sábado, 21 de outubro de 2023

LEITURA E EMENDA NA ATA (BALAÚSTRE)

Em 20.05.2023 o Respeitável Irmão José Geraldo Soares, Loja Ciência e Virtude de Formiga, REAA, GOB, Oriente de Formiga, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

 

LEITURA E EMENDA NA ATA

 

Estou tomando a liberdade de fazer contato com você para que possa me ajudar a esclarecer uma questão.

Em uma sessão em nossa loja, após a leitura da Ata, a palavra foi passada aos irmãos Vigilantes para que os irmãos se manifestassem nas suas respectivas colunas.

Em tempo, um dos assuntos da referida ata foi a leitura de carta de apresentação de um profano e manifestações dos irmãos sobre o profano.

Acontece que um irmão que havia se manifestado na sessão anterior quando foi lida a carta, não estava presente nesta próxima sessão quando foi lida a ATA, e o Irmão Primeiro Vigilante usando da palavra disse ao secretário que ele havia esquecido de mencionar a fala do Irmão que não estava presente naquele momento. O Secretário, o Venerável e o Orador disseram
cada um na sua vez que o irmão Vigilante não poderia se manifestar em nome de outro irmão. Eu não entendi isso e durante a palavra a bem e da ordem, mencionei que no ritual não constava isso, e que estava claro lá que o Venerável concedia a palavra aos Irmãos que tivessem alguma observação a fazer. Ademais questionei que na próxima sessão a ata a ser lida seria a desta sessão que participávamos, e que o Irmão que faltou estando presente, não iria ter conhecimento de que sua fala na sessão anterior não havia sido mencionada, ficando essa ata da sessão anterior incompleta.

Creio que meu pensamento está correto, ou seja, o Irmão Vigilante não cometeu nenhum erro ao mencionar que o Secretário havia omitido a fala de um irmão na ata, e que não caberia ao irmão faltoso única e exclusivamente essa observação.

Não sei se me fiz por entender, e caso precise de mais detalhes, pode me ligar sem problemas, pois gostaria de esclarecer este assunto.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No caso, o 1º Vigilante está corretíssimo na sua atitude, pois ele detectou que o Secretário havia omitido algo que fora pronunciado na sessão relativa à ata que acabara de ser lida. Ora, o Vigilante não está falando em nome de ninguém, todavia está apontando uma falha na redação.

É impressionante como inventam procedimentos. Nesse contexto o Guarda da Lei, o Venerável e o Secretário estão completamente equivocados, pois o 1º Vigilante não está falando em nome de ninguém. Sinceramente, assusta ver o próprio Guarda da Lei inventando algo que não procede por não estar contemplado no ritual.

No mais, na página 52 do ritual em vigência está claro que se qualquer dos Irmãos tiverem alguma observação a fazer sobre a redação da Ata, a palavra lhes será concedida. Nada disso tem a ver com alguém falando em nome de outrem. Reitero, o 1º Vigilante está correto! 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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OUT/2023

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

SESSÃO PÚBLICA E O HINO NACIONAL

Em 18.05.2023 o Respeitável Irmão Roberto Aparecido dos Santos, Loja Consciência, Justiça e Perfeição, 2732, REAA, GOB-SP, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

 


SESSÃO PÚBLICA E O HINO NACIONAL

 

Venho mais uma vez solicitar seus esclarecimentos, tendo em vista que não localizei nada sobre o assunto.

Pergunta: Em uma Sessão Magna Comemorativa onde existem convidados profanos, poderia ser feito a entrada da Bandeira e cantado o Hino Nacional após o ingresso destes convidados?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Para todas as sessões públicas realizadas por Lojas no GOB, orienta-se que seja usado como modelo o ritual de Sessão Pública em Homenagem ao Dia das Mães, fazendo-se as adaptações para a finalidade do evento.

Esse ritual (modelo) encontra-se em Rituais Especiais (Eventos Irrestritos) do GOB, edição 2017 que está em vigência.

No tocante ao Hino Nacional, todas as orientações a respeito podem ser encontradas no Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o Cerimonial da Bandeira Nacional. Esse Decreto pode ser encontrado no GOB-LEX, assim como in Rituais Especiais (Eventos Irrestritos) acima mencionado.

Concluindo, esclareça-se que o Decreto 1476/2016 trata de sessões exclusivas para maçons e também para aquelas abertas a não maçons (públicas).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2023

APRENDIZ - TELHAMENTO DO APRENDIZ NA ENTRADA FORMAL

Em 18.05.2023 o Respeitável Irmão Alex Coelho, Loja Integração e Ciência, 4462, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

 

TELHAMENTO DO APRENDIZ

 

Recentemente fui telhado no grau de Aprendiz, e fiquei com uma dúvida. No Ritual fala sobre a marcha e seus passos, e em outro momento o Venerável franqueia o ingresso e inicia o telhamento.

