quinta-feira, 9 de março de 2023

ORGANIZAÇÃO DE UMA SESSÃO ADMINISTRATIVA

Em 24/10/2022 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul, faz a seguinte pergunta:

 

ORGANIZAÇÃO DE SESSÃO ADMINISTRATIVA

 

Gostaria de saber qual é o procedimento a adotar na realização de uma sessão administrativa em uma Loja, no Rito Escocês Antigo e Aceito. A dúvida surge em virtude do Art. 108 do RGF, §1º, III, considerar uma sessão administrativa como sessão ordinária e o ritual de aprendiz, em sua parte II - sessão Ordinária instruir a forma de sua abertura e procedimento ao longo da sessão.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Segundo o RGF as sessões das Lojas são Ordinárias, Magnas e Extraordinárias. No que diz respeito às Sessões Ordinárias elas podem ser Regulares, de Instrução, Administrativas, de Finanças, etc. Ao todo somam-se nove sessões Ordinárias subtituladas.

Nesse contexto, que de fato parece um pouco confuso, a sessão Ordinária mencionada nos respectivos rituais do GOB é aquela subtitulada no RGF como Ordinária “Regular”.

                             Nesse sentido, o que me parece que de fato precisa ser corrigido é o título descrito no ritual, ou seja, mudando o nome Sessão Ordinária para Sessão Ordinária Regular.

Na verdade, essa Sessão Regular é aquela que outrora fora consagrada como Sessão Econômica.

Ocorre, entretanto, que indevidamente esse título acabou sendo suprimido porque os seus algozes “acharam” que o vocábulo “econômico”, nessa conjuntura, era algo ligado a finanças, economia, etc. Contudo, não se aperceberam esses “entendidos” que “econômica” se referia a uma sessão menos longa na sua duração do que as Magnas de Iniciação, por exemplo.

Desse modo, nesse contexto o título Sessão Econômica, se refere a uma sessão objetiva e prática, sem a amplitude ritualística encontrada em outras sessões.

Assim, fazer o quê? O estrago foi feito e o negócio é se adaptar a essas contradições da melhor maneira possível. Afinal há outros exemplos dessas interferências lamentáveis como a indevida extição do título “balaústre” substituindo-o simplesmente por “ata”, isso como se uma sessão maçônica fosse a mesma coisa que uma reunião de um clube de serviços; outro, o consagrado “aumento de grau, ou de salário” foi substituído por colação de grau, isso como se a Maçonaria fosse uma espécie de escola de normalistas, e por aí vai.

Comentários a parte, no tocante aos diversos subtítulos de trabalhos que atualmente fazem parte de uma Sessão Ordinária, alguns deles não dependem de liturgia e ritualística. É o caso de uma Sessão Ordinária Administrativa que, diferente de uma Sessão Ordinária Regular, não possui ritual próprio, pois os assuntos que levaram à sua realização são plurais.

Geralmente as Sessões Ordinárias Administrativas são convocadas quando a matéria é polêmica e com muitos debates. Nesse sentido, de modo disciplinado e organizado, não há liturgia para giro da palavra, algo que é comum nas Sessões Ordinárias Regulares.

Uma Sessão Ordinária Administrativa não depende de ser realizada dentro da sala da Loja com abertura e encerramento ritualístico. É suficiente que ela seja realizada em um ambiente coberto, mas sem nenhuma ritualística ditada por um ritual. Há ritos que determinam a suspensão dos trabalhos ritualísticos para esse fim em uma Sessão Ordinária Regular, mas esse não é o caso do REAA.

Outra característica de uma Sessão Ordinária Administrativa é a de que ela terá sua ata aprovada no final dos trabalhos administrativos. A sessão deve ocorrer obedecendo a pauta pela qual ela fora convocada.

Basicamente é isso.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023

terça-feira, 7 de março de 2023

RETIRADA DO TEMPLO E USUÁRIO DA PALAVRA EM LOJA - REAA

Em 22/10/2022 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Lojas Sabedoria, Equilíbrio e Poder, 4407, e Regeneração Sul Baiana 994. REAA, GOB-BA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes:

 

RETIRADA DO TEMPLO E USANDO A PALAVRA

 

Saindo do templo momentaneamente, estando na coluna do norte, posso sair sem realizar a circulação? Já que não vou ultrapassar a linha do Equador?

