sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

REAA - DÚVIDAS SOBRE O INGRESSO NO TEMPLO DO COBRIDOR INTERNO E O MESTRE DE HARMONIA

Em 01.10.2021 o Respeitável Irmão Roberto Aparecido dos Santos, Loja Consciência, Justiça e Perfeição, 2731, REAA, GOB-SP, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

 

INGRESSO NO TEMPLO – DÚVIDAS.

 

Peço ao irmão esclarecimentos sobre dúvidas que surgiram em nossa sessão.

Estamos organizando a entrada do templo da seguinte forma:

Todos os irmãos ficam na sala dos passos perdidos onde, pedimos silêncio e nos organizemos para a entrada ao Átrio (sempre enfatizando o silêncio) e posteriormente ao Templo.

Neste momento o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia também estão na sala dos passos perdidos.

Ao convidar os Irmãos a adentrarem ao Átrio o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia adentram ao Templo diretamente (Preparando o início da música e abertura da porta) e os demais aguardam no Átrio sempre em silêncio a entrada do cortejo.

O costume antes era o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia já aguardar dentro do templo, sem esperar na Sala dos Passos Perdidos a entrada ao Átrio.

Pergunto:

Qual dos dois procedimentos está correto?

No aguardo, antecipadamente agradeço.

Muito obrigado

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Qualquer uma das duas situações relatadas na questão acima é aceitável.

Assim, o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia podem ingressar antes mesmo da formação do préstito no átrio, isto é, indo direto da sala dos passos perdidos para dentro do templo, ou podem ingressar quando o préstito estiver sendo organizado no átrio pelo Mestre de Cerimônias.

De tudo, o importante é que antes do ingresso do préstito conforme previsto no SOR, os dois oficiais mencionados já estejam no interior do templo para cumprir cada qual o seu dever de ofício - abrir a porta e fazer soar música apropriada.

Vale comentar que na sala dos passos perdidos não há formalidades ritualísticas. Não se exige silêncio absoluto, pois dentre outros, como sala de espera, é o lugar onde os Irmãos aguardam informalmente o momento de se dirigirem ao átrio para formar o préstito de entrada.

                 Obviamente que as conversas, cumprimentos, paramentação, avisos, etc., naturais na chegada dos Irmãos da rua para os trabalhos maçônicos devem ser recatados e sem piadas e algazarras, evitando enquanto esperam, discussões de assuntos profanos assim como exageros na intensidade das falas.

A prática mais comum nessa ocasião é a de que no momento apropriado o Mestre de Cerimônias convoque todos, já paramentados e vestidos conforme a legislação para que indistintamente se dirijam da sala de espera até o átrio, lembrando que a composição da Loja (distribuição das joias) e a formação do préstito conforme o ritual ocorrem no átrio e não na sala dos passos perdidos. Da sala dos passos perdidos para o átrio não existe nenhum cortejo ordenado ou uma regra ritualística.

Exigir condutas ritualísticas, tais como em silêncio formar dispositivos sequenciais para deslocamentos da sala de espera até o átrio é algo desnecessário e carregado de preciosismo. Não vamos confundir disciplina e educação com liturgia e ritualística.

Nesse contexto, cabe relatar que a denominação “passos perdidos” dados à sala de espera do templo, não possui nenhum caráter iniciático, misterioso ou esotérico. Essa denominação é originária do parlamento britânico, onde nele existe uma sala de espera para audiências com o primeiro ministro. As pessoas que ali aguardam pela dita audiência, geralmente, para passar o tempo ficam a caminhar de um lado para o outro. Figuradamente, esses passos dados a esmo (ao acaso; sem rumo) acabariam conhecidos como “passos perdidos”. Nada a estranhar essa relação com a Moderna Maçonaria, já que esta nascera com a fundação da Primeira Grande Loja em Londres no ano de 1717, e logo acabaria recebendo no seu seio vários elementos ligados à realeza e ao parlamento britânico.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2023

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

SESSÃO ORDINÁRIA DE INSTRUÇÃO (GOB)

Em 27.09.2022 o Respeitável Irmão Edson Evaristo Ribeiro, Loja Solidários da Liberdade, 2357, REAA, Oriente de Teixeiras, Estado de Minas Gerais, faz a pergunta seguinte:

 

SESSÃO ORDINÁRIA DE INSTRUÇÃO

 

Gostaria que você nos esclarecesse sobre as Sessões:

Conforme RGF - "Art. 108. As sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias conforme o rito que praticam. § 1º São sessões ordinárias as: I – regulares; II – de instruções; (...)."