Na prática ocorreu assim, entrei no templo, fechou a porta, iniciei a marcha a ordem, após os passos parei. Falei Venerável Mestre, Irmão 1º Vig, Irmão 2º Vig, peço permissão para
participar dos trabalhos.

Eu achei que o Venerável iniciaria o telhamento após a marcha, sem antes eu saudar as 3 luzes e pedir para participar dos trabalhos. Falo isso, porque no Ritual não tem essa parte no telhamento.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Não está previsto no ritual do REAA esse pedido para ingressar nos trabalhos, pois tudo isso já está prenunciado no questionário aplicado ao visitante, mais especificamente ao final do interrogatório.

Desse modo, autorizado o ingresso entra-se formalmente em Loja como Aprendiz em se executando por primeiro a Marcha na forma de costume e, ao concluí-la, faz-se, sem nada pronunciar, a saudação às Luzes da Loja. Ato contínuo o protagonista permanece à Ordem enquanto aguarda o Venerável Mestre aplicar o interrogatório.

Reitera-se, o Aprendiz nada fala durante o ingresso, senão quando responde o interrogado aplicado pelo Venerável Mestre.

Vale destacar que se o Venerável Mestre observar que quem pede ingresso é um Irmão conhecido, ele pode dispensar o interrogatório, simplesmente solicitando ao Mestre de Cerimônias que conduza o protagonista ao seu lugar logo após ele ter saudado as Luzes.

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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OUT/2023

MOEDAS NO TRONCO DE BENEFICÊNCIA E SIGNIFICADO DAS JANELAS DO PAINEL

Em 17.05.2023 o Respeitável Irmão Andrei Pinho, Loja Probidade, 4473, REAA, GOB-RS, Oriente de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

 

MOEDAS NO TRONCO DE BENEFICÊNCIA

 

Gostaria de saber sobre moedas no Tronco de Beneficência são permitidas?

E a simbologia das janelas no Painel do Grau de Aprendiz.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                        No que se refere às moedas, sendo elas vigentes no sistema monetário do País, as mesmas são perfeitamente aceitáveis. Assim, desde que de valor corrente, não existe nenhuma regulamentação que as proíba de serem depositadas na bolsa de caridade da Loja (Tronco de Beneficência).

Acerca das janelas (aberturas) que se apresentam no Painel, elas representam a marcha diária do Sol, ou seja, aberturas no alvorecer (Leste), ao meio-dia (Sul), e no ocaso (Oeste). Essa representação está de acordo com ponto de vista daquele que do hemisfério Norte olha para o Sul. Essa distribuição se justifica para os ritos maçônicos nascidos no hemisfério Norte (acima da linha do equador). À vista disso as alegorias solares utilizadas no processo iniciático correspondem ao setentrião do nosso Planeta.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2023

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

DIFICULDADE NA COMPOSIÇÃO DA LOJA

Em 16.05.2023 um Irmão Apr Maç de uma Loja praticante do REAA da constelação de Oficinas do GOB-RS, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta as dúvidas seguintes:

 DIFICULDADE PARA COMPOR A LOJA

 

Estou com uma dúvida sobre a dificuldade de compor loja. Qual é o tempo mínimo para Aprendizes e Companheiros se tornarem Mestres?

Quais são as medidas que uma Loja deve tomar quando a dificuldade de compor quadro da loja por falta de Mestres se torna evidente? Existe alguma medida emergencial para evitar abatimento de Colunas?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Inicialmente eu gostaria de dizer que esse assunto não é do meu ofício, já que atuo mesmo é na área de ritualística, liturgia e história, não no campo do direito maçônico. Assim, entendo que essa é uma questão de legislação e deve ser tratada com quem desse ofício.

                  Desse modo, segue apenas um comentário da minha parte, e como tal destaco ele não possuir nenhum caráter laudatório.

Vamos lá: quanto ao interstício de Aprendiz para Companheiro e Companheiro para Mestre, bem como as demais providências, sugiro consulta ao Regulamento Geral da Federação, Artigos 35 e 36.

No tocante às medidas que uma Loja deve tomar, entendo que o Venerável Mestre e o Orador da Loja devem consultar a Obediência Estadual, expondo minuciosamente
as dificuldades.

Sob o aspecto prático, me parece que nada há a fazer senão solicitar ajuda às Oficinas coirmãs (do GOB) para compor a Loja conforme o previsto na legislação, ou seja, abrir a Loja com o mínimo de sete Mestres Maçons. Vale ressaltar que nessa condição, no mínimo o Venerável Mestre e os Vigilantes devem ser Irmãos do quadro, levando-se em conta que eles foram eleitos para administrar a Loja.

À vista disso, destaque-se que sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros podem ocupar cargos (Artigo 229 do RGF).