No ritual menciona que estando em pé e parado, tem que ficar à Ordem. Vou falar no tempo de estudos, sem estar lendo ou usar o microfone, como devo proceder, já que não sou um dos privilegiados de falar sentado? E se estiver usando o microfone, posso falar, sem estar à Ordem?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                     Estando em Loja aberta, no REAA ingressa-se no templo pela Coluna do Norte e dele se retira pela Coluna do Sul. Essa é uma regra ritualística isenta de preciosismos que visa apenas a padronização dos procedimentos litúrgicos.

O mesmo ocorre ao se ingressar no Oriente. Nesse caso, nele se ingressa passando antes impreterivelmente pela Coluna do Norte. Em retirada, faz-se obrigatoriamente em direção à Coluna do Sul. Em linhas gerais, a entrada se dá pelo Nordeste (lado do Orador) e a saída pelo Sudeste (lado do Secretário).

Falar em pé ou sentado no Ocidente não é uma questão de privilégio, mas de uma regra ritualística. Nesse sentido, existe ainda o caráter histórico e iniciático que envolve o Oriente da Loja e o Ocidente, contudo esse não é o mote da questão.

Assim, no Ocidente, quem usar da palavra deve ficar à Ordem. Os Vigilantes são os únicos que podem falar sentados, salvo nos momentos em que o ritual determinar em contrário. Se o Vigilante estiver falando em pé, também fica à Ordem, isto é, deixa o malhete sobre a mesa e compõe normalmente o sinal.

O Venerável Mestre, em situações que de fato sejam necessárias, pode autorizar qualquer usuário da palavra a desfazer o sinal durante a sua fala. Nessa condição, o protagonista primeiramente fica à Ordem e se dirige à Loja na forma protocolar (de costume). Em seguida, se o Venerável Mestre lhe facultar a dispensa do sinal, ele o desfaz e usa a palavra. Concluída a sua fala, retoma assento imediatamente.

Certamente que com as mãos ocupadas não haverá possibilidade de fazer o Sin de Ord. Isso observado, o Venerável Mestre dará autorização para que o sinal seja desfeito.

Especificamente sobre a sua questão, se o apresentador estiver com as mãos livres, isto é, sem ter nas mãos algum texto para ser lido, ou mesmo um microfone nas mãos, ele deve então falar à Ordem, podendo, contudo, o Venerável Mestre dispensá-lo do sinal se julgar necessário.

Caso o apresentador venha a se utilizar de algum microfone que deverá ser por ele empunhado, sem dúvida o Venerável Mestre o autorizará a desfazer o sinal.

Conforme as circunstâncias, o que deverá prevalecer será sempre a do bom senso.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023

segunda-feira, 6 de março de 2023

REAA - ONDE FICA O TOPO DA COLUNA DO NORTE NO TEMPLO

Em 21.10.2022 o Respeitável Irmão Eduardo dos Reis, Loja Fraternidade Guanduense, 1396, REAA, GOB-ES, Oriente de Baixo Guandu, Estado do Espírito Santo, apresente a pergunta seguinte:

 

ONDE FICA O TOPO DA COLUNA DO NORTE

 

Ontem surgiu um grande debate em Loja. Onde fica o topo da Coluna do Aprendiz.

Perto do Primeiro Vigilante? Ou ao lado do Irmão Tesoureiro?

 

COMENTÁRIOS.

 

Em que pese eu já ter escrito bastante a respeito – matéria que pode ser encontrada no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br – posso aqui comentar que o topo da Coluna do Norte, a relacionado aos Aprendizes no REAA, é toda a parede Norte do templo onde se localizam as seis primeiras seis Colunas Zodiacais a partir de Áries.

                   No caso, o topo do Norte é o lugar mais distante do equador (eixo longitudinal do templo).

Imagine-se alguém dentro do templo posicionado sobre o equador olhando para o setentrião. A referência mais distante que dali será vista é a parede Norte, portanto, ela é o respectivo topo.

Iniciaticamente, o Aprendiz, por estar ainda na primeira fase do aprendizado (ainda menos instruído), ocupa o lugar em local que é simbolicamente menos iluminado.

Assim, o Aprendiz toma assento junto ao topo do Norte, que é o lugar mais distante possível do equador.

Destaque-se que todo esse referencial de ponto de vista relaciona-se a quem estiver posicionado no hemisfério norte, região do nosso Planeta em que nasceu a Maçonaria.