1) Nos Rituais (Gr 1,2,3) constam o roteiro específico a seguir em uma Sessão Ordinária, acredito ser de Sessão Ordinária Regular. E como seria o roteiro de uma Sessão Ordinária de Instrução?

2) As Instruções que contam nos Rituais (Gr 1,.2,3) - REAA, GOB, são realizadas em Tempo de Estudos em uma Sessão Ordinária Regular ou Sessão Ordinária de Instrução?

 

CONSIDERAÇÃO.

 

No GOB orienta-se para tal o seguinte:

 

1.    O Tempo de Estudos de uma sessão ordinária atende às instruções do grau. Daí as Instruções constantes do ritual podem ser desmembradas e aplicadas em mais de uma sessão, já que se recomenda no Tempo de Estudos não exceder o tempo de 15 minutos.

 

2.    Uma sessão ordinária de instrução atende a instruções longas e debates a respeito. Essa sessão, convocada pelo Venerável Mestre com antecedência, dar-se-á com a abertura normal de uma sessão ordinária.

Feita a abertura ritualística, suprime-se a leitura de ata, expediente e propostas e Informações. Não há Ordem do Dia. O Venerável abre o Tempo de Estudos que poderá, nessa ocasião, exceder aos 15 minutos pelo tempo que se fizer necessário para as instruções.

Concluído os afins, faz-se circular o Tronco, seguido da Palavra sobre o Ato (Instrução) e por fim o encerramento ritualístico normal de uma sessão ordinária.

Sugere-se que seja lavrada uma ata sucinta e aprovada informalmente no final dessa mesma sessão. É bom que os trabalhos fiquem registrados para compor a história da Loja.

 

Esse é o roteiro recomendado.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2023

PRELEÇÃO NO ÁTRIO - COSTUMES ESTRANHOS AO RITO E AO RITUAL

Em 27.09.2022 o Respeitável Irmão Ildeu Silvério Borges, Loja Acácia Brasiliense, 3791, GOB-DF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, faz a seguinte pergunta:

 

PRELEÇÃO NO ÁTRIO

 

Preleção no átrio na formação do cortejo. O irmão tem algum trabalho sobre esse costume? Estou batalhando em minha loja para que nós deixemos de praticar, deixando a invocação para ser feita pelo Venerável, na hora própria prevista no ritual do REAA. Nossa Loja veio para o GOB oriunda das Grandes Lojas que adotam esse procedimento.

Se o irmão tiver o trabalho, por favor, me passe, se não, gostaria de ouvi-lo sobre o tema.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                   Nada existe no ritual em vigência que indique qualquer preleção no átrio antes do ingresso do préstito no Templo.

Nesse sentido, o Ritual de Aprendiz do REAA do GOB é bem claro ao mencionar que formado o préstito, o Mestre de Cerimônias simplesmente deve dirigir o ingresso dos Irmãos. Não há preleção, oração, minuto de silêncio, ambiente em penumbra, etc., nessa ocasião. Reitera-se, nada disso consta no ritual.

Além do ritual, também consta no SOR – Sistema de Orientação Ritualística, mecanismo oficial do GOB, item 32, dele a letra “C”, o seguinte em destaque:

“Não se faz no Átrio nenhuma prece, invocação ou outras práticas do gênero. Apenas silenciosamente todos ingressam no Templo”.

Ao que parece, a clareza do texto acima não deixa dúvidas, demonstrando que simplesmente todos ingressam em silêncio e nada mais.

Dito isso, o Orador da Loja precisa explicar que os costumes ritualísticos trazidos de outra Obediência não cabem nos rituais do GOB. A lei é seguir o ritual do GOB e o seu Sistema de Orientação Ritualística oficial.

A não observação dessa regra expõe a Loja à prática de um delito maçônico. Atender os regulamentos da Obediência é obrigação prestada mediante juramento.

Assim, não há o porque de se inserir práticas estranhas aos rituais do GOB. Não é uma questão de hábito, mas de atender a legislação da Obediência.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2023

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

O ATO DO TELHAMENTO NA MAÇONARIA - ORIGENS.

Em 26.09.2022 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Justiça e Caridade, REAA, GOB-PR, Oriente de Paraíso do Norte, Estado do Paraná, faz a seguinte questão.

