Em 25/03/2026 o Respeitável Irmão Juliano Vasconcellos, Loja Itaipu, 2226, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:
REGULARIDADE
Como de costume, sempre que surge alguma dúvida acerca de pontos relacionados à nossa ritualística, recorro ao Irmão, que prontamente nos auxilia com esclarecimentos precisos.
No novo ritual, à página 37, observamos a seguinte alteração: Quando o Venerável Mestre pergunta: “De onde vindes, meus IIr∴?” Anteriormente, o Visitante respondia: “De uma Loja de São João, justa e perfeita, Venerável Mestre.” Atualmente, a resposta passou a ser: “De uma Loja de São João, justa, perfeita e regular, Venerável Mestre.”Diante dessa inclusão, gostaríamos de compreender melhor o significado e a motivação para o acréscimo do termo “regular”.
Considerando que, em se tratando de um Irmão desconhecido, solicitamos a palavra semestral e, uma vez respondida corretamente, já se pressupõe sua regularidade, surge-nos a dúvida quanto à necessidade dessa menção explícita no texto ritualístico.
Assim, ficaremos gratos se o Irmão puder nos oferecer um esclarecimento sobre esse ponto, para que possamos levá-lo à nossa Oficina e promover o devido entendimento entre os Irmãos.
CONSIDERAÇÕES
No tocante à Maçonaria Brasileira regular, no caso do GOB, ele reconhece como regulares, além das suas Lojas federadas, também todas as Lojas que formam as Grandes Lojas Estatuais Brasileiras (CMSB) e as que formam os Grandes Orientes Estaduais Independentes (COMAB). Graças a isso, sem aqui se discutir a expressão lata do que significa regularidade maçônica, as Potências Maçônicas regulares no Brasil se restringem às acima mencionadas.
Por força de tratado, no GOB não é admitido o ingresso, em suas Lojas, de maçons em atividade que não pertençam às suas próprias Lojas, assim como às Lojas de uma das Obediências por ele reconhecidas como regulares.
Ainda nessa conjuntura, além do reconhecimento individual do maçom, que ocorre por exame individual in loco, chamado de Cobridor Grau e o Telhamento, a Loja também tem que se certificar, em caso de Irmão visitante desconhecido, se ele é de fato um Ir∴ que está em plena atividade nas Obediências reconhecidas. Essa providência deve ser tomada pela Loja que recebe o visitante desconhecido. Cada Loja é responsável pela sua verificação. Atualmente, a informatização tem auxiliado na consecução desse exame.
Por fim, a questão de reconhecimento entre Obediências possui regras, as quais as partes concordam e se submetem. Uma das mais importantes dessas regras tem sido a de que uma Obediência declarada por uma das partes como regular, não mantenha nenhum tratado de reconhecimento com alguma Potência irregular. Se isso acontecer, pode haver, da outra parte, a suspensão de reconhecimento.
T.F.A.
PEDRO JUK
http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAI/2026

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