Desse modo, o topo do Norte não é a balaustrada como muitos rituais do REAA equivocadamente apregoam, mas toda a parede Norte entre a balaustrada do Oriente e o canto com a parede ocidental.

Nesse contexto iniciático, o Aprendiz recém-iniciado, obedecendo o caminho iniciático indicado pelas Colunas Zodiacais, senta no dia da sua iniciação no topo da Coluna do Norte, o mais próximo possível da coluna correspondente a Áries, que fica próxima do 1º Vigilante.

Áries, correspondente ao início da primavera no hemisfério Norte e esotericamente marca o início da jornada iniciática. Entenda-se que o REAA é um rito solar e teve o seu arcabouço doutrinário de aperfeiçoamento baseado na alegoria da Natureza, ou seja, à revolução anual aparente do Sol.

Nesse sentido, as etapas de aperfeiçoamento do iniciado comparam-se às estações do ano, cujo início se dá após o inverno, a 21 de março, data do equinócio de primavera na meia-esfera Norte do nosso Planeta.

Ao concluir, vale relatar que o templo, ou oficina de trabalho no REAA simboliza a superfície da Terra em um segmento situado sobre o equador orientado, no seu comprimento, do Oriente para o Ocidente, e na sua largura, do Norte para o Sul.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023

sábado, 4 de março de 2023

INSTRUMENTO DE TRABALHO - SAUDAÇÃO NA SAÍDA DO ORIENTE

Em 20.10.2022 o Respeitável Irmão Gilbert A. Povidaiko, Loja Cavaleiros em Ascensão, 3004, REAA, GOB-SP, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

 

SAUDAÇÃO AO SAIR DO ORIENTE

 

Após a conferência do Saco de PProp e IInf, de volta ao seu lugar, ao sair com o saco vazio em mãos, o Mestre de Cerimônias faz a saudação ao Venerável Mestre próximo à balaustrada? O Saco vazio é ou não um "instrumento de trabalho"? Acredito que "cheio", na entrada ao Oriente, não deva fazer a saudação, mas e na saída?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O que de fato ocorre é que não se faz o sinal maçônico com um objeto ou instrumento de trabalho, isto é, não se usa o objeto ou instrumento para com ele se fazer o sinal.

Seria no mínimo hilário se, por exemplo, no 1º Grau víssemos o Mestre de Cerimônias passando a bolsa (saco) na sua região gut, ou mesmo um Cobridor passando a espada nessa mesma região. É por isso que é dito que não se utiliza nenhum objeto para fazer sinal maçônico. Em qualquer circunstância a regra é que sinais são feitos com a mão, ou mãos conforme a conjuntura.

Assim, para fazer o Sin é imperativo que a mão esteja de todo vazia e desocupada.

               Tomando como exemplo a bolsa de PProp e IInf, o titular a conduz na forma de costume, isto é, com as duas mãos junto ao lado esquerdo do quadril, inclusive mantendo essa atitude depois de ter concluído a coleta e ter se dirigido até o Ven Mestre para a verificação.

Verificado e informado o conteúdo pelo Ven Mestre, o titular recolhe a bolsa vazia e retorna ao seu lugar.

De retorno, o Mestre de Cerimônias não mais conduz o recipiente com formalidade ritualística. Nessa ocasião ele leva a bolsa preferencialmente com a mão esquerda. Isso o habilita a saudar o Ven Mestre pelo Sin ao sair do Oriente.

Cabe aqui uma pequena observação. Se a Loja estiver aberta no 2º Grau, o titular em retirada não saúda o Venerável pelo Sin, porém, voltado para ele faz uma parada rápida e formal. Destaco que no 2º Grau o Sin exige a utilização das duas mãos. Para que não ocorra um sinal pela metade, a opção é fazer a parada rápida e formal – sem inclinação com o corpo e sem meneios com a cabeça.

 

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023

quinta-feira, 2 de março de 2023

ALEGORIAS MAÇÔNICAS

Em 20/10/2022 o Respeitável Irmão Milton Souza, Loja União do Horizonte, 119, REAA, GLEGO (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado de Goiás, apresenta o que segue:

 

ALEGORIA MAÇÔNICA

 

Caro Irmão Pedro Juk.