 

ORIGENS DO TELHAMENTO

 

Estimado Irmão Pedro Juk, gostaria de saber se a origem do atual Telhamento, está ligado aos antigos canteiros de obras, onde os Maçons operativos para serem reconhecidos, eram submetidos a tal prática.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O neologismo maçônico “telhamento” se refere à cobertura do ambiente de trabalho maçônico. Implica que pelo lado de fora não se pode ver e nem ouvir o que ocorre dentro de um determinado espaço.

                 É daí que o termo foi ajustado na Maçonaria e o porquê da figura do Cobridor como aquele que cobre o templo, no caso os Cobridores que cobrem o templo pelo seu lado externo e interno.

Em Maçonaria é graças à palavra “cobertura” que se utiliza o substantivo feminino “goteira”, ou ainda a expressão “está chovendo” para se referir a um elemento estranho aos trabalhos maçônicos. No Craft, o Cobridor Externo é o Tyler que significa, numa tradução livre, o Telhador.

Mencionam alguns historiadores que nos tempos operativos, quando um elemento estranho à Arte era descoberto entre os maçons profissionais, o intruso era imediatamente imobilizado e penalizado, sendo amarrado sob as calhas por onde escorriam dos telhados as geladas águas pluviais do norte europeu. Ao que parece é daí nome “goteira” que se dá a um intruso presente nos trabalhos maçônicos.

Na Maçonaria anglo-saxônica também é ainda comum o uso do vocábulo cowan para se referir a um elemento irregular na Loja. Segundo Harry Carr, a palavra Cowan possui origem em um dialeto escocês. Genericamente significa “aquele que ergue muro de pedra sem argamassa”. Na verdade, o sentido dessa expressão é para se referir a um profissional deficitário e sem qualidade, ou seja, algo construído de modo impróprio; reprovável.

Por uma questão de tradução errada, aqui no Brasil por muito tempo utilizou-se a palavra “trolhamento” em vez de “telhamento”, o que foi (e para alguns ainda é) de fato um verdadeiro contrassenso, pois um templo é coberto com telhas e não com trolhas.

O termo trolhamento, derivado da trolha, em Maçonaria significa alisar; figuradamente menciona aparar arestas ou rugas que possam eventualmente ocorrer entre Irmãos. Enfim, trolhamento nada tem a ver com verificar a qualidade maçônica de alguém.

Historicamente, nas corporações de ofício da Idade Média, nossos ancestrais da Maçonaria Operativa, ou de Ofício, severamente protegiam os planos da construção e dos contratos da obra. Construir igrejas e catedrais para o clero era um alto negócio econômico.  Assim, somente tinham acesso a essas informações os profissionais qualificados e certificados com a “carta”. Nesse sentido eles adotavam entre si sinais, toques e palavras para se identificarem, sobretudo no trato com elementos profissionais e contratuais da guilda ou da loja (alojamento).

Do mesmo modo, esses elementos profissionais da construção (freemasons), que na época eram protegidos pela igreja estado, tinham liberdade de deslocamento pelos
diversos rincões medievais do Norte da Europa. Para se identificar profissionalmente eles também se utilizavam de sinais, toques e palavras. Afinal esse método era muito mais prático do que um freemason ficar horas desbastando uma pedra para mostrar a sua habilidade.

A partir do século XVII e XVIII, com o declínio da Maçonaria Operativa e a ascensão da Maçonaria dos Aceitos, os maçons especulativos continuaram a usar esse mesmo meio de reconhecimento nas suas Lojas, obviamente adaptando-as para à conjuntura dos ritos na Moderna Maçonaria. A conservação desse costume foi tão importante que inegavelmente hoje eles são os verdadeiros segredos da Ordem.

Assim, atualmente “telhamento” significa a cobertura dos trabalhos e, por extensão, é o exame aplicado a alguém para verificar a sua qualidade maçônica. Dependendo do rito, há oficiais experts em aplicar o telhamento. No caso do REAA, o 2º Experto é um deles. Já os Cobridores têm como ofício guardar; proteger - um deles o Templo externamente e o outro especificamente a sua porta pelo lado interno.

