, sem máculas.

 

Essa é uma pequena síntese histórica e prática sobre o que contemplam simbolicamente as viagens, provas e purificações pelos elementos alquímicos dentro da conjuntura iniciática do REAA.

Ao concluir, vale lembrar que os quatro elementos alquímicos também estão intimamente ligados ao relicário de símbolos que constrói a Câmara de Reflexão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2023

segunda-feira, 29 de maio de 2023

LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA - SUGESTÃO PARA ALTERAÇÃO DE PROCEDIMENTOS

Em 05.03.2023 o Respeitável Irmão Paulo Roberto Penachio, Loja Júlio Tietê Figueiredo, 3782, GOB-SP, Rito Brasileiro, Oriente de Vinhedo, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

 

LEITURA DE ATA

 

No dia 28.02 próximo passado, recebemos em nossa loja, o Poderoso Irmão Pedro Rodrigues Bueno Júnior – GOB-SP em sessão de entrega da Comenda de D. Pedro I e comentando com ele o tema abaixo referenciado, sugeriu-me a consulta que segue.

Tem o presente e-mail a finalidade de consulta-lo sobre o tema: Leitura de Atas – no Rito Brasileiro.

Tomamos conhecimento que no âmbito dos Deputados Federais após a reunião a minuta da
ata é encaminhada via e-mail oficial do Órgão a todos para leitura e manifestação/correção etc., referentes a redação da mesma.

Entendemos que é uma forma dinâmica e prática, pois sendo enviado de forma oficial, fica o registro que todos os irmãos receberam, mesmo os que não participaram da sessão, expandindo o conhecimento e atualização dos assuntos tratados.

As manifestações, serão coletadas pelo secretário e levadas à autoridade competente (Loja, Assembleia, etc.), dependendo do órgão que realiza a sessão, para que analise o pedido e se manifeste sobre sua adequação e sendo a alteração/sugestão polêmica, será apresentada na próxima sessão, o que a pratica sugere que esses casos dificilmente ocorrem, pois tudo já se passou em tempo de Loja.

Na sessão seguinte, quando do balaústre, o secretário informa que foi encaminhado a todos a minuta e se houve pedido de alteração ou não, a autoridade (Venerável, Presidente, etc.) abre a palavra nas colunas para eventuais dúvidas que ainda possam remanescer.

Esse procedimento tornaria a sessão célere, permitindo que o tempo que é dispendido hoje na leitura possa ser revertido em prol da dinâmica da sessão, tais como instruções mais elaboradas, trabalhos estruturados entre outros benefícios, diminuindo o tempo total da sessão trazendo maior motivação aos irmãos.

Resumidamente o procedimento seria o seguinte:

a) Secretário elabora a ata;

b) Pelo e-mail oficial da (Loja, Assembleia etc.) encaminha a todos os irmãos; 

c) Dá um prazo para retorno, suficiente para os irmãos fazerem uma leitura tranquila que permita o entendimento dos assuntos tratados na sessão e informem eventuais correções/alterações;

d) Na próxima sessão o secretário confirma aos irmãos que foi encaminhada a ata e se houve alguma sugestão de correção não reportada.

e) Independentemente de ter havido ou não correções/sugestões, o Venerável coloca a palavra nas colunas para manifestação final.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A respeito do que menciona a sua questão, vale antes relatar que os nossos rituais determinam que a ata de uma sessão maçônica é para ser lida e aprovada em Loja aberta. Graças a isso que a liturgia prevê um período específico para atender a essa finalidade, inclusive para consignar e aprovar emendas se estas existirem.

Ganhar tempo, me permita discordar, se ganha fazendo sessões organizadas, objetivas e enxutas, isto é, ao se usar da palavra o fazê-lo sem as repetições de mesmo assunto e os intermináveis discursos recheados de um rançoso lirismo que nada contribuem para o salutar andamento da sessão. O excesso de tempo consumido também ocorre muitas vezes pela exposição de um expediente prolixo e eivado de minúcias completamente dispensáveis. Tudo isso seguido de uma Ordem do Dia muitas vezes mal organizada.

Uma ata, se redigida com clareza e objetividade não é a responsável por tomar tempo de uma sessão maçônica. Certamente a leitura e aprovação de uma ata toma muito menos tempo do que certas firulas ritualísticas completamente desnecessárias que se vê em Loja, assim como os insistentes Irmãos atrasados que fazem com que boa parte dos trabalhos seja interrompido para atender aos procedimentos necessários para se receber retardatários.

Sem dúvida, como relatado na sua questão, na Soberana Assembleia é devidamente aceitável o procedimento comentado, até porque no desenvolvimento daquela sessão não existe rito maçônico a ser seguido.

Assim, sob essa óptica é impossível fazer qualquer comparação com o que ocorre nas sessões da Soberana Assembleia e o desenvolvimento das sessões ordinárias ou administrativas das Lojas. A liturgia dos trabalhos entre ambas é completamente diferente.