Considero aceitável o meu desempenho nas explicações para as quais sou convidado ou convocado para expor sobre os variados temas da Ordem, levando em conta me concentro nos estudos (inclusive e principalmente nos seus) e não no que porventura venha "achar". Não significa que não tenho opinião própria. Quando raramente coloco opiniões próprias, procuro basear-me principalmente, na lógica e na razão. Mesmo assim, procuro "submeter minha vontade".

Mas o que preciso de você é sobre o fato de não estar conseguindo explicar a contento sobre ALEGORIA. As vezes pedem que eu separe quais são as alegorias e quais são os símbolos eis um pouco de dificuldades. Às vezes acho que muitos símbolos também são Alegorias, por uma outra visão ou utilidade.

Quais dos seus livros ou postagem esclarece sobre o assunto, numa linguagem bem feijão com arroz?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Alegoria é uma exposição figurada de um pensamento. É um conjunto de símbolos que designa a expressão de uma ideia por uma sucessão de imagens e figuras.

Além da linguagem individual dos símbolos, a Maçonaria se faz também valer de alegorias. De certo modo uma alegoria é uma ideia abstrata que se manifesta por meio de símbolos para torna-la compreensível.

Alegoria é um elemento metafórico ilustrado por símbolos. Por exemplo, a do Templo de Jerusalém (Salomão) quando relacionada à construção simbólica do Homem; a do caminho iniciático quando associada ao teatro da Natureza; a das viagens iniciáticas quando relacionadas aos ciclos da vida humana; a das pedras, bruta e cúbica, quando conexas com o homem iniciado e o elemento da Obra; etc.

No que diz respeito aos símbolos, em Maçonaria eles expressam figuras, ou objetos individualizados e convencionais elaborados com o desiderato de representar alguma coisa (emblema, insígnia).

Os símbolos maçônicos representam a maneira velada pela qual a Maçonaria ministra aos iniciados as lições de moral e ética que fazem parte da sua doutrina.

De maneira geral, os símbolos utilizados pela Maçonaria são instrumentos ou figuras ligados à arte (ofício) da construção. Por exemplo: Compasso; Esquadro; Maço, Prumo, Avental, Pedra Bruta, Pedra Cúbica, etc.

No contexto prático das alegorias, tomando como exemplo as que aqui já foram citadas, nesse caso o Templo de Jerusalém, demonstra-se o ideário de um ser humano preparado, o mais próximo possível da perfeição, para ser o habitat da Criação – metaforicamente é a ideia de que o Templo seja o próprio Homem.

Com essa natureza, a alegoria do Templo abriga dentro de si um encadeamento se símbolos que o constroem. Nesse particular é possível citar alguns deles: o Altar principal corresponde ao Sanctum Santorum; o Oriente corresponde ao Sanctum; o Pavimento Mosaico corresponde ao grande pátio; as Colunas Vestibulares correspondem o Pórtico; etc.

Assim, todos esses elementos unidos representam metaforicamente a alegoria do elemento ideal, aperfeiçoado e dedicado.

Como elemento emblemático, o Templo também é a oficina de trabalho onde o Iniciado opera sobre si mesmo a transformação e, em outra conjuntura, que não a alegórica, o Templo também foi o elemento base principal para se construir a Lenda do 3º Grau.

No caso do REAA e a alegoria que abriga o caminho iniciático e o teatro da Natureza, metaforicamente ela compara a vida simbólica do maçom à revolução anual da Natureza, ou seja, sugere que as etapas de aperfeiçoamento do homem iniciado sejam figuradamente correspondentes aos ciclos da Natureza – primavera, verão, outono e inverno (infância, juventude, maturidade e morte).

Resumidamente, o encadeamento de símbolos que formam essa alegoria é demonstrado visualmente no Templo pelas constelações do Zodíaco e as respectivas Colunas Zodiacais. Esses elementos simbólicos constituem parte de uma decoração apropriada para um rito solar. Enfim, esse ideário alegórico procura demonstrar que o Iniciado é um elemento que faz parte da Natureza.

No caso da alegoria que envolve as viagens simbólicas, comuns na liturgia do REAA, cada viagem se refere ao deslocamento do iniciado, relatando o seu próprio percurso, assim como o das civilizações e das sociedades humanas. Os elementos alquímicos da Terra, Ar, Água e Fogo, inerentes às viagens simbólicas, eles são os vetores iniciáticos que constroem, no REAA, essa figura metafórica de linguagem (veja o que representa cada uma dessas viagens no ritual durante a Iniciação).