Ao concluir, vale ainda mencionar que quem cobre o templo é o Cobridor, ou os Cobridores. Desse modo, aquele que por ventura não possa ingressar, ou mesmo aquele que tenha que se retirar devido a transformação da Loja (mudança de grau), é que tem para si o templo coberto. Quem se retira nessa circunstância não cobre o templo. Afinal, quem cobre é o Cobridor.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK – SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2023

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

ENQUANTO AGUARDA. MESTRE DE CERIMÔNIAS À ORDEM

Em 25.09.2022 o Respeitável Irmão Elizardo Sebastião Mourão, Loja Pedro Rabelo do Amaral, GOMG (COMAB) sem mencionar o Rito, Oriente de Sabinópolis, Estado de Minas Gerais, através da Revista A Trolha faz o seguinte questionamento:

 

MESTRE DE CERIMÔNIAS À ORDEM.

 

No período de instrução estão polemizando com o Mestre de Cerimônias: Por quê? Ao levar a ata para o Venerável Mestre, Secretário e Orador, o Mestre de Cerimonias fica à Ordem do Grau. O nosso questionamento é, ou não, dispensável de Ordem na assinatura?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Como não foi informado o Rito que a Loja pratica, os meus comentários a seguir serão pertinentes ao Rito Escocês Antigo e Aceito.

No que diz respeito ao Mestre de Cerimônias ficar ou não à Ordem, certamente que ele enquanto aguarda as assinaturas do Venerável Mestre e do Orador, fica à Ordem.

                     Existe uma regra universal no REAA que o obreiro que estiver em pé e parado em Loja aberta, sem estar empunhando nenhum objeto, deve se colocar à Ordem, isto é, em pé, com o corpo ereto, pés em esq, compondo o Sin do Grau.

Como nessa ocasião o Mestre de Cerimônias não estará conduzindo um Irmão em Loja, ele então não deverá usar o seu instrumento de trabalho (o bastão). Assim, enquanto ele aguarda as respectivas assinaturas, por estar com as mãos desocupadas, deve ficar à Ordem.

Ao conduzir o livro de atas (balaústres) o Mestre de Cerimônias aguarda apenas a assinatura do Venerável Mestre e do Orador. De retorno, diante do Secretário, ele simplesmente devolve o livro e imediatamente regressa ao seu lugar. Não precisa ficar aguardando a assinatura do Secretário, obviamente porque o livro de atas ficará com o ele mesmo.

Vale ressaltar que o Venerável Mestre, o Orador e o Secretário recebem o livro de atas do Mestre de Cerimônias sentados. Não existe saudação entre os protagonistas nessa oportunidade. O Mestre de Cerimônias ao desfazer o Sin de Ordem pelo Sin Pen o faz para prosseguir na sua jornada – é bom não confundir isso com saudação maçônica.

Ao concluir, devo mencionar que existem regras que são universais no Rito e não devem ser identificadas como características dessa ou daquela Obediência.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

RITUALÍSTICA E O ESPAÇO REDUZIDO NO TEMPLO

Em 23.09.2022 o Respeitável Irmão Luiz Roberto Amorim Pereira, Loja Acácia de Guarapari, 2066, GOB-ES, REAA, Oriente de Guarapari, Estado do Espírito Santo, apresente a dúvida seguinte:

 

ESPAÇO REDUZIDO NO TEMPLO

 

Gostaria de esclarecimento sobre a seguinte questão:

- Para a passagem da Palavra Sagrada no Grau III (Mestre) após as alterações do S. O. R só existe uma maneira de transmissão da Palavra Sagrada no Grau III, que é a utilização do toque de Mestre (ou do Mestrado). Algumas Lojas são muito pequenas e foi observado nessas Lojas uma certa dificuldade de se utilizar os CCPP PPdo Mestre em função do espaço limitado no local onde se encontram as mesas dos VVig. Nesse caso existe alguma alternativa para a transmissão da Palavra Sagrada?

Ainda em relação a esse mesmo tema, caso a Loja esteja no Grau III e com todas as cadeiras das CCol do Sul e do Norte ocupadas, como seria Telhamento e a Transmissão da Palavra Sagrada no ato da Verificação pelos VVig se os presentes das CCol são Mestres? Como proceder o Telhamento dos irmãos que estão ocupando essas cadeiras (ou os bancos) mais próximas das paredes (Sul e Norte), já que o espaço é bem limitado?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Primeiramente eu gostaria de salientar que o SOR – Sistema de Orientação Ritualística do GOB veio para corrigir vícios que de há muito tempo vinham sendo praticados na nossa ritualística. A bem da verdade, no tocante à liturgia da transmissão da palavra no 3º Grau (que não é telhamento) na abertura e no encerramento, o que houve foi uma correção e não propriamente uma alteração ritualística.