Desse modo, enviar ata de sessões maçônicas que se realizaram sob cobertura, por meios eletrônicos, está fora de questão, a despeito de que além do caráter sigiloso da sessão, esse procedimento não alcançaria todas as Lojas da federação, já que muitas Lojas do interior do nosso imenso Brasil ainda têm dificuldade para se conectar à Internet.

Não obstante a isso, também temos as nossas tradições que não podem ser perdidas por completo em nome da modernidade. Entenda-se que a dinâmica ritualística de uma sessão não foi criada pelo acaso. É certo que em muitas coisas a Maçonaria acompanha a evolução da ciência e das artes, no entanto, o que nos difere das reuniões profanas é a peculiaridade dos nossos trabalhamos. Por oportuno, também vale lembrar do equilíbrio que deve imperar nas atividades da Maçonaria.

Ao concluir destaco que às vezes o ideal não é alterar o que está pronto ou fazer adaptações naquilo que está consagrado nos rituais. Ao contrário, o tempo pode ser ganho com o desenrolar dinâmico de uma sessão, cujo fruto se alcança com a organização e a disciplina adequada dos trabalhos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023

sábado, 27 de maio de 2023

USO DA PALAVRA EM LOJA - RETORNO DA PALAVRA

Em 03/03/2023 o Respeitável Irmão Jocely Xavier Araújo, Loja Herbert Jurk, REAA, GOB-SC, Oriente de Timbó, Estado de Santa Cataria, faz a pergunta seguinte:

 

RETORNO DA PALAVRA

 

Desculpe mais uma vez incomodá-lo. Me deparei com a seguinte situação: por que a palavra passa da Coluna do Sul para a Coluna do Norte ela não retorna? Respondi que era para o Irmão praticar a paciência, a tolerância e a reflexão (REAA).

Está correta essa colocação?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente, a ordem do giro da palavra é Sul, Norte e Oriente. Obedece ao sentido horário, o giro se inicia partindo sempre do Sul. Assim, ao reinar silêncio na Coluna do Sul (por onde se iniciou o giro) a palavra segue para a Coluna do Norte. Havendo silêncio em ambas as colunas, a palavra vai finalmente ao Oriente.

                  Se por ventura alguém, após ter passado a palavra pela sua coluna pedi-la novamente e a critério do Venerável Mestre a mesma for concedida, obrigatoriamente seu retorno se dará a partir da Coluna do Sul, não importando de onde a palavra tenha sido outra vez pedida. Em qualquer situação, se o pedido veio do Norte ou do Oriente, o uso da palavra recomeçará sempre a partir do Sul – essa é uma regra importante.

Ritos solares como o REAA preconizam esse costume. Em face disso é que o ingresso no Oriente é feito sempre a partir da Coluna do Note para o Oriente e, a sua saída, sempre do Oriente em direção da Coluna do Sul.

Com a ordem do uso da palavra ocorre a mesma coisa, ou seja, para que ela finalmente chegue ao Oriente, antes deverá ter passado pelo Sul e pelo Norte respectivamente.

Assim, a hipótese de retorno da palavra do Norte para o Sul não procede por dois motivos: primeiro é que nesse caso haveria uma circulação contrária (anti-horária); segundo é qua para ela concluir o seu giro no Oriente, então ela teria que voltar novamente ao Norte para dali seguir ao Oriente. Isso seria algo contraproducente.

A bem da verdade e do rigor da ritualística, essa história de retorno da palavra é algo que não condiz com o ordenamento litúrgico. O ritual foi construído para seguir o caminho natural das coisas e não para ser truncado por retornos extemporâneios. É por isso que só o Venerável Mestre é quem pode autorizar esse retorno e mesmo assim ele deve se cercar de prudência e avaliar muito bem a situação, reservando-se a volta da palavra somente em casos que sejam de fato necessários.

Conforme bem consta no ritual em vigência, claramente é comunicado à Loja pelo Venerável Mestre e Vigilantes que a palavra será concedida nas Colunas e Oriente. Somente depois de feitas as devidas comunicações na forma de costume é que o 2º Vigilante coloca, a partir do Sul, a palavra a quem dela queira usar. Apenas depois que reinar completo silencio no Sul (onde se iniciou o giro) é que o 2º Vigilante informará ao 1º Vigilante. Este, por sua vez, então coloca a palavra no Norte e só a envia ao Oriente depois que tiver reinado completo silêncio no Ocidente.

A Maçonaria prima pela organização nas suas oficinas de trabalho, portanto os seus rituais estabelecem regras para o desenvolvimento da sessão. Esse ordenamento de regras é conhecido como liturgia. O maçom deve estar atento para cumpri-la nos conformes estabelecidos. Situações extraordinárias como o do uso novamente da palavra podem acontecer, contudo esses são eventos esporádicos, nunca corriqueiros.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAI/2023