No caso da alegoria que condensa as Pedras, Bruta e Cúbica (duas das três joias fixas da Loja) como seu ideário, ela manifesta figuradamente o estágio inicial de aperfeiçoamento do maçom (Aprendiz), seguida de uma visível evolução que fora adquirida pelo aprendizado resultante do trabalho perseverante (Companheiro). Metaforicamente, a Pedra Bruta e a Pedra Cúbica exprimem o estado do elemento primário suscetível ao aprimoramento nos dois primeiros ciclos iniciáticos.

Já na conjuntura exclusiva dos símbolos, individualizados ou conjugados, eles exprimem interpretações que tanto podem ser de viés alegórico ou místico.

Nesse sentido, seguem alguns exemplos de símbolos e os seus significados: o Compasso: individualmente simboliza a justa medida, mas também simboliza a espiritualidade e o conhecimento humano; o Esquadro: símbolo da retidão de caráter, simboliza também a materialidade humana; o Maço: símbolo do caráter a serviço da razão e da inteligência; o Prumo: simboliza a profundidade de conhecimento, o equilíbrio, a estabilidade e a justiça (não pende como as oblíquas); o Avental: simboliza o trabalho que honra e dignifica o homem; a Pedra Bruta: de maneira individualizada representa o início, o homem passível de aperfeiçoamento (elemento primário tal como retirado da jazida); a Pedra Cúbica: simboliza o Homem evoluído e preparado, representa o elemento próprio para ser utilizado na edificação, etc.

Obviamente que em se tratando de símbolos e alegorias, estes exemplos não se esgotam por aqui. Contudo, acredito que com esses elementos básicos seja possível compreender muitos desses fundamentos elementares da ritualística maçônica.

Espero que esse conteúdo seja útil para a sua súplica.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023

quarta-feira, 1 de março de 2023

ABSTENÇÃO DA APROVAÇÃO DA ATA NO REAA

Em 20.10.2022 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Baiana, 994 e Sabedoria, Equilíbrio e Poder, 4407, REAA, GOB-BA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, faz a seguinte pergunta:

 

ABSTENÇÃO NA APROVAÇÃO DA ATA

 

Como proceder um irmão visitante na aprovação da ata?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Ata maçônica - por ser um registro compreensível escrito pelo Secretário no qual ele relada fielmente o que particularmente se passou em uma sessão de uma determinada Loja, eventuais visitantes presentes devem se abster de votar na sua aprovação.

Para aprovação de uma ata maçônica votam apenas Irmãos do quadro, e mesmo assim apenas os que estiveram presentes na sessão a que se refere a ata.

No caso do REAA, aquele que se abstém de votar deve ficar à Ordem na ocasião.

Tradicionalmente, a ata de uma sessão maçônica deveria ser chamada de balaústre, já que esse substantivo se refere a um colunelo feito de madeira, pedra ou metal que, junto com outros iguais e igualmente distribuídos, sustentam uma travessa, corrimão ou peitoril. De maneira figurada, balaústre significa sustentar a história da Loja nele registrada ao longo da sua vida.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2023

PARAMENTOS DO VENERÁVEL MESTRE VISITANTE

Em 17.10.2022 o Respeitável Irmão Arimar Marçal, Loja Santo Graal, 4690, GOB-RS, REAA, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte pergunta:

 

VENERÁVEL MESTRE VISITANTE

 

Mais uma vez venho à sua presença, solicitar esclarecimento sobre procedimentos ritualísticos. Nossa dúvida presente é: “Em visitação à outras Oficinas, o Venerável Mestre
vai com todos os paramentos do cargo, inclusive com os punhos?

Há divergências em nossa Loja neste sentido e precisamos da sua ajuda.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No caso do REAA, o Venerável Mestre em visita a outra Loja não deixa de ser Venerável Mestre, portanto ele como visitante se apresenta trajado de acordo com a legislação e vestindo os seus paramentos completos, ou seja, traz o avental, colar com a respectiva joia e os punhos.

Destaco que esses procedimentos não podem ser generalizados entre os ritos, pois entre eles pode existir diferença nos procedimentos. No Rito de York, por exemplo, o Venerável Mestre visitante se apresenta trajado conforme a legislação trazendo apenas o avental de Venerável Mestre.

Concluindo, Venerável Mestre em visita usa os paramentos do rito que ele pertence.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2023