No tocante à sua questão e a falta de espaço que ocorre em determinados templos, eu diria que não há como desvestir um santo para vestir outro.

                      Veja meu Irmão, não procede alterar a prática ritualística de um determinado Rito, ajustando procedimentos só porque o espaço de trabalho ocupado por uma determinada Oficina é acanhado.

Eu entendo que isso se ocorresse seria uma inversão de valores. Seria o mesmo que ajustar a boca da garrafa em função do tamanho da rolha. Ao que me parece, o contrário seria mais lógico.

No caso da formação dos c pp pp entre os DDiác e os Vigilantes, se o espaço não permitir, até admite-se que eles sejam formados abaixo dos degraus das respectivas cátedras. Agora na verificação dos presentes nas Colunas pelos Vigilantes não há como criar alternativas.

Embora se saiba perfeitamente das dificuldades que possam surgir em relação ao tamanho da sala da Loja, entende-se que no mínimo uma Loja deve ter espaço suficiente para atender os requisitos necessários para execução da liturgia e ritualística do rito. O que não procede é alterar a ritualística porque o espaço não comporta a prática. Isso seria no mínimo algo contraditório.

Assim, no caso de espaço reduzido, não vejo solução, se não a da Loja procurar um recinto compatível que e atenda o mínimo necessário para o desenvolvimento correto da ritualística e da liturgia de um rito. Ritualística alternativa não é possível.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2023

BADALADAS ARGENTINAS - TÍMPANOS

Em 21/09/2022 o Respeitável Irmão Fernando Luiz Koehler, Loja Plácido de Castro, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Santa Cruz do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

TÍMPANOS JUNTO ÀS LUZES DA LOJA

 

Tomei a liberdade de entrar em contato novamente via e-mail pra solicitar um apoio teu para um Trabalho de Pesquisa sobre um tema que vou te expor.

Como és um expert em assuntos maçônicos, me lembrei de ti para me auxiliar nessa tarefa, lógico se tiver disponibilidade.

É sobre os sinos ou tímpanos que ficam nas mesas das Luzes da Loja.

Não encontrei material de pesquisa sobre a utilização deles nas Sessões de uma Loja.

É válido que esses sinos tenham um som diferenciado na batida ou seja tons de Lá, Si, Sol? Lá na mesa do Venerável, Si na mesa do Primeiro Vigilante e Sol na mesa do Segundo Vigilante?

Ou tanto faz, desde que tenham um som característico por serem de bronze.

Não encontrei na internet fornecedores desses sinos. Tens alguma ideia onde eu poderia adquirir esses sinos?

O mais importante ao meu ver é o significado desses sinos em uma Sessão Maçônica. Tem algo de místico no soar dessas batidas?

Até porque as batidas são diferenciadas dependendo do grau em que está a Sessão.

O meu interesse nessa matéria é que tive um interesse pessoal em fazer uma Instrução a respeito.

Temos muitos símbolos e alegorias no Templo Maçônico e os sinos são uma delas.

Caso tu possas me ajudar no sentido de encontrar as explicações sobre esse símbolo te agradeço muito.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                        De pronto eu acredito que há um equívoco se o ritual for do REAA, pois nele originalmente nunca existiram tímpanos, badaladas argentinas e outros afins do gênero, muito menos essa de ter que soar em determinadas notas musicais.

Badaladas argentinas de fato ocorrem no Rito Adonhiramita. Nele existe sobre a mesa do 2º Vigilante uma peça metálica em forma de sino para ser percutida na abertura e encerramento dos trabalhos. Sua finalidade, no Rito Adonhiramita, é para anunciar a hora simbólica do meio-dia e a da meia-noite na liturgia maçônica do rito.

Cabe esclarecer que nesse caso o adjetivo “argentina” é relacionado ao elemento prata (Ag); argênteo. No contexto maçônico relata som de timbre fino como o da prata.

Agora no REAA, e ainda distribuídas junto às Luzes da Loja? Posso lhe garantir isso nada mais é do que pura invenção, e como invenção não há para ela explicação. Creio que quem criou essa anomalia e inseriu em alguns rituais do REAA seja a pessoa indicada para apresentar uma explicação convincente a respeito.

Assim, lamentavelmente não tenho como ajudá-lo, pois qualquer comentário meu a respeito no REAA seria meramente uma falácia. Perdoe-me pela sinceridade.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

FEV/2023