Em 09/04/2026 o Respeitável Irmão Ubirajara Nascimento, Loja Raphael Simioni, 3707, REAA, GOB-SP, Oriente de São Sebastião, Estado de São Paulo, apresenta o seguinte:
CULTOS SOLARES
Atualmente Secretário Estadual Adj∴ de Relações Internas na 8a. Macrorregião do GOB-SP, não participo diretamente do acompanhamento das instruções aos irmãos do quadro de uma das Lojas em que sou filiado, mas deparei-me com solicitação de irmãos do Grau 2 quanto à citação à lenda de Ceres e Perséfone, na segunda Instrução do respectivo Ritual. Poderia fornecer-nos mais subsídios bibliográficos a fim de que se possa fazer um estudo mais aprofundado relativo à dita instrução?
CONSIDERAÇÕES
Em face ao REAA ser um rito maçônico simbólico solar, a construção iniciática do seu misticismo sofre influências diretas dos cultos solares da antiguidade, mormente pelas suas alegorias iniciáticas como as Lendas Noaquita, de Osíris, de Hiram, etc.
Especificamente no 2º Grau, esse misticismo se evidencia pelo uso da palavra Shib∴ como Pal∴ de Pas∴ do Grau de Comp∴.De origem bíblica, a pronúncia e sotaque dessa palavra servia como um teste para revelar pessoas pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.
Mencionada no Antigo Testamento (Juízes, 12: 4-6), a palavra Shib∴ relaciona-se com o general Jefté e o conflito entre os gileadistas (povo de Gileade) e a tribo de Efraim (efrainitas).
Os gileadistas controlavam a passagem pelo rio Jordão. Como ambos os povos se utilizavam de diferentes dialetos, a palavra Shib∴ era solicitadas pelos gileadistas como uma espécie de palavra de passe aos viajantes. Por deficiência de pronúncia (sotaque), os efrainitas não conseguiam pronunciar corretamente o som “sh” da palavra, o que os denunciava como inimigos, que eram então aniquilados.
Em linhas gerais, a palavra Shib∴ significa nn∴ ggr∴ de tr∴, ou mesmo, esp∴ de tr∴. O termo se relaciona ao misticismo grego e os cultos solares da antiguidade como um mito que se desenvolveu observando a revolução anual do Sol (estações do ano) – a Lenda de Ceres (romana) e de Deméter e Perséfone (grega).
Graças ao conteúdo alegórico desse mito, é que essa palavra acabou também sendo utilizada como Pal∴ de Pas∴ do 2º Grau em alguns ritos maçônicos.
Como referência bibliográfica para este assunto, sugere-se o livro As Origens Históricas da Mística Maçônica - José Castellani, Editora Landmark; Cartilha do Companheiro - José Castellani e Raimundo Rodrigues, Editora Maçônica A Trolha; Curso de Maçonaria Simbólica, Tomos I, II e III de autoria de Theobaldo Varolli Filho. Recomenda-se também perscrutar a História das Civilizações, assim como outros elementos bibliográficos desse gênero.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
JUN/2026

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