Finalizando, reitero a necessidade de se consultar a Obediência Estadual e ao mesmo tempo lembrar que é imperativo atender ao previsto na legislação vigente. Essa é a minha opinião.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2023

POSTURA DOS DIÁCONOS - LITURGIA DE ABERTURA E ENCERRAMENTO

Em 15.05.2023 o Respeitável Irmão Luiz Antonio, Loja Paz e União, 80, REAA, GLMMG (CMSB), Oriente de Capinópolis, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

POSTURA DOS DIÁCONOS

 

Novamente "abusando da sua boa vontade e especial da sua sabedoria e conhecimento".

Meu Irmão, tenho tentado ao longo desta pequena caminhada, me esclarecer e esclarecer os Irmãos.

Em relação a postura dos Diáconos, me foi "ensinado" que na abertura do Livro da Lei, onde
cruzam os bastões, jamais os Diáconos devem ficar com o cotovelo virado para o Or

Fiz algumas pesquisas solicitei material na Biblioteca da GLMMG, mas ainda não obtive resposta. Poderia me ajudar?

 

CONSIDERAÇÕES

 

A bem da verdade, uma pesquisa sobre esse tema dificilmente obteria sucesso porque originalmente no REAA não existe formação de pálio e nem cruzamento de bastões. Ainda nesse contexto, vale lembrar que no REAA os Diáconos não portam bastões, pois eles estão no rito em questão apenas para exercer o ofício de mensageiros quando da transmissão da palavra na abertura e no encerramento dos trabalhos.

Assim, mesmo que despidas de justificativas convincentes, com o decorrer do tempo alguns rituais adotariam práticas originárias de outros ritos, cujas quais, mesmo que enxertadas e distorcidas, acabariam consagradas pelo uso.

À vista disso, não há como encontrar algo crível para algo que a autenticidade seja suspeita. Veja como são as coisas: se no REAA originalmente não existe o cruzamento de bastões e nem os Diáconos trazem bastões, fica difícil encontrar justificativas para o se ter ou não o "cotovelo virado para o Oriente". Temo que argumentos sobre isso não passem de ilações temerárias.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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 OUT/2023

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

REAA - O LUGAR DOS VIGILANTES E DO VENERÁVEL MESTRE

Em 11/05/2023 o Respeitável Irmão Otávio Alvares de Almeida, Loja Deus e Fraternidade, 51, REAA, GLEB (CMSB), Oriente de Cruz das Almas, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:

 

PRIMEIRO VIGILANTE DE FRENTE PARA O VENERÁVEL.

 

Há muito tenho a curiosidade de saber o porquê do 1º Vig ser o único obreiro que senta de frente para o Venerável Mestre.

Também por que na verificação se os obreiros são Maçons na Sessão de Companheiro saem os dois Vig conferindo quando nas de Aprendiz e Mestre apenas o 1º Vig?

Aguardando o seu pronunciamento

 

CONSIDERAÇÕES

 

                       Inicialmente vale salientar que no Ocidente de uma Loja do REAA, não só no que concerne aos Vigilantes, uma parte dos lugares fica voltada para o Oriente e outra voltada para o eixo do templo.

Especificamente sobre os lugares dos dois Vigilantes, o 1º fica à noroeste voltado para o Oriente e
o 2º ao Meio-Dia voltado para o eixo do templo.

A justificativa para os Vigilantes assim se situarem é porque o 1º, a noroeste, representa o ocaso do Sol, isto é, oposto ao Venerável Mestre que fica no lugar da aurora. O Venerável Mestre e o 1º Vigilante ficam voltados um para o outro porque ambos, respectivamente, se relacionam com o nascer e o poente do Sol. Já o 2º Vigilante, do
meridiano do Meio-Dia, tem a função de observar essa transição. Desse modo, ele vê do topo do Sul, à sua frente e a direita, o nascer do Sol, vê também o seu ápice no zênite, e finalmente à sua esquerda, o poente.

Nessa conjuntura, vale relatar que o REAA é um rito solar e os limites do seu templo correspondem aos quatro pontos cardeais – Leste/Oeste no seu comprimento, e Norte/Sul na sua largura. O templo é a oficina onde trabalham os maçons. Sob essa óptica, o seu piso (pavimento mosaico) representa um segmento retangular da superfície da Terra situado sobre o equador. O céu é a abóbada.

Graças a isso é que o Venerável e os Vigilantes, como as Luzes da Loja, têm seus lugares distribuídos nos extremos do Sul, do Leste e do Oeste.

Vale notar que no Ocidente, além dos Vigilantes, também há Oficiais distribuídos de frente para o Oriente (Expertos, 2º Diácono, etc.), e outros voltados para o eixo do templo (Mestre de Cerimônias, Chanceler, Tesoureiro, etc.).

No que diz respeito à verificação nas Colunas, obviamente que ela é simbólica e denota o exercício da prudência. Assim, no grau de Aprendiz apenas o 1º Vigilante do seu lugar faz a verificação em ambas as Colunas, Já no Grau de Companheiro e de Mestre, observando maior prudência, cada Vigilante percorre a sua Coluna e individualmente faz a verificação. Esses exames relembram o passado operativo onde primitivamente os construtores se protegiam dos cowans